Comércio Exterior

ApexBrasil lança iniciativa para fortalecer exportações de cooperativas

Programa Cooperar para Exportar amplia oportunidades para cooperativas brasileiras.

A ApexBrasil lançou, nesta quinta-feira (11), em Salvador, o Programa Cooperar para Exportar, criado para ampliar a presença das cooperativas brasileiras — especialmente as da agricultura familiar — no mercado internacional. A meta é atender 450 cooperativas até 2026, oferecendo capacitação, qualificação em comércio exterior e participação em feiras, missões e rodadas internacionais.

A ação é desenvolvida em parceria com o Sebrae, reforçando o apoio estruturado às pequenas e médias organizações do setor.

Capacitação e acesso a mercados internacionais

De acordo com o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o programa terá duas frentes principais:

  • 200 cooperativas serão incluídas no Qualifica Exportação, etapa de habilitação para operações internacionais;
  • 250 cooperativas participarão de feiras globais, eventos e rodadas de negócios organizadas pela agência.

Lançamento na Bahia reforça simbolismo do cooperativismo

O anúncio ocorreu durante a abertura do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, no Centro de Cultura Cristã da Bahia (CECBA). O evento reuniu Viana, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de lideranças do cooperativismo.

Viana destacou o significado do lançamento no estado:
A ApexBrasil trouxe 30 compradores de 22 países para encontros com cooperativas locais. “Normalmente, os primeiros contratos já surgem nesses encontros”, afirmou.

Agricultura familiar e transição agroecológica em foco

O ministro Paulo Teixeira reforçou o compromisso do governo com uma produção mais sustentável. Segundo ele, o país avança na construção de um sistema alimentar saudável, guiado pela agroecologia. “Queremos uma nova agricultura e vamos acelerar os instrumentos necessários para essa transição”, disse.

Exporta Mais Brasil – Cooperativas reúne mais de 200 organizações

O lançamento do novo programa integrou a maior edição já realizada do Exporta Mais Brasil – Cooperativas, que acontece entre os dias 10 e 12. O encontro reúne mais de 200 cooperativas de todos os estados e 31 compradores internacionais de 22 países, entre eles Portugal, Bélgica, França, Itália, México, Canadá, EUA, Emirados Árabes e China.

As atividades incluem rodadas de negócios, mentorias e ações de qualificação. Participam cooperativas de segmentos como café, cacau e chocolate, castanha, frutas, mel, proteína animal, açaí, artesanato, entre outros.

Rede de parceiros fortalece o programa

O Exporta Mais Brasil é realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae e, nesta edição, conta com apoio do Governo da Bahia, MAPA, MDA, UNICAFES, OCB, CAR, UNICRAB, UNISOL e Consórcio Nordeste.

Sobre o Exporta Mais Brasil

Criado pela ApexBrasil, o programa conecta empreendedores brasileiros a compradores internacionais, ampliando oportunidades de exportação e estimulando novos negócios para diversos setores produtivos.
Fonte: Com informações da ApexBrasil.
Texto: Redação

Ler Mais
Logística

STF restabelece cobrança do SSE e afeta movimentação de contêineres no Espírito Santo

A determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 7 de outubro, reativou a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega (SSE). A taxa incide sobre a movimentação de contêineres desde a pilha comum — onde são descarregados dos navios — até a etapa de retirada pelo importador. A cobrança havia sido autorizada pela Antaq em 2022, mas posteriormente suspensa pelo TCU, o que levou a uma disputa entre os órgãos. A decisão do STF devolveu validade à norma da agência reguladora e reacendeu o debate sobre os efeitos dessa intervenção na logística portuária.

Operações mais lentas e contêineres acumulados

Com o impasse jurídico reinstalado, terminais portuários em todo o país passaram a enfrentar lentidão nas operações. A AGU pediu ao Supremo, na última quarta-feira (3), que a decisão fosse reconsiderada. No Espírito Santo, o Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) — único responsável pela movimentação de contêineres no Estado — retomou a cobrança em 24 de novembro. Empresários relatam que o fluxo desacelerou e que cargas permanecem paradas por mais de uma semana, provocando gargalos quando novos navios chegam.

