Comércio Exterior

Com foco em rum e charutos, dominicanos querem exportar mais ao Brasil

País caribenho espera aumentar vendas em 47% em 2025 e também pretende atrair mais turistas brasileiros; comércio bilateral é fortemente desequilibrado

A República Dominicana importou mais de US$ 1,1 bilhão em produtos do Brasil em 2024, mas suas exportações ao mercado brasileiro somaram apenas US$ 34 milhões.

Neste ano, o país caribenho espera aumentar suas vendas em 47% e alcançar um volume de US$ 50 milhões. Um dos focos é promover produtos dominicanos tradicionais e de maior valor agregado, como rum e charutos.

“Não há como reverter completamente esse desequilíbrio estrutural, mas trabalhamos para reduzir a diferença [da balança entre os dois países]”, disse à CNN o embaixador dominicano em Brasília, Robert Takata, que assumiu o posto em maio.

Takata está otimista ainda com a maior atração de turistas brasileiros pela República Dominicana. Foram 130 mil visitantes no ano passado e agora, em 2025, espera-se um aumento para 200 mil brasileiros.

CNN – O comércio entre o Brasil e a República Dominicana ainda é pequeno e concentrado em poucos produtos. Que iniciativas o governo dominicano e a embaixada em Brasília planejam para aumentar o intercâmbio comercial?

Robert Takata – O comércio bilateral continua sendo muito limitado e concentrado em poucos produtos. Em 2024, o intercâmbio total foi de US$ 1,139 bilhão. Nossas exportações ao Brasil foram de apenas US$ 34 milhões, enquanto importamos mais de US$ 1,1 bilhão em produtos brasileiros. Não há como reverter completamente esse desequilíbrio estrutural, mas trabalhamos para reduzir a diferença.

Em 2025, temos nos focado em fortalecer a relação com associações, federações de indústrias, câmaras e empresários em diversas regiões do Brasil, criando vínculos sólidos e sustentáveis. Paralelamente, promovemos produtos dominicanos de alto valor agregado, como rum e charutos, em cidades estratégicas. Nosso objetivo é incrementar as exportações para cerca de US$ 50 milhões neste ano, com um aumento de 47% sobre 2024.

Para 2026, planejamos reativar o Conselho de Trabalho Conjunto com Comércio, Investimento e Cadeias Produtivas [com o Brasil] e organizar um fórum de negócios e investimentos, com o objetivo de aprofundar a cooperação, identificar oportunidades e avançar para uma relação comercial mais dinâmica e diversificada. Estamos conscientes de que a finalidade é aproveitar melhor as oportunidades, não equilibrar plenamente a balança comercial.

CNN – O Mercosul fechou recentemente importantes acordos de livre comércio com Cingapura, União Europeia e EFTA. A República Dominicana tem interesse em negociar um tratado com o bloco sul-americano?

Takata – A República Dominicana observa com interesse a evolução do Mercosul e seus recentes acordos, mantendo uma aproximação prudente, motivada pela oportunidade de explorar mecanismos que facilitem o comércio de bens e serviços. Nosso país aposta em uma diplomacia econômica inteligente, baseada na abertura, na diversificação e em uma visão de futuro.

Embora atualmente não existam negociações formais em andamento com o Mercosul, consideramos que a integração estratégica com blocos regionais pode abrir novas oportunidades para a nossa economia, permitindo maiores possibilidades de crescimento e diversificação aos setores produtivos e aos exportadores dominicanos. Ao mesmo tempo, priorizamos um comércio que não afete negativamente os nossos setores produtivos, nem limite suas oportunidades de desenvolvimento, promovendo mecanismos que fortaleçam a complementaridade entre mercados.

CNN – Quais são as possibilidades de aumentar o fluxo turístico entre os dois países? Qual é o volume atual e como o governo dominicano pretende aumentá-lo?

Takata – O Brasil é um mercado prioritário dentro da estratégia de diversificação turística da República Dominicana. Recebemos cerca de 130 mil visitantes brasileiros no ano passado. Neste ano, esperamos superar 200 mil, consolidando um crescimento sustentado. A partir da embaixada em Brasília, participamos e damos suporte aos “road shows” e feiras organizadas pelo Ministério do Turismo nas principais cidades brasileiras.

Melhorar as rotas aéreas e frequências de voos é fundamental para esse crescimento. Também promovemos uma imagem integral da República Dominicana — não só como destino de sol e praia, mas um país com cultura, natureza, hospitalidade e experiências autênticas — em estreita coordenação com o Ministério do Turismo e o setor privado.

CNN – Punta Cana se prepara para receber a Cúpula das Américas em dezembro. Por que houve a decisão de não convidar Cuba, Venezuela e Nicarágua? O senhor acredita que alguns países do continente poderiam deixar de ir à cúpula com essas três exclusões, como ocorreu com o México na última reunião, em 2022?

Takata – A República Dominicana assumiu a Cúpula das Américas sob as regras do sistema coordenado pela OEA (Organização dos Estados Americanos) desde 1994. Os convites foram emitidos de acordo com esses mesmos critérios, com o propósito de preservar a coerência e a legitimidade do processo multilateral, sem motivações políticas nem ideológicas.

Mantemos relações bilaterais respeitosas e ativas com Cuba, Nicarágua e Venezuela, e valorizamos o diálogo com todos os países do hemisfério. Esta não é uma Cúpula de exclusões, mas uma oportunidade para fortalecer o espaço comum de cooperação interamericana.

Nosso objetivo é que o encontro em Punta Cana seja uma Cúpula do reencontro e diálogo hemisférico, centrada nos temas que unem a região: o desenvolvimento sustentável, a energia, a segurança alimentar e o futuro das nossas sociedades.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Governo lança Programa Acredita Exportação com reembolso de até 3% sobre o valor exportado

O governo federal anunciou o início das operações do Programa Acredita Exportação, uma iniciativa voltada para microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas (MPEs) que atuam no comércio exterior. O programa permite o ressarcimento de até 3% do valor exportado, compensando de forma simplificada os tributos pagos ao longo da cadeia produtiva.

Estímulo à competitividade internacional

Criado em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério da Fazenda, com apoio da Receita Federal, o programa visa reduzir o custo das exportações e ampliar a competitividade das empresas de menor porte no mercado internacional.

A iniciativa antecipa medidas da reforma tributária, oferecendo um mecanismo prático para devolução de impostos. O Acredita Exportação é válido tanto para bens quanto para serviços exportados.

Como solicitar o ressarcimento

O pedido é feito totalmente online, por meio do site da Receita Federal, e pode ser realizado em poucos passos:

  1. Acessar o sistema PER/DCOMP no portal da Receita Federal;
  2. Preencher um Pedido de Ressarcimento no Programa Gerador de Declaração (PGD);
  3. Informar as notas fiscais e a Declaração Única de Exportação (DUE) do trimestre;
  4. Escolher a forma de recebimento — crédito em conta ou compensação tributária;
  5. Enviar o pedido pelo sistema.

Para auxiliar os empreendedores, o MDIC e a Receita promoveram uma live no YouTube, explicando o processo detalhado e as etapas para acessar o sistema.

Primeiros créditos valem a partir de agosto

O primeiro período de referência será para as exportações realizadas entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2025. Após o encerramento de cada trimestre, as empresas deverão reunir as notas fiscais e calcular o crédito de 3%.

Os valores podem ser ressarcidos em dinheiro ou utilizados para abatimento de tributos federais, como PIS, Cofins, IRPJ e CSLL. O guia completo do programa está disponível no site do MDIC.

Pequenas empresas ganham espaço nas exportações

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), o número de micro e pequenas empresas exportadoras vem crescendo de forma expressiva. Em 2024, cerca de 11,5 mil MPEs exportaram, representando 40% das exportadoras brasileiras e movimentando US$ 2,6 bilhões em vendas internacionais.

Em 2014, o número era de pouco mais de 5,3 mil empresas, equivalendo a 28,6% do total. O avanço reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e internacionalização dos pequenos negócios.

Outras iniciativas para impulsionar o setor

Além do Acredita Exportação, o governo oferece outras ferramentas de apoio à competitividade e internacionalização das MPEs:

  • Brasil Mais Produtivo – programa de capacitação e consultoria técnica;
  • Proex (Programa de Financiamento à Exportação) – crédito facilitado para exportadores;
  • Seguro de Crédito à Exportação (SCE/FGE) – garantia contra inadimplência em vendas externas;
  • Desenrola Pequenos Negócios – iniciativa voltada à renegociação de dívidas de pequenos empreendedores.

