Portos

Porto do Rio de Janeiro passa a operar navios porta-contêineres de grande porte

O Porto do Rio de Janeiro atingiu um novo marco na infraestrutura logística brasileira ao receber, pela primeira vez, navios porta-contêineres com 366 metros de comprimento. A operação foi realizada com a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio, reforçando a capacidade do complexo portuário de atender embarcações de grande porte na costa da América do Sul.

O navio, da classe New Panamax, possui capacidade para transportar 14.131 TEUs e opera sob bandeira do Panamá. A chegada da embarcação simboliza um avanço estratégico para o comércio exterior brasileiro e amplia a competitividade do porto no cenário internacional.

Dragagem ampliou profundidade do canal

A operação do MSC Katrina só foi possível após a conclusão das obras de dragagem no canal principal de acesso ao porto.

O projeto, financiado integralmente pela PortosRio, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 32,56 milhões. Com as melhorias, a profundidade mínima do canal aumentou de 15 metros para 16,2 metros.

A modernização também elevou o calado operacional para 15,3 metros, permitindo maior segurança nas manobras e acesso de embarcações maiores ao terminal.

Infraestrutura portuária ganha tecnologia e eficiência

Além da dragagem, o projeto incluiu novos sistemas de sinalização náutica e balizamento das vias navegáveis.

As melhorias tornam as operações mais eficientes para os navios porta-contêineres que atuam em rotas internacionais de longa distância. Os terminais MultiRio e Rio Brasil Terminal passam a contar com maior capacidade operacional e melhor aproveitamento das janelas comerciais.

Porto fortalece comércio internacional

A operação de embarcações desse porte gera ganhos logísticos importantes, incluindo redução de custos por contêiner transportado e maior eficiência nas cadeias globais de suprimentos.

Com a ampliação da estrutura, o Porto do Rio de Janeiro se consolida como um importante hub logístico para conexões comerciais entre Ásia, Europa e América.

Crescimento acompanha demanda do transporte marítimo

O aumento do tamanho dos cargueiros exige portos mais modernos, flexíveis e preparados tecnologicamente.

Com a nova capacidade operacional, o terminal brasileiro amplia sua relevância no comércio marítimo internacional e fortalece a integração do país às cadeias globais de abastecimento em 2026.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Portos

Investimentos em portos devem superar R$ 10 bilhões para ampliar capacidade até 2029

Os principais terminais portuários brasileiros voltados à movimentação de contêineres planejam investir mais de R$ 10 bilhões em obras de expansão até 2029. O objetivo é modernizar a infraestrutura, ampliar a capacidade operacional e permitir a chegada de navios de grande porte nos portos do país.

O levantamento foi realizado pela consultoria Solve Shipping, especializada em logística e comércio exterior. Os investimentos estão distribuídos entre portos localizados em nove estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Porto Itapoá lidera projetos estratégicos no Sul

Entre os empreendimentos considerados mais relevantes para o setor está a nova etapa de expansão do Porto Itapoá, em Santa Catarina. O terminal privado prevê um aporte de R$ 500 milhões para concluir a quarta fase de crescimento da estrutura.

As obras incluem a ampliação do cais e a aquisição de novos portêineres, equipamentos fundamentais para operar embarcações de maior capacidade.

Paralelamente, o terminal acompanha a fase final da dragagem do canal de acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga. O aprofundamento da via marítima recebeu investimentos superiores a R$ 324 milhões e permitirá a atracação de navios mais modernos e extensos.

Do total aplicado na dragagem, cerca de R$ 300 milhões foram aportados pelo Porto Itapoá, com devolução prevista de forma parcelada até 2037. Já o Porto de São Francisco do Sul contribuiu com aproximadamente R$ 24 milhões.

Canal mais profundo permitirá operação de navios gigantes

Segundo representantes do Porto Itapoá, a expectativa é que a dragagem seja concluída entre junho e julho, seguida pelos testes operacionais e homologações técnicas.

Com a conclusão do projeto, o canal externo passará de 14 metros para 16 metros de profundidade. A mudança permitirá a navegação de embarcações de até 366 metros de comprimento, consideradas parte da nova geração de navios cargueiros.

De acordo com especialistas do setor, a ampliação melhora a logística internacional, principalmente para rotas vindas da Ásia. A estratégia permitirá que grandes embarcações descarreguem parte da carga em Itapoá antes de seguirem para portos com menor profundidade operacional.

Setor cobra novos terminais para evitar saturação

O estudo da Solve Shipping não considera o projeto do Tecon Santos 10, futuro megaterminal planejado para o Porto de Santos. O empreendimento ainda enfrenta discussões sobre o modelo de concessão e não possui data definida para leilão.

Especialistas alertam que, sem novos projetos estruturais até 2035, o segmento continuará operando acima da capacidade ideal, aumentando gargalos logísticos e custos operacionais.

Portonave investirá mais de R$ 2 bilhões

A Portonave também prepara uma ampla expansão em Santa Catarina. O terminal privado pretende investir mais de R$ 2 bilhões para adequar o cais e operar com profundidade de até 17 metros.

Com isso, o porto poderá receber navios de até 400 metros de comprimento. Atualmente, o terminal trabalha com calado inferior a 14 metros.

Além das adequações estruturais, o projeto inclui novos guindastes, scanners de contêineres e preparação para futura instalação de sistemas de fornecimento de energia elétrica para navios atracados.

A expectativa é elevar a capacidade operacional anual de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs, unidade utilizada no transporte internacional de contêineres.

Novo terminal em Suape mira expansão da navegação

No Nordeste, a APM Terminals avança na construção de um novo terminal de contêineres no Porto de Suape. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 2,1 bilhões e deve iniciar operações no segundo semestre deste ano.

A empresa afirma que a estrutura foi planejada para atender a nova geração de navios utilizados no comércio marítimo internacional. No entanto, executivos do setor destacam que a modernização precisa ocorrer de forma integrada em diversos portos brasileiros para garantir eficiência logística nas rotas internacionais.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência de Notícias da Indústria/Divulgação/JC

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Logística

Tarifas de frete marítimo sobem 12% nas principais rotas globais

O custo do frete marítimo internacional registrou forte alta na última semana. De acordo com o Índice Mundial de Contêineres (WCI), da consultoria Drewry, as tarifas avançaram 12%, alcançando US$ 2.553 por contêiner de 40 pés.

O aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas comerciais transpacífica e Ásia-Europa, que seguem pressionadas pela alta demanda, restrição de capacidade e sobretaxas aplicadas pelas armadoras.

Rotas transpacíficas lideram aumento das tarifas

Segundo a Drewry, as tarifas na rota transpacífica dispararam devido à adoção de cobranças extras, como os Recargos Emergenciais de Combustível (EFS) e os adicionais de alta temporada (PSS).

No trajeto entre Xangai e Nova York, o valor do frete aumentou 14%, chegando a US$ 4.252 por contêiner de 40 pés. Já os embarques entre Xangai e Los Angeles tiveram alta de 10%, atingindo US$ 3.357 por FEU.

A consultoria também informou que sete viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, estratégia utilizada pelas companhias marítimas para controlar a oferta de espaço nos navios.

Além disso, a Yang Ming Marine Transport anunciou um reajuste geral de tarifas (GRI) de US$ 2 mil por contêiner de 40 pés, válido a partir de 15 de maio. A expectativa da Drewry é de novos aumentos nos próximos dias.

Fretes entre Ásia e Europa também avançam

As tarifas spot na rota Ásia-Europa também apresentaram crescimento relevante nesta semana. De acordo com a consultoria, o movimento é resultado da aplicação de tarifas FAK (Freight All Kinds) e da redução de capacidade promovida pelas armadoras para o mês de maio.

O frete de Xangai para Gênova subiu 20%, alcançando US$ 3.701 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Roterdã registrou avanço de 11%, chegando a US$ 2.413 por FEU.

Conflitos no Oriente Médio pressionam logística global

A Drewry avalia que a temporada de pico entre Ásia e Europa poderá começar antes do habitual neste ano. O cenário é influenciado pelo aumento das reservas de carga, espaço reduzido nos navios e pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

As preocupações com possíveis impactos no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho seguem sendo monitoradas pelas companhias marítimas, que mantêm cautela em suas operações e rotas internacionais.

Combustível caro e capacidade limitada sustentam alta

Outro fator que continua pressionando os preços é o aumento dos custos de combustível marítimo aliado à limitação de espaço disponível nos navios.

As armadoras seguem utilizando mecanismos como EFS, PSS, GRI e tarifas FAK mais elevadas, além de cancelamentos estratégicos de viagens e ajustes flexíveis de capacidade para sustentar o mercado aquecido, mesmo diante de um fluxo relativamente estável de embarcações.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Mais do que cargas, o Porto de Santos movimenta vidas

Quando Rodrigo Reis começou a trabalhar no Porto de Santos, ainda atuava na área de manutenção predial. Mas ele viu no porto um futuro mais promissor. A oportunidade surgiu por meio de um curso profissionalizante ligado ao setor portuário. Ele se inscreveu, foi contratado como auxiliar de manutenção e, pouco tempo depois, passou a trabalhar na área de mecânica.

Hoje, ele olha para trás com orgulho da trajetória que construiu e se enche de esperança com o que ainda está pela frente. “Trabalhar no Porto de Santos, hoje, significa oportunidade de crescimento, de aprendizado, de capacitação”, diz ele.

A história de Rodrigo se mistura à de milhares de pessoas que vivem, direta ou indiretamente, da atividade portuária na Baixada Santista. Mais do que movimentar cargas e conectar o Brasil ao comércio internacional, o Porto de Santos também impulsiona empregos, abre caminhos profissionais e transforma a vida de famílias inteiras.

No caso dele, essa relação atravessa gerações. Filho de portuário, Rodrigo cresceu vendo navios, caminhões e guindastes fazerem parte da paisagem da cidade. O cais sempre esteve ali, presente no cotidiano da família, como acontece com tantas outras pessoas em Santos. Hoje, sente que também constrói seu próprio caminho dentro dessa história. “Meu pai foi portuário a vida toda. O Porto faz parte da minha vida, da minha história, da minha família, das minhas realizações”, conta ele.

A mudança profissional fez diferença dentro de casa. Segundo a esposa dele, Isadora Rodrigues, o emprego no porto permitiu que a família realizasse sonhos antes distantes, como a reforma da casa onde vivem. “Eles dão muita oportunidade de crescer. Crescer tanto pessoal quanto profissionalmente”, afirma.

Oportunidade que transforma

A trajetória da copeira Marli Aparecida da Silva também ajuda a mostrar como o Porto de Santos vai além da operação logística.

Ela lembra com emoção do dia em que recebeu a notícia de que seria efetivada no trabalho. “Para mim, trabalhar no Porto foi uma mudança de vida totalmente”, conta ela.

Aquele ambiente sempre dinâmico e cheio de oportunidades colocou nela uma vontade, até então adormecida, de buscar novos horizontes.

Marli passou a investir em qualificação profissional. Já fez cursos de vistoria de contêineres e atualmente estuda operações com granéis sólidos.

A vontade de aprender nasceu da curiosidade sobre aquele universo que passou a fazer parte da sua rotina. “A gente vê um contêiner passando, mas não tem ideia de como é, do que vai dentro. Trabalho diretamente com o Porto, então é bom a gente saber as coisas”, diz ela.

Fonte de oportunidades

No maior porto da América Latina, histórias como as de Marli e de Rodrigo se multiplicam todos os dias. Quanto mais o porto cresce, cresce junto a procura por profissionais preparados para atuar em diferentes áreas do setor.

