Agronegócio

Exportações do agronegócio batem recorde e somam US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

O agronegócio brasileiro alcançou um novo marco no comércio exterior ao registrar US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre deste ano. O resultado, divulgado pelo Ministério da Agricultura, representa o maior valor já registrado para o período e indica avanço de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Na comparação anual, o crescimento equivale a um acréscimo de US$ 342 milhões frente aos US$ 37,74 bilhões exportados nos três primeiros meses do ano passado. Apesar do avanço, a participação do setor nas exportações totais do país recuou de 49,1% para 46,3%.

Volume maior compensa queda de preços

O desempenho positivo das exportações do agronegócio foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,8% no volume embarcado ao exterior. Esse crescimento conseguiu neutralizar a queda de 2,8% nos preços médios dos produtos.

De acordo com a análise técnica, a retração nos preços está ligada à desvalorização de importantes commodities agrícolas, como açúcar bruto, algodão, milho e farelo de soja.

Abertura de mercados impulsiona desempenho

Outro fator relevante para o resultado foi a ampliação do acesso a novos destinos internacionais. Entre janeiro e março, o Brasil abriu 30 novos mercados para produtos do setor, fortalecendo a presença global do agro brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, essa estratégia contribui tanto para consolidar mercados já tradicionais quanto para diversificar as exportações, garantindo maior previsibilidade ao comércio exterior.

Complexo soja lidera exportações

Entre os segmentos que mais exportaram no período, destaque para:

  • Complexo soja: US$ 12,13 bilhões (31,8% do total)
  • Carnes: US$ 8,12 bilhões
  • Produtos florestais: US$ 3,94 bilhões
  • Café: US$ 3,32 bilhões
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,33 bilhões
  • Cereais, farinhas e preparações: US$ 2,08 bilhões

Juntos, esses setores responderam por 83,8% das exportações do agronegócio no trimestre. Houve ainda recorde nas vendas externas de carne bovina e suína, tanto em valor quanto em volume.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança como maior compradora de produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 11,33 bilhões importados, o equivalente a 29,8% do total — alta de 4,7% na comparação anual.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 5,67 bilhões (14,9%)
  • Estados Unidos: US$ 2,24 bilhões (5,9%)

Também foi registrado aumento nas exportações para países como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia.

Importações caem, mas fertilizantes sobem

As importações do agronegócio somaram US$ 5,014 bilhões no trimestre, queda de 3,3% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as compras de fertilizantes cresceram 23,9%, alcançando US$ 3,06 bilhões.

Já os gastos com defensivos agrícolas apresentaram recuo de 11,5%, totalizando US$ 891,4 milhões.

Superávit comercial do agro cresce

Com exportações em alta e importações em queda, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 33,073 bilhões no primeiro trimestre, acima dos US$ 32,562 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado reforça a relevância do setor no cenário internacional, sustentado por produtividade, tecnologia e capacidade de atender às demandas globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Portos

Expansão do Porto de Paranaguá impulsiona logística e demanda por armazenagem

O Porto de Paranaguá atravessa uma fase de modernização que promete ampliar sua relevância no cenário logístico nacional. Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos firmou parceria com o grupo chinês CMPort para investir mais de R$ 1,5 bilhão na ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

A iniciativa prevê melhorias operacionais e aumento da capacidade de armazenagem, posicionando o terminal como um dos mais estratégicos do Brasil no comércio exterior.

Canal da Galheta terá ampliação e novos investimentos

Outro destaque da expansão envolve o aprofundamento do Canal da Galheta, essencial para o acesso de embarcações ao porto. O projeto será conduzido por um consórcio que reúne a FTS Participações Societárias e as belgas Deme Concessions NV e Deme Dredging NV, com previsão de investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de cinco anos.

Com a obra, o calado será ampliado para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte e elevando a competitividade internacional do porto.

Porto lidera exportações e diversifica cargas

Reconhecido como o maior corredor global de exportação de carne de frango — responsável por 49% do volume nacional embarcado —, o porto movimenta uma ampla variedade de cargas, como soja em grãos, farelo de soja, milho, açúcar, fertilizantes, derivados de petróleo, etanol e veículos.

A expansão tende a intensificar o fluxo logístico e gerar novas demandas por soluções mais eficientes de armazenagem.

