Exportação

Exportações de carne bovina para a China podem cair R$ 4,5 bilhões com limite de importação

A indústria brasileira de carne bovina projeta uma forte retração nas exportações para a China em 2026 após a adoção de um novo limite de importações pelo governo chinês. A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) é que os embarques somem cerca de 900 mil toneladas, volume significativamente inferior ao recorde de 1,648 milhão de toneladas registrado em 2025.

Segundo a entidade, a redução poderá provocar uma perda de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em receitas para os frigoríficos brasileiros, levando empresas a reduzir produção e cortar custos.

Cota chinesa limita embarques de carne brasileira

A queda nas exportações está relacionada à nova medida de salvaguarda adotada pela China, que estabeleceu um teto de 1,1 milhão de toneladas para as importações de carne bovina brasileira em 2026.

Entretanto, cargas embarcadas em 2025 e desembaraçadas nos portos chineses neste ano também passaram a ser contabilizadas dentro dessa cota. Até junho, cerca de 794,6 mil toneladas já haviam chegado ao país asiático, reduzindo significativamente o espaço disponível para novos embarques.

Com isso, a Abiec calcula que o Brasil deixará de exportar cerca de 748 mil toneladas ao mercado chinês neste ano.

Frigoríficos suspendem embarques e ajustam produção

Diante do esgotamento da cota, diversos frigoríficos brasileiros interromperam, desde julho, a produção de determinados cortes destinados à China e suspenderam novos embarques para o país.

Embora o governo chinês ainda não tenha divulgado oficialmente os números da cota utilizada, o setor trabalha com a expectativa de retomar a produção voltada ao mercado chinês no último trimestre de 2026.

Como o transporte marítimo leva aproximadamente 40 dias, os embarques realizados a partir de novembro deverão chegar à China apenas em 2027, sendo contabilizados na cota do próximo ano e evitando tarifas adicionais.

Receita pode encolher mesmo com novos mercados

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, reconhece que o setor busca ampliar as vendas para outros destinos, mas admite que esses mercados dificilmente compensarão a perda do principal comprador da carne bovina brasileira.

A associação projeta que as exportações totais de carne bovina encerrem 2026 com queda de aproximadamente 10% em relação ao ano anterior, quando o Brasil embarcou cerca de 3,5 milhões de toneladas.

Setor enfrenta demissões e redução das operações

Os impactos já começam a ser sentidos pelos frigoríficos. Segundo a Abiec, empresas responsáveis por cerca de 98% das exportações brasileiras de carne bovina adotaram medidas para reduzir custos.

Entre as ações estão:

  • redução do ritmo de abate;
  • suspensão temporária de trabalhadores;
  • demissões;
  • diminuição da jornada de trabalho;
  • paralisação de linhas de produção voltadas ao mercado chinês.

A entidade afirma que parte das empresas opera atualmente com margens negativas e que esse cenário pode acelerar o processo de consolidação da indústria, favorecendo aquisições de frigoríficos menores por grupos de maior porte.

Mercado europeu também preocupa exportadores

Além das restrições impostas pela China, o setor acompanha com preocupação a possibilidade de interrupção das exportações de carne bovina para a União Europeia a partir de setembro.

Segundo a Abiec, o Brasil ainda precisa apresentar documentação técnica que comprove que os animais destinados ao bloco europeu são criados sem o uso de antimicrobianos, exigência das autoridades sanitárias europeias.

A eventual suspensão representaria uma nova perda para os exportadores, já que o mercado europeu compra cortes de maior valor agregado e contribui para fortalecer a reputação internacional da carne brasileira.

Oferta menor pode elevar preços no Brasil

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina, alta de 15,5% sobre o mesmo período do ano anterior. A receita alcançou US$ 9,8 bilhões, avanço de 36,2%, enquanto o preço médio da tonelada subiu quase 18%, chegando a US$ 5.700.

Apesar da expectativa de uma redução inicial nos preços internos devido ao menor ritmo das exportações, a Abiec avalia que a diminuição da produção poderá limitar a oferta de carne no mercado doméstico nos próximos meses.

Com menos animais destinados ao abate e custos de produção ainda elevados, a tendência é que os preços ao consumidor voltem a subir no médio prazo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Agronegócio

Tarifa de Trump pode afetar 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os EUA, estima CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) calcula que 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos serão impactadas pela tarifa adicional de 25% anunciada pelo governo norte-americano. A nova cobrança entra em vigor na próxima terça-feira (22), enquanto os outros 63,5% dos embarques devem permanecer livres da sobretaxa.

