Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

Ler Mais
Especialista, O ESPECIALISTA

Representatividade da Mulher no Comércio Exterior e as barreiras existentes em sua trajetória profissional


Muito se discute sobre o empoderamento feminino, mas a distância entre o discurso e a prática ainda se reflete na escassez de mulheres em posições de destaque. No Comércio Exterior, esse desafio de equidade na liderança permanece latente.

Hoje as mulheres são mais atuantes e a representatividade cresceu, mas o acesso a cargos gerenciais continua restrito, mantendo a maioria na área operacional do Comércio Exterior. Embora existam escolhas pessoais e fatores como a autossabotagem, o que mais desafia o mercado é a existência da ‘barreira de gênero’. É inquietante notar quantas mulheres altamente competentes, com total capacidade e desejo de liderar, acabam encontrando obstáculos estruturais no caminho rumo ao topo.

No Brasil, as mulheres possuem, em média, maior nível de escolaridade que os homens. Contudo, quando analisados trabalhadores com ensino superior completo, a distância salarial em vez de diminuir, aumenta. Em cargos de alta qualificação, o homem chega a receber até 35% mais desempenhando funções equivalentes.

O indicador de remuneração média mensal das mulheres equivale a cerca de 80,7% da recebida pelos homens. Conforme estudos a pirâmide organizacional (cargos de diretoria, gerência e gerência operacional de Comércio Exterior, por exemplo), a diferença na composição da remuneração total — que engloba bônus, comissões e gratificações — se alarga expressivamente em favor dos homens.

Embora os índices de capacitação e escolaridade feminina superem com frequência os masculinos, essa excelência acadêmica ainda não se reflete na equidade profissional. O caminho a ser trilhado pelas mulheres continua repleto de obstáculos, perpetuando uma realidade de cargos e salários inferiores aos de seus pares homens.

Os desafios da trajetória feminina ganham uma complexidade ainda maior com a maternidade — um momento frequentemente cercado de vieses e discriminação no mercado. No entanto, equilibrar a vida pessoal e a profissional é uma das grandes marcas da competência feminina. Longe de reduzir a capacidade de entrega, a maternidade frequentemente impulsiona uma nova versão dessa profissional, potencializando sua resiliência, liderança e determinação. Em uma realidade onde o protagonismo feminino sustenta grande parte dos lares brasileiros, a maternidade é um motor de força, e nunca uma limitação. 

Para além das barreiras que cercam as mulheres no mercado interno, as profissionais de Comércio Exterior enfrentam um desafio geopolítico único: a barreira cultural. Em mesas de negociação globais, muitas executivas ainda se deparam com culturas, costumes ou preceitos religiosos que rejeitam a liderança feminina, exigindo delas uma resiliência e uma inteligência estratégica em dobro para consolidar negócios em países onde o protagonismo da mulher ainda é contestado.

Mas essas barreiras estão sendo quebradas. A trajetória recente da Secretária do MDIC, Tatiana Prazeres, em mesas de negociações internacionais de alto nível, ilustra perfeitamente como a liderança e a autoridade feminina vêm desbravando e redefinindo esses espaços. Ela é a prova de que o topo do comércio internacional também é lugar de mulher.

Mesmo com alto grau de instrução, qualificação e conhecimento de mercado, a mulher enfrenta a constante pressão de ter que provar sua capacidade a todo instante — seja para a sociedade, para seus colegas de profissão, superiores ou em mesas de negociação. Essa é uma realidade diária e incansável. A disparidade de gênero é um fato real. Cabe a nós mulheres continuarmos firmes na busca pelo nosso espaço e pela igualdade, mas temos a clareza de que não podemos encarar essa jornada sozinhas.

Para que possamos, de fato, transformar o mercado e expandir a representatividade feminina no Comércio Exterior, o caminho começa na nossa própria rede. É por isso que fortalecemos o Grupo das Divas do COMEX & LOG: para que nenhuma de nós precise caminhar sozinha. O que podemos fazer hoje é nos unirmos em uma rede de apoio mútuo, nos espelhando e nos inspirando em lideranças que já desbravaram o caminho e conquistaram seu espaço. Juntas, nós não apenas ocupamos lugares; nós abrimos portas para as próximas que virão. Vamos evoluir, conectar e liderar!

Para que possamos avançar com base em dados reais e transformar esse cenário, convido todas as mulheres da nossa área a responderem ao nosso questionário. A sua voz é fundamental para construirmos conteúdos ainda mais qualificados, abrirmos portas para oportunidades de networking estratégico e gerarmos negócios direcionados ao fortalecimento do público feminino no setor.

Acesse o link, participe e vamos construir o futuro do nosso mercado juntas!

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSctmw9KunZwX5gtkMAOFNY6CCTZqN5RB9Qmd3owQ_Ezhqfizg/viewform?usp=publish-editor

Renata Palmeira é CEO do RêConecta News, executiva comercial e especialista em Logística, Comércio Exterior e Gestão de Pessoas. Com mais de 25 anos de experiência nos setores de vendas e logística, atua na gestão comercial, desenvolvimento de equipes e soluções logísticas integradas. Fundadora do portal RêConecta News, trabalha para ampliar a visibilidade e o posicionamento estratégico de empresas e profissionais de Comex e Logística, além de atuar como palestrante nas áreas de vendas, marketing e logística.

Ler Mais
Exportação

Exportações da China avançam 27% em junho impulsionadas por demanda de IA e automóveis

As exportações da China registraram forte crescimento em junho, impulsionadas principalmente pela elevada demanda internacional por chips para inteligência artificial (IA) e pelo aumento das vendas de automóveis. O desempenho reforça o papel do mercado externo na economia chinesa, enquanto o país ainda enfrenta dificuldades para fortalecer o consumo interno.

Os dados divulgados nesta terça-feira (14) pela alfândega chinesa mostram que as exportações cresceram 27% em relação ao mesmo período do ano passado, em valores nominais em dólar. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos quatro meses e ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de 18,2%. Em maio, o avanço havia sido de 19,4%.

Importações também aceleram e atingem maior nível em cinco anos

Além do avanço das exportações, as importações da China apresentaram crescimento expressivo de 36% em junho, superando os 27,4% registrados no mês anterior e alcançando o maior ritmo de expansão dos últimos cinco anos.

O resultado também ficou acima das projeções dos economistas, que esperavam uma alta de 24% no período.

Superávit comercial segue em trajetória recorde

Com o desempenho das vendas externas, o superávit comercial da China atingiu US$ 125,6 bilhões em junho, acima dos US$ 105,4 bilhões registrados em maio.

O ritmo das exportações mantém o país na trajetória de ultrapassar novamente a marca de US$ 1 trilhão em superávit comercial anual, repetindo o desempenho alcançado no ano anterior, mesmo diante da desaceleração das principais economias globais e das tensões comerciais com os Estados Unidos.

Boom da IA amplia demanda por chips chineses

Entre os fatores que impulsionaram o comércio exterior está a expansão global da inteligência artificial, que elevou significativamente a procura por circuitos integrados utilizados em data centers e equipamentos tecnológicos.

Somente em junho, a China exportou cerca de 32 bilhões de circuitos integrados, refletindo a crescente demanda internacional por componentes eletrônicos ligados ao desenvolvimento da IA.

Exportações de automóveis batem recorde histórico

Outro destaque foi o setor automotivo. Pela primeira vez, as exportações de automóveis da China ultrapassaram a marca de 1 milhão de veículos em um único mês.

O crescimento consolida o país como um dos principais exportadores globais do segmento, mas também pode ampliar disputas comerciais com parceiros como a União Europeia, que acompanha de perto a expansão dos fabricantes chineses.

Demanda interna continua sendo desafio para economia

Apesar do desempenho robusto do comércio exterior, analistas avaliam que a recuperação da economia doméstica segue limitada.

Segundo Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, o crescimento das exportações, impulsionado principalmente pelo setor de inteligência artificial, aliado a políticas fiscais mais expansionistas, estímulos monetários e à redução das tensões no Oriente Médio, pode favorecer a economia chinesa no segundo semestre, inclusive com impactos positivos decorrentes da queda nos preços do petróleo.

Por outro lado, o especialista destaca que a demanda interna permanece fraca. As vendas no varejo mostram pouca evolução, enquanto os investimentos em ativos fixos apresentaram desempenho negativo recentemente.

Crise imobiliária mantém foco nas vendas ao exterior

Sem uma solução definitiva para a prolongada crise do setor imobiliário, que há anos compromete o consumo doméstico, os fabricantes chineses continuam encontrando no mercado internacional a principal alternativa para sustentar a produção e manter o crescimento econômico.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Go Nakamura/Foto de arquivo

Ler Mais
Agricultura

Brasil e Nigéria ampliam diálogo para fortalecer parceria no mercado de fertilizantes

O Brasil e a Nigéria avançaram nas discussões para ampliar a cooperação no setor de fertilizantes, com foco no fortalecimento do abastecimento da agricultura brasileira. Durante missão oficial ao país africano, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se na segunda-feira (13) com representantes da Indorama, um dos maiores grupos globais da indústria de fertilizantes.

Além do fornecimento de fertilizantes nitrogenados, o governo brasileiro demonstrou interesse em ampliar a parceria para a aquisição de fósforo, insumo considerado estratégico para o agronegócio.

Nigéria ganha importância como fornecedora de fertilizantes

A Indorama opera na Nigéria um dos maiores complexos industriais de produção de ureia da África, com capacidade instalada de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas por ano.

A empresa desempenha papel relevante no mercado internacional de fertilizantes e já integra a cadeia de fornecimento que atende o Brasil, um dos maiores consumidores mundiais desses insumos.

Durante o encontro, André de Paula ressaltou que a Nigéria ocupa posição estratégica na segurança do abastecimento brasileiro.

Segundo o ministro, o objetivo é consolidar uma relação comercial estável, previsível e capaz de atender às necessidades do agronegócio brasileiro, reduzindo riscos para a produção agrícola.

Memorando de entendimento está em negociação

O governo brasileiro também confirmou que mantém tratativas com as autoridades nigerianas para a assinatura de um memorando de entendimento nas áreas de agricultura e fertilizantes.

A proposta busca criar um ambiente institucional que incentive o comércio bilateral, reduza incertezas para investidores e estimule contratos de longo prazo entre empresas dos dois países.

A expectativa é que o acordo fortaleça a cooperação técnica e comercial no setor agrícola.

Indorama destaca investimentos no agronegócio da Nigéria

Durante a reunião, representantes da Indorama apresentaram os principais projetos desenvolvidos no país africano para impulsionar a produção agropecuária.

Entre as iniciativas estão programas de modernização da agricultura, projetos de melhoramento genético com tecnologia brasileira, ações voltadas à rastreabilidade animal e programas de capacitação destinados aos produtores rurais.

A empresa também manifestou interesse em ampliar a cooperação com instituições e companhias brasileiras para acelerar o desenvolvimento do agronegócio nigeriano e fortalecer a troca de conhecimento entre os dois países.

Cooperação pode ampliar segurança no abastecimento agrícola

O fortalecimento das relações entre Brasil e Nigéria ocorre em um momento de crescente preocupação global com a segurança no fornecimento de fertilizantes, considerados essenciais para a produtividade agrícola.

A ampliação da parceria pode contribuir para diversificar fornecedores, reduzir vulnerabilidades da cadeia de suprimentos e garantir maior estabilidade ao setor agropecuário brasileiro.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Indorama/Divulgação

Ler Mais
Comércio Exterior

MDIC divulga balança comercial da segunda semana de julho de 2026

O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) publicou nesta segunda-feira (13) os dados da balança comercial referentes à segunda semana de julho de 2026.

No período, o Brasil registrou superávit de US$ 2,29 bilhões, resultado de US$ 7,50 bilhões em exportações e US$ 5,21 bilhões em importações.

Saldo positivo cresce em julho

No acumulado de julho, o saldo da balança comercial brasileira alcançou US$ 4,54 bilhões. Já no acumulado de 2026, o superávit soma US$ 46,90 bilhões.

Relatórios já estão disponíveis

Os documentos com as informações da balança comercial brasileira podem ser consultados neste link.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Agronegócio

Tarifaço dos EUA preocupa indústria e agronegócio às vésperas de decisão sobre produtos brasileiros

A expectativa em torno do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros cresce com a proximidade do prazo final para a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A definição sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% deve ocorrer nesta terça-feira (15) e pode provocar impactos significativos em setores estratégicos da economia brasileira.

Enquanto aguarda o desfecho, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém negociações com autoridades norte-americanas na tentativa de evitar prejuízos às exportações nacionais.

Governo busca diálogo antes da decisão

A estratégia do governo brasileiro é intensificar as tratativas diplomáticas com representantes dos Estados Unidos antes da conclusão da investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial americana.

A expectativa é de que um grupo de trabalho entre os dois países se reúna com o chefe do USTR, Jamieson Greer, para discutir o tema e apresentar a posição brasileira. Nos últimos dias, o presidente Lula também reuniu ministros para definir a condução das negociações, mantendo a orientação de preservar o diálogo sem realizar concessões consideradas injustificadas.

Indústria prevê impacto bilionário nas exportações

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros poderão ser afetados caso as novas tarifas sejam implementadas. O volume corresponde a aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações destinadas ao mercado norte-americano.

Segundo a entidade, a carga tributária sobre determinados produtos pode alcançar 37,5%, resultado da combinação da tarifa adicional de 25% com outra sobretaxa de 12,5%, relacionada a uma investigação americana sobre trabalho forçado envolvendo diversos países.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida ameaça uma relação comercial construída ao longo de décadas e pode elevar custos tanto para empresas quanto para consumidores dos dois países, além de comprometer cadeias produtivas integradas.

Agronegócio também calcula perdas

O agronegócio brasileiro está entre os segmentos que podem sofrer impactos relevantes. Estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) estima que cerca de US$ 4,2 bilhões em exportações do setor poderão ser atingidos diretamente pelas novas tarifas.

Mesmo com alguns produtos incluídos na lista de exceções, aproximadamente 36,8% das vendas do agronegócio para os Estados Unidos continuam sujeitas à sobretaxa.

Entre as cadeias produtivas mais expostas estão os produtos florestais, o sebo bovino, o complexo sucroalcooleiro e o café solúvel, que movimentou cerca de US$ 1 bilhão em exportações em 2025.

Por outro lado, itens como carne bovina, café verde e suco de laranja ficaram fora da relação inicial de produtos tarifados.

Setor madeireiro contesta proposta americana

Representantes da indústria de madeira afirmam que os produtos brasileiros não competem diretamente com a produção dos Estados Unidos e exercem papel complementar no abastecimento do mercado americano.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) apresentou defesa técnica ao governo dos EUA, argumentando que as exportações brasileiras atendem demandas específicas da indústria norte-americana e ajudam a suprir o mercado local.

Empresas apostam na ampliação da lista de exceções

Embora representantes do setor produtivo considerem pouco provável o adiamento ou a suspensão das novas tarifas, existe expectativa de que o governo americano amplie a relação de produtos isentos da sobretaxa.

Durante as audiências promovidas pelo USTR, entidades brasileiras defenderam que a manutenção das importações favorece a competitividade da indústria dos Estados Unidos e evita aumento de custos para empresas e consumidores.

Entidades defendem solução negociada

A Amcham Brasil, a CNI e a U.S. Chamber of Commerce encaminharam um documento conjunto aos governos brasileiro e norte-americano defendendo uma solução baseada no diálogo.

As entidades sustentam que negociações comerciais tendem a gerar benefícios mais duradouros do que a adoção de barreiras tarifárias, fortalecendo a cooperação econômica, a competitividade das empresas e a geração de empregos em ambos os países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Exportação

Exportações de cacau pelo Porto de Callao superam 70% no Terminal Sul administrado pela DP World

O Porto de Callao, no Peru, consolidou sua importância na logística de exportação de cacau, com o Terminal Sul (Muelle Sur) respondendo por 71,4% dos embarques do produto realizados pelo país entre janeiro e maio de 2026.

No período, o terminal operado pela DP World Callao movimentou 2.579 TEU de cacau peruano, reforçando seu papel estratégico no escoamento da produção destinada ao mercado internacional.

Europa lidera como principal destino do cacau peruano

Divulgados durante as comemorações do Dia Internacional do Cacau, os dados mostram que a Europa concentrou 43,4% das exportações realizadas pelo terminal no período analisado.

Na sequência aparecem os mercados das Américas e da Ásia, que também figuram entre os principais destinos do cacau peruano, evidenciando a crescente demanda global pelo produto.

Qualidade e sustentabilidade impulsionam o produto no mercado externo

Segundo o diretor-geral da DP World Callao, Marco Hernández, o cacau do Peru vem conquistando cada vez mais espaço em mercados internacionais que exigem elevados padrões de qualidade.

De acordo com o executivo, esse avanço é resultado não apenas da excelência do produto, mas também do compromisso de toda a cadeia exportadora com práticas de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência logística, fatores considerados essenciais pelos compradores globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Comércio Internacional

Índice Drewry World Container sobe 2% e fretes marítimos seguem em alta no comércio internacional

O Drewry World Container Index (WCI) avançou 2% nesta semana e alcançou US$ 4.639 por contêiner de 40 pés, atingindo o maior nível desde setembro de 2024. A alta foi impulsionada principalmente pelo aumento das tarifas na rota Ásia–Europa, reforçando o cenário de valorização dos fretes marítimos.

Rota Transpacífica registra alta nos fretes e oferta limitada

No corredor Transpacífico, o transporte entre Xangai e Los Angeles apresentou aumento de 2%, chegando a US$ 6.482 por contêiner de 40 pés. Já o frete entre Xangai e Nova York permaneceu estável, em US$ 7.904 por unidade.

De acordo com o relatório Container Capacity Insight, da Drewry, apenas três cancelamentos de viagens foram anunciados para a próxima semana nessa rota, indicando uma capacidade operacional restrita.

Além disso, algumas companhias marítimas comunicaram a aplicação de General Rate Increase (GRI) entre US$ 2.000 e US$ 3.000 por contêiner de 40 pés, com vigência a partir de 15 de julho. A consultoria projeta que os preços permanecerão elevados nas próximas semanas.

Fretes entre Ásia e Europa continuam avançando

Na rota Ásia–Europa, o mercado spot também manteve trajetória de alta. O transporte entre Xangai e Gênova subiu 2%, alcançando US$ 6.463 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Roterdã registraram avanço ainda maior, de 5%, chegando a US$ 4.933 por contêiner.

Segundo a Drewry, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre Ásia e Europa para a próxima semana, cenário que evidencia uma oferta limitada de capacidade. Diante disso, as armadoras seguem adotando estratégias para sustentar os preços, com tarifas Freight All Kinds (FAK) em patamares mais elevados.

CMA CGM anuncia novas tarifas FAK

A consultoria informou que a CMA CGM definiu novas tarifas FAK de US$ 7.000 por contêiner de 40 pés para os serviços entre Ásia e Europa.

Para a rota Ásia–Mediterrâneo, os valores anunciados variam entre US$ 7.900 e US$ 8.500 por contêiner, também com início previsto para 15 de julho.

A expectativa da Drewry é de que os fretes internacionais permaneçam firmes ao longo das próximas semanas.

Tensões geopolíticas aumentam volatilidade no mercado

O mercado de frete de contêineres nas rotas Leste–Oeste continua marcado pela volatilidade. Segundo a consultoria, as tensões entre Estados Unidos e Irã reacenderam as preocupações no Oriente Médio, especialmente em relação à segurança no Estreito de Ormuz.

Esse cenário segue impactando as operações marítimas e contribuindo para a manutenção dos preços em níveis elevados.

