Economia

FMI elogia economia do Brasil e prevê impacto mínimo das novas tarifas dos EUA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que o recente tarifaço dos Estados Unidos terá um impacto insignificante na economia brasileira. A conclusão está no relatório Regional Economic Outlook para o Hemisfério Ocidental, divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo o FMI, o Brasil está menos vulnerável às medidas protecionistas impostas por Washington graças à diversificação de seus parceiros comerciais e à composição variada de suas exportações.

Diversificação protege o Brasil de impactos externos

O estudo mostra que os Estados Unidos são o terceiro maior destino das exportações brasileiras, representando cerca de 12% do total, atrás da China (30%) e da União Europeia (14%). Apesar da relevância, as vendas para o mercado americano se concentram em produtos de alta demanda global, o que facilita sua readequação a outros mercados internacionais. O FMI detalha que 36% das exportações brasileiras para os EUA estão entre os itens afetados pelas novas tarifas — principalmente commodities como minério de ferro, petróleo e produtos agrícolas. Por serem itens com mercados alternativos consolidados, o risco de perda significativa de receita é considerado baixo.

Crescimento mais moderado e inflação sob controle

O relatório também projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,4% em 2025, ritmo mais lento em comparação ao ano anterior. A moderação é explicada pela política monetária restritiva, pela redução de estímulos fiscais e pelas incertezas externas, como a desaceleração da economia chinesa e a volatilidade dos mercados globais. Quanto à inflação, o FMI estima uma taxa de 4,9%, acima da meta do Banco Central, mas ainda em nível considerado controlado. O processo de desinflação deve ocorrer de maneira gradual, acompanhando o ajuste dos juros e as oscilações nos preços de alimentos e energia.

Resiliência econômica segue como destaque

Mesmo diante do cenário global desafiador, o FMI elogia a resiliência da economia brasileira. O relatório aponta o desempenho das exportações de commodities, o robusto volume de reservas internacionais e a solidez do sistema financeiro como pilares que mantêm o país protegido contra choques externos e medidas protecionistas.

FONTE: Diário do Centro do Mundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Centro do Mundo

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Comércio Exterior, Eventos

Congresso de Direito Aduaneiro da OAB/SC reúne especialistas e debate desafios do comércio exterior .

Mais de 300 participantes em evento histórico da advocacia catarinense.

I Congresso Estadual de Direito Aduaneiro da OAB Santa Catarina aconteceu nos dias 16 e 17 de outubro, em Florianópolis, e reuniu advogados, autoridades e profissionais ligados ao comércio exterior e à atividade portuária. Ao longo da programação, mais de 300 participantes acompanharam palestras, oficinas e debates sobre os principais desafios do setor. 

A abertura foi conduzida pela vice-presidente da OAB/SC, Gisele Kravchychyn, que destacou a relevância do tema. “Foi mais que um congresso, foi a construção de um espaço de diálogo, conhecimento e fortalecimento interinstitucional.” 

O evento foi promovido pela Comissão de Direito Aduaneiro da OAB/SC, presidida por Alessandra Carioni, que também é Diretora do Núcleo de Comércio Exterior da Escola Superior de Advocacia da OAB/SC. Em sua participação como palestrante no congresso, Alessandra reforçou o impacto da iniciativa para a economia nacional. “Nosso propósito é consolidar o Direito Aduaneiro como instrumento essencial para o desenvolvimento econômico do país, garantindo segurança jurídica nas operações internacionais.” 

Santa Catarina é destaque no setor portuário, com exportações para mais de 200 destinos no mundo. Para o secretário de Portos e Aeroportos, Beto Martins, o congresso foi fundamental para dar visibilidade a um tema estratégico. “O que vimos na OAB foi protagonismo, importância e relevância ao Direito Aduaneiro.” 

Programação com foco em inovação e qualificação 

Durante os dois dias, o congresso contou com mais de 50 palestras, oficinas práticas e mesas de debate. Entre os principais temas estiveram: 

  • Regulação e infraestrutura de recintos alfandegados
  • Desafios do contencioso aduaneiro
  • Gestão de riscos e compliance nas operações internacionais; 
  • Impactos da Reforma Tributária na competitividade global. 

Também foram realizadas atividades paralelas, como competição de oratória para acadêmicos de Direito e uma oficina prática sobre contratos internacionais. 

