Indústria

Papel sulfite chinês ganha espaço no Brasil e indústria nacional pede aumento da tarifa de importação

A indústria brasileira de papel enfrenta uma nova pressão com o aumento das importações de papel sulfite asiático, especialmente da China e da Indonésia. O movimento ocorre após a adoção de barreiras comerciais pelos Estados Unidos, que reduziram o acesso desses países ao mercado norte-americano e levaram parte da produção excedente para outros destinos, incluindo o Brasil.

Com preços mais baixos que os praticados pela indústria nacional, o avanço do papel sulfite importado tem preocupado fabricantes brasileiros, que solicitaram ao governo federal medidas para conter o aumento das compras externas.

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa cerca de 50 grandes empresas dos setores de papel e celulose, pediu à Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a elevação da tarifa de importação do chamado papel “cutsize”, utilizado principalmente em folhas A3 e A4.

Setor pede aumento do imposto sobre papel importado

Atualmente, a tarifa aplicada ao produto é de 16%. A proposta da Ibá é elevar a alíquota para 30%, percentual máximo permitido pela Tarifa Externa Comum do Mercosul.

Segundo a entidade, o fechamento de mercados internacionais para fornecedores asiáticos provocou uma mudança no fluxo comercial, direcionando volumes excedentes para países com maior abertura às importações.

A associação argumenta que o aumento das compras externas ocorreu em um ritmo acelerado e com preços considerados agressivos, afetando a competitividade das empresas brasileiras.

Importações de papel sulfite aumentam mais de 160%

Dados reunidos pela Ibá mostram que as importações de papel cutsize cresceram 160% entre janeiro e maio deste ano na comparação com o mesmo período anterior.

O volume adquirido no exterior passou de 3,3 milhões de quilos para 8,5 milhões de quilos. Em valores financeiros, as compras aumentaram 123%, saindo de US$ 2,9 milhões para US$ 6,3 milhões.

Um dos fatores que impulsionaram esse avanço foi a queda no preço médio do produto estrangeiro, que recuou de US$ 0,90 para US$ 0,77 por quilo, redução de aproximadamente 14%.

De acordo com a Ibá, em alguns casos o papel importado da Ásia chega ao consumidor entre R$ 7 e R$ 35 mais barato que marcas fabricadas no Brasil.

Indústria brasileira tem capacidade, mas enfrenta perda de mercado

O Brasil possui uma indústria consolidada de celulose e papel, sendo um dos principais produtores mundiais do setor. Historicamente, o consumo interno de papel sulfite é abastecido majoritariamente pela produção nacional.

A capacidade instalada das fábricas brasileiras representa 143% do consumo doméstico, o que significa que o país poderia produzir cerca de 43% a mais do que o mercado interno atualmente demanda.

Para a Ibá, o avanço das importações pode provocar redução de investimentos e afetar a sustentabilidade econômica das empresas nacionais.

A entidade afirma que a combinação entre aumento das compras externas e preços reduzidos justifica a adoção de medidas emergenciais para proteger a produção brasileira.

Exportações brasileiras de papel também registram queda

Enquanto as importações avançam, as exportações brasileiras de papel apresentam retração. Entre janeiro e maio de 2025, o país enviou ao exterior cerca de 150 milhões de quilos do produto. No mesmo intervalo deste ano, o volume caiu para 129 milhões de quilos.

Segundo a Ibá, o setor enfrenta uma dupla dificuldade: a redução da participação no mercado internacional e a perda de espaço dentro do próprio mercado brasileiro.

O diretor internacional da entidade, José Carlos da Fonseca Júnior, afirmou que a reorganização do comércio global após as restrições impostas pelos Estados Unidos criou novos desafios para produtores de diferentes países.

Ele destacou que parte dos produtos fabricados com celulose brasileira exportada para a China acaba retornando ao Brasil em forma de papel industrializado, com preços inferiores aos produtos nacionais.

Setor também busca proteção para papel-cartão

Além do papel sulfite, a indústria brasileira também apresentou pedido relacionado ao papel-cartão, utilizado em embalagens de medicamentos, alimentos e produtos de higiene.

Em 2024, a Ibá solicitou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) a elevação da tarifa de importação desse produto de 12,5% para 25%. O governo autorizou aumento para 16%, com validade temporária.

Agora, a entidade afirma que o cenário piorou e defende uma nova elevação, desta vez para 35%, alegando que os produtos chegam ao país com preços que não refletem uma concorrência equilibrada.

China enfrenta barreiras comerciais nos Estados Unidos

Os Estados Unidos já aplicam medidas antidumping e compensatórias contra determinados tipos de papel produzidos na China e na Indonésia, além de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos chineses.

O governo norte-americano também abriu investigações sobre o excesso de capacidade industrial da China e possíveis práticas comerciais consideradas prejudiciais ao mercado.

A indústria brasileira de papel se junta a outros setores que têm solicitado aumento de tarifas de importação diante do crescimento das vendas de produtos chineses no país.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Araquém Alcântara/Divulgação

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Exportação

Exportações de alimentos ganham força em estratégia do Brasil diante de conflitos globais

Os impactos dos conflitos internacionais sobre o comércio exterior têm levado o Brasil a reforçar sua estratégia de ampliar as exportações de alimentos. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (30), em Brasília, pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, durante a primeira edição do Outlook Agro Brasil. Segundo ele, expandir as vendas externas é um fator decisivo para impulsionar o desenvolvimento econômico do país.

Agronegócio brasileiro busca ampliar presença no mercado internacional

Durante o evento, Müller destacou que o agronegócio brasileiro ocupa posição estratégica no abastecimento global de alimentos. De acordo com ele, as exportações do setor cresceram dez vezes nos últimos 20 anos, demonstrando a capacidade do Brasil de atender à demanda mundial por alimentos, além de ampliar a oferta de biocombustíveis e créditos de carbono.

O dirigente ressaltou, no entanto, que esse potencial depende de um ambiente internacional marcado por estabilidade e previsibilidade nas relações comerciais.

Conflitos e tarifas elevam desafios para o comércio exterior

Na avaliação do presidente da ApexBrasil, o aumento das tensões geopolíticas e a adoção de novas barreiras tarifárias geram incertezas para investidores e dificultam o avanço do comércio internacional.

Müller afirmou que o Brasil busca fortalecer sua imagem como parceiro confiável, apostando na redução de barreiras comerciais, no diálogo com outros países e na ampliação de acordos internacionais. Segundo ele, a confiança construída ao longo dos anos foi determinante para a abertura de novos mercados ao setor agropecuário.

Brasil aposta em novos acordos comerciais para ampliar exportações

O diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alex Giacomelli, afirmou que o comércio global passa por uma fase de profundas mudanças, marcada pela reorganização das cadeias produtivas e pelo aumento de medidas tarifárias unilaterais.

Segundo o diplomata, esse cenário cria oportunidades para que o Brasil fortaleça sua posição como fornecedor de alimentos produzidos de forma sustentável, atendendo países que dependem da produção brasileira para garantir a segurança alimentar.

Ele também destacou o avanço da agenda comercial brasileira, citando acordos firmados com a EFTA, União Europeia e Singapura, além das negociações em andamento com Canadá, Emirados Árabes Unidos, Japão e Coreia do Sul.

Logística e diversificação de mercados são prioridades

Giacomelli ressaltou que a competitividade do agronegócio também depende da estabilidade das rotas logísticas e do abastecimento de insumos estratégicos.

Segundo ele, o Itamaraty atua em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária para preservar o fluxo do comércio internacional, mantendo diálogo com governos estrangeiros para assegurar o fornecimento desses insumos.

Na avaliação do representante do MRE, diversificar os parceiros comerciais deixou de ser apenas uma estratégia de expansão e passou a representar uma necessidade econômica diante da fragmentação do cenário internacional.

Outlook Agro Brasil reúne governo e setor produtivo

O Outlook Agro Brasil reúne autoridades, especialistas e representantes do setor para discutir as perspectivas da agropecuária brasileira na safra 2026/27, além dos fatores que devem influenciar a produção, os investimentos e o comércio nos próximos meses.

A abertura contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa; do presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller; e da presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Regina Zanella.

Além dos debates técnicos, o encontro busca consolidar um espaço permanente de diálogo entre governo, produtores, cooperativas, empresas e investidores para apoiar decisões estratégicas voltadas ao fortalecimento do comércio exterior e da agropecuária brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Chuttersnap/ Unsplash

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Eventos

FALTAM 5 DIAS: Multimodal Nordeste 2026 destaca inovação, infraestrutura e negócios

Em um momento em que o Nordeste amplia sua relevância no cenário logístico nacional, a Multimodal Nordeste 2026 se consolida como um dos principais encontros de negócios, inovação e conhecimento do setor. Entre os dias 4 e 6 de agosto, o Recife Expo Center reunirá executivos, embarcadores, operadores logísticos, transportadoras, autoridades, fornecedores de tecnologia e especialistas para discutir as tendências que estão moldando o futuro da cadeia de suprimentos no Brasil.