Lista de exceções foi ampliada, mas parte do agro segue afetada

Segundo a diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, o governo dos Estados Unidos ampliou a relação de produtos isentos da nova tarifa, incluindo itens relevantes para o agronegócio nacional, como pescados, mel e café solúvel.

Apesar disso, ela ressalta que uma parcela significativa das exportações brasileiras continuará sujeita ao aumento tarifário.

De acordo com Mori, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) expandiu a lista de exceções para 2.126 linhas tarifárias, número superior ao previsto na proposta inicial divulgada em junho.

A dirigente atribui esse resultado ao trabalho conjunto da CNA e de representantes do setor privado, que apresentaram argumentos técnicos ao governo norte-americano em defesa dos produtos brasileiros.

Ainda segundo a avaliação dos EUA, a ampliação das exceções levou em conta a dependência da indústria americana de determinados insumos fornecidos pelo Brasil, a insuficiência da produção doméstica e os possíveis impactos sobre cadeias produtivas consideradas estratégicas.

Exportações de US$ 4,6 bilhões continuam na lista de taxação

Dados do sistema Agrostat mostram que o agronegócio brasileiro exportou US$ 11,4 bilhões para os Estados Unidos em 2025.

Desse total, cerca de US$ 4,6 bilhões correspondem a produtos que permanecem sujeitos à nova tarifa. Entre eles estão madeira, arroz, uva, ovos, açúcar e outros itens do setor agropecuário.

CNA defende diálogo para preservar a relação comercial

A entidade afirmou ter recebido com preocupação a conclusão da investigação conduzida pelo governo norte-americano, que resultou na imposição da tarifa adicional sobre produtos brasileiros.

Segundo Sueme Mori, a CNA continuará atuando junto às cadeias produtivas afetadas e defendendo soluções que fortaleçam o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos.

Entidade participou de todo o processo de investigação

A representante destacou que a CNA acompanhou todas as etapas da investigação aberta pelo governo dos EUA, participando de consultas públicas realizadas em Washington e apresentando estudos técnicos ao USTR.

Durante esse processo, a entidade argumentou que a competitividade do agro brasileiro é resultado de décadas de investimentos em produtividade, tecnologia e inovação, e não de práticas comerciais consideradas desleais.

A confederação também solicitou que todos os produtos agropecuários brasileiros fossem retirados da medida, defendendo que as cadeias produtivas dos dois países são complementares e trazem benefícios mútuos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Agronegócio

Empresas brasileiras do agro aceleram expansão no Paraguai e ampliam investimentos no país

O Paraguai deixou de ser apenas destino de produtores rurais brasileiros interessados em terras agrícolas e passou a atrair empresas de diversos segmentos do agronegócio. Grandes indústrias, startups e companhias de tecnologia têm intensificado seus investimentos no país, impulsionadas por um ambiente de negócios considerado mais competitivo, custos operacionais reduzidos e incentivos fiscais.

Além da proximidade com o mercado brasileiro, fatores como energia elétrica de baixo custo, estabilidade econômica e políticas de incentivo à produção vêm consolidando o país vizinho como um dos principais polos de investimentos da América do Sul.

Economia em crescimento reforça confiança dos investidores

O cenário econômico favorável tem sido um dos principais motores dessa expansão. Após registrar crescimento de 6,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no último ano, alcançando US$ 49,2 bilhões, o Paraguai mantém perspectivas positivas para 2026, com expectativa de alta de 4,4%, segundo o Banco Central paraguaio.

O fluxo de capital estrangeiro também segue em expansão. Dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apontam que o país recebeu US$ 1,18 bilhão em investimento estrangeiro direto em 2025, um recorde histórico. Desse total, empresas brasileiras responderam por US$ 76,6 milhões.

Gigantes do agro ampliam presença no mercado paraguaio

Entre os principais investimentos está o retorno da JBS ao Paraguai após oito anos. A companhia anunciou um plano de investimentos de US$ 70 milhões, que será executado ao longo de dois anos.

