Portos

Porto de Itajaí fortalece relações com países árabes após visita da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

O Porto de Itajaí recebeu a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, entidade que representa os 22 países da Liga Árabe e atua na promoção de oportunidades comerciais. A reunião, realizada na sede da Superintendência, inaugura uma relação institucional voltada a expandir as exportações catarinenses e fortalecer o comércio exterior entre Santa Catarina e mercados árabes.

Setores com maior potencial de expansão

Durante o encontro, foram apresentadas possibilidades de ações conjuntas para abertura de novos mercados, com destaque para produtos de grande aderência ao consumo árabe. Entre os segmentos citados pela Câmara Árabe, estão carnes e proteína animal, com forte demanda no Oriente Médio; madeira e móveis; alimentos e bebidas processadas, inclusive itens com potencial de certificação Halal; além dos setores de têxteis e vestuário, tradicionais em Santa Catarina, e produtos químicos, cosméticos e higiene pessoal, em expansão nos países do Golfo.

A entidade também apresentou o cenário logístico e comercial da região árabe, reforçando o interesse em ampliar parcerias que conectem empresas catarinenses aos mercados do Oriente Médio e do Norte da África.

Participantes destacam potencial da cooperação

Representando o Porto de Itajaí, participaram da reunião o superintendente João Paulo Tavares Bastos Gama, o chefe de gabinete Artur Antunes Pereira e o assessor executivo Marcelo Peres. Pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, estiveram presentes o secretário-geral Mohamad Orra Mourad e a representante das Relações Internacionais e Governamentais, Elaine Prates.

Porto de Itajaí amplia papel no desenvolvimento catarinense

A aproximação reforça o protagonismo do Porto de Itajaí como um dos principais motores econômicos do Estado e abre espaço para novas rodadas de negócios, missões comerciais e iniciativas integradas. A expectativa é ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado árabe, considerado um dos mais dinâmicos e estratégicos do cenário global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio Exterior

Setor do café diz que medida dos EUA “piorou para o Brasil” e aumenta pressão por fim da tarifa de 40%

A retirada das tarifas recíprocas de 10% anunciada pelos Estados Unidos para 238 produtos agrícolas elevou a pressão sobre o Brasil nas negociações para eliminar a sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente às exportações brasileiras.

Entidades veem vantagem a concorrentes

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) avaliam que a nova decisão amplia a competitividade de países que disputam espaço com o Brasil no mercado norte-americano, destino central das exportações industriais nacionais.

Em nota divulgada neste sábado (15.nov.2025), o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a manutenção da tarifa adicional reduz a competitividade de produtos importantes como carne bovina e café, enquanto concorrentes não afetados pela sobretaxa passam a ter acesso privilegiado aos EUA.

Apenas quatro produtos ficam totalmente livres de tarifas

Uma análise inicial da CNI mostra que a retirada do imposto de 10% beneficia 80 produtos brasileiros exportados em 2024, somando US$ 4,6 bilhões — cerca de 11% das vendas do Brasil para os EUA. Apenas quatro itens ficaram totalmente isentos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará.

Outros 76 produtos seguem sujeitos à tarifa de 40%, como café não torrado, carne bovina e cera de carnaúba.

Setor do café demonstra preocupação

O Cecafé afirmou que o Brasil continua submetido à taxa-base de 10% e ao adicional de 40% previsto no Artigo 301. A entidade ainda analisa se o novo ato dos EUA altera uma ou ambas as cobranças.

“O cenário favoreceu nossos concorrentes e prejudicou o Brasil”, disse ao g1 o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos. O café brasileiro, antes taxado em 50%, agora paga 40%, enquanto grandes concorrentes — como Colômbia e Vietnã — tiveram tarifas zeradas.

Carne bovina tem avaliação mais positiva

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) adotou um tom diferente. Para a entidade, a redução tarifária sobre a carne bovina brasileira demonstra confiança no diálogo técnico entre os dois países e devolve maior previsibilidade ao setor. Os EUA são hoje o segundo maior mercado da carne brasileira.