Com essas medidas, o governo busca fortalecer a presença das pequenas empresas brasileiras no comércio global, estimulando inovação, geração de renda e inserção internacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Industria

Indústria brasileira visita Grupo Alibaba e Porto de Shenzhen em missão liderada pela FIESC

Uma comitiva de empresários brasileiros, liderada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), está em missão à China para estreitar laços comerciais e conhecer alguns dos principais centros de tecnologia e comércio do país asiático. Entre as visitas realizadas estão a sede do Grupo Alibaba, gigante mundial do e-commerce, e o Porto de Shenzhen, o quarto maior do mundo em movimentação de contêineres.

Participam da missão representantes de indústrias de seis estados brasileiros, atuantes nos setores de ferramentas, pavimentação, tecnologia da informação, máquinas e equipamentos, software e educação. A cidade de Shenzhen, no sul da China, é reconhecida como o “Vale do Silício chinês”, referência global em inovação tecnológica e desenvolvimento industrial.

Canton Fair reúne mais de 1 milhão de novos produtos

Além da agenda em Shenzhen, o grupo participou da Canton Fair, considerada a maior feira comercial da China, sediada em Guangzhou. A edição atual reúne mais de um milhão de novos produtos e 1,1 milhão de itens com propriedade intelectual independente.

Das 175 seções de exposição, 18 são dedicadas às tecnologias inteligentes, apresentando mais de 350 mil produtos inovadores. O evento também oferece fóruns sobre inteligência artificial, comércio digital e automação industrial, com foco na modernização e competitividade das empresas — temas de grande interesse para a indústria brasileira.

Cooperação institucional e oportunidades de negócios

Durante a missão, a delegação participou de uma reunião com Laís Solano, segunda-secretária do Consulado-Geral do Brasil em Cantão, e Arthur Guimarães, gerente da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil. O encontro abordou aspectos da geografia e economia chinesa, com destaque para o PIB, as principais cidades industriais e as oportunidades de negócios bilaterais entre Brasil e China.

Retorno da comitiva

A missão empresarial encerra suas atividades nesta terça-feira, 21 de outubro, com o retorno da comitiva ao Brasil após uma semana de visitas técnicas e rodadas de networking.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Tarifaço dos EUA afeta exportações brasileiras: Nordeste lidera queda em volume e Sul perde mais em dólares

Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras continuam em queda, com efeitos desiguais entre as regiões do país. Um levantamento do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste (FGV IBRE) mostra que, enquanto o Nordeste registra as maiores reduções em volume exportado, os polos industriais do Sul e Sudeste concentram as maiores perdas financeiras.

Segundo o estudo, os impactos do ajuste tarifário norte-americano são persistentes e representam um risco estrutural para setores estratégicos da economia brasileira, podendo afetar a atividade industrial, o emprego e a arrecadação estadual.

Nordeste sofre as maiores quedas percentuais nas exportações

Entre os seis estados com pior desempenho percentual nas exportações para os EUA em setembro de 2025, quatro são do Nordeste. O Mato Grosso (-81%) e o Tocantins (-74,3%) lideram as perdas, seguidos por Alagoas (-71,3%), Piauí (-68,6%), Rio Grande do Norte (-65%) e Pernambuco (-64,8%).

De acordo com a FGV, a vulnerabilidade da região está relacionada à baixa diversificação da pauta exportadora, à maior presença de produtos tarifados e à logística irregular, com embarques concentrados em períodos específicos.

Sul e Sudeste acumulam as maiores perdas em valor

Embora o Nordeste tenha registrado as maiores quedas percentuais, o maior prejuízo em dólares ocorreu em estados do Sul e Sudeste. As perdas mais expressivas foram observadas em Minas Gerais (US$ 236 milhões), Santa Catarina (US$ 95,9 milhões), São Paulo (US$ 94 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 88,8 milhões), Rio de Janeiro (US$ 88,8 milhões) e Paraná (US$ 82,4 milhões).

Nos polos industriais dessas regiões, as reduções — entre 50% e 56% — atingiram principalmente os setores de metalurgia, componentes industriais e bens intermediários. A FGV alerta que parte dessas perdas já apresenta caráter estrutural, e não apenas um efeito pontual de calendário, resultado da antecipação de embarques nos meses anteriores.

Produtos isentos ajudam a reduzir o impacto em alguns estados

Estados com uma pauta mais diversificada conseguiram amortecer os efeitos do tarifaço por meio da exportação de produtos isentos de tarifas. Em São Paulo, esses itens cresceram 14,2% no acumulado do ano, alcançando US$ 624,45 milhões. Na Bahia, o avanço foi ainda maior: 45,5%.