Mais do que uma feira de negócios, a Multimodal Nordeste promove conexões estratégicas, apresenta soluções para transporte e logística, impulsiona o networking e abre espaço para debates sobre os desafios e oportunidades do mercado. Um dos destaques da programação é o Conecta Multimodal, painel de palestras realizado em parceria com o Movimento Econômico e a Folha de Pernambuco, reunindo grandes nomes do setor para discutir temas que impactam diretamente a competitividade das empresas.

Para visitar a feira é preciso fazer credenciamento. Os leitores do ReConecta News podem garantir o acesso gratuito utilizando o cupom CONVITECONECTA durante a inscrição. Já a participação nas palestras do Conecta Multimodal é paga e requer a aquisição do ingresso no site oficial da Multimodal Nordeste.

CONECTA MULTIMODAL: Programação reúne especialistas em logística, tecnologia e infraestrutura

Durante os três dias de evento, o Conecta Multimodal promoverá nove palestras voltadas aos principais desafios da logística moderna, abordando desde a valorização dos profissionais até inteligência artificial, infraestrutura, cabotagem, geopolítica e sustentabilidade.

4 de agosto: pessoas, tecnologia e desenvolvimento regional

A programação começa às 15h com a palestra “Pessoas no Centro da Estrada: Como a Humanização do Motorista Transforma Risco em Performance”, ministrada por Wiker Lytiery, gestor do Grupo Tombini. O painel discutirá como a valorização dos profissionais do transporte influencia a segurança e os resultados operacionais.

Às 16h30, Carlos Menchik, professor de Logística e Supply Chain da ESPM, apresenta “Como a Tecnologia Está Mudando a Logística no Mundo – Uma Visão Externa das Boas Práticas de Tecnologia Aplicada à Logística”, trazendo exemplos internacionais e tendências que vêm transformando a gestão logística.

Encerrando o primeiro dia, às 18h, Tiago Veras, gerente executivo de Inteligência em Transporte da Confederação Nacional do Transporte (CNT), abordará “O Papel da Infraestrutura de Transporte no Desenvolvimento Regional”, destacando como investimentos em mobilidade e logística impulsionam a economia.

5 de agosto: inteligência artificial, dados e combustíveis sustentáveis

No segundo dia, às 15h, Juliano Maia, especialista em Logística, Supply Chain e Operações da TOTVS, apresentará “Inteligência Artificial Além do Hype: Impactos e Oportunidades da IA nas Operações Logísticas e na Cadeia de Supply”, mostrando aplicações práticas da tecnologia para aumentar eficiência e produtividade.

Às 16h30, será a vez de Thiago Bona, CEO da Gobrax, com a palestra “Dados no TRC: Como Transformar Números em Decisões para Motoristas e Gestores”, destacando o papel da análise de dados na gestão do transporte rodoviário de cargas.

Fechando a programação do dia, às 18h, Sóstenes Alcoforado, diretor de Sustentabilidade e Inovação do Complexo Industrial Portuário de Suape, apresentará “Suape: Hub de Combustíveis Sustentáveis”, mostrando o protagonismo do porto pernambucano na transição energética e na logística sustentável.

6 de agosto: geopolítica, cabotagem e experiência do cliente

O último dia começa às 15h com Igor Muniz, Chief Commercial Officer da Scan Global Logistics para a América Latina, que ministrará a palestra “Como Reduzir os Impactos da Geopolítica e da Sazonalidade nos Fretes Internacionais da Ásia para o Brasil”. O painel discutirá estratégias para enfrentar oscilações de mercado, conflitos internacionais e variações na oferta de transporte marítimo.

Às 16h30, Luis Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), conduzirá o debate “Navegando o Futuro: Cabotagem como Motor de Competitividade e Sustentabilidade”, apresentando o potencial do modal para ampliar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

O encerramento acontece às 18h, com Fernando Trigueiro, presidente da Anelog, que abordará o tema “Gerenciamento das Expectativas e Percepções dos Clientes”, destacando a importância da comunicação, da previsibilidade operacional e da excelência no atendimento para fortalecer relacionamentos comerciais.

Com uma programação focada em inovação, infraestrutura, tecnologia e desenvolvimento sustentável, o Conecta Multimodal reforça a proposta da Multimodal Nordeste de promover conhecimento, networking e soluções para os desafios atuais da logística brasileira.

Com informações da organização da Multimodal Nordeste.

