Comércio

EUA ampliam pressão com investigação da Seção 301, e Brasil teme novo impacto após tarifaço

A recente redução do tarifaço dos Estados Unidos não dissipou a preocupação do governo brasileiro. O motivo agora é a investigação da Seção 301, aberta por Washington e considerada a mais abrangente já direcionada ao Brasil, segundo o Itamaraty.

Fernando Pimentel, diretor do Departamento de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores, afirma que a apuração americana representa um risco significativo. Ele destaca que os Estados Unidos costumam usar esse mecanismo de forma segmentada, mas desta vez o alcance é extraordinário.

“Possivelmente, esta é a maior 301 de todos os tempos… O Brasil é alvo de uma investigação amplíssima, com seis temas extremamente vastos”, declarou Pimentel durante o Encontro Empresarial BR-US 2025, promovido pela Amcham.

Seção 301 mira seis áreas estratégicas
A investigação iniciada em julho analisa supostas práticas desleais do Brasil em seis frentes principais:

  • comércio digital e serviços de pagamento, incluindo o Pix;
  • tarifas preferenciais;
  • aplicação de leis anticorrupção;
  • propriedade intelectual;
  • mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal.

Para o Itamaraty, a amplitude da apuração aumenta os riscos, mesmo que o Brasil tenha apresentado respostas técnicas robustas.

“Responder bem não garante um desfecho favorável. Há grande discricionariedade na negociação”, alertou Pimentel.

Risco de repetir o impacto do tarifaço
O diplomata reforçou que o país precisa tratar o tema com urgência para evitar um novo choque comercial.
“Não faz sentido resolver o tarifaço e enfrentar outra 301 meses depois. Pelo escopo, podemos ver tudo isso se repetir”, disse.

A fase de apresentações e argumentos já foi concluída após audiência pública em setembro, na qual empresas brasileiras e americanas se manifestaram. Agora, o processo aguarda o início das consultas formais, etapa que depende da definição de datas pelo governo dos EUA.

A investigação não tem prazo definido, mas a expectativa é que avance nos próximos meses.

O que é a Seção 301
Criada na Lei de Comércio dos EUA de 1974, a Seção 301 autoriza o governo americano a retaliar países que imponham barreiras comerciais consideradas injustas. As investigações são conduzidas pelo USTR, órgão ligado diretamente à Presidência dos EUA.

A regra exige que o país investigado tenha oportunidade de negociar antes que medidas punitivas sejam aplicadas. Se não houver acordo, Washington pode recorrer a organismos internacionais, como a OMC, ou adotar sanções unilaterais.

O mecanismo já foi usado em casos emblemáticos:

  • China (2018): acusada de violar regras de propriedade intelectual, resultando em tarifas que desencadearam a guerra comercial.
  • Ucrânia (2001): punida por falhas no combate à pirataria de CDs.
  • Brasil (1989): investigado por restrições à importação de mais de mil produtos; o caso foi resolvido diplomaticamente.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Notícias

Fogo no navio “One Henry Hudson” evidencia vulnerabilidade das cargas e necessidade de seguro especializado

O incêndio no navio porta-contêineres One Henry Hudson, no último dia 21 de novembro, expõe com clareza um dos maiores desafios do comércio exterior: a imprevisibilidade dos riscos no transporte internacional. O navio estava atracado no porto de Port of Los Angeles – o porto mais movimentado da América do Norte, quando sofreu um incêndio à bordo. 

Em cada rota, mercadorias estão sujeitas a incêndios, explosões, colisões, naufrágios, furtos, manuseio incorreto, avarias causadas pelo clima e até roubos — situações capazes de resultar em perda parcial ou total da carga. Para importadores e exportadores, essas mercadorias representam investimento real e capital aplicado; por isso, um sinistro como o ocorrido em Los Angeles pode significar não apenas prejuízo irreparável, mas comprometer a continuidade do negócio. 

Por que o seguro de cargas é imprescindível

O seguro surge, então, como ferramenta indispensável para garantir segurança financeira e previsibilidade, transferindo o risco para a seguradora e assegurando compensação em caso de danos. Mais do que proteção patrimonial, operar com seguro transmite credibilidade e profissionalismo aos parceiros internacionais, reforça relações comerciais e reduz o risco de litígios quando há perdas. Por essa razão, especialistas em logística e seguros marítimos afirmam que, no comércio exterior moderno, a cobertura deixou de ser apenas recomendável — ela se tornou essencial. Segundo Paola Lima, coordenadora do setor de Comex da BWIN TECH Corretora de Seguros, a importância de contratar o seguro é exatamente para evitarmos situações que fogem do nosso controle. “Por vezes os clientes podem apostar tudo que possuem em um embarque, e estes eventos que o fazem perder sua “grande aposta” e sair no prejuízo irão gerar dor de cabeça e estresse desnecessário. Pode levar anos para se reestruturar e nesta hora se o Agente de Carga não possuir a devida contratação do seguro e corretores parceiros, também sairá no prejuízo. O seguro irá suportar isso, não é apenas seguro, são os sonhos de alguém, a dor de cabeça que pode ficar com quem entende do negócio e se preocupa e garantir que a operação seja realizada com excelência do início ao fim, tornando tudo mais fluído e descomplicado.” explica. 

Como a BWIN TECH ajuda a mitigar riscos e proteger operações

No Brasil, um dos principais parceiros para quem busca segurança nas operações de transporte internacional é a BWIN TECH. A empresa é uma corretora especializada em seguros de transporte e gestão de riscos, com mais de 20 anos de experiência. 

Entre os serviços oferecidos pela BWIN TECH, destacam-se:

  • Análise detalhada de riscos e perfil do negócio – A BWIN TECH avalia cada operação considerando tipo da carga, rota, modal, valor e particularidades do embarque, para definir a cobertura mais adequada. 
  • Soluções personalizadas de seguro – A corretora oferece apólices avulsas (para embarques únicos) e apólices abertas (para empresas com operações frequentes), adaptando-se às necessidades específicas de cada cliente. 
  • Consultoria logística estratégica e gestão de riscos integrados – A BWIN TECH não fornece apenas o seguro, mas orienta sobre práticas de logística e mitigação de risco, promovendo segurança operacional do início ao fim da cadeia. 
  • Suporte em caso de sinistro – Em eventos como incêndios, explosões ou perdas totais, a empresa auxilia no acionamento da cobertura, assegurando que o cliente tenha respaldo profissional e ágil para recuperar seu investimento. 

Dessa forma, a atuação da BWIN TECH se torna diferencial competitivo: ela transforma o seguro de cargas em componente estratégico, reduz vulnerabilidades e traz tranquilidade a quem opera no comércio exterior. “É importante também, analisar se sua apólice está bem desenhada para sua operação, com a devida cobertura para estes incidentes, para o container e principalmente para a operação como um todo, é de extrema importância averbar o seguro completo com as coberturas que são disponibilizadas pela seguradora tais como Despesas 10%, Lucros Esperados 10%, para que o ressarcimento seja o mais próximo do prejuízo”, destaca Paola Lima. 

Como foi o incidente da noite de 21 de novembro

Segundo informações divulgadas na imprensa internacional, o incêndio teria começado com um suposto curto-circuito elétrico, começaram abaixo do convés e se alastraram por diversos níveis da embarcação, provocando uma explosão no meio do convés. A carga incluía materiais perigosos, o que levou autoridades a emitir ordem de abrigo (shelter-in-place) para comunidades vizinhas e a definir uma zona de segurança de uma milha náutica ao redor do navio. 

Mais de 100 bombeiros foram chamados para combater o incêndio no Porto de Los Angeles, o porto mais movimentado da América do Norte. A embarcação de 336 metros de comprimento é operada pela One Ocean Express, uma empresa de transporte marítimo com sede em Cingapura. Antes de Los Angeles, o navio esteve recentemente no Japão, parando em Kobe, Nagoya e Tóquio.