Para André Fleury Bonini, diretor-presidente do Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP), o porto depende diretamente das pessoas que fazem a atividade acontecer diariamente. “O que move o canal do Porto de Santos são as pessoas”, diz.

Segundo ele, iniciativas de formação profissional ajudam trabalhadores a se prepararem para novas oportunidades que surgem com o crescimento da atividade portuária.

Relação porto e cidade

Em Santos, é difícil separar a história da cidade da história do porto. O movimento de navios, caminhões e trabalhadores atravessa gerações e sustenta milhares de empregos diretos e indiretos na região.

Além de estivadores, operadores e tripulações, a atividade portuária também envolve profissionais de áreas como alimentação, manutenção, transporte, limpeza, segurança e serviços administrativos.

É essa rede que ajuda a explicar por que tantas histórias de vida acabam se cruzando com a do Porto de Santos.

Rodrigo resume bem tudo isso. Para ele, fazer parte dessa estrutura significa mais do que ter um emprego. Significa pertencimento, realização e perspectiva de futuro. “Hoje estou feliz trabalhando no Porto. Me sinto realizado. Me sinto orgulhoso de poder fazer parte disso”, concluiu.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Evento

Global Trade Summit 26 debate comércio exterior e oportunidades internacionais em SC

O Global Trade Summit 26 reúne especialistas, empresários e profissionais do setor para discutir os principais desafios e tendências do comércio exterior. O encontro promove palestras, networking e debates sobre temas como logística, importação, exportação e inovação nos negócios internacionais.

Evento fortalece setor em Santa Catarina

O summit busca aproximar empresas de novas oportunidades comerciais e ampliar o conhecimento sobre o cenário econômico global. A programação também destaca a importância estratégica do mercado internacional para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Além disso, o evento reforça o papel do comércio exterior brasileiro na competitividade das empresas nacionais e na expansão de negócios em outros países.

Networking e inovação em destaque

Durante o encontro, empresários e profissionais do setor têm a oportunidade de trocar experiências, fortalecer conexões e acompanhar discussões sobre inovação e desenvolvimento no ambiente global de negócios.

Confira entrevista da CEO do RêConecta News, Renata Palmeira, para o Programa Ver Mais Itajaí (NDTV)

*Entrevista concedida ontem, dia 13 de maio de 2026

FONTE: NDTV+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NDTV

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona primeiras operações com cotas tarifárias no Brasil

O Brasil registrou as primeiras movimentações comerciais com uso das cotas tarifárias previstas no Acordo Mercosul–União Europeia, em vigor desde 1º de maio de 2026. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já autorizou oito licenças de exportação e seis de importação envolvendo produtos beneficiados pelo tratado.

Exportações brasileiras já contam com tarifas reduzidas

Entre as operações liberadas até 10 de maio estão embarques de carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Em alguns casos, como aves desossadas e a bebida brasileira, os produtos entram no mercado europeu com tarifa zero, desde que respeitados os limites das cotas estabelecidas.

A carne bovina brasileira também passou a ter condições mais vantajosas para acesso à União Europeia. A tradicional Cota Hilton, que anteriormente aplicava taxa de 20% sobre cortes nobres exportados pelo Brasil, agora opera sem cobrança tarifária.

Além disso, o acordo criou uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes da vigência do tratado, exportações fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% mais € 304,10 por 100 kg. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.

Importações incluem chocolates, tomates e queijos europeus

No fluxo de importações, as licenças emitidas contemplam produtos como chocolates, tomates e queijos vindos da União Europeia.

Para os queijos, já houve redução inicial da tarifa de importação, que passou de 28% para 25,2% dentro das preferências negociadas no acordo comercial. Já produtos como chocolate e tomate terão cortes tarifários graduais a partir de 2027. Neste primeiro ano de vigência, chamado de “ano zero”, permanecem as alíquotas atualmente aplicadas.

Portarias regulamentam uso das cotas tarifárias

As operações comerciais foram regulamentadas pelas Portarias Secex nº 491 e nº 492, publicadas em 1º de maio. As medidas definem os procedimentos necessários para utilização das cotas tarifárias entre Mercosul e União Europeia.

Posteriormente, as normas receberam atualizações por meio das Portarias nº 494 e nº 495, que ajustaram critérios técnicos e regras para administração das cotas comerciais.

Maior parte do comércio já opera sem limites quantitativos

Segundo o governo federal, grande parte das trocas comerciais entre os dois blocos já ocorre com redução ou eliminação de tarifas, sem necessidade de utilização de cotas.

Atualmente, mais de 5 mil linhas tarifárias — equivalentes a 54,3% do universo tarifário — já possuem tarifa zero para entrada de produtos brasileiros na União Europeia. No Mercosul, 1.152 linhas tarifárias, cerca de 11% do total, também passaram a operar com tarifa zero para mercadorias europeias.

Para acessar os benefícios previstos no acordo, empresas precisam apenas seguir os procedimentos tradicionais de comércio exterior e comprovar a origem dos produtos conforme as regras negociadas.

Portal Único Siscomex já opera plenamente

Nos casos de produtos sujeitos às cotas tarifárias — que representam aproximadamente 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações —, os operadores devem cumprir etapas específicas de licenciamento e certificação no Portal Único Siscomex.

De acordo com o MDIC, todo o sistema já está preparado para receber, processar e emitir licenças relacionadas às cotas do Acordo Mercosul–União Europeia, garantindo maior previsibilidade e segurança às operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Brasil e União Europeia negociam suspensão de restrições à exportação de carnes

Representantes do governo brasileiro e da União Europeia iniciaram, nesta quarta-feira (13), uma rodada de reuniões para discutir a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco europeu.

Governo brasileiro busca esclarecimentos sobre sanção da UE

Em Brasília, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, se reúne com a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, para tratar das restrições impostas ao país.

Enquanto isso, em Bruxelas, o embaixador brasileiro junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, participa de encontros com autoridades sanitárias europeias para entender os motivos que levaram à decisão.

União Europeia bloqueia exportação de produtos animais do Brasil

A nova lista divulgada pela UE na terça-feira (12) excluiu o Brasil entre os países aptos a exportar animais vivos destinados à produção de alimentos. A medida entra em vigor no próximo dia 3 de setembro.

Com a decisão, ficam impedidas as exportações de itens como carne bovina, aves, cavalos, ovos, peixes e mel para o mercado europeu.

Resistência antimicrobiana está entre os principais impasses

Segundo informações de representantes do agronegócio brasileiro, a União Europeia já vinha alertando o Brasil e outros países desde junho de 2023 sobre o endurecimento das políticas de combate à resistência antimicrobiana.

A ausência de avanços nas negociações ao longo dos últimos anos é apontada como um dos fatores que contribuíram para a adoção das restrições comerciais.

Setores europeus também pressionam acordo com Mercosul

Além das questões sanitárias, interlocutores do setor avaliam que a decisão pode ter relação com pressões internas de segmentos europeus contrários ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

O movimento aumenta a tensão nas tratativas comerciais entre os dois blocos e gera preocupação entre exportadores brasileiros ligados ao setor de proteína animal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia já registra 14 licenças aprovadas pela Secex

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), autorizou 14 operações comerciais dentro do novo acordo entre Mercosul e União Europeia. O balanço divulgado nesta segunda-feira (11) reúne oito licenças de exportação de produtos brasileiros para o mercado europeu e seis permissões para importação de mercadorias europeias ao Brasil.

As operações contemplam o período entre 1º de maio de 2026 — data de entrada em vigor do tratado — e o último sábado (10).

Carnes e cachaça lideram exportações brasileiras

Entre os produtos brasileiros autorizados para exportação estão carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça, itens incluídos nas cotas tarifárias negociadas entre os blocos econômicos.

Segundo a Secex, alguns produtos já passam a contar com vantagens tarifárias imediatas. É o caso da carne de aves desossada e da cachaça, que agora entram na União Europeia com tarifa zero dentro dos limites definidos pelo acordo.

Acordo reduz tarifas para carne bovina

O novo tratado também alterou as condições de acesso da carne bovina brasileira ao mercado europeu. A chamada Cota Hilton, mecanismo já existente antes do acordo, aplicava tarifa de 20% sobre cortes nobres exportados pelo Brasil. Com a implementação do tratado, a cobrança foi zerada.

Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes da vigência do acordo, embarques fora da Cota Hilton eram taxados em 12,8%, além de uma cobrança adicional de € 304,10 a cada 100 quilos. Agora, dentro da nova cota, a tarifa caiu para 7,5%.

Importações incluem chocolates, tomates e queijos

No fluxo de importação, as licenças emitidas pela Secex envolvem produtos europeus como chocolates, tomates e queijos.

Os queijos já tiveram redução tarifária imediata, passando de 28% para 25,2% dentro das condições negociadas. Já os produtos como tomate e chocolate terão cortes graduais nas tarifas a partir de 2027. Em 2026, considerado o “ano zero” do acordo, permanecem as alíquotas atuais.

Mais de 5 mil linhas tarifárias já operam com tarifa zero

De acordo com o MDIC, mais de 5 mil linhas tarifárias — o equivalente a 54,3% do universo tarifário — passaram a operar com tarifa zero para entrada de produtos do Mercosul na União Europeia desde o início da vigência do acordo.

No sentido inverso, o Mercosul zerou tarifas em 1.152 linhas tarifárias para mercadorias europeias, o que representa cerca de 11% do total.

Operações ainda estão em fase inicial

Os primeiros números divulgados pelo governo indicam o início da implementação prática das cotas e preferências tarifárias previstas no acordo comercial.

Apesar disso, ainda não foram detalhados os volumes financeiros nem a quantidade de mercadorias efetivamente licenciadas nas 14 operações autorizadas até agora. O impacto sobre o comércio entre os blocos dependerá da utilização das cotas nas próximas semanas e da adesão das empresas aos novos mecanismos comerciais.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio

Corrente de comércio do Brasil soma US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio

A corrente de comércio brasileira alcançou US$ 15,4 bilhões na primeira semana de maio de 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado foi impulsionado por exportações de US$ 9,04 bilhões e importações de US$ 6,3 bilhões, garantindo um superávit de US$ 2,7 bilhões na balança comercial.

Superávit comercial acumula US$ 27,5 bilhões no ano

No acumulado de 2026, o país já registra US$ 125,6 bilhões em exportações e US$ 98,1 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 27,5 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 223,68 bilhões.

Os números foram apresentados nesta segunda-feira (11) pela Secex/MDIC e refletem o avanço das relações comerciais brasileiras no mercado internacional.

Exportações crescem quase 27% em maio

A média diária das exportações até a primeira semana de maio de 2026 ficou em US$ 1,807 bilhão, representando alta de 26,9% na comparação com maio de 2025, quando o valor médio era de US$ 1,424 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento de 16,1%, passando de US$ 1,088 bilhão em maio do ano passado para US$ 1,263 bilhão neste ano.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 3,07 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 544,39 milhões. Em relação ao mesmo período de 2025, o avanço da corrente de comércio foi de 22,2%.

Agropecuária e indústria de transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária apresentou crescimento de US$ 134,64 milhões na média diária, avanço de 38,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A indústria de transformação também teve desempenho positivo, com alta de US$ 264,32 milhões, equivalente a crescimento de 36,4%.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou queda de US$ 19,15 milhões, recuo de 5,7%.

Importações avançam na indústria de transformação

No segmento das importações, a indústria de transformação liderou o crescimento, com aumento de US$ 187,83 milhões na média diária, avanço de 18,6%.

Já a agropecuária apresentou leve retração de 1,7%, enquanto a indústria extrativa caiu 24,5%, com redução de US$ 11,1 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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