Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Comércio Exterior

Comércio entre Brasil e China bate recorde e soma US$ 143,3 bilhões em 2026

O comércio entre Brasil e China alcançou níveis históricos nos primeiros nove meses de 2026. As exportações brasileiras para o país asiático, as importações de produtos chineses e a corrente de comércio bilateral registraram recordes entre janeiro e setembro, consolidando a China como principal destino das vendas externas brasileiras e maior fornecedora de produtos ao Brasil.

As exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 12% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a US$ 84,7 bilhões. Já as importações avançaram 9,9%, totalizando US$ 58,6 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio bilateral — que reúne exportações e importações — atingiu US$ 143,3 bilhões. O Brasil também registrou superávit comercial de US$ 26,1 bilhões na relação com os chineses.

Os dados foram compilados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), com base em informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Soja, petróleo e minério de ferro lideram exportações brasileiras

As commodities continuam dominando a pauta de exportações do Brasil para a China. Soja, petróleo bruto e minério de ferro, juntos, representam mais de 77% das vendas brasileiras destinadas ao país asiático.

A soja permaneceu na primeira posição, com US$ 30 bilhões em receitas entre janeiro e setembro. A China absorveu 70% de toda a soja exportada pelo Brasil no período.

O petróleo bruto ocupou o segundo lugar, movimentando US$ 21,8 bilhões. O valor representa um aumento de 49% em comparação com os nove primeiros meses de 2025.

Na sequência aparece o minério de ferro, tradicional produto da pauta exportadora brasileira. A carne bovina também figura entre os principais itens vendidos ao mercado chinês, mas sofreu uma retração de 8,5% neste ano, em meio à adoção de uma cota anual de importação estabelecida por Pequim.

Exportações de carne de frango crescem mais de 100%

Enquanto as vendas de carne bovina recuaram, os embarques de carne de frango brasileira para a China apresentaram forte expansão.

Entre janeiro e setembro, as exportações de carne e miúdos de frango aumentaram 113% em valor e 86% em volume. O produto ficou na sétima posição entre os dez principais itens exportados pelo Brasil ao mercado chinês e registrou o maior crescimento proporcional entre eles.

O minério de cobre também apresentou desempenho positivo. Os embarques avançaram 7,8%, garantindo ao produto a oitava colocação no ranking das principais exportações brasileiras para a China.

Sorgo e DDG ganham espaço no mercado chinês

Além dos produtos tradicionais, novas oportunidades começam a surgir na relação comercial entre os dois países. Tulio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do CEBC, destacou o avanço das vendas de sorgo e de grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla DDG, um subproduto da fabricação de etanol de milho.

Segundo o pesquisador, o crescimento dos embarques está relacionado à implementação de acordos bilaterais que ampliaram o acesso desses produtos brasileiros ao mercado chinês.

O DDG é utilizado principalmente na produção de ração animal. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou US$ 204 milhões do produto para todos os destinos, dos quais 53% foram destinados à China.

As vendas aos chineses eram pouco expressivas no ano passado, mas ganharam impulso após a assinatura de um protocolo bilateral em maio de 2025. Os embarques efetivos começaram em fevereiro deste ano.

O sorgo, por sua vez, obteve acesso ao mercado chinês por meio de um acordo fitossanitário firmado no fim de 2024. Com a ampliação das oportunidades comerciais, as exportações brasileiras da commodity somaram US$ 170 milhões nos nove primeiros meses de 2026.

Cariello ressaltou que esses avanços são relevantes porque a China busca diversificar seus fornecedores de insumos para alimentação animal, ao mesmo tempo que procura ampliar a produção doméstica.

Exportações de espodumênio avançam 339%

Outro destaque entre as vendas brasileiras foi o espodumênio, mineral utilizado na extração de lítio e associado à crescente demanda chinesa por minerais críticos, fundamentais para diferentes cadeias industriais e tecnologias.

As exportações brasileiras do mineral para a China atingiram US$ 172,3 milhões entre janeiro e setembro, uma alta de 339% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

O mercado chinês respondeu por 97% das exportações brasileiras de espodumênio, evidenciando a concentração das vendas desse produto no país asiático.

Importações de veículos eletrificados chineses somam US$ 5,9 bilhões

Do lado das importações, os veículos eletrificados chineses estiveram entre os principais destaques do comércio bilateral. A categoria inclui modelos híbridos convencionais, híbridos plug-in e veículos totalmente elétricos.

Após uma sequência de altas mensais no primeiro semestre, as importações recuaram em julho e agosto. Nesse período, o Brasil elevou para 35% a tarifa de importação dos veículos eletrificados, ante alíquotas anteriores de 25% ou 30%, conforme as características dos modelos.

Apesar da mudança tributária, os embarques de veículos chineses voltaram a crescer de forma significativa em setembro.

No acumulado de janeiro a setembro, as compras brasileiras de veículos eletrificados provenientes da China chegaram a US$ 5,9 bilhões, o equivalente a aproximadamente 10% de todas as importações brasileiras originárias daquele país.

Para Cariello, os números indicam que o avanço dos veículos chineses no Brasil não se explica apenas pelas condições tarifárias vigentes no primeiro semestre.