Um empresário ouvido pela reportagem afirmou que processos antes automáticos agora precisam passar pelo departamento jurídico das companhias importadoras, o que aumenta o tempo de liberação de mercadorias. Segundo ele, os impactos da decisão já são sentidos diretamente pelos clientes.

O Sindiex, que representa exportadores e importadores capixabas, informou que acompanha a situação.

Posicionamento do TVV

Em nota, a concessionária Log-In, responsável pelo TVV, afirmou que a decisão do STF restabeleceu a eficácia da resolução da Antaq e confirmou que cabe à agência — e não ao TCU — regular tecnicamente o SSE. Segundo o terminal, a cobrança é considerada legal e faz parte da estrutura tarifária do setor há mais de 15 anos.

A empresa destacou que, após a decisão judicial, dedicou quase um mês para ajustar procedimentos internos e garantir previsibilidade aos usuários. No entanto, informou que os portos secos, beneficiários diretos do serviço em regime de DTC (Declaração de Trânsito de Contêiner), não implementaram as medidas necessárias para facilitar as retiradas de carga, o que teria prejudicado o fluxo operacional.

O TVV disse ainda que precisou reorganizar processos e incluir os consignatários nas etapas de retirada dos contêineres para evitar interrupções. As mudanças, segundo a concessionária, geraram adaptações documentais e procedimentais, mas foram adotadas com transparência e seguindo o marco regulatório. O terminal afirmou que permanece trabalhando para restabelecer a normalidade e manter diálogo com os agentes públicos e privados envolvidos, priorizando eficiência e previsibilidade.

FONTE: Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Alberto Silva

Ler Mais
Comércio Exterior

México aprova aumento de tarifas de importação de até 50% para Brasil, China e outros países

O México aprovou um amplo pacote de aumento de tarifas de importação que atinge 1.463 categorias de produtos provenientes de 12 países sem acordos comerciais, incluindo Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan. As tarifas passarão a ser de pelo menos 35%, podendo chegar a 50%, e devem entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026.

A iniciativa foi aprovada pela Câmara dos Deputados durante a madrugada e, horas depois, pelo Senado mexicano, que registrou 76 votos a favor, cinco contra e 35 abstenções. O partido da presidente Claudia Sheinbaum, que defendia a medida como forma de estimular a produção nacional, controla ambas as casas legislativas.

China é o país mais atingido pelas novas tarifas

Embora a lista inclua diversas nações, o maior impacto recai sobre a China, hoje o segundo maior fornecedor de produtos ao México, com US$ 130 bilhões importados em 2024 — atrás apenas dos Estados Unidos. Pequim criticou duramente o projeto desde que ele foi anunciado, em setembro, e sugeriu que poderia adotar medidas retaliatórias.

Os parlamentares que se abstiveram afirmaram que o texto foi aprovado às pressas e sem análise detalhada sobre seus possíveis efeitos na inflação. Alguns também alegaram que a proposta responderia a pressões do então presidente Donald Trump.

Medida busca fortalecer a indústria mexicana

Os defensores da reforma argumentam que as novas tarifas são essenciais para proteger a indústria local, criar empregos e ampliar cadeias de suprimentos nacionais. Setores como automotivo, têxtil, vestuário, plásticos, eletrodomésticos e calçados estão entre os mais diretamente afetados.

A proposta foi apresentada por Sheinbaum como parte do Plano México, que prevê reduzir a dependência de importações de países externos ao bloco norte-americano e ampliar o conteúdo nacional da produção.

Pressão dos EUA e negociações do USMCA

A votação ocorre em meio ao ambiente de pressão comercial dos Estados Unidos, que acusam o México de servir como rota de entrada para produtos chineses no mercado americano. O país também se prepara para renegociar, junto do Canadá, o Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA), diante de novas exigências da Casa Branca.

Críticos afirmam que a medida sinaliza um alinhamento excessivo à política comercial norte-americana. “Essas tarifas coincidem com uma onda de restrições nos Estados Unidos. O México está definindo sua própria política ou apenas reagindo a Washington?”, questionou Mario Humberto Vázquez, do PAN.

Após a aprovação, o governo mexicano propôs a criação de um “grupo de trabalho” com a China para discutir os impactos da decisão, embora poucos detalhes tenham sido divulgados até agora.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Verdugo/AP

Ler Mais
Comércio Exterior

Abertura de 500 novos mercados internacionais impulsiona exportações do Brasil

O Brasil atingiu um marco inédito ao abrir 500 novos mercados internacionais em mais de 80 países entre 2023 e 2025. A conquista, liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), contou com apoio da ApexBrasil, do Itamaraty e do MDIC, e já se traduz em US$ 3,4 bilhões adicionais em exportações.

Mesmo em um cenário global instável, a diplomacia presidencial foi determinante para superar barreiras comerciais e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao exterior. Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o resultado é fruto de uma ação coordenada entre governo e setor privado, que mapeou oportunidades e conectou empresas a novos compradores.

Impacto direto para o agronegócio e a indústria

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirma que o avanço reforça a competitividade do Brasil no comércio internacional. Ele destaca que a meta inicial do governo era abrir 200 mercados em 2023, mas o esforço conjunto triplicou o resultado. Para Fávaro, o reconhecimento internacional do padrão sanitário brasileiro foi decisivo para ampliar as oportunidades.

O MAPA estima que os novos mercados tenham potencial para gerar US$ 37,5 bilhões por ano, com destaque para setores como carnes, algodão, frutas e pescados. Cada país pode habilitar diferentes produtos, o que amplia a diversificação da pauta exportadora.

Diplomacia ativa e geração de oportunidades

Entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 170 ações internacionais em 42 países, incluindo missões presidenciais e vice-presidenciais. As iniciativas projetaram cerca de US$ 18 bilhões em negócios e envolveram mais de 3 mil empresas brasileiras.

Para a ApexBrasil, os números comprovam que o país está preparado para ampliar sua presença global e gerar oportunidades para empreendedores de todas as regiões, especialmente Norte e Nordeste.

Inauguração da sede própria da ApexBrasil

A celebração do marco das aberturas internacionais ocorrerá junto à inauguração oficial da nova sede própria da ApexBrasil, em 15 de dezembro, com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de autoridades de vários ministérios.

Jorge Viana ressalta que o momento representa uma “dupla comemoração”: a expansão inédita dos mercados e a consolidação de um espaço próprio para a Agência, após mais de duas décadas em imóveis alugados. O novo edifício, o Lotus 903, tem arquitetura contemporânea, paisagismo de Burle Marx e foi construído com foco em sustentabilidade e eficiência energética.

A sede também foi planejada para ser integrada à cidade, com áreas destinadas a atividades culturais, educativas e à promoção internacional de produtos brasileiros.

Ano de recordes para a ApexBrasil

Criada em 2003, a ApexBrasil encerra 2025 com números expressivos. Até outubro, a instituição registrou 20.754 empresas apoiadas, o maior volume de sua história. Do total, 66% são micro, pequenas e médias empresas, reforçando a estratégia de descentralizar ações de promoção comercial e apoiar negócios emergentes em diferentes regiões do país.

FONTE: ApexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ApexBrasil

Ler Mais
Exportação

Exportações do Paraná: nove produtos avançam mais de 30% em 2025

O desempenho das exportações do Paraná manteve ritmo forte ao longo de 2025. Segundo o relatório de novembro do Ipardes, baseado em dados do MDIC, nove produtos paranaenses registraram crescimento superior a 30% nas vendas externas entre janeiro e novembro, em comparação ao mesmo período de 2024.

Cereais e carne bovina impulsionam o avanço

Entre os itens com maior salto nas exportações, os cereais lideram com folga. As vendas passaram de US$ 478 milhões para US$ 1 bilhão, avanço de 109%. Na mesma direção, a carne bovina in natura ampliou sua presença no mercado internacional, crescendo 63% e alcançando US$ 187 milhões.

O balanço também mostra aumentos relevantes em outros segmentos, reforçando a expansão da pauta exportadora do Estado. Entre os produtos com altas acima de 30% aparecem:

  • Carne suína in natura (+41,2%)
  • Torneiras e válvulas (+41%)
  • Tratores (+38%)
  • Automóveis (+37%)
  • Veículos de carga (+34,4%)
  • Óleo de soja bruto (+34%)
  • Café solúvel (+32%)

O conjunto desses resultados demonstra a força tanto de itens do agronegócio quanto de bens industrializados, especialmente aqueles com maior conteúdo tecnológico.

Diversificação fortalece competitividade do Estado

Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a variedade de produtos é reflexo do amadurecimento da estrutura produtiva paranaense. Ele destaca que o Estado consegue avançar simultaneamente em itens agrícolas e industriais devido à política de atração de investimentos.

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, reforça que essa diversificação torna o Paraná menos vulnerável às oscilações internacionais. Segundo ele, mesmo com o aumento das barreiras tarifárias dos Estados Unidos, o Estado manteve resultados expressivos, evidenciando a capacidade competitiva dos exportadores locais.

Principais produtos e mercados compradores

De janeiro a novembro, o Paraná exportou US$ 21,6 bilhões, o que coloca o Estado na sexta posição do ranking nacional e como o líder da região Sul. Os produtos mais vendidos foram:

  • Soja em grãos – US$ 4,3 bilhões
  • Carne de frango in natura – US$ 3,2 bilhões
  • Farelo de soja – US$ 1,1 bilhão
  • Açúcar bruto – US$ 1 bilhão
  • Cereais – US$ 999 milhões

Os principais destinos foram China (US$ 4,9 bilhões), Argentina (US$ 1,7 bilhão), Estados Unidos (US$ 1,1 bilhão) e México (US$ 837 milhões). Houve crescimento destaque nas relações com Argentina (+59,5%), Irã (+47,7%), Emirados Árabes Unidos (+35,9%), Paraguai (+6,5%), Chile (+2,6%) e Peru (+9,1%).

Saldo comercial positivo

A balança comercial do Paraná acumulou superávit de US$ 2,6 bilhões até novembro. O resultado é fruto de US$ 21,6 bilhões em exportações e US$ 18,8 bilhões em importações, concentradas sobretudo em fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis e produtos farmacêuticos.

FONTE: Governo do Estado do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Dziura Jr/AEN

Ler Mais
Exportação

Exportações de café do Brasil recuam 26,7% em novembro, apesar de alta na receita

Preços mais elevados sustentam ganhos cambiais mesmo com queda expressiva no volume embarcado

As exportações de café do Brasil totalizaram 3,58 milhões de sacas de 60 kg em novembro, registrando uma retração de 26,7% frente ao mesmo mês de 2024. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), divulgados nesta terça-feira (9/12).

Receita cresce com valorização do café brasileiro

Apesar da queda no volume, a receita cambial avançou 8,9%, chegando a US$ 1,535 bilhão. Em reais, o crescimento foi leve, de 0,2%, totalizando R$ 8,198 bilhões.
O preço médio do café exportado atingiu US$ 428,55 por saca, alta de 48,68% na comparação anual, impulsionada pela forte valorização do produto no mercado internacional.

No acumulado dos primeiros cinco meses da safra 2025/26, o Brasil exportou 17,43 milhões de sacas, queda de 21,7%. Em valor, houve aumento de 11,6%, somando US$ 6,723 bilhões.

Impactos do tarifaço dos EUA e gargalos logísticos

De janeiro a novembro de 2025, o país embarcou 36,87 milhões de sacas, recuo de 21%. Ainda assim, a receita subiu 25,3%, para US$ 14,253 bilhões.
Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho foi afetado por três fatores principais:

  • Menor oferta de café após o recorde de 2024;
  • Tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos durante quase quatro meses;
  • Deficiências na infraestrutura portuária, que limitaram embarques.

Entre agosto e novembro, período do tarifaço, as exportações para os EUA desabaram 54,9%, para 1,31 milhão de sacas.

Ferreira afirmou que a remoção da tarifa para cafés arábica, conilon, robusta, torrado e torrado e moído já começa a reativar as negociações. No entanto, o café solúvel — cerca de 10% das exportações ao mercado americano — permanece sujeito ao imposto de 50%.

A crise logística também pesou: em outubro, 2.065 contêineres deixaram de ser embarcados, causando prejuízo de R$ 8,72 milhões, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela ElloX Digital e Cecafé. Do total de navios programados, 52% registraram atraso ou alteração de escala.

Principais destinos do café brasileiro

Mesmo com a queda, os Estados Unidos seguem na liderança das importações de café brasileiro em 2025, com 5,04 milhões de sacas (–32,2%).
Na sequência aparecem:

  • Alemanha – 5 milhões de sacas (–31%)
  • Itália – 2,91 milhões (–21,7%)
  • Japão – 2,41 milhões (+17,5%)
  • Bélgica – 2,15 milhões (–47,5%)

O Porto de Santos concentra 78,8% de todo o volume, com 29,06 milhões de sacas embarcadas até novembro.

