Portos

Novo porto seco de Foz do Iguaçu será inaugurado em dezembro de 2026

O novo porto seco de Foz do Iguaçu tem inauguração marcada para 10 de dezembro de 2026. A informação foi divulgada na terça-feira (13) pelo presidente da operadora logística Multilog, Djalma Vilela. De acordo com ele, o empreendimento contará com 550 mil metros quadrados de área alfandegada e segue dentro do cronograma estabelecido.

Atualmente, as obras estão na etapa de terraplanagem e pavimentação. A previsão é que, em fevereiro, tenha início a construção dos prédios que irão abrigar as operações do complexo logístico.

Estrutura moderna para operações aduaneiras

O projeto do porto seco contempla áreas específicas para movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias importadas e exportadas, todas sob controle da Receita Federal. O complexo terá espaços cobertos destinados ao armazenamento e à vistoria de cargas, além de câmara fria com docas exclusivas, voltadas a produtos que exigem controle rigoroso de temperatura.

A infraestrutura incluirá ainda balanças de alta precisão, scanners, sistemas de monitoramento por câmeras e vigilância interna e externa. Estão previstos gates automatizados de entrada e saída de veículos, inclusive para cargas especiais com dimensões excedentes, além de sistemas integrados de pesagem e identificação veicular. Haverá também uma área dedicada aos motoristas.

Expansão da capacidade logística e impacto regional

Com a nova estrutura, o porto seco de Foz do Iguaçu terá um aumento de 30% na capacidade operacional a partir de dezembro. Atualmente, a unidade figura entre as mais movimentadas do país e se consolida como um dos principais centros logísticos do Mercosul.

Somente em 2025, passaram pelo local 215.070 veículos, o maior volume registrado desde o início das operações. Segundo a Multilog, o novo empreendimento foi dimensionado para acompanhar o crescimento do comércio exterior, incluindo no planejamento a implantação de um terminal de contêineres, o que deve reforçar ainda mais a eficiência logística da região.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Comércio Exterior

Cronograma de desligamento da LI/DI é atualizado

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) apresentam o cronograma de desligamento do sistema Siscomex LI/DI, ampliando a obrigatoriedade de uso de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, de acordo com o Novo Processo de Importação (NPI).

O cronograma de desligamento foi aprovado em reunião do Comitê Executivo do SISCOMEX e sua efetivação dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme Plano de Ação divulgado em sua 10ª Reunião.     

O cronograma abaixo reflete as datas a partir das quais será obrigatório registrar LPCO e Duimp nas operações de importação, caso a validação pelo setor privado não tenha indicado problemas sistêmicos impeditivos, conforme definido no Plano de Ação. Desta forma, será vedado ao importador, a partir de então, a possibilidade de continuar realizando essas operações por meio do Siscomex LI/DI. 

A planilha completa consta neste link.

*Situações especiais que devem ser observadas nas operações:

  1. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Licença de Importação (LI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  2. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da LI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. LI registradas com controle administrativo antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento.
  4. LI registradas ou deferidas que necessitem de substituição: poderão ser substituídas mesmo após a data de desligamento.
  5. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  6. Mercadorias com mais de um regime tributário aplicável em uma mesma operação: o desligamento da LI/DI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os regimes tributários tenham sido desligados, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.
812/12/2025Adiamento do CNPQ e ANP para janeiro de 2026Inserção do Repetro RJ para janeiro de 2026Inserção do CNPQ e ANP para janeiro de 2026
918/12/2025Alteração nos textos dos itens 3 e 4 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
 1015/01/2026Adiamento dos Fundamentos Legais/Sem fundamento previstos para janeiro de 2026, no Estado do RJ, para março de 2026;Adiamento da ANP para março de 2026;Concentração do desligamento INMETRO em março de 2026;Exclusão do item 6 das “*Situações especiais que devem ser observadas nas operações:”;Renumeração do item 7 para número 6  das “*Situações especiais que devem ser observadas nas operações:”.