Galpões lonados ganham espaço no setor logístico

Com o aumento da movimentação, cresce a busca por alternativas ágeis e econômicas de armazenamento. Nesse contexto, os galpões lonados se destacam por oferecer montagem rápida, flexibilidade e custo reduzido em comparação às estruturas tradicionais.

Além disso, esse modelo permite contratos personalizados e por períodos variados, atendendo diferentes perfis de demanda. A estrutura modular também facilita ampliações ou reduções conforme a necessidade operacional.

Mercado logístico mantém ritmo de crescimento

O desempenho do setor logístico no Brasil reforça esse cenário positivo. Dados da JLL indicam que 2025 registrou quase 3 milhões de metros quadrados em novos estoques logísticos, com taxa de vacância de 7,7% — a menor da série histórica.

Esse dinamismo reflete uma base diversificada de clientes, que inclui segmentos como agronegócio, indústria química, têxtil, papel e celulose e automotivo.

Perspectivas apontam consolidação como hub logístico

Com a combinação de investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, o Porto de Paranaguá deve se consolidar como um dos principais hubs logísticos do Brasil. A tendência é de fortalecimento das operações e ampliação das oportunidades para empresas ligadas à cadeia logística e industrial.

A expectativa do setor é que soluções flexíveis de armazenagem acompanhem esse avanço, atendendo às novas exigências do mercado de forma ágil e eficiente.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/GM Tendas Galpões / DINO

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Informação

Produção de etanol de milho deve alcançar 16 bilhões de litros até 2033

O Brasil segue ampliando sua capacidade de produção de etanol de milho, com previsão de atingir cerca de 9,97 bilhões de litros na safra atual. O volume já corresponde a quase 60% da meta estimada para a próxima década, indicando um crescimento acelerado do setor.

Atualmente, o país conta com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em fase de construção. A expectativa da indústria é alcançar 16,63 bilhões de litros até 2033, impulsionada pelo fortalecimento da infraestrutura e pela ampliação dos investimentos em biocombustíveis.

Coprodutos impulsionam cadeia de alimentos

Além da produção de combustível, o avanço do setor também impacta diretamente a cadeia de alimentos. Um dos principais destaques é o DDG (grãos de destilaria), coproduto rico em proteína utilizado na nutrição animal.

As usinas têm priorizado o melhor aproveitamento do milho, apostando na eficiência produtiva e na geração de valor agregado. Esse movimento contribui para integrar diferentes segmentos do agronegócio, ampliando as oportunidades econômicas.

Diversificação energética e mercado global

A produção de etanol de milho no Brasil também está ligada à diversificação da matriz energética, historicamente concentrada na cana-de-açúcar. O setor agora busca atender demandas internacionais, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Esse cenário tem atraído investimentos voltados à redução da intensidade de carbono, fator essencial para a competitividade no mercado externo e para atender exigências ambientais globais.

Integração com pecuária fortalece competitividade

O modelo de biorrefinaria adotado no país permite transformar o milho em combustível e, ao mesmo tempo, destinar resíduos para a produção de ração. Essa integração com a pecuária cria um ciclo eficiente de aproveitamento e reforça a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Especialistas apontam que a viabilidade econômica dos novos projetos depende justamente dessa sinergia entre energia e proteína, garantindo sustentabilidade financeira e operacional.

Sustentabilidade e regulação em debate

O crescimento do setor também envolve discussões sobre marcos regulatórios e financiamento de novas tecnologias. O objetivo é aumentar a eficiência ambiental e assegurar que o etanol brasileiro atenda às metas globais de descarbonização.

A evolução da indústria reforça o papel estratégico do Brasil tanto na produção de biocombustíveis quanto no fornecimento de insumos para a cadeia alimentar.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Logística, Sem Categoria

Transnordestina avança e fortalece logística no Nordeste

A ferrovia Transnordestina voltou a ganhar destaque em debates sobre infraestrutura, consolidando seu papel como projeto estratégico para a logística do Nordeste. Em discussão recente com especialistas do setor, foram reforçados os impactos positivos da obra na competitividade regional, na integração produtiva e na redução de custos operacionais.

Mesmo após anos de desafios, a ferrovia segue como uma das principais apostas para modernizar o escoamento de cargas e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Ferrovia pode transformar o escoamento de cargas

Durante o debate, especialistas apontaram que a Transnordestina tem potencial para alterar significativamente a dinâmica de transporte no Nordeste. O projeto deve beneficiar diretamente setores como o agronegócio e a indústria, ampliando a eficiência logística.