Apesar de os 23 tripulantes escaparem ilesos, cerca de 100 contêineres foram consumidos – um prejuízo que, dependendo do valor da mercadoria, pode representar perdas que superam milhões de dólares. 

Lição para importadores e exportadores

O incêndio no navio One Henry Hudson expõe como – mesmo com procedimentos de segurança, documentação rigorosa e transporte regular – eventos imprevisíveis podem colocar tudo a perder: carga, tempo, dinheiro e credibilidade. Quando se lida com transporte internacional, não basta depender da sorte ou boas práticas logísticas.

Para quem importa ou exporta mercadorias – especialmente cargas sensíveis ou de alto valor – ignorar o seguro de carga é um risco que pode custar caro. A contratação de seguro internacional, por meio de uma corretora especializada como a BWIN TECH, passa a ser uma obrigação de mercado, e não um extra.

Além disso, contar com suporte técnico, consultoria e uma cobertura adequada significa transformar uma operação vulnerável em uma operação resiliente – capaz de resistir a crises, recuperar-se de imprevistos e seguir operando com confiança.

FONTE: Infomoney / BWIN Tech

IMAGEM: CNN/ESPANHOL

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Comércio Exterior

ATENÇÃO: Secex e Receita Federal atualizam cronograma oficial de desligamento do Siscomex LI/DI

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal (RFB) atualizaram o cronograma de desligamento do Siscomex LI/DI, etapa que amplia a adoção obrigatória do LPCO e da Duimp no Portal Único de Comércio Exterior. A mudança integra o avanço do Novo Processo de Importação (NPI), que busca modernizar e unificar rotinas do comércio exterior brasileiro.

Aprovação e requisitos do cronograma
O planejamento foi aprovado pelo Comitê Executivo do Siscomex. No entanto, sua implementação definitiva depende de validações do setor privado, conduzidas no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, seguindo o Plano de Ação definido durante a 10ª Reunião do grupo.

Datas de obrigatoriedade para LPCO e Duimp
Segundo o cronograma, as datas estabelecem quando o registro do LPCO e da Duimp passará a ser obrigatório nas operações de importação. A exigência valerá sempre que as avaliações do setor privado não identificarem falhas sistêmicas impeditivas, conforme previsto no Plano de Ação.

A partir dessas datas, os importadores deixarão de poder utilizar o Siscomex LI/DI, ficando obrigatoriamente vinculados aos sistemas do Portal Único para realizar suas operações.

*Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações:

  1. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Licença de Importação (LI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  2. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da LI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. LI deferidas pelos anuentes antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento.
  4. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser substituídas mesmo após a data de desligamento.
  5. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  6. NCM do INMETRO que serão desligados em janeiro de 2026, por serem agrupamentos por modelo: 36050000, 38130090, 38190000, 39172300, 39233010, 39233090, 65061000, 73043110, 73043190, 73043910, 73110000, 73110000, 73110000, 76130000, 84241000, 84272010, 84272090, 84281000, 84811000, 87150000, 87150000, 87163900, 87164000, 90262010, 94012000, 94016100, 94016900, 94017100, 94017100, 94017900, 94018000, 94018000, 94032090, 94035000, 94037000, 94037000, 94037000, 94038200, 94038300, 94038900 e 95030010.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Acordo da Aladi impulsiona exportações brasileiras de cosméticos na América Latina

O Brasil e dez países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) concluíram, em Montevidéu, a negociação técnica do Acordo de Alcance Parcial voltado à eliminação de obstáculos técnicos ao comércio de cosméticos, itens de higiene pessoal e perfumaria. A medida prevê maior alinhamento regulatório entre os membros, simplificação de exigências e a remoção de barreiras que dificultavam a circulação desses produtos no bloco.

Segundo a Aladi, o mercado latino-americano de beleza movimenta mais de US$ 55 bilhões, tornando a integração regulatória fundamental para acelerar o fluxo comercial.