A primeira etapa incluiu a aquisição da empresa local Pollos Amanecer, especializada na produção de frangos. Segundo Wesley Batista, a decisão foi baseada na competitividade oferecida pelo país, especialmente pela disponibilidade de grãos, mão de obra qualificada e custos de produção mais baixos.

O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes áreas do setor agroindustrial, que busca ampliar operações em mercados mais competitivos.

Tecnologia e genética animal também apostam na expansão

O avanço das empresas brasileiras não se limita à indústria frigorífica.

A desenvolvedora de soluções para o campo Agrotis escolheu o Paraguai como primeiro destino de sua expansão internacional, acompanhando clientes brasileiros que passaram a operar no país e demandam sistemas de gestão agrícola.

Já a multinacional Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, inaugurou uma central de inseminação artificial para atender o crescimento da suinocultura paraguaia. O investimento foi de aproximadamente R$ 5 milhões e marca a consolidação da empresa no mercado local.

O segmento de startups também acompanha esse movimento. A proptech Reland, especializada na comercialização de imóveis rurais, estruturou operações no Paraguai para atender principalmente investidores brasileiros interessados em propriedades agrícolas.

Lei da Maquila amplia competitividade industrial

Um dos principais atrativos para empresas estrangeiras é a Lei da Maquila, política vigente desde 1997 que concede benefícios fiscais para indústrias voltadas à exportação.

Pelo regime, empresas podem importar máquinas e matérias-primas com isenção tributária e recolher apenas um imposto de 1% sobre o valor agregado durante o processo produtivo.

Atualmente, mais de 300 empresas utilizam esse modelo, que tem impulsionado a industrialização e fortalecido as exportações paraguaias.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as empresas enquadradas na Lei da Maquila exportaram cerca de US$ 471 milhões, sendo o Brasil o principal destino das mercadorias.

Baixa carga tributária e energia barata impulsionam investimentos

Além dos incentivos industriais, o sistema tributário paraguaio é considerado um diferencial competitivo.

O país adota o chamado modelo 10-10-10, composto por 10% de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa física.

Outro fator relevante é o custo da energia elétrica, abastecida majoritariamente pela usina de Itaipu, o que garante tarifas significativamente inferiores às praticadas no Brasil.

Os custos trabalhistas também são menores, já que a legislação local prevê encargos reduzidos em comparação ao modelo brasileiro.

Infraestrutura avança com a Rota Bioceânica

Apesar das vantagens competitivas, especialistas apontam que a infraestrutura logística ainda representa um desafio para alguns segmentos industriais.

Entretanto, a expectativa é de melhora com a implantação da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico.

A nova rota deverá facilitar o transporte de commodities e reduzir custos logísticos para empresas exportadoras instaladas no Paraguai.

Mercado exige planejamento antes da expansão

Embora o ambiente de negócios seja favorável, especialistas alertam que instalar uma operação no Paraguai exige planejamento estratégico.

Questões como certificações sanitárias, registros regulatórios, logística internacional e características de cada segmento precisam ser avaliadas antes da migração de parte da produção.

Em alguns casos, modelos híbridos — mantendo parte da operação no Brasil e outra no Paraguai — podem oferecer melhores resultados do que a transferência integral das atividades.

Além disso, empresários destacam que o mercado interno paraguaio é relativamente pequeno, tornando mais vantajoso utilizar o país como plataforma de produção e exportação para outros mercados da América do Sul.

FONTE: AG Feed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AG Feed

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Exportação

Brasil lidera exportação de alimentos para países islâmicos e amplia presença no mercado halal

O Brasil consolidou sua posição como o maior fornecedor de alimentos para os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC). Em 2024, as exportações brasileiras para esse mercado somaram US$ 33,3 bilhões, colocando o país à frente de grandes economias como China, Índia, Estados Unidos e Turquia, segundo o State of the Global Islamic Economy Report 2025/26.

Os dados foram divulgados pela FAMBRAS Halal Certificadora, que destaca o crescimento contínuo da demanda por produtos certificados conforme os padrões halal.

Mercado halal deve ultrapassar US$ 2 trilhões

O relatório aponta que o mercado global de alimentos e bebidas halal movimentou cerca de US$ 1,53 trilhão em 2024.

A projeção é de que esse segmento alcance US$ 2,06 trilhões até 2029, impulsionado pelo aumento da população muçulmana, pela expansão do consumo e pelo fortalecimento das cadeias internacionais de abastecimento.