A expectativa é de redução nos custos de transporte, maior previsibilidade nas operações e menor dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no país.

Integração com portos amplia competitividade

Outro fator estratégico é a ligação da ferrovia com portos do Nordeste, o que deve facilitar o fluxo de exportações. Essa conexão cria uma estrutura logística mais integrada, permitindo maior agilidade no envio de mercadorias ao mercado externo.

Com isso, a região tende a ganhar força no comércio exterior, aumentando sua competitividade e atraindo novos investimentos.

Eficiência e sustentabilidade no transporte

O transporte ferroviário também se destaca por sua capacidade de movimentar grandes volumes com menor impacto ambiental. A adoção desse modal contribui para operações mais eficientes e alinhadas às demandas de logística sustentável.

Além disso, o uso de trilhos reduz custos operacionais e minimiza riscos associados às oscilações típicas do transporte rodoviário.

Projeto ainda enfrenta desafios

Apesar dos avanços, a execução da ferrovia Transnordestina ainda esbarra em questões relacionadas a prazos e andamento das obras. Mesmo assim, especialistas avaliam que o projeto continua sendo essencial para o futuro da infraestrutura regional.

A expectativa é que, quando concluída, a ferrovia represente um divisor de águas para a logística no Nordeste, com impactos diretos na eficiência, na redução de custos e na expansão econômica.

FONTE: Multimodal Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TLSA

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Exportação

Exportação de miúdos bovinos em Mato Grosso cresce 102% e impulsiona receita

As exportações de miúdos bovinos em Mato Grosso apresentaram forte avanço em 2025, consolidando esses itens como peças relevantes na balança comercial do estado. Ao longo do ano, foram embarcadas 53,5 mil toneladas de produtos como língua, fígado e rabo, volume 29,6% superior ao registrado em 2024.

De acordo com dados do Comex Stat, a receita gerada chegou a US$ 99,6 milhões, evidenciando o crescimento do setor no mercado internacional.

Receita dispara acima do volume exportado

O destaque ficou para o desempenho financeiro. Enquanto o volume exportado cresceu cerca de 30%, o faturamento avançou 102% na comparação anual, indicando forte valorização dos miúdos bovinos no mercado externo.

Esse cenário revela maior demanda internacional e aumento no valor pago por esses produtos. O fígado bovino, por exemplo, alcançou 29 destinos diferentes, incluindo países como Rússia, Egito e Reino Unido, somando 8,5 mil toneladas exportadas.

Presença global amplia mercados

A produção de Mato Grosso chegou a 53 países em 2025, ampliando a presença internacional da cadeia pecuária. Outro produto de destaque foi a língua bovina, com 4,6 mil toneladas enviadas a 27 mercados.

A lista de importadores inclui desde países da América do Sul, como Argentina e Uruguai, até mercados na África, Ásia e Europa, como Angola, Gana, Cazaquistão e Singapura.

Esse alcance reforça a competitividade da exportação de carne bovina brasileira e seus derivados em diferentes regiões do mundo.

Aproveitamento total do gado aumenta rentabilidade

O avanço nas exportações reflete uma mudança na percepção sobre os miúdos, que passaram a ser vistos como produtos estratégicos dentro da cadeia produtiva.

A demanda internacional por cortes menos tradicionais permite o aproveitamento integral do gado, elevando a eficiência e a rentabilidade de pecuaristas e frigoríficos.

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), esse movimento contribui para diversificar mercados e agregar valor à produção. A comercialização desses itens fortalece a cadeia da pecuária e amplia as oportunidades no comércio exterior.

Setor ganha eficiência e valor agregado

O crescimento das exportações evidencia a capacidade de Mato Grosso em transformar subprodutos em ativos econômicos relevantes. A estratégia de valorização dos miúdos impulsiona o setor e reforça a posição do estado como protagonista no agronegócio brasileiro.

Com maior demanda global e novos mercados sendo explorados, a tendência é de continuidade no avanço da exportação de miúdos bovinos, com impacto positivo na economia regional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Sistema Famato/Reprodução

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Exportação

Exportações brasileiras ganham rota via Turquia para driblar crise no Estreito de Ormuz

O Brasil definiu uma rota alternativa de exportação via Turquia para manter o escoamento de produtos agropecuários diante das restrições no Estreito de Ormuz, impactado pela recente crise no Oriente Médio.