No entanto, em estados como Pernambuco (-95,8%) e Minas Gerais (-51,9%), até os produtos isentos apresentaram queda, o que agravou o resultado geral das exportações.

Adaptação e novos mercados surgem como resposta

Alguns estados começaram a reconfigurar suas pautas de exportação para se adaptar às novas condições comerciais. O Ceará registrou crescimento de 152,9% nas exportações totais, impulsionado por produtos como “outras pedras de cantaria trabalhadas”, enquanto Goiás teve aumento de 20,9%, inclusive em bens não isentos.

A pesquisa do FGV IBRE conclui que o tarifaço dos EUA marca um novo ciclo de ajustes logísticos e comerciais, com reprecificação de produtos e redirecionamento de pedidos internacionais. O estudo recomenda que governos e empresas brasileiras adotem estratégias de gestão de riscos e diversificação de mercados para enfrentar o cenário global de maior proteção tarifária.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Exportação

Brasil amplia exportações agropecuárias com novos mercados na Ásia e África

O Governo do Brasil confirmou nesta terça-feira (21) a abertura de novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros. As novas autorizações incluem a exportação de castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, heparina purificada suína para a Coreia do Sul, carne de patos, outras aves e carne de coelho para o Egito, além de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos para uso industrial na Índia.

Com esses avanços, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 460 novos mercados abertos desde o início de 2023, resultado de uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo o governo, a conquista reforça o posicionamento do Brasil como potência global em alimentos e insumos de alto valor agregado, com destaque para sustentabilidade, qualidade e inovação.

Ásia lidera as novas oportunidades de exportação

Entre janeiro e setembro de 2025, cerca de 37% das novas aberturas comerciais ocorreram na Ásia, consolidando o continente como principal destino das exportações brasileiras.

No Japão, que possui uma população de 124 milhões de habitantes e importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, a castanha-do-Brasil passa a integrar o portfólio de importações. O produto é valorizado por seu alto teor de selênio e por atender à demanda japonesa por ingredientes premium usados na panificação e confeitaria.

Em Singapura, onde mais de 90% dos alimentos são importados, foi autorizada a compra de ovos processados brasileiros, reconhecidos pela maior vida útil e estabilidade operacional em redes hoteleiras e restaurantes. Já a Coreia do Sul aprovou a importação de heparina purificada suína, insumo essencial para a produção de medicamentos anticoagulantes.

Índia e Egito fortalecem parcerias estratégicas com o Brasil

Durante missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia, foi firmado um acordo para exportação de derivados de ossos bovinos, chifres e cascos, produtos amplamente utilizados nas indústrias têxtil, farmacêutica e de gelatina. O governo destaca que a medida contribui para a economia circular e para o aumento do valor agregado da pecuária brasileira.

Na África, o Egito ampliou suas compras de proteína animal ao autorizar a importação de carne de patos, outras aves e carne de coelho. O país, que mantém parceria sólida com o Brasil no setor, reconhece a certificação halal e a segurança do abastecimento brasileiro, o que reforça a confiança nas relações comerciais bilaterais.

Diplomacia ativa fortalece presença brasileira no mercado asiático

O anúncio coincide com o início da viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ásia, que inclui paradas na Indonésia e Malásia. Durante a missão, Lula participará da 47ª Cúpula da ASEAN e da 30ª Cúpula do Leste Asiático, além de reuniões bilaterais com o presidente indonésio Prabowo Subianto e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Nas redes sociais, o presidente destacou o objetivo da viagem: “De partida para a Ásia, onde farei visita oficial à Indonésia. Na sequência, participarei da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático e da 30ª Cúpula do Leste Asiático. Com esta missão, damos mais um importante passo para consolidar a cooperação internacional.”

A missão presidencial também prevê assinatura de acordos em ciência, tecnologia e inovação, reforçando a diplomacia econômica do Brasil e a diversificação de parcerias no Sul Global, com foco em desenvolvimento sustentável e integração comercial.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Portos

Porto de Itajaí movimenta mais de 800 veículos BMW em nova operação internacional

O Porto de Itajaí, em Santa Catarina, recebeu nesta terça-feira (21) o navio Höegh Victoria Highway, especializado no transporte de automóveis pelo sistema Roll-On/Roll-Off (Ro-Ro). A embarcação atracou por volta das 8h30, e o desembarque de 818 veículos da BMW teve início às 13h, com previsão de encerramento até às 23h.