Convergência regulatória reduz custos e amplia competitividade
Com a implementação do acordo, empresas brasileiras do setor de beleza e cuidados pessoais devem se beneficiar com a redução de prazos e custos operacionais, maior previsibilidade nas operações e condições mais favoráveis para expansão das vendas. O processo negociador brasileiro contou com a participação da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e da Anvisa, em diálogo constante com representantes do setor privado.

O entendimento firmado recebeu adesão de dez dos treze países-membros da Aladi: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Regras simplificadas e padrões unificados
Entre os principais compromissos assumidos estão a eliminação da exigência de documentos como o certificado de venda livre, a adoção de padrões internacionais, a simplificação de procedimentos administrativos, a harmonização da rotulagem e a adoção de práticas de vigilância de mercado baseadas em risco.

O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo fortalece a competitividade das empresas brasileiras. Para ele, a medida reduz custos, estimula a inovação e abre espaço para ampliar a presença do Brasil no mercado latino-americano de cosméticos. “Estamos fortalecendo a competitividade industrial, incentivando investimentos e abrindo caminho para mais exportações”, destacou.

Exportações seguem em ritmo crescente na região
Em 2024, as vendas brasileiras de cosméticos para os países da Aladi somaram US$ 677,9 milhões, representando 77% das exportações do setor. Os dez países participantes do acordo foram responsáveis por US$ 533,3 milhões desse total. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações já atingiram US$ 556,6 milhões, refletindo a importância da integração regional.

Próximas etapas para a entrada em vigor
Com o encerramento das negociações técnicas, inicia-se agora a fase jurídico-administrativa, que deve ser concluída até o fim de janeiro de 2026. A assinatura do acordo ocorrerá na sequência, e sua implementação terá início 15 dias após a segunda notificação oficial à Secretaria-Geral da Aladi. Os demais países poderão aderir de forma gradativa, conforme finalizarem seus trâmites internos.

O que é a Aladi
Criada pelo Tratado de Montevidéu de 1980, a Aladi reúne 13 países latino-americanos com o objetivo de promover a integração econômica regional. Seus Acordos de Alcance Parcial permitem que grupos de países avancem em temas específicos, abrindo espaço para futuras adesões e integração ampliada.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Xangai após visita de comitiva chinesa

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu uma comitiva empresarial de Xangai, apresentada pela operadora global G2 Ocean, reconhecida internacionalmente por suas soluções de transporte marítimo e sua frota de embarcações multifuncionais. A reunião marcou mais um passo na ampliação da relação comercial entre Brasil e China, com foco direto no fortalecimento dos laços entre Itajaí e o principal centro econômico chinês.

China e Brasil buscam expandir operações pelo porto catarinense
O encontro teve como objetivo discutir a abertura de novas operações, a integração de logística internacional e a atração de investimentos estratégicos. A visita é resultado de uma agenda construída ao longo de novembro, iniciada em Xangai durante reunião conduzida por Marcelo Peres, assessor executivo do Porto de Itajaí. O diretor-administrativo, Celso Zuchi, reforçou o potencial da estrutura catarinense para receber cargas de alto valor agregado e avançar em novas parcerias comerciais.

Histórico de operações e novas oportunidades
Os representantes chineses já possuem experiência no Porto de Itajaí, especialmente em operações ligadas à BYD, além de movimentações de produtos siderúrgicos, contêineres e cargas de alto valor. A visita confirma o interesse em aumentar o fluxo bilateral e consolidar novas oportunidades na cadeia logística.

O encontro contou também com a participação de Antonio Carlos Guimarães, representante da SC Portos, fortalecendo a articulação estadual voltada à internacionalização da logística catarinense.

Porto vive fase de retomada e expansão
Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o momento marca um novo ciclo para o porto. Para ele, Itajaí vive uma fase de “confiança e crescimento”, com a retomada de operações, atração de cargas mais qualificadas e ampliação das conexões internacionais. O dirigente destacou que a aproximação com Xangai e outros parceiros chineses fortalece a capacidade do porto de gerar empregos, impulsionar a economia local e recolocar Itajaí na rota dos grandes investimentos globais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Exportação de gado vivo: como funcionam a quarentena e a identificação obrigatória dos animais

A volta ao Uruguai do navio que levava quase 3 mil bovinos para a Turquia reacendeu o debate sobre a exportação de gado vivo. A embarcação Spiridon II não recebeu autorização para desembarcar parte dos animais devido à ausência de brincos ou chips eletrônicos, itens exigidos pelas autoridades turcas. Casos como esse não são inéditos, embora exportadores brasileiros afirmem que são exceções e que cada país segue regras próprias.

Brasil adota normas rígidas de controle sanitário
No Brasil, empresas que desejam enviar bovinos vivos ao exterior precisam atender a protocolos definidos pelo Ministério da Agricultura e às exigências sanitárias do país importador. Uma das etapas obrigatórias é a instalação de um estabelecimento de pré-embarque, área da fazenda onde os animais permanecem em quarentena para prevenção e controle de doenças. O local deve receber aprovação de fiscais federais, e o isolamento é acompanhado no início e no fim do período.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Lincoln Silveira Bueno, o processo segue padrões rigorosos e eventuais falhas são pontuais. Ele afirma que “99,9% dos embarques chegam ao destino em segurança, cumprindo todas as normas”.

Quarentena, exames e identificação eletrônica
O ponto de partida para a exportação é verificar se o país comprador possui um certificado zoossanitário internacional específico. Esse documento determina exames, tratamentos e a duração mínima da quarentena, que nunca pode ser inferior a sete dias. Todos os bovinos passam por análises laboratoriais e devem possuir identificação eletrônica individual.

Durante as vistorias, fiscais também conferem as guias de trânsito animal, para confirmar a origem do rebanho. Alguns países limitam a compra de animais de determinadas regiões do Brasil, o que reforça a necessidade de controle documental.

Transporte marítimo exige navios autorizados e cuidados de bem-estar
O Ministério da Agricultura estabelece ainda orientações para o transporte marítimo e aéreo. No caso dos navios, a viagem só pode ocorrer em embarcações aprovadas pela Capitania dos Portos e conduzidas por profissionais treinados. As normas incluem oferta adequada de alimento, água potável, medicamentos e condições de bem-estar. Antes do embarque, um veterinário oficial inspeciona as instalações e pode solicitar ajustes.

Demanda internacional se mantém, mas tende a cair
Dados da Associação Brasileira de Exportadores de Animais Vivos (Abreav) mostram que o Brasil embarcou pouco mais de 1 milhão de bovinos no ano passado, um recorde histórico. A expectativa é de estabilidade em 2025 e queda acima de 20% em 2026, reflexo da redução de abates e da alta no preço do boi, fatores que podem direcionar compradores para outros fornecedores.

A maior parte dos animais é enviada a países muçulmanos, onde prevalece o consumo de carne fresca e a exigência de abate supervisionado por autoridade religiosa. Além de bovinos prontos para abate, o Brasil exporta bezerros, bois magros para engorda e animais destinados à reprodução. México, França e Austrália também figuram entre os principais exportadores globais.

Atividade enfrenta críticas, mas é considerada legal
Organizações não-governamentais contestam a exportação de animais vivos, alegando riscos de maus-tratos durante o transporte. O tema ganhou destaque após um navio que saiu de Rio Grande (RS) ser expulso do porto da Cidade do Cabo, na África do Sul, devido ao forte odor que indicava condições inadequadas para os 19 mil bovinos a bordo.

Apesar das críticas, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu no início do ano que a atividade está em conformidade com a legislação brasileira.

Brasil amplia mercados para envio de bovinos vivos
Nos últimos meses, o país abriu novos mercados para diferentes finalidades. Líbano e Tanzânia autorizaram importações de bovinos e bubalinos para reprodução, enquanto a Turquia passou a permitir também a compra de animais reprodutivos, além daqueles destinados ao abate ou engorda.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Importação

Brasil avança para encerrar impasse sobre importação de biocombustíveis dos EUA

O governo brasileiro considera que as pendências envolvendo a importação de biocombustíveis dos Estados Unidos estão praticamente solucionadas. A avaliação foi feita pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, que apontou avanços nas negociações, embora sem detalhar as medidas adotadas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as declarações de Alckmin se referem à flexibilização de regras do RenovaBio, política que estimula o uso de etanol, biodiesel e outros biocombustíveis para reduzir emissões e ampliar a descarbonização do setor de transportes.

Mudanças no RenovaBio reduzem pressão dos EUA
O governo norte-americano vinha classificando o RenovaBio como uma barreira não tarifária. No relatório anual de barreiras ao comércio, a gestão Donald Trump afirmou que as exigências brasileiras colocavam produtores dos EUA em desvantagem e pediu ajustes regulatórios.

Até junho, exportadores estrangeiros dependiam de um intermediário brasileiro para obter certificação e emitir créditos de descarbonização dentro do programa. Com a nova resolução da ANP, publicada em meados daquele mês, empresas internacionais passaram a poder se certificar diretamente. De acordo com o ministério, a mudança já equiparou as condições de participação dos exportadores norte-americanos no mercado brasileiro.

Negociações bilaterais incluem temas tecnológicos
Durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Alckmin destacou que as discussões entre Brasil e Estados Unidos também envolvem outras questões não tarifárias, como regras para data centers, acesso a terras raras e demandas de grandes empresas de tecnologia. Ele afirmou ainda que o Brasil segue engajado no diálogo após Washington isentar mais de 200 produtos da tarifa adicional de 50% aplicada anteriormente.

No mesmo encontro, o diretor de política comercial do Itamaraty, Fernando Pimentel, disse que ainda não houve pedidos formais dos EUA no âmbito das negociações. O Brasil aguarda consultas previstas na investigação da Seção 301, aberta no início do ano para analisar políticas brasileiras relacionadas ao Pix, ao mercado de etanol, ao combate ao desmatamento ilegal e à proteção da propriedade intelectual.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Importação

Live esclarece sobre o novo processo de importação da ANVISA

A cadeia de comércio exterior está passando por mudanças importantes — e quem atua com importação de produtos sujeitos à fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária precisa ficar atento. O Novo Processo de Importação (NPI) da ANVISA passa a exigir o uso do Catálogo de Produtos para o registro de atributos específicos de bens com controle sanitário. A atualização faz parte da integração ao Portal Único de Comércio Exterior e à DUIMP, substituindo gradualmente o modelo tradicional de LI/LPCO.

Mais moderno, integrado e digital, o novo sistema tem como proposta trazer maior segurança, clareza e rastreabilidade ao processo, com a descrição precisa dos produtos por meio de atributos estruturados. Mas afinal — como isso afeta o setor privado? O que muda na rotina dos importadores? Há prazos obrigatórios? E quais são as consequências de um preenchimento incorreto?

Para esclarecer todas essas dúvidas, a AME Comex – Associação de Mulheres Especialistas em Comércio Exterior promoveu uma live, direto do YouTube.

O encontro abordou pontos essenciais para quem trabalha com comércio exterior e logística:

  • Importância dos atributos para o órgão regulador
  • Andamento da inclusão dos atributos no sistema
  • Impactos e funcionamento para o setor privado
  • Possíveis prazos de obrigatoriedade
  • Riscos e consequências do não preenchimento ou preenchimento inadequado

Se você atua com importação e produtos sujeitos à Anvisa, não pode perder. Informação correta é o primeiro passo para evitar riscos e garantir eficiência nos processos.

ASSISTA AQUI: https://www.youtube.com/live/ABw1m6UT-gA

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Portos

Porto de Santos lidera exportação de carros no Brasil e supera recordes em 2025

O Porto de Santos consolidou sua posição como principal porta de saída dos automóveis brasileiros. Responsável por cerca de 55% das exportações de carros do País, o complexo divide sua operação entre o Ecoporto, na Margem Direita, e o terminal da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá).

De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), obtidos via sistema Comex do MDIC, 108.657 veículos foram embarcados entre janeiro e setembro deste ano — um salto de 39% frente ao mesmo período de 2024. O volume já ultrapassa todo o acumulado do ano passado.

Em valor financeiro, o crescimento também impressiona: foram movimentados US$ 1,5 bilhão até setembro, avanço de 37% sobre 2024 e acima do total do ano anterior (US$ 1,3 bilhão).

Cadeia logística da Baixada Santista impulsionada

Para especialistas, o aumento das exportações fortalece toda a cadeia logística regional, que envolve terminais portuários, transportadoras, agentes de carga, seguradoras e empresas de serviços.

Segundo Lúcio Lage, diretor executivo da Process Log & Comex, cada embarque de automóveis ativa uma série de operações paralelas. “Cada navio carregado movimenta centenas de contêineres e serviços de logística, gerando liquidez e previsibilidade para o comércio exterior da região”, afirma.

Outros portos crescem, mas Santos segue dominante

Embora continue muito à frente de Paranaguá (PR), com 51.870 veículos exportados, e Suape (PE), com 28.099 unidades, Santos vê outros complexos portuários avançando com a diversificação logística das montadoras.

Rafael Cristelo, gerente geral da K Line no Brasil, destaca que o movimento comprova tanto a liderança de Santos quanto a expansão de terminais regionais. A empresa japonesa é líder no transporte marítimo de veículos no País.

Exportações brasileiras superam projeções

Dados da Anfavea mostram que o Brasil exportou 430,8 mil veículos até setembro, acima dos 398 mil do ano anterior e já superando a previsão inicial feita pela entidade.

A América Latina segue como principal destino. A Argentina concentra cerca de 50% das compras, seguida por México, Colômbia e Chile. Cristelo lembra que o mercado mexicano, segundo maior destino, enfrenta forte concorrência de veículos chineses, que já respondem por mais de 35% das vendas no país.

Terminal da Santos Brasil concentra operações

O Terminal Exportador de Veículos (TEV), operado pela Santos Brasil, responde por mais de 90% da movimentação de automóveis em Santos e cerca de 40% do total brasileiro. Com capacidade anual para 300 mil unidades, é o maior terminal do País.

Nos nove primeiros meses do ano, o TEV movimentou 194.468 veículos, alta de 35%. As exportações para Argentina, Colômbia, México e os embarques de veículos pesados para os Estados Unidos impulsionaram o desempenho.

A predominância das exportações se explica pela proximidade do terminal com o polo automotivo do ABC paulista e pelo custo tributário mais elevado para importações no Estado.

Ecoporto também registra avanço

O Ecoporto Santos, do Grupo EcoRodovias, movimentou 20.057 veículos entre janeiro e setembro — crescimento de 29% na comparação anual. Por ser um terminal multipropósito, sua capacidade destinada a automóveis varia conforme o perfil das cargas atendidas.

Setor exige mão de obra qualificada

A expansão das exportações abre espaço para empregos diretos e indiretos em logística. Etapas como vistoria, estufagem, conferência, documentação e seguros demandam equipes especializadas.

Lúcio Lage reforça que investir em qualificação técnica e em digitalização dos processos pode elevar ainda mais a competitividade regional. “Ambiente eficiente e previsível atrai investimentos e mantém operações em Santos”, diz.

Desafios para manter competitividade

Apesar da liderança, o Porto de Santos enfrenta gargalos logísticos, como acessos viários saturados, burocracia e custos elevados. Enquanto isso, portos de outros estados avançam com investimentos em automação e incentivos fiscais.

Lage aponta que obras estruturantes — como o túnel imerso Santos–Guarujá, melhorias ferroviárias e integração digital entre órgãos federais — são essenciais para preservar a vantagem competitiva do porto.

“A cooperação entre setor público, operadores privados e empresas é crucial para que Santos continue como o principal hub de exportação do País”, conclui.

FONTE: Datamar News/A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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