Texto e Imagem: ReConecta News

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Eventos

BWIN Tech estreia como expositora na Multimodal Nordeste e reforça estratégia de expansão no mercado logístico

A BWIN Tech, especializada em seguros para logística, transporte e comércio exterior, participará pela primeira vez como expositora da Multimodal Nordeste 2026, que acontece entre os dias 4 e 6 de agosto, no Recife Expo Center, em Recife (PE). A presença na feira integra a estratégia da empresa de ampliar sua atuação no Nordeste e estreitar o relacionamento com clientes e parceiros da região.

De acordo com a Partner and Business Development Director da BWIN Tech, Carla Kuhn, a decisão de expor no evento foi tomada após a experiência positiva na edição anterior.  “No ano passado participamos da Multimodal Nordeste como visitantes para conhecer a feira e entender o potencial da região. A experiência foi muito positiva e percebemos que fazia sentido estarmos presentes como expositores neste ano,” destaca.

Durante a feira, a empresa apresentará seu portfólio de soluções voltadas ao setor logístico, incluindo seguros especializados, gestão de riscos e atendimento consultivo para operações de transporte, armazenagem, responsabilidade civil e comércio exterior.

Segundo Carla, o objetivo é demonstrar como uma gestão eficiente de riscos pode contribuir para operações mais seguras e eficientes. “Vamos apresentar nossas soluções para o mercado logístico, mostrando como ajudamos empresas a proteger suas operações com seguros especializados, gestão de riscos e um atendimento próximo e personalizado,” explica Carla.

Nordeste faz parte da estratégia de crescimento

Embora já possua clientes na região, a BWIN Tech enxerga o Nordeste como um mercado estratégico para expansão. A expectativa é fortalecer a marca, ampliar a rede de relacionamentos e gerar novas oportunidades de negócios durante a feira. “Já atendemos clientes na região e acreditamos muito no potencial do Nordeste. Estar na feira faz parte da nossa estratégia de fortalecer nossa presença, criar novos relacionamentos e expandir nossa atuação,” completa Carla.

A participação também permitirá que a empresa se aproxime de embarcadores, operadores logísticos, transportadoras, agentes de carga, importadores e exportadores em busca de soluções para proteção de suas operações.

Relacionamento continua sendo um diferencial

Para a executiva, eventos presenciais seguem sendo fundamentais para o desenvolvimento de negócios e fortalecimento da confiança entre empresas e clientes. “Acreditamos que nada substitui o contato presencial. Estar perto dos clientes, parceiros e do mercado fortalece relacionamentos, gera confiança e abre portas para novas oportunidades. É por isso que investir em eventos como esse faz tanto sentido para a BWIN,” explica a Partner and Business Development Director da BWIN Tech, Carla Kuhn.

Multimodal Nordeste reúne os principais players da logística

A Multimodal Nordeste será realizada de 4 a 6 de agosto, no Recife Expo Center, reunindo empresas, especialistas e lideranças dos setores de logística, transporte, intralogística, tecnologia, infraestrutura e comércio exterior. Consolidada como a principal feira do segmento nas regiões Norte e Nordeste, o evento promove networking, geração de negócios e a apresentação das principais tendências e soluções para o mercado.

Texto: ReConecta News

Imagem: Divulgação

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Exportação

Exportações de couro do Uruguai caem 19% no semestre, mas junho mostra reação do setor

As exportações de couro do Uruguai encerraram o primeiro semestre de 2026 em baixa, refletindo um cenário mais desafiador para o comércio exterior do país. Apesar da retração acumulada, os dados de junho apontam uma recuperação nas vendas externas, indicando uma possível melhora na demanda internacional.

As informações constam no mais recente levantamento da Uruguay XXI, agência responsável pela promoção das exportações, investimentos e da marca-país uruguaia.

Vendas externas de couro recuam no acumulado do ano

Entre janeiro e junho, as exportações de couro e artigos de couro totalizaram US$ 35 milhões, valor 19% inferior aos US$ 44 milhões registrados no mesmo período de 2025.

O desempenho negativo confirma um primeiro semestre de menor ritmo para o setor, que integra a cadeia de produtos de origem animal e a indústria manufatureira do Uruguai.

Junho registra crescimento nas exportações

Apesar do resultado acumulado, o mês de junho apresentou um cenário mais positivo.

No período, as vendas externas de couro uruguaio alcançaram US$ 7 milhões, representando um crescimento de 13% em comparação com os US$ 6 milhões exportados em junho do ano passado.

O avanço é visto como um indicativo de recuperação gradual das exportações após meses de desempenho mais fraco.

Segmento de peles também apresenta melhora

O comportamento foi semelhante no mercado de peles e artigos de pele.

