Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportações de rochas naturais batem recorde e alcançam R$ 843,5 milhões em junho

As exportações brasileiras de rochas naturais atingiram um marco histórico em junho de 2026. O setor faturou US$ 165,2 milhões (aproximadamente R$ 843,5 milhões), o maior valor mensal já registrado, representando um crescimento de 34,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Os números foram divulgados pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e refletem o bom desempenho das vendas externas no último mês.

Resultado do semestre ainda fica abaixo de 2025

Apesar do recorde em junho, o desempenho acumulado do primeiro semestre ainda apresenta retração em relação ao ano passado.

Entre janeiro e junho, o setor exportou US$ 711,1 milhões (cerca de R$ 3,6 bilhões), resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Quartzitos ampliam participação e lideram crescimento

Os quartzitos brasileiros seguem como o principal destaque da indústria. No primeiro semestre, o material respondeu por 60,3% do faturamento das exportações, somando US$ 428,5 milhões (aproximadamente R$ 2,1 bilhões).

O desempenho representa uma alta de 6,7% em comparação ao mesmo período do ano passado e estabelece um novo recorde para o segmento.

Enquanto isso, outras categorias tradicionais registraram queda nas vendas externas:

  • Granito: retração de 18,4%;
  • Mármore: queda de 26,7%;
  • Ardósia: redução de 7%.

Demanda internacional impulsiona os quartzitos brasileiros

O crescimento dos quartzitos acompanha a expansão da procura mundial por materiais naturais utilizados em projetos de arquitetura, design de interiores e construção de alto padrão.

O Brasil possui uma das maiores reservas e uma ampla variedade comercial desse tipo de rocha, fator que fortalece sua competitividade no mercado internacional.

Segundo o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a diversidade geológica brasileira tem permitido ao setor ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado, sem deixar de buscar oportunidades para outros minerais, como a ardósia.

Estados Unidos seguem na liderança; China acelera importações

Os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais, respondendo por 51,2% das vendas internacionais. No entanto, as compras norte-americanas totalizaram US$ 364,3 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), registrando queda de 14,4% em relação ao primeiro semestre de 2025.

Em sentido oposto, a China ampliou significativamente sua participação, elevando as importações em 32,8% e alcançando US$ 147,7 milhões (aproximadamente R$ 754,6 milhões). O país consolida-se como o mercado com maior ritmo de crescimento para as rochas brasileiras.

Novos mercados ampliam oportunidades para o setor

No segmento de rochas brutas, outros mercados também apresentaram resultados expressivos. As importações de blocos brasileiros cresceram:

  • China: +34,6%;
  • Índia: +23,3%;
  • Polônia: +33,7%.

O avanço dessas economias reforça as perspectivas de diversificação dos destinos das exportações brasileiras e amplia as oportunidades para a indústria nacional de rochas ornamentais.

FONTE: Folha Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Centrorochas


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Comércio Exterior

Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos do Brasil entra em vigor e amplia tensão comercial

Começou a valer à 1h01 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22) a tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida que intensifica as tensões comerciais entre os dois países. A decisão havia sido oficializada na semana passada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), após a conclusão de uma investigação conduzida pelo órgão.

A nova cobrança é resultado de um processo iniciado depois que o governo norte-americano anunciou, em julho de 2025, um primeiro tarifaço contra o Brasil, com alíquota de 50% sobre determinados produtos.

Investigação apontou supostas práticas comerciais consideradas inadequadas

Em junho deste ano, o USTR propôs a aplicação da tarifa com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado para investigar e responder a práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos.

Mesmo diante de audiências públicas em que representantes da sociedade civil manifestaram oposição à medida, o governo dos EUA concluiu que políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, sistema de patentes, combate à pirataria, etanol e desmatamento ilegal criariam insegurança jurídica e prejudicariam a competitividade de empresas americanas.

Durante as negociações, integrantes do governo dos Estados Unidos criticaram o nível de participação do Brasil nas tratativas. Já representantes brasileiros classificaram as exigências apresentadas por Washington como desfavoráveis para os setores da indústria e do agronegócio, além de relatarem falta de clareza nas demandas norte-americanas.

Governo brasileiro mantém negociações e avalia medidas de resposta

Em reação ao anúncio da nova tarifa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão representa um episódio negativo nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O Palácio do Planalto também informou que poderá recorrer aos mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade.

Apesar disso, a estratégia adotada pelo Executivo prioriza o diálogo. Entre as ações planejadas estão:

  • Manter as negociações com o governo dos Estados Unidos;
  • Intensificar a busca por novos mercados para exportação;
  • Adotar respostas baseadas em critérios técnicos.

O posicionamento foi reforçado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, que destacaram a continuidade das conversas com autoridades americanas e o trabalho conjunto com o setor produtivo.

Brasil busca reduzir impactos sobre exportadores

Segundo o governo, além de tentar reverter a decisão norte-americana, o foco é minimizar os prejuízos para empresas brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas.

Marcio Elias Rosa afirmou que a medida adotada pelos Estados Unidos é considerada injustificada pelo governo brasileiro, mas ressaltou que o país continuará negociando e oferecerá apoio aos setores impactados.

Lei da Reciprocidade segue em análise com cautela

Inicialmente, integrantes da equipe econômica indicaram que a aplicação da Lei da Reciprocidade era uma possibilidade caso a tarifa fosse confirmada. Posteriormente, o discurso passou a enfatizar uma postura mais cautelosa.

O governo avalia estudos de impacto antes de qualquer decisão, buscando evitar novos desgastes diplomáticos, impedir um eventual aumento das tarifas e reduzir riscos de alta nos preços ao consumidor brasileiro.

Setor produtivo defende diálogo e evita escalada comercial

Nos últimos dias, representantes da indústria e do agronegócio participaram de reuniões com o governo federal para discutir os efeitos da medida. A principal preocupação é preservar as exportações brasileiras sem provocar uma escalada nas disputas comerciais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o objetivo não é promover retaliações, mas buscar uma solução negociada. Ainda assim, destacou que o Brasil possui instrumentos legais para defender seus interesses caso seja necessário.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Comércio Exterior

Lei da Reciprocidade orienta resposta do Brasil ao tarifaço dos EUA e governo prepara pacote de apoio

O governo federal reforçou que a Lei da Reciprocidade não tem caráter de retaliação aos Estados Unidos, mas representa um mecanismo legal para responder a medidas consideradas prejudiciais ao comércio brasileiro. A declaração foi feita nesta terça-feira (21) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, após reunião com representantes dos setores impactados pelas novas tarifas anunciadas pelo governo norte-americano.

Segundo Alckmin, o objetivo da legislação é restabelecer condições de equilíbrio nas relações comerciais entre os dois países, sem estimular uma escalada de conflitos econômicos. “A ideia não é retaliação. A reciprocidade busca corrigir uma situação em que o Brasil está sendo prejudicado”, afirmou.

A reunião contou também com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que apresentou as ações em estudo para reduzir os impactos sobre os exportadores brasileiros.

Governo estrutura resposta em três frentes

A estratégia do Executivo diante do novo tarifaço dos Estados Unidos está baseada em três pilares principais:

  • apoio financeiro às empresas afetadas;
  • ampliação de mercados internacionais para as exportações brasileiras;
  • diálogo permanente com os setores produtivos para avaliar os impactos das medidas.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos preveem uma alíquota de 25% sobre produtos brasileiros, com possibilidade de um acréscimo de 12,5% em determinados casos. Caso isso ocorra, aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano, equivalentes a cerca de US$ 7,4 bilhões, poderão ser afetadas.

Pacote prevê crédito e flexibilização para exportadores

Entre as iniciativas em análise está a oferta de linhas de financiamento por meio do programa Brasil Soberano, destinadas ao capital de giro e investimentos das empresas prejudicadas pelas novas tarifas. Outra medida avaliada é a flexibilização temporária das regras do drawback, regime que concede isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos utilizados na produção de bens exportados.

A proposta busca garantir mais prazo para que empresas que perderem mercado nos Estados Unidos cumpram seus compromissos de exportação sem perder os benefícios fiscais. O governo também discute ajustes temporários nas exigências relacionadas à manutenção de empregos para empresas que eventualmente recebam apoio emergencial.

Para Márcio Elias Rosa, a prioridade é reduzir os impactos sobre a indústria nacional. “O governo brasileiro precisa agir para socorrer os setores afetados e adotar medidas capazes de amenizar os prejuízos provocados por uma decisão considerada injustificada”, destacou o ministro.

Diversificação de mercados ganha prioridade

Além das medidas internas, a ApexBrasil intensificará as ações para ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados internacionais.

Entre os destinos considerados estratégicos estão:

  • Índia;
  • México;
  • Singapura;
  • Japão;
  • países do Sudeste Asiático.

O governo também pretende acelerar as negociações dos acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, Mercosul e EFTA e Mercosul e Singapura, como forma de ampliar oportunidades para os exportadores brasileiros.

A avaliação é que a diversificação dos mercados pode reduzir a dependência das vendas para os Estados Unidos, especialmente em segmentos industriais de maior valor agregado.

Setores mais afetados pelas tarifas

Os segmentos que concentram maior exposição às novas tarifas incluem:

  • eletroeletrônicos;
  • máquinas e equipamentos;
  • autopeças;
  • calçados;
  • outros produtos industriais exportados para o mercado norte-americano.

Segundo o governo, os Estados Unidos são atualmente o principal destino das exportações brasileiras de eletroeletrônicos e respondem por cerca de 25% das vendas externas do setor de máquinas e equipamentos.

Próximos passos

O Executivo trabalha com um cronograma para definir as medidas de resposta. Na próxima sexta-feira, é aguardada uma posição oficial do governo norte-americano sobre a possível aplicação adicional de 12,5% de tarifa em produtos brasileiros ligados a acusações de trabalho forçado. Já no dia 29 de julho, entra em vigor a sobretaxa de 25% para mercadorias brasileiras que já estiverem em trânsito para os Estados Unidos.

Até essa data, o Ministério do Desenvolvimento pretende concluir reuniões com representantes dos setores de plásticos, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados, consolidando um diagnóstico dos impactos para definir o pacote final de apoio. Também está prevista uma missão comercial à Índia, com foco na abertura de novas oportunidades para fabricantes brasileiros, especialmente da indústria de máquinas e equipamentos.

Fonte: Agência Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Tarifa de 50% dos EUA sobre produtos do Canadá amplia tensão comercial entre os países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre a maioria dos produtos canadenses, intensificando o embate comercial entre os dois países. A justificativa da Casa Branca é que o Canadá mantém práticas consideradas discriminatórias contra produtos norte-americanos, como automóveis, bebidas alcoólicas e laticínios.

A medida representa um novo capítulo na disputa comercial e pode provocar impactos na economia, pressionando a inflação e desgastando ainda mais a relação entre dois dos principais parceiros econômicos da América do Norte.

Governo dos EUA cita retaliações do Canadá

De acordo com um integrante do governo norte-americano, que falou sob condição de anonimato, o Canadá foi um dos poucos países — ao lado da China — a responder com medidas de retaliação às tarifas anteriormente impostas por Trump.

Segundo a fonte, o presidente assinou três proclamações com base na Seção 338 da Lei de Comércio de 1930, dispositivo legal que permite a adoção de sanções comerciais contra países considerados responsáveis por práticas discriminatórias. No ano passado, parlamentares democratas chegaram a propor a revogação desse mecanismo por entenderem que ele poderia ser utilizado para gerar instabilidade econômica.

Produtos isentos e impacto sobre o comércio

Apesar da abrangência da nova política tarifária, alguns setores permanecerão isentos da cobrança adicional. Produtos ligados ao setor de energia, potássio, pescados e minerais críticos não serão afetados.

Por outro lado, a tarifa passará a incidir sobre mercadorias que anteriormente tinham isenção prevista pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA/T-MEC). O tratado comercial firmado em 2020 expirou recentemente, abrindo uma nova rodada de negociações que poderá se estender até 2036.