Os automóveis vieram das cidades de Veracruz (México) e Jacksonville (Flórida, EUA), em uma operação que reforça o papel estratégico de Itajaí no comércio exterior e na logística portuária brasileira. A BMW não informou quais modelos estão entre as unidades descarregadas.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a movimentação confirma a relevância econômica do terminal para o estado. “O Porto de Itajaí é referência em eficiência, segurança e geração de empregos, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Sistema Ro-Ro garante agilidade e segurança nas operações

O sistema Ro-Ro, no qual os veículos são embarcados e desembarcados sobre as próprias rodas, permite maior agilidade e menor risco de avarias, tornando o processo logístico mais eficiente.
Com essa tecnologia, o Porto de Itajaí se consolida como ponto estratégico para o transporte de automóveis de alto valor agregado e atrai novas operações internacionais do setor automotivo.

Apenas em 2025, já foram 12 atracações de navios Ro-Ro no porto, movimentando cerca de 8,1 mil veículos. De acordo com a autoridade portuária, o desempenho reforça o protagonismo catarinense na logística automotiva nacional, impulsionando o crescimento econômico regional.

Operação da BYD marcou o início do bom momento

O desempenho positivo do terminal foi antecipado em maio deste ano, quando o Porto de Itajaí recebeu o BYD Shenzhen, maior navio automotivo do mundo. Na ocasião, a montadora chinesa BYD desembarcou mais de seis mil veículos elétricos, em uma operação histórica para o porto.
O evento ocorreu pouco antes do reajuste das alíquotas de importação para veículos eletrificados, vigente desde julho, e marcou um ponto de virada para o setor automotivo no Brasil.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Comércio Exterior, Tecnologia

Lina: a nova assistente virtual do comércio exterior criada com participação popular

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apresentou nesta segunda-feira (20) a Lina, uma assistente virtual de comércio exterior criada para simplificar o acesso de cidadãos, empreendedores e empresas a informações oficiais do setor. Nos próximos dias, o público poderá interagir diretamente com a chatbot no site do Siscomex, sistema que integra operações de exportação e importação no Brasil.

Atendimento 24h com base em informações oficiais

Desenvolvida com tecnologia de inteligência artificial, a Lina oferece atendimento contínuo, sem necessidade de login, e respostas fundamentadas em legislação e fontes governamentais. Quando a dúvida exige suporte humano, o sistema encaminha o usuário ao Comex Responde, canal oficial da Secex especializado em atendimento ao comércio exterior.
A proposta é tornar o serviço público mais ágil, transparente e acessível, além de reduzir o volume de demandas repetitivas, modernizando o relacionamento entre governo e sociedade.

Escolha do nome envolveu a participação da população

O nome Lina foi escolhido por meio de uma votação aberta nas redes sociais do MDIC, incluindo Instagram, LinkedIn, X (antigo Twitter), Facebook e YouTube. A campanha registrou 17.077 visualizações, 881 interações, 3.446 impressões e 10.872 contas alcançadas. Entre as quatro opções apresentadas — Tai, Duda, Elisa e Lina — o nome vencedor recebeu 45,7% dos 575 votos válidos.
Em grego, Lina significa “mensageira” ou “portadora de luz”, representando o papel da assistente em “iluminar” o caminho de quem busca compreender o comércio exterior brasileiro.

Interface humanizada e linguagem acessível

Com avatar moderno e acolhedor, Lina foi projetada para transmitir empatia e confiança. Sua comunicação é clara e objetiva, adequada a diferentes perfis de usuários — de iniciantes a profissionais da área. O foco é oferecer orientação precisa e humanizada, baseada em dados oficiais e voltada para facilitar o dia a dia de empresas e empreendedores que atuam no mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

ApexBrasil aprimora Mapa de Oportunidades e amplia chances de exportação para 175 países

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil) lançou uma atualização do Mapa de Oportunidades de Exportações Brasileiras para o Mundo, plataforma de inteligência comercial que reúne dados estratégicos sobre exportações, tarifas e acesso a mercados. O objetivo é ajudar empresários a identificar novos destinos potenciais para seus produtos e planejar a inserção internacional de forma mais eficiente.

Criado em 2015, o Mapa de Oportunidades ganhou um design interativo e filtros inteligentes, permitindo análises detalhadas sobre mercados promissores e setores com maior demanda global. A nova versão destaca 45 mil oportunidades de exportação para 175 países, consolidando-se como uma ferramenta essencial para quem busca diversificar mercados e aumentar a competitividade no comércio exterior.

América do Sul e União Europeia concentram as principais oportunidades

Segundo a ApexBrasil, a América do Sul concentra cerca de 14 mil oportunidades, com importações totais de US$ 231 bilhões em 2024. Entre os principais destinos estão Argentina (1.960 oportunidades e US$ 44,6 bilhões), Paraguai (2.056 e US$ 13 bilhões) e Chile (1.731 e US$ 49,8 bilhões).

Na União Europeia, o estudo identificou 6.700 oportunidades, totalizando US$ 771 bilhões. Os destaques são Espanha (416 e US$ 77,2 bilhões), Alemanha (384 e US$ 151,8 bilhões) e França (374 e US$ 107,3 bilhões). Já a China reúne 385 oportunidades de exportação, com importações globais de US$ 811,7 bilhões.

Entre os setores mais promissores estão Máquinas e equipamentos de transporte (9.931 oportunidades e US$ 735,6 bilhões) e Produtos alimentícios e animais vivos (7.133 oportunidades e US$ 439,5 bilhões).

Ferramenta orienta exportadores na tomada de decisão

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil permite ao usuário analisar o desempenho das exportações brasileiras e identificar mercados que já importam produtos similares, informando valores, fornecedores e nível de competitividade do Brasil. A ferramenta cruza dados de oferta e demanda para indicar mercados com potencial de abertura, consolidação, manutenção ou recuperação, conforme o histórico de importações.

O sistema também aponta os principais concorrentes internacionais e a participação brasileira nas importações de cada país, facilitando o planejamento estratégico das empresas exportadoras.

Diversificação de mercados: estratégia essencial para o crescimento sustentável

A diversificação de mercados é considerada fundamental para reduzir riscos e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. Em um cenário global marcado por instabilidades geopolíticas, variações cambiais e mudanças nos padrões de consumo, depender de poucos parceiros comerciais pode comprometer o crescimento sustentável.

Por isso, a Gerência de Inteligência de Mercado da ApexBrasil investe em estudos e ferramentas de apoio estratégico. O Mapa de Oportunidades se destaca como um instrumento acessível e atualizado, disponível no portal da ApexBrasil, permitindo análises por grupos de produtos e países.

Em complemento, a agência lançou em 2025 o Estudo de Diversificação por Estados, que avalia o grau de concentração das exportações estaduais para os Estados Unidos e propõe ações para ampliar a presença internacional dos setores produtivos locais.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

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Comércio Exterior

Trump deve anunciar novas tarifas contra a Colômbia nesta segunda-feira

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que seu governo planeja aplicar novas tarifas comerciais contra a Colômbia, aumentando a tensão entre os dois países. O anúncio está previsto para esta segunda-feira (20).

Motivo das tarifas: combate ao tráfico de drogas

A declaração ocorre após o senador republicano Lindsey Graham afirmar nas redes sociais que Trump anunciaria “grandes tarifas” devido ao suposto envolvimento da Colômbia com o tráfico de drogas.

Trump confirmou a intenção à imprensa durante viagem a Washington, dizendo: “Li a declaração do senador Graham e está correta. Estive com ele hoje e anunciamos a tarifa amanhã”.

O presidente destacou que a suspensão de ajuda financeira à Colômbia, anunciada no domingo anterior, não prejudica os esforços para combater as drogas. Segundo ele, o país estaria envolvido na produção e refino de cocaína.

Críticas à gestão colombiana

Trump afirmou: “Eles não lutam contra as drogas. Eles fabricam drogas. Eles refinam drogas. Eles produzem cocaína. Eles têm fábricas de cocaína”.

Ele acrescentou que, devido à postura do governo colombiano, todos os pagamentos dos Estados Unidos à Colômbia estão suspensos. “A Colômbia está fora de controle e agora eles têm o pior presidente que já tiveram”, completou.

O anúncio oficial das tarifas deve ocorrer ainda nesta segunda-feira, marcando mais um episódio na relação econômica e diplomática entre os dois países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Kotico/ Divulgação Casa Branca

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Comércio Exterior

Brasil perde posições no ranking global de superávits comerciais com queda nas commodities

O Brasil caiu da quinta para a nona colocação no ranking mundial de superávits comerciais no primeiro semestre de 2025, segundo levantamento do Valor Econômico. O resultado reflete o impacto da valorização do real frente ao dólar, a desaceleração do comércio internacional e a queda dos preços das commodities.

Desempenho global e retração brasileira

Entre janeiro e junho de 2024, o país ficava atrás apenas de China, Alemanha, Holanda e Irlanda. Neste ano, Taiwan, Suíça, Noruega e Singapura ultrapassaram o Brasil, que apresentou uma redução de 28% no superávit, enquanto a Alemanha teve queda de 21,4%.
A China manteve a liderança global, com superávit de US$ 574 bilhões, alta de 32,7% sobre 2024, impulsionada pelo crescimento de 7% nas exportações e queda de 6% nas importações.

Segundo especialistas, o recuo brasileiro foi causado pela redução dos preços médios de produtos como soja, petróleo e minério de ferro, além do crescimento das importações, que surpreendeu analistas.

Projeções indicam superávit mais fraco, mas ainda sólido

Levantamento do Valor Data aponta que o Brasil deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,5 bilhões. O Banco Central, por meio do Boletim Focus, prevê US$ 62 bilhões, enquanto o governo federal projeta US$ 60,9 bilhões.
Apesar do resultado positivo, economistas alertam que a estrutura atual da balança comercial deixa o país mais vulnerável a oscilações externas.

Os dados, obtidos junto ao Trademap, mostram que entre os 20 maiores superávits do mundo, o Brasil registrou a maior retração, seguido por Austrália (-22,8%) e Alemanha.

Exportações estagnadas e importações em alta

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o superávit de janeiro a junho caiu de US$ 41,6 bilhões em 2024 para US$ 29,8 bilhões em 2025.
As exportações cresceram apenas 1%, enquanto as importações avançaram 15%, puxadas por bens intermediários e de capital — insumos ligados à produção industrial.

A soja, o petróleo e o minério de ferro — que juntos representam 30% das exportações brasileiras — registraram quedas expressivas nos preços: -10%, -6,7% e -20,4%, respectivamente.

Café e carne bovina sustentam parte do saldo comercial

A retração maior foi evitada graças ao desempenho de café e carne bovina.
O café não torrado teve alta de 78,7% nos preços, elevando em 47,4% a receita de exportação. Já a carne bovina cresceu 13% em preços e 27,7% em faturamento, compensando parte das perdas nas vendas aos Estados Unidos, afetadas por novas tarifas.

Dependência de commodities preocupa especialistas

Para Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, a dependência do Brasil em commodities torna o país mais sensível à volatilidade dos preços internacionais. Mesmo com volumes exportados em alta, as receitas diminuem.
Na China, observa ela, a concentração em produtos de maior valor agregado reduz esse impacto.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) apontam que o volume exportado pelo Brasil entre janeiro e setembro aumentou 3,6% sobre 2024 — o maior desde 2006.

O economista André Valério, do Banco Inter, ressalta que o país está retornando aos níveis de superávit pré-2023, quando o recorde de US$ 99 bilhões foi impulsionado pelos altos preços do petróleo no pós-pandemia. Desde o fim de 2023, no entanto, o barril subiu apenas 1,7%.

Importações indicam economia interna mais aquecida

Mesmo com a redução do saldo, Benedito avalia que o movimento reflete uma economia doméstica mais ativa.

“O país está importando mais porque a produção e o consumo estão fortes. É um sinal de resiliência, não de fragilidade”, explica.

Ela projeta superávit de US$ 65 bilhões em 2025, sustentado por exportações para China e Argentina, mesmo com queda nas vendas aos EUA.
A economista prevê crescimento do PIB de 2,2% e Selic em 12,5% até o fim de 2026, com possibilidade de cortes posteriores.

Lívio Ribeiro, sócio da BRCG e pesquisador do FGV Ibre, estima Selic de 13,25% em 2026, o que deve conter investimentos e importações. Ele lembra que o Brasil importou duas plataformas de petróleo em 2025, evento considerado atípico, e espera apenas uma nova importação em 2026.

“O desafio será avaliar como a economia reagirá aos estímulos de renda e ao comportamento das importações de bens de consumo”, destaca Ribeiro.

Segundo o economista, o superávit comercial brasileiro deve alcançar US$ 61 bilhões em 2025 e cair para US$ 55 bilhões em 2026, com exportações estáveis e importações levemente maiores.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Washington Alves/Valor

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