No acumulado do primeiro semestre, as exportações da categoria somaram US$ 2 milhões, resultado 9% inferior aos US$ 3 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025.

Já em junho, embora os embarques tenham permanecido abaixo de US$ 1 milhão, houve crescimento de 11% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Recuperação pode indicar retomada da demanda internacional

Para especialistas em comércio exterior e logística, os números mostram que o setor enfrentou um primeiro semestre mais fraco, mas a melhora observada em junho pode sinalizar maior resistência da demanda nos mercados internacionais.

Embora o segmento de couro represente uma participação relativamente pequena na pauta exportadora uruguaia, ele continua sendo considerado estratégico por integrar uma cadeia produtiva diversificada e relevante para a economia do país.

FONTE: Fashion Network
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Tarifa do açúcar nos EUA é mantida, mas Brasil perde espaço em cota de exportação

As exportações de açúcar brasileiro destinadas aos Estados Unidos dentro da cota tarifária permanecerão isentas da nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelo governo norte-americano para diversos produtos importados. Apesar da manutenção das regras atuais para esse volume, o Brasil terá uma redução expressiva na quantidade de açúcar que poderá exportar com condições preferenciais a partir do próximo ano fiscal.

Cota tarifária é reduzida para o Brasil

De acordo com decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o açúcar embarcado dentro da cota continuará sujeito apenas à tarifa já existente, de 25%.

Já os embarques que ultrapassarem esse limite passarão a enfrentar uma carga tributária de 37,5%, resultado da soma da tarifa atual com a nova sobretaxa imposta pelos Estados Unidos.

Embora o regime de cotas tenha sido preservado, a principal alteração está na redução do volume reservado ao Brasil.

Volume de exportação cairá em 2027

No ano fiscal de 2027, que começa em outubro deste ano, a participação brasileira na cota será reduzida de 156 mil toneladas para 100 mil toneladas.

Atualmente, esse benefício atende exclusivamente usinas das regiões Norte e Nordeste, conforme prevê a Lei nº 9.362/1996, que garante acesso preferencial desses produtores aos mercados internacionais de derivados da cana-de-açúcar.

Setor vê aumento da insegurança comercial

Para representantes da indústria sucroenergética, a diminuição da cota amplia as incertezas nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

O presidente-executivo da NovaBio (Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia), Renato Cunha, afirma que ainda não é possível saber se a redução será definitiva ou temporária. Segundo ele, o volume poderá ser restabelecido futuramente ou redistribuído entre os demais países participantes do sistema de cotas.

Na avaliação do dirigente, a mudança dificulta o planejamento das empresas do setor e aumenta a imprevisibilidade para a cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

Etanol também preocupa produtores brasileiros

Além do impacto sobre o açúcar, o setor acompanha com atenção as discussões envolvendo o comércio de etanol entre os dois países.

Segundo Renato Cunha, enquanto o açúcar brasileiro continua sujeito a restrições de acesso ao mercado norte-americano, os Estados Unidos defendem maior abertura para exportar etanol ao Brasil.

Para o executivo, o cenário demonstra uma relação comercial desequilibrada, já que os produtores brasileiros enfrentam limitações para vender açúcar aos EUA, enquanto os norte-americanos buscam ampliar o acesso do biocombustível ao mercado brasileiro.

Decisão mantém benefício, mas aumenta incertezas

A manutenção da tarifa atual para o açúcar exportado dentro da cota evita um impacto imediato sobre parte das vendas brasileiras aos Estados Unidos.

No entanto, a redução do volume disponível no regime preferencial e o aumento da tributação para embarques acima desse limite reforçam o ambiente de incerteza para o setor, que agora aguarda os próximos desdobramentos das negociações comerciais entre os dois países.

FONTE: AgroRevenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Informação

Ponte Bioceânica avança, mas obras de acesso ainda impedem conclusão da ligação entre Brasil e Paraguai

A Ponte Bioceânica, que conectará Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, alcançou um importante marco com a união das duas extremidades da estrutura sobre o rio Paraguai. No entanto, apesar do avanço na construção, a falta de acessos viários e de infraestrutura complementar ainda impede a entrega definitiva da obra.

A cerimônia oficial que celebraria o chamado “beijo das aduelas” foi cancelada devido ao mau tempo. Mesmo sob temperatura de 10°C, representantes dos governos brasileiro e paraguaio participaram de um encontro simbólico no ponto de conexão da ponte, que possui 1.294 metros de extensão.

Rota Bioceânica promete reduzir tempo das exportações brasileiras

Considerada um dos principais marcos da Rota Bioceânica, a ponte faz parte de um corredor logístico que pretende ligar o Porto de Santos, no litoral brasileiro, aos portos chilenos de Antofagasta e Iquique, no oceano Pacífico.

