Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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Exportação

Exportação de carne bovina para a Venezuela volta ao radar dos frigoríficos brasileiros

A retomada das exportações de carne bovina para a Venezuela está novamente no centro das estratégias da indústria brasileira. Uma missão multissetorial organizada pelo Ministério das Relações Exteriores desembarcou em Caracas nesta semana para discutir oportunidades comerciais e fortalecer o diálogo com autoridades e importadores venezuelanos.

O objetivo é recuperar um mercado que já esteve entre os mais importantes destinos da carne bovina brasileira no exterior, mas que sofreu forte retração na última década em razão da crise econômica enfrentada pelo país vizinho.

Brasil busca reabrir espaço em mercado estratégico

As vendas de carne bovina do Brasil para a Venezuela praticamente desapareceram a partir de 2015, período marcado pela queda dos preços internacionais do petróleo e pelo agravamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao governo venezuelano.

Antes desse cenário, a Venezuela ocupava posição de destaque entre os compradores da proteína brasileira. Em 2014, os embarques alcançaram cerca de 160 mil toneladas, gerando receitas de aproximadamente US$ 852 milhões para o setor.

Agora, representantes da cadeia produtiva avaliam que os sinais de recuperação econômica observados no país podem abrir caminho para uma retomada gradual da demanda nos próximos anos.

Missão comercial reúne empresas dos dois países

A agenda da delegação brasileira inclui encontros com empresários, importadores e autoridades locais. As reuniões são voltadas à identificação de oportunidades de negócios, ampliação de investimentos e fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Venezuela.

A expectativa é que a aproximação institucional facilite novas negociações e contribua para a reativação do fluxo comercial de produtos agropecuários.

Consumo de carne ainda é desafio para o mercado

Apesar do interesse do setor, a recuperação do mercado venezuelano ainda enfrenta obstáculos relevantes. Entre eles estão a fragilidade econômica do país e os baixos níveis de consumo de carne bovina pela população.

Antes da crise, o consumo médio anual era de cerca de 21 quilos por habitante. Com o agravamento das dificuldades econômicas, esse volume caiu drasticamente, chegando a apenas três quilos per capita em 2019.

Nos últimos anos houve melhora gradual, mas o consumo ainda permanece em torno de nove quilos por pessoa ao ano, patamar distante da média brasileira, que gira em torno de 35 quilos anuais.

Setor vê potencial de crescimento no longo prazo

Mesmo diante dos desafios, representantes da indústria enxergam espaço para expansão futura. A avaliação é que a proximidade geográfica e o histórico comercial entre os dois países podem favorecer uma retomada consistente das exportações.

Segundo Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o mercado venezuelano continua sendo estratégico para o Brasil.

Para ele, muitas oportunidades relevantes podem ser encontradas dentro da própria América do Sul, sem a necessidade de focar exclusivamente em mercados mais distantes.

Frigoríficos já possuem habilitação para exportar

Atualmente, quase 80 frigoríficos brasileiros estão habilitados para exportar carne bovina para a Venezuela, o que facilita uma eventual retomada dos embarques em maior escala.

Dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura, mostram que entre 2016 e 2026 a Venezuela importou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina brasileira, volume significativamente inferior ao registrado antes da crise.

A expectativa do setor é que o fortalecimento das relações comerciais e a recuperação gradual da economia venezuelana possam impulsionar novos negócios nos próximos anos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agricultura

Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde histórico em maio

O setor de esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu um novo marco em maio de 2026. As indústrias do estado processaram 1,28 milhão de toneladas da oleaginosa, estabelecendo o maior volume mensal da série histórica.

O resultado representa um avanço de 6,98% em relação a abril e um crescimento de 3,22% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo aumento da utilização da capacidade das plantas industriais e pelo aquecimento da demanda por derivados da soja.

Exportações de óleo de soja ajudam a impulsionar o setor

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), um dos principais fatores para o recorde foi a forte procura internacional por óleo de soja.

