Exportação

Exportações brasileiras para os EUA registram queda de 11,3% em abril

As exportações brasileiras para os Estados Unidos apresentaram retração de 11,3% em abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as vendas brasileiras ao mercado norte-americano somaram US$ 3,121 bilhões, abaixo dos US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025.

Importações dos EUA também recuam

As compras brasileiras de produtos norte-americanos também diminuíram no quarto mês do ano. As importações dos EUA caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões em abril do ano passado para US$ 3,097 bilhões em 2026.

Com o desempenho das exportações e importações, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Tarifas dos EUA seguem impactando produtos brasileiros

O resultado marca a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a adoção da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.

Embora parte dos produtos brasileiros tenha sido retirada das tarifas no fim do ano passado, o MDIC estima que cerca de 22% das exportações brasileiras ainda permanecem sujeitas às medidas tarifárias implementadas em julho de 2025.

Nesse grupo estão incluídos produtos que pagam adicional de 40%, além daqueles submetidos simultaneamente à taxa extra de 40% e à tarifa-base de 10%.

Exportações para a China avançam mais de 30%

Enquanto o comércio com os Estados Unidos perdeu força, as vendas brasileiras para a China registraram forte crescimento em abril.

As exportações para o país asiático avançaram 32,5% na comparação anual, alcançando US$ 11,610 bilhões, frente aos US$ 8,763 bilhões registrados em abril de 2025.

As importações de produtos chineses também aumentaram. As compras brasileiras vindas da China cresceram 20,7%, totalizando US$ 6,054 bilhões.

Com isso, o Brasil acumulou superávit de US$ 5,56 bilhões na balança comercial com a China apenas no quarto mês de 2026.

Superávit com a China supera US$ 11 bilhões no ano

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras para a China cresceram 25,4%, atingindo US$ 35,61 bilhões.

Já as importações tiveram leve recuo de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões no período.

O saldo da balança comercial entre os dois países ficou positivo em US$ 11,65 bilhões nos quatro primeiros meses do ano.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil cresce 10,8% em abril e bate recorde nas exportações

A corrente de comércio brasileira registrou crescimento de 10,8% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo avanço das exportações brasileiras, que alcançaram o maior valor da série histórica para o mês.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as exportações somaram US$ 34,1 bilhões em abril, enquanto as importações chegaram a US$ 23,6 bilhões. O saldo positivo da balança comercial foi de US$ 10,5 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio totalizou US$ 57,8 bilhões no período.

Exportações avançam mais de 14% em abril

Na comparação entre abril de 2026 e abril de 2025, as exportações cresceram 14,3%, passando de US$ 29,8 bilhões para US$ 34,1 bilhões.

Já as importações apresentaram alta de 6,2% no mesmo intervalo, saindo de US$ 22,2 bilhões para US$ 23,6 bilhões.

O desempenho reforça o crescimento do comércio exterior brasileiro em 2026, especialmente diante do aumento da demanda por produtos ligados ao agronegócio, indústria extrativa e indústria de transformação.

Comércio exterior acumula mais de US$ 208 bilhões no ano

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, as exportações brasileiras atingiram US$ 116,6 bilhões, avanço de 9,2% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações somaram US$ 91,7 bilhões no quadrimestre, alta de 2,5%.

Com isso, o saldo da balança comercial chegou a US$ 24,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio acumulada alcançou US$ 208,3 bilhões, crescimento de 6,1% na comparação anual.

Agropecuária e indústria puxam alta das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve crescimento de US$ 1,28 bilhão em abril, avanço de 16,1% frente ao mesmo mês do ano anterior.

A indústria extrativa também apresentou forte desempenho, com aumento de US$ 1,26 bilhão, equivalente a 17,9%.

Já os produtos da indústria de transformação registraram expansão de US$ 1,71 bilhão, alta de 11,6%.

No acumulado de 2026, o destaque ficou para a indústria extrativa, que cresceu 22,2%, somando avanço de US$ 5,32 bilhões.

Importações crescem na indústria de transformação

No lado das importações, o principal avanço ocorreu nos produtos da indústria de transformação, que tiveram crescimento de US$ 1,51 bilhão em abril, alta de 7,4%.