Embora a expectativa seja de desaceleração do pico sazonal de demanda entre o fim de julho e o início de agosto, as empresas de navegação continuam adotando sobretaxas para preservar os valores dos fretes marítimos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Comércio Internacional

Tarifas dos EUA sobre o Brasil podem ampliar espaço da China no mercado americano, alertam empresas

Representantes da indústria brasileira defenderam, durante audiências realizadas no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pode gerar um efeito contrário ao esperado: fortalecer a presença da China e de outros concorrentes no mercado norte-americano.

A avaliação foi apresentada por entidades empresariais que participaram do segundo dia de debates sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre determinados produtos importados do Brasil, sob a justificativa de supostas práticas comerciais consideradas desleais.

Setor de máquinas teme perda de mercado para concorrentes asiáticos

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) argumentou que uma eventual sobretaxa reduziria a competitividade das empresas brasileiras e abriria espaço para fornecedores estrangeiros.

Segundo Patrícia Gomes, diretora-executiva de Mercados Externos da entidade, em alguns segmentos a China seria a principal beneficiada, enquanto, em outros casos, países como Índia e Coreia do Sul também poderiam substituir os produtos brasileiros.

A associação destacou ainda que boa parte das máquinas exportadas pelo Brasil possui características específicas, sendo fabricadas sob encomenda e atendendo rigorosos padrões de certificação, o que dificulta uma substituição imediata por outros fornecedores.

Outro argumento apresentado ao USTR foi a falta de capacidade da indústria norte-americana para suprir integralmente a demanda por diversos equipamentos atualmente importados do Brasil.

Comércio entre empresas do mesmo grupo pode ser afetado

A Abimaq informou que cerca de 82% das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos em 2024 ocorreram entre empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, envolvendo companhias brasileiras com operações nos Estados Unidos e empresas norte-americanas instaladas no Brasil.

Na avaliação da entidade, uma nova tarifa prejudicaria investimentos dos dois lados, além de comprometer cadeias produtivas integradas.

A associação também lembrou que os Estados Unidos registram um superávit de aproximadamente US$ 1,2 bilhão na balança comercial bilateral desse segmento.

Indústria calçadista defende diversificação de fornecedores

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) ressaltou que o Brasil representa uma alternativa estratégica para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação aos fornecedores asiáticos.

Atualmente, o mercado norte-americano consome mais de 2 bilhões de pares de calçados por ano, enquanto sua produção doméstica responde por apenas cerca de 1% dessa demanda. A China lidera as exportações para os EUA, com participação próxima de 48%.

Para a entidade, uma tarifa adicional elevaria os custos para importadores, reduziria a diversidade de fornecedores e ampliaria a concentração das compras em mercados já dominantes.

Audiências tiveram caráter técnico

O advogado Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, avaliou que as audiências ocorreram em um ambiente técnico, com foco na apresentação de documentos, estatísticas e esclarecimentos sobre os impactos econômicos das medidas.

Segundo relatos de participantes, embora os argumentos brasileiros tenham sido bem recebidos, a tendência é que o USTR apenas ajuste parte das informações do processo, mantendo a possibilidade de adoção de novas tarifas. A decisão final, no entanto, dependerá do governo do presidente Donald Trump.

Setor cafeeiro pede manutenção da isenção

As entidades que representam a cadeia do café brasileiro solicitaram que o governo norte-americano mantenha a isenção tarifária para o café verde, torrado, moído e estenda o benefício também ao café solúvel.

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) destacou que o produto é utilizado em diversos segmentos da indústria alimentícia dos Estados Unidos, como bebidas prontas, panificação, confeitaria e laticínios.

A entidade afirmou ainda que o Brasil responde por cerca de 22% das importações americanas de café solúvel e alertou que uma tarifa de 25% elevaria custos para empresas e consumidores.

Segundo a Abics, Brasil e México concentram quase 60% das importações norte-americanas do produto, sendo que o café mexicano apresenta preços significativamente superiores ao brasileiro.

Mel orgânico também preocupa exportadores

A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) afirmou que o Brasil fornece aproximadamente 75% do mel orgânico importado pelos Estados Unidos, mercado no qual praticamente não existe produção local.

Atualmente o produto já é tributado em 12,5%. Caso a nova tarifa seja confirmada, a carga total chegaria a 37,5%.

O setor argumentou que a importação do mel brasileiro movimenta toda a cadeia econômica norte-americana e recebeu apoio de empresas dos próprios Estados Unidos durante as audiências.

Arroz e agronegócio destacam impactos econômicos

Representantes da indústria do arroz alertaram que uma eventual sobretaxa afetaria pequenas e médias empresas norte-americanas voltadas ao mercado latino, além de elevar custos logísticos e pressionar os preços ao consumidor.

Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou dados indicando redução de 56% no desmatamento da Amazônia Legal entre 2011 e 2025, contestando críticas sobre práticas ambientais atribuídas ao agronegócio brasileiro.

Etanol entra na pauta das discussões

No setor de biocombustíveis, o governo dos Estados Unidos sustenta que o Brasil dificulta a entrada do etanol norte-americano por meio de tarifas.

Em resposta, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou que a tributação brasileira segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não configura medida discriminatória.

Já a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) atribuiu a perda de participação do etanol dos EUA no mercado brasileiro a fatores como câmbio, custos logísticos e ao crescimento da produção nacional.

Decisão será conhecida nos próximos dias

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos deverá concluir a investigação e anunciar sua decisão até 15 de julho. O resultado poderá definir o futuro das exportações brasileiras para o mercado norte-americano e influenciar diversos setores da indústria e do agronegócio.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior

CNI defende diálogo técnico para reduzir tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o setor produtivo brasileiro aposta em um trabalho técnico de negociação para tentar reduzir os impactos das novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Durante entrevista coletiva, Alban destacou que representantes da indústria e de segmentos afetados participarão das discussões em busca de argumentos que possam convencer as autoridades norte-americanas a rever as medidas tarifárias.

Missão brasileira terá apoio de Roberto Azevêdo

Segundo o presidente da CNI, o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, representará o Brasil nas negociações técnicas ao lado de integrantes dos setores mais impactados pelas sobretaxas.

O objetivo, de acordo com Alban, é demonstrar que as tarifas anunciadas não refletem a realidade da relação comercial entre os dois países.

“O Brasil continua registrando déficit comercial crescente com os Estados Unidos, o que mostra que não há vantagem brasileira nessa relação”, afirmou.

CNI destaca complementariedade entre as economias

Ricardo Alban ressaltou que a pauta comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada pela complementariedade econômica, característica que, segundo ele, diferencia a relação bilateral de outros parceiros comerciais.

O dirigente observou que, entre os principais produtos que podem ser atingidos pelas novas tarifas, o Brasil figura como principal fornecedor da economia norte-americana em 11 dos 13 itens mais relevantes.

Na avaliação da entidade, esses dados reforçam a importância de uma análise técnica da medida, reduzindo a influência de fatores geopolíticos nas decisões comerciais.

Ampliação das exceções é prioridade nas negociações

A CNI defende que, mesmo que não seja possível reverter integralmente as tarifas antes do prazo previsto, o governo brasileiro busque ampliar significativamente a lista de produtos isentos das sobretaxas.

Para Alban, o diálogo entre os dois países deve continuar mesmo após a data inicialmente prevista para a implementação das medidas.

Ele também lembrou que, no fim deste mês, expira a tarifa geral de 10% aplicada pelos Estados Unidos a diversos países, cenário que pode ampliar ainda mais a perda de competitividade dos produtos brasileiros caso permaneçam em vigor as alíquotas adicionais de 25% e 12,5%.

Indústria vê risco para exportações de manufaturados

Na avaliação da CNI, a manutenção das tarifas representa um desafio para a indústria nacional, especialmente porque os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de produtos manufaturados.

A entidade afirma que continuará defendendo negociações técnicas e permanentes para minimizar os impactos sobre a competitividade das empresas brasileiras e preservar o comércio bilateral.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook