Transporte

América Latina amplia participação no transporte marítimo e já concentra 14% da capacidade global dos armadores

A América Latina consolidou sua posição como a terceira principal rota do transporte marítimo mundial em capacidade disponibilizada pelos armadores internacionais. Dados da consultoria Alphaliner mostram que a região responde atualmente por 14% da capacidade global das companhias de navegação, ficando atrás apenas dos corredores Extremo Oriente–Europa, que concentram cerca de um quarto da oferta mundial, e da rota Ásia–América do Norte, responsável por 16%.

O crescimento evidencia o fortalecimento da região nas cadeias globais de suprimentos, impulsionado pelo aumento das exportações de commodities agrícolas, minerais e produtos energéticos, além da expansão das relações comerciais com a Ásia, especialmente com a China.

Rotas Norte-Sul ganham protagonismo

A participação latino-americana no mercado marítimo internacional vem avançando acima da média global nos últimos anos. Estudos anteriores da Alphaliner já apontavam um aumento consistente da capacidade destinada aos serviços com origem e destino na região, refletindo o maior interesse dos armadores pelas chamadas rotas Norte-Sul.

Esse movimento também tem acelerado a modernização da infraestrutura portuária em diversos países latino-americanos. Entre os investimentos estão obras de dragagem, expansão de terminais, ampliação da capacidade operacional e aquisição de equipamentos para movimentação de contêineres, além da chegada de navios de maior porte.

No Brasil, portos como Santos, Paranaguá, Itapoá, Navegantes, Pecém e Itajaí vêm ampliando suas operações para atender ao crescimento do comércio exterior, principalmente nas rotas com a Ásia.

Armadores asiáticos apresentam desempenho superior

O levantamento aponta ainda que as empresas marítimas asiáticas vêm registrando margens operacionais mais elevadas do que as concorrentes europeias. Segundo a análise, esse resultado está diretamente ligado à estratégia de distribuição de suas frotas.

Enquanto os armadores europeus permanecem mais expostos às rotas ligadas ao continente europeu — afetadas pela desaceleração das exportações locais —, as companhias asiáticas concentram maior capacidade em mercados impulsionados pelo dinamismo exportador do Extremo Oriente.

Entre as dez maiores transportadoras marítimas do mundo, apenas a Ocean Network Express (ONE) e a ZIM Integrated Shipping Services têm como principal foco a rota transpacífica. No caso da ZIM, esse corredor representa 52% de toda a sua capacidade operacional.

Já a HMM e a Hapag-Lloyd concentram boa parte de suas operações na ligação entre o Extremo Oriente e a Europa. A HMM, por exemplo, direciona 53% de sua capacidade total para essa rota.

Crise no Mar Vermelho altera a distribuição das frotas

A Alphaliner destaca que a crise no Mar Vermelho modificou significativamente a alocação da frota mundial de contêineres. Os ataques contra embarcações comerciais levaram diversas empresas a suspender temporariamente a passagem pelo Canal de Suez, optando pelo desvio através do Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Com trajetos mais longos, as viagens passaram a exigir um número maior de navios para transportar o mesmo volume de cargas. Como resultado, a rota entre o Extremo Oriente e a Europa tornou-se a principal responsável por absorver capacidade adicional da indústria global de contêineres.

Estimativas da UNCTAD indicam que o aumento das distâncias percorridas elevou os custos operacionais, ampliou as emissões de gases e reduziu a previsibilidade das cadeias logísticas internacionais.

O estudo também mostra que MSC Mediterranean Shipping Company e Maersk destinam aproximadamente 31% de suas frotas para operações na América Latina e na África, percentual superior ao direcionado por ambas ao comércio transpacífico.

Em sentido contrário, a Yang Ming Marine Transport Corporation mantém forte concentração na Ásia. Apenas 2% de sua capacidade está voltada para a América Latina, enquanto 91% permanece distribuída entre as rotas Extremo Oriente–Europa, Ásia–América do Norte e o mercado intra-asiático.

Portos brasileiros ganham importância estratégica

O avanço da América Latina no cenário do transporte marítimo abre espaço para que os portos da região ampliem sua participação no comércio internacional. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade terrestre, eficiência operacional e segurança regulatória.

A expectativa é de que o fortalecimento das relações comerciais entre América Latina e Ásia continue impulsionando novos serviços marítimos e a chegada de embarcações cada vez maiores aos portos latino-americanos, reforçando o papel estratégico da região na reorganização das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Comércio Internacional

Tarifa dos EUA pode afetar mais de 4 mil produtos brasileiros, alerta CNI

Mais de 4 mil produtos exportados pelo Brasil podem ser impactados caso os Estados Unidos confirmem a adoção de novas tarifas sobre mercadorias brasileiras. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que calcula que cerca de 4,1 mil itens, equivalentes a US$ 14,9 bilhões em exportações brasileiras, poderão ser atingidos pelas medidas.

A audiência que discute a aplicação das novas tarifas começou nesta segunda-feira (6) e segue até terça-feira (7). A decisão final do governo norte-americano está prevista para o próximo dia 15 de julho.

Tarifas podem elevar taxação para 37,5%

De acordo com a CNI, a combinação das medidas propostas pode elevar a tributação adicional sobre produtos brasileiros para até 37,5%.

Há pouco mais de um mês, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma proposta de tarifa extra de 25% para produtos brasileiros, com exceção daqueles enquadrados nas regras de segurança nacional.

Além disso, outra proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5% após a conclusão de uma investigação sobre trabalho forçado em cerca de 90 países, incluindo o Brasil. Segundo o USTR, essas nações não adotariam ou aplicariam de forma eficaz restrições à importação de bens produzidos com mão de obra forçada.

Caso as duas medidas sejam implementadas simultaneamente, a taxação adicional poderá atingir 37,5%.

Produtos industriais estão entre os mais expostos

Segundo o levantamento da CNI, o Brasil é o principal fornecedor dos Estados Unidos em 11 importantes produtos industriais, o que amplia os impactos potenciais das novas tarifas.

Entre os itens mais afetados estão:

  • Ferro-gusa não ligado;
  • Açúcar de cana em forma sólida;
  • Sebo não comestível;
  • Álcool etílico não desnaturado;
  • Molduras de madeira de pinho;
  • Tabaco curado por fumaça ou processado;
  • Peptonas e derivados;
  • Compensado de pinus;
  • Granito monumental ou de construção;
  • Estacas, paliças, postes e trilhos de madeira;
  • Hidróxido de alumínio.

CNI alerta para impactos na cadeia produtiva

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a adoção das novas tarifas pode gerar prejuízos tanto para empresas brasileiras quanto para companhias norte-americanas.

Segundo ele, o aumento da tributação compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas e afeta cadeias produtivas integradas, nas quais diversos insumos brasileiros são considerados estratégicos para a indústria dos Estados Unidos.

Audiência em Washington reúne representantes contrários à medida

A audiência pública realizada em Washington contará com a participação do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo, que representará a CNI na sessão desta terça-feira (7).

Dos 80 inscritos para se manifestar durante o processo, 66 devem apresentar posicionamento contrário às novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Carlos Barria

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Comércio Internacional

Fretes marítimos de contêineres atingem maior patamar em quatro anos e pressionam comércio global

As tarifas spot de frete marítimo de contêineres voltaram a subir de forma expressiva e alcançaram os níveis mais elevados dos últimos quatro anos. O avanço é impulsionado pela corrida de importadores para antecipar embarques antes de novas tarifas comerciais, além das incertezas provocadas pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio internacional.

Os principais indicadores globais mostram que os preços se aproximam dos patamares registrados durante o auge da pandemia, quando a logística internacional enfrentou severas restrições de capacidade.

Índices globais registram forte alta nas principais rotas

O World Container Index, da Drewry, avançou 9% em uma semana e atingiu US$ 4.530 por contêiner de 40 pés (FEU).

Nas rotas entre a Ásia e os Estados Unidos, os aumentos foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Nova York subiu 11%, chegando a US$ 7.902 por FEU, enquanto o trajeto entre Xangai e Los Angeles avançou 10%, alcançando US$ 6.349.

Já nos serviços entre a Ásia e a Europa, os embarques para Roterdã registraram alta de 7%, para US$ 4.682 por FEU, e os destinados a Gênova aumentaram 10%, atingindo US$ 6.360.

Outro fator que contribui para a pressão sobre os preços é a redução da oferta de navios. Na próxima semana, a Drewry identificou oito blank sailings (cancelamentos de viagens) nas rotas transpacíficas, diminuindo a capacidade disponível para o transporte de cargas.

Freightos confirma aceleração dos fretes

Os dados da Freightos seguem a mesma tendência.

Na última semana, os fretes entre a Ásia e as costas Oeste e Leste dos Estados Unidos avançaram 8%, alcançando aproximadamente US$ 6.200 e US$ 8.000 por FEU, respectivamente.

Desde meados de maio, essas rotas acumulam altas de 120% e 85%.

No mercado europeu, os embarques para o Norte da Europa chegaram a US$ 4.900 por FEU, crescimento de 70% no período. Já os fretes para o Mediterrâneo atingiram US$ 6.500, avanço de 85%, superando inclusive os picos sazonais registrados em 2025.

Companhias marítimas elevam tarifas e sobretaxas

Diante da forte demanda, as grandes armadoras também reajustaram seus preços.

A HMM anunciou uma nova sobretaxa de alta temporada (Peak Season Surcharge – PSS) de US$ 3 mil por contêiner de 40 pés, válida a partir de 15 de julho.

Já a CMA CGM elevou sua tarifa Freight All Kinds (FAK) para a rota entre Ásia e Norte da Europa para US$ 6.300 por FEU, além de aplicar uma sobretaxa adicional de US$ 1 mil por TEU.

Nas operações destinadas ao Mediterrâneo, especialmente para cargas com destino à Argélia, os valores chegaram a US$ 10.200 por contêiner de 40 pés.

Antecipação de embarques impulsiona a demanda

O principal fator por trás da disparada dos preços é a antecipação das exportações.

Importadores vêm acelerando o envio de mercadorias diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem novas tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos de dezenas de países, em meio às discussões envolvendo trabalho forçado e política comercial.

Segundo o analista Lars Jensen, especialista no mercado de contêineres, o comportamento dos fretes reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Para ele, os navios operam praticamente com capacidade máxima, permitindo que as tarifas acompanhem a forte procura por espaço nas embarcações.

Oferta não acompanha crescimento da demanda

Levantamento da consultoria Linerlytica mostra que a demanda global por transporte de contêineres, medida em TEU-milha, cresce atualmente 7,3%, enquanto a oferta da frota mundial avança 5,4%.

Esse descompasso representa o maior desequilíbrio entre oferta e demanda desde o fim de 2024.

Ao mesmo tempo, o congestionamento portuário voltou a aumentar. Atualmente, quase 11% da frota mundial de navios porta-contêineres permanece fundeada aguardando atracação, o maior índice desde 2022.

Maersk revisa projeções após recuperação do mercado

O cenário favorável também levou a Maersk a revisar suas perspectivas financeiras para 2026.

Depois de alertar anteriormente para a possibilidade de prejuízo operacional de até US$ 1,5 bilhão, a companhia agora projeta um lucro operacional entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.

A estimativa de EBITDA também foi elevada, passando para uma faixa entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.

Além disso, a armadora revisou sua expectativa para o crescimento da demanda global por transporte marítimo de contêineres, elevando a projeção de cerca de 2% a 4% para aproximadamente 4% em 2026.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 4,3% e somam US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações de Santa Catarina alcançaram US$ 6,13 bilhões no primeiro semestre de 2026, registrando alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a ampliação e diversificação dos mercados compradores, com avanço expressivo das vendas para a União Europeia, Japão e México.

A estratégia de redirecionamento dos embarques ajudou a minimizar os impactos provocados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, além das incertezas geradas pelo cenário geopolítico no Oriente Médio.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, a indústria catarinense demonstrou capacidade de adaptação diante dos desafios do comércio internacional.

“A reconfiguração dos nossos destinos comerciais demonstra a resiliência e a agilidade da indústria catarinense, que conseguiu expandir sua atuação em mercados estratégicos e compensar perdas expressivas com as vendas aos Estados Unidos”, afirmou.

União Europeia lidera crescimento das exportações

Enquanto as vendas para os Estados Unidos recuaram 31,3% entre janeiro e junho, a União Europeia tornou-se o principal destino dos produtos catarinenses, com crescimento de 11,5%, impulsionado pelos efeitos do acordo entre Mercosul e o bloco europeu.

Além disso, outros mercados registraram expansão nas compras de produtos catarinenses, como Japão (+41,2%), México (+15,2%), Paraguai (+13,3%) e China (+10,4%).

Proteína animal impulsiona desempenho das exportações

O segmento de proteína animal foi o principal responsável pelo desempenho positivo da balança comercial catarinense.

As exportações de carne de aves atingiram US$ 1,13 bilhão no semestre, sustentadas pela demanda de países como China, México, Chile, Coreia do Sul e Japão.

Já as vendas externas de carne suína somaram US$ 873,9 milhões, com destaque para o crescimento das exportações destinadas ao mercado japonês.

Apesar dos bons resultados no setor, segmentos tradicionais da indústria catarinense enfrentaram dificuldades em razão das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

Setor madeireiro sofre forte impacto das tarifas dos EUA

As exportações catarinenses para os Estados Unidos totalizaram US$ 582,9 milhões no primeiro semestre, representando queda de 31,3% em comparação ao mesmo período de 2025.

De acordo com Gilberto Seleme, o maior impacto foi sentido pela indústria de madeira, cujas vendas ao mercado norte-americano caíram 40,8%, passando de US$ 316,6 milhões para US$ 187,5 milhões.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explicou que parte dos produtos que sofreram tarifa adicional de 50% em 2025 começou a apresentar sinais de recuperação após o encerramento da cobrança, em março deste ano. No entanto, os itens enquadrados na Seção 232 seguem enfrentando dificuldades.

Segundo ele, essa restrição reduziu pela metade o volume exportado desses produtos — de 22 mil para 11,7 mil toneladas — afetando principalmente a economia das regiões Serrana e do Planalto Norte de Santa Catarina.

Importações de Santa Catarina avançam 7,9%

No primeiro semestre de 2026, as importações de Santa Catarina chegaram a US$ 18,15 bilhões, crescimento de 7,9% frente ao mesmo período de 2025.

Entre os principais produtos importados estão o cobre em formas brutas, que movimentou US$ 819,5 milhões, alta de 24,6%, e os pneus, com US$ 496,5 milhões e expressivo avanço de 86,5%.

O setor automotivo também apresentou expansão. As compras de autopeças totalizaram US$ 533,1 milhões, aumento de 17,3%, enquanto as importações de automóveis de passageiros cresceram 22,6%, alcançando US$ 416,3 milhões entre janeiro e junho.

Perspectivas para o comércio exterior catarinense

A expectativa da FIESC é de que o Acordo União Europeia–Mercosul continue favorecendo as exportações catarinenses, ampliando oportunidades para os produtos fabricados no estado.

Por outro lado, a permanência das tensões comerciais com os Estados Unidos e a possibilidade de novas tarifas seguem no radar dos setores exportadores.

Na avaliação de Pablo Bittencourt, a continuidade do crescimento dependerá da capacidade de segmentos como o madeireiro e o moveleiro de ampliar sua presença em novos mercados internacionais, reduzindo a dependência de parceiros comerciais tradicionais e diminuindo os impactos de oscilações externas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

EUA iniciam audiência sobre tarifas de 25% a produtos brasileiros antes de decisão final

Representantes do setor produtivo brasileiro e autoridades dos Estados Unidos iniciam, nesta segunda-feira (6), uma audiência pública para discutir a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. O encontro representa a última etapa do processo antes da definição oficial das medidas, prevista para o próximo dia 15.

A audiência começa às 11h (horário de Brasília) e reúne empresas, entidades de classe, importadores e representantes da indústria dos dois países para apresentar argumentos técnicos sobre os impactos da nova política tarifária.

Investigação do USTR fundamenta proposta de novas tarifas

A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana.

Entre os fatores apontados pelo órgão estão supostos benefícios concedidos ao sistema de pagamentos Pix, acordos comerciais considerados preferenciais, questões relacionadas ao etanol, desmatamento, corrupção e combate à pirataria. Esses pontos serviram de base para a recomendação das novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Os debates acontecem na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Washington, e serão distribuídos em 14 painéis. Sete sessões estão programadas para esta segunda-feira e outras sete ocorrerão na terça-feira (7), sempre a partir das 11h (horário de Brasília).

Cada participante inscrito terá cinco minutos para apresentar um resumo executivo defendendo os interesses do setor que representa. Após as exposições, integrantes do USTR poderão realizar questionamentos, seguidos das respostas das entidades participantes.

O processo de preparação da audiência começou no mês passado. As inscrições para participação ficaram abertas até 22 de junho, enquanto o envio das manifestações técnicas por escrito foi encerrado em 1º de julho. Os documentos servirão como base para as apresentações durante os painéis.

Agronegócio e indústria lideram mobilização brasileira

A audiência é considerada pelo setor privado brasileiro como a principal oportunidade para tentar reduzir ou evitar a adoção das tarifas antes da decisão definitiva. Entre os participantes estão representantes do agronegócio, que deve concentrar boa parte das discussões devido à forte relação comercial com compradores norte-americanos.

Também confirmaram participação entidades da indústria, como a Sindifer, a Fiesp, a Abimaq e o Centrorochas, que pretendem apresentar argumentos sobre os possíveis impactos econômicos da medida para a cadeia produtiva e para o comércio entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração Dado Ruvic – Reuters

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Transporte

Frete marítimo registra alta de 9% nas principais rotas internacionais

O custo do frete marítimo voltou a subir nas principais rotas globais de transporte de contêineres. De acordo com o World Container Index (WCI), elaborado pela consultoria Drewry, o índice avançou 9% na última semana, alcançando US$ 4.530 por contêiner de 40 pés. O movimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento das tarifas nas rotas Transpacífico e Ásia-Europa.

Rotas entre Ásia e Estados Unidos lideram aumento das tarifas

No corredor Transpacífico, as tarifas spot mantiveram trajetória de alta. O transporte entre Xangai e Nova York registrou aumento de 11%, chegando a US$ 7.902 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Los Angeles teve elevação de 10%, atingindo US$ 6.349.

Segundo a Drewry, as companhias de navegação seguem anunciando reajustes gerais de tarifas (GRI) e sobretaxas de alta temporada (PSS) para o mês de julho, diante da expectativa de maior movimentação de cargas.

Um dos exemplos citados pela consultoria é a HMM, que passará a aplicar uma sobretaxa de US$ 3.000 por contêiner de 40 pés a partir de 15 de julho. A expectativa é que os valores continuem avançando nas próximas semanas.

Mercado Ásia-Europa também registra valorização

As rotas entre a Ásia e a Europa também apresentaram aumento nos preços. As empresas de navegação elevaram as tarifas Freight All Kinds (FAK) e aplicaram novas sobretaxas de alta temporada em resposta ao fortalecimento da demanda.

O frete entre Xangai e Gênova subiu 10%, chegando a US$ 6.360 por contêiner, enquanto a ligação entre Xangai e Roterdã registrou alta de 7%, alcançando US$ 4.682.

Demanda aquecida e cenário geopolítico influenciam o mercado

Na avaliação da Drewry, o mercado global de transporte marítimo de contêineres segue resiliente em 2026, sustentado pela antecipação da demanda da alta temporada e pelos custos elevados provocados por instabilidades geopolíticas.

A consultoria destaca que o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a reabertura do Estreito de Ormuz, permitindo a retomada gradual do tráfego de embarcações após a retirada de navios que estavam retidos e a definição de corredores de navegação autorizados.

Riscos no Oriente Médio ainda preocupam o setor

Apesar da melhora operacional na região, a Drewry alerta que o ambiente continua marcado por elevada incerteza. A suspensão das operações de escolta de navios, após um ataque contra um porta-contêineres nas proximidades de Omã, mantém elevados os riscos para a navegação.

Segundo a consultoria, as tensões geopolíticas no Oriente Médio seguem sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado internacional de frete marítimo, influenciando os custos logísticos e as perspectivas para as próximas semanas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Internacional

Governo Lula apresenta plano aos EUA para evitar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O governo federal entregou aos Estados Unidos uma proposta de negociação para tentar impedir a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada durante uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O documento foi apresentado nesta quinta-feira (2) e estabelece um roteiro para avançar nas negociações entre os dois países.

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira para preservar o comércio entre Brasil e Estados Unidos, sem abrir mão de temas considerados estratégicos para o país.

Proposta prevê redução de tarifas em setores específicos

O plano foi entregue pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante reunião com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O conteúdo do documento não foi divulgado oficialmente.

Entre as medidas apresentadas está a possibilidade de reduzir tarifas de importação em aproximadamente 300 linhas de produtos. Segundo o governo, a proposta foi elaborada em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As reduções estariam concentradas em segmentos nos quais a produção nacional é limitada, como máquinas, equipamentos industriais e produtos de tecnologia da informação. A avaliação é que a medida pode ampliar o acesso de mercadorias norte-americanas ao mercado brasileiro sem comprometer a competitividade da indústria nacional.

Temas políticos ficam fora das negociações

O governo brasileiro informou que assuntos relacionados ao Pix, decisões do Poder Judiciário e temas de política interna não fazem parte das negociações com Washington.

A orientação é manter o diálogo restrito às questões comerciais levantadas pela investigação conduzida pelo USTR, evitando ampliar as discussões para outros assuntos diplomáticos ou políticos.

Além das medidas tarifárias, o documento busca demonstrar que as políticas brasileiras questionadas pelos Estados Unidos não provocam distorções comerciais nem estabelecem tratamento discriminatório às empresas norte-americanas.

Brasil e EUA terão novas rodadas de negociação

Durante o encontro, representantes dos dois países concluíram que será necessário ampliar as discussões técnicas antes da decisão final do governo norte-americano.

Uma nova reunião entre as equipes técnicas está prevista para o início da próxima semana. Outro encontro de alto nível deverá ocorrer antes de 15 de julho, data em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidirá se aplicará ou não as tarifas propostas.

Em nota oficial, o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que as conversas continuam avançando sobre os seis temas incluídos na investigação da Seção 301 do USTR: comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal.

Segundo o ministro, ambos os governos consideram o diálogo produtivo, mas reconhecem que será necessário mais tempo para detalhar propostas e aproximar posições.

Entenda as tarifas propostas pelos Estados Unidos

A investigação conduzida pelo USTR prevê duas possíveis medidas tarifárias contra produtos brasileiros.

A primeira estabelece uma tarifa adicional de 25%, relacionada à investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais.

A segunda prevê uma cobrança de 12,5% em razão de questionamentos sobre a importação de produtos fabricados com trabalho análogo à escravidão, tema analisado em uma investigação de alcance global.

As medidas ainda não entraram em vigor. O governo norte-americano abriu consulta pública sobre o caso até 6 de julho. No dia 7 será realizada uma audiência pública, enquanto a decisão definitiva sobre a adoção das sanções está prevista para 15 de julho.

Flávio Bolsonaro participa do processo de consulta pública

O senador Flávio Bolsonaro inscreveu-se para participar da audiência pública promovida pelo USTR. Conforme o documento apresentado às autoridades norte-americanas, o parlamentar defenderá a suspensão das tarifas e buscará uma solução negociada para as questões levantadas na investigação.

O gabinete do senador também encaminhou um documento ao órgão norte-americano argumentando que a adoção das tarifas poderia gerar efeitos políticos favoráveis ao governo brasileiro.

Desde o anúncio da investigação comercial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem contestado as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a possível adoção das sanções. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a manifestação enviada por Flávio Bolsonaro tem como principal objetivo influenciar o debate político interno no Brasil.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Financiamento às exportações ganha nova lei para ampliar crédito e competitividade das empresas

A nova lei de financiamento às exportações promete facilitar o acesso ao crédito, ampliar mecanismos de garantia e reduzir a burocracia para empresas brasileiras que atuam no mercado internacional. Sancionada como Lei nº 15.359/2026, a medida busca fortalecer a competitividade da indústria nacional, com foco especial nas micro, pequenas e médias empresas.

Além de modernizar a legislação, o novo marco cria condições para ampliar a presença de produtos brasileiros no exterior por meio de instrumentos mais eficientes de financiamento e seguro de crédito à exportação.

Nova legislação busca impulsionar a internacionalização das empresas

Na avaliação da presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, a iniciativa enfrenta um dos principais obstáculos históricos da indústria brasileira: a dificuldade de acesso a linhas adequadas de financiamento às exportações.

Segundo ela, muitas empresas possuem capacidade produtiva e produtos competitivos, mas deixam de conquistar novos mercados por falta de instrumentos financeiros capazes de apoiar suas operações internacionais.

Crédito continua sendo fator decisivo para exportadores

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Afonso de Carvalho Costa Lopes, destaca que a disponibilidade de crédito permanece como um dos pilares para aumentar a competitividade das empresas brasileiras no comércio exterior.

De acordo com ele, oferecer um produto competitivo não é suficiente quando o exportador não dispõe de seguro de crédito à exportação e financiamento compatíveis com as exigências do mercado internacional, o que pode comprometer novas oportunidades de negócios.

Fundo de Garantia à Exportação terá novas atribuições

Entre as principais mudanças promovidas pela Lei nº 15.359/2026 está a ampliação do papel do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).

A legislação moderniza a governança do sistema, simplifica o acesso aos instrumentos oficiais — inclusive por meio da criação de um portal único para solicitações — e reforça a segurança jurídica para gestores públicos, reduzindo entraves administrativos que historicamente dificultavam a liberação de financiamentos.

Regras ampliam garantias e incentivam investimentos sustentáveis

Segundo a diretora de Garantias da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Nátany Boldo, o novo marco legal flexibiliza os prazos de operação do FGE e autoriza a realização de garantias indiretas em parceria com seguradoras privadas.

A legislação também amplia a cobertura para investimentos verdes, projetos de alta intensidade tecnológica e outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da competitividade da indústria brasileira no mercado global.

Medida Provisória reforça acesso ao crédito para exportadores

As mudanças trazidas pela nova lei foram complementadas pela Medida Provisória nº 1.345/2026, que autoriza o Fundo de Garantia à Exportação a dar suporte às operações do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE).

A expectativa é ampliar a oferta de crédito às empresas exportadoras, especialmente às micro, pequenas e médias organizações.

De acordo com Nátany Boldo, o FGCE foi estruturado para operar em parceria com instituições financeiras por meio de garantias de carteira, tornando o acesso ao crédito mais ágil, simples e eficiente para quem busca expandir negócios no mercado internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportação de farelo de soja ganha nova rota pelo Porto de Itaqui

O Brasil passa a contar com uma nova alternativa logística para impulsionar a exportação de farelo de soja. A operadora ferroviária VLI S.A. iniciará uma operação permanente de transporte do produto até o Porto de Itaqui, no Maranhão, ampliando a capacidade de escoamento e reduzindo a dependência dos portos do Sul do país.

A iniciativa busca solucionar gargalos logísticos em um momento de crescimento da produção nacional de farelo, resultado do aumento do processamento da soja para atender à demanda da indústria de biodiesel.

Nova rota ferroviária amplia capacidade de exportação

Segundo a diretora comercial da VLI, Carolina Hernandez Tascon, a empresa passará a operar o transporte de farelo de soja durante todo o ano pela ferrovia que liga importantes regiões produtoras ao Porto de Itaqui.

Até então, os embarques eram realizados apenas de forma pontual. Com a mudança, a operação se tornará contínua, oferecendo uma alternativa aos terminais portuários tradicionalmente mais congestionados das regiões Sul e Sudeste.

A nova rota atende áreas estratégicas da produção agrícola brasileira, incluindo Mato Grosso — maior produtor de soja do país —, além de Tocantins, Piauí e Bahia.

Produção crescente aumenta pressão sobre a logística

O fortalecimento da infraestrutura ocorre em um cenário de expansão da produção de farelo de soja no Brasil. O aumento do esmagamento da soja, impulsionado pela demanda da cadeia de biodiesel, tem elevado a oferta do coproduto destinado principalmente à fabricação de ração animal.

Com maior volume disponível para exportação, cresce também a necessidade de ampliar a capacidade de transporte, armazenagem e movimentação da carga.

De acordo com Carolina Tascon, a redução dos custos logísticos será determinante para elevar a competitividade do produto brasileiro frente à Argentina, atualmente a maior exportadora mundial de farelo de soja.

Outro fator considerado estratégico é a localização dos portos da região Norte, que oferecem menor distância marítima até a Europa, reduzindo custos e tempo de viagem para esse importante mercado consumidor.

Estrutura de armazenagem ainda é um desafio

Apesar dos investimentos realizados nos últimos anos para ampliar os embarques de soja e milho pelos portos do Norte, o farelo de soja exige instalações específicas para armazenamento e movimentação, já que precisa permanecer segregado de outras cargas.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) alertou recentemente que, durante os períodos de safra, a elevada movimentação de soja no primeiro semestre e de milho na segunda metade do ano limita a disponibilidade de espaços para armazenagem, tornando a logística ainda mais desafiadora.

Empresas investem em novos terminais

Além da iniciativa da VLI, outras companhias também ampliam investimentos para fortalecer a infraestrutura de exportação.

As empresas 3Tentos Agroindustrial e Caramuru Alimentos desenvolvem um novo terminal de embarque em Miritituba, no Pará. A expectativa é que a estrutura entre em operação no último trimestre de 2026, ampliando a capacidade logística da região.

No caso da VLI, os primeiros testes com cargas de farelo de soja começam ainda neste mês. A empresa prepara áreas exclusivas de armazenagem em terminais ferroviários ligados ao corredor Norte. Os terminais portuários TPSL e Tegram, localizados no Maranhão, também passarão a operar com armazenamento e movimentação do produto.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck

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