A indústria extrativa apresentou leve aumento de 0,4%, enquanto a agropecuária registrou queda de 25,8% nas importações do mês.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação cresceram 3,6%, enquanto agropecuária e indústria extrativa apresentaram retração.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Feed&Food

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Exportação

Exportação de carne bovina para China pode cair e pressionar mercado do boi gordo

A possibilidade de esgotamento da cota de exportação de carne bovina brasileira para a China entre o fim de maio e meados de junho acendeu o alerta no setor pecuário. A projeção é da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que avalia impactos diretos sobre os embarques e o mercado do boi gordo no Brasil.

Segundo o presidente da entidade, Roberto Perosa, caso o volume excedente não encontre novos destinos comerciais, as exportações brasileiras de carne bovina podem registrar retração de até 10% em 2026.

Redução nas exportações pode afetar preço da arroba

Com menor demanda internacional, a tendência é de desaceleração no ritmo de abates e pressão sobre o preço da arroba do boi gordo nos próximos meses. O setor teme que a redução das vendas externas gere excesso de oferta no mercado interno, impactando diretamente produtores e frigoríficos.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, e qualquer limitação nas compras do país asiático provoca reflexos relevantes em toda a cadeia pecuária.

Para minimizar os impactos, a indústria aposta no fortalecimento do consumo interno no segundo semestre. No entanto, representantes do setor afirmam que o avanço do consumo das famílias tem sido limitado pelo crescimento das apostas online no Brasil.

De acordo com a Abiec, uma pesquisa da Nielsen apresentada ao vice-presidente Geraldo Alckmin aponta queda de 10% no consumo de alimentos entre famílias de menor renda. O levantamento relaciona a redução ao aumento dos gastos com plataformas de apostas.

Embora o consumo de carne bovina ainda mantenha crescimento, o setor acredita que o desempenho poderia ser mais expressivo sem esse cenário. Por isso, entidades ligadas à indústria da carne e ao atacado defendem medidas de restrição às apostas ilegais e maior controle sobre publicidade digital.

EUA, Japão e Coreia do Sul surgem como alternativas

Além do mercado interno, os Estados Unidos aparecem como possível alternativa para ampliar as exportações brasileiras. Porém, a cota atual destinada ao Brasil já foi preenchida, e os embarques fora desse limite enfrentam tarifas que reduzem a competitividade.

A abertura de novos mercados também ganhou prioridade nas negociações internacionais. Países como Japão, Coreia do Sul e Turquia são considerados estratégicos para compensar uma eventual redução das compras chinesas.

Entre eles, o Japão aparece em estágio mais avançado de negociação. Recentemente, técnicos japoneses estiveram na região Sul do Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro em possível processo de abertura comercial.

Oriente Médio preocupa setor exportador

Outro ponto de atenção para a indústria é o cenário no Oriente Médio, responsável por cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina.

Segundo a Abiec, os embarques para a região recuaram 20% em março e 10% em abril. Além da redução no volume exportado, empresas enfrentam aumento nos custos logísticos e dificuldades operacionais provocadas pelos conflitos na região. Apesar disso, a expectativa do setor é de gradual normalização do fluxo comercial nos próximos meses.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor recentemente, a avaliação inicial da Abiec é de impacto limitado no curto prazo. Isso porque ainda será necessário definir a divisão das cotas de exportação entre os países do bloco econômico.

Fonte: Canal Rural

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Paulo Whitaker/Reuters

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul–União Europeia avança com novas regras para cotas e operações no Siscomex

O governo federal deu um novo passo na implementação do Acordo Mercosul–União Europeia ao detalhar as regras para aplicação de cotas tarifárias e operacionalização do tratado no comércio exterior brasileiro. As medidas regulamentam o Decreto nº 12.953, de 28 de abril de 2026, e estabelecem diretrizes práticas para importadores e exportadores.

Com a publicação das portarias da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país passa a contar com normas claras para o uso de cotas tarifárias, etapa essencial para viabilizar o acordo na prática.