Na avaliação do diretor do CEBC, a tendência é que as vendas continuem crescendo até o fim do ano, impulsionadas pela consolidação das marcas chinesas no mercado brasileiro. Ele também apontou os registros de veículos eletrificados no país como um sinal dessa expansão.

Herbicidas e chips de memória se destacam nas importações

Entre os demais produtos comprados pelo Brasil da China, os herbicidas apareceram na terceira posição entre as dez principais categorias de importação.

No segmento de tecnologia da informação, os chips de memória chamaram a atenção pela diferença entre o volume adquirido e o valor desembolsado.

Embora a quantidade importada tenha diminuído 11% entre janeiro e setembro, o valor das compras avançou 237% no mesmo período.

O resultado evidencia mudanças importantes na composição das importações brasileiras de produtos chineses e reforça a relevância da relação comercial entre as duas economias.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Domingos Peixoto/Agência o Globo

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Exportação

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 30,7%

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já contribuiu para elevar em 30,7% as exportações brasileiras para o mercado europeu desde maio, quando o tratado entrou em vigor. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo ministro em exercício do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O percentual considera o desempenho das vendas externas do Brasil ao bloco europeu entre maio e setembro deste ano, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Exportações brasileiras somam US$ 44,17 bilhões

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil alcançaram US$ 44,17 bilhões, resultado 20% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os efeitos positivos do acordo comercial. Segundo ele, o intercâmbio entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.

Os dados foram apresentados durante um evento promovido pelo Ministério da Agricultura, que anunciou a abertura de 700 novos mercados para produtos brasileiros da agricultura e da pecuária desde o início de 2023.

Comércio exterior brasileiro registra expansão

Márcio Elias Rosa ressaltou que o Brasil vem alcançando volumes recordes de comércio com praticamente todos os seus parceiros internacionais em 2026. De acordo com o ministro, o crescimento não se limita ao agronegócio, abrangendo diferentes setores da economia.

No conjunto, o comércio exterior brasileiro registra expansão média de 10,5%, conforme os números apresentados pelo representante do governo.

Os resultados, segundo Rosa, foram obtidos em um cenário internacional desafiador, marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras tarifárias e não tarifárias ao comércio.

Governo mantém diálogo comercial com os Estados Unidos

Ao comentar as relações comerciais com os Estados Unidos, o ministro classificou o momento atual como delicado. Apesar das dificuldades, afirmou que o governo brasileiro pretende manter os canais de diálogo e dar continuidade às negociações.

A declaração ocorre em meio a um ambiente de maior complexidade nas relações comerciais internacionais, no qual tarifas e outras restrições podem afetar o fluxo de mercadorias entre os países.

Abertura de mercados reforça estratégia de desenvolvimento

Para Rosa, a conquista de 700 novos mercados internacionais desde 2023 demonstra a capacidade de investimento e expansão das empresas brasileiras, especialmente no setor agropecuário.

O ministro também atribuiu os avanços à atuação do setor privado e a uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico, sustentada pela articulação entre diferentes ministérios.

Ao avaliar a política externa anterior à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosa criticou o que classificou como uma estratégia de segregação e isolamento internacional. Na avaliação do ministro, a ideia de que o afastamento de outros países fortaleceria o Brasil estava equivocada e trouxe custos elevados para a indústria nacional.

Segundo ele, a indústria brasileira pagou um preço alto pelas consequências dessa orientação, reforçando a importância de ampliar as relações comerciais e a presença do país nos mercados internacionais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

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Portos

Itajaí exporta cerca de 120 caminhões, ônibus e tanques para Angola

O complexo portuário de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, realizou o embarque de aproximadamente 120 veículos com destino a Luanda, capital de Angola. A carga, transportada pelo navio UML Victoria, inclui caminhões, ônibus e tanques destinados a projetos de mobilidade urbana e à expansão da frota comercial do país africano.

A embarcação deixou o terminal na terça-feira, após ser carregada em uma operação conduzida pela Poly Terminais, em parceria com a Teporti, responsável pela gestão logística da movimentação.

Operação envolve transporte de cargas especiais

O embarque é classificado como carga de projeto, modalidade utilizada para transportar mercadorias de grandes dimensões, peso elevado ou formatos que exigem procedimentos específicos de movimentação.

Os terminais de Itajaí possuem estrutura e parcerias para atender a esse tipo de operação. O transporte de veículos e equipamentos pesados integra uma rota marítima regular entre Santa Catarina e Angola, utilizada também para o envio de maquinários destinados a diferentes setores da economia.

Ônibus brasileiros reforçam frota urbana de Angola

Entre os veículos embarcados estão ônibus Apache Vip, fabricados pela Caio. O modelo, conhecido pela utilização no transporte coletivo urbano brasileiro, conta com carroceria montada sobre chassi da Volkswagen.

Segundo as informações divulgadas, a fabricante Caio já comercializou cerca de mil unidades do modelo para Angola. Parte desses veículos foi enviada ao mercado africano por meio dos portos que integram o complexo portuário de Itajaí.