Somente em maio, Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas do produto, volume 41,80% superior ao registrado em abril. O crescimento das vendas externas contribuiu diretamente para elevar o ritmo de processamento da matéria-prima no estado.

Além disso, a expansão do mercado de biodiesel no Brasil também teve papel importante no aumento da demanda pelos derivados da soja, fortalecendo a atividade industrial.

Margens da indústria recuam mesmo com desempenho recorde

Apesar do volume histórico processado, a rentabilidade das indústrias enfrentou pressão ao longo do mês.

Segundo o Imea, a valorização de 1,18% no preço da soja em grão em maio, somada à queda nas cotações dos coprodutos gerados durante o esmagamento, reduziu as margens operacionais do setor.

Com esse cenário, a margem bruta de esmagamento registrou retração de 7,82% em relação ao mês anterior, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Perspectivas para o mercado

O avanço das exportações de óleo de soja e o crescimento contínuo da indústria de biodiesel seguem como fatores que podem sustentar níveis elevados de processamento nos próximos meses. No entanto, a evolução dos preços da matéria-prima e dos coprodutos continuará sendo determinante para a rentabilidade das indústrias mato-grossenses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Desvio de fertilizantes: operação desmonta esquema de adulteração de cargas no Paraná

Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na prisão em flagrante de sete suspeitos envolvidos em um esquema de desvio e adulteração de fertilizantes em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A ação, realizada na noite de quarta-feira (10), também levou à apreensão de veículos, equipamentos, dinheiro, celulares e toneladas de materiais utilizados nas fraudes.

A investigação apura irregularidades em cargas que saíam do Porto de Paranaguá com destino a diferentes estados brasileiros e eram desviadas durante o transporte.

Investigação identificou padrão nas ocorrências

De acordo com a Polícia Civil, pelo menos três empresas relataram prejuízos causados por cargas adulteradas. As semelhanças entre os casos, principalmente em relação aos desvios de rota e à substituição parcial dos produtos transportados, permitiram que os investigadores chegassem ao barracão utilizado pelos suspeitos.

Em uma das ocorrências, uma carga de 40 toneladas de cloreto de potássio, avaliada em cerca de R$ 110 mil, teve aproximadamente 80% do conteúdo substituído por um material semelhante a cálcio. Em outro episódio, uma carga avaliada em mais de R$ 143 mil chegou ao destinatário em Goiás diferente daquela originalmente embarcada no litoral paranaense.

Já um terceiro caso apontou que um caminhão desviou do trajeto previsto por cerca de quatro horas antes de entregar fertilizante adulterado ao comprador final.

Flagrante revelou operação em andamento

Ao localizar o imóvel investigado, os policiais encontraram intensa movimentação de trabalhadores, caminhões e máquinas. No momento da abordagem, uma carga de fertilizantes estava sendo descarregada e manipulada.

Durante a conferência documental, a equipe constatou que o produto havia saído de Paranaguá com destino a Telêmaco Borba, sem qualquer justificativa para a parada em Ponta Grossa.

Segundo a polícia, o motorista da carga admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar o caminhão até o barracão. O objetivo seria misturar o fertilizante original com outras substâncias antes da entrega ao cliente.

Diante das evidências, sete pessoas foram presas pelos crimes de furto qualificado, adulteração de substância e adulteração de produto destinado ao consumo.

Máquinas, caminhões e materiais foram apreendidos

Durante a operação, os agentes recolheram diversos itens que podem comprovar o funcionamento do esquema.

Entre os materiais apreendidos estão:

  • Um caminhão-trator;
  • Um semirreboque;
  • Uma pá carregadeira;
  • Três empilhadeiras;
  • Telefones celulares dos investigados;
  • R$ 2.382 em espécie;
  • Cheques;
  • 30 bags contendo material semelhante a cálcio;
  • Lacres