Integração ao Portal Único Siscomex

Os fundamentos legais do acordo já estão disponíveis no Portal Único Siscomex, especialmente para operações via Declaração Única de Importação (Duimp). Para acessar os benefícios de preferência tarifária, o importador deve informar o enquadramento legal correspondente e cumprir exigências como a comprovação de origem das mercadorias.

O acordo também foi incorporado ao sistema Siscomex Importação (LI/DI), permitindo sua aplicação em operações registradas por Declaração de Importação. Nesses casos, é necessário observar as classificações da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), além de eventuais códigos específicos (EX) vinculados aos produtos.

Regras para cotas de importação e exportação

As novas normas definem critérios tanto para importações quanto para exportações. No caso das importações, produtos como veículos, lácteos, alho, chocolates e preparações alimentícias passam a seguir o modelo de ordem de registro de licenças no Siscomex. Para garantir o acesso à cota, a licença deve ser vinculada à Duimp em até 60 dias.

Já nas exportações, as cotas contemplam itens estratégicos da pauta brasileira, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho, mel, ovos e bebidas típicas, como rum e cachaça. A distribuição ocorre conforme a ordem de solicitação e disponibilidade das cotas.

Após a operação, será emitido o Certificado de Autorização de Cotas Mercosul, documento que acompanha a carga e assegura o acesso aos benefícios tarifários no mercado europeu.

Apesar da regulamentação, a divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação. Até que haja definição conjunta, cada país seguirá com procedimentos próprios, sem alteração nos volumes negociados.

Baixo impacto de cotas no comércio bilateral

A incidência de cotas será limitada: cerca de 4% das exportações e apenas 0,3% das importações. Na prática, isso significa que a maior parte do comércio entre os blocos ocorrerá com redução ou eliminação de tarifas, sem restrições quantitativas.

Para produtos fora do regime de cotas, o acesso aos benefícios depende exclusivamente do cumprimento das regras de origem, exigência que também se aplica às mercadorias sujeitas a limites quantitativos.

Modernização e redução de burocracia

As mudanças também incluem a atualização das normas de certificação de origem, com foco na modernização do comércio exterior brasileiro. Entre os avanços, destacam-se a adoção do Certificado de Origem Eletrônico, o uso de assinatura digital e regras mais claras para autocertificação.

A nova regulamentação ainda permite simplificações operacionais, como a declaração anual para importação de peças no setor aeronáutico e a transferência de cotas entre empresas do mesmo grupo econômico.

Com isso, o Brasil avança na harmonização com padrões internacionais, reduz custos operacionais e amplia a previsibilidade para empresas que atuam no comércio global.

FONTE: MDIC e Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-UE em vigor: veja impactos para o Brasil, preços e economia

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia passou a valer de forma provisória na última sexta-feira (1º), após mais de duas décadas de negociações. A medida cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta e já começa a gerar efeitos na economia brasileira, com reflexos esperados em preços, exportações e investimentos. Com a entrada em vigor, o Brasil passa a ter acesso ampliado a um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, em economias que somam cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Nesta fase inicial, mais de 80% dos produtos brasileiros exportados para a União Europeia passam a contar com tarifa de importação zerada, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A implementação completa, no entanto, será gradual e pode levar até 15 anos, dependendo do setor.

Preços podem cair para o consumidor

Entre os efeitos mais imediatos, está a possibilidade de redução no preço de produtos importados. Itens como vinhos, azeites, queijos e outros lácteos devem ficar mais acessíveis ao consumidor brasileiro. Além disso, o acordo pode facilitar a entrada de novas marcas no país, especialmente no segmento de produtos premium, como chocolates europeus. Outros setores também podem sentir impacto nos preços, incluindo veículos, medicamentos e insumos para o agronegócio, como máquinas e produtos veterinários.

No sentido inverso, o acordo favorece a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Itens do agronegócio, calçados, café solúvel, óleos vegetais e frutas frescas tendem a chegar à Europa com menos barreiras tarifárias. Produtos como carne bovina, aves e açúcar também entram no acordo, mas sujeitos a cotas e tarifas reduzidas.