A expectativa é que a nova rota reduza em aproximadamente 7 mil quilômetros o trajeto das cargas destinadas à Ásia e à Oceania, diminuindo o tempo de transporte entre 17 e 20 dias e reduzindo os custos logísticos para os exportadores brasileiros.

Hoje, grande parte dessas mercadorias segue por rotas mais longas, passando pelo Canal do Panamá ou contornando o continente africano.

Brasil e Paraguai avançam em ritmos diferentes

Apesar da conexão física da ponte, as obras de acesso apresentam estágios distintos em cada lado da fronteira.

No Brasil, ainda falta concluir os 13,1 quilômetros de ligação entre a BR-267 e a ponte. O investimento estimado é de cerca de R$ 250 milhões, mas os recursos ainda não estão previstos no orçamento federal. A previsão oficial é de que esse trecho fique pronto apenas em 2027.

Já no Paraguai, os trabalhos nos 3,8 quilômetros que ligam a ponte à rodovia PY-15 seguem em andamento, com expectativa de conclusão até novembro deste ano ou, no máximo, janeiro de 2027.

Infraestrutura e aduana ainda são desafios

Além das obras viárias, a operação da Rota Bioceânica depende da implantação do Centro Integrado de Controle da Fronteira (Ciof), onde os órgãos dos dois países realizarão procedimentos conjuntos de fiscalização e despacho aduaneiro.

O modelo de controle integrado foi aprovado após cerca de um ano e meio de negociações entre Brasil e Paraguai. Entretanto, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o projeto do centro aduaneiro ainda passa por ajustes técnicos solicitados pelos órgãos responsáveis pela fiscalização de fronteira.

Também será necessária a ampliação das equipes de fiscalização, especialmente em órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Obra brasileira ainda depende de recursos

De acordo com o DNIT, cerca de 38,1% das obras do lado brasileiro foram executadas.

Os trabalhos incluem serviços de terraplenagem, infraestrutura de apoio e a construção de sete Obras de Arte Especiais (OAEs), entre elas seis pontes e um viaduto. Até o momento, apenas duas dessas estruturas foram finalizadas.

O empreendimento possui investimento previsto de R$ 472 milhões. Desse total, R$ 220,7 milhões já foram empenhados e R$ 184,7 milhões efetivamente aplicados. Os recursos restantes deverão ser destinados à continuidade das obras, enquanto novas verbas poderão ser liberadas conforme o andamento do cronograma.

Segundo o diplomata João Carlos Parkinson, coordenador brasileiro das negociações dos corredores bioceânicos, a diferença no ritmo das obras ocorre porque o lado brasileiro apresenta condições geográficas mais complexas.

O terreno pantanoso exige intervenções mais robustas de terraplenagem, tornando a execução mais lenta e onerosa do que no lado paraguaio.

Corredor internacional ainda enfrenta gargalos logísticos

Entre maio e junho deste ano, técnicos da Receita Federal percorreram aproximadamente 4 mil quilômetros pelos quatro países que integram a Rota Bioceânica — Brasil, Paraguai, Argentina e Chile — para avaliar as condições de infraestrutura e fiscalização.

A missão concluiu que o corredor possui grande potencial para impulsionar o comércio exterior brasileiro, mas identificou diversos obstáculos que ainda precisam ser superados.

No Paraguai, embora as rodovias pavimentadas tenham recebido avaliação positiva, postos de aduana e imigração ainda operam em instalações improvisadas. Também existem trechos sem pavimentação e ligações rodoviárias em fase de construção.

Na Argentina, foram observadas restrições em pontes, ausência de acostamentos em alguns segmentos e limitações na infraestrutura das fronteiras.

Já no Chile, tanto os portos de Iquique quanto de Antofagasta foram considerados aptos para atender ao aumento da demanda. O principal desafio está na travessia da Cordilheira dos Andes, que exige adaptações operacionais para o transporte de cargas e preparo específico dos motoristas.

Expectativa é transformar o comércio exterior brasileiro

Quando estiver totalmente concluída, a Ponte Bioceânica será um dos principais eixos logísticos da América do Sul, fortalecendo a integração entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Enquanto isso, a travessia entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta continua sendo realizada por balsa, à espera da conclusão dos acessos, das estruturas aduaneiras e das obras complementares que permitirão o funcionamento pleno do corredor internacional.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos avalia transferência de cargas em alto-mar para ampliar exportações de grãos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo-Zhoushan, na China, iniciaram uma cooperação técnica para avaliar a implantação de operações de transferência de cargas em alto-mar entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship (STS). A proposta busca aumentar a eficiência das exportações brasileiras de soja e milho, principais commodities enviadas ao mercado chinês.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois portos. A primeira reunião técnica está programada para ocorrer na China dentro de aproximadamente 45 dias, marcando o início dos estudos sobre a viabilidade da operação. Atualmente, nenhum dos dois complexos portuários utiliza esse sistema para movimentação de grãos.