Carnes brasileiras lideram exportações

Entre os produtos brasileiros com maior presença nos mercados islâmicos estão as carnes de frango e bovina, consideradas estratégicas para o comércio exterior do país.

Para exportar aos países muçulmanos, as empresas precisam seguir rigorosos protocolos de produção, que envolvem normas específicas para o abate halal, além de critérios relacionados às matérias-primas, processamento, armazenamento e transporte dos alimentos.

Certificação halal garante acesso aos mercados

A certificação halal é um dos principais requisitos para comercialização de alimentos nos países islâmicos. O processo atesta que todas as etapas da produção seguem as exigências religiosas e operacionais estabelecidas pelos mercados compradores.

Além da certificação, mecanismos como rastreabilidade, auditorias periódicas e registros digitais vêm ganhando importância para assegurar a origem dos ingredientes e o cumprimento das normas de qualidade.

FAMBRAS amplia atuação no setor

A FAMBRAS Halal Certificadora oferece certificações para diversos segmentos da indústria alimentícia, incluindo carne bovina, frango e produtos industrializados.

A entidade também confirmou participação no SIAVS 2026, evento voltado ao setor de proteína animal, onde deverá apresentar iniciativas relacionadas à certificação halal e às oportunidades de expansão das exportações brasileiras.

FONTE: Feed Food
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Laranja de mesa perde espaço enquanto Brasil segue líder na exportação de suco

O Brasil continua ocupando a liderança mundial na produção e exportação de suco de laranja, mas tem perdido competitividade no mercado internacional de laranja de mesa. Enquanto a demanda global por frutas frescas cresce, países como Egito e África do Sul ampliam sua presença nas exportações, conquistando mercados que antes eram atendidos pelos produtores brasileiros.

O cenário é tão diferente que, atualmente, o Brasil importa laranjas, principalmente de produtores egípcios, para atender parte da demanda interna.

Exportações de laranja de mesa despencaram

Dados da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) mostram a mudança no perfil do setor. Em 2010, o Brasil exportou cerca de 835 mil caixas de 40,2 quilos de laranja fresca. Para 2026, a previsão é de apenas 140 mil caixas.

Na direção oposta, as importações seguem em alta. A expectativa é que o país compre cerca de 1,3 milhão de caixas de laranja neste ano, tendo o Egito como principal fornecedor.

Brasil priorizou a indústria do suco

Segundo representantes do setor, a perda de espaço no mercado de fruta fresca está relacionada às escolhas feitas pela citricultura brasileira ao longo das últimas décadas.

Enquanto outros países investiram em variedades voltadas ao consumo in natura — mais doces, sem sementes e com melhor aparência — o Brasil concentrou sua produção em frutas destinadas ao processamento industrial.

Hoje, aproximadamente 70% da produção nacional de laranja abastece a indústria de suco, enquanto apenas 30% é destinada ao mercado de mesa.

Doenças dos citros mudaram o rumo da produção

Outro fator que contribuiu para essa mudança foi o avanço de doenças que afetam os pomares brasileiros, especialmente enfermidades quarentenárias que dificultaram o cumprimento das exigências sanitárias impostas por mercados internacionais.

Ao mesmo tempo, a consolidação da maior indústria mundial de suco de laranja ofereceu aos produtores um mercado seguro e rentável, reduzindo o interesse pelas exportações de fruta fresca.

Além disso, o grande mercado consumidor brasileiro também passou a absorver boa parte da produção destinada ao consumo in natura.

Consumidor mudou e o Brasil ficou para trás

Nos últimos anos, o mercado internacional passou a valorizar frutas frescas com características específicas, como laranjas premium, além de tangerinas e mandarinas sem sementes, mais doces e fáceis de descascar.

Durante esse período, concorrentes internacionais investiram no desenvolvimento de novas variedades protegidas por royalties e direcionadas ao consumo fresco.

Enquanto isso, a produção brasileira permaneceu concentrada em cultivares voltadas ao mercado interno e à fabricação de suco.

Egito se tornou um dos principais concorrentes

O Egito é hoje um dos maiores exemplos dessa transformação.

Em pouco mais de duas décadas, o país saiu de uma participação discreta para se tornar um dos maiores exportadores mundiais de laranja fresca. O avanço foi impulsionado por fatores como clima favorável, menores custos de produção, incentivos governamentais e acordos comerciais que facilitaram o acesso aos principais mercados consumidores.

Já o Brasil enfrenta desafios como custos logísticos elevados, financiamento mais caro, limitações na infraestrutura portuária e oscilações cambiais, fatores que reduzem a competitividade das exportações.

Greening abre oportunidades, mas ainda há desafios

O avanço do greening, considerada a principal doença da citricultura mundial, também está redesenhando a produção brasileira.

Regiões como Petrolina, no Vale do São Francisco, passaram a despertar interesse por estarem fora das áreas mais afetadas pela doença, oferecendo condições para a implantação de novos pomares.

Entretanto, especialistas destacam que produzir em regiões mais quentes não garante acesso ao mercado externo. As temperaturas elevadas fazem com que a casca da fruta permaneça mais esverdeada, enquanto consumidores europeus preferem laranjas com coloração alaranjada intensa.

Recuperação depende de novos investimentos

Apesar da perda de espaço, o setor acredita que o Brasil ainda pode voltar a competir no mercado internacional de laranja de mesa. Para isso, será necessário investir em novas variedades, ampliar acordos comerciais, fortalecer os protocolos fitossanitários, modernizar a logística e adaptar a produção às exigências dos consumidores internacionais.

FONTE: Abrafrutas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Irã lidera compras de produtos brasileiros no Oriente Médio em meio à tensão no Golfo

O Irã assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações brasileiras no Oriente Médio, superando tradicionais parceiros comerciais como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O avanço das vendas ocorre justamente em um momento de aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã, que elevam as incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio marítimo mundial.

Exportações para o Irã crescem 140% em junho

Dados do comércio exterior mostram que as exportações do Brasil para o Irã saltaram de US$ 129,9 milhões, em junho de 2025, para US$ 311,6 milhões em junho deste ano, uma alta de 140%.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas também avançaram. O volume exportado passou de US$ 1,15 bilhão para US$ 1,33 bilhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os principais produtos embarcados estão soja, farelo de soja, milho em grão e carne de frango, itens essenciais para a alimentação humana e animal.

Irã supera tradicionais parceiros da região

Com mais de 90 milhões de habitantes, o Irã já figura há anos entre os mercados relevantes para o agronegócio brasileiro. No entanto, historicamente, os maiores compradores da região eram os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Em 2026, os iranianos ocuparam a primeira posição entre os países do Golfo em abril e voltaram a liderar as compras em junho, consolidando um crescimento expressivo nas importações de produtos brasileiros.

Conflito no Golfo aumenta preocupação dos exportadores

Apesar do bom desempenho comercial, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã gera preocupação entre exportadores brasileiros.

Os recentes ataques militares na região e as ameaças ao tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz levantam dúvidas sobre a logística das próximas exportações, especialmente das cargas que deverão ser embarcadas nos próximos meses.

Entre as principais preocupações do setor estão possíveis alterações nas rotas marítimas, aumento dos custos de frete e seguro, além da definição de quais portos permanecerão operando com segurança.

Exportações de milho entram em período decisivo

Segundo Jean Carlos Budziak, responsável pela área de inteligência de mercado da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), o aumento das tensões coincide com o início da temporada de embarques da segunda safra de milho brasileira.

Mesmo diante das incertezas, o especialista acredita que a demanda por alimentos deverá ser mantida.

Na avaliação dele, produtos ligados à segurança alimentar costumam sofrer menos impacto em períodos de conflito, já que continuam sendo essenciais para abastecer a população e a produção pecuária.

Farelo de soja impulsiona vendas brasileiras

Entre os produtos exportados, o destaque foi o farelo de soja, cujas vendas ao Irã cresceram cerca de cinco vezes na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

O produto é utilizado principalmente na alimentação de bovinos e aves. Segundo especialistas, o aumento da demanda pode estar relacionado à necessidade de reduzir etapas de processamento em um cenário de guerra, tornando o farelo uma alternativa mais prática do que grãos como soja e milho.

Demanda por alimentos deve continuar

Embora o cenário geopolítico permaneça incerto, exportadores brasileiros avaliam que a necessidade de abastecimento dos países do Oriente Médio continuará sustentando as compras de alimentos.

