Tecnologia

Índia e Japão ampliam parceria em inteligência artificial, energia e defesa

A Índia e o Japão deram um novo passo no fortalecimento da parceria estratégica entre os dois países ao firmarem acordos voltados para inteligência artificial (IA), energia, metais, defesa e segurança econômica. Os entendimentos foram anunciados nesta quinta-feira após encontro entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a premiê japonesa, Sanae Takaichi, em Nova Délhi.

A visita oficial de Takaichi, com duração de três dias, reforça o avanço da cooperação bilateral em um momento de mudanças no cenário geopolítico e econômico internacional.

Cooperação busca ampliar segurança econômica

Após a reunião, os dois governos confirmaram a elaboração de um roteiro conjunto para aprofundar a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o crescimento econômico e a estabilidade regional.

Durante coletiva de imprensa, Sanae Takaichi destacou que Índia e Japão pretendem aproveitar as competências de cada país para impulsionar o desenvolvimento mútuo.

Segundo a premiê japonesa, o cenário internacional cada vez mais instável torna essencial a construção de uma relação baseada em complementaridade e cooperação.

Inteligência artificial e tecnologia ganham protagonismo

Entre os principais resultados do encontro está a adoção de três documentos considerados históricos pelos governos, abrangendo segurança econômica, resiliência energética e inteligência artificial.

Narendra Modi afirmou que a combinação da tecnologia de precisão desenvolvida pelo Japão com a expertise da Índia em desenvolvimento de software poderá acelerar a evolução global da IA e abrir novas oportunidades de inovação.

Os dois líderes não responderam a perguntas da imprensa após o anúncio dos acordos.

Primeiro projeto conjunto na área de defesa

Outro destaque da reunião foi a assinatura do primeiro acordo de codesenvolvimento na área de defesa entre Índia e Japão.

Os dois países integram o Quad, grupo formado também por Estados Unidos e Austrália, que atua na cooperação estratégica na região do Indo-Pacífico e é frequentemente visto como um contraponto ao crescimento da influência chinesa na área.

Além da defesa, as conversas abordaram temas como comércio exterior, investimentos, tecnologias emergentes, energia e intercâmbio entre as populações dos dois países.

Comércio e investimentos seguem em expansão

As relações econômicas entre Índia e Japão vêm registrando crescimento contínuo. No ano fiscal de 2025/26, o comércio bilateral alcançou US$ 27,5 bilhões.

No mesmo período, os investimentos japoneses na economia indiana somaram US$ 3,2 bilhões entre abril e dezembro de 2025, segundo dados do governo da Índia.

A visita de Sanae Takaichi ocorre menos de um ano após a viagem de Narendra Modi a Tóquio, quando o governo japonês anunciou a intenção de ampliar seus investimentos no mercado indiano para mais de US$ 61 bilhões ao longo da próxima década.

Japão amplia presença em projetos estratégicos na Índia

O Japão figura entre os principais investidores estrangeiros na Índia e participa de importantes projetos de infraestrutura, como a construção da ferrovia de alta velocidade que ligará Mumbai a Ahmedabad.

Empresas japonesas também vêm ampliando sua participação no setor privado indiano. Um dos negócios recentes foi a aquisição de uma participação de 20% no Yes Bank, em uma operação avaliada em cerca de US$ 1,6 bilhão.

A agenda da premiê japonesa inclui ainda encontros com representantes do setor empresarial e participação em uma conferência de negócios durante a visita oficial.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Altaf Hussain

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Comércio

Brasil critica restrições da União Europeia ao aço e cobra compensações comerciais

O governo brasileiro manifestou preocupação com as novas medidas adotadas pela União Europeia para limitar as importações de aço e afirmou que continuará buscando compensações e uma solução negociada para o impasse comercial.

Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) avaliaram que as mudanças reduzem o acesso dos exportadores brasileiros ao mercado europeu e não atacam a principal causa do problema: o excesso de capacidade da indústria siderúrgica mundial.

Governo brasileiro contesta novas regras da UE

De acordo com o Executivo, o bloco europeu passou a impor restrições quantitativas mais rígidas para a entrada de produtos siderúrgicos, além de aumentar as tarifas aplicadas às importações que ultrapassarem os limites estabelecidos pelas cotas.

Na avaliação do Brasil, as novas regras atingem diversos parceiros comerciais da União Europeia e ampliam as barreiras às exportações, mesmo após o encerramento do regime de salvaguardas criado em 2018.

O governo também ressaltou que o país sofre os impactos da sobreoferta global de aço e continuará defendendo soluções multilaterais para enfrentar esse cenário em organismos internacionais. Segundo a nota, restringir o comércio de países que não são responsáveis pelo excesso de produção tende a agravar as tensões comerciais e incentivar novas medidas de defesa entre os mercados.

Brasil cobra compensações previstas em acordo internacional

Outro ponto destacado pelo governo é a ausência de entendimento com a União Europeia sobre compensações relacionadas às novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT).

Para o Brasil, o novo sistema de cotas foi implementado de forma unilateral e, por isso, não pode ser considerado uma compensação ao país.

Apesar das divergências, o Executivo informou que manterá o diálogo com o bloco europeu em busca de uma solução que atenda aos interesses de ambas as partes.

União Europeia reduz cotas e dobra tarifa sobre excedente

As novas regras anunciadas pela Comissão Europeia diminuem em 47% o volume de aço que poderá ingressar no bloco sem incidência de tarifas. Com isso, o limite anual passa para 18,3 milhões de toneladas.

Quando a cota for ultrapassada, será aplicada uma tarifa de 50% sobre o excedente em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Na prática, os exportadores terão um volume menor para comercializar sem custos adicionais e enfrentarão uma tributação mais elevada caso excedam o limite permitido.

O modelo prevê ainda que metade das cotas seja destinada a países que possuem acordos de livre comércio com a União Europeia. O restante ficará disponível aos demais parceiros comerciais, enquanto alguns exportadores terão limites específicos definidos conforme o histórico de vendas ao bloco.

Comissão Europeia justifica medidas para proteger indústria

Segundo a Comissão Europeia, as alterações são necessárias para fortalecer a indústria siderúrgica europeia diante da crescente sobreoferta mundial de aço, que pressiona os preços internacionais e reduz a competitividade das empresas do setor.

O órgão também aponta a ocorrência de dumping — prática de exportar produtos abaixo do custo de produção — como um dos fatores que justificam as restrições. A expectativa é elevar a utilização da capacidade das siderúrgicas do bloco de cerca de 65% para aproximadamente 80%.

As medidas substituem o sistema de salvaguardas em vigor desde 2018. Antes, as importações que excediam as cotas eram tributadas em 25%. Com as novas regras, a tarifa sobe para 50%, enquanto o volume permitido sem cobrança é reduzido quase pela metade.

A Comissão Europeia informa ainda que o setor perdeu aproximadamente 100 mil postos de trabalho desde 2008 e considera as novas restrições fundamentais para conter os impactos da sobreoferta global. Em 2025, os principais fornecedores de aço para o bloco foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/JEFF KOWALSKY/EFE

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Comércio Internacional

Argentina zera imposto de exportação para produtos da mineração e indústria

O governo da Argentina oficializou a redução para 0% dos direitos de exportação incidentes sobre diversos produtos ligados aos setores de mineração e indústria. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 566/2026, publicado em 1º de julho de 2026 no Boletim Oficial do país.

A nova regra elimina imediatamente a cobrança sobre exportações de aço, alumínio, cobre, zinco, estanho e outros metais industriais relacionados no Anexo I do decreto. O benefício também passa a valer para diferentes produtos da indústria automotiva, fortalecendo a competitividade desses segmentos no mercado internacional.

Redução será gradual para outros produtos

Além das mudanças imediatas, o decreto prevê um cronograma de redução progressiva das alíquotas para outro grupo de produtos dos mesmos setores, listados no Anexo II, além de determinados hidrocarbonetos constantes no Anexo III.

Segundo o governo argentino, a diminuição ocorrerá de forma escalonada até que a alíquota alcance 0% em junho de 2027, ampliando o alcance da política de incentivo às exportações.

Governo aposta no fortalecimento das exportações

A iniciativa integra uma estratégia voltada ao fortalecimento da economia argentina, com foco na ampliação das exportações, no aumento da competitividade internacional e na geração de divisas.

De acordo com o Poder Executivo, a redução dos tributos também busca diminuir os custos fiscais e financeiros enfrentados pelos exportadores, mantendo, ao mesmo tempo, o equilíbrio das contas públicas.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Internacional

Argentina digitaliza decisões antecipadas de origem para agilizar importações

A Argentina passou a adotar um processo totalmente digital para o registro das decisões antecipadas de origem, medida que promete tornar mais ágeis os procedimentos de importação e reduzir a burocracia no comércio exterior.

A mudança foi oficializada por meio da Resolução Geral (ARCA) 5859/2026, publicada no Diário Oficial em 5 de junho de 2026 e em vigor desde 22 de junho. A norma incorpora as decisões emitidas pelo Ministério da Indústria, Comércio e Pequenas e Médias Empresas ao sistema da Janela Única de Comércio Exterior da Argentina (VUCEA).

Validação passa a ser automática nas operações de importação

Embora as decisões antecipadas de origem já estivessem previstas no Código Aduaneiro e tivessem sido regulamentadas recentemente pela Resolução (SICyPyME) 26/2026, a principal novidade é a integração eletrônica ao sistema de comércio exterior.

Com isso, a validação das decisões ocorrerá automaticamente no momento do registro da importação definitiva, eliminando a necessidade de apresentação de documentos físicos. A identificação eletrônica da autorização será suficiente para a conclusão do procedimento.

Norma define regras operacionais e plano de contingência

Além de disciplinar a comunicação das decisões antecipadas no ambiente digital, a Resolução Geral 5859/2026 também estabelece os procedimentos que deverão ser adotados caso ocorram falhas no sistema eletrônico.

A iniciativa faz parte das medidas de modernização dos processos aduaneiros argentinos, com foco na digitalização dos serviços, na simplificação das operações e no fortalecimento da eficiência do comércio exterior.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metro 1

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Portos

Portos brasileiros enfrentam desafios até 2035, aponta estudo inédito da Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou um estudo inédito que traça um panorama dos principais desafios que poderão impactar os portos brasileiros até 2035. Intitulado “Riscos Globais Portuários”, o levantamento reúne análises estratégicas para apoiar o planejamento de longo prazo diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e novas demandas do comércio internacional.

A iniciativa integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária 2025-2026 e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de um acordo de cooperação técnica.

Estudo servirá de base para políticas públicas e investimentos

Após ser concluído, o material foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq e aprovado pela diretoria da agência. O objetivo é oferecer uma ferramenta de inteligência regulatória capaz de orientar decisões relacionadas a investimentos, gestão de riscos e formulação de políticas públicas para o setor portuário.

Segundo a Antaq, antecipar ameaças tornou-se fundamental para aumentar a capacidade de adaptação dos portos brasileiros e garantir maior eficiência diante das constantes mudanças no ambiente econômico global.

Pesquisa ouviu especialistas e adaptou metodologia internacional

Para elaborar o diagnóstico, os pesquisadores utilizaram como referência a metodologia aplicada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais, adaptando-a à realidade brasileira.

O estudo reuniu revisão de literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade de portos nacionais e a contribuição de 125 especialistas e gestores do setor. Como resultado, foram produzidos um relatório técnico completo e uma versão executiva destinada a subsidiar decisões estratégicas.

Instabilidade política e falhas nas cadeias de suprimentos preocupam o setor

Entre os riscos considerados mais críticos para os próximos anos, o levantamento destaca:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado relevante é que cerca de 74% dos riscos analisados permanecem classificados como elevados tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que grande parte dos desafios possui caráter estrutural e exigirá ações permanentes.

Mudanças climáticas lideram os riscos para 2035

Na avaliação da Antaq, as mudanças climáticas representam a principal ameaça para o sistema portuário brasileiro na próxima década.

Entre os impactos previstos estão eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e os desafios relacionados à descarbonização do transporte marítimo, fatores que podem comprometer operações e investimentos em infraestrutura.

Digitalização amplia necessidade de segurança cibernética

O estudo também aponta que o avanço da transformação digital nos portos exige investimentos crescentes em segurança cibernética, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e qualificação profissional para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Na área econômica, permanecem como fatores de atenção a perda de competitividade, a elevada carga tributária, a insegurança regulatória e os reflexos das tensões geopolíticas sobre as rotas globais de comércio.

Recomendações buscam fortalecer a resiliência do setor

Além de mapear os riscos, o relatório apresenta medidas para aumentar a capacidade de resposta dos portos brasileiros. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, aceleração da modernização digital, criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos, ampliação das parcerias com universidades e centros de pesquisa e incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

O documento também defende mecanismos de financiamento para infraestrutura resiliente e programas de capacitação profissional, reforçando que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação integrada entre governo, autoridades portuárias, operadores e demais agentes da cadeia logística.

Segundo a Antaq, os resultados do estudo passarão a compor a base técnica utilizada na formulação de políticas regulatórias e poderão contribuir para decisões do Ministério de Portos e Aeroportos, além de subsidiar análises relacionadas aos contratos do setor e ao processo de modernização da infraestrutura portuária brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

Mercosul moderniza mecanismo de desabastecimento e agiliza redução de imposto para empresas

Os países integrantes do Mercosul aprovaram uma atualização no mecanismo regional de desabastecimento, medida que promete reduzir a burocracia e agilizar o acesso das empresas a insumos e produtos quando houver escassez de oferta dentro do bloco.

A decisão foi tomada durante as reuniões preparatórias para a Cúpula do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai. A proposta foi apresentada pelo Brasil durante sua Presidência Pro Tempore do bloco, no segundo semestre de 2025, e busca tornar o processo mais eficiente para os setores produtivos.

Resolução amplia prazo para redução temporária do imposto de importação

A nova Resolução GMC nº 26/26 substitui a norma anterior (Resolução GMC nº 49/19) e traz mudanças importantes no funcionamento do mecanismo de desabastecimento.

Entre as principais novidades está a ampliação do período de validade das medidas, que passa de 12 para 24 meses. Na prática, quando um produto não for fabricado ou estiver disponível em quantidade insuficiente no Mercosul, poderá haver redução temporária da alíquota do Imposto de Importação para 0%.

Com o prazo maior, as empresas terão menos necessidade de solicitar renovações frequentes, reduzindo custos administrativos e aumentando a previsibilidade para suas operações.

Processos eletrônicos prometem mais rapidez nas análises

Outra mudança prevista na nova regulamentação é a redução dos prazos para análise dos pedidos apresentados pelos Estados Partes, tornando mais ágil a liberação das solicitações.

Além disso, o Mercosul passará a utilizar um sistema eletrônico para tramitação dos processos, substituindo etapas burocráticas e tornando a gestão dos pedidos mais rápida e eficiente.

Medida fortalece ambiente de negócios no bloco

Segundo o bloco, a modernização do mecanismo está alinhada às iniciativas de desburocratização, melhoria do ambiente de negócios e aumento da eficiência administrativa. A expectativa é que a atualização facilite o acesso das empresas aos insumos necessários para manter a produção, especialmente em situações de insuficiência de oferta regional.

Antes de entrar em vigor, a Resolução GMC nº 26/26 ainda deverá ser incorporada à legislação interna de cada um dos países membros do Mercosul, conforme as normas estabelecidas pelo bloco.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Informação

Aprendendo a Exportar lança módulo sobre União Europeia para orientar empresas brasileiras

Empresas interessadas em ampliar sua presença no mercado internacional passam a contar com um novo conteúdo na plataforma Aprendendo a Exportar. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um módulo dedicado à União Europeia, reunindo informações práticas para quem pretende exportar ao bloco econômico.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o material foi criado para esclarecer as oportunidades geradas pelo Acordo Mercosul-União Europeia e orientar empresários sobre os principais procedimentos necessários para acessar um dos maiores mercados consumidores do mundo.

Conteúdo atende empresas de todos os portes

O novo módulo foi estruturado para apoiar negócios de diferentes segmentos e tamanhos, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas. O objetivo é facilitar a compreensão das exigências do mercado europeu e contribuir para que mais empresas brasileiras ingressem no comércio exterior.

De acordo com a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o acesso a informações confiáveis é um dos fatores essenciais para ampliar a participação das empresas brasileiras nas exportações.

Ela destaca que atuar no mercado internacional exige planejamento e conhecimento sobre normas, procedimentos e exigências específicas de cada destino. Segundo a secretária, a plataforma concentra essas informações de forma acessível e agora passa a oferecer um conteúdo voltado exclusivamente ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

Plataforma reúne orientações práticas para exportadores

O material foi elaborado em linguagem simples e objetiva, voltada a empresários, empreendedores e profissionais da área de comércio internacional. Entre os temas abordados estão acesso ao mercado, regras de origem, adequação de produtos às normas europeias, requisitos técnicos e sanitários, compras governamentais, propriedade intelectual, indicações geográficas, sustentabilidade e mecanismos de apoio às exportações.

Além disso, o módulo disponibiliza referências para estudos, ferramentas oficiais e bases de dados brasileiras e europeias, auxiliando as empresas na identificação de novas oportunidades de negócios.

Plataforma soma quase 20 anos de atuação

Com a novidade, o MDIC amplia o conteúdo da plataforma Aprendendo a Exportar, iniciativa que integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e tem como foco incentivar a participação de empresas brasileiras no mercado internacional.

Criada há quase duas décadas, a plataforma já ultrapassou a marca de 10 milhões de acessos e se consolidou como uma referência para empreendedores que desejam iniciar ou expandir suas atividades de exportação. Todo o conteúdo é gratuito e pode ser consultado sem necessidade de cadastro ou login.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suno Research

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Comércio Internacional

Brasil e Panamá iniciam negociações para novo acordo comercial bilateral

Brasil e Panamá oficializaram o início das negociações para um novo acordo comercial bilateral, com o objetivo de fortalecer as relações econômicas, ampliar o fluxo de comércio exterior e estimular novos investimentos entre os dois países.

O anúncio foi feito por meio de uma declaração conjunta, na qual os governos reafirmam os históricos laços de amizade e cooperação, além do compromisso com o avanço da integração econômica regional.

Negociações serão conduzidas no âmbito do Acordo de Complementação Econômica

As tratativas ocorrerão com base no Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 76 MERCOSUL–Panamá, buscando a construção de um acordo amplo, equilibrado e alinhado às prioridades comerciais de ambas as nações.

A decisão dá continuidade aos entendimentos iniciados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Panamá, em janeiro de 2026, quando foram assinados os termos de referência que estabeleceram as bases para o início das negociações.

Meta é concluir o acordo até a cúpula do MERCOSUL em 2027

Os dois governos manifestaram a intenção de conduzir as negociações de forma ágil e colaborativa, com a expectativa de finalizar o acordo durante a Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, prevista para julho de 2027, na Argentina.

A proposta é consolidar um instrumento comercial que fortaleça a cooperação bilateral e amplie as oportunidades para empresas e investidores dos dois países.

Cooperação econômica e desenvolvimento sustentável estão entre os objetivos

Na declaração conjunta, Brasil e Panamá reforçam o compromisso de aprofundar os vínculos econômicos e comerciais, promovendo ações que favoreçam o desenvolvimento sustentável, a geração de oportunidades e a prosperidade das duas sociedades.

O documento também destaca a importância de manter um ambiente de negócios com regras claras, previsibilidade jurídica e benefícios mútuos, criando condições favoráveis para a expansão das relações comerciais.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Aduana News

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Negócios

MERCOSUL e Japão iniciam negociações para acordo de parceria econômica e livre comércio

Os países que integram o MERCOSUL e o governo do Japão oficializaram o início das negociações para um Acordo de Parceria Econômica (APE). O anúncio foi realizado durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados, realizada em Assunção, no Paraguai.

A iniciativa reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do bloco sul-americano, com o objetivo de fortalecer as relações comerciais e ampliar a integração econômica com o país asiático.

Parceria busca fortalecer comércio e investimentos

O avanço das negociações é resultado dos entendimentos desenvolvidos no âmbito da Parceria Estratégica entre o MERCOSUL e o Japão, lançada em dezembro de 2025. Desde então, representantes das duas partes realizaram encontros em janeiro e março de 2026 para definir as bases do futuro acordo.

Caso seja concluído, o Acordo de Parceria Econômica criará uma área de livre comércio que reunirá aproximadamente 400 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 7 trilhões.

Japão está entre os principais parceiros comerciais do MERCOSUL

O Japão figura entre os dez maiores parceiros comerciais do MERCOSUL. Em 2025, a corrente de comércio entre as partes alcançou US$ 13,7 bilhões, reforçando a importância econômica da relação bilateral.

Além dos laços comerciais, o bloco sul-americano abriga a maior comunidade japonesa fora do território japonês, fator que também contribui para o fortalecimento das relações entre os dois lados.

Objetivo é ampliar acesso a mercados e integrar cadeias produtivas

Durante as negociações, os participantes pretendem ampliar o acesso aos mercados de bens agrícolas e bens não agrícolas, além de incentivar a cooperação econômica, os investimentos bilaterais e a integração das cadeias produtivas entre o MERCOSUL e o Japão.

Segundo os governos envolvidos, o acordo representa um passo estratégico para aprofundar a cooperação econômica, comercial e institucional, tendo como base princípios compartilhados, como a democracia, os direitos humanos e o multilateralismo.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FSA

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-União Europeia abre uma nova porta para as exportações, mas quem está preparado para atravessá-la?

Evento Conexões Produtivas apresenta oportunidades para Santa Catarina e reforça que preparação será decisiva para transformar o acordo em negócios

Foram 26 anos de negociações até que o acordo entre Mercosul e União Europeia chegasse ao ponto de abrir uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. Agora, com um mercado de aproximadamente 450 milhões de consumidores ao alcance das empresas brasileiras, uma nova etapa começa. Com a aplicação provisória do tratado de livre comércio em vigor desde dia 1º de maio de 2026, a grande questão passou a ser: quem está preparado para aproveitar essa oportunidade?

Essa reflexão deu o tom do painel “Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia”, apresentado durante o Conexões Produtivas, realizado nesta terça-feira (30), no Porto de Itajaí. O evento reuniu representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Sebrae e lideranças do setor produtivo para discutir como transformar o acordo em aumento real das exportações brasileiras. Segundo os especialistas, o maior o desafio a partir de agora está na capacidade, e no interesse, das empresas em atender às exigências técnicas, comerciais e estratégicas impostas pelo novo cenário.

Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil apresentou dados Painel de Oportunidades para Santa Catarina. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

Santa Catarina tem mais de 800 oportunidades identificadas

Durante o encontro, a ApexBrasil apresentou o Painel de Oportunidades para Santa Catarina, um estudo que identificou 805 oportunidades de exportação para empresas catarinenses. Segundo Gustavo Ribeiro – gerente de inteligência de mercado ApexBrasil,desse total, cerca de 600 oportunidades estão concentradas na indústria, enquanto aproximadamente 150 pertencem ao agronegócio, abrangendo segmentos em que o estado já possui alta competitividade, como máquinas e equipamentos, metalmecânico, móveis, papel e celulose, têxtil, alimentos e fruticultura.

Os números mostram que existe um potencial muito maior e que vai além. Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados à União Europeia, desempenho que ainda está abaixo da média nacional de participação desse mercado, indicando espaço significativo para crescimento.

Mais do que redução de tarifas

Grande parte das discussões sobre o acordo está ficado na redução de impostos de importação europeus. Mas os especialistas presentes no evento destacaram que o impacto vai muito além das tarifas. Dos aproximadamente 9.300 produtos contemplados pelo acordo, mais da metade das linhas tarifárias da União Europeia já passam a contar com tarifa zero ou reduzida desde a entrada em vigor provisória do tratado. Outros 25% terão redução gradual entre quatro e sete anos.

Para Gustavo Ribeiro, gerente de inteligência de mercado da ApexBrasil, isso muda a lógica das decisões empresariais. Segundo ele, as empresas passam a reavaliar fatores como localização de fábricas, cadeias produtivas e estratégias de investimento, uma vez que o acesso facilitado ao mercado europeu passa a integrar o cálculo de competitividade das organizações. O Brasil reúne vantagens como estabilidade econômica, inflação controlada e baixo desemprego, fatores que também influenciam esse movimento.

Painel trouxe a experiência de empresas catarinenses nas exportações para a União Europeia.
(Foto: Giovana Santos / ReConecta News)

Preparação será o diferencial

Se o acesso ao mercado europeu ficou mais perto, o mesmo não acontece com as exigências para competir nele. O acordo estabelece regras de origem mais rigorosas, prevê mecanismos de autocertificação, amplia a proteção das indicações geográficas, facilita habilitações sanitárias e cria oportunidades em compras governamentais, serviços e investimentos. Também reforça requisitos relacionados à rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade regulatória. Além disso, cada um dos 27 países do bloco europeu tem particularidades regulatórias, tributárias, comerciais e culturais.

Na prática, isso significa que apenas empresas preparadas para atender aos padrões internacionais conseguirão aproveitar os benefícios do tratado. Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a própria Secretaria já disponibilizou manuais técnicos para orientar empresários sobre regras de origem, desgravação tarifária e indicações geográficas, demonstrando que conhecimento passa a ser tão importante quanto capacidade produtiva.

Secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, falou sobre as oportunidades e preparação para esse novo momento. (Foto: Daiana Brocardo / ReConecta News)

PEIEX – Programa de Qualificação para Exportação

Uma das iniciativas para ajudar as empresas a aproveitarem essas oportunidades, é o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela ApexBrasil junto com o Sebrae. A iniciativa prepara empresas que desejam começar a exportar ou ampliar sua atuação no mercado internacional. Por meio de consultorias e orientações gratuitas, o programa ajuda empresários a organizar processos, conhecer melhor o mercado externo e se preparar para atender às exigências de compradores de outros países.

Para participar, a empresa deve procurar a unidade do PEIEX responsável por sua região e realizar a inscrição quando houver vagas abertas. O atendimento é gratuito e voltado, principalmente, para micro, pequenas e médias empresas com potencial para exportar.

Conectar empresas para gerar negócios

O diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, afirmou que o objetivo do Conexões Produtivas é justamente aproximar empresários dos instrumentos capazes de transformar oportunidades em exportações efetivas. Segundo ele, o acordo abre um novo mercado, reduz barreiras tarifárias e cria condições para ampliar a competitividade da indústria brasileira no exterior. “Nós vamos conectando pessoas, agentes públicos, não governamentais e grandes, pequenos e médios empresários para que possamos todos juntos aproveitar essa janela imensa que se abre com o acordo.”

Pesaro também destacou que Santa Catarina foi escolhida para sediar a segunda edição nacional do evento pela relevância de sua indústria de transformação e pela importância estratégica do complexo portuário de Itajaí para a logística brasileira.

A porta está aberta: próximo passo depende das empresas.

Depois de mais de duas décadas de negociações, o acordo Mercosul-União Europeia deixa de ser apenas uma conquista diplomática para se tornar um desafio empresarial. As barreiras tarifárias começam a cair. Novos mercados passam a ficar mais acessíveis. Instituições públicas oferecem ferramentas, estudos e apoio técnico.

Mas nenhuma dessas iniciativas substitui aquilo que será decisivo nos próximos anos: investimento em inovação, adequação às normas internacionais, inteligência comercial e planejamento estratégico.

A porta para a Europa está aberta.

Agora, a resposta para o questionamento trazido durante o Conexões Produtivas dependerá de cada empresa brasileira: quem, de fato, está preparado para atravessá-la?

TEXTO: ReConecta News

IMAGEM DE CAPA: Porto de Itajaí

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