FONTE: Siscomex
IMAGEM:

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Comércio Exterior

Comércio exterior do Amazonas atinge US$ 17 bilhões em 2025 impulsionado pelo Polo Industrial

O Amazonas encerrou 2025 com US$ 17 bilhões na corrente de comércio, resultado do desempenho das exportações e importações ligadas ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Os dados constam na Balança Comercial do Amazonas, divulgada nesta quarta-feira (14), e evidenciam a dependência do parque industrial da entrada de insumos e da saída de produtos manufaturados.

Do total movimentado, US$ 939,8 milhões vieram das exportações, enquanto as importações somaram US$ 16,06 bilhões, mantendo o estado entre os maiores volumes de comércio exterior da Região Norte.

Importações sustentam a atividade industrial

Ao longo de 2025, as importações do Amazonas foram compostas majoritariamente por bens intermediários e matérias-primas, utilizados diretamente na cadeia produtiva do Polo Industrial. Esses insumos garantem o funcionamento das fábricas e o abastecimento dos mercados interno e externo.

O estado mantém um ritmo elevado de importações desde 2018, com valores anuais acima de US$ 9,9 bilhões. A partir de 2021, o volume superou a marca de US$ 13 bilhões. Em 2024, foi registrado o maior resultado da série histórica, com US$ 16,14 bilhões, patamar praticamente repetido em 2025, quando o acumulado chegou a US$ 16,06 bilhões.

Exportações mantêm trajetória de crescimento

As exportações do Amazonas também apresentaram evolução consistente nos últimos anos. Entre 2018 e 2021, os valores passaram de US$ 678,9 milhões para US$ 867,9 milhões, apesar da retração observada em 2020, quando totalizaram US$ 786,7 milhões.

Desde 2022, o estado passou a superar regularmente a marca de US$ 900 milhões exportados. Foram US$ 903,8 milhões em 2022 e US$ 922,6 milhões em 2023. Em 2024, o Amazonas alcançou o recorde histórico, com US$ 970,4 milhões. Em 2025, o valor acumulado até dezembro somou US$ 936,8 milhões, ficando próximo do maior resultado já registrado.

Desempenho do comércio exterior em dezembro

Em dezembro de 2025, a corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 1,23 bilhão, sendo US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações.

Entre os principais destinos das exportações, destacaram-se:
Alemanha, com US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, equivalente a 96% do total exportado para o país;
China, com US$ 8,5 milhões em ferronióbio, representando 80% das vendas ao mercado chinês.

No fluxo de importações, os maiores volumes vieram de:
China, principal origem, com US$ 73,5 milhões em suportes gravados para reprodução de fenômenos diversos;
Estados Unidos, com US$ 28,4 milhões em óleos de petróleo e derivados.

Municípios exportadores ganham destaque

Entre os municípios amazonenses, Presidente Figueiredo liderou as exportações em dezembro, com US$ 8,5 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Itacoatiara registrou US$ 492 mil em madeira serrada exportada para os Estados Unidos, reforçando a diversidade da pauta exportadora estadual.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bruno Leão/Sedecti

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Comércio Exterior

Superávit comercial da China atinge US$ 1,2 trilhão em 2025 e bate recorde histórico

A China encerrou 2025 com um superávit comercial de US$ 1,2 trilhão, equivalente a cerca de R$ 6,5 trilhões. O número representa o melhor desempenho da balança comercial chinesa já registrado e foi divulgado nesta quarta-feira (14) pela Administração Geral de Alfândegas da China.

Comércio exterior movimentou US$ 6,4 trilhões

Ao longo do ano passado, o comércio exterior da China somou US$ 6,4 trilhões. As exportações chinesas alcançaram US$ 3,8 trilhões, crescimento de 5,5% em relação a 2024. Já as importações totalizaram US$ 2,6 trilhões, mantendo o mesmo patamar do ano anterior.

Guerra tarifária marcou o cenário econômico

O resultado expressivo ganhou relevância adicional diante dos desafios enfrentados pela economia chinesa em 2025. Durante o ano, China e Estados Unidos protagonizaram uma guerra tarifária, que impactou o desempenho econômico e o fluxo comercial entre os dois países por vários meses.

Comércio com os EUA recua quase 19%

Os reflexos da disputa apareceram diretamente nos números bilaterais. O comércio entre China e EUA caiu 18,7% em 2025, somando US$ 559,7 bilhões. As exportações chinesas para os Estados Unidos recuaram 20%, enquanto as importações de produtos norte-americanos tiveram queda de 14,6%.

Apesar da retração, os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior parceiro comercial da China no período.

Asean lidera, seguida pela União Europeia

A Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) consolidou-se como a principal parceira comercial da China, com fluxo de US$ 1,1 trilhão. Em seguida aparece a União Europeia, responsável por US$ 828 bilhões em transações comerciais com o país asiático.

Relação comercial com o Brasil tem leve retração

O comércio entre China e Brasil movimentou US$ 188 bilhões em 2025, o que representa uma leve queda de 0,1% em comparação com o ano anterior. As exportações chinesas ao Brasil recuaram 0,7%, enquanto as importações de produtos brasileiros avançaram 0,2%.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportações crescem 43,8% até a segunda semana de janeiro de 2026, aponta Secex

A balança comercial brasileira encerrou a segunda semana de janeiro de 2026 com superávit de US$ 2 bilhões, impulsionado por exportações de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,2 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 10 bilhões, enquanto as compras do exterior alcançam US$ 5,9 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,1 bilhões.

Média diária das exportações avança 43,8%

Na comparação entre as médias diárias de exportações, os dados mostram forte crescimento. Até a segunda semana de janeiro de 2026, a média foi de US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,154 bilhão registrados em janeiro de 2025, o que representa uma alta de 43,8%.

Já as importações, pela média diária, apresentaram queda de 7,0%, passando de US$ 1 bilhão em janeiro de 2025 para US$ 974,86 milhões no mesmo período de 2026.

Corrente de comércio cresce quase 20%

Com esse desempenho, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 2,635 bilhões por dia até a segunda semana de janeiro de 2026. O saldo médio diário foi de US$ 685,61 milhões. Na comparação com a média de janeiro de 2025, houve crescimento de 19,6% na corrente de comércio.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Desempenho das exportações por setor

Na análise setorial das exportações, considerando a média diária até a segunda semana de janeiro de 2026 e comparando com igual período do ano anterior, os resultados foram positivos em todos os segmentos:

  • Agropecuária: aumento de US$ 55,96 milhões, alta de 32,5%
  • Indústria Extrativa: crescimento de US$ 274,11 milhões, avanço de 82,3%
  • Indústria de Transformação: elevação de US$ 173,41 milhões, expansão de 27,0%

Importações recuam em todos os setores

Do lado das importações, o desempenho também foi analisado pela média diária no mesmo comparativo anual. Todos os setores registraram retração:

  • Agropecuária: queda de US$ 7,32 milhões (-26,2%)
  • Indústria Extrativa: recuo de US$ 17,37 milhões (-34,6%)
  • Indústria de Transformação: redução de US$ 44,64 milhões (-4,6%)

O resultado reforça o início positivo do comércio exterior brasileiro em 2026, com forte crescimento das exportações e controle das importações, ampliando o superávit comercial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio

Acordo Mercosul–UE impulsiona plano de Santa Catarina para ampliar competitividade internacional

O governo de Santa Catarina acompanha a etapa final de formalização do acordo Mercosul–União Europeia e já trabalha na elaboração de um plano estratégico para reforçar a competitividade do Estado após a entrada em vigor do tratado. A iniciativa foi confirmada neste fim de semana por representantes da administração estadual.

Maior zona de livre comércio do mundo

Negociado ao longo de mais de 25 anos, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve resultar na criação da maior área de livre comércio global, reunindo um mercado potencial de mais de 720 milhões de consumidores. A expectativa é que a assinatura oficial ocorra nos próximos dias, durante a presidência rotativa do bloco sul-americano, atualmente sob comando do Paraguai.

Acesso a mercados de alta renda e diversificação comercial

Para o governo catarinense, o tratado representa uma oportunidade estratégica para ampliar o acesso a mercados de alto poder aquisitivo e diversificar as relações comerciais internacionais. A avaliação interna destaca que os impactos positivos dependerão da capacidade de organização produtiva, institucional e tecnológica do Estado.

Articulação entre indústria, academia e inovação

Em nota oficial, o secretário estadual de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, afirmou que o planejamento começou antes mesmo da conclusão do acordo. Segundo ele, a orientação do governador Jorginho Mello foi antecipar os preparativos.
“Agora, o foco é estruturar a base produtiva, integrando indústria, academia e tecnologia, além de fortalecer a articulação internacional para converter o acordo em desenvolvimento concreto para Santa Catarina”, destacou.

Força-tarefa e observatório permanente

O plano de ação, ainda em fase de construção, prevê a criação de uma força-tarefa estadual para identificar os impactos do acordo nos diferentes setores econômicos. Também está prevista a implantação de um observatório permanente, voltado a orientar empresas, investidores e políticas públicas, além da definição de metas e indicadores de médio e longo prazos.

O documento inclui ainda medidas de alinhamento com políticas federais e com instrumentos de financiamento, buscando ampliar a explicitação dos benefícios do tratado para o ambiente produtivo catarinense.

Atuação direta junto à União Europeia

Outro eixo estratégico envolve a atuação internacional direta junto à União Europeia, seus países-membros e fóruns relacionados à implementação do acordo. A proposta é antecipar exigências regulatórias e identificar oportunidades em áreas como inovação, infraestrutura e transição ambiental.

Santa Catarina mira integração produtiva e tecnológica

Com uma base produtiva diversificada, forte presença da agroindústria, parque industrial em expansão e um ecossistema de inovação em crescimento, Santa Catarina pretende ir além do papel de exportador. O Estado busca se consolidar como um hub de integração produtiva e tecnológica entre o Mercosul e a União Europeia, transformando o acordo comercial em um vetor de desenvolvimento de longo prazo.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Comércio Exterior

Indústria calçadista registra alta nas importações e estabilidade nas exportações, aponta Abicalçados

A indústria calçadista brasileira encerrou o ano com crescimento consistente das importações e desempenho estável nas exportações, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), elaborado com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Importações de calçados avançam em valor e volume

Em dezembro, o Brasil importou US$ 56,98 milhões em calçados, totalizando 3,58 milhões de pares. Os números representam aumento de 33,6% em receita e de 12% em volume na comparação com o mesmo mês de 2024.

No acumulado do ano, as importações somaram US$ 585 milhões e 43,2 milhões de pares, altas de 22,5% em valor e 20,6% em quantidade frente ao ano anterior.

Vietnã, China e Indonésia lideram fornecimento ao Brasil

Os principais países fornecedores de calçados importados ampliaram seus embarques ao mercado brasileiro ao longo de 2025. O Vietnã liderou o ranking, com US$ 287 milhões e 14,43 milhões de pares, crescimento de 28,2% em receita e 21,4% em volume.

A China exportou ao Brasil US$ 46,53 milhões e 10,4 milhões de pares, com avanços de 15,7% e 6%, respectivamente. Já a Indonésia alcançou US$ 142,35 milhões e 9 milhões de pares, registrando altas de 29% em valor e 32,8% em volume.

Exportações se mantêm estáveis, apesar de pressões externas

As exportações da indústria calçadista somaram US$ 958,2 milhões em 2025, com o embarque de 103,94 milhões de pares. O resultado indica queda de 1,8% na receita, mas alta de 6,7% no volume em relação a 2024.

Somente em dezembro, os embarques ao exterior totalizaram US$ 72,9 milhões e 9,74 milhões de pares, com crescimento de 0,8% em valor e expressivo aumento de 24,4% em volume na comparação anual.

Tarifa dos EUA impacta desempenho do setor

O desempenho das exportações foi fortemente influenciado pelo tarifaço dos Estados Unidos, que desde agosto de 2025 aplica uma sobretaxa de 50% sobre o calçado brasileiro.

“O resultado só não foi pior porque houve aumento das exportações para países como Espanha, Paraguai e Equador após a imposição da tarifa”, afirma o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira. Segundo ele, porém, esses mercados absorvem produtos de menor valor agregado, o que pressionou a rentabilidade do setor.

Como reflexo, o preço médio do calçado exportado pelo Brasil caiu 8%, atingindo US$ 9,20 por par em 2025.

Estados Unidos seguem como principal destino

Mesmo com retração, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações brasileiras de calçados. No ano, o país importou US$ 211,9 milhões em 10,2 milhões de pares, quedas de 2% em receita e 1% em volume.

Em dezembro, os embarques ao mercado norte-americano somaram US$ 13,47 milhões e 761 mil pares, retrações de 20,1% em valor e 23,2% em quantidade frente ao mesmo mês de 2024.

Argentina e Paraguai no ranking de destinos

A Argentina, segundo principal mercado externo, importou em 2025 US$ 179,66 milhões e 13,68 milhões de pares, com queda de 11% na receita e aumento de 8,6% no volume. Em dezembro, porém, houve forte recuo, com US$ 4,46 milhões e 394,3 mil pares, baixas de 47,7% e 31,3%, respectivamente.

Na terceira posição aparece o Paraguai, que comprou US$ 48 milhões e 9,47 milhões de pares ao longo do ano, altas de 12,6% em valor e 13,6% em volume. Em dezembro, as exportações ao país cresceram 75,2% em receita, apesar de leve queda de 2,5% em volume.

Estados exportadores: RS lidera em receita

Em 2025, o Rio Grande do Sul manteve a liderança como maior exportador em faturamento, com US$ 457,7 milhões e 31,96 milhões de pares, quedas de 5,7% em receita e 1% em volume.

Na sequência aparecem o Ceará, com US$ 189,43 milhões e 32,6 milhões de pares (queda de 4,9% em valor e alta de 8% em volume), e São Paulo, que registrou US$ 100,98 milhões e 6,7 milhões de pares, com crescimentos de 10,6% e 14,7%, respectivamente.

FONTE: Rádio Guaíba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 avança e entra na fase final na Antaq

O governo federal deu mais um passo decisivo para viabilizar o maior projeto portuário do Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encaminhou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a documentação final para a publicação do edital do leilão do Tecon Santos 10, também conhecido como STS10.

Projeto segue cronograma e antecipa prazo

A Secretaria Nacional de Portos assinou o despacho que aprova a modelagem definitiva do empreendimento nesta segunda-feira (12). O envio à Antaq ocorreu antes do prazo interno, previsto para 15 de janeiro, reforçando o compromisso do ministério com o cronograma divulgado ao mercado.

Discutido há mais de uma década, o projeto finalmente chega à etapa decisiva nesta gestão. A expectativa oficial é que o leilão do Tecon Santos 10 aconteça na segunda quinzena de março.

Regras seguem determinações do TCU

Para assegurar segurança jurídica e estimular a competitividade, o MPor incorporou integralmente as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre os principais pontos estão as medidas para evitar concentração de mercado na fase inicial do certame e a definição de uma outorga mínima de R$ 500 milhões.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a governança foi tratada como prioridade. “Além de fixarmos uma outorga relevante, que será reinvestida em obras estruturantes, o projeto também garante mais de R$ 800 milhões em melhorias em um novo terminal de passageiros”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a agilidade técnica do processo. “Antecipar o envio da modelagem final demonstra ao mercado que o cronograma é central. Estamos apresentando um projeto sólido, validado pelo TCU e pronto para atrair grandes investimentos”, disse.

Impacto estratégico e atração de investidores

Mais do que um projeto de infraestrutura, o Tecon Santos 10 é visto como um vetor de reposicionamento do Brasil no comércio internacional. Com o novo terminal em operação, a projeção é que o país avance da 45ª para a 15ª posição no ranking global de movimentação de contêineres.

A iniciativa deve consolidar o Porto de Santos como o principal hub logístico do Hemisfério Sul, ampliando a capacidade de escoamento da produção nacional.

Com a etapa técnica concluída, o próximo movimento será a apresentação do projeto ao mercado. O ministério solicitou à Antaq a realização imediata de um roadshow com investidores nacionais e internacionais, com datas previstas para serem anunciadas ainda nesta semana.

Estrutura e capacidade do Tecon Santos 10

O novo terminal contará com uma área de 621 mil metros quadrados, destinada à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. O empreendimento reforça a posição do Porto de Santos como o maior complexo portuário da América Latina, responsável por cerca de 29% do comércio exterior brasileiro.

Com a entrada do STS10, a capacidade anual do porto deve alcançar 9 milhões de contêineres. O projeto prevê a construção de quatro berços de atracação para navios de grande porte.

O leilão será vencido pelo proponente que apresentar o maior valor de outorga, a partir do piso de R$ 500 milhões. O contrato de concessão terá duração de 25 anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Comércio Exterior

Petróleo bruto lidera exportações brasileiras pelo segundo ano consecutivo

O petróleo bruto voltou a ocupar o topo do ranking das exportações brasileiras em 2025, mantendo a liderança pelo segundo ano seguido. As vendas do produto ao mercado externo somaram US$ 44,67 bilhões, mesmo diante de um cenário de queda nos preços internacionais da commodity.

Petróleo segue no topo da pauta exportadora

Apesar de ter sido poupado da tarifa adicional de 40% imposta pelos Estados Unidos, o petróleo brasileiro registrou leve retração nas exportações. O recuo foi de 0,7% em relação a 2024, quando o valor negociado chegou a US$ 44,96 bilhões.

A principal pressão veio da desvalorização do petróleo tipo Brent, referência global de preços, que acumulou queda superior a 18% ao longo do ano.

Produção nacional de petróleo cresce quase 14%

Mesmo com o recuo nos preços, a produção de petróleo no Brasil apresentou avanço significativo. Em novembro, o país produziu 3,773 milhões de barris por dia, volume 13,9% maior na comparação com o mesmo mês de 2024.

Soja mantém força e ocupa a segunda posição

A soja aparece como o segundo produto mais exportado pelo Brasil em 2025, com faturamento de US$ 43,54 bilhões. O resultado representa uma alta de 1,4% em relação ao ano anterior.

Historicamente, o grão tem papel central na balança comercial brasileira, tendo liderado as exportações entre 2016 e 2020, além dos períodos de 2022 a 2023.

Minério de ferro e carne bovina completam o ranking

O minério de ferro ficou na terceira colocação entre os principais itens exportados, com US$ 28,96 bilhões em vendas externas. O desempenho representa um recuo de 3% frente a 2024. Ainda assim, o produto segue como um dos pilares da pauta exportadora, tendo liderado o ranking em 2021.

Já a carne bovina brasileira teve forte crescimento no comércio internacional. As exportações alcançaram US$ 16,61 bilhões em 2025, uma alta expressiva de 42,5% na comparação anual.

Exportações brasileiras batem recorde histórico

No total, as exportações do Brasil atingiram US$ 348,7 bilhões em 2025, estabelecendo um novo recorde. O avanço foi de 3,5% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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