A articulação foi conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de assegurar a continuidade do comércio exterior brasileiro mesmo em meio à instabilidade geopolítica.

Nova rota evita áreas de risco no Golfo Pérsico

Com a estratégia, cargas brasileiras destinadas ao Oriente Médio e à Ásia Central passam a utilizar a infraestrutura logística turca, evitando a travessia pelo Golfo Pérsico, uma das regiões mais afetadas pelo conflito.

A rota via Turquia já era utilizada por exportadores, mas ganhou maior relevância como alternativa segura para manter o fluxo de mercadorias.

Exigências sanitárias levaram a novo acordo

Recentemente, o governo turco passou a adotar regras mais rígidas para produtos sujeitos a controle veterinário, especialmente os de origem animal. A mudança poderia gerar entraves para o comércio brasileiro.

Diante disso, o Brasil negociou um novo modelo para garantir a continuidade das operações sem prejuízos logísticos.

Certificação garante trânsito e armazenamento de cargas

O entendimento entre os países resultou na criação de um certificado veterinário sanitário, que permite tanto o trânsito quanto o armazenamento temporário de mercadorias em território turco.

Na prática, o documento assegura que cargas brasileiras possam atravessar o país ou permanecer temporariamente em seus portos sem a necessidade de novas exigências sanitárias adicionais.

Medida reduz riscos e amplia previsibilidade

A iniciativa fortalece a logística de exportação, oferecendo mais previsibilidade aos embarques e reduzindo riscos para empresas brasileiras, especialmente em um cenário de incertezas nas rotas marítimas internacionais.

Governo busca preservar acesso a mercados estratégicos

Com o acordo, o Mapa reforça sua atuação para proteger o agronegócio brasileiro, garantindo o acesso a mercados relevantes mesmo diante de crises externas.

A adoção da rota via Turquia demonstra a busca por soluções rápidas e estratégicas para minimizar impactos no comércio e manter a competitividade do Brasil no cenário global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Agronegócio

Crise do diesel eleva inflação dos alimentos e pressiona custos no Brasil

A recente crise do diesel no Brasil tem provocado efeitos diretos na inflação dos alimentos, ao encarecer tanto a produção agrícola quanto o transporte de mercadorias. O aumento nos preços do combustível afeta toda a cadeia, desde o campo até a chegada dos produtos ao consumidor final.

O cenário foi agravado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado, o que amplia a vulnerabilidade do abastecimento interno.

Diferença de preços desestimula importações

Outro fator que contribui para o problema é a defasagem entre os preços praticados pelas refinarias nacionais e os valores do mercado internacional. Essa diferença reduz o interesse de distribuidoras em importar o combustível, afetando a distribuição de diesel no país.

Especialistas apontam que a insegurança em relação à política de preços dificulta a atuação de importadores, o que pode comprometer o abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Safra no Sul intensifica demanda por combustível

No Sul do Brasil, a situação se torna ainda mais sensível devido ao período de colheita de culturas como arroz, soja e milho. A região depende parcialmente de diesel importado, o que aumenta a pressão durante a safra.

Com o aumento dos custos, produtores enfrentam um dilema: repassar os reajustes ao consumidor ou reduzir suas margens de lucro, impactando a rentabilidade do setor.

Efeito cascata atinge preços e consumidores

O impacto da alta do diesel vai além do campo. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, o encarecimento do combustível eleva o custo do frete e influencia diretamente o preço final dos alimentos.

Além disso, estados com forte produção agrícola, como o Rio Grande do Sul, têm papel estratégico no abastecimento nacional. Problemas logísticos nessas regiões tendem a se refletir em todo o país, ampliando os efeitos da alta nos preços dos alimentos.

Duração da crise será decisiva para economia

A intensidade dos impactos dependerá da duração da instabilidade no abastecimento. Caso a normalização ocorra no curto prazo, os efeitos podem ser limitados. Por outro lado, uma crise prolongada pode gerar pressões inflacionárias mais amplas e atingir diversos setores da economia.

Educação financeira e análise econômica em destaque

O tema foi debatido no programa Resenha do Dinheiro, que aborda semanalmente os principais movimentos econômicos de forma acessível. A atração conta com apoio da B3 e da BlackRock e reúne especialistas para discutir educação financeira e tendências do mercado.

Com linguagem simples, o programa busca aproximar o público de assuntos como inflação, investimentos e cenário econômico, mantendo o equilíbrio entre análise técnica e conversa informal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Exportação

Governo avalia medidas para apoiar exportadores afetados pela guerra no Oriente Médio

O governo federal estuda criar um pacote de apoio voltado a exportadores impactados pela guerra no Oriente Médio. A proposta em análise prevê a adoção de medidas semelhantes às do Plano Brasil Soberano, utilizado anteriormente para socorrer empresas afetadas por barreiras comerciais internacionais.

As discussões envolvem diferentes áreas da equipe econômica, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operacionalizar linhas de financiamento. Há a possibilidade de utilização de recursos remanescentes, estimados em cerca de R$ 6 bilhões.

Modelo segue experiência de apoio a empresas exportadoras

A ideia do novo programa é replicar mecanismos já aplicados, como linhas de crédito com juros reduzidos, ampliação de devolução de tributos e estímulo às compras públicas. Em iniciativas anteriores, uma das exigências para adesão foi a preservação de empregos.

O objetivo agora é mitigar os efeitos de fatores externos sobre a logística internacional e garantir maior estabilidade às empresas que dependem do comércio exterior.

Setores produtivos pressionam por medidas urgentes

Nas últimas semanas, representantes de diversos segmentos intensificaram pedidos de apoio ao governo. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), por exemplo, solicitou medidas voltadas ao financiamento de exportações e ao capital de giro para empresas afetadas.

No documento encaminhado à equipe econômica, a entidade defende a criação de instrumentos emergenciais para reduzir impactos logísticos decorrentes de instabilidades geopolíticas.

Agronegócio pede redução de custos logísticos e de insumos

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também apresentou demandas. Entre elas, está a proposta de zerar taxas incidentes sobre o frete marítimo, como forma de conter o aumento dos custos.

Segundo a entidade, a escalada do conflito internacional tem pressionado os preços de insumos estratégicos, especialmente fertilizantes. Produtos nitrogenados, como a ureia, já registram alta acumulada de cerca de 35%, impactando diretamente o agronegócio brasileiro.

Conflito pressiona cadeias globais e exportações brasileiras

O cenário internacional tem gerado efeitos sobre cadeias logísticas e custos de produção, afetando a competitividade das empresas nacionais. Diante disso, o governo busca alternativas para proteger o fluxo de exportações brasileiras e reduzir impactos sobre setores estratégicos da economia.

A eventual criação de um novo programa emergencial deve ser definida após a consolidação das demandas e a avaliação da viabilidade fiscal das medidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Porto de Rio Grande lidera movimentação no RS e atrai novos investimentos bilionários

O Porto de Rio Grande responde por cerca de 85% de toda a movimentação portuária do Rio Grande do Sul, consolidando o município como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. O desempenho recente, somado a uma carteira robusta de projetos, indica um novo ciclo de expansão econômica na região.

Integrado ao porto, o Distrito Industrial abriga atualmente 54 empresas, sendo que aproximadamente 39% estão ligadas ao agronegócio. O espaço reúne indústrias químicas, alimentícias e do setor naval, o que contribui para a diversificação e fortalecimento da atividade econômica local.

Crescimento na movimentação reforça protagonismo logístico

O avanço da produção estadual tem impulsionado o aumento da movimentação de cargas. Apenas em janeiro deste ano, o porto registrou 2,8 milhões de toneladas operadas, distribuídas em 226 embarcações.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a movimentação de contêineres apresentou alta de 41,26%, evidenciando a expansão das operações. No acumulado recente, o volume total já ultrapassa 46 milhões de toneladas, considerando tanto cargas a granel quanto conteinerizadas.

Os números abrangem operações do porto público, terminais arrendados e instalações privadas, incluindo grandes players industriais e logísticos.

Comércio exterior amplia relevância internacional

No cenário global, o complexo mantém forte presença no comércio exterior. Em janeiro de 2026, as importações chegaram a 665 mil toneladas, com destaque para parceiros como China, Argentina e Alemanha.

Já as exportações somaram 1,4 milhão de toneladas, tendo como principais destinos países da Ásia e Europa, como Indonésia, Bangladesh, Coreia do Sul, Vietnã e França. Esse fluxo reforça a importância do porto na cadeia logística internacional.

Novos investimentos impulsionam expansão econômica

O protagonismo do porto tem atraído aportes significativos. Um dos destaques é o novo terminal portuário voltado à exportação de celulose, parte de um pacote de cerca de R$ 27 bilhões em investimentos no estado.

O projeto, desenvolvido por meio de parceria entre empresas do setor, prevê investimento superior a R$ 1,5 bilhão e ainda está em fase de licenciamento ambiental. As obras devem começar no fim de 2026, com conclusão prevista para 2028.

A expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos durante a construção, além de centenas de vagas diretas e indiretas na fase operacional, podendo alcançar até 5 mil postos quando a produção estiver em pleno funcionamento.

Infraestrutura e localização favorecem novos negócios

A combinação de infraestrutura logística e localização estratégica é apontada como um dos principais diferenciais do Porto de Rio Grande. O complexo conta com acesso rodoviário, ferroviário e hidroviário, além de áreas disponíveis para expansão.

A administração municipal também atua para facilitar a chegada de novos empreendimentos, com foco na agilização de processos e estímulo ao desenvolvimento econômico.

Transição energética abre nova frente industrial

Outro projeto relevante é a conversão da Refinaria Riograndense em uma biorrefinaria, com investimento estimado em US$ 1 bilhão. A iniciativa deve posicionar o município como referência na produção de combustíveis renováveis na América Latina.

A unidade passará a utilizar matérias-primas como soja, canola e resíduos oleosos, deixando de lado os combustíveis fósseis. A modernização deve fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a competitividade do setor energético regional.

Novo ciclo de desenvolvimento regional

A soma de investimentos em logística, indústria e energia sinaliza uma transformação no perfil econômico da cidade. O foco vai além da infraestrutura, buscando atrair empresas, aumentar a competitividade e gerar empregos.

Com base em integração logística, diversificação produtiva e novos projetos estratégicos, o Porto de Rio Grande reforça sua posição como um dos principais motores econômicos do estado e do país.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Jatahy / Jp produtora audiovisual/Portos RS

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Internacional

Tensão no Irã eleva custos de produção e logística em Mato Grosso

O agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, já começa a impactar diretamente a economia de Mato Grosso. De acordo com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), o cenário geopolítico tem provocado forte valorização do petróleo no mercado internacional, pressionando os custos de produção industrial e o transporte agrícola.

Desde o início dos conflitos, em 28 de fevereiro, o barril do tipo Brent acumulou alta de 41% até 16 de março. Esse movimento afeta diretamente setores que dependem de combustíveis fósseis, especialmente em regiões com grande extensão territorial e forte atividade agroindustrial.

Reajuste do diesel agrava custos logísticos

A elevação do petróleo já foi repassada ao mercado brasileiro. No dia 13 de março, a Petrobras aumentou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras. Com o combustível alcançando média de R$ 3,65, o impacto sobre a logística em Mato Grosso é imediato.

Dependente majoritariamente do transporte rodoviário, o estado sente de forma mais intensa os efeitos da alta. O encarecimento do diesel afeta diretamente o custo do frete, elemento essencial para o escoamento da produção agrícola e industrial.

Efeito cascata atinge toda a cadeia produtiva

O aumento no preço do combustível desencadeia um efeito em cadeia. O transporte de grãos, gado e insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, torna-se mais caro. Da mesma forma, o envio de produtos industrializados até portos e centros consumidores sofre reajustes.

Com longas distâncias entre áreas produtoras e corredores logísticos, a tendência é que os custos adicionais sejam repassados ao consumidor final. Esse movimento contribui para a alta da inflação e reduz a competitividade da produção regional.

Relação comercial com o Irã entra em alerta

Outro ponto de atenção é a balança comercial de Mato Grosso. Nos últimos cinco anos, o estado exportou cerca de US$ 5 bilhões ao Irã, consolidando-se como principal exportador brasileiro para o país.

A pauta é concentrada em commodities agrícolas, como milho e soja, com baixa presença de produtos industrializados. Eventuais desdobramentos do conflito podem afetar essas relações comerciais.

Monitoramento constante do cenário internacional

Segundo o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o principal impacto imediato está no aumento dos custos operacionais. Ele destaca que a alta do petróleo influencia diretamente o preço dos combustíveis, com reflexos em toda a cadeia produtiva.

A entidade avalia que os efeitos sobre a economia local dependerão da duração do conflito e das oscilações no câmbio e no mercado de commodities. Diante disso, o acompanhamento do cenário internacional é considerado essencial para mitigar riscos e preservar a competitividade.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Secom-MT

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