Incêndios florestais também entram na discussão

Além das questões comerciais, Trump determinou que seus assessores avaliem a possibilidade de impor novas tarifas ao Canadá sob o argumento de que os incêndios florestais no país prejudicam a qualidade do ar em território norte-americano.

A declaração amplia o escopo das disputas entre os dois governos, incluindo fatores ambientais nas discussões sobre comércio exterior.

Encontro entre Trump e premiê canadense não tratou de tarifas

No último domingo, Trump esteve ao lado do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, durante a final da Copa do Mundo. Apesar da reunião pública, integrantes da administração norte-americana afirmaram que o encontro não teve caráter oficial nem envolveu negociações sobre comércio ou tarifas.

Carney tem adotado uma postura crítica em relação às políticas comerciais da Casa Branca e busca fortalecer as relações econômicas do Canadá com outros mercados internacionais.

Automóveis, bebidas e laticínios estão no centro da disputa

Em sua justificativa, Trump afirmou que o Canadá impõe barreiras comerciais a veículos, bebidas alcoólicas e produtos lácteos dos Estados Unidos.

No setor automotivo, o presidente citou a manutenção de uma tarifa de 25% sobre determinados veículos norte-americanos que não atendem aos critérios preferenciais previstos pelo antigo T-MEC.

Em relação às bebidas alcoólicas, Trump criticou a decisão das províncias canadenses de interromper a compra e a venda de produtos americanos, medida adotada em resposta às tarifas impostas anteriormente pelos Estados Unidos.

Já no segmento de laticínios, o presidente voltou a acusar o Canadá de favorecer produtos europeus em detrimento dos norte-americanos, especialmente no mercado de queijos, tema recorrente nas disputas comerciais entre os dois países.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA leva governo a ouvir setores afetados antes de definir medidas

O governo federal iniciou uma série de reuniões com os segmentos econômicos impactados pelo tarifaço dos EUA, com o objetivo de avaliar os efeitos das novas taxas sobre a economia brasileira antes de anunciar possíveis medidas de resposta.

A estratégia prevê consultas diretas com representantes de cada setor para identificar prejuízos relacionados a empregos, produção, contratos e exportações, além de mapear a necessidade de apoio financeiro às empresas.

Governo avalia impactos antes de decidir sobre reciprocidade

As reuniões serão coordenadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que conduz as negociações em conjunto com o Palácio do Planalto.

Durante os encontros, empresários e representantes dos setores afetados poderão apresentar um diagnóstico dos impactos provocados pelas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos, além de sugerir ações consideradas necessárias para minimizar os prejuízos.

Segundo informações divulgadas, a intenção do governo é reunir dados concretos antes de decidir se adotará medidas de reciprocidade comercial ou destinará recursos para apoiar os segmentos mais prejudicados.

Cautela orienta estratégia do governo

Apesar da pressão causada pelo aumento das tarifas, o governo mantém uma postura de cautela. Até o momento, não há definição sobre a aplicação da Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional e considerada uma possível resposta às medidas adotadas pelos Estados Unidos.

Integrantes da administração federal defendem que qualquer decisão seja tomada com base em uma análise criteriosa dos impactos econômicos e das consequências para o país.

Outro fator que pesa nas discussões é a responsabilidade fiscal. A avaliação é de que o governo deve oferecer suporte aos setores afetados, mas dentro dos limites do orçamento público. Por isso, as medidas estudadas deverão ser adaptadas às necessidades específicas de cada segmento da economia.

Investigação pode resultar em novas tarifas

Além da tarifa de 25% já anunciada, o Brasil também acompanha uma investigação conduzida pelos Estados Unidos sobre suspeitas de trabalho forçado.

A conclusão do processo é aguardada para sexta-feira (24) e poderá resultar na aplicação de uma tarifa adicional de 12,5%.

O Brasil integra um grupo com mais de 50 países investigados. Caso a nova taxação seja confirmada, ela poderá ser cumulativa, elevando ainda mais os custos para determinados setores exportadores.

Nos bastidores, a expectativa do governo é de um desfecho desfavorável, com poucas chances de o Brasil receber tratamento diferente do aplicado aos demais países envolvidos na investigação.

Questão comercial também ganha dimensão política

O cenário das negociações também envolve aspectos políticos. De acordo com fontes do governo, não há expectativa de avanço nas conversas com os Estados Unidos antes das eleições de outubro. Assim, qualquer eventual revisão das tarifas ou retomada das negociações dependeria do período pós-eleitoral.

Integrantes do governo avaliam que as medidas adotadas pelos Estados Unidos têm impacto sobre o ambiente político brasileiro. Nesse contexto, aliados da esquerda passaram a relacionar o tarifaço ao senador Flávio Bolsonaro (PL), utilizando o termo “tariflávio” como parte do discurso político. A defesa da soberania nacional também deve voltar a ocupar espaço na estratégia de comunicação do governo diante da disputa eleitoral.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Remessa Online

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 4,95 bilhões até a terceira semana de julho

As exportações brasileiras mantiveram crescimento em julho e impulsionaram o desempenho da balança comercial. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na segunda-feira (20) mostram que, até a terceira semana de julho de 2026, o país acumulou superávit de US$ 4,95 bilhões, resultado 25,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

No período, as exportações alcançaram US$ 19,38 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual. Já as importações somaram US$ 14,43 bilhões, crescimento de 1,6%. Com isso, a corrente de comércio, que reúne a soma de exportações e importações, atingiu US$ 33,82 bilhões, avanço de 4,5%.

Acumulado do ano supera US$ 204 bilhões em exportações

Entre janeiro e a terceira semana de julho de 2026, as exportações brasileiras totalizaram US$ 204,16 bilhões, representando crescimento de 10,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

No mesmo período, as importações chegaram a US$ 156,85 bilhões, com expansão de 4,9%. O resultado levou a um superávit comercial de US$ 47,31 bilhões, aumento de 36,7% na comparação anual, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 361 bilhões, crescimento de 8,2%.

Agropecuária, mineração e indústria sustentam avanço das exportações

O desempenho positivo das exportações foi impulsionado pelos três principais segmentos da economia.

A agropecuária registrou alta de 6,5%, com embarques de US$ 4,31 bilhões. A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, avançando 17,2% e totalizando US$ 4,92 bilhões. Já a indústria de transformação cresceu 1,4%, alcançando US$ 9,99 bilhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das vendas externas destacam-se:

  • Tabaco em bruto (+504,7%);
  • Soja (+16,9%);
  • Algodão em bruto (+37,8%);
  • Outros minerais em bruto (+30,5%);
  • Minérios de níquel e seus concentrados (+160,3%);
  • Petróleo bruto (+45%);
  • Carnes de aves (+39,1%);
  • Farelo de soja e alimentos para animais (+52,9%);
  • Óleos combustíveis (+76,4%).

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração nas exportações, entre eles milho (-40,3%), café não torrado (-24,5%), minério de ferro (-8,9%), minério de cobre (-54,5%), açúcar (-31,9%), automóveis de passageiros (-44,5%) e aeronaves (-52,4%).

Importações crescem com destaque para tecnologia e combustíveis

As importações brasileiras também apresentaram crescimento no período, impulsionadas principalmente pela indústria extrativa e pela indústria de transformação.

Enquanto a agropecuária registrou queda de 16,3%, com US$ 240 milhões importados, a indústria extrativa avançou 37,7%, atingindo US$ 780 milhões. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela das compras externas, somando US$ 13,33 bilhões, com crescimento de 0,4%.

Os maiores aumentos ocorreram nas importações de:

  • Máquinas para processamento automático de dados (+228,8%);
  • Outros minérios e concentrados de metais (+153,1%);
  • Gás natural (+74,6%);
  • Cevada (+53,5%);
  • Produtos hortícolas frescos (+50,4%);
  • Petróleo bruto (+34,5%);
  • Componentes eletrônicos, como válvulas, diodos e transistores (+35,3%).

Em contrapartida, houve redução nas compras de trigo e centeio (-27,3%), soja (-61,6%), borracha natural (-54,4%), pirites de ferro (-96,8%), carvão (-6%), medicamentos (-21,9%), defensivos agrícolas (-31,9%) e motores e máquinas não elétricos (-74,8%).

Fonte: Com informações do MDIC.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Portos

Porto de Santos opera no limite e custo de movimentação de contêineres dispara quase cinco vezes

A crescente demanda pela movimentação de contêineres no Porto de Santos tem elevado a preocupação de especialistas com a capacidade operacional do maior complexo portuário da América Latina. Com os terminais próximos da saturação, o impacto já é sentido nos custos da logística portuária.

Levantamento apresentado pelo consultor Luis Cláudio Montenegro, da Neowise Consultoria, indica que o valor médio do THC (Terminal Handling Charge) — tarifa cobrada pela movimentação de contêineres nos terminais — aumentou de forma expressiva entre 2019 e 2026. A estimativa aponta que o custo, que variava entre US$ 70 e US$ 100 por TEU (contêiner de 20 pés), alcançou cerca de US$ 500.

Segundo Montenegro, os números são estimados porque os contratos firmados entre armadores e operadores portuários são estratégicos e não têm divulgação pública.

Expansão da capacidade segue indefinida

Enquanto os custos aumentam, o projeto do Tecon Santos 10 ainda aguarda definição. O leilão do novo terminal já foi adiado pelo menos oito vezes pelo governo.

A expectativa é que o empreendimento receba investimentos próximos de R$ 6 bilhões e amplie em cerca de 50% a capacidade de movimentação de cargas conteinerizadas no porto, reduzindo a pressão sobre a infraestrutura existente.

Histórico mostra relação entre capacidade e preços

O consultor explica que os preços do THC acompanham diretamente a oferta de capacidade nos terminais. Em 2011, a tarifa girava em torno de US$ 300 por TEU. Com a entrada em operação dos terminais BTP e DP World, em 2013, houve aumento da capacidade e redução gradual dos valores, que chegaram a cerca de US$ 70 em 2019.

A partir desse período, no entanto, o crescimento da demanda, impulsionado principalmente pelo avanço do comércio eletrônico, fez os terminais voltarem a operar próximos do limite.

Atualmente, segundo Montenegro, os três principais terminais de contêineres de Santos — Santos Brasil, BTP e DP World — enfrentam elevado nível de congestionamento.

Infraestrutura terrestre é apontada como principal gargalo

Representantes dos terminais portuários defendem que o aumento dos custos não está relacionado apenas à capacidade interna do porto, mas também às limitações da infraestrutura de acesso terrestre.

O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, afirma que os maiores desafios estão nas ligações rodoviárias e ferroviárias, e defende investimentos em infraestrutura e maior diversificação dos modais de transporte, incluindo o uso das hidrovias.

Ele também destaca que, embora alguns portos estejam próximos da saturação, existem terminais em outras regiões com capacidade ociosa e novos empreendimentos em construção para ampliar a oferta.

Fila de navios cresce e tempo de espera quadruplica

Outro indicador que reforça o cenário de pressão operacional é o aumento no tempo de espera para atracação.

Dados da consultoria mostram que a fila de navios passou de uma média de oito a nove horas em 2019 para aproximadamente 35 horas em 2024.

Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) confirmou a elevação no tempo de espera, destacando que a movimentação de contêineres cresceu 42% entre 2019 e 2025, aumentando significativamente a demanda sobre a infraestrutura disponível.

Omissão de escalas preocupa setor

O crescimento da movimentação portuária também tem provocado mudanças nas operações marítimas.

Estudo da Antaq aponta que armadores vêm adotando com maior frequência a prática de omissão de escalas, quando um navio deixa de realizar uma parada prevista em determinado porto e segue diretamente para o próximo destino.

O levantamento também identifica atrasos na entrega de cargas e falhas na comunicação sobre as janelas de atracação, situação atribuída à elevada ocupação dos terminais especializados em movimentação de contêineres.

Risco para a competitividade brasileira

Na avaliação de Montenegro, a continuidade desse cenário pode comprometer a posição do Brasil nas principais rotas internacionais de navegação.

Segundo o consultor, a limitação operacional pode levar armadores a substituir embarcações de grande porte por navios menores, que possuem custos de frete mais elevados, reduzindo a competitividade das exportações e importações brasileiras.

Para enfrentar o problema, a APS informa que, além do projeto do Tecon Santos 10, trabalha em outras medidas, como o aprofundamento do canal de acesso para 16 metros, melhorias nos pátios de armazenagem e a implantação de condomínios logísticos para aumentar a eficiência entre a retroárea e os terminais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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ANVISA, Evento

ANVISA reúne mercado para atualizações sobre a DUIMP

Evento “Evoluções do Novo Processo de Importação de Produtos sob Vigilância Sanitária” debate impactos operacionais com setor privado

Em uma realização do SINDASP, ao lado da ANVISA e do Sindusfarma, foram abertas as inscrições para a 3ª edição do evento “Evoluções do Novo Processo de Importação de Produtos sob Vigilância Sanitária”, oportunidade em que o mercado se reunirá em torno do tema do momento: a DUIMP (Declaração Única de Importação).

Nos dias 27 e 28 de agosto, o Auditório Omilton Visconde – na sede do Sindusfarma, na Vila Olímpia em São Paulo – receberá o Encontro. 

Além das Entidades citadas envolvidas diretamente na Organização, a força do setor se demonstra nas demais Organizações que apoiarão o evento. São elas: ABEPRA, ABIFINA, ABIFRA, ABIHPEC, ABIMO, ABIPLA, ABRAEC, ABTRA, A.E.R, AMECOMEX, APRA-BR, ASSOCIQUIM/SINCOQUIM e GRUPO FARMABRASIL.

No primeiro dia de debates (27), ocorrerão apresentações abrangentes sobre os aspectos transversais do novo processo, conduzidas pela ANVISA, além do compartilhamento das primeiras impressões e análises sobre a implementação do novo sistema. Entre as presenças confirmadas, está a Elisa B. Boccia (Gerente GCPAF – ANVISA/Brasília/DF) e Mônica Duarte Coordenadora-Geral de Facilitação do Comércio e Gerente do Portal Único de Comércio Exterior no MDIC.

Já o segundo dia (28) está reservado para os Painéis de debate e sessões de esclarecimento de dúvidas, com a participação de representantes de associações do setor regulado ao lado do fórum para discussão de questões práticas e desafios relacionados ao novo processo de importação.

O formato proposto permite reunir especialistas do setor público e da iniciativa privada para debater os avanços do novo processo de importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária, com foco na implementação da DUIMP, na modernização dos controles administrativos e nos impactos operacionais para os intervenientes do comércio exterior.

O encontro será uma oportunidade para atualização técnica, alinhamento institucional e troca de experiências sobre os desafios e as perspectivas da transformação do comércio exterior brasileiro.

Programação e Palestrantes – A programação completa do evento e as inscrições para participação podem ser, respectivamente, consultadas e realizadas por meio do link abaixo: 

https://sindusfarma.org.br/programa-educacional/programacao/exibir/27410-evolucoes-do-novo-processo-de-importacao-de-produtos-sob-vigilancia-sanitaria-da-anvisa

Ficha Técnica:
3ª Edição – “Evoluções do Novo Processo de Importação de Produtos sob Vigilância Sanitária”

Data: 27 e 28 de agosto
Horários: 

– 27/08 – 08h às 16h

– 28/08 – 09h às 16h
Organização: ANVISA, SINDUSFARMA E SINDASP

Apoio: ABEPRA, ABIFINA, ABIFRA, ABIHPEC, ABIMO, ABIPLA, ABRAEC, ABTRA, A.E.R, AMECOMEX, APRA-BR, ASSOCIQUIM/SINCOQUIM e GRUPO FARMABRASIL.

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Exportação

Exportações de carne bovina para a China podem cair R$ 4,5 bilhões com limite de importação

A indústria brasileira de carne bovina projeta uma forte retração nas exportações para a China em 2026 após a adoção de um novo limite de importações pelo governo chinês. A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) é que os embarques somem cerca de 900 mil toneladas, volume significativamente inferior ao recorde de 1,648 milhão de toneladas registrado em 2025.

Segundo a entidade, a redução poderá provocar uma perda de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em receitas para os frigoríficos brasileiros, levando empresas a reduzir produção e cortar custos.

Cota chinesa limita embarques de carne brasileira

A queda nas exportações está relacionada à nova medida de salvaguarda adotada pela China, que estabeleceu um teto de 1,1 milhão de toneladas para as importações de carne bovina brasileira em 2026.

Entretanto, cargas embarcadas em 2025 e desembaraçadas nos portos chineses neste ano também passaram a ser contabilizadas dentro dessa cota. Até junho, cerca de 794,6 mil toneladas já haviam chegado ao país asiático, reduzindo significativamente o espaço disponível para novos embarques.

Com isso, a Abiec calcula que o Brasil deixará de exportar cerca de 748 mil toneladas ao mercado chinês neste ano.

Frigoríficos suspendem embarques e ajustam produção

Diante do esgotamento da cota, diversos frigoríficos brasileiros interromperam, desde julho, a produção de determinados cortes destinados à China e suspenderam novos embarques para o país.

Embora o governo chinês ainda não tenha divulgado oficialmente os números da cota utilizada, o setor trabalha com a expectativa de retomar a produção voltada ao mercado chinês no último trimestre de 2026.

Como o transporte marítimo leva aproximadamente 40 dias, os embarques realizados a partir de novembro deverão chegar à China apenas em 2027, sendo contabilizados na cota do próximo ano e evitando tarifas adicionais.

Receita pode encolher mesmo com novos mercados

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, reconhece que o setor busca ampliar as vendas para outros destinos, mas admite que esses mercados dificilmente compensarão a perda do principal comprador da carne bovina brasileira.

A associação projeta que as exportações totais de carne bovina encerrem 2026 com queda de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior, quando o Brasil embarcou cerca de 3,5 milhões de toneladas.

Setor enfrenta demissões e redução das operações

Os impactos já começam a ser sentidos pelos frigoríficos. Segundo a Abiec, empresas responsáveis por cerca de 98% das exportações brasileiras de carne bovina adotaram medidas para reduzir custos.

Entre as ações estão:

  • redução do ritmo de abate;
  • suspensão temporária de trabalhadores;
  • demissões;
  • diminuição da jornada de trabalho;
  • paralisação de linhas de produção voltadas ao mercado chinês.

A entidade afirma que parte das empresas opera atualmente com margens negativas e que esse cenário pode acelerar o processo de consolidação da indústria, favorecendo aquisições de frigoríficos menores por grupos de maior porte.

Mercado europeu também preocupa exportadores

Além das restrições impostas pela China, o setor acompanha com preocupação a possibilidade de interrupção das exportações de carne bovina para a União Europeia a partir de setembro.

Segundo a Abiec, o Brasil ainda precisa apresentar documentação técnica que comprove que os animais destinados ao bloco europeu são criados sem o uso de antimicrobianos, exigência das autoridades sanitárias europeias.

A eventual suspensão representaria uma nova perda para os exportadores, já que o mercado europeu compra cortes de maior valor agregado e contribui para fortalecer a reputação internacional da carne brasileira.

Oferta menor pode elevar preços no Brasil

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, alta de 15,5% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 9,8 bilhões, avanço de 36,2%, enquanto o preço médio da tonelada subiu quase 18%, chegando a US$ 5.700.

Apesar da expectativa de uma redução inicial nos preços internos devido ao menor ritmo das exportações, a Abiec avalia que a diminuição da produção poderá limitar a oferta de carne no mercado doméstico nos próximos meses.

Com menos animais destinados ao abate e custos de produção ainda elevados, a tendência é que os preços ao consumidor voltem a subir no médio prazo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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