Salvaguardas protegem agricultores europeus

A implementação do acordo foi destravada após a adoção de salvaguardas comerciais aprovadas pelo Parlamento Europeu no fim de 2025. Esses mecanismos permitem à União Europeia suspender temporariamente benefícios tarifários em caso de impacto significativo sobre produtores locais.

A medida foi defendida principalmente pela França, preocupada com a concorrência de produtos agrícolas do Mercosul.

Apesar das expectativas de queda nos preços, especialistas alertam que os efeitos não serão imediatos. Fatores como a taxa de câmbio e custos logísticos também influenciam os valores finais ao consumidor. Segundo analistas, o impacto mais relevante deve ocorrer de forma indireta, com a redução dos custos de produção no Brasil, impulsionada pela importação de máquinas e insumos mais baratos.

Crescimento econômico e investimentos

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o acordo pode gerar aumento acumulado de 0,46% no PIB brasileiro até 2040, o equivalente a cerca de US$ 9,3 bilhões por ano.

Os investimentos também devem crescer, com projeção de alta de 1,49% no período. No comércio exterior, as importações tendem a crescer nos primeiros anos, podendo atingir um pico de US$ 12,8 bilhões em 2034. Já as exportações devem apresentar avanço contínuo, com ganho acumulado estimado em US$ 11,6 bilhões até 2040.

Regras ambientais e incertezas no curto prazo

Por ter caráter provisório, o acordo ainda pode passar por ajustes ao longo do tempo. Além disso, a manutenção dos benefícios está condicionada ao cumprimento de compromissos ambientais — uma exigência central da União Europeia. Esse cenário adiciona um nível de incerteza para empresas e investidores, especialmente no curto prazo.

Perspectiva global e ganhos para os blocos

A expectativa é que o acordo fortaleça as relações comerciais entre Europa e América do Sul, ampliando a competitividade das duas regiões em um cenário global marcado pela influência de grandes potências econômicas.

Projeções da Comissão Europeia indicam que as exportações do bloco europeu para o Mercosul podem crescer cerca de 50 bilhões de euros até 2040, enquanto os países sul-americanos podem ampliar suas vendas externas em até 9 bilhões de euros.

Fonte: BBC News Brasil e Ipea

Texto: Redação
Imagem: Arquivo ReConecta News

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Exportação

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para 80% das exportações brasileiras

O acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e promete transformar o cenário das exportações brasileiras. Já na fase inicial, mais de 80% dos produtos enviados pelo Brasil ao bloco europeu passam a contar com tarifa de importação zero, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A medida amplia a competitividade dos produtos nacionais e reduz custos de entrada em um dos mercados mais relevantes do mundo.

Livre comércio amplia acesso a mercado global

Com o acordo, Brasil e demais países do Mercosul passam a integrar uma das maiores áreas de livre comércio internacional, conectando mais de 700 milhões de consumidores.

De imediato, mais de 5 mil produtos brasileiros — entre itens industriais, agrícolas e matérias-primas — passam a entrar na Europa sem cobrança de tarifas.

Redução de barreiras impulsiona exportações

Atualmente, diversos produtos brasileiros enfrentam barreiras tarifárias ao entrar no mercado europeu, o que encarece os preços e reduz a competitividade.

Com a implementação do acordo:

  • 2.932 produtos terão tarifa zerada já no início
  • 93% desses itens são bens industriais
  • o restante inclui produtos alimentícios e insumos

A mudança favorece especialmente a indústria brasileira, que ganha melhores condições para disputar espaço no mercado europeu.

Setores mais beneficiados pelo acordo

Alguns segmentos devem sentir impacto direto com a redução das tarifas:

  • máquinas e equipamentos (21,8%)
  • alimentos (12,5%)
  • metalurgia (9,1%)
  • materiais elétricos (8,9%)
  • produtos químicos (8,1%)

No setor de máquinas e equipamentos, cerca de 96% das exportações passam a ter tarifa zero, incluindo itens como compressores, bombas e peças industriais.

Já no segmento de alimentos, a abertura amplia as oportunidades para produtos brasileiros em um mercado exigente e de alto valor agregado.

Acordo amplia presença do Brasil no comércio global

O tratado é considerado estratégico por expandir significativamente o alcance do Brasil no comércio internacional. Atualmente, acordos comerciais do país abrangem cerca de 9% das importações globais.

Com a entrada da União Europeia, essa participação pode ultrapassar 37%, fortalecendo a inserção do Brasil na economia mundial.

Implementação será gradual para alguns produtos

Apesar do impacto imediato, a redução de tarifas não será total para todos os itens. Produtos considerados sensíveis terão cortes progressivos:

  • até 10 anos para a União Europeia
  • até 15 anos para o Mercosul
  • podendo chegar a 30 anos em casos específicos

Próximos passos do acordo

A entrada em vigor marca o início da implementação prática do acordo. O governo brasileiro ainda deverá definir regras como a divisão de cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Além disso, entidades empresariais devem acompanhar a aplicação do tratado e orientar empresas sobre como aproveitar as novas oportunidades geradas pelo acordo Mercosul-UE.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Drawback: MDIC reduz prazo de análise de incentivo à exportação em até 50%

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou a redução significativa no tempo de análise dos pedidos de drawback suspensão e isenção, mecanismos fundamentais para estimular as exportações brasileiras.

Com a mudança, o prazo de concessão, que antes podia chegar a 60 dias, passa a ser concluído em menos de 30 dias — um avanço relevante para empresas que dependem de agilidade nos processos.

Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, a iniciativa moderniza os procedimentos sem comprometer o rigor na concessão dos regimes, permitindo que empresas acessem o benefício de forma mais rápida e eficiente.

Novo modelo torna processo mais ágil

As alterações atualizam regras previstas na Portaria Secex nº 44/2020 e trazem uma mudança central: o processo deixa de ser dividido em etapas sequenciais e passa a ocorrer em fase única.

Com a publicação da Portaria Secex nº 486, os solicitantes já podem anexar toda a documentação exigida no momento do pedido, por meio de dossiê eletrônico no Portal Único Siscomex.

Antes, os documentos só eram solicitados após uma análise preliminar, o que acabava prolongando o tempo total de avaliação. A nova sistemática simplifica o fluxo e reduz a burocracia no comércio exterior brasileiro.

Manuais atualizados orientam empresas

Para facilitar a adaptação às novas regras, a Portaria Secex nº 487 trouxe versões atualizadas dos manuais operacionais dos regimes de drawback.

A medida busca orientar operadores e empresas exportadoras sobre os novos procedimentos, garantindo maior clareza na utilização do regime aduaneiro especial.

Entenda o que é o drawback

O drawback é um dos principais instrumentos de estímulo às exportações. Ele permite a suspensão ou isenção de tributos sobre insumos importados ou adquiridos no mercado interno que serão utilizados na produção de bens destinados ao exterior.

Entre os tributos contemplados estão:

  • Imposto de Importação
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
  • PIS/Pasep e Cofins (inclusive nas importações)
  • Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante

Na modalidade suspensão, também pode haver incidência reduzida de ICMS sobre compras externas.

Regime tem peso relevante nas exportações

Os números demonstram a importância do drawback para a economia. Em 2025, operações realizadas sob o regime de drawback suspensão somaram US$ 72 bilhões, o equivalente a 20,8% das exportações brasileiras.

Atualmente, cerca de 1.800 empresas utilizam o mecanismo, com destaque para setores como proteína animal, mineração, indústria automotiva e química — áreas estratégicas para o desempenho do comércio exterior do país.

Mais competitividade para empresas brasileiras

A redução no prazo de análise reforça a competitividade das empresas nacionais no mercado global. Com menos tempo de espera e maior previsibilidade, o acesso ao benefício se torna mais eficiente, contribuindo para ampliar a presença do Brasil no comércio internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA/Canal do Boi

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Exportação

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para exportações brasileiras, mas desafios permanecem

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia promete abrir novas frentes para as exportações brasileiras, especialmente no setor industrial. Levantamento da ApexBrasil aponta que a redução de tarifas deve impulsionar a competitividade dos produtos nacionais no mercado europeu.