RêConecta participou do congresso 

A equipe do RêConecta News esteve presente no evento, acompanhando os debates e reforçando sua atuação como plataforma de informação estratégica para o setor de comércio exterior e logística. Para a CEO Renata Palmeira, a presença foi essencial. “Eventos dessa relevância são de extrema importância tanto para atualização sobre o setor quanto para estreitar relacionamentos e ampliar o networking. Foi uma oportunidade única de estar perto de quem faz a diferença no comércio exterior.” 

Marco para advocacia e setor portuário 

Segundo Rizieri Mezadri, presidente da Comissão de Direito Portuário e Marítimo da OAB/SC, o congresso fortaleceu a integração entre setores estratégicos. Já o reitor da Unicesusc, Maurício Pereira Gomes, classificou o encontro como uma parceria histórica a ser renovada.  

“Este congresso representou um marco para o fortalecimento da advocacia e do setor aduaneiro em Santa Catarina”, resumiu Simone Cristine Davel, secretária da Comissão de Direito Aduaneiro da OAB/SC. 

Fonte: Assessoria de Comunicação da OAB/SC 
TEXTO: REDAÇÃO 
IMAGEM: RÊCONECTA NEWS 

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Logística

Multilog reduz em 75% o tempo de liberação de cargas com automação da averbação de importações

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, alcançou uma redução de 75% no tempo médio de liberação de cargas em seus recintos alfandegados com a implantação da Automação da Averbação de DI (Declaração de Importação). A inovação faz parte do processo de transformação digital da companhia, consolidando sua posição como referência em eficiência e modernização no comércio exterior brasileiro.

Liberação de cargas em menos de 30 minutos

Com a automação, o tempo médio de liberação caiu de duas horas para menos de 30 minutos, gerando uma economia estimada de R$ 1,5 milhão apenas em tempo de equipe no último ano. Além da agilidade, a tecnologia trouxe padronização nacional, redução de custos operacionais, eliminação de deslocamentos e fortalecimento da cultura orientada a dados.

Os importadores também foram beneficiados, com menor custo de armazenagem e transporte, mais previsibilidade e transparência e processos aduaneiros mais ágeis e precisos. Já a Receita Federal do Brasil (RFB) passou a contar com informações mais confiáveis e rastreáveis, o que contribuiu para reduzir inconsistências, consultas manuais e melhorar o compliance aduaneiro.

Segundo a Multilog, a Receita participou do projeto desde o início, com alinhamentos técnicos e operacionais para garantir que todas as etapas respeitassem as normas legais. Com isso, todo o fluxo — da recepção da DI às validações fiscais, liberações e entrega das cargas — passou a ocorrer de forma totalmente automatizada, com notificações automáticas e visibilidade completa ao cliente.

“A Multilog é pioneira no Brasil na automação completa e em escala nacional. A Automação da Averbação de DI elevou o padrão de eficiência do comércio exterior, trazendo ganhos concretos para a Receita Federal, os clientes e o mercado”, destacou Leonardo Moura, gerente de TI da empresa.

Jornada rumo à automação completa

A digitalização da averbação de DI começou em 2016, quando a Multilog automatizou apenas etapas básicas, como a validação do status do documento aduaneiro. Ainda assim, atividades como pagamento de impostos, validação de notas fiscais e verificação de eventos Siscarga eram feitas manualmente.

Em 2024, a companhia implementou a automação total de ponta a ponta, cobrindo desde a recepção dos documentos até a entrega final das mercadorias. Antes da mudança, o processo era altamente manual e descentralizado, com tempo médio (SLA) de duas horas por DI, explicou Moura.

O projeto, desenvolvido internamente, levou seis meses entre a fase de planejamento e a implantação nas primeiras unidades alfandegadas. Entre os diferenciais, estão a integração total com os sistemas internos Genius e SARA, a padronização nacional e a orquestração completa do processo aduaneiro.

Reconhecimento em inovação logística

A iniciativa rendeu à Multilog o Prêmio Comex Tech Fórum 2025, que reconhece empresas inovadoras do setor de comércio exterior. O compromisso contínuo da companhia com a inovação, a excelência operacional e a sustentabilidade também lhe garantiu destaque em premiações como o IT Forum 100+ Inovadoras e o TOTVS Brasil que Faz 2025.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Multilog

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Tecnologia

MDIC lança Chatbot Comex para agilizar informações sobre comércio exterior

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apresentou o Chatbot Comex, uma ferramenta digital desenvolvida para simplificar o acesso a informações oficiais sobre importação e exportação.

O novo assistente virtual funciona 24 horas por dia, com acesso gratuito e sem necessidade de login, e oferece respostas baseadas em legislação, portais e manuais oficiais do governo federal. Quando necessário, o sistema direciona o usuário para o Comex Responde, serviço que conta com suporte humano especializado.

Tecnologia a serviço da gestão pública

Com o Chatbot Comex, o MDIC busca tornar o atendimento mais rápido e transparente, integrando órgãos anuentes e usuários dos sistemas de comércio exterior. A solução também contribui para a redução de atendimentos repetitivos, otimizando a gestão pública e melhorando a experiência de quem atua no setor.

“Estamos aproximando o governo das pessoas e reduzindo barreiras para quem quer empreender e exportar. É uma ação que traz mais tecnologia para o setor público e amplia a nossa capacidade de atender mais brasileiros que desejam participar do comércio exterior”, afirmou Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior.

Público escolhe o nome do Chatbot

Para envolver os usuários, o MDIC abriu uma enquete nas redes sociaisInstagram e LinkedIn — para escolher o nome da nova assistente virtual. As opções são:

  • Tai – simboliza generosidade e sociabilidade;
  • Elisa – remete à sensibilidade, fé e elegância;
  • Duda – em espanhol, significa “dúvida”;
  • Lina – em grego, quer dizer “mensageira” ou “portadora de luz”.

📅 Votação: 16 e 17 de outubro
📅 Resultado: 20 de outubro

Como funciona o Chatbot Comex

  • 💬 Interação por texto: o usuário envia a dúvida e recebe respostas fundamentadas em fontes oficiais;
  • 🗣️ Linguagem acessível: comunicação clara e empática, sem jargões técnicos;
  • 👩‍💼 Encaminhamento humano: quando necessário, o sistema redireciona ao Comex Responde;
  • 🌐 Disponibilidade total: acesso direto pelo portal do Siscomex, sem login, 24 horas por dia.

Experiência humanizada e linguagem clara

Para tornar a experiência mais próxima e agradável, o Chatbot Comex ganhou um avatar moderno e acolhedor, com traços suaves e comunicação empática. O objetivo é humanizar o atendimento digital, mantendo um tom cordial e educativo.

Segundo Janaína Batista, diretora do Departamento de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex, a base de conhecimento do chatbot é composta por normas, manuais e sistemas oficiais, o que garante respostas precisas e confiáveis, apresentadas de forma ágil e acessível.

A Secex segue empenhada em fortalecer a competitividade das empresas brasileiras, promovendo facilitação do comércio, transparência regulatória e inovação, com foco na inclusão e expansão das exportações.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Importação

Importações brasileiras devem bater recorde em 2025, aponta CNI

Aumento das importações pode afetar balança comercial do Brasil

O Brasil deve registrar um volume recorde de importações em 2025, segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O crescimento da demanda por produtos estrangeiros e os preços mais competitivos praticados no exterior são os principais fatores apontados pela entidade para o avanço nas compras internacionais.

Projeção para 2025: US$ 287,1 bilhões em importações

De acordo com o boletim econômico trimestral da CNI, a estimativa é que o país importe US$ 287,1 bilhões no próximo ano, valor 4,8% superior ao registrado em 2024. Apesar do crescimento, o Brasil ainda deve encerrar 2025 com superávit na balança comercial, estimado em US$ 60,5 bilhões. O número, porém, representa queda de 8,2% em relação ao superávit de US$ 74,6 bilhões obtido em 2024.

A balança comercial mede a diferença entre exportações e importações em determinado período. Mesmo com o superávit mantido, a alta nas importações tende a pressionar esse saldo.

Setores com maior alta nas importações

Entre janeiro e setembro de 2025, o país já importou US$ 212,3 bilhões, o que representa um aumento de 8,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Os setores que mais contribuíram para esse crescimento foram:

  • Bens de capital: alta de 26,7%
  • Bens intermediários: aumento de 9,4%
  • Bens de consumo: crescimento de 4%

Segundo a CNI, não há sinais de desaceleração nas importações até o fim do ano. A entidade reforça que “essa demonstração de força das importações marcou o ano de 2025”, e que a tendência é de manutenção desse ritmo.

Exportações enfrentam entraves com os Estados Unidos

A projeção da CNI também chama atenção para o impacto da nova política comercial dos Estados Unidos, que tem afetado diretamente as exportações da indústria de transformação brasileira. Desde agosto, alguns produtos brasileiros enfrentam tarifas de até 50%, com base em acusações de “práticas comerciais desleais” e no processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda assim, a CNI prevê que as exportações brasileiras devem crescer 2,3% em 2025, impulsionadas pelos resultados positivos da indústria extrativa, agropecuária e da própria indústria de transformação nos primeiros meses do ano.

Diplomacia tenta amenizar tensões

Na tentativa de reduzir os atritos comerciais com os Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na última quinta-feira (16). O encontro, realizado na Casa Branca, foi classificado por Vieira como “produtivo”, mas ainda não há anúncios de mudanças nas tarifas.

FONTE: Com informações da CNI.
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior, Eventos

Importação Inteligente é tema de palestra promovida pelo CONCENI em Santa Catarina

Empresários e profissionais de comércio exterior de todo o estado de Santa Catarina participaram da palestra “Importação Inteligente”, ministrada por Tiago M. Barbosa, ex-Gerente do Portal Único de Comércio Exterior e atual consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em comércio e investimentos. O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira, dia 15, no auditório da FACISC, em Florianópolis.

O evento foi organizado pelo Conselho Estadual dos Núcleos de Comércio Exterior e Negócios Internacionais (CONCENI), que integra os 14 núcleos de comércio exterior ligados à FACISC, conectando mais de 320 empresas do setor.

Tecnologia e simplificação no comércio exterior

Durante sua fala, Tiago destacou que a simplificação de processos é um dos pilares da modernização do comércio internacional. “A tecnologia é a ferramenta. Obviamente, sem a evolução tecnológica não seria possível pensar em simplificações. Mas a raiz da simplificação vem da visão dos gestores e das instituições que querem mudar, melhorar e facilitar”, afirmou.

Ele também ressaltou que a tendência de desburocratização não é exclusiva do Brasil. “Esse movimento vem acontecendo em todos os principais países do mundo, aplicando o acordo sobre facilitação do comércio e desenvolvendo suas janelas únicas. Países como Singapura, Malásia, Indonésia, Coreia do Sul e Índia são destaques. No mundo ocidental, o Brasil é referência nesse processo”, completou.

DUIMP: a reforma do comércio exterior

Um dos pontos centrais da palestra foi a DUIMP (Declaração Única de Importação), que, segundo Tiago, representa uma verdadeira transformação para o setor. “Muito mais do que uma migração de sistema, a DUIMP é a reforma do comércio exterior. Ela vem para destravar processos, ampliar benefícios e concretizar demandas que o setor privado vem apresentando há anos à administração pública”, explicou.

Apesar do movimento obrigatório de migração para o novo sistema, Tiago reconheceu que ainda existem barreiras de adaptação. “Na hora de todo mundo começar a usar surgem receios, custos iniciais de investimento e ajustes inevitáveis. Mas a DUIMP é a concretização de todas as melhorias que o setor sempre pediu”, ressaltou.

Próximos cursos sobre o novo processo de importação

Além da palestra em Santa Catarina, Tiago Barbosa também irá ministrar cursos especializados sobre o novo processo de importação. O primeiro acontece em Curitiba, no dia 25 de outubro, organizado pelo SDA – Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Paraná e Santa Catarina. Já no dia 29 de novembro, o curso será realizado em Itajaí, em evento organizado pelo Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII).

Importância da união dos núcleos

A presidente do CONCENI, Paula Machado, destacou a relevância da palestra para as empresas nucleadas e para o fortalecimento do setor em Santa Catarina. “A gente está conversando sobre o novo processo de importação há algum tempo, e sempre surgem novidades. Quando conseguimos uma oportunidade como essa, unindo empresas de todo o estado, é muito importante — principalmente por termos o Tiago, que foi responsável pela modulação do projeto e esteve até pouco tempo à frente do Portal Único. Essa é a oportunidade que o conselho estadual proporciona: entregar valor, conhecimento e oportunidades para as empresas”, afirmou.

TEXTO E IMAGEM : REDAÇÃO RECONECTA NEWS

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Internacional

Trump ameaça cortar relações comerciais com a China em retaliação econômica

Presidente dos EUA volta a criticar Pequim por “ato hostil” contra produtores americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (14) que está avaliando encerrar parte das relações comerciais com a China, incluindo a importação de óleo de cozinha. Segundo ele, a decisão seria uma resposta à postura “economicamente hostil” de Pequim.

“Acredito que o fato de a China ter deixado de comprar nossa soja de forma proposital e causado dificuldades aos produtores americanos é um ato hostil”, declarou Trump.

Em publicação nas redes sociais, o presidente acrescentou que considera encerrar negócios com a China em setores estratégicos, como o de óleo de cozinha. “Podemos facilmente produzir esse óleo nos Estados Unidos, não precisamos comprá-lo da China”, escreveu.

Tensões comerciais entre EUA e China aumentam

As declarações de Trump ocorrem em meio a uma nova escalada nas tensões comerciais entre Washington e Pequim. Nos últimos dias, ambos os países trocaram críticas públicas e adotaram medidas protecionistas.

No domingo (12), o governo chinês acusou os Estados Unidos de “dois pesos e duas medidas” após a imposição de tarifas sobre mercadorias chinesas. Já na sexta-feira (10), Trump havia condenado a decisão de Pequim de restringir a exportação de elementos de terras raras, essenciais à indústria tecnológica. Em reação, o presidente anunciou uma tarifa de 100% sobre produtos importados da China, com início em 1º de novembro.

Pequim defende restrições e cita segurança global

Em resposta, o Ministério do Comércio da China defendeu a legitimidade das novas restrições às exportações de terras raras. Em comunicado, a pasta afirmou que o impacto nas cadeias de abastecimento globais será “muito limitado”, classificando a medida como “uma ação legítima de controle de exportações”.

Segundo o governo chinês, o objetivo é impedir o uso militar das terras raras e de seus derivados, em linha com os compromissos internacionais de não proliferação e a defesa da paz e da estabilidade regional.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Francis Chung/Politico/Bloomberg/Getty Images

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Comércio Exterior

Lula confirma reunião com EUA para negociar fim do tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil e os Estados Unidos terão uma reunião nesta quinta-feira (16) para discutir as tarifas extras aplicadas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro será o primeiro diálogo formal entre autoridades dos dois países desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, ocorrida no início de outubro.

Em tom descontraído, Lula comentou a videoconferência da semana anterior com o líder americano: “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, brincou o presidente, fazendo referência à fala de Trump sobre a “excelente química” entre ambos durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Negociações em Washington

De acordo com Lula, a rodada de negociações comerciais acontecerá nesta quinta-feira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já desembarcou em Washington na última terça (14) para liderar a delegação brasileira. A equipe norte-americana será chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio, designado por Trump para conduzir as tratativas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil apresentará “os melhores argumentos econômicos” para tentar reverter o tarifaço. Segundo ele, a medida está encarecendo produtos e o custo de vida nos Estados Unidos. Haddad destacou ainda que o país norte-americano já possui superávit comercial com o Brasil e conta com amplas oportunidades de investimento no território brasileiro — especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos, terras raras e transformação ecológica.

Entenda o tarifaço americano

O chamado tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política comercial da Casa Branca, adotada pelo presidente Donald Trump, que busca elevar tarifas sobre parceiros estratégicos em resposta à perda de competitividade dos EUA frente à China nas últimas décadas.

Em 2 de abril, Trump determinou barreiras alfandegárias com base no déficit comercial dos Estados Unidos com cada país. Como os EUA têm superávit com o Brasil, a tarifa inicial foi de 10%. No entanto, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40%, em retaliação a decisões brasileiras que, segundo Trump, prejudicariam as big techs norte-americanas e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Produtos afetados pelas tarifas

Entre os produtos brasileiros atingidos pelas novas taxas estão café, frutas e carnes. Ficaram isentos na primeira rodada cerca de 700 itens, equivalentes a 45% das exportações do Brasil aos EUA, incluindo suco de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis (com motores, peças e componentes). Posteriormente, outros produtos também foram liberados das tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e U.S. Department of State

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Comércio Exterior

EUA impõem novas tarifas sobre madeira e móveis importados a partir de outubro

Os Estados Unidos começaram a aplicar novas tarifas sobre madeira, móveis e utensílios de cozinha importados nesta terça-feira (14.out.2025). A medida, em vigor desde a meia-noite, estabelece taxas de 10% para madeira de construção e 25% para móveis e eletrodomésticos de cozinha, afetando principalmente produtos vindos do Canadá, China, Vietnã e México.

Aumento gradual das taxas em 2026

Os percentuais devem subir já no início de 2026. A partir de 1º de janeiro, o imposto sobre móveis importados passará para 30%, enquanto armários e itens de cozinha terão taxa de 50%. Alguns países, porém, receberão tratamento diferenciado devido a acordos comerciais. O Reino Unido terá limite de 10%, e na União Europeia e Japão, o teto será de 15%.

Justificativa e impactos comerciais

De acordo com a Casa Branca, as novas tarifas têm como objetivo proteger a segurança nacional — argumento semelhante ao usado em medidas anteriores aplicadas ao aço, alumínio, automóveis e cobre.

O Canadá, que responde por cerca de um quarto das importações de madeira dos Estados Unidos, será um dos países mais afetados, mesmo sendo parte do USMCA, o acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá.

Aplicação das tarifas

As novas taxas incidem sobre todos os produtos das categorias mencionadas que entrarem no território norte-americano, independentemente da origem. Elas não se somam às tarifas já existentes, que variam entre 10% e 50%, conforme o país exportador.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Movimentação portuária bate recorde em agosto após novas tarifas dos EUA.

Exportações crescem e Brasil amplia presença internacional, com destaque para Índia, México e China

A movimentação portuária brasileira registrou crescimento expressivo em agosto de 2025, mês marcado como o primeiro após a entrada em vigor das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o volume movimentado nos portos nacionais foi 7,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Entre janeiro e agosto, os portos movimentaram 914,8 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o período, o que representa uma alta de 2,8% em relação ao acumulado de 2024.


Brasil se adapta ao “tarifaço” dos EUA e amplia exportações

O relatório do Estatístico Aquaviário da Antaq destaca que o Brasil reagiu rapidamente às restrições comerciais dos Estados Unidos, redirecionando suas rotas de exportação. Em agosto, o volume exportado cresceu 3,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

As exportações para a Índia se destacaram com um salto de 348%, seguidas por aumentos significativos para México (97%), Argentina (50%) e China (12%), que continua sendo o principal parceiro comercial brasileiro. Em contrapartida, houve queda de 17% nas exportações para os Estados Unidos.


Ministro destaca geração de emprego e renda

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que os números reforçam a importância do setor para a economia nacional:

“O recorde na movimentação de carga nos portos do país, aliado ao aumento da exportação de produtos, reforça o interesse do Brasil frente a outros mercados internacionais. Estamos trabalhando para expandir ainda mais o volume de carga no modal aquaviário, pois isso se reflete no aumento de emprego e da renda do povo brasileiro.”


Terminais privados e Porto de Itajaí lideram crescimento

Os terminais privados foram os que mais cresceram no mês de agosto, com um aumento de 11% na movimentação. No setor público, o destaque ficou com o Porto de Itajaí (SC), que registrou um salto impressionante de 412% após a retomada das operações pelo Governo Federal.

No acumulado do ano, Itajaí já dobrou o volume movimentado em 2024, atingindo 2,5 milhões de toneladas.


Transporte de longo curso, cabotagem e interior batem recordes

A movimentação de cargas no transporte de longo curso (importações e exportações) também bateu recorde, somando 95,4 milhões de toneladas em agosto. Já a cabotagem, que é o transporte entre portos brasileiros, atingiu 28,2 milhões de toneladas, enquanto o transporte interior, feito entre portos fluviais, chegou a 8,1 milhões de toneladas.


Petróleo, minério de ferro e milho puxam alta por tipo de carga

Entre os tipos de carga, o maior crescimento foi registrado no granel líquido, com alta de 25%, totalizando 32,5 milhões de toneladas — o maior volume para um mês de agosto. Dentro desse grupo, o destaque ficou para o petróleo e seus derivados, que movimentaram 22,5 milhões de toneladas, um aumento de 33,4% frente a agosto de 2024.

Outros produtos também apresentaram desempenho positivo:

  • Minério de ferro: alta de 11,3%, com 42,2 milhões de toneladas exportadas;
  • Milho: crescimento de 3,4%, totalizando 10,7 milhões de toneladas.

FONTE: Com informações da Antaq.
TEXTO: Redação

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