Comércio Exterior

Alckmin promete acelerar retirada de produtos do tarifaço em negociação com os EUA

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (25) que o governo vai intensificar as negociações com os Estados Unidos para ampliar a retirada de itens do tarifaço. A declaração foi dada durante a abertura da 3ª edição do Encontro Empresarial Brasil–EUA, promovido pela Amcham Brasil, em São Paulo. Participando de forma remota, Alckmin reforçou que o foco é avançar rapidamente na redução de tarifas, ampliando a competitividade das exportações brasileiras.

EUA já retiraram tarifas de 238 produtos
Nos últimos meses, os Estados Unidos eliminaram tarifas de 238 itens — entre eles frutas, sucos, cafés e carnes. Com isso, apenas 22% das exportações brasileiras seguem sujeitas ao tarifaço, percentual que já chegou a 36%. Outros 27% estão enquadrados na Seção 232, alinhada à tributação global, enquanto 51% entram no mercado americano com tarifas de zero ou 10%.

Plano Brasil Soberano e apoio à indústria
Ao comentar as ações internas, Alckmin destacou o Plano Brasil Soberano, criado para amparar empresas afetadas pelo tarifaço. O programa oferece R$ 40 bilhões em crédito, juros reduzidos e garantias ampliadas. O ministro reforçou que o objetivo é preservar a competitividade da indústria nacional enquanto avançam as negociações com Washington.

Brasil mira setores de alta tecnologia
O governo também aposta em medidas de médio e longo prazos para inserir o país em áreas estratégicas, como inteligência artificial, energia renovável, minerais críticos e data centers. Alckmin citou o programa Redata, já em análise no Congresso, como parte dos esforços para atrair investimentos de alto valor agregado.

Diálogo reforça avanços na relação bilateral
Em painel realizado após a fala do presidente em exercício, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, ressaltou que os recentes resultados refletem uma melhora concreta na relação entre Brasil e Estados Unidos. Ela destacou o papel essencial da cooperação entre governo e setor privado para ampliar o acesso ao mercado americano.

“Os avanços mostram que o diálogo funciona. É fundamental manter essa articulação para seguirmos fortalecendo a relação Brasil–Estados Unidos, que é estratégica e exige dedicação constante”, disse Tatiana.

Setor empresarial destaca importância da parceria
O embaixador Fernando Pimentel e o CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto, também defenderam a atuação conjunta entre empresas e governo na construção de posições unificadas e no fortalecimento da agenda econômica bilateral. Para Neto, aproximar as duas maiores economias das Américas é essencial para ampliar oportunidades futuras.

“Esse encontro reforça a missão da Amcham de estreitar laços entre Brasil e EUA. A parceria é indispensável não só pela história, mas pelo potencial que representa”, afirmou.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

EUA e Europa ainda divergem sobre acordo comercial: negociações avançam lentamente

Quase quatro meses depois do aperto de mãos entre Ursula von der Leyen e o presidente Donald Trump, selando um entendimento preliminar para reduzir tensões comerciais, Estados Unidos e União Europeia continuam longe de um consenso. Nesta semana, autoridades americanas desembarcam em Bruxelas para mais uma rodada de negociações, em meio a um cenário de incertezas sobre os termos finais do pacto.

No domingo, o representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, reuniu-se com Maros Sefcovic, comissário europeu de Comércio. Nesta segunda-feira, Greer e o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, participam de um encontro de ministros europeus da área.

Conversas em meio a um acordo ainda incompleto

Embora ambos os lados tenham aceitado, em princípio, um acordo comercial — que prevê tarifas de 15% para o bloco europeu, com exceções — diversos pontos-chave permanecem pendentes. A Europa tenta flexibilizar condições para setores como vinhos e destilados, aço, alumínio, equipamentos médicos e massa alimentícia. Já os EUA cobram que os europeus cumpram compromissos, incluindo investimentos prometidos, e continuam pressionando por mudanças em regulações tecnológicas consideradas rígidas.

Em entrevista à Fox News, Greer afirmou que o processo legal europeu para atender às exigências está em andamento. “Estamos aqui para avaliar o progresso”, disse. Ele ressaltou ainda que, antes de avançar para alternativas futuras, Washington quer ver o acordo atual totalmente implementado.

Analistas destacam que os europeus precisam encarar o pacto como temporário e sujeito a renegociações constantes. “Tudo é uma negociação permanente para esta administração”, afirmou Jörn Fleck, do Atlantic Council.

Washington quer acordo final por escrito

Segundo uma autoridade do governo Trump, os EUA buscam firmar um acordo escrito e vinculante com a União Europeia, incluindo temas ainda não resolvidos, como impostos sobre serviços digitais, alegações de discriminação contra empresas americanas e regras de precificação de medicamentos.

A pressão americana para que a Europa reduza sua regulação digital enfrenta forte resistência, principalmente no que diz respeito à supervisão de conteúdo em grandes plataformas. Para a UE, tais políticas são uma questão de soberania.

Os EUA também criticam pedidos europeus por cortes adicionais de tarifas, alegando que a implementação completa do marco negociado em julho precisa ocorrer antes de qualquer nova redução tarifária.

A aprovação na Europa pode demorar

A proposta que prevê redução de tarifas sobre bens industriais e alguns produtos agrícolas dos EUA ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu, onde há receio de que Washington não esteja cumprindo sua parte do acordo.

Autoridades europeias seguem preocupadas com tarifas americanas sobre aço e alumínio. Enquanto o pacto prevê teto de 15% para algumas categorias, muitos itens continuam sujeitos a tarifas de 50%, incluindo produtos que utilizam esses metais. Segundo Bernd Lange, presidente da comissão de Comércio do Parlamento Europeu, o número de itens afetados cresceu desde a assinatura do acordo.

O comissário Sefcovic afirmou recentemente que o limite de 15% deveria valer também para derivados de alumínio, ampliando o escopo da proteção tarifária europeia.

Pressões externas: China no centro das preocupações

Em paralelo às disputas bilaterais, EUA e UE tentam alinhar estratégias para proteger suas cadeias de suprimentos, especialmente após a China restringir exportações de terras raras e outros insumos críticos. Ambos temem a supercapacidade chinesa, que leva empresas a despejarem produtos baratos em seus mercados, prejudicando indústrias locais.

Tarifa sob risco no Supremo dos EUA

Nos Estados Unidos, as tarifas impostas por Trump também enfrentam uma possível reviravolta legal. A Suprema Corte deve julgar se o presidente pode manter as tarifas como parte dos acordos comerciais. Caso a decisão seja contrária, o governo poderá ter de recorrer a outros instrumentos legais para sustentar o pacto — e convencer parceiros internacionais a respeitá-lo.

Indústria europeia pressiona por desfecho

Para setores europeus, como o de bebidas alcoólicas, a prioridade é assegurar que suas solicitações sejam incluídas nas exceções tarifárias. “Esperamos estar nessa lista — e que ela seja bem recebida”, disse Pauline Bastidon, diretora da Spirits Europe. Ainda assim, ela admite que o clima em Washington é imprevisível. “A decisão final está nas mãos de uma só pessoa”, afirmou, referindo-se a Trump.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Doug Mills/The New York Times

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Exportação

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso e amplia apoio às exportações do agro

A ApexBrasil abriu oficialmente, nesta segunda-feira (24), seu escritório físico em Cuiabá, marcando um novo ciclo de atuação no maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A cerimônia reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do setor e empresários interessados em fortalecer a presença de produtos mato-grossenses no mercado internacional.

Instalada na sede da Famato, a nova unidade integra a estratégia de descentralização da Agência, levando inteligência de mercado, capacitação e atendimento especializado diretamente às empresas locais. No mesmo evento, foram anunciados mais de R$ 42 milhões em convênios destinados a cadeias produtivas consideradas essenciais para a economia do estado.

Mato Grosso como prioridade estratégica

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, afirmou que a chegada ao estado era um passo indispensável, dada sua força no comércio exterior. Ele destacou que a Agência pretende atuar de maneira mais próxima aos produtores.

“A Apex foi criada para promover negócios, exportações e atrair investimentos. Estar em Mato Grosso é indispensável, já que quase um terço do saldo da balança comercial brasileira — mais de US$ 20 bilhões — vem daqui”, afirmou.

A unidade já passa a operar imediatamente, facilitando o acesso a quem deseja exportar, se qualificar e disputar espaço no mercado global. Entre os convênios assinados estão aportes para o setor de algodão, etanol de milho e feijões.

MT no centro do comércio global

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reforçou que a instalação da ApexBrasil em Cuiabá corrige um desequilíbrio histórico diante da relevância do estado.

“Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. Trazer uma agência de promoção para cá é fazer justiça”, disse.

Mesmo enfrentando desafios como o tarifaço norte-americano, o estado ampliou em 44% suas exportações de carne bovina, beneficiado pela abertura do mercado do México, esperada há duas décadas. Também houve avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação das vendas para a China.

Para Fávaro, a presença da ApexBrasil deve impulsionar ainda mais a expansão da agroindústria mato-grossense no exterior.

Conexão direta com mercados internacionais

Segundo o secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, Luiz Renato de Alcântara Rua, o escritório materializa um esforço conjunto para tornar o processo de exportação mais acessível.

Com a unidade, produtores e empresários poderão receber orientação sobre como acessar mercados externos e conhecer oportunidades identificadas pela Agência. Ele também destacou a atuação integrada de uma rede de 40 adidos agrícolas, que trabalham conectados aos escritórios internacionais da ApexBrasil.

Rua reforçou que pequenos produtores também serão beneficiados, ganhando mais acesso ao processo de internacionalização.

Benefícios diretos ao produtor

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, sediar o escritório dentro da entidade amplia o acesso dos produtores às ferramentas de promoção comercial.

“É um ganho enorme para quem trabalha e produz em Mato Grosso. A presença da ApexBrasil ajuda a preparar empresas e produtos para alcançar o mercado externo”, avaliou.

Ele lembrou que exportar exige técnica e conhecimento — aspectos que a Agência passa a oferecer de forma mais próxima. Tomain também destacou a importância da visita dos 51 adidos agrícolas para aprofundar a compreensão internacional sobre a produção local.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Famato

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Comércio Exterior

Estados ganham protagonismo em plano nacional de investimentos e comércio exterior

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta segunda-feira (24/11) com secretários estaduais de Desenvolvimento no Palácio do Planalto para alinhar estratégias de atração de investimentos estrangeiros e de fortalecimento do comércio exterior nos estados. As reuniões ocorreram pela manhã, e os encaminhamentos foram apresentados ainda na tarde de segunda-feira.

O encontro avançou na integração dos estados a duas ferramentas do governo federal desenvolvidas pelo MDIC: a Janela Única de Investimentos, prevista para entrar em operação em fevereiro de 2026, e o Monitor de Investimentos, plataforma já ativa que organiza e divulga projetos de infraestrutura para facilitar a chegada de capital privado.

Estados apresentam avanços na Cultura Exportadora
Durante a reunião, também foram apresentados os Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados por sete estados: Pará, Pernambuco, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Amapá e Espírito Santo. Os documentos fazem parte da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e têm como meta ampliar a participação de empresas — especialmente micro, pequenas e médias — no comércio internacional.

Esses planos reforçam o objetivo de interiorizar e diversificar as exportações, estimulando novos setores e ampliando o número de produtos enviados ao exterior.

Projetos estaduais avançam com linha de financiamento do BID
Os secretários também apresentaram o andamento dos projetos iniciados por meio da linha de financiamento de R$ 11 bilhões lançada pelo BID no início deste ano. Os recursos são voltados para áreas como Infraestrutura Logística, Inovação, Desenvolvimento Regional Sustentável, Comércio Exterior e Investimentos produtivos.

A devolutiva dá continuidade às discussões iniciadas em março, quando foi anunciada a Linha de Crédito Condicional para Projetos de Investimento (CCLIP), que está sendo operacionalizada pelo MDIC por meio da Camex. A proposta prioriza iniciativas capazes de elevar a produtividade, ampliar a competitividade e considerar as realidades regionais.

Indicadores mostram avanço do comércio exterior e do IED
Dados recentes do Banco Central reforçam o cenário positivo. O Investimento Estrangeiro Direto (IED) alcançou US$ 71,1 bilhões em 2024, alta de 13,8% sobre 2023. Em 2025, apenas de janeiro a setembro, o fluxo já chega a US$ 63,3 bilhões.

As exportações brasileiras também mantêm trajetória de crescimento, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. De janeiro a outubro de 2025, o país exportou US$ 289,7 bilhões, superando em 2% o recorde do mesmo período de 2024.

Ferramentas estratégicas apresentadas aos estados

Monitor de Investimentos
A plataforma, que continuará ampliando seu alcance, reúne informações detalhadas sobre projetos de infraestrutura e tem foco na atração de investimentos privados. A partir da assinatura de nova portaria, a ferramenta também destacará projetos dos estados e do Distrito Federal, reduzindo assimetrias de informação entre o setor público e o mercado.

Janela Única de Investimentos
Com solicitação formal ao BID para ampliar a cooperação técnica, a plataforma será um portal centralizado para gestão e agilização de processos relacionados a investimentos no país. Reunirá documentos, dados padronizados e informações estratégicas, simplificando etapas e dando mais transparência às operações.

PNCE — Política Nacional da Cultura Exportadora
Criada em 2023, a política articula órgãos públicos e privados para difundir a cultura exportadora e ampliar a base de empresas aptas a exportar, com forte foco em pequenas e médias empresas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias da Indústria

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro de 2025, segundo dados da Secex/MDIC. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de US$ 7 bilhões em exportações e US$ 5,1 bilhões em importações.

No acumulado de novembro, o país soma US$ 21,2 bilhões em vendas externas e US$ 17,2 bilhões em compras do exterior, gerando saldo positivo de US$ 4,1 bilhões. A corrente de comércio mensal já chega a US$ 38,4 bilhões.

Desempenho no ano ultrapassa US$ 565 bilhões
De janeiro até a terceira semana de novembro, as exportações totalizam US$ 311 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 254,5 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 56,5 bilhões, e a corrente de comércio anual soma US$ 565,5 bilhões.

Comparando as médias diárias de exportações até a terceira semana de novembro de 2025 (US$ 1,5 bi) com o mesmo período de 2024, houve alta de 3,5%. Nas importações, a média diária cresceu 10,4%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio no mês chegou a US$ 2,7 bilhões, enquanto o saldo positivo médio ficou em US$ 290,75 milhões. Em relação a novembro de 2024, houve crescimento de 6,5%.

Exportações por setor: agropecuária em destaque
No acumulado até a terceira semana do mês, o desempenho setorial das exportações mostra crescimento significativo na Agropecuária, com avanço de US$ 77,41 milhões (32,8%). Os produtos da Indústria de Transformação registraram alta de US$ 31,21 milhões (3,8%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 57,38 milhões (14,4%).

Importações por setor: indústria de transformação puxa a alta
Nas importações, houve aumento de US$ 117,85 milhões (11,6%) na Indústria de Transformação, reforçando a demanda por bens intermediários e insumos industriais. Já a Agropecuária teve queda de US$ 0,74 milhão (3,3%), e a Indústria Extrativa recuou US$ 1,76 milhão (2,8%).

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

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Exportação

Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX em Itajaí projeta atender 150 empresas até 2027

A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura

A 1ª reunião do Comitê Consultivo do Núcleo PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação em Itajaí – foi realizada nesta segunda-feira (24). A composição do Comitê é fundamental para fortalecer o ecossistema exportador regional, alinhando as instituições parceiras e contribuindo para o desenvolvimento de empresas com potencial de internacionalização. Entre suas atribuições estão a divulgação do programa, a mobilização da comunidade empresarial e a apresentação de soluções personalizadas às empresas a partir dos diagnósticos realizados.

O encontro, realizado no Giardino del Porto, reuniu representantes de instituições parceiras e apresentou metas e resultados no 3° ciclo – iniciado em junho de 2025 e com duração prevista até dezembro de 2027. Atualmente, 37 empresas da região são atendidas, e a meta é alcançar outras 36 no próximo semestre. A expectativa é beneficiar 150 empresas. Segundo o gestor do PEIEX, José Mendes, a maior dificuldade das empresas brasileiras é compreender por onde começar, quais são os desafios e como superá-los. “A iniciativa da ApexBrasil, em parceria com o Sebrae/SC, tem como objetivo preparar empresas para o processo de exportação de forma planejada, estruturada e segura”, destacou.

A capacitação é 100% subsidiada pelo Sebrae/SC e pela ApexBrasil. “As empresas saem do programa com um plano de exportação estruturado e prontas para iniciar seu acesso ao mercado internacional. No entanto, sabemos que ter um plano não garante sua execução. Por isso, o Sebrae/SC acompanha de perto cada negócio, oferecendo apoio para que essas empresas realmente consigam se conectar ao mercado externo”, esclareceu Gabriel Marchetti, coordenador estadual do programa.

“A participação no PEIEX representa uma oportunidade estratégica para as empresas que desejam ampliar sua competitividade e se preparar para novos mercados, com orientação especializada, diagnósticos precisos e um plano estruturado para fortalecer sua capacidade de exportação”, reforçou Juliana Bernardi Dall’antonia, gerente da Regional Foz do Sebrae/SC.

“Para o Porto de Itajaí, participar do Comitê Consultivo do PEIEX é reforçar nosso compromisso com a internacionalização das empresas catarinenses e com o fortalecimento do ecossistema exportador regional. Vivemos um momento decisivo: a queda do tarifaço nos Estados Unidos abre uma janela concreta de oportunidades para o setor produtivo, e nossas projeções apontam para um impacto de até 30% na recuperação de movimentação e faturamento do Porto”, enfatizou João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí

As empresas interessadas em participar podem procurar as agências do Sebrae em Itajaí (47 3390-1400) ou Brusque (47 3351-3701), ou acessar https://sebrae.sc/peiex para mais informações.

FONTE: Assessoria de Imprensa do Sebrae
IMAGEM: Divulgação/Assessoria de Imprensa do Sebrae

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Aeroportos

Voo cargueiro para Miami deve impulsionar logística e comércio exterior em Navegantes

A possível estreia de um voo cargueiro semanal entre Navegantes (NVT) e Miami promete dar novo fôlego às operações de logística e comércio exterior na região. O primeiro pouso está previsto para 26 de novembro, às 5h40, com um Boeing 767 da LATAM Cargo.

A ANAC já aprovou a operação, e a LATAM prevê manter frequência semanal, sempre às quartas-feiras. A aeronave escolhida para a rota transporta mais de 50 toneladas de carga por viagem, ampliando significativamente a capacidade de exportação e importação do Litoral Norte.

Expansão estratégica da malha internacional

A inclusão de Navegantes na malha cargueira do Grupo LATAM representa um movimento estratégico importante. Até agora, os voos cargueiros para Miami partiam apenas de Florianópolis, que conta com três frequências semanais. Com a nova conexão, a empresa amplia a oferta e oferece uma alternativa mais próxima e potencialmente mais eficiente para os clientes da região, reduzindo tempo de trânsito e custos logísticos.

Relevância de Navegantes para a cadeia logística

O Aeroporto Internacional de Navegantes é peça central na infraestrutura de transporte do Litoral Norte e do Vale do Itajaí. Mesmo com uma estrutura cargueira menos robusta que a de Florianópolis, o terminal tem relevância estratégica por estar próximo ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, além de atender uma das regiões industriais mais diversificadas do país.

A localização privilegiada transforma o aeroporto em um hub natural para o Vale do Itajaí, que concentra empresas dos setores têxtil, metalmecânico, alimentício, eletroeletrônico e outros segmentos de forte atuação no comércio exterior.

FONTE: Jornal nos Bairros
TEXTO: Redação
IMAGEM: Nathan Coats – Wikimedia Commons

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Comércio Exterior

Alckmin destaca que redução de tarifas pelos EUA é o maior avanço nas negociações com o Brasil

O presidente em exercício e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou na última sexta-feira (21/11) que a nova ordem executiva do governo dos Estados Unidos, que revoga a tarifa extra de 40% sobre diversos produtos agropecuários brasileiros, representa o “maior avanço” nas negociações recentes entre os dois países. A medida beneficia itens como carne, café, frutas, cacau, açaí e fertilizantes.

Segundo Alckmin, a decisão — anunciada ontem pelo presidente Donald Trump — retirou 238 produtos do chamado “tarifaço”. Ele lembrou que, no início das negociações, 36% das exportações brasileiras aos EUA estavam sujeitas à sobretaxa. Com a nova ordem, o impacto cai para 22%.

Decisão terá efeito retroativo
A nova regra foi divulgada na quinta-feira (20/11), mas terá validade retroativa a 13 de novembro, garantindo o reembolso a exportadores que pagaram a tarifa extra após essa data. Alckmin afirmou que o diálogo entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi determinante para o recuo norte-americano.

“Continuamos otimistas. O trabalho segue, agora com menos barreiras”, declarou o ministro.

Lula celebra avanço na relação bilateral
Na noite de quinta-feira, Lula publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a decisão dos EUA. Ele classificou a medida como um “sinal importante” para uma relação “civilizada” entre os dois países. O presidente viajou nesta sexta (21/11) para Joanesburgo, onde participará da Cúpula do G20, entre 22 e 23 de novembro.

Agropecuária volta a ganhar competitividade
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também destacou o impacto positivo da retirada das tarifas adicionais, afirmando que a decisão reforça o papel do Brasil como grande fornecedor global de alimentos. Ele avalia que o retorno ao fluxo técnico e institucional no diálogo com os EUA consolida uma “relação mais madura e eficiente”.

Para Fávaro, produtores brasileiros recuperam competitividade imediata no mercado norte-americano. “Quem ganha com isso são brasileiros, norte-americanos e o comércio mundial”, afirmou. Ele reforçou que as conversas continuam e que ainda há pontos a serem negociados.

Confira os produtos brasileiros beneficiados com a retirada de tarifas adicionais de 40% impostas pelos EUA:

1. Carnes bovinas – o anexo traz todas as categorias de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — incluindo:

Carcaças e meias-carcaças
Cortes com osso
Cortes sem osso
Cortes de “high-quality beef”
Miúdos bovinos
Carne salgada, curada, seca ou defumada

2. Frutas e vegetais – grande lista, incluindo:

Tomate (por sazonalidade)
Coco (fresco, desidratado, carne, água de coco)
Lima Tahiti / Lima da Pérsia
Abacate
Manga
Goiaba
Mangostim
Abacaxi (fresco e processado)
Papaya (mamão)
Diversas raízes tropicais: mandioca

3. Café e derivados

Café verde
Café torrado
Café descafeinado
Cascas e películas de café (“husks and skins”)
Substitutos contendo café

4. Chá, mate e especiarias – inclui diversas categorias de:

Chá verde
Chá preto
Erva-mate
Pimentas (piper, capsicum, paprika, pimenta-jamaica)
Noz-moscada
Cravo
Canela
Cardamomo
Açafrão
Gengibre
Cúrcuma
Misturas de especiarias

5. Castanhas e sementes

Castanha-do-pará
Castanha de caju
Macadâmia
Nozes pignolia e outras
Sementes diversas (coentro, cominho, anis, funcho etc.)

6. Sucos de frutas e derivados

Suco de laranja (várias classificações)
Suco de limão / lima
Suco de abacaxi
Água de coco
Açaí (polpas e preparados)

7. Produtos de cacau

Amêndoas de cacau
Pasta de cacau
Manteiga de cacau
Pó de cacau

8. Produtos processados

Polpas de frutas (manga, banana, papaya etc.)
Geleias
Pastas e purês
Palmito
Tapioca, féculas e amidos
Produtos preservados em açúcar ou vinagre

9. Fertilizantes (importante para o Brasil como exportador/importador)

Ureia
Sulfato de amônio
Nitrato de amônio
Misturas NPK
Fosfatos (MAP/DAP)
Cloreto de potássio (KCl).

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior

China busca elevar qualidade do comércio exterior, diz vice-premiê

O vice-premiê chinês He Lifeng defendeu novos esforços para elevar a qualidade e a eficácia do comércio exterior do país. Segundo ele, ainda há gargalos e obstáculos que precisam ser eliminados para garantir o desenvolvimento de um mercado interno unificado e mais competitivo.

As declarações foram feitas durante uma visita de inspeção às províncias de Hubei e Hunan, realizada entre terça e quinta-feira. He, que também integra o Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, percorreu cidades como Ezhou, Xianning e Changsha.

Diversificação e novos modelos de negócios
Durante a viagem, He destacou a necessidade de ampliar o apoio a novas formas de comércio, incluindo o e-commerce transfronteiriço, além de incentivar a criação de armazéns no exterior para fortalecer as cadeias globais de suprimentos.

Ele também reforçou a importância de diversificar os mercados internacionais, estratégia vista como essencial para manter o crescimento do setor de comércio exterior da China.

Transporte multimodal e logística moderna
O vice-premiê pediu avanços no transporte multimodal e a aceleração da construção de um sistema logístico moderno, capaz de reduzir custos e melhorar a circulação de mercadorias em todo o país.

Inovação tecnológica e segurança das cadeias produtivas
He Lifeng ressaltou ainda que o país precisa se adaptar à nova onda de inovação tecnológica e à transformação industrial em curso no mundo. Ele defendeu investimentos em tecnologias-chave e o fortalecimento de cadeias industriais mais autossustentáveis e com riscos controláveis.

Por fim, incentivou governos locais a apoiar empresas e superar dificuldades estruturais para garantir a conclusão do 14º Plano Quinquenal (2021-2025) e preparar um início sólido para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua/Jin Liangkuai

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Portos

Maersk ajusta operações na América Latina para enfrentar congestão portuária

A Maersk confirmou uma série de ajustes em suas operações marítimas e terrestres na América Latina, em resposta à congestão portuária, ao mau tempo e a entraves operacionais que seguem pressionando diversos terminais da região. Segundo a companhia, o objetivo é reforçar a conectividade e elevar a confiabilidade da cadeia logística regional e internacional.

Encerramento da participação no serviço Brazex

A empresa deixará de integrar o serviço Brazex após a última viagem ao norte realizada pelo navio M/V CMA Berlioz, que partiu de Paranaguá em 1º de novembro de 2025. Mesmo assim, a cobertura para o Caribe, Golfo do México e México será mantida por meio dos serviços UCLA e Gulfex, garantindo rotas alternativas às demandas de carga.

Alterações no serviço Tango

O serviço Tango também passa por ajustes. A parada em Norfolk (EUA) seguirá suspensa, com cargas redirecionadas via transbordo em Cartagena. Já a escala quinzenal no Rio de Janeiro continua confirmada, preservando o acesso a um dos portos mais movimentados do país.

ECSA Shuttle ganha novo cronograma

A partir de novembro, o serviço ECSA Shuttle operará a cada duas semanas com escalas em Paranaguá, Santos (DP World) e Manzanillo, no Panamá. A Maersk afirma que a nova configuração ampliará a conexão com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, dando maior flexibilidade logística para cargas regionais e internacionais.

Pressão operacional segue alta na Costa Leste da América do Sul

A ECSA continua enfrentando forte pressão operacional.
Em Santos, o mau tempo, a ocupação elevada e os atrasos acumulados prejudicam a fluidez das operações. Paranaguá e Itapoá trabalham próximos a 80% de capacidade e registram paralisações ocasionais devido às condições climáticas. Em Buenos Aires, a operação de contêineres segue próxima ao limite, enquanto o Terminal 4 tem desempenho restrito por falhas em guindastes.

Em Montevidéu, a produtividade gira em torno de 50% após greves e mudanças de sistema, com espera média de 2 a 3 dias para navios. Já Rio Grande enfrenta severas restrições e clima adverso, sem previsão de melhora antes do fim do ano.

Costa Oeste da América do Sul mantém cenário instável

Na WCSA, a combinação de riscos de segurança e instabilidade operacional segue preocupando. A performance dos terminais varia, com Guayaquil/TPG registrando os melhores índices recentes. Em contrapartida, portos como Puerto Bolívar, Guayaquil/Contecon, Callao/APMT e Posorja operam sob alerta.

Caribe e América Central mantêm estabilidade relativa

Os terminais do Panamá e de Cartagena apresentam desempenho estável para a Maersk. No entanto, embarcações fora da janela programada podem enfrentar esperas de até 2 dias.

Aumento de volumes pressiona transporte terrestre

Na América Central, principalmente em El Salvador e na Guatemala, a alta temporada deve elevar significativamente o volume de importações e exportações. A Maersk reforça a importância do planejamento antecipado e diz estar preparada para apoiar com transporte, gestão aduaneira e coordenação operacional.

No Brasil, a estação seca já afeta os níveis dos rios em Manaus, limitando capacidade e podendo gerar atrasos. No Paraguai, o baixo nível da água deve impactar o serviço de balsas nas próximas semanas.

Brasil conquista novas certificações

A Maersk também celebrou dois avanços importantes no país:

  • A certificação AEO, que fortalece a conformidade e a eficiência das operações;
  • A certificação SASSMAQ para sua frota em Santos, ampliando a segurança e a qualidade no atendimento ao setor químico.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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