Objetivo é permitir embarques em navios de maior porte

O projeto pretende possibilitar que navios do tipo capesize, com capacidade entre 150 mil e 180 mil toneladas, sejam carregados em alto-mar por meio da transferência da carga transportada inicialmente por embarcações menores que operam no cais santista.

Hoje, os maiores navios graneleiros que atracam no Porto de Santos transportam cerca de 80 mil toneladas. Com a adoção do novo modelo, seria possível ampliar significativamente o volume embarcado sem depender exclusivamente da infraestrutura disponível nos berços de atracação.

Segundo o diretor de Operações da APS, Edilberto Ferreira Beto Mendes, a iniciativa busca aumentar a competitividade logística e reduzir custos.

“Eles buscam alternativas para receber cargas de navios com maior volume. Obviamente, isso aumenta a eficiência da operação e reduz emissão de carbono e o custo do frete marítimo”, afirmou em entrevista ao jornal A Tribuna.

Modelo pode acelerar operações e reduzir custos logísticos

De acordo com a APS, o transbordo offshore permitirá que embarcações menores retornem mais rapidamente aos terminais para novos carregamentos, tornando o fluxo operacional mais ágil e eficiente.

A parceria também atende à necessidade do Porto de Ningbo-Zhoushan, considerado o maior porto do mundo em movimentação de cargas, com mais de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas por ano.

Em comparação, o Porto de Santos registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas no último ano, volume equivalente a cerca de 13,3% do complexo portuário chinês.

Estratégia amplia competitividade do Porto de Santos

Segundo Beto Mendes, Santos foi escolhido para a cooperação devido à sua relevância no comércio exterior brasileiro e por concentrar grande parte das exportações de grãos destinadas à China.

O diretor ressalta que o acordo não representa um projeto pronto, mas sim uma etapa de desenvolvimento conjunto para definir o modelo operacional, as tecnologias necessárias e os procedimentos de segurança para a operação de transbordo navio a navio.

A delegação brasileira que participará das discussões na China será composta pelo superintendente de Operações do Porto de Santos, além de especialistas das áreas operacional e ambiental da Autoridade Portuária.

Estudos incluem aspectos ambientais e viabilidade técnica

Apesar do potencial da iniciativa, ainda não existe um cronograma para a implantação da tecnologia. Nesta fase, os trabalhos estarão concentrados na análise da viabilidade técnica, dos impactos ambientais, dos requisitos operacionais e das normas necessárias para execução das operações.

Para a APS, a adoção desse sistema poderá permitir que o Porto de Santos receba embarcações com até 21 metros de calado, ampliando significativamente sua capacidade logística e reduzindo a dependência de futuros projetos de aprofundamento do canal de navegação.

Expectativa é acompanhar o crescimento das exportações brasileiras

A proposta integra o planejamento estratégico da Autoridade Portuária para preparar o complexo santista para o aumento da movimentação de cargas nos próximos anos, especialmente do agronegócio.

A expectativa é que o Porto de Santos alcance aproximadamente 300 milhões de toneladas movimentadas na próxima década, cenário que exigirá investimentos em infraestrutura, inovação e eficiência logística.

Operações ship-to-ship já são utilizadas em outros países

As operações ship-to-ship (STS) já fazem parte da logística portuária em diversos mercados internacionais. O modelo é empregado para movimentação de petróleo, derivados, gases liquefeitos e granéis sólidos, como minério de ferro, carvão e, em alguns casos, grãos.

Entre os países que utilizam esse tipo de operação estão Indonésia, Índia, Austrália e Estados Unidos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Damasceno/APS/Divulgação

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-Singapura entra em vigor em agosto; Siscomex disponibiliza manuais para orientar empresas

O Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Singapura começa a valer no próximo dia 1º de agosto, marcando uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois mercados. O decreto presidencial que oficializa o tratado foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (28).

Para facilitar a adaptação de empresas e operadores do comércio exterior às novas regras, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) disponibilizou no Portal Siscomex uma série de materiais de apoio, incluindo o Manual de Regras de Origem, o Manual de Desgravação Tarifária, além de tabelas, painéis de dados e orientações práticas voltadas a exportadores, importadores e despachantes.

Os documentos apresentam informações sobre critérios de origem das mercadorias, aplicação das preferências tarifárias e procedimentos necessários para utilizar os benefícios previstos no acordo, oferecendo um guia prático para operações comerciais entre os países envolvidos.

Manuais detalham regras tarifárias e critérios de origem

O Manual de Desgravação Tarifária explica como identificar a alíquota-base, a categoria de redução tarifária e os cronogramas de eliminação dos impostos de importação para cada produto. O material também esclarece regras de classificação, prazos, categorias de desgravação — que variam entre eliminação imediata e períodos de até 15 anos —, além de apresentar exemplos práticos para facilitar a utilização das tabelas publicadas no Siscomex.

Segundo o documento, Singapura concederá acesso imediato com tarifa zero para todas as linhas tarifárias contempladas, enquanto o cronograma do Mercosul prevê reduções graduais e mantém 433 linhas tarifárias fora das preferências negociadas.

Já o Manual de Regras de Origem reúne os requisitos necessários para que um produto seja considerado originário e possa usufruir das vantagens tarifárias do acordo. O conteúdo aborda conceitos como produtos totalmente obtidos, processamento suficiente, regras específicas por mercadoria, acumulação de origem e demais critérios técnicos.

O material também orienta sobre os procedimentos para obtenção do tratamento tarifário preferencial, incluindo emissão de certificados e declarações de origem, atuação de operadores terceirizados, responsabilidades de exportadores e importadores, verificações aduaneiras e penalidades em caso de informações incorretas.

Painel reúne informações sobre comércio entre Brasil e Singapura

Além dos manuais, o Portal Siscomex passou a oferecer um Painel Customizado de Dados dedicado ao relacionamento comercial entre Brasil e Singapura. A ferramenta reúne indicadores sobre exportações e importações por estado, setor econômico e produto, além de informações relacionadas a investimentos, comércio de serviços e compras governamentais.

Considerada um dos principais polos logísticos, financeiros e comerciais da Ásia, Singapura ocupa atualmente a posição de sétimo principal destino das exportações brasileiras. O país possui cerca de 6 milhões de habitantes, apresenta um PIB per capita próximo de US$ 99 mil e registrou US$ 504 bilhões em importações em 2025, consolidando-se como um mercado estratégico para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua presença na região asiática.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Feita com IA

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Exportação

China amplia mercado para polpas e frutas congeladas brasileiras com nova autorização de exportação

A China abriu um novo caminho para ampliar as importações de produtos brasileiros ao liberar os procedimentos necessários para a exportação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil. Com a medida, empresas do setor já podem iniciar o processo de habilitação para comercializar esses alimentos no mercado chinês.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) passou a disponibilizar em seu sistema o modelo oficial do certificado sanitário que acompanhará as exportações brasileiras. A inclusão do documento representa um passo essencial para que os embarques sejam autorizados.

Cadastro no sistema chinês é obrigatório para exportadores

Com a publicação do certificado, os estabelecimentos interessados já podem solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration (Cifer), plataforma obrigatória para empresas que desejam acessar o mercado chinês.

O cadastro deve ser realizado diretamente pelo exportador, que é responsável por apresentar toda a documentação exigida pelas autoridades da China. Após a análise e aprovação do pedido, a empresa recebe um número de registro, requisito indispensável para embarcar os produtos ao país asiático.

Produtos autorizados incluem açaí, manga e maracujá

A autorização contempla polpas e frutas congeladas obtidas de espécies já reconhecidas pelas autoridades chinesas como alimentos aptos para consumo humano.

Entre as frutas liberadas estão:

  • Açaí
  • Manga
  • Goiaba
  • Abacaxi
  • Maracujá

Outras espécies já aprovadas pela legislação chinesa também poderão ser exportadas. Já as frutas que ainda não possuem esse reconhecimento continuam sujeitas aos procedimentos específicos previstos para novos alimentos.

Certificado sanitário será exigido nos embarques

Além do registro no sistema Cifer, todas as exportações deverão ser acompanhadas pelo certificado sanitário oficial acordado entre Brasil e China.

O Ministério da Agricultura orienta que os exportadores consultem previamente todas as exigências sanitárias, técnicas e aduaneiras definidas pelas autoridades chinesas antes de iniciar o processo de habilitação.

Depois da aprovação do cadastro pela GACC e da emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, as empresas estarão aptas a realizar as exportações conforme as normas vigentes entre os dois países.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pitome / CeasaRS / Especial / CP

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