Segundo a Abiec, a mudança reforça a relação bilateral e cria ambiente mais favorável à retomada estável das exportações. A entidade afirma que seguirá trabalhando com autoridades dos dois países para ampliar acesso e consolidar o Brasil como fornecedor competitivo.

Exigência de avanço nas negociações

Apesar do alívio parcial, a CNI destaca que o cerne do problema permanece: a nova decisão norte-americana não modifica a ordem executiva que sustenta o adicional de 40% exclusivo ao Brasil. Para a entidade, o governo brasileiro precisa avançar com urgência nas negociações para restabelecer condições equitativas de comércio e evitar perda de mercado para rivais internacionais.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Poder 360

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Comércio Exterior

Houve uma atualização no calendário do ligamento DUIMP

O Cronograma de Ligamento da Duimp estabelece quando as operações de importação que dependem de órgãos anuentes ou possuem características específicas passarão a funcionar plenamente no Portal Único Siscomex. Esse processo ocorre de forma escalonada para garantir segurança e adaptação gradual dos importadores.

Atualmente, já é possível registrar Duimp para diversas modalidades de importação contempladas pelo sistema.

Orientações sobre o uso da Duimp

Entidades classificadas no Grupo 1 – Administração Pública da Tabela de Natureza Jurídica devem seguir utilizando a Declaração de Importação (DI). A migração desse grupo para a Duimp ocorrerá apenas em etapa posterior.

Operações que exigem anuência da Anvisa, do Mapa ou do Exército também serão incorporadas gradualmente, conforme os critérios definidos por cada órgão.

LPCO e DUIMP: etapas de liberação

As datas oficiais determinam a partir de quando será permitido registrar LPCO e DUIMP, sempre respeitando as regras de anuência de importação de cada autoridade. O importador ainda tem a opção de continuar utilizando o Siscomex LI/DI durante o período de transição.

Mercadorias vinculadas às áreas temáticas do MAPA podem utilizar a Duimp desde que não exijam LPCO dos modelos específicos previstos na regulamentação. Para verificar o enquadramento, o importador pode consultar a Portaria MAPA nº 835/2025, o simulador de Tratamento Administrativo do Portal Único ou a tabela oficial disponível para download.

Órgãos anuentes já integrados

As importações sob anuência de diversos órgãos já estão habilitadas no NPI por meio de monitoramento, LPCO ou DUIMP. Confira as datas de disponibilidade:

  • ANM – desde 10/02/2025
  • ANP – desde 28/01/2025
  • CNEN – desde 04/07/2025
  • CNPq – desde 13/05/2025
  • DECEX – desde 01/04/2025
  • DFPC – desde 10/11/2025
  • DPF – desde 15/03/2025
  • ECT – desde 12/12/2024
  • Exército (faixa verde) – desde 30/05/2025
  • IBAMA – desde 22/08/2025
  • INMETRO – desde 15/04/2025
  • Ministério da Defesa – desde 28/02/2025
  • MCTI – desde 30/09/2024
  • ANVISA – desde 03/11/2025, com complementos previstos para 17/11/2025
  • MAPA – desde 03/11/2025, incluindo:
    • Fertilizantes – NCM 31021010, 31022100, 31042010, 31042090, 31049090, 31053000, 31054000, 31055900
    • Produtos de origem vegetal – NCM 09012100, 09012200, 09071000, 10062010, 10063011, 10063019, 11010010, 11062000, 11081400, 11071010, 15071000, 15079011, 15079019, 15121911, 15121919, 15122910, 15141910, 15152910, 15152990, 15171000, 15211000, 17011400, 17023020, 17024010, 17024020, 19030000, 24011030, 33012510
    • Azeite

Compromisso com a transição segura

A Secex e a Receita Federal reforçam que a migração das importações para o Portal Único será conduzida de forma gradual e segura, mantendo diálogo constante com a comunidade do comércio exterior.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Receita Federal promove encontro regional no Porto de Itajaí para fortalecer integração aduaneira

O Porto de Itajaí foi palco, nesta quinta-feira (13), do 3º Encontro de Administradores de Locais e Recintos Alfandegados PR/SC, realizado pela Receita Federal do Brasil (RFB). O evento, promovido pela 9ª Região Fiscal, reuniu representantes de terminais portuários, administradores de recintos aduaneiros, agentes de comércio exterior e autoridades dos estados de Santa Catarina e Paraná.

Com foco no alinhamento técnico e no fortalecimento das operações aduaneiras da região Sul, o encontro teve a abertura conduzida pelo superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, pelo delegado adjunto da Alfândega do Porto de Itajaí, Gelson Myskovsky Santos, e pela auditora-fiscal da RFB e chefe da Divisão de Administração Aduaneira da 9ª Região Fiscal, Juliana Christina Simas de Macedo.

Temas centrais: modernização, segurança e sustentabilidade

Durante o dia, os participantes discutiram modernização e integração de sistemas aduaneiros, vigilância e combate a ilícitos, além de estratégias de inteligência voltadas à prevenção do tráfico de drogas. Também foram abordados temas relacionados ao desenvolvimento regional sustentável, competitividade e eficiência nas cadeias logísticas.

A auditora-fiscal Juliana Christina Simas de Macedo destacou a relevância do encontro diante da expressiva presença de recintos alfandegados nos dois estados.

“Temos mais de 80 recintos alfandegados na região PR/SC. Nosso objetivo é orientar administradores e operadores sobre os principais pontos da legislação e reforçar práticas que garantam segurança, conformidade e eficiência nas operações”, afirmou.

Porto de Itajaí reforça parceria com a Receita Federal

O superintendente João Paulo Tavares Bastos ressaltou a importância da cooperação entre o Porto de Itajaí e a Receita Federal para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro.

“A Receita Federal do Brasil é patrimônio nacional. O Porto de Itajaí reafirma seu compromisso de seguir trabalhando lado a lado com a RFB, com os recintos alfandegados e com todos os agentes de comércio exterior. Que este encontro marque uma nova fase de sinergia institucional, modernização e resultados concretos para o porto e para toda a região”, declarou.

Integração que impulsiona o comércio exterior

O encontro reforçou o papel estratégico do Porto de Itajaí como hub logístico do Sul do Brasil. A parceria entre o porto e a Receita Federal é fundamental para aprimorar a agilidade nos processos, a segurança nas operações e a conformidade aduaneira, garantindo competitividade e governança ao setor portuário e ao comércio exterior nacional.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Comércio Exterior

México aplica tarifas de até 210% sobre açúcar importado para proteger mercado interno

O governo do México anunciou a adoção de tarifas de importação que variam entre 156% e 210% sobre o açúcar estrangeiro. A iniciativa tem como objetivo proteger o setor açucareiro nacional, preservar empregos e garantir estabilidade às famílias que dependem da produção local, segundo o Ministério da Agricultura.

Detalhes das novas alíquotas

De acordo com o comunicado oficial, o açúcar de beterraba e os xaropes importados passarão a pagar 156% de tarifa, enquanto o açúcar líquido refinado e o açúcar invertido terão taxa de 210,44%.

Setor produtivo apoia decisão

A União Nacional de Produtores de Cana elogiou a medida, afirmando que as altas tarifas praticamente eliminam as importações que poderiam desestabilizar o mercado interno. Segundo a entidade, a decisão cria um ambiente mais previsível e sustentável para o setor açucareiro mexicano.

Modernização e novas políticas

Além da taxação, o governo anunciou um programa de modernização do setor, com foco em aumentar a produtividade, melhorar a rentabilidade e ampliar o uso da cana-de-açúcar na produção de alimentos e biocombustíveis.

Outras tarifas sobre produtos importados

O México também comunicou a aplicação de tarifas de até 50% sobre mais de 1.400 produtos, abrangendo itens como automóveis, cosméticos e eletrônicos provenientes da China e de outros países da Ásia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Daniel Becerril

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Sem Categoria

México impõe tarifas de até 210% sobre importações de açúcar para proteger a indústria nacional

O México impôs tarifas de até 210% sobre as importações de açúcar provenientes de países com os quais não possui acordos comerciais, segundo publicação no diário oficial do governo. A medida, que entra em vigor nesta terça-feira, inclui tarifas de 156% e 210% sobre açúcar de cana, açúcar líquido refinado, açúcar de beterraba e xaropes. O governo afirmou que a ação busca evitar “distorções” no comércio internacional e proteger a indústria nacional da queda nos preços.

Anteriormente, o governo aplicava tarifas de cerca de US$ 0,36 por quilo em algumas importações de açúcar. Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Ministério da Agricultura informou que a atualização das tarifas foi feita “diante da queda dos preços internacionais e do excesso de oferta, e em conformidade com os compromissos internacionais do país”, com o objetivo de proteger empregos e fortalecer a produção interna.

A estratégia para o açúcar faz parte do “Plano México”, programa da presidente Claudia Sheinbaum que visa estimular o crescimento econômico por meio do fortalecimento da produção local. As novas tarifas se aplicam a países sem acordos comerciais com o México, incluindo o Brasil, um dos principais exportadores de açúcar para o país.

A medida ocorre enquanto o México se encontra nas etapas finais de negociações comerciais com os Estados Unidos, antes da revisão do acordo de livre comércio EUA-México-Canadá (USMCA), prevista para o próximo ano. A economia mexicana, afetada pela incerteza e pelas tarifas intermitentes dos EUA sobre aço, automóveis e outros produtos não cobertos pelo USMCA, apresentou leve contração no terceiro trimestre, levantando preocupações sobre uma possível recessão.

No fim do mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou a suspensão de tarifas adicionais sobre produtos mexicanos, o que gerou esperança de um acordo mais amplo com Sheinbaum. Enquanto isso, um plano separado da presidente mexicana para impor altas tarifas sobre importações chinesas foi adiado pelo menos até dezembro, devido à oposição do setor privado e de membros do partido governista, o que paralisou o debate no Congresso. Fabricantes mexicanos afirmam que as tarifas propostas aumentariam significativamente os custos de produção, já que muitas indústrias dependem de maquinário, componentes e matérias-primas chinesas.

FONTE: Index Box
IMAGEM: Reprodução/Index Box

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Comércio Exterior

Avanços tecnológicos e novas exigências fiscais marcam o cenário do comércio exterior em 2025

O comércio exterior entrou em uma nova era em 2025, marcada pela consolidação da digitalização, pela integração tecnológica e pela crescente pressão por sustentabilidade e transparência nas operações internacionais. Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, que atua de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.

Brasil avança na digitalização e no alinhamento global

De acordo com a especialista, o Brasil vem ampliando a digitalização dos regimes especiais, com aprimoramentos no RECOF, Drawback e a criação de novos mecanismos automatizados de comprovação de exportação. “Essas mudanças caminham para uma aduana mais digital e transparente, reduzindo burocracias e aumentando a eficiência operacional”, afirma.

No cenário global, tratados multilaterais passam a incluir cláusulas de rastreabilidade via blockchain, certificação de origem digital e padrões de sustentabilidade. “O objetivo é reduzir assimetrias regulatórias e promover maior interoperabilidade entre os sistemas aduaneiros internacionais”, explica Mariana.

Impactos para o exportador brasileiro

As novas exigências regulatórias trazem impactos diretos às empresas exportadoras. Segundo Mariana, é essencial que as organizações adequem seus sistemas internos às demandas digitais e fiscais. “Essa adaptação não é apenas tecnológica — exige também domínio técnico sobre regimes tributários e obrigações acessórias. A falta de conformidade pode gerar atrasos, multas e perda de benefícios fiscais”, alerta.

Legislação e inovação tecnológica: o desafio do equilíbrio

Mariana observa que, apesar dos avanços com o Portal Único de Comércio Exterior e a crescente digitalização de processos, a legislação brasileira ainda não acompanha plenamente a inovação tecnológica. “Precisamos de marcos regulatórios que reconheçam formalmente documentos e contratos gerados por inteligência artificial, equilibrando automação e segurança jurídica”, pontua.

Consultoria e capacitação como pilares da conformidade

Em um cenário de mudanças rápidas, as consultorias especializadas se tornam fundamentais. “Elas interpretam as normas, estruturam políticas de compliance e promovem a integração entre logística, fiscal e tecnologia. Isso garante que a empresa esteja em conformidade e, ao mesmo tempo, aproveite os benefícios fiscais disponíveis”, explica.

A especialista reforça ainda que a capacitação contínua é indispensável. “Profissionais de comércio exterior precisam dominar legislações aduaneiras, parametrizações sistêmicas e novas ferramentas digitais. O aprendizado constante é o que garante a conformidade e a competitividade das operações”, afirma Mariana.

Tendências globais e recomendações

Entre as tendências internacionais mais relevantes, Mariana destaca a comprovação de origem sustentável, a redução de emissões de carbono e as exigências ESG nas cadeias de exportação. “A União Europeia está implementando mecanismos de ajuste de carbono na fronteira, o que afeta diretamente produtos brasileiros. A adequação a essas normas exige integração de dados ambientais, certificações e relatórios de rastreabilidade digital”, explica.

Para encerrar, Mariana deixa um conselho estratégico às empresas brasileiras: “Invistam em consultorias qualificadas e na atualização constante das equipes técnicas. A compreensão detalhada das normas fiscais e aduaneiras é o que diferencia quem sobrevive de quem prospera nesse ambiente global cada vez mais exigente e digitalizado.”

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Exportação

Exportações do Brasil crescem e compensam perdas com tarifas impostas por Trump

Mesmo com a queda nas exportações do Brasil para os Estados Unidos após o tarifaço imposto por Donald Trump, o país conseguiu compensar as perdas ampliando as vendas para outros mercados. Entre agosto e outubro de 2025, o valor total perdido nas exportações para os americanos foi mais do que recuperado pelo aumento das receitas com os mesmos produtos enviados ao restante do mundo.

De acordo com levantamento do Valor Econômico com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as exportações de 1.503 produtos afetados pelo tarifaço renderam US$ 1,58 bilhão a menos para os EUA em comparação com o mesmo período de 2024. Em contrapartida, os embarques desses itens para outros países aumentaram em US$ 3,1 bilhões, superando a perda.

Brasil mantém desempenho positivo apesar das tarifas de Trump

A análise considerou produtos em que os EUA representavam ao menos 5% das exportações brasileiras no mesmo trimestre de 2024 — um grupo que responde por 96% do valor total atingido pelas tarifas.

Segundo o economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin, o impacto do tarifaço foi limitado. “No agregado, o tarifaço americano não é uma hecatombe. Há uma boa capacidade de redirecionamento das exportações”, afirmou. Ele explica que setores mais voltados a bens intermediários e matérias-primas conseguiram se adaptar com mais facilidade, enquanto segmentos mais dependentes do mercado americano ainda enfrentam dificuldades.

Exportações aos EUA recuam, mas outros mercados absorvem mais

Nos três meses analisados, 24,2% dos produtos exportados aos EUA registraram aumento no valor embarcado. Já em 30% dos itens, houve queda tanto nas vendas aos americanos quanto ao restante do mundo. Em outros 27,6% dos produtos, o ganho com novos destinos superou a perda com os EUA.

No total, os bens afetados pelo tarifaço somaram US$ 3,76 bilhões em exportações aos EUA, contra US$ 5,3 bilhões no mesmo período de 2024. Para outros mercados, o montante subiu para US$ 18,2 bilhões, crescimento de 20% na comparação anual.

A exportação brasileira geral para os Estados Unidos — incluindo produtos isentos e não isentos — caiu 24,9% no trimestre até outubro. A retração foi mais acentuada entre os itens atingidos pelo tarifaço, com queda de 29,6%.

Lula e Trump discutem tarifaço em encontro na Malásia

No fim de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump na Malásia para discutir formas de reduzir o impacto das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

Para a economista Lia Valls, da FGV Ibre, a diversificação dos destinos mostra a resiliência da pauta exportadora brasileira. “O mercado americano continua relevante, mas o efeito do tarifaço foi menor do que se esperava, o que fortalece o Brasil nas negociações”, avaliou.

Setores mais afetados e produtos em destaque

Entre os 1.503 produtos analisados, o ferro e aço semimanufaturados lideram as exportações atingidas. As vendas ao mercado americano caíram 16,4%, totalizando US$ 491,3 milhões, enquanto os embarques para o resto do mundo cresceram 27,2%. Mesmo assim, a dependência dos EUA — que absorvem 65,7% das vendas brasileiras desse item — impediu uma compensação completa das perdas.

O cenário é diferente para o café brasileiro, que reduziu as vendas aos EUA em 16,7%, mas ampliou 14,5% para outros mercados. A perda de US$ 71,2 milhões nas exportações aos americanos foi compensada com folga por um ganho de US$ 409,4 milhões em outros destinos.

A carne bovina congelada seguiu a mesma tendência: queda de 60,5% nos embarques aos EUA e alta de 64,3% para o restante do mundo. A perda de US$ 165,2 milhões com os americanos foi mais do que compensada por US$ 1,7 bilhão adicionais em outros países. A participação dos EUA nas exportações de carne caiu de 9,3% para 2,4% em um ano.

De acordo com André Valério, economista do Inter, o México foi um dos principais destinos que absorveram a carne antes enviada aos EUA, com alta de 174,3% nos embarques. A China, principal parceira comercial do Brasil, também ampliou suas compras em 66,3% no período.

Alguns setores, porém, não conseguiram realocar a produção — como os de madeira e armamentos, que permanecem mais dependentes do mercado americano.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Comércio Exterior

Trump anuncia corte nas tarifas do café e pode impulsionar exportações do Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir tarifas sobre o café, uma das principais exportações do Brasil. A declaração foi feita durante entrevista ao programa The Ingraham Angle, da Fox News.

Segundo Trump, a medida será aplicada “em breve” e pode impactar diretamente os preços da bebida no mercado americano. “Vamos baixar algumas tarifas sobre o café e garantir que o produto volte a entrar nos EUA. Vamos resolver isso rapidamente, de forma cirúrgica”, declarou o republicano, destacando que o custo de vida no país “está bem menor”.

Tarifas de 50% reduziram as exportações brasileiras

Desde agosto, o café brasileiro vem sendo taxado em 50% para entrar no mercado americano, o maior consumidor mundial do produto. O Brasil é responsável por cerca de um terço do café consumido nos EUA, com exportações de US$ 1,96 bilhão em 2024, segundo dados da International Trade Administration. A Colômbia aparece em segundo lugar, com US$ 1,48 bilhão no mesmo período.

As tarifas impostas pela gestão Trump afetaram importadores e consumidores, causando estoques parados, cancelamentos de contratos e uma alta média de 40% nos preços ao consumidor. Em setembro, os preços registraram a maior alta mensal do século, com avanço de 3,6%, e em outubro o café ficou 19% mais caro que no mesmo mês de 2024.

Conversas entre Trump e Lula indicam possível acordo

Em outubro, Trump se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Malásia, para discutir a remoção de tarifas sobre produtos brasileiros. O encontro pode abrir caminho para um novo acordo comercial que reduza os preços do café nos Estados Unidos.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (CeCafé) apontam que as exportações brasileiras para os EUA caíram 52,8% em setembro de 2025 em comparação ao mesmo mês de 2024, totalizando 332,8 mil sacas. Mesmo assim, os Estados Unidos seguem como principal destino do café brasileiro no acumulado de janeiro a setembro, com 4,36 milhões de sacas, o equivalente a 15% dos embarques totais.

Setor de café especial sofre com tarifas e clima

Entre janeiro e outubro, o café não torrado representou 5,3% das exportações brasileiras para os EUA, somando US$ 1,7 bilhão, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) — acima dos 4,7% registrados em 2024.

Além das tensões comerciais, o setor cafeeiro enfrenta desafios climáticos. Desde 2020, secas recorrentes têm reduzido a oferta global, elevando os preços futuros do arábica em 40% e do robusta em 37% desde agosto.

De acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), os embarques de cafés finos para os EUA caíram 67% após o início das tarifas. Antes das taxações, cerca de 150 mil sacas eram enviadas mensalmente para Califórnia, Nova York e Oregon, número que despencou para 50 mil.

Esses cafés, que podem ultrapassar R$ 3 mil por saca de 60 quilos, foram destaque durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, onde produtores relataram perdas expressivas e esperam que o corte anunciado por Trump reacenda as exportações brasileiras e estabilize o mercado americano.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Economia, Internacional

Café da Manhã com Câmaras de Comércio reforça parcerias internacionais e oportunidades de negócios no Paraná

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR), realizou o evento “Café da Manhã com as Câmaras de Comércio do Paraná”, iniciativa voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à criação de novas oportunidades de negócios e investimentos para o estado.

O encontro reuniu representantes de diversas Câmaras de Comércio, instituições e órgãos públicos, consolidando o Paraná como um polo de cooperação internacional e inovação empresarial. Entre os participantes, estiveram a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Corpo Consular do Paraná, os Correios, o Sebrae, o IRIP e a Prefeitura de Curitiba.

Networking e cooperação internacional em foco

O evento foi marcado por um ambiente de diálogo e networking, com a integração de lideranças empresariais e diplomáticas. As discussões reforçaram o papel estratégico das Câmaras de Comércio na promoção do comércio exterior, na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento das relações econômicas globais — pilares centrais do programa Paraná4Business.

Durante a abertura, o gerente de Relações Internacionais da Fiep, Higor de Menezes, apresentou o trabalho do Sistema Fiep ao lado de Juliana Penhaki, Rafael Asinelli, Caroline Nascimento e Fernanda Wolf, dos Conselhos Temáticos e Setoriais. O grupo destacou iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial paranaense e à internacionalização das empresas locais.

Câmaras de Comércio apresentam projetos e estratégias para 2026

Na sequência, os representantes das Câmaras de Comércio apresentaram planos e projetos para 2026, com foco em cooperação econômica, inovação e internacionalização de empresas. Participaram do encontro as câmaras de Alemanha, Estados Unidos (AMCHAM), Argentina, China, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Portugal e Romênia-Moldávia.

As propostas destacaram a importância de ações conjuntas para ampliar o intercâmbio comercial e criar novas rotas de investimento entre o Paraná e os principais mercados mundiais.

Paraná se consolida como estado globalmente competitivo

O Café da Manhã com as Câmaras de Comércio reafirmou o compromisso do Sistema Fiep em aproximar o setor produtivo paranaense das redes internacionais de negócios, consolidando o estado como um ambiente aberto, inovador e competitivo no cenário global.

Diante dos resultados positivos, o Sistema Fiep anunciou que o evento terá novas edições, com o objetivo de ampliar o diálogo bilateral e fomentar parcerias estratégicas para o desenvolvimento econômico sustentável.

A instituição agradeceu a presença dos representantes das câmaras e dos parceiros institucionais, reforçando que a iniciativa representa um marco para o futuro das relações internacionais e do crescimento industrial no Paraná.

FONTE: FIEPR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIEPR

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