A exportação reforça a participação da indústria brasileira no fornecimento de veículos para o transporte público de outros países.

Caminhões da Volkswagen atendem setores comerciais e da construção

A carga também inclui caminhões da Volkswagen, destinados a atividades de transporte comercial e construção civil em Angola.

O país africano figura entre os mercados relevantes para as exportações da montadora. A Volkswagen Caminhões também vem ampliando sua presença em outros países da África, região considerada estratégica para a expansão internacional da empresa.

Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas internacionais

O embarque para Angola se soma a outras operações de exportação de equipamentos e veículos realizadas recentemente na região portuária catarinense.

Na semana anterior, o complexo de Itajaí recebeu uma operação para o envio de 40 carretas canavieiras da Randon a Jacarta, capital da Indonésia. O transporte foi organizado pela SC Portos em parceria com a JBS Terminais, no Porto de Itajaí.

As duas operações demonstram a atuação dos terminais da região na movimentação de cargas especiais destinadas a diferentes mercados internacionais, ampliando as possibilidades logísticas para a indústria brasileira.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Porto de Suape recebe nova rota da MSC e amplia conexão do Nordeste com o Golfo do México

O Porto de Suape, em Pernambuco, passará a integrar a rota Gulf to Saec I, operada pela Mediterranean Shipping Company (MSC), a partir de 26 de outubro de 2026. A inclusão do terminal na ligação entre o Golfo do México e a América do Sul amplia as alternativas para o transporte marítimo de contêineres no Nordeste brasileiro.

A nova escala será realizada no trecho entre Cartagena, na Colômbia, e o Porto de Santos, em São Paulo. A mudança ocorre em um momento de expansão das operações de Suape, que aumentou em 55% sua capacidade para movimentação de contêineres com a inauguração de um novo terminal em junho deste ano.

Porto de Suape registra alta na movimentação de cargas

O complexo portuário pernambucano apresentou crescimento expressivo em 2026. Entre janeiro e agosto, foram movimentadas 18,8 milhões de toneladas de cargas, volume 22,8% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Ao longo de todo o ano passado, Suape movimentou 24,25 milhões de toneladas, resultado que colocou o porto na sexta posição entre os portos públicos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A entrada na rota internacional da MSC reforça a estratégia de ampliar a participação do terminal no comércio exterior e fortalecer a infraestrutura logística da região.

MSC Yamuna VI fará a primeira escala em Pernambuco

O primeiro navio previsto para atracar em Suape na nova operação é o MSC Yamuna VI. Construído no Japão em 2004 e registrado sob bandeira portuguesa, o porta-contêineres possui 280 metros de comprimento e capacidade para transportar 5.928 TEUs.

A sigla TEU corresponde à unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, padrão utilizado internacionalmente para medir a capacidade de transporte e movimentação desse tipo de carga. As informações sobre a embarcação são da plataforma de rastreamento Flexport Atlas.

A MSC comunicou a inclusão de Suape aos clientes em 12 de outubro. Segundo a empresa, a mudança busca ampliar a cobertura de seus serviços no Nordeste brasileiro.

Veja o percurso da nova rota marítima

Com a alteração, a linha Gulf to Saec I terá uma sequência de escalas que conecta portos do México, dos Estados Unidos, da Colômbia e do Brasil.

No sentido de chegada à América do Sul, os navios sairão de Veracruz e Altamira, no México, passando por Houston, no Texas, e Cartagena, antes de atracar em Suape.

Depois da parada em Pernambuco, a embarcação seguirá para os portos de Santos, em São Paulo, Itapoá e Itajaí, em Santa Catarina, e Paranaguá, no Paraná.

No percurso de retorno, a rota prevê novas escalas em Santos e no Rio de Janeiro, antes de seguir para Cartagena e Veracruz. Suape, portanto, será atendido no sentido sul da viagem, sem uma nova parada no porto durante o retorno.

Maersk também inclui Suape em serviço internacional

Além da MSC, a Maersk também prevê a inclusão de Suape em sua operação a partir de 26 de outubro, no serviço denominado UCLA. Segundo informações da Estadão Conteúdo, o MSC Yamuna VI será utilizado na viagem identificada como 640S.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a conexão do Nordeste com a rede global da companhia e oferecer alternativas logísticas para cargas destinadas a diferentes mercados, incluindo Manaus, no Amazonas.

A chegada de novos serviços pode ampliar as opções de embarque e desembarque de mercadorias para empresas da região, além de reduzir a necessidade de transportar determinadas cargas por rodovias até portos de outras partes do país.

Nova escala pode ampliar opções logísticas para empresas

A inclusão de Suape na rota internacional cria mais uma alternativa para importadores e exportadores do Nordeste que dependem do transporte marítimo de contêineres.

Entretanto, os benefícios comerciais dependerão de fatores como a frequência das escalas, a disponibilidade de espaço nos navios para cargas vinculadas ao porto e a demanda das empresas que utilizam o serviço.

A mudança de rota, por si só, não garante redução no preço dos fretes nem diminuição dos prazos de entrega. Até o momento do anúncio, a MSC não havia informado a frequência das escalas em Suape.