A expectativa do setor é que, mesmo com possíveis impactos logísticos provocados pelo conflito, a demanda por produtos agrícolas brasileiros permaneça elevada nos próximos meses.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Importação

Importações de soja da China batem recorde em junho e acirram disputa entre Brasil e EUA

As importações de soja da China atingiram um novo recorde em junho de 2026, ao somarem 13,55 milhões de toneladas, o maior volume já registrado para o mês. O desempenho foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas em portos chineses.

O resultado reforça a importância do mercado chinês para o agronegócio global, especialmente para os países da América do Sul. A disputa entre Brasil e Estados Unidos pelo fornecimento ao maior comprador mundial da commodity tem impacto direto sobre os preços internacionais, as estratégias de exportação e a competitividade da cadeia de oleaginosas.

Compras avançam no semestre e fortalecem mercado

Na comparação com junho de 2025, as compras chinesas cresceram 10,5%. Em relação a maio deste ano, o avanço foi de 14,9%. Com isso, o volume importado pela China no primeiro semestre de 2026 chegou a 50,15 milhões de toneladas.

Os números refletem a demanda consistente do país asiático e reforçam seu papel como principal destino da soja produzida pelos maiores exportadores mundiais.

Brasil amplia liderança como principal fornecedor

O desempenho brasileiro foi decisivo para o recorde registrado pela China. A combinação entre safra recorde, preços mais competitivos e concentração dos embarques durante a janela de exportação sul-americana garantiu ao Brasil o protagonismo nas vendas ao mercado chinês.

Esse cenário consolidou ainda mais a posição brasileira como principal fornecedor de soja para a China, ampliando sua participação em um dos mercados mais estratégicos do comércio agrícola mundial.

Estados Unidos retomam espaço na disputa

Apesar da liderança brasileira, os Estados Unidos voltaram a ganhar participação nas exportações para a China. Entre janeiro e maio, os chineses importaram 8,38 milhões de toneladas de soja norte-americana, após a retomada das compras iniciada no fim de 2025.

Além disso, as aquisições da nova safra dos EUA aumentaram depois que Pequim reafirmou o compromisso de importar 25 milhões de toneladas por ano até 2028, indicando uma competição ainda mais intensa entre os dois maiores exportadores no segundo semestre.

Reflexos para a Argentina e o mercado de derivados

Para a Argentina, os impactos estão concentrados principalmente na indústria de processamento. Como um dos maiores exportadores de farelo de soja e óleo de soja, o país pode ser beneficiado por uma demanda chinesa aquecida, que tende a sustentar os preços internacionais dos derivados.

Esse movimento também pode influenciar as margens de esmagamento, o equilíbrio entre a oferta de grãos e a capacidade industrial, além de abrir novas oportunidades para as exportações do complexo agroindustrial argentino.

Oferta elevada pode limitar valorização da soja

Embora o mercado apresente sinais positivos, especialistas apontam fatores que podem conter uma alta mais intensa dos preços. A manutenção da grande oferta brasileira, aliada ao avanço das vendas norte-americanas, tende a elevar a concorrência entre os fornecedores.

Por outro lado, uma recuperação mais forte da pecuária chinesa poderá ampliar a demanda por farelo de soja, fortalecendo as importações e oferecendo maior sustentação ao mercado internacional.

Nos próximos meses, o comportamento das compras chinesas será determinante para indicar se o mercado global permanecerá aquecido ou se a ampla disponibilidade de soja no Brasil e nos Estados Unidos limitará a valorização da commodity.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico de movimentação no primeiro semestre de 2026

Os Portos do Paraná alcançaram um marco inédito no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os terminais de Paranaguá e Antonina movimentaram 34,44 milhões de toneladas de cargas, o maior volume já registrado para o período. O resultado representa um crescimento de 0,6% em comparação com os seis primeiros meses de 2025, de acordo com dados divulgados pela administração portuária.

Soja impulsiona crescimento das exportações

A soja foi o principal destaque entre os produtos exportados e teve papel decisivo no desempenho dos portos paranaenses. No acumulado do semestre, foram embarcadas 9,47 milhões de toneladas do grão, um avanço de 21% em relação às 7,86 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado.

Outro segmento que apresentou expansão foi o de cargas conteinerizadas, que totalizou 8,7 milhões de toneladas, alta de 8,9% na comparação anual. No primeiro semestre de 2025, esse volume havia sido de 8 milhões de toneladas.