Desempenho por tipo de café

Café arábica

  • Novembro: 3,02 milhões de sacas (–18,3%)
  • Jan–Nov: 29,63 milhões de sacas (–13,1%)
  • Preço médio: US$ 455,85

Café canéfora (conilon + robusta)

  • Novembro: 259,3 mil sacas (–67,9%)
  • Ano: 3,77 milhões de sacas (–57,1%)
  • Preço médio: US$ 262,77

Café solúvel

  • Novembro: 292,9 mil sacas (–21,6%)
  • Ano: 3,41 milhões de sacas (–7,9%)
  • Preço médio: US$ 289,11

Café torrado e moído

  • Novembro: 4.264 sacas (–32,7%)

Cafés diferenciados ganham destaque na receita

Os cafés diferenciados — certificados, de alta qualidade ou especiais — responderam por 19,6% das exportações em 2025, somando 7,22 milhões de sacas (–11%).
Com preço médio de US$ 432,41, esses produtos geraram US$ 3,122 bilhões, representando 21,9% da receita total — alta de 42,9% em relação a 2024.

Os principais compradores foram:

  • Estados Unidos – 1,19 milhão de sacas
  • Alemanha – 1,111 milhão
  • Bélgica – 729.675 sacas
  • Holanda – 691.008 sacas
  • Itália – 416.948 sacas

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Facanalli/Embrapa

Ler Mais
Portos

Porto de Salvador amplia exportação de algodão e assume vice-liderança nacional

Crescimento impulsiona setor algodoeiro baiano
O Porto de Salvador consolidou um salto significativo na exportação de algodão, passando de 24,5 mil para quase 55 mil toneladas embarcadas — desempenho que garantiu ao terminal a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas do Porto de Santos. O avanço rendeu menção honrosa da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

A expectativa é de que esse volume cresça ainda mais com os investimentos anunciados pelo governo da Bahia para modernização e ampliação das docas, reforçando a posição do estado no comércio global da fibra.

China lidera as importações e Ásia se destaca como destino
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram a China como principal compradora do algodão brasileiro, seguida de Índia, Bangladesh, Paquistão, Turquia e Vietnã. O perfil geopolítico dos destinos evidencia a forte dependência da indústria têxtil asiática do algodão produzido no oeste da Bahia.

Entre janeiro e novembro, o Brasil já havia exportado 2,57 milhões de toneladas — desempenho que confirma, segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, a presença consolidada do país no mercado internacional em 2025. Ele destaca ainda que a isenção tarifária da Índia tem ampliado os embarques para o país.

Wajs reforça que o setor ainda tem desafios, como manter mercados atuais, conquistar novos compradores e conscientizar consumidores sobre as vantagens do algodão em relação às fibras sintéticas.

Aspas — Segurança pública em debate
“Os governos estaduais nada fizeram para resolver o problema da criminalidade comum ou organizada. Nada.”
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, durante a CPI do Crime Organizado.

Cultura: Afrânio Peixoto em destaque
O escritor baiano Afrânio Peixoto será tema de um seminário amanhã, às 14h, transmitido pelo YouTube da Academia de Letras da Bahia. A ação é realizada em parceria com o Memorial Afrânio Peixoto, de Lençóis, e com o Centro de Pesquisa de Acervos da Uefs.
Segundo o presidente da academia, Aleilton Fonseca, a obra do autor “precisa ser lida e estudada por retratar nossos espaços e culturas”.

Poucas & Boas
• Gestores do Território da Bacia do Rio Grande participaram ontem, em Barreiras, de uma capacitação sobre o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O evento integrou a agenda estadual de formação 2025 e foi promovido pelo Centro Colaborador de Apoio ao Monitoramento e à Gestão de Programas Educacionais, em parceria com a UFPB e o FNDE.
• O Hospital Universitário de Medicina Veterinária, em Cruz das Almas, recebe hoje o encontro “Zoonoses em Mamíferos Marinhos: Uma Revisão das Doenças e Manifestações”, organizado pelo Gpisoh/UFRB.
• Começa amanhã, no Campus IX da Uneb, em Barreiras, a Semana de Letras Uneb 2025, com o tema Estação Veríssimo, homenagem ao escritor Luís Fernando Veríssimo. A abertura será conduzida por Alan Brasileiro. A programação segue até sexta-feira, com minicursos, palestras, apresentações e concurso de poesia.

FONTE: A Tarde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CODEBA

Ler Mais
Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Comércio Exterior

ATENÇÃO: nova atualização no cronograma de desligamento da LI/DI.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) apresentam o cronograma de desligamento do sistema Siscomex LI/DI, ampliando a obrigatoriedade de uso de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, de acordo com o Novo Processo de Importação (NPI).

O cronograma de desligamento foi aprovado em reunião do Comitê Executivo do SISCOMEX e sua efetivação dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme Plano de Ação divulgado em sua 10ª Reunião.     

O cronograma abaixo reflete as datas a partir das quais será obrigatório registrar LPCO e Duimp nas operações de importação, caso a validação pelo setor privado não tenha indicado problemas sistêmicos impeditivos, conforme definido no Plano de Ação. Desta forma, será vedado ao importador, a partir de então, a possibilidade de continuar realizando essas operações por meio do Siscomex LI/DI. 

*Situações especiais que devem ser observadas nas operações:

  1. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Licença de Importação (LI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  2. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da LI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. LI deferidas pelos anuentes antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento.
  4. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser substituídas mesmo após a data de desligamento.
  5. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  6. NCM do INMETRO que serão desligados em janeiro de 2026, por serem agrupamentos por modelo: 36050000, 38130090, 38190000, 39172300, 39233010, 39233090, 65061000, 73043110, 73043190, 73043910, 73110000, 73110000, 73110000, 76130000, 84241000, 84272010, 84272090, 84281000, 84811000, 87150000, 87150000, 87163900, 87164000, 90262010, 94012000, 94016100, 94016900, 94017100, 94017100, 94017900, 94018000, 94018000, 94032090, 94035000, 94037000, 94037000, 94037000, 94038200, 94038300, 94038900 e 95030010.
  7. Mercadorias com mais de um regime tributário aplicável em uma mesma operação: o desligamento da LI/DI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os regimes tributários tenham sido desligados, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Disponibilidade

Disponibilidade

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.

Fonte: Secex e Receita Federal.

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá implementa estações para segurança e fluidez operacional no cais

Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes

O Porto Itapoá deu mais um passo decisivo rumo à modernização de suas operações com a implantação das novas Pinning Stations, estruturas projetadas para tornar o processo de travamento e destravamento dos twistlocks, dispositivos que fixam os contêineres, mais seguro, padronizado e eficiente. Com isso, o terminal reforça seu compromisso com a segurança das equipes e a fluidez operacional no cais.

As Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes (STS). Essa mudança reorganiza o fluxo, elimina riscos desnecessários e proporciona mais conforto para os profissionais responsáveis por essa etapa fundamental da operação.

“A adoção das Pinning Stations representa uma transformação profunda na rotina do cais. Estamos trazendo mais segurança e garantindo que nossos colaboradores trabalhem em um ambiente protegido, pensado para reduzir riscos e aumentar a eficiência”, afirma Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá.

Além do ganho em segurança, o terminal também destaca os avanços em padronização e rastreabilidade. Com a centralização do processo nessas estações, cada etapa passa a ser registrada e integrada ao sistema operacional (TOS), permitindo total controle, monitoramento e previsibilidade.

“A partir desse modelo, todo o fluxo de operação se torna mais consistente. Ganhamos ritmo, reduzimos interferências e elevamos o nível de organização no cais. É um investimento que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao mercado”, explica Sergni.

A iniciativa também reforça os pilares culturais do Porto Itapoá, que coloca as pessoas no centro de suas ações. A implantação das Pinning Stations é considerada um marco tanto produtivo quanto humano.

“Mais do que produtividade, estamos fortalecendo nossa cultura de segurança. Cuidar das pessoas, oferecer condições adequadas de trabalho e investir em tecnologia que reduz a exposição ao risco são prioridades para nós. As Pinning Stations sintetizam esse compromisso”, completa o diretor.

Com a novidade, o Porto Itapoá avança na consolidação de um modelo operacional cada vez mais moderno, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais, reafirmando sua posição entre os terminais mais eficientes do país.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook