Comércio Exterior

Comércio exterior brasileiro avança mesmo diante de mudanças geopolíticas, afirma secretária do MDIC

A ampliação da presença do Brasil no mercado global e a busca por novos destinos comerciais foram temas centrais da participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante o painel “RELGOV 360º – O comércio exterior em ambiente de mudanças geopolíticas”. O debate ocorreu na última quinta-feira (28), em São Paulo, durante o IV Congresso Internacional do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV).

Segundo a secretária, o país tem demonstrado capacidade de adaptação diante das transformações econômicas e políticas no cenário internacional. Ela destacou que 2025 foi marcado por resultados expressivos para o comércio exterior brasileiro, com recordes em diferentes indicadores.

Exportações brasileiras alcançam resultados históricos

De acordo com Tatiana Prazeres, o Brasil encerrou o ano com números inéditos no total de empresas exportadoras, volume de exportações brasileiras, corrente de comércio, vendas externas da indústria de transformação e desempenho em diversos mercados e produtos.

Para a secretária, esse resultado é fruto de uma combinação de fatores, como o aumento da demanda global por produtos nacionais, a existência de oportunidades ainda pouco exploradas no mercado internacional, a atuação rápida do governo na oferta de mecanismos de apoio e a capacidade das empresas brasileiras de responder às mudanças com agilidade.

Novo cenário exige atenção à geoeconomia

Durante o painel, Tatiana também ressaltou que a dinâmica do comércio internacional mudou significativamente nos últimos anos. Segundo ela, os profissionais da área precisam ir além do domínio técnico e ampliar o entendimento sobre temas ligados à geoeconomia e às estratégias adotadas por diferentes países.

A secretária observou que, atualmente, as decisões comerciais estão cada vez mais conectadas a questões estratégicas e geopolíticas, tornando essencial uma visão mais ampla das relações econômicas globais.

Acordos comerciais e missões empresariais ganham destaque

Também presente no debate, o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Floriano Pesaro, destacou a importância dos acordos comerciais firmados pelo país e das missões empresariais realizadas no exterior. Segundo ele, essas iniciativas contribuem para ampliar a diversificação das exportações e fortalecer a competitividade brasileira em novos mercados.

O painel reuniu especialistas, acadêmicos e profissionais da área de relações governamentais para discutir os impactos das transformações geopolíticas sobre o comércio, os investimentos e a atuação dos países na economia global.

Congresso debate política, geopolítica e desenvolvimento

Promovido pelo IRELGOV, o congresso reúne representantes dos setores público e privado, pesquisadores, estudantes, profissionais da comunicação e especialistas em relações governamentais. O objetivo é promover debates sobre temas relacionados à política, democracia, desenvolvimento econômico, geopolítica e governança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Rosa/ IRELGOV

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Comércio Internacional

Acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá avança para fase decisiva das negociações

As negociações para o acordo de livre comércio entre Mercosul e Canadá deram mais um passo importante rumo à conclusão. Na última semana, representantes do bloco sul-americano estiveram em Toronto para a décima rodada de discussões com autoridades canadenses, visando acelerar a finalização do tratado.

De acordo com o governo brasileiro, cinco capítulos do acordo já avançaram para a etapa final de negociação, indicando progresso significativo nas tratativas.

Além dos avanços registrados, novas reuniões técnicas estão previstas para as próximas semanas, com o objetivo de concluir os pontos pendentes e consolidar o entendimento entre as partes.

Relações econômicas mais próximas

As negociações haviam sido retomadas em outubro do ano passado e refletem o interesse mútuo de ampliar as relações comerciais e econômicas. A expectativa é que o futuro acordo contribua para fortalecer o comércio bilateral, ampliar oportunidades de negócios e incentivar uma maior integração produtiva entre os países do Mercosul e o Canadá.

Durante a rodada de negociações, grupos técnicos debateram temas estratégicos como comércio de bens, serviços financeiros, regras de origem, propriedade intelectual, salvaguardas comerciais, desenvolvimento sustentável, comércio inclusivo e aspectos jurídicos e institucionais do tratado.

O ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, também participou das discussões ao se reunir com os negociadores-chefes do Mercosul. O encontro permitiu o alinhamento de expectativas e a troca de visões sobre os principais pontos em negociação.

Canadá representa mercado estratégico para exportações brasileiras

Com uma população de aproximadamente 41 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 2,2 trilhões, o Canadá figura entre os mercados mais relevantes para a expansão das exportações brasileiras. O país registra cerca de US$ 541 bilhões em importações por ano.

Em 2025, o fluxo comercial entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões. As vendas brasileiras para o mercado canadense somaram US$ 7,3 bilhões, representando crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior e estabelecendo um novo recorde histórico.

Com esse desempenho, o Canadá consolidou-se como o oitavo principal destino dos produtos brasileiros.

Entre os itens mais exportados pelo Brasil estão minérios de alumínio, cobre e níquel, além de açúcar, café, aeronaves e equipamentos voltados à engenharia civil.

Importações canadenses também registram crescimento

As compras brasileiras de produtos canadenses também apresentaram avanço em 2025. O volume importado atingiu US$ 3,1 bilhões, alta de 12,8% na comparação com o ano anterior.

Os principais produtos adquiridos pelo Brasil incluem fertilizantes, adubos, motores e máquinas não elétricas, aeronaves e medicamentos, setores considerados estratégicos para a economia nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Hermes Rivera/Unsplash

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Exportação

Exportações de alta tecnologia avançam no Brasil, mas participação ainda é reduzida na pauta externa

As exportações de alta tecnologia registraram crescimento de 7,7% em 2025, porém continuam com uma presença modesta no comércio exterior brasileiro. Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que o segmento movimentou US$ 9,1 bilhões no período, representando apenas 2,7% de tudo o que o país vendeu ao exterior.

Em contraste, os produtos classificados como de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões em exportações, respondendo por 37,5% das vendas internacionais brasileiras.

Setor tecnológico ainda enfrenta desafios de competitividade

Levantamento elaborado a partir de informações da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) revela que as exportações de alta tecnologia permanecem cerca de 15 vezes menores do que aquelas de baixa intensidade tecnológica.

Para a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, o cenário evidencia um importante desafio para a indústria nacional. Segundo ela, o fortalecimento de setores de média-alta e alta tecnologia é fundamental para impulsionar um crescimento econômico mais qualificado.

A especialista destaca ainda que ampliar a participação desses segmentos contribui para a diversificação da pauta exportadora e para o fortalecimento da presença da indústria brasileira no mercado internacional.

Déficit comercial da indústria atinge nível recorde

O estudo também aponta que o aumento da demanda interna foi suprido, em grande parte, por produtos importados. Em 2025, o volume de importações cresceu 6,1%, enquanto a indústria de transformação encerrou o ano com déficit comercial de US$ 71,3 bilhões — o maior resultado negativo desde o início da série histórica, em 1997.

As compras externas do setor alcançaram US$ 259,7 bilhões, representando avanço de 8,6% na comparação anual. Entre os principais responsáveis por esse desempenho estão os segmentos de produtos químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores, que concentraram mais da metade das importações industriais.

Exportações industriais mantêm trajetória de crescimento

Mesmo diante do déficit recorde, as exportações da indústria brasileira apresentaram expansão de 3,7% em 2025, somando US$ 188,4 bilhões.

A participação da indústria de transformação no total exportado pelo país passou de 53,9% para 54,1%, mesmo em um cenário de queda de 1,7% nos preços internacionais dos produtos manufaturados.

Outro destaque foi o desempenho dos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que alcançaram participação recorde de 22,8% na pauta exportadora brasileira. O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de alimentos industrializados e bebidas.

As exportações de carne bovina para a China também contribuíram para o avanço do setor. De acordo com o levantamento, os segmentos de alimentos, veículos automotores e metalurgia responderam por 58% das exportações industriais do país.

Estados Unidos seguem na liderança, enquanto China amplia compras

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. Ainda assim, as vendas para o mercado norte-americano recuaram 4,2%, totalizando US$ 30,2 bilhões.

Já a China aumentou em 19,4% suas compras de produtos industriais brasileiros, alcançando US$ 22 bilhões em 2025. O setor alimentício foi o principal responsável pela expansão dos embarques para o país asiático.

No fluxo inverso, os chineses continuaram liderando entre os fornecedores de bens industriais ao Brasil, com exportações de US$ 70,6 bilhões para o mercado brasileiro.

Argentina impulsiona exportações do setor automotivo

As vendas brasileiras para a Argentina apresentaram forte crescimento em 2025. O país vizinho importou US$ 18,1 bilhões em produtos brasileiros, avanço de 31,4% em relação ao ano anterior.

O principal motor desse desempenho foi o setor automotivo, que registrou aumento de 57,2% nas exportações. Veículos de passeio, caminhões e autopeças lideraram os embarques destinados ao mercado argentino.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Gecex aprova medidas para fortalecer exportações e reduzir impostos de importação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou nesta quinta-feira (28) uma série de ações voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira, ao incentivo das exportações e à redução de custos para setores estratégicos da economia.

As medidas incluem novas modalidades de financiamento para empresas exportadoras, redução de tarifas de importação e decisões relacionadas à defesa comercial.

Novas medidas ampliam apoio às empresas exportadoras

Entre os principais anúncios está a modernização do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), mecanismo utilizado para facilitar o acesso das empresas a financiamentos com garantia da União.

Com a mudança, exportadores de todos os portes poderão obter crédito para a fase de produção em condições mais competitivas. A iniciativa busca ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado internacional e reduzir riscos nas operações de comércio exterior.

Uma das novidades é a criação de uma modalidade do SCE voltada para operações de pré-embarque, permitindo financiamentos com prazos entre 180 dias e cinco anos. Em casos específicos, como no setor de defesa, o período poderá ser ainda maior.

Micro e pequenas empresas terão novo acesso ao crédito

Outra medida aprovada pelo Gecex cria uma linha de seguro destinada ao fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

A proposta permitirá cobertura para operações de crédito direto, incluindo capital de giro, investimentos e expansão da produção. O objetivo é incentivar a internacionalização dos pequenos negócios e ampliar sua competitividade no comércio exterior.

Segundo o colegiado, o conjunto de medidas pretende ampliar o financiamento às exportações e estimular a entrada de empresas brasileiras em novos mercados globais.

Governo reduz imposto de importação de 370 produtos

Na área tarifária, o Gecex autorizou a redução do imposto de importação para cerca de 370 produtos. A maior parte das medidas envolve concessões temporárias de ex-tarifários para bens de capital, informática e telecomunicações sem fabricação equivalente no Brasil.

Também tiveram alíquota zerada medicamentos utilizados em tratamentos médicos, quimioterapia e rinite alérgica, além de componentes de fórmulas infantis e insumos destinados às indústrias química e eletroeletrônica.

Setor siderúrgico mantém proteção contra importações

Ao mesmo tempo, o governo decidiu renovar a elevação tarifária para 19 produtos de aço e incluir mais um item na Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais.

A medida vem sendo aplicada desde 2024 com o objetivo de conter o aumento das importações de aço e proteger a indústria siderúrgica nacional diante da concorrência externa.

Gecex suspende aplicação de medidas antidumping

Na área de defesa comercial, o colegiado aprovou direitos antidumping para produtos importados, mas decidiu suspender imediatamente a aplicação em alguns casos por interesse público.

A decisão envolve importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, além de fios de náilon, fios de poliéster e malhas de poliéster originários da China.

Segundo o Gecex, a suspensão cautelar ocorrerá enquanto são realizadas análises sobre os possíveis impactos econômicos da aplicação das tarifas antidumping.

Já no caso do pirofosfato ácido de sódio (SAPP), foram mantidos os direitos antidumping para empresas do Canadá e dos Estados Unidos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Comércio

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Importação

Mercosul e União Europeia: Receita atualiza regras de importação no Siscomex

A Receita Federal anunciou alterações nos anexos da Notícia Siscomex Importação nº 35/2026, relacionada à implementação do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia.

As mudanças envolvem documentos utilizados no registro de operações de importação por meio da Declaração de Importação (DI) no Siscomex.

Atualização envolve códigos NCM e EX tarifários

De acordo com o comunicado oficial, foram revisados os anexos que tratam da lista de NCMs aplicáveis ao acordo comercial firmado entre os dois blocos econômicos.

Também houve atualização na planilha de códigos EX vinculados às NCMs, utilizada em operações específicas de comércio exterior.

As alterações têm como objetivo ajustar informações técnicas e consolidar dados encaminhados pelos órgãos responsáveis pela implementação do acordo.

Operadores devem observar novas versões dos anexos

A Receita Federal orienta que importadores, despachantes aduaneiros e demais operadores de comércio exterior utilizem obrigatoriamente as versões atualizadas dos documentos.

A recomendação vale para registros realizados no Siscomex Importação, incluindo processos de Licença de Importação (LI) e Declaração de Importação (DI).

O órgão destaca ainda a importância da correta indicação dos códigos EX associados às NCMs contempladas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia.

Demais regras permanecem inalteradas

Segundo a Receita Federal, as demais disposições previstas na Notícia Siscomex Importação nº 35/2026 continuam válidas e sem modificações.

O Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia foi internalizado no Brasil por meio do Decreto nº 12.953, publicado em 28 de abril de 2026.

A expectativa do governo é que o acordo contribua para ampliar o fluxo comercial entre os países membros, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer as operações de importação e exportação.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Sebrae de Notícias

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Comércio Exterior

Japão negocia acordo com Mercosul para ampliar compra de petróleo e exportação de carros

O Japão prepara o início das negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul, em uma estratégia voltada à diversificação do fornecimento de petróleo, minerais críticos e à ampliação do mercado para a indústria automobilística japonesa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa asiática, o governo japonês pretende avançar nas tratativas com os países do bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Japão busca ampliar relações comerciais com o Mercosul

As negociações devem ganhar força durante a cúpula do G7, prevista para meados de junho, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do Brasil, Tóquio pretende acelerar conversas com os demais integrantes do Mercosul para consolidar um acordo comercial abrangente.

Com quase 300 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto superior a US$ 3 trilhões, o bloco sul-americano é visto pelo Japão como um mercado estratégico em expansão.

Segurança energética impulsiona interesse japonês

A busca por novos fornecedores de energia e matérias-primas ganhou prioridade para o governo japonês diante das tensões geopolíticas internacionais.

Historicamente dependente do Oriente Médio para abastecimento de petróleo, o Japão passou a reforçar sua estratégia de diversificação após os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz e os conflitos na região do Irã.

Além disso, o país asiático também busca reduzir sua dependência da China no fornecimento de terras raras e outros minerais estratégicos utilizados pela indústria tecnológica e automotiva.

Nesse cenário, o Brasil surge como parceiro relevante por ser um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto e possuir grandes reservas de minerais críticos. Já a Argentina se destaca na produção de lítio, matéria-prima fundamental para baterias de veículos elétricos.

Setor automotivo japonês pressiona por acordo

Outro ponto central das negociações envolve a redução de tarifas para produtos industriais japoneses, principalmente veículos e autopeças.

Atualmente, os produtos japoneses enfrentam taxas médias superiores a 13% no Brasil e na Argentina, cenário considerado um entrave para a competitividade das montadoras asiáticas na América do Sul.

A indústria automobilística japonesa teme perder espaço diante do avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que pode favorecer fabricantes europeias no mercado sul-americano.

Entidades empresariais do Japão e do Brasil já demonstraram apoio formal à abertura das negociações. Em declaração conjunta divulgada em março de 2025, representantes industriais defenderam o fortalecimento das cadeias globais de suprimentos e maior integração econômica entre os países.

Carne bovina pode ser principal ponto de impasse

Apesar do interesse mútuo, o setor agropecuário deve representar um dos temas mais delicados das negociações.

O Japão mantém uma indústria pecuária relativamente pequena e enfrenta preocupações internas sobre o impacto da entrada de carne bovina estrangeira no mercado local.

Brasil e Argentina estão entre os maiores produtores mundiais de carne bovina, o que aumenta a sensibilidade do tema dentro da política agrícola japonesa.

Mesmo assim, integrantes do governo japonês avaliam que o momento exige maior abertura comercial diante da necessidade de fortalecer cadeias globais de fornecimento e reduzir vulnerabilidades estratégicas.

Comércio entre Japão e Mercosul ainda tem espaço para crescer

Apesar do potencial econômico, o volume de comércio entre Japão e Mercosul ainda representa uma parcela pequena das operações japonesas no mercado internacional.

No ano fiscal de 2025, as exportações japonesas para o bloco somaram cerca de US$ 5,9 bilhões, enquanto as importações chegaram a aproximadamente US$ 9,4 bilhões.

Os números equivalem a menos de 2% do comércio exterior total do Japão, indicando amplo espaço para expansão nas relações comerciais entre os dois mercados.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Exportações do Chile para o Brasil ganham força com novos produtos e rota logística

O Chile está intensificando sua estratégia para expandir as exportações para o Brasil e diversificar os produtos comercializados no país. Durante esta semana de maio de 2026, uma delegação formada por 22 empresas chilenas participa de uma feira em São Paulo com foco na apresentação de itens de maior valor agregado e na conquista de novos consumidores brasileiros.

Além do Sudeste, o país sul-americano também mira mercados em crescimento, especialmente na região Nordeste, considerada estratégica para ampliar a presença dos produtos chilenos no varejo nacional.

Produtos premium estão entre as apostas chilenas

Tradicionalmente conhecido pelas exportações de vinhos chilenos e salmão, o Chile agora aposta em novos segmentos para fortalecer sua atuação comercial no Brasil.

Entre os produtos promovidos estão pisco, azeite de oliva, cervejas artesanais, queijos premium e cerejas frescas. A estratégia busca aproveitar a familiaridade dos consumidores brasileiros com esses itens, especialmente dos cerca de 800 mil turistas do Brasil que visitam o Chile todos os anos.

A expectativa é transformar essa experiência turística em aumento do consumo no mercado interno brasileiro.

Economias complementares reduzem concorrência direta

Apesar do avanço chileno no mercado brasileiro, especialistas apontam que não existe competição direta significativa entre os setores agropecuários dos dois países.

Enquanto o Brasil mantém forte presença global na exportação de commodities como milho, carne bovina e suco de laranja, o Chile concentra esforços em produtos de clima temperado e alimentos processados de maior valor agregado.

Essa complementaridade permite que os produtos chilenos ocupem nichos específicos no varejo sem afetar diretamente a produção agrícola brasileira.

Comércio bilateral segue em crescimento

O Brasil se consolidou como o principal destino das exportações chilenas na América Latina. Entre janeiro e abril de 2026, as vendas do Chile ao mercado brasileiro alcançaram US$ 897 milhões.

O salmão segue como o produto de maior destaque, respondendo por cerca de 40% das exportações chilenas ao Brasil. Já os vinhos representam 44% de todo o vinho importado consumido pelos brasileiros.

Corredor Bioceânico deve acelerar transporte de mercadorias

Para ampliar a competitividade logística, os dois países acompanham o desenvolvimento do Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio. O projeto conectará o Mato Grosso do Sul aos portos do norte chileno, passando por Paraguai e Argentina.

A nova rota promete reduzir custos operacionais e diminuir o tempo de transporte, favorecendo principalmente produtos perecíveis, como frutas frescas, pescados e alimentos premium.

Convenção TIR pode reduzir burocracia nas fronteiras

Outro ponto estratégico para o avanço do comércio exterior é a implementação da Convenção TIR, mecanismo internacional que simplifica o transporte rodoviário entre países.

Na prática, o sistema funciona como um “passaporte de carga”. Caminhões lacrados na origem poderão atravessar fronteiras sem necessidade de inspeções repetidas, reduzindo atrasos e preservando a qualidade das mercadorias transportadas.

A medida tende a beneficiar diretamente o fluxo de alimentos frescos e produtos de alto valor agregado entre Chile e Brasil.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Desiree Alvarado/Pixabay

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Informação

Receita Federal restringe importação paga com criptomoedas no Brasil

A utilização de criptomoedas em operações de importação passou a enfrentar novas limitações no Brasil. A Receita Federal adotou um entendimento alinhado à Organização Mundial das Aduanas (OMA), o que altera a forma de tributação em negociações internacionais realizadas com ativos digitais.

A medida pode afetar empresas e pessoas físicas que utilizam bitcoin, stablecoins e outros criptoativos como forma de pagamento no comércio exterior, exigindo mudanças no planejamento financeiro e tributário dessas operações.

Receita Federal segue entendimento internacional

O ponto central da discussão envolve o fato de que criptomoedas não possuem status de moeda oficial em diversos países, incluindo o Brasil. Segundo o entendimento adotado pela OMA e agora incorporado pela Receita Federal, contratos internacionais sem uma moeda fiduciária oficial deixam de seguir as regras tradicionais de valoração aduaneira.

A determinação consta na Instrução Normativa nº 2.326, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (26). Pela norma, o cálculo do imposto de importação deve considerar o chamado “valor de transação”, ou seja, o valor efetivamente pago pela mercadoria em moeda oficial ou conversível para o real, como o dólar.

Pagamento em bitcoin pode gerar nova forma de cálculo do imposto

Com a nova interpretação, contratos firmados exclusivamente em criptomoedas não terão o valor reconhecido automaticamente para fins tributários. Isso significa que a Receita Federal não utilizará a cotação do ativo digital no dia da operação para calcular os tributos de importação.

Nesses casos, o valor aduaneiro será definido por métodos alternativos previstos em acordos internacionais. Entre eles estão a comparação com mercadorias idênticas ou similares importadas anteriormente, além de cálculos baseados em custos de produção ou revenda.

Na prática, especialistas avaliam que a medida reduz a previsibilidade dos custos para importadores, já que os impostos poderão ser calculados sobre valores superiores aos efetivamente pagos.

Uso de criptomoedas continua permitido em modelo híbrido

Apesar das restrições, a Receita Federal abriu uma alternativa para empresas que desejam continuar utilizando ativos digitais nas operações internacionais sem perder segurança jurídica.

A norma permite que o contrato fixe o preço da mercadoria em moeda oficial, como dólar ou euro, enquanto o pagamento pode ser realizado em criptomoeda equivalente ao valor negociado. Nesse modelo, o cálculo tradicional dos impostos permanece válido.

Ainda assim, o órgão alerta que poderá exigir documentos adicionais para comprovar a operação, incluindo contratos, extratos de wallets e registros das transações digitais.

Mercado de criptoativos enfrenta novos desafios regulatórios

A decisão reforça o avanço da regulamentação sobre o uso de criptomoedas no Brasil, especialmente em operações ligadas ao comércio exterior. Embora o uso de criptoativos siga permitido no país, as regras alfandegárias continuam baseadas em moedas tradicionais reconhecidas oficialmente.

FONTE: Block News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pillar Pedreira/Ag. Senado

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Comércio Exterior

Portal Único pode reduzir R$ 40 bilhões em custos e impulsionar exportações brasileiras

A conclusão do Portal Único de Comércio Exterior até dezembro pode gerar uma economia anual de R$ 40 bilhões para empresas brasileiras, segundo estimativa apresentada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), durante a inauguração de uma nova unidade da Whirlpool, em Rio Claro (SP), onde o ministro destacou a importância da modernização logística para ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Modernização do Portal Único deve reduzir burocracia

Durante o evento, Alckmin afirmou que a integração do sistema ao Siscomex pode diminuir significativamente o chamado Custo Brasil, principalmente ao acelerar processos de importação e exportação.

Segundo ele, atrasos em portos, aeroportos, navios e etapas de desembaraço aduaneiro geram prejuízos relevantes para as empresas. De acordo com o ministro, apenas um dia de carga parada pode representar custo equivalente a 0,8% do valor total da mercadoria.

A expectativa do governo é que o avanço do Portal Único de Comércio Exterior simplifique procedimentos logísticos, reduza burocracias e torne o fluxo de mercadorias mais eficiente.

Exportações ganham papel estratégico para a indústria

Alckmin também destacou a necessidade de ampliar a presença da indústria brasileira no mercado internacional. Durante o discurso, ele afirmou que alguns setores dependem diretamente das vendas externas para manter competitividade e escala de produção.

A nova fábrica da Whirlpool foi citada como exemplo desse movimento. Segundo o vice-presidente, a unidade deve atuar como um hub de exportação para atender países da América Latina.

O ministro mencionou ainda empresas como a Embraer, destacando que a atuação internacional foi fundamental para o crescimento da fabricante brasileira de aeronaves. A retomada das atividades da Avibras, em Jacareí (SP), também foi lembrada durante o evento.

Acordos comerciais fazem parte da estratégia do governo

Além da modernização logística, o governo federal aposta na ampliação de acordos comerciais para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

Entre os avanços citados estão os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura e com os países integrantes da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).

As negociações entre Mercosul e União Europeia também seguem como prioridade da estratégia brasileira para ampliar mercados e estimular novas oportunidades para a indústria nacional.

Menos burocracia e novos mercados podem fortalecer competitividade

Na avaliação do governo, a combinação entre redução de entraves burocráticos e expansão de acordos comerciais pode ampliar a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.

A expectativa é que a modernização dos sistemas logísticos e aduaneiros ajude o país a reduzir custos operacionais, acelerar exportações e aumentar a presença do Brasil no comércio global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Exportação

Exportações de São Bento do Sul atingem US$ 24 milhões no primeiro trimestre de 2026

As exportações de São Bento do Sul movimentaram US$ 24,16 milhões entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O destaque continua sendo o setor de madeira e móveis, que lidera com ampla vantagem as vendas internacionais do município.

Setor de madeira e móveis lidera vendas externas

As empresas ligadas ao segmento de madeira e móveis responderam por 48,07% de todo o volume exportado pela cidade no primeiro trimestre. O setor acumulou US$ 11,612 milhões em negócios no mercado internacional.

Na sequência aparecem os segmentos metalmecânico e metalúrgico, responsáveis por US$ 5,478 milhões em exportações, o equivalente a 22,68% do total. O setor têxtil e de confecções também teve participação relevante, com US$ 2,475 milhões e fatia de 10,25%.

Uruguai lidera ranking de destinos das exportações

Entre os principais mercados compradores dos produtos fabricados em São Bento do Sul, o Uruguai aparece na liderança em 2026. O país vizinho importou US$ 4,102 milhões em mercadorias do município, representando 16,98% das exportações locais.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos internacionais, seguidos por Argentina, Paraguai e Reino Unido.

Município registra queda nas exportações em relação a 2025

Apesar da presença consolidada em diversos mercados internacionais, o desempenho exportador do município apresentou retração na comparação com o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre de 2025, São Bento do Sul havia alcançado US$ 38,93 milhões em exportações. O resultado atual representa uma redução de 37,94%.

Naquele período, o setor de madeira e móveis também liderava as vendas externas, somando US$ 23,098 milhões e concentrando 59,34% das exportações do município.

Os segmentos metalmecânico e metalúrgico haviam registrado US$ 9,151 milhões, enquanto o setor têxtil contabilizou US$ 2,526 milhões.

Empresas mantêm presença em diversos mercados internacionais

Além dos principais parceiros comerciais, as indústrias de São Bento do Sul mantêm relações comerciais com uma ampla lista de países. Entre eles estão Alemanha, Canadá, Austrália, Japão, Itália, Espanha, México, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Países Baixos.

As exportações também alcançam mercados da África e América Latina, como Angola, Moçambique, Bolívia e Colômbia, ampliando a presença internacional da indústria catarinense.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sindusmobil

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