Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Portos

Porto de Itajaí recebe 430 carros de luxo e amplia movimentação em 2026

O Porto de Itajaí iniciou a semana com uma operação de destaque no setor logístico. Na manhã de segunda-feira (30), o terminal recebeu o navio Good Wood, especializado no transporte de veículos no sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro), que descarregou 430 carros de luxo.

A atracação ocorreu por volta das 5h50, marcando mais um avanço na diversificação das cargas movimentadas e no fortalecimento da atividade portuária ao longo de 2026.

Operação ocorreu com segurança e eficiência

A chegada da embarcação foi realizada com o canal de acesso plenamente navegável, garantindo condições ideais para a manobra e a execução das atividades.

Após a atracação, as equipes deram início à descarga dos veículos, mantendo o fluxo contínuo das operações durante toda a manhã. Finalizado o processo logístico, o navio deixou o terminal ainda no início da tarde.

Movimentação de veículos cresce no porto

Com essa operação, o Porto de Itajaí já acumula três escalas de navios do tipo Ro-Ro neste ano, totalizando 1.515 veículos movimentados.

Confira as operações anteriores:

  • Victoria Highway: 628 veículos
  • Dover Highway: 457 veículos
  • Good Wood: 430 veículos

O aumento no volume reforça a retomada das atividades e indica maior dinamismo no setor de logística portuária.

Retomada fortalece economia regional

De acordo com a administração do terminal, o avanço na movimentação de veículos de alto valor agregado demonstra a confiança do mercado no porto catarinense.

A estratégia também amplia as oportunidades comerciais, impulsiona a geração de empregos e contribui para o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o terminal se consolida como uma alternativa relevante no cenário nacional de transporte marítimo.

O que é o sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro)

Os navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) são projetados para o transporte de cargas sobre rodas, como carros, caminhões e máquinas pesadas.

Nesse modelo, os veículos entram e saem da embarcação dirigindo por rampas, sem a necessidade de guindastes. Isso torna as operações mais rápidas, reduz o tempo de carga e descarga e aumenta a eficiência da logística internacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Porto de Itajaí

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago

O agronegócio brasileiro avançou na expansão internacional com a abertura de novos mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As negociações concluídas pelo governo federal permitem a exportação de diferentes produtos agropecuários, fortalecendo a presença do Brasil no comércio global.

Exportações para El Salvador ganham reforço

Em El Salvador, foi autorizada a entrada de carne suína e seus derivados. A medida amplia o potencial de negócios e favorece a cadeia produtiva suinícola, com maior agregação de valor.

Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país, indicando espaço para crescimento com a nova abertura.

Filipinas oferecem mercado de grande escala

Nas Filipinas, o destaque é a liberação para exportação de feno seco, insumo importante para alimentação animal. O país, com cerca de 112 milhões de habitantes, representa um mercado estratégico para o Brasil.

Somente em 2025, os filipinos importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, demonstrando forte demanda e potencial de expansão comercial.

Trinidad e Tobago recebe sementes de coco

Já em Trinidad e Tobago, o Brasil obteve autorização para exportar sementes de coco, iniciativa que deve contribuir para a recomposição ambiental e o fortalecimento da economia local.

O país caribenho importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Aberturas de mercado impulsionam agronegócio

Com os novos acordos, o Brasil soma 555 aberturas de mercado desde 2023, consolidando a estratégia de diversificação das exportações e ampliação de destinos comerciais.

Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm intensificando negociações para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Logística, Sem Categoria

Transnordestina avança e fortalece logística no Nordeste

A ferrovia Transnordestina voltou a ganhar destaque em debates sobre infraestrutura, consolidando seu papel como projeto estratégico para a logística do Nordeste. Em discussão recente com especialistas do setor, foram reforçados os impactos positivos da obra na competitividade regional, na integração produtiva e na redução de custos operacionais.

Mesmo após anos de desafios, a ferrovia segue como uma das principais apostas para modernizar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Ferrovia pode transformar o escoamento de cargas

Durante o debate, especialistas apontaram que a Transnordestina tem potencial para alterar significativamente a dinâmica de transporte no Nordeste. O projeto deve beneficiar diretamente setores como o agronegócio e a indústria, ampliando a eficiência logística.

A expectativa é de redução nos custos de transporte, maior previsibilidade nas operações e menor dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no país.

Integração com portos amplia competitividade

Outro fator estratégico é a ligação da ferrovia com portos do Nordeste, o que deve facilitar o fluxo de exportações. Essa conexão cria uma estrutura logística mais integrada, permitindo maior agilidade no envio de mercadorias ao mercado externo.

Com isso, a região tende a ganhar força no comércio exterior, aumentando sua competitividade e atraindo novos investimentos.

Eficiência e sustentabilidade no transporte

O transporte ferroviário também se destaca por sua capacidade de movimentar grandes volumes com menor impacto ambiental. A adoção desse modal contribui para operações mais eficientes e alinhadas às demandas de logística sustentável.

Além disso, o uso de trilhos reduz custos operacionais e minimiza riscos associados às oscilações típicas do transporte rodoviário.

Projeto ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a execução da ferrovia Transnordestina ainda esbarra em questões relacionadas a prazos e andamento das obras. Mesmo assim, especialistas avaliam que o projeto continua sendo essencial para o futuro da infraestrutura regional.

A expectativa é que, quando concluída, a ferrovia represente um divisor de águas para a logística no Nordeste, com impactos diretos na eficiência, na redução de custos e na expansão econômica.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TLSA

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Exportação

Exportações brasileiras ganham rota via Turquia para driblar crise no Estreito de Ormuz

O Brasil definiu uma rota alternativa de exportação via Turquia para manter o escoamento de produtos agropecuários diante das restrições no Estreito de Ormuz, impactado pela recente crise no Oriente Médio.

A articulação foi conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de assegurar a continuidade do comércio exterior brasileiro mesmo em meio à instabilidade geopolítica.

Nova rota evita áreas de risco no Golfo Pérsico

Com a estratégia, cargas brasileiras destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central passam a utilizar a infraestrutura logística turca, evitando a travessia pelo Golfo Pérsico, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

A rota via Turquia já era utilizada por exportadores, mas ganhou maior relevância como alternativa segura para manter o fluxo de mercadorias.

Exigências sanitárias levaram a novo acordo

Recentemente, o governo turco passou a adotar regras mais rígidas para produtos sujeitos a controle veterinário, especialmente os de origem animal. A mudança poderia gerar entraves para o comércio brasileiro.

Diante disso, o Brasil negociou um novo modelo para garantir a continuidade das operações sem prejuízos logísticos.

Certificação garante trânsito e armazenamento de cargas

O entendimento entre os países resultou na criação de um certificado veterinário sanitário, que permite tanto o trânsito quanto o armazenamento temporário de mercadorias em território turco.

Na prática, o documento assegura que cargas brasileiras possam atravessar o país ou permanecer temporariamente em seus portos sem a necessidade de novas exigências sanitárias adicionais.

Medida reduz riscos e amplia previsibilidade

A iniciativa fortalece a logística de exportação, oferecendo mais previsibilidade aos embarques e reduzindo riscos para empresas brasileiras, especialmente em um cenário de incertezas nas rotas marítimas internacionais.

Governo busca preservar acesso a mercados estratégicos

Com o acordo, o Mapa reforça sua atuação para proteger o agronegócio brasileiro, garantindo o acesso a mercados relevantes mesmo diante de crises externas.

A adoção da rota via Turquia demonstra a busca por soluções rápidas e estratégicas para minimizar impactos no comércio e manter a competitividade do Brasil no cenário global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Importação

Redução do imposto de importação zera tarifas para quase mil produtos no Brasil

O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu reduzir o imposto de importação de quase mil produtos no Brasil. A medida foi aprovada durante reunião ordinária realizada em 16 de março e tem como objetivo atender à demanda interna diante da ausência ou insuficiência de produção nacional.

A iniciativa busca garantir o abastecimento de setores estratégicos e evitar impactos no consumo e na indústria.

Medicamentos, insumos agrícolas e industriais entre os beneficiados

Entre os itens com tarifa zerada, estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. A medida também contempla produtos essenciais para diferentes cadeias produtivas.

Foram incluídos ainda fungicidas e inseticidas voltados ao controle de pragas na agricultura, insumos para a indústria têxtil, além de lúpulo, matéria-prima fundamental para a produção de cerveja, e produtos destinados à nutrição hospitalar.

Bens de capital e tecnologia também entram na lista

A decisão do Gecex abrange ainda 970 itens classificados como Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT). Desse total, 191 itens possuem caráter temporário, conforme resoluções específicas do comitê.

A redução tarifária nesses segmentos deve estimular investimentos, modernização tecnológica e aumento da competitividade industrial.

Aplicação de medidas antidumping

Além da redução do imposto de importação, o Gecex também deliberou pela aplicação de direito antidumping definitivo, com validade de cinco anos, sobre determinados produtos importados.

A medida atinge etanolaminas provenientes da China e resinas de polietileno originárias dos Estados Unidos e do Canadá. No caso das resinas, houve ajuste nos valores cobrados, limitando-os aos níveis provisórios adotados nos últimos seis meses, para evitar impactos adicionais na cadeia produtiva.

Publicação das decisões

As resoluções completas com os detalhes das medidas aprovadas serão disponibilizadas no site oficial da Camex.

A expectativa é que a redução do imposto de importação contribua para equilibrar o mercado interno, reduzir custos e ampliar o acesso a produtos essenciais e insumos industriais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodolfo Buhrer/Arquivo

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Comércio Exterior

Recintos alfandegados: Nota Coana nº 32/2026 define regras de acesso e capacitação

A publicação da Nota Coana nº 32/2026 traz novos esclarecimentos sobre o acesso a recintos alfandegados, além de detalhar critérios para credenciamento e exigências de capacitação aduaneira. O documento orienta empresas e profissionais que atuam no comércio exterior quanto às condições para ingresso e permanência nesses espaços.

Curso aduaneiro será exigido de forma gradual

Entre os principais pontos, a norma estabelece a obrigatoriedade do curso básico de conhecimentos aduaneiros. No entanto, essa exigência só passará a valer após a disponibilização oficial dos materiais e diretrizes pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira.

Até que isso ocorra, o cumprimento do requisito não será cobrado. A previsão é que os conteúdos iniciais sejam liberados no começo de abril, com foco inicial nos recintos alfandegados localizados em aeroportos. Para outras unidades, um cronograma específico ainda será divulgado.

Regras de transição e flexibilização

A normativa também prevê ajustes para facilitar a adaptação às novas exigências. O responsável pela unidade da Receita Federal com jurisdição sobre o recinto poderá flexibilizar ou até dispensar o curso em situações excepcionais, desde que haja justificativa baseada na realidade operacional.

Além disso, servidores públicos e agentes de órgãos intervenientes poderão solicitar dispensa formal da capacitação.

Nos casos de credenciamentos realizados antes da nova portaria, poderá ser concedido um período de transição. A medida busca garantir a continuidade das operações enquanto os profissionais se adequam às novas regras.

Responsabilidades e possíveis penalidades

A execução e gestão do curso aduaneiro ficarão sob responsabilidade dos administradores dos recintos, em conjunto com a Receita Federal local, seguindo as orientações da Coana.

O descumprimento das regras pode resultar em sanções, como advertências e até suspensão do credenciamento em casos de reincidência, conforme a legislação vigente.

Mais controle e eficiência no comércio exterior

A iniciativa reforça o processo de padronização dos procedimentos em recintos alfandegados e amplia os mecanismos de controle. A expectativa é que as medidas elevem o nível de segurança, qualificação profissional e eficiência nas operações de comércio exterior no país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Portos

Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Governo libera crédito de R$ 15 bilhões para empresas afetadas por crises internacionais

O governo federal anunciou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para exportadores brasileiros, com foco em setores impactados por instabilidades externas. A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.345/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (25).

Os recursos fazem parte do Plano Brasil Soberano e serão operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Apoio a exportadores diante de cenário global instável

Segundo o governo, a iniciativa busca fortalecer empresas afetadas por crises geopolíticas, incluindo a guerra no Oriente Médio, além de restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O programa também contempla companhias que ainda enfrentam os efeitos de tarifas internacionais elevadas, especialmente após mudanças recentes na política comercial norte-americana.

Criado em agosto de 2025, o plano surgiu como resposta ao chamado tarifaço dos EUA, que chegou a aplicar taxas de até 50% sobre produtos brasileiros. Apesar de decisões judiciais posteriores terem reduzido parte dessas medidas, alguns segmentos continuam sujeitos a tarifas específicas, como as previstas na legislação conhecida como Seção 232.

Origem dos recursos e setores beneficiados

Os R$ 15 bilhões destinados ao crédito serão provenientes de diferentes fontes, como:

  • superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE)
  • recursos vinculados ao Ministério da Fazenda
  • outras dotações orçamentárias

Terão acesso às linhas de financiamento empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores. Entre os setores contemplados estão:

  • siderurgia e metalurgia
  • indústria automotiva e autopeças
  • farmacêutico
  • máquinas e equipamentos
  • eletrônicos

Além disso, empresas impactadas pela escassez de insumos — como fertilizantes — também poderão ser beneficiadas.

Como funcionará o crédito do BNDES

As novas linhas de crédito poderão ser utilizadas para diferentes finalidades, incluindo:

  • capital de giro
  • investimentos produtivos
  • ampliação da capacidade industrial
  • inovação tecnológica
  • adaptação de processos e produtos

As condições de financiamento, como prazos e encargos, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já os critérios de acesso ficarão sob responsabilidade dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Nova lei moderniza crédito à exportação

Além da medida provisória, foi sancionada a Lei nº 15.359/2026, que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

A proposta busca modernizar mecanismos de financiamento e seguro às exportações, além de ampliar a segurança jurídica nas operações realizadas pelo BNDES.

Entre os avanços previstos estão:

  • criação de um portal único de transparência sobre operações
  • prestação de contas anual ao Senado
  • regras mais claras para financiamento de serviços no exterior
  • incentivo a projetos de economia verde e descarbonização

Outro ponto importante é a ampliação do prazo de cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, que passa de 180 para até 750 dias na fase de pré-embarque.

Regras e garantias adicionais

A nova legislação também reforça critérios já adotados pelo banco, como a proibição de novos financiamentos a países inadimplentes com o Brasil.

Além disso, foram estabelecidas diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), instrumento criado para reduzir riscos em transações internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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