Comércio Exterior

Apex Mais Perto oferece consultoria gratuita para empresas que querem exportar

Empresas brasileiras interessadas em começar ou ampliar a atuação no exterior terão acesso a uma nova ferramenta de apoio à internacionalização de empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará, em outubro, o Apex Mais Perto, serviço que oferece consultoria individual, gratuita e totalmente online com especialistas em comércio exterior.

O programa disponibiliza até três horas de atendimento por empresa, permitindo que cada negócio apresente suas dúvidas e receba orientações direcionadas aos próprios desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o conhecimento técnico das necessidades práticas de empresas que desejam ingressar ou avançar no mercado internacional.

Consultoria gratuita para exportação

A decisão de exportar envolve uma série de questões. Entre elas estão a escolha dos mercados de destino, a definição do preço de exportação, os procedimentos necessários para vender ao exterior, a organização da logística internacional e a definição de estratégias para conquistar e diversificar mercados.

O Apex Mais Perto pretende auxiliar justamente nesses pontos. O atendimento poderá tratar de temas como:

  • Diversificação de mercados;
  • oportunidades relacionadas a acordos comerciais;
  • estratégias de acesso a mercados internacionais;
  • formação de preços para exportação;
  • logística e procedimentos aduaneiros;
  • contratos internacionais;
  • riscos e garantias;
  • marketing internacional.

De acordo com Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil, a iniciativa surgiu da identificação de uma necessidade comum entre empresas que possuem potencial para atuar internacionalmente, mas ainda enfrentam dúvidas específicas para transformar esse potencial em ações.

“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar.”

Segundo a executiva, o objetivo é aproximar essas empresas de especialistas em comércio exterior e oferecer uma orientação adaptada aos desafios de cada negócio, ajudando a transformar questões sobre mercados, preços, logística, contratos e estratégias internacionais em próximos passos.

Atendimento personalizado para cada empresa

Um dos diferenciais do Apex Mais Perto é a possibilidade de direcionar a consultoria para o problema específico enfrentado pela empresa. O serviço não segue um formato único de atendimento: antes de agendar a conversa, a empresa poderá escolher o tema de interesse e consultar os perfis dos especialistas disponíveis.

As três horas de consultoria podem ser utilizadas em uma única sessão ou distribuídas em mais de um encontro. Assim, uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos pode concentrar o atendimento em diversificação de mercados, enquanto outra pode buscar orientação sobre preços, logística ou contratos internacionais.

Quem pode utilizar o Apex Mais Perto

O serviço é destinado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar suas atividades de exportação.

A proposta contempla tanto negócios que estão começando no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para expandir ou diversificar sua presença em outros países.

A consultoria possui caráter orientativo. Os especialistas fornecem informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relevantes da estratégia de internacionalização. As decisões e a execução das ações continuam sob responsabilidade de cada negócio.

Como solicitar a consultoria da ApexBrasil

O acesso ao Apex Mais Perto será realizado pelo portal da ApexBrasil. Para participar, a empresa deverá fazer um cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.

Após analisar se a empresa atende aos critérios do público elegível e concluir a adesão ao serviço, a ApexBrasil liberará o acesso ao sistema de agendamento.

A partir dessa etapa, a empresa poderá:

  • escolher o tema que deseja discutir;
  • consultar os especialistas disponíveis;
  • selecionar o horário do atendimento;
  • realizar a consultoria de forma 100% online.

Cada empresa terá direito a até três horas de consultoria a cada seis meses, sem cobrança.

Apoio para empresas que querem conquistar novos mercados

Com o novo serviço, a ApexBrasil amplia as alternativas de atendimento oferecidas às empresas brasileiras que buscam exportar produtos e desenvolver sua presença internacional.

A proposta é oferecer uma solução rápida para dúvidas pontuais que podem influenciar decisões relacionadas à entrada em novos mercados, formação de preços, logística e demais etapas da internacionalização empresarial.

Empresas interessadas poderão realizar o cadastro na página do Apex Mais Perto no portal da ApexBrasil e solicitar a consultoria gratuita.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

Brasil amplia acesso a mercados e conquista novas autorizações para exportação em cinco países

Produtos brasileiros ganharam acesso a novos mercados internacionais após as autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicarem ao Brasil a aprovação de novas oportunidades comerciais.

As autorizações contemplam diferentes segmentos do agronegócio brasileiro, incluindo carnes, produtos de origem animal, grãos e derivados agrícolas.

Antígua e Barbuda libera exportação de carnes brasileiras

Em Antígua e Barbuda, foi autorizada a entrada de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos provenientes do Brasil.

A medida amplia as possibilidades de comercialização de produtos de origem animal brasileiros no mercado caribenho.

Chile autoriza extrato de carne de ruminantes

O Chile também abriu espaço para um novo produto brasileiro. O país autorizou a importação de extrato de carne de ruminantes destinado ao consumo humano.

A decisão amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno.

Argélia abre mercado para DDG de milho

Na Argélia, a autorização envolve os grãos secos de destilaria (DDG) de milho, um coproduto obtido no processo de produção de etanol.

Com a abertura, o DDG de milho brasileiro passa a contar com autorização para exportação ao mercado argelino.

China autoriza miúdos, pele e ossos de suínos

A China aprovou a importação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.

O país asiático é um dos principais destinos dos produtos do agronegócio brasileiro, e a nova autorização amplia a variedade de itens de origem suína que podem ser comercializados no mercado chinês.

Paraguai libera fibra de coco brasileira

Já o Paraguai autorizou a importação de fibra de coco utilizada como substrato, abrindo mais uma possibilidade para produtos brasileiros no mercado paraguaio.

As novas habilitações reforçam a expansão do acesso de produtos brasileiros no mercado internacional, com autorizações distribuídas entre alimentos, produtos de origem animal e insumos agrícolas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Internacional

Demanda por carga aérea cresce 4,4% em agosto e América Latina avança 5,1%

A demanda global por transporte aéreo de cargas registrou crescimento de 4,4% em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e apontam manutenção do ritmo de expansão do comércio internacional.

No mercado internacional, o avanço da demanda foi ainda maior, chegando a 5,3%. O resultado ocorreu mesmo com uma redução de 0,1% na capacidade disponível.

Na América Latina e no Caribe, as companhias aéreas registraram aumento de 5,1% na demanda por carga aérea em agosto. No mesmo período, a capacidade disponível cresceu 3,3%.

O desempenho regional acompanhou a expansão observada em outras partes do mundo. A América do Norte apresentou a maior alta entre as regiões, com crescimento de 6,6%, enquanto as empresas da Ásia-Pacífico registraram avanço de 4,3%.

Rota Ásia–América do Norte lidera expansão

Entre os principais corredores internacionais de comércio, a rota Ásia–América do Norte apresentou o crescimento mais expressivo, com alta de 13,2% na comparação anual.

As operações dentro da própria Ásia avançaram 6,1%, enquanto o fluxo entre Europa e América do Norte aumentou 4,3%. Em contrapartida, as rotas relacionadas ao Oriente Médio registraram queda, em um cenário influenciado pelos impactos dos conflitos na região.

Segundo a IATA, a combinação entre demanda consistente e maior ocupação das aeronaves contribuiu para que as empresas recuperassem parte dos custos elevados relacionados ao combustível. Em agosto, o preço do querosene de aviação aumentou 8,3% em relação a julho e ficou 79,2% acima do registrado no mesmo período de 2025.

O cenário ocorre em paralelo ao crescimento do comércio global de bens, que avançou 6% em julho, na comparação anual. De acordo com a associação, o indicador mantém uma sequência de dois anos e nove meses de expansão consecutiva.

Perspectivas para a alta temporada

Para a vice-presidente sênior de Sustentabilidade e economista-chefe da IATA, Marie Owens Thomsen, o desempenho do comércio global e a recuperação dos rendimentos observada em agosto representam sinais positivos para o período de maior movimentação do transporte aéreo de cargas no fim do ano.

O desempenho das principais rotas internacionais e a evolução da demanda devem continuar entre os fatores observados pelo setor durante a temporada de maior atividade do comércio global.

Fonte: CNN Brasil, com informações da IATA.

Texto: Redação

Imagem: CNN / Divulação RIOGaleão

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Comércio Exterior

Sistema Remessa terá novas validações para registro da Declaração de Importação de Remessa

A partir de 1º de outubro de 2026, o sistema Remessa passará a adotar duas novas validações para as transmissões de dados destinadas ao registro da Declaração de Importação de Remessa (DIR).

As alterações têm como objetivo aprimorar a consistência das informações enviadas ao sistema e adequá-las aos requisitos necessários para a implementação da Reforma Tributária do Consumo.

Novas exigências para NCM e cClassTrib

Com a mudança, as transmissões deverão atender a dois requisitos específicos:

  • O campo NCM deverá apresentar, no mínimo, os seis primeiros dígitos de um código válido;
  • O campo cClassTrib deverá conter um código válido formado por seis dígitos.

As informações serão verificadas pelo sistema no momento da transmissão dos dados.

Transmissões fora do padrão serão rejeitadas

Envios que não apresentarem os campos NCM e cClassTrib de acordo com as novas regras serão rejeitados pelo sistema Remessa.

Nesses casos, a transmissão não resultará no registro da respectiva DIR, sendo necessário que os dados atendam aos critérios estabelecidos para que o procedimento possa prosseguir.

Mudança está relacionada à Reforma Tributária

A adoção das novas validações faz parte das adequações necessárias para a implementação da Reforma Tributária do Consumo. A exigência de informações válidas e completas busca garantir maior consistência nos dados utilizados no processamento das declarações.

As equipes técnicas responsáveis pelo sistema permanecem disponíveis pelos canais habituais de atendimento para prestar esclarecimentos e orientar os usuários sobre as novas regras.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro. O resultado foi obtido a partir de exportações de US$ 8,809 bilhões e importações de US$ 6,41 bilhões, segundo dados divulgados na segunda-feira (28) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com o desempenho da quarta semana, setembro acumula até agora um saldo positivo de US$ 6,452 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 30,488 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 24,036 bilhões.

Exportações crescem 22,2% em setembro

Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações brasileiras apresentaram alta de 22,2% até a quarta semana deste mês.

O resultado positivo foi influenciado pelo avanço das vendas externas nos três principais segmentos analisados pela Secex.

A Indústria Extrativa teve o maior crescimento percentual, com alta de 52,2%, alcançando US$ 8,41 bilhões em exportações. A Indústria de Transformação registrou aumento de 13,8%, para US$ 15,62 bilhões.

Já a Agropecuária apresentou crescimento de 12,8%, com exportações de US$ 6,17 bilhões no período.

Importações também avançam

As importações brasileiras cresceram 7,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Entre os setores, a Agropecuária registrou alta de 15,7%, totalizando US$ 45 milhões em compras externas. A Indústria Extrativa teve crescimento de 16,5%, alcançando US$ 1,07 bilhão.

A Indústria de Transformação, por sua vez, apresentou aumento de 6,8% nas importações, que chegaram a US$ 22,37 bilhões.

Saldo comercial permanece positivo

O desempenho das exportações e importações mantém a balança comercial do Brasil no campo positivo em setembro. O superávit acumulado até a quarta semana representa a diferença entre os US$ 30,488 bilhões exportados e os US$ 24,036 bilhões importados pelo país.

Os números divulgados pela Secex consideram o desempenho comercial brasileiro até a quarta semana de setembro.

Outros dados de Comércio Exterior podem ser consultados no COMEXSTAT.

Acesse AQUI o release semanal.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Portos

Movimentação portuária de agosto destaca crescimento e diversidade de cargas no Brasil

A movimentação portuária brasileira apresentou números de destaque em agosto de 2026, com recordes e crescimento em diferentes terminais das regiões Sudeste, Nordeste e Sul. Os dados reunidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) mostram avanços tanto no transporte de contêineres quanto na movimentação de granéis sólidos, líquidos e carga geral.

Entre os principais resultados estão o recorde mensal de contêineres registrado pelo Porto de Santos (SP), o maior volume mensal da história do Porto de Suape (PE) e o crescimento expressivo dos portos administrados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

Soja, açúcar, milho, fertilizantes, petróleo e derivados, madeira, cevada e outras matérias-primas estiveram entre as cargas de maior participação no período.

Sudeste concentra grandes volumes de cargas e contêineres

Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres

O Porto de Santos movimentou 16,38 milhões de toneladas em agosto. Entre as principais cargas esteve o complexo soja, que inclui soja em grãos e farelo, tanto a granel quanto em contêineres, responsável por 3,08 milhões de toneladas.

O açúcar movimentou 2,39 milhões de toneladas, enquanto o milho chegou a 1,86 milhão de toneladas.

O principal destaque, porém, foi a operação de contêineres. Santos movimentou 538,2 mil TEUs, maior volume mensal já registrado pelo porto e 3,9% acima de agosto de 2025.

No acumulado entre janeiro e agosto, a movimentação geral de cargas chegou a 125,9 milhões de toneladas, crescimento de 3,1% na comparação anual.

São Sebastião tem barrilha, açúcar e malte entre as principais cargas

No Porto de São Sebastião, a movimentação de agosto totalizou 25,2 mil toneladas. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o volume chegou a 563 mil toneladas.

As principais cargas foram barrilha a granel, com 183,4 mil toneladas; açúcar a granel, com 165,2 mil toneladas; e malte e cevada a granel, com 106,8 mil toneladas. Juntas, elas representaram 455,4 mil toneladas no acumulado.

Nordeste tem recorde em Suape e crescimento nos portos baianos

Suape alcança maior movimentação mensal da história

O Porto de Suape movimentou 2,7 milhões de toneladas em agosto, estabelecendo o maior volume mensal já registrado pelo terminal.

Os granéis líquidos, principalmente petróleo e derivados, responderam por 1,98 milhão de toneladas, ou 72,5% do total movimentado.

O resultado representa uma alta de 61% em relação a agosto de 2025.

Além dos granéis líquidos, Suape movimentou 51.658 TEUs em contêineres, 146,2 mil toneladas de granéis sólidos e 21,9 mil toneladas de carga geral solta.

Porto do Recife movimenta trigo, malte, açúcar e fertilizantes

O Porto do Recife registrou 51,4 mil toneladas movimentadas em agosto, com predominância de granéis sólidos.

Entre os principais produtos estiveram trigo, com 14,1 mil toneladas; malte, com 10,5 mil; açúcar, com 8 mil; e fertilizantes, com 5 mil toneladas.

Portos da Bahia registram alta de 12,54%

Os portos administrados pela Codeba movimentaram 1,9 milhão de toneladas em agosto, alta de 12,54% frente ao mesmo mês de 2025.

As cargas destinadas à exportação tiveram crescimento ainda maior, de 40,27%. De janeiro a agosto, a movimentação acumulada chegou a 14 milhões de toneladas.

O Porto de Aratu-Candeias foi um dos principais responsáveis pelo resultado. O terminal movimentou 798,5 mil toneladas em agosto, crescimento de 45,66% na comparação anual. As cargas destinadas à exportação avançaram 235%.

Com operações voltadas principalmente aos setores petroquímico, siderúrgico e de fertilizantes, Aratu-Candeias movimenta granéis sólidos, líquidos e gasosos, incluindo minérios, fertilizantes e produtos químicos.

Já o Porto de Salvador registrou 666,9 mil toneladas em agosto, com destaque para fertilizantes e contêineres. No acumulado do ano, foram 5,06 milhões de toneladas, alta de 14,15% sobre o mesmo período de 2025.

O Porto de Ilhéus também apresentou crescimento. A movimentação em agosto aumentou 71,44% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com 35,7 mil toneladas destinadas à exportação.

Região Sul mantém movimentação de grãos, madeira e fertilizantes

Porto de Porto Alegre tem fertilizantes e cevada entre os destaques

O Porto de Porto Alegre movimentou 41,9 mil toneladas em agosto. Desse total, 21,6 mil toneladas foram de fertilizantes e 20,2 mil toneladas de cevada.

Entre janeiro e agosto, o terminal registrou crescimento de 7,11% na movimentação em relação ao mesmo período de 2025.

Porto de Pelotas concentra operações em madeira

O Porto de Pelotas movimentou 87,3 mil toneladas em agosto. As toras de madeira representaram a maior parcela, com 79,4 mil toneladas.

Na sequência apareceram a soja em grão, com 5,9 mil toneladas, e o clínquer, com 1,9 mil toneladas.

Rio Grande movimenta 3,9 milhões de toneladas em agosto

Considerando os terminais arrendados e os Terminais de Uso Privado (TUPs), o Porto do Rio Grande movimentou 3,90 milhões de toneladas em agosto, além de 71.527 TEUs.

No acumulado de 2026, os principais grupos de cargas foram grãos agrícolas, farinhas, farelos e cereais, com 13,07 milhões de toneladas; matérias-primas para fertilizantes, com 4,30 milhões; e pastas de madeira e matéria celulósica, com 2,60 milhões de toneladas.

Itajaí registra crescimento de 25% no acumulado do ano

O Porto de Itajaí movimentou 407,4 mil toneladas em agosto.

Entre janeiro e agosto de 2026, o terminal acumulou 3,5 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No Paraná, os portos de Paranaguá e Antonina chegaram a 46,86 milhões de toneladas movimentadas no acumulado de janeiro a agosto.

Movimentação portuária mostra diversidade de cargas

Os números de agosto reforçam a diversidade da movimentação portuária brasileira, que envolve desde commodities agrícolas, como soja, milho e açúcar, até petróleo e derivados, fertilizantes, produtos químicos, madeira e cargas conteinerizadas.

Os resultados também evidenciam o papel dos portos nas operações de comércio exterior e no abastecimento de diferentes cadeias produtivas do país.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: MPOR / Divulgação Porto de Suape

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Eventos

Meeting Comex 2026 teve público recorde e participação internacional

O Meeting Comex 2026 reuniu 3 mil empresários, executivos e profissionais ligados aos negócios internacionais e marcou a primeira edição com caráter internacional. Na 13ª edição, o evento teve números que reforçam a dimensão alcançada no cenário do comércio exterior brasileiro. O encontro foi realizado nos dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC).

Promovido pela Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), o Meeting Comex contabilizou mais de 20 horas de conteúdo técnico, reunindo especialistas, lideranças empresariais, representantes de órgãos anuentes e nomes com atuação nos cenários nacional e internacional.

Entre os temas discutidos estiveram a influência da geopolítica nos negócios internacionais, o acordo entre União Europeia e Mercosul, os impactos da reforma tributária no comércio exterior, o transporte aéreo de cargas, os desafios do transporte marítimo global e questões relacionadas à atuação administrativa dos órgãos anuentes.

Conteúdo técnico e decisões que impactam o comércio exterior

A programação foi construída a partir de temas que estão diretamente relacionados aos desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional. Painéis com CEOs, representantes de órgãos públicos e especialistas dividiram espaço com palestras de nomes como o secretário Paulo Bornhausen, o general André Novaes, o presidente da ABIMAQ, José Velloso, e o empresário, diplomata e economista Marcos Troyjo.

Além das discussões nos palcos, o evento também ofereceu workshops e espaços voltados à troca de experiências e à geração de negócios, aproximando profissionais de diferentes segmentos da cadeia de comércio exterior e logística.

Um dos principais marcos desta edição foi a internacionalização do evento. Delegações de câmaras de comércio de 17 países participaram da programação, ampliando as possibilidades de conexão entre empresas brasileiras e mercados estrangeiros.

A presença internacional acompanhou uma proposta que foi além da exposição de tendências. O Meeting Comex buscou aproximar empresários, especialistas e instituições para discutir oportunidades concretas de negócios e os movimentos que podem influenciar as relações comerciais nos próximos anos.

A área de exposição também teve papel importante nesse processo, reunindo dezenas de empresas e criando um ambiente de relacionamento e networking ao longo dos dois dias.

Público recorde reforça dimensão do evento

Com 3 mil participantes, o Meeting Comex 2026 registrou o maior público de sua história. O número reúne empresários, executivos, profissionais e representantes de organizações ligadas ao comércio exterior e aos negócios internacionais.

A participação recorde ocorre em um momento de transformações importantes para o setor, marcado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos, reorganização de rotas logísticas e um cenário geopolítico que influencia diretamente as relações comerciais. Nesse contexto, o evento se consolidou como um espaço para acompanhar essas transformações e, principalmente, discutir seus impactos sobre as empresas brasileiras.

Para a CEO da ReConecta News, Renata Palmeira, eventos como o Meeting Comex têm papel importante para profissionais e empresas que precisam acompanhar as transformações do comércio exterior e, ao mesmo tempo, fortalecer suas conexões no mercado. “Eventos como o Meeting Comex são fundamentais porque reúnem, em um mesmo ambiente, informação, atualização e networking. O comércio exterior está em constante transformação, seja pelas mudanças regulatórias, pela tecnologia, pela logística ou pelo cenário internacional. Estar presente nesses encontros permite acompanhar de perto o que está acontecendo, trocar experiências com outros profissionais e criar conexões que podem se transformar em oportunidades e novos negócios”, destaca Renata.

Conexões como estratégia para o futuro

Para a presidente do Meeting Comex 2026, Carolina Botelho, a capacidade de adaptação continuará sendo uma característica necessária para quem atua no comércio exterior. “Os mercados continuarão mudando. Novas tecnologias surgirão, rotas serão redesenhadas e desafios inevitavelmente aparecerão. Essa é a realidade do comércio exterior. Em meio a tudo isso, permanece a nossa convicção de que são as conexões entre pessoas que tornam possível aproximar mercados”, afirma.

O presidente da ACIJ, André Daher, também destacou o papel do evento na estratégia da entidade para o desenvolvimento empresarial. “Com o Meeting Comex, a ACIJ reafirma seu compromisso de liderar e articular o aumento de competitividade das empresas, o desenvolvimento da economia e o bem-estar das pessoas. Continuaremos a construir juntos um futuro sempre promissor, um futuro em que as parcerias internacionais estarão cada vez mais presentes no dia a dia das empresas associadas à entidade”, destaca.

Mais do que dois dias de palestras e painéis, o encontro reforçou a importância da aproximação entre empresas, instituições e mercados em um cenário no qual decisões tomadas em diferentes partes do mundo podem repercutir diretamente sobre a cadeia de suprimentos brasileira.

Para o setor, a edição de 2026 também representa um movimento de ampliação das conexões internacionais do evento e abre espaço para que os próximos encontros avancem ainda mais na discussão sobre competitividade, inovação, logística e negócios globais.

Fonte: ACIJ / Meeting Comex 2026

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Portos

Porto de Natal conclui primeira etapa da dragagem e aguarda licença para nova fase

O Porto de Natal concluiu a primeira etapa da dragagem do canal de acesso pelo Rio Potengi e agora depende de uma autorização ambiental para dar continuidade ao projeto. O serviço foi finalizado no fim de agosto, com a retirada de aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos.

Com a intervenção, a profundidade do canal passou de 10,5 metros para 12,5 metros, aumentando a capacidade operacional do terminal e permitindo a entrada de embarcações de maior porte.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Antes das obras, o Porto de Natal conseguia receber navios com até 202 metros de comprimento e 30 metros de largura. Após a dragagem de manutenção, o terminal passa a ter condições de operar com embarcações de até 232 metros de comprimento e entre 35 e 40 metros de largura.

Segundo Paulo Sidney Gomes Silva, diretor técnico e comercial da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), a ampliação aumenta as possibilidades de operação e permite que novos tipos de navios utilizem o terminal.

A primeira fase da obra começou em 24 de abril e tinha prazo de até quatro meses. De acordo com a Codern, o cronograma foi cumprido.

Após a retirada dos sedimentos, a equipe responsável pela fiscalização realiza verificações para conferir o nivelamento das áreas onde houve intervenção.

A última dragagem de manutenção do canal havia sido realizada em 2009.

Segunda etapa depende de licença ambiental

A próxima fase do projeto prevê alterações na Bacia de Evolução, área utilizada pelos navios para realizar as manobras de entrada e saída do porto.

Atualmente, a estrutura está localizada praticamente em frente ao Porto de Natal, no Rio Potengi. A proposta é transferi-la para uma área mais próxima da Ponte Newton Navarro.

Para iniciar os trabalhos, a Codern aguarda uma licença de alteração do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema).

A expectativa da companhia é obter a autorização no início de outubro. Depois da liberação ambiental, a segunda etapa deverá ser executada em até quatro meses.

A mudança da Bacia de Evolução é considerada necessária para ampliar a capacidade operacional do terminal e permitir a movimentação de navios de maior porte.

Investimento chega a R$ 60 milhões

O projeto de dragagem envolve investimentos de aproximadamente R$ 60 milhões. A obra faz parte de um pacote de melhorias previsto para modernizar a estrutura do Porto de Natal.

Entre as intervenções estão a substituição das defensas do cais, a recuperação dos armazéns e a implantação de uma usina fotovoltaica.

De acordo com a Codern, as novas estruturas deverão melhorar as condições oferecidas aos clientes do terminal, enquanto a geração de energia solar contribuirá para ampliar o uso de energia limpa.

Melão lidera exportações do Porto de Natal

O melão é atualmente o principal produto exportado pelo Porto de Natal. A maior parte das cargas tem como destino países da União Europeia.

O terminal também movimenta produtos importados. Entre eles, o trigo ocupa posição de destaque, com cargas provenientes principalmente do Canadá e da Argentina.

Com a conclusão das novas etapas da dragagem e das demais obras de modernização, o Porto de Natal busca ampliar sua capacidade para atender embarcações maiores e fortalecer a movimentação de cargas pelo Rio Grande do Norte.

FONTE: Agora RN
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Aldenir/Agora RN

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Indústria

FIESC discute transformação digital da indústria com comitiva da Espanha

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu, na quinta-feira (24), representantes da Câmara de Comércio Brasil-Espanha para discutir oportunidades de ampliar a cooperação entre Santa Catarina e o país europeu. Entre os principais assuntos do encontro esteve a transformação digital na indústria, especialmente entre empresas de pequeno e médio porte.

Espanha pode ampliar parceria com Santa Catarina

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a relação construída ao longo dos anos entre Santa Catarina e a Espanha. Segundo ele, existe espaço para ampliar as relações comerciais com a Europa, principalmente diante das perspectivas relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia.

Seleme também lembrou que a FIESC realizou uma missão à Espanha em abril, reforçando a aproximação entre o setor industrial catarinense e empresas e instituições espanholas.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, Trinidad Jiménez, afirmou que o acordo entre os blocos contribuiu para ampliar as possibilidades de negócios internacionais e investimentos.

Transformação digital é desafio para pequenas e médias empresas

O presidente do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação e Comunicação da FIESC, Alexandre d’Avila da Cunha, ressaltou o papel da transformação digital da indústria para melhorar processos e resultados empresariais.

De acordo com ele, a adoção de tecnologias pode ajudar a reduzir lacunas, elevar a qualidade e ampliar a conformidade das empresas. O executivo também defendeu que a digitalização deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade para a competitividade industrial.

A experiência espanhola em manufatura avançada também foi apontada como uma oportunidade de cooperação. A transferência de tecnologias e conhecimentos pode contribuir para elevar a produtividade industrial e modernizar plantas fabris em Santa Catarina.

Cooperação pode ir além do comércio

O secretário-executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que Santa Catarina já mantém uma relação positiva com a Espanha, mas que há espaço para aprofundar essa aproximação.

Além do comércio exterior, a cooperação pode avançar em diferentes áreas, ampliando as possibilidades de intercâmbio entre empresas, instituições e setores produtivos dos dois lados.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões em produtos para a Espanha. Entre os principais itens comercializados estiveram carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses de produtos espanhóis chegaram a US$ 322 milhões. A pauta foi liderada por pigmentos, azeite de oliva, maquiagens e produtos para cabelo, além de medicamentos.

A ampliação da cooperação em tecnologia industrial, inovação e comércio exterior pode criar novas oportunidades para empresas catarinenses e espanholas, especialmente no contexto de maior integração comercial entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Transporte

Tomada de subsídios da ANTAQ recebe contribuições sobre sobrestadia de contêineres

A ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) está recebendo contribuições para a análise sobre a sobrestadia de contêineres no transporte aquaviário. A Tomada de Subsídios Pública SRG nº 03/2026 reúne sugestões e informações sobre o relatório preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR) relacionado ao Tema 2.6 da Agenda Regulatória 2025/2028.

O tema é denominado “Sobrestadia de contêiner – Resolução ANTAQ nº 62/2021” e está aberto à participação de usuários, agentes do setor aquaviário e demais interessados.

O prazo para envio das manifestações termina às 23h59 de 20 de outubro de 2026.

Contribuições devem ser enviadas pela internet

Os interessados deverão encaminhar suas manifestações exclusivamente por meio do formulário eletrônico da Tomada de Subsídios SRG nº 03/2026 disponibilizado pela ANTAQ.

A tomada de subsídios é um instrumento de participação utilizado para reunir dados, informações e sugestões que possam contribuir para a análise de determinado tema e para a elaboração de futuras propostas regulatórias.

No caso da ANTAQ, o mecanismo permite que empresas, usuários e demais participantes do setor apresentem suas contribuições por escrito.

Materiais complementares podem ser enviados por e-mail

Além do preenchimento do formulário, os participantes poderão encaminhar arquivos digitais, como mapas, plantas e fotografias.

Esses materiais deverão ser enviados para o endereço eletrônico srg@antaq.gov.br dentro do prazo estabelecido e com a devida identificação do participante.

A Agência ressalta, porém, que o conteúdo principal da manifestação deverá obrigatoriamente ser registrado nos campos específicos do formulário eletrônico. O envio de documentos por e-mail não substitui essa etapa.

Após o encerramento da consulta, as contribuições recebidas serão disponibilizadas no site da ANTAQ.

Webinário sobre sobrestadia de contêineres será realizado em setembro

Como parte da programação relacionada ao tema, a ANTAQ promoverá um webinário sobre a sobrestadia de contêineres em 29 de setembro, a partir das 10h.

O encontro terá como objetivo apresentar o assunto aos interessados e discutir aspectos do relatório preliminar de Análise de Impacto Regulatório. A atividade também permitirá ampliar o conhecimento sobre a matéria e esclarecer dúvidas relacionadas ao estudo.

A transmissão será realizada pelo canal oficial da ANTAQ no YouTube.

Durante a videoconferência, os participantes poderão encaminhar perguntas e dúvidas pelo WhatsApp, por meio do número (61) 2029-6515.

Participação no processo regulatório

A iniciativa permite que diferentes representantes do setor aquaviário brasileiro contribuam com informações e percepções sobre a regulamentação da sobrestadia de contêineres.

As manifestações recebidas pela Agência serão utilizadas como subsídios para o desenvolvimento dos estudos e das próximas etapas relacionadas ao tema na Agenda Regulatória 2025/2028.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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