Exportações avançam e importações recuam

As exportações pelos portos do estado somaram 22,30 milhões de toneladas entre janeiro e junho, crescimento de 4,9% frente às 21,27 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Já as importações alcançaram 12,1 milhões de toneladas, resultado inferior às 12,9 milhões de toneladas movimentadas no primeiro semestre do ano anterior.

Farelo de soja mantém relevância na pauta exportadora

O farelo de soja permaneceu como o segundo principal granel sólido exportado pelos portos paranaenses. Foram embarcadas 3,39 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação às 3,42 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Considerando conjuntamente as exportações de soja e farelo de soja, o volume chegou a 12,86 milhões de toneladas, correspondendo a 57,6% de tudo o que foi exportado pelos terminais. Com esse desempenho, o Porto de Paranaguá mantém a segunda colocação nacional nas exportações desses produtos.

Movimentação de veículos dispara no semestre

Outro destaque foi o crescimento da movimentação de veículos, que avançou 66% em relação ao primeiro semestre de 2025. Ao todo, passaram pelos portos 84,8 mil unidades, frente às 51,1 mil registradas no mesmo período do ano anterior.

O resultado já representa aproximadamente 80% de toda a movimentação de veículos registrada ao longo de 2025, indicando um ritmo acelerado de crescimento.

Fertilizantes lideram entre as importações

Entre os produtos importados, os fertilizantes permaneceram na liderança. No primeiro semestre de 2026, os portos paranaenses receberam 4,73 milhões de toneladas do insumo, reforçando sua importância para o abastecimento do agronegócio brasileiro.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Safra de milho em MT tem boa produtividade, mas preços baixos reduzem rentabilidade dos produtores

A safra de milho da segunda temporada em Tapurah, no médio-norte de Mato Grosso, apresenta resultados positivos no campo, porém o desempenho produtivo não tem se refletido no bolso dos produtores. Apesar das boas médias de produtividade, a combinação entre a queda no preço do milho e os descontos aplicados sobre grãos avariados compromete a rentabilidade da atividade.

Produtores da região afirmam que o valor recebido pela comercialização do cereal está abaixo do necessário para cobrir os custos de produção, dificultando a organização financeira e o planejamento da próxima safra.

Produtividade atende às expectativas nas lavouras

A colheita já alcançou cerca de 70% dos 180 mil hectares cultivados em Tapurah. As condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo garantiram desempenho dentro do esperado na maior parte das áreas.

Na propriedade do agricultor Régis Adriano Desordi Porazzi, mais de 60% dos 800 hectares plantados já haviam sido colhidos. Segundo ele, o prolongamento das chuvas favoreceu o desenvolvimento da cultura, inclusive nas áreas semeadas mais tarde.

De acordo com o produtor, até mesmo o milho plantado fora da janela considerada ideal apresentou rendimento satisfatório, mantendo as expectativas de produtividade previstas para esta safra.

Situação semelhante ocorre na fazenda de Silvésio de Oliveira, onde o milho ocupa aproximadamente 1.330 hectares. Mais da metade da área já foi colhida, com parte da produção destinada aos armazéns e outra armazenada em silo bolsa para facilitar a logística da operação.

Doença fúngica afetou parte da qualidade dos grãos

Embora a produtividade tenha sido positiva em boa parte das lavouras, algumas áreas enfrentaram problemas relacionados à incidência de doenças fúngicas.

Segundo Silvésio, as chuvas registradas durante o mês de junho favoreceram o avanço da doença em determinadas variedades, elevando o percentual de grãos avariados. Em uma área de 214 hectares, a expectativa é de índices entre 15% e 18% de grãos com danos, enquanto outras cultivares praticamente não apresentaram perdas de qualidade.

Preço do milho compromete o caixa das propriedades

Se a produção trouxe resultados satisfatórios no campo, a comercialização passou a ser o principal desafio dos agricultores.

Com aproximadamente metade da produção já negociada, produtores relatam que a queda nas cotações ocorreu justamente no período em que muitos precisaram vender o cereal para manter o fluxo de caixa das propriedades.

Régis afirma que a redução dos preços praticamente eliminou a margem de lucro da atividade. Segundo ele, mesmo alcançando uma produtividade considerada boa, os elevados custos de produção impedem um retorno financeiro satisfatório, tornando cada vez mais difícil manter a viabilidade econômica da lavoura.

Descontos na classificação ampliam prejuízos

Além dos preços mais baixos, agricultores também demonstram preocupação com os descontos aplicados durante a classificação dos grãos avariados no momento da entrega da produção.

Na avaliação dos produtores, os critérios adotados pelas empresas aumentam as perdas financeiras justamente em uma safra que registrou problemas sanitários em parte das lavouras.

Silvésio destaca que cargas com maior percentual de grãos danificados acabam reduzindo significativamente a rentabilidade, afetando o resultado final da produção.

Sindicato aponta dificuldade para cobrir os custos

O presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Dirceu Luiz Dezem, afirma que muitos produtores acabam vendendo o milho por necessidade imediata de recursos para custear despesas como combustível, manutenção de máquinas, pagamento de funcionários e oficinas.

Segundo ele, a limitação da capacidade de armazenagem e o cumprimento de contratos deixam o agricultor sem alternativas, obrigando-o a aceitar preços considerados insuficientes e descontos que considera prejudiciais.

Aprosoja orienta produtores a contestarem classificações

O presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Costa Beber, defende maior equilíbrio por parte das empresas na classificação dos grãos quando os problemas são consequência de fatores climáticos ou sanitários fora do controle do produtor.

Ele lembra que agricultores que discordarem da classificação podem solicitar o acompanhamento de profissionais da entidade durante a entrega da produção. Caso sejam identificadas divergências, é possível realizar uma auditoria e, se necessário, contar com um segundo classificador para garantir maior transparência no processo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Brasil e Nigéria ampliam diálogo para fortalecer parceria no mercado de fertilizantes

O Brasil e a Nigéria avançaram nas discussões para ampliar a cooperação no setor de fertilizantes, com foco no fortalecimento do abastecimento da agricultura brasileira. Durante missão oficial ao país africano, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se na segunda-feira (13) com representantes da Indorama, um dos maiores grupos globais da indústria de fertilizantes.

Além do fornecimento de fertilizantes nitrogenados, o governo brasileiro demonstrou interesse em ampliar a parceria para a aquisição de fósforo, insumo considerado estratégico para o agronegócio.

Nigéria ganha importância como fornecedora de fertilizantes

A Indorama opera na Nigéria um dos maiores complexos industriais de produção de ureia da África, com capacidade instalada de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas por ano.

A empresa desempenha papel relevante no mercado internacional de fertilizantes e já integra a cadeia de fornecimento que atende o Brasil, um dos maiores consumidores mundiais desses insumos.

Durante o encontro, André de Paula ressaltou que a Nigéria ocupa posição estratégica na segurança do abastecimento brasileiro.

Segundo o ministro, o objetivo é consolidar uma relação comercial estável, previsível e capaz de atender às necessidades do agronegócio brasileiro, reduzindo riscos para a produção agrícola.

Memorando de entendimento está em negociação

O governo brasileiro também confirmou que mantém tratativas com as autoridades nigerianas para a assinatura de um memorando de entendimento nas áreas de agricultura e fertilizantes.

A proposta busca criar um ambiente institucional que incentive o comércio bilateral, reduza incertezas para investidores e estimule contratos de longo prazo entre empresas dos dois países.

A expectativa é que o acordo fortaleça a cooperação técnica e comercial no setor agrícola.

Indorama destaca investimentos no agronegócio da Nigéria

Durante a reunião, representantes da Indorama apresentaram os principais projetos desenvolvidos no país africano para impulsionar a produção agropecuária.

Entre as iniciativas estão programas de modernização da agricultura, projetos de melhoramento genético com tecnologia brasileira, ações voltadas à rastreabilidade animal e programas de capacitação destinados aos produtores rurais.

A empresa também manifestou interesse em ampliar a cooperação com instituições e companhias brasileiras para acelerar o desenvolvimento do agronegócio nigeriano e fortalecer a troca de conhecimento entre os dois países.

Cooperação pode ampliar segurança no abastecimento agrícola

O fortalecimento das relações entre Brasil e Nigéria ocorre em um momento de crescente preocupação global com a segurança no fornecimento de fertilizantes, considerados essenciais para a produtividade agrícola.

A ampliação da parceria pode contribuir para diversificar fornecedores, reduzir vulnerabilidades da cadeia de suprimentos e garantir maior estabilidade ao setor agropecuário brasileiro.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Indorama/Divulgação

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