Terminal de R$ 2 bilhões amplia capacidade de contêineres

A expansão da infraestrutura portuária de Suape ganhou impulso com a inauguração, em junho de 2026, do terminal de contêineres da APM Terminals, subsidiária do grupo Maersk. O investimento ultrapassou R$ 2 bilhões e elevou em 55% a capacidade do complexo para movimentar esse tipo de carga.

A estrutura ocupa uma área de 495 mil metros quadrados e conta com um cais de 430 metros de extensão, com profundidade de até 15,5 metros. As características permitem receber embarcações de grande porte.

O terminal também utiliza sistemas de automação e possui instalações totalmente eletrificadas. A capacidade inicial prevista é de 400 mil TEUs por ano, conforme informações divulgadas pela Estadão Conteúdo.

Entre janeiro e agosto de 2026, Suape movimentou 442.321 TEUs. O resultado considera os meses anteriores e posteriores à inauguração do novo terminal.

Em 2025, a movimentação de cargas em contêineres alcançou 7,56 milhões de toneladas, crescimento de 7,54% em comparação com 2024.

MSC já operava ligações entre Suape e a Ásia

A presença da MSC em Suape não começou com a nova rota para o Golfo do México. Em 6 de novembro de 2024, o navio MSC Juliette atracou no porto para marcar o início de uma ligação semanal de longo curso entre Pernambuco e a Ásia, com escala em Singapura.

A empresa não informou, no anúncio da nova escala, se essa conexão asiática continua ativa em 2026.

Ainda em 2024, no dia 27 de julho, o MSC Orion, com capacidade para 15 mil TEUs, realizou uma parada extraordinária em Suape durante a viagem inaugural de um serviço que conectava o Nordeste à Ásia pelo Canal do Panamá. Antes disso, em julho de 2022, o porto havia recebido o MSC New Haven.

Companhia mantém presença em diversos mercados

A Mediterranean Shipping Company possui mais de 200 mil funcionários, aproximadamente mil navios e mais de 675 escritórios em diferentes países. Segundo informações institucionais da companhia, o volume anual transportado chega a 30 milhões de TEUs.

No Brasil, a empresa mantém 17 escritórios, incluindo unidades no Recife, em Fortaleza e em Salvador.

No Ceará, a MSC opera a Linha Santana, serviço que conecta o Porto do Pecém a mercados asiáticos e completou um ano de operação em maio de 2026.

A ampliação das escalas em Suape reforça a importância do complexo pernambucano para a logística portuária, o transporte de contêineres e a integração do Nordeste brasileiro às principais rotas do comércio marítimo internacional.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: shipspotting_itajai/Instagram

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Portos

Porto de Santos concentra 70,7% das exportações de café do Brasil em 2026

O Porto de Santos, no litoral paulista, foi responsável pelo embarque de 70,7% do café brasileiro exportado entre janeiro e setembro de 2026. No período, o terminal movimentou 20,5 milhões de sacas de 60 quilos destinadas ao mercado internacional, consolidando sua liderança na logística de exportação do produto.

Os números foram divulgados na sexta-feira (9) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que apontou o complexo santista como o principal ponto de saída do café nacional.

Porto de Santos lidera exportações de café

No ranking dos principais portos utilizados para a exportação de café, Santos aparece à frente do complexo portuário do Rio de Janeiro, responsável por 25,2% dos embarques, e do Porto de Paranaguá, no Paraná, que respondeu por 1,1% do total.

Apesar da liderança, a participação de Santos apresentou uma leve queda de 0,2 ponto percentual em relação ao levantamento anterior. No mesmo intervalo, o complexo portuário fluminense avançou de 24,9% para 25,2%, ampliando sua presença nas exportações brasileiras de café.

Embarques de café recuam em setembro

Em setembro de 2026, o Porto de Santos embarcou 2,78 milhões de sacas de café. O volume ficou abaixo dos 2,95 milhões registrados em agosto, representando uma redução de aproximadamente 5,8% na movimentação mensal.

Mesmo com a queda, o terminal paulista continuou concentrando a maior parte dos embarques do produto brasileiro para o exterior.

Exportações brasileiras de café somam 29 milhões de sacas

O Brasil exportou 3,89 milhões de sacas de café em setembro, resultado 3,1% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Considerando o período de janeiro a setembro de 2026, o volume total das exportações de café alcançou 29,09 milhões de sacas de 60 quilos, reforçando a presença do país no comércio internacional da commodity.

Estados Unidos lideram destinos do café brasileiro

Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro nos nove primeiros meses de 2026. A Alemanha e a Itália também se destacaram entre os maiores compradores, conforme os dados divulgados.

Confira os cinco principais mercados do café brasileiro no período:

  • Estados Unidos: 3,80 milhões de sacas;
  • Alemanha: 3,30 milhões de sacas;
  • Itália: 2,59 milhões de sacas;
  • Bélgica: 2,46 milhões de sacas;
  • Japão: 1,45 milhão de sacas.

Os números evidenciam a importância do Porto de Santos para o escoamento da produção nacional e para o abastecimento dos principais mercados consumidores de café no exterior.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: ACS/Divulgação

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Agronegócio

Brasil abre 700 mercados internacionais para o agronegócio desde 2023

O Brasil conquistou 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando as oportunidades de exportação do agronegócio brasileiro. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, em meio aos avanços das relações comerciais com diferentes países e blocos econômicos.

Outro destaque é o crescimento das vendas brasileiras para a União Europeia após a entrada em vigor provisória do acordo comercial com o Mercosul. Entre maio e setembro deste ano, as exportações brasileiras para o bloco europeu aumentaram 30,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para a União Europeia totalizaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do tratado comercial entre os dois blocos. Segundo ele, o intercâmbio comercial entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do acordo.

Vieira afirmou que as exportações brasileiras registraram avanço de 10,4% em 2026 e atribuiu parte desse desempenho à abertura comercial com o mercado europeu, que proporcionou uma expansão próxima de 30% nas vendas desde maio.

O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos econômicos. A expectativa é que a aproximação comercial amplie as oportunidades para empresas brasileiras e fortaleça a presença do país no mercado internacional.

Comércio exterior avança em meio a tensões internacionais

Durante o evento em Brasília, Márcio Elias Rosa ressaltou que o crescimento das exportações vai além do setor agropecuário. Conforme o ministro, o comércio exterior brasileiro avançou, em média, 10,5%, mesmo diante de tensões geopolíticas e do aumento das barreiras comerciais em diferentes mercados.

Para ele, os resultados refletem a capacidade de expansão das empresas nacionais e as iniciativas governamentais voltadas à promoção das exportações.

O ministro também destacou a importância da agroindústria para a estratégia de reindustrialização do país, defendendo maior integração entre a produção agropecuária e o desenvolvimento industrial.

Ao abordar as relações comerciais com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como delicado, mas reafirmou que o governo pretende manter o diálogo e as negociações diplomáticas.

Brasil amplia presença em 99 destinos internacionais

As 700 aberturas de mercado anunciadas pelo governo ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos. As autorizações sanitárias concedidas permitiram ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros a novos compradores internacionais.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na administração anterior. Segundo ele, foram 700 aberturas de mercado desde 2023, contra 241 durante o governo precedente.

O ministro também destacou as perspectivas de crescimento do setor. A estimativa apresentada por ele aponta que a participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário deverá alcançar 29% neste ano. Para a safra 2026/2027, a projeção é de produção de 366 milhões de toneladas.

Exportações para novos mercados podem chegar a US$ 80 bilhões

Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o país já exportou US$ 5,8 bilhões em produtos para os mercados abertos desde 2023.

A agência projeta que as vendas destinadas a esses novos compradores alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos, reforçando a importância da diversificação dos mercados de exportação para o crescimento da economia brasileira.

André de Paula também afirmou que o Brasil pretende terminar o ano como o maior exportador mundial de alimentos. Segundo os números apresentados pelo ministro, as exportações brasileiras do setor somaram US$ 169 bilhões no acumulado do ano, cerca de US$ 2 bilhões abaixo do resultado dos Estados Unidos.

Plano Safra recebe mais de R$ 1 trilhão em quatro anos

O financiamento da produção rural também foi apontado pelo ministro como um dos fatores de apoio à competitividade do agronegócio nacional.

De acordo com André de Paula, o governo federal destinou mais de R$ 610 bilhões ao Plano Safra atual, contemplando a agricultura empresarial e familiar. Considerando os quatro anos do governo Lula, o volume de recursos investidos no programa ultrapassou R$ 1 trilhão, conforme a declaração do ministro.

Os recursos são destinados ao financiamento das atividades rurais e buscam apoiar a produção agropecuária em diferentes segmentos.

China autoriza exportação de miúdos suínos brasileiros

Entre os avanços recentes no comércio agropecuário, André de Paula mencionou a autorização da China para a entrada de miúdos suínos brasileiros.

A medida representa mais uma oportunidade para os produtores nacionais ampliarem as vendas ao mercado chinês. O governo também mantém a expectativa de novas autorizações sanitárias e comerciais para outros produtos brasileiros, com o objetivo de diversificar destinos e fortalecer a posição do país no comércio mundial de alimentos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Exportações brasileiras acumulam US$ 297,65 bilhões em 2026, aponta MDIC

As exportações brasileiras somaram US$ 297,65 bilhões entre janeiro e a segunda semana de outubro de 2026, registrando crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O avanço das vendas externas contribuiu para ampliar o superávit da balança comercial, que alcançou US$ 65,88 bilhões, alta de 34,6%.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na terça-feira (13). O levantamento também aponta desempenho positivo no comércio exterior brasileiro durante a primeira parte de outubro, com crescimento das exportações superior ao das importações.

Balança comercial registra superávit de US$ 3,48 bilhões em outubro

Até a segunda semana de outubro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 12,99 bilhões, aumento de 29,6% na comparação com o mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 9,51 bilhões, com avanço de 20,4%.

Com isso, o saldo comercial ficou positivo em US$ 3,48 bilhões, crescimento de 63,8% na comparação anual. Já a corrente de comércio, indicador que reúne exportações e importações, atingiu US$ 22,50 bilhões, alta de 25,5%.

No acumulado de 2026 até a segunda semana de outubro, as importações chegaram a US$ 231,77 bilhões, crescimento de 6,1%. A corrente de comércio alcançou US$ 529,41 bilhões, avanço de 9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Os três grandes setores exportadores apresentaram crescimento nas vendas externas durante a segunda semana de outubro.

A indústria extrativa registrou a maior expansão percentual, com alta de 51,7% e exportações de US$ 3,62 bilhões. A agropecuária movimentou US$ 2,62 bilhões, crescimento de 21,7%, enquanto a indústria de transformação alcançou US$ 6,59 bilhões, avanço de 21,3%.

Na agropecuária, o resultado positivo foi influenciado pelo aumento de 311,2% nas exportações de animais vivos, exceto pescados e crustáceos. As vendas de centeio, aveia e outros cereais não moídos registraram expansão de 21.244%, enquanto as exportações de soja cresceram 26%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração. As vendas externas de milho não moído recuaram 6,6%, enquanto as de café não torrado diminuíram 6,5%. As exportações de sementes oleaginosas, como girassol, gergelim, canola e algodão, tiveram queda de 61,3%.

Na indústria extrativa, o crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações de minérios de metais preciosos e seus concentrados, que avançaram 1.869,8%. As vendas de minérios de níquel cresceram 240,5%, enquanto as de petróleo bruto e outros óleos minerais betuminosos aumentaram 117,7%.

Em sentido contrário, as exportações de pedra, areia e cascalho recuaram 75,5%. Também houve queda de 20,9% nas vendas de minério de ferro e de 52,8% nas exportações de minérios de cobre.

Na indústria de transformação, as exportações de óleos combustíveis de petróleo, exceto óleos brutos, cresceram 227,7%. A celulose registrou alta de 69,7%, enquanto as vendas de ouro não monetário, excluídos os minérios e seus concentrados, avançaram 64,1%.

Entre os produtos com desempenho negativo, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentou queda de 33,1%. As exportações de açúcares e melaços diminuíram 35,8%, enquanto as de máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias recuaram 69,6%.

Importações crescem nos três setores da economia

As compras brasileiras do exterior também avançaram nos três grandes setores econômicos até a segunda semana de outubro.

A agropecuária registrou alta de 26,7%, com importações de US$ 190 milhões. Na indústria extrativa, as compras chegaram a US$ 540 milhões, aumento de 57,5%. Já a indústria de transformação movimentou US$ 8,71 bilhões, crescimento de 18,4%.

Entre os produtos agropecuários, as importações de trigo e centeio não moídos cresceram 32,8%. As compras de produtos hortícolas frescos ou refrigerados avançaram 194,6%, enquanto as de soja aumentaram 82,3%.

Em contrapartida, as importações de cevada não moída caíram 54%, e as de centeio, aveia e outros cereais não moídos recuaram 54,1%. As compras de tabaco em bruto apresentaram redução de 98,4%.

Na indústria extrativa, as importações de outros minerais em bruto cresceram 60%, enquanto as de outros minérios e concentrados de metais de base avançaram 173,4%. As compras de petróleo bruto e minerais betuminosos registraram aumento de 129,9%.

Entre as retrações, destacam-se os fertilizantes brutos, com queda de 88,8%, o carvão não aglomerado, com redução de 16,4%, e o gás natural, liquefeito ou não, cujas importações diminuíram 68,2%.

Na indústria de transformação, as importações de óleos combustíveis de petróleo, exceto óleos brutos, cresceram 86,9%. Os geradores elétricos giratórios e suas partes apresentaram aumento de 607,5%, enquanto as compras de partes e acessórios de veículos automotivos avançaram 50%.

Por outro lado, as importações de adubos e fertilizantes químicos, exceto os brutos, recuaram 7,5%. As compras de motores e máquinas não elétricos, exceto motores de pistão e geradores, caíram 75,2%. Já os equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, registraram redução de 16,2%.

Superávit comercial mantém trajetória de crescimento em 2026

Os resultados divulgados pelo MDIC mostram que as exportações brasileiras continuam crescendo em ritmo superior ao das importações no acumulado do ano. A diferença entre os dois fluxos contribuiu para elevar o superávit comercial a US$ 65,88 bilhões até a segunda semana de outubro.

O desempenho dos setores agropecuário, extrativo e de transformação reforça a importância da diversificação da pauta exportadora para o comércio exterior brasileiro, embora as variações entre produtos indiquem comportamentos distintos nos mercados internacionais.

Fonte: MDIC, com informações do portal Agrolink.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Arquivo ReConecta News

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Internacional

Vinhos brasileiros podem gerar US$ 2,4 milhões em negócios após rodada internacional em São Paulo

O mercado brasileiro de vinhos, espumantes e sucos de uva deve movimentar aproximadamente US$ 2,4 milhões em negócios imediatos e futuros nos próximos 12 meses. O resultado é fruto de uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realizada entre 6 e 8 de outubro, durante a feira ProWine São Paulo 2026.

A ação integrou o programa Exporta Mais Brasil e contou com a participação de 24 empresas nacionais, que realizaram 140 reuniões comerciais com compradores de sete países. A iniciativa busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no exterior, estimular novas parcerias e diversificar os destinos das exportações do setor vitivinícola.

Do total estimado, US$ 900 mil correspondem a negócios imediatos, enquanto outros US$ 1,9 milhão são esperados nos meses seguintes. Os números divulgados pela ApexBrasil reforçam o potencial de expansão da produção brasileira no mercado internacional.

Exporta Mais Brasil conecta produtores brasileiros a sete países

Promovida em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), a iniciativa faz parte do projeto setorial Wines of Brazil, voltado à promoção internacional dos vinhos e espumantes brasileiros.

Os encontros comerciais reuniram produtores, cooperativas e empresas exportadoras com potenciais parceiros da China, Reino Unido, Países Baixos, Angola, Rússia, México e Paraguai.

A aproximação permitiu apresentar produtos nacionais a compradores estrangeiros, negociar condições comerciais e identificar oportunidades de entrada em novos mercados.

Para Camila Torres Meyer, especialista da Gerência Regional da ApexBrasil, a diversidade e a identidade dos produtos brasileiros são diferenciais importantes para conquistar espaço em um segmento internacional competitivo.

Segundo ela, os resultados da rodada de negócios demonstram o interesse crescente dos compradores estrangeiros pela qualidade e pela variedade da produção nacional. As conexões estabelecidas durante o evento também podem contribuir para ampliar as exportações e gerar novas oportunidades para as empresas brasileiras.

Degustações e visitas aproximam compradores da produção nacional

Além das reuniões comerciais, a programação proporcionou aos compradores internacionais uma experiência mais próxima da vitivinicultura brasileira.

Os participantes puderam visitar vinícolas, degustar produtos, conhecer lançamentos e avaliar as características da produção nacional. A proposta foi apresentar os diferenciais dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros e aproximar a oferta local das preferências de diferentes mercados consumidores.

De acordo com Rafaela Albuquerque, especialista da Gerência de Agronegócios da ApexBrasil, o contato direto com os produtores ajuda os compradores a compreender melhor a capacidade de inovação e a diversidade do setor.

A iniciativa também permite identificar demandas específicas de cada mercado, facilitando o desenvolvimento de estratégias comerciais mais adequadas para a internacionalização das empresas.

Exportações de vinhos e espumantes crescem 23,73% em 2026

O desempenho da rodada comercial ocorre em um cenário de expansão das vendas externas do setor.

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de vinhos e espumantes somaram aproximadamente US$ 6,79 milhões, alta de 23,73% em relação ao mesmo período de 2025. Os produtos nacionais chegaram a 79 países.

Confira os resultados por categoria:

  • Vinhos: US$ 5,61 milhões em exportações, crescimento de 24,66%.
  • Espumantes: US$ 1,18 milhão em vendas externas, avanço de 19,50%.

Os dados são do projeto Wines of Brazil e indicam o avanço da presença internacional dos produtos brasileiros.

O crescimento das exportações reforça a importância de iniciativas de promoção comercial e de aproximação entre produtores nacionais e compradores estrangeiros, especialmente em um mercado marcado pela concorrência internacional.

Número de vinícolas brasileiras cresce 41,5% em cinco anos

A expansão comercial acompanha o aumento do número de estabelecimentos dedicados à produção de vinhos no país.

Segundo o Anuário do Vinho 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil passou de 682 vinícolas registradas em 2020 para 965 em 2025, crescimento de 41,5% em cinco anos.

As vinícolas estão distribuídas por 327 municípios brasileiros, com maior concentração na Região Sul e no estado de São Paulo.

Veja a distribuição dos estabelecimentos nos três estados com maior número de vinícolas:

  • Rio Grande do Sul: 600 vinícolas;
  • Santa Catarina: 102 vinícolas;
  • São Paulo: 86 vinícolas.

Os números demonstram a ampliação da base produtiva nacional e a relevância do Rio Grande do Sul para a cadeia vitivinícola. Santa Catarina também se destaca entre os principais polos produtores, enquanto São Paulo mantém presença expressiva no setor.

A expansão dos estabelecimentos pode contribuir para diversificar a oferta de produtos, estimular a inovação e fortalecer a capacidade de atendimento aos mercados interno e externo.

Mercado internacional abre novas oportunidades para o vinho brasileiro

O avanço das exportações, a ampliação do número de vinícolas e os resultados das rodadas comerciais indicam oportunidades para o fortalecimento da indústria brasileira de vinhos e espumantes.

A participação em feiras internacionais e o contato direto com compradores ajudam as empresas a conhecer exigências comerciais, identificar tendências de consumo e desenvolver relações duradouras com parceiros estrangeiros.

Nesse contexto, o programa Exporta Mais Brasil atua como instrumento de promoção das exportações, conectando empresas nacionais a potenciais compradores e contribuindo para a diversificação dos mercados atendidos pela produção brasileira.

A expectativa é que os contatos realizados durante a ProWine São Paulo 2026 se convertam em novos contratos nos próximos meses, ampliando a presença dos produtos nacionais no comércio internacional.

O que é o programa Exporta Mais Brasil?

O Exporta Mais Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil destinada a impulsionar as exportações por meio da aproximação entre empresas brasileiras e compradores internacionais.

O programa organiza encontros comerciais voltados a diferentes setores da economia, criando oportunidades para apresentar produtos, estabelecer parcerias e ampliar o acesso a mercados estrangeiros.

No segmento vitivinícola, a iniciativa busca fortalecer a competitividade dos produtores nacionais e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

ApexBrasil promove missão em Bruxelas para ampliar negócios entre Brasil e União Europeia

A ApexBrasil realiza, de 12 a 16 de outubro de 2026, em Bruxelas, na Bélgica, uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento das relações comerciais e industriais entre o Brasil e a União Europeia (UE). Com o tema “Planejamento Setorial Brasil-UE: do acordo ao mercado”, a iniciativa busca transformar as oportunidades previstas no acordo comercial em negócios concretos, investimentos e maior integração entre as cadeias produtivas.

A programação reúne representantes do Governo Federal, entidades setoriais, empresários, especialistas, adidos agrícolas, integrantes dos Setores de Promoção Comercial (SECOMs) e representantes de instituições europeias.

O objetivo é aproximar as discussões sobre o acordo das necessidades reais das empresas e dos mercados, identificando caminhos para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros na Europa, com atenção à inovação e à sustentabilidade.

Missão comercial prioriza setores estratégicos da economia brasileira

A agenda organizada pela ApexBrasil está estruturada em três eixos principais: workshops de planejamento setorial, um jantar de relacionamento institucional no Parlamento Europeu e o fórum internacional EU-Brazil Industrial Partnership.

Os workshops serão realizados no Radisson Collection Hotel e funcionarão como espaço técnico para elaborar, discutir e validar estratégias de inserção comercial no mercado europeu.

As atividades contemplam segmentos com potencial de expansão das exportações e oportunidades relacionadas à redução tarifária prevista no acordo entre Brasil e União Europeia.

Entre os setores prioritários estão:

  • Móveis e madeira;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Moda;
  • Café;
  • Rochas naturais;
  • Frutas frescas e processadas;
  • Sociobioeconomia;
  • Bioenergia.

Ao longo da semana, os participantes serão distribuídos em plenárias e mesas de discussão setoriais para avaliar oportunidades, desafios comerciais e estratégias capazes de ampliar a presença brasileira no mercado europeu.

Jantar no Parlamento Europeu aborda integração industrial e sustentabilidade

No dia 13 de outubro, a programação inclui o encontro institucional Trusted Industrial Partnership for a Competitive and Sustainable Economy, realizado no Parlamento Europeu.

O jantar tem como foco o diálogo com eurodeputados, executivos e assessores, com o propósito de discutir oportunidades de cooperação econômica e industrial entre os dois mercados.

Entre os temas previstos estão a integração produtiva Brasil-UE, o fornecimento sustentável, a expansão das energias limpas e o desenvolvimento de cadeias produtivas com menor emissão de carbono.

A iniciativa busca fortalecer o relacionamento institucional e ampliar o entendimento sobre caminhos para uma parceria industrial competitiva e alinhada às metas de sustentabilidade.

Fórum Brasil-União Europeia discutirá inovação e cadeias produtivas

Outro destaque da missão será o EU-Brazil Industrial Partnership Forum – Building Competitive, Resilient and Sustainable Value Chains, marcado para 15 de outubro de 2026, das 9h às 13h, no Concert Noble, em Bruxelas.

O encontro será promovido pela ApexBrasil em parceria com a BusinessEurope, principal confederação empresarial europeia.

A programação abordará questões consideradas estratégicas para a competitividade industrial, incluindo:

  • Integração das cadeias globais de valor;
  • Inovação e desenvolvimento tecnológico;
  • Acesso e fornecimento de matérias-primas críticas;
  • Soluções energéticas de baixo carbono;
  • Resiliência e sustentabilidade da produção industrial.

O fórum pretende ampliar o debate sobre as relações comerciais entre Brasil e União Europeia, conectando as oportunidades do acordo a desafios mais abrangentes da economia global.

A discussão também busca identificar possibilidades de cooperação entre empresas brasileiras e europeias, favorecendo cadeias de suprimentos mais eficientes, sustentáveis e preparadas para enfrentar mudanças no cenário internacional.

Acordo comercial pode abrir novas oportunidades para empresas brasileiras

A agenda em Bruxelas faz parte do esforço para aproximar os instrumentos de política comercial das estratégias de atuação das empresas. A proposta é identificar oportunidades por setor, estimular parcerias e preparar os segmentos brasileiros para aproveitar as condições de acesso ao mercado europeu previstas no acordo.

Com a participação de autoridades, lideranças empresariais e interlocutores europeus, a missão pretende contribuir para o fortalecimento das relações econômicas entre as duas regiões e para a ampliação das oportunidades de exportação, investimento e cooperação industrial.

Serviço

  • Evento: Planejamento Setorial Brasil-UE: do acordo ao mercado.
  • Data: 12 a 16 de outubro de 2026.
  • Local: Bruxelas, Bélgica.
  • Organização: ApexBrasil.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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