Indústria concentra maior potencial de crescimento

O estudo identificou 543 oportunidades comerciais em produtos que passam a ter tarifa de importação zerada já neste início de vigência. Esses itens já são exportados pelo Brasil de forma competitiva, mas ainda têm baixa participação nas compras europeias.

Entre 2020 e 2024, a Europa importou, em média, US$ 43,9 bilhões por ano desses produtos. No entanto, apenas 2,6% desse total teve origem brasileira, evidenciando espaço para expansão.

Com o acordo, tarifas que variavam entre 6,5% e 7% serão eliminadas, fator considerado decisivo em um mercado altamente competitivo como o europeu.

Exportações devem crescer no curto prazo

A ApexBrasil estima que as exportações para a União Europeia aumentem cerca de US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência.

O presidente da agência, Laudemir Müller, destacou que a longa negociação — que durou cerca de 25 anos — gerou ceticismo no setor empresarial, mas garantiu que a redução tarifária será efetiva.

Máquinas e manufaturados lideram oportunidades

O segmento de máquinas e equipamentos de transporte concentra o maior número de oportunidades, com 305 produtos identificados. Esse grupo representa cerca de US$ 27,4 bilhões em importações europeias anuais, mas conta com apenas 1,5% de participação brasileira.

Outro destaque são os produtos manufaturados diversos, com 59 oportunidades mapeadas, incluindo itens como componentes industriais e acessórios. Nesse segmento, o mercado europeu movimenta cerca de US$ 6,7 bilhões por ano, com presença brasileira ainda limitada.

Há também potencial em setores como:

  • bens industriais (pneus, eletrodos, produtos minerais);
  • produtos químicos (proteínas lácteas, óleos essenciais);
  • matérias-primas (madeira, cortiça, sementes);
  • alimentos processados (como leveduras).

Impacto econômico e geração de empregos

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, cada R$ 1 bilhão exportado para a União Europeia gerou, em 2024:

  • 21,8 mil empregos;
  • R$ 441,7 milhões em salários;
  • R$ 3,2 bilhões em produção.

A entidade destaca que mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu terão tarifa zero com o acordo.

Setores sensíveis e barreiras ainda preocupam

Apesar das perspectivas positivas, o acordo não é consenso. Segmentos como lácteos e vinhos defenderam maior proteção durante as negociações.

Além disso, a abertura do mercado europeu para produtos agrícolas deve ocorrer de forma mais lenta. Há também preocupação com possíveis barreiras ambientais, que podem resultar em novas tarifas ou restrições.

Regras e exigências podem limitar benefícios

Especialistas apontam que o impacto do acordo será variado entre as empresas. Segundo Bernardo Leite, um dos pontos críticos é a regra de origem, que define se o produto pode se beneficiar da tarifa zero.

Empresas que utilizam grande volume de insumos importados de países fora do acordo, como a China, podem enfrentar limitações.

Já Brunno Morette destaca que exigências contratuais devem se intensificar, com foco em critérios de ESG, rastreabilidade, proteção de dados e propriedade intelectual.

Preparação do Brasil ainda é desafio

A Confederação Nacional da Indústria reconhece que o Brasil ainda precisa avançar em políticas internas para melhorar competitividade, produtividade e qualificação da mão de obra.

Acordo cria um dos maiores mercados do mundo

O tratado entre Mercosul e União Europeia forma uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e aproximadamente 25% do PIB global, equivalente a mais de US$ 22 trilhões.

O avanço ocorre em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo, especialmente liderado pelos Estados Unidos.

Formalização discreta marca momento histórico

Apesar da relevância econômica e geopolítica, a formalização do acordo ocorreu de maneira discreta. A cerimônia foi realizada no palácio presidencial, sem acesso da imprensa e com participação restrita a autoridades e parlamentares.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Senado Federal

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 1,7 bilhão na 4ª semana de abril

A balança comercial brasileira fechou a 4ª semana de abril de 2026 com superávit de US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo desempenho das exportações brasileiras. No período, a corrente de comércio somou US$ 11,6 bilhões, resultado de US$ 6,7 bilhões em vendas externas e US$ 4,9 bilhões em importações.

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No consolidado de abril, o país registra exportações de US$ 27,8 bilhões e importações de US$ 18,7 bilhões, garantindo um saldo positivo de US$ 9,2 bilhões. A corrente de comércio no mês atinge US$ 46,5 bilhões, refletindo o dinamismo das transações internacionais.

Desempenho no ano supera US$ 23 bilhões de saldo

Entre janeiro e a quarta semana de abril, a balança comercial acumula superávit de US$ 23,3 bilhões. No período, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 86,8 bilhões, com corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao MDIC.

Crescimento nas médias diárias de comércio exterior

A média diária de exportações até a 4ª semana de abril de 2026 alcançou US$ 1,739 bilhão, avanço de 16,4% frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações tiveram crescimento de 5,1%, com média diária de US$ 1,167 bilhão.

Com isso, a corrente de comércio registrou média diária de US$ 2,9 bilhões, enquanto o saldo médio ficou em US$ 572,39 milhões — alta de 11,6% na comparação anual.

Setores exportadores apresentam alta generalizada

O desempenho por setores mostra expansão consistente. Na média diária até a 4ª semana de abril, houve crescimento de:

  • 19,2% na Agropecuária
  • 15,3% na Indústria Extrativa
  • 15,5% na Indústria de Transformação

Esses números reforçam a força das exportações por setor na economia brasileira.

Importações têm alta moderada e queda na agropecuária

Entre os setores importadores, a Indústria Extrativa avançou 7,1%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 5,8%. Em contrapartida, a Agropecuária registrou queda expressiva de 28,1% nas importações na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA

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Portos

Porto de Santos bate recorde histórico de movimentação de cargas

O Porto de Santos voltou a registrar números expressivos e alcançou um novo marco na movimentação de cargas. Em março, foram movimentadas 16,9 milhões de toneladas, o melhor resultado já registrado para o mês e a segunda maior marca mensal da história do terminal.

No acumulado de 2026, o volume chegou a 42,8 milhões de toneladas, configurando também um recorde histórico para o período. O desempenho do primeiro trimestre já supera todo o volume movimentado em 1999 e se aproxima do melhor resultado anual do século XX, evidenciando o crescimento acelerado da principal estrutura portuária do hemisfério sul.

Movimentação de contêineres cresce no trimestre

A movimentação de contêineres também apresentou avanço. Em março, o porto operou 485 mil TEUs — unidade padrão para contêineres —, alta de 5,4% na comparação anual e recorde para o mês.

No acumulado do trimestre, o total chegou a 1,4 milhão de TEUs, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a expansão contínua das operações.

Alta nos granéis líquidos impulsiona resultado

O segmento de granéis líquidos foi um dos destaques do período. Nos três primeiros meses do ano, foram movimentadas 5 milhões de toneladas, avanço de 11,6% frente ao mesmo intervalo do ano passado — o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre.

Somente em março, o volume atingiu 1,8 milhão de toneladas. O crescimento foi puxado principalmente pelo aumento nos embarques de gasolina, óleo combustível, diesel e gasóleo, com altas significativas nas operações.

Granéis sólidos mantêm desempenho positivo

Já os granéis sólidos somaram 20,5 milhões de toneladas no trimestre, representando crescimento de 5,2% na comparação anual. Em março, foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas, leve recuo de 0,3%.

Entre os produtos com melhor desempenho, destacam-se o açúcar e o farelo de soja a granel, ambos com aumento nas exportações.

Porto de Santos amplia relevância no comércio exterior

A importância do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro segue em alta. Nos três primeiros meses de 2026, o terminal respondeu por 28% da corrente comercial do país.

A China manteve a posição de principal parceiro comercial, representando cerca de 30,7% das operações que passaram pelo porto, com movimentação de US$ 12,98 bilhões. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com volume significativamente menor.

O estado de São Paulo lidera as transações, com participação de 51,9% e movimentação de US$ 21,84 bilhões no período.

Perspectivas de crescimento e investimentos

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, os resultados refletem a eficiência operacional e o trabalho conjunto da comunidade portuária. A expectativa é de continuidade no crescimento, com investimentos voltados à modernização e ampliação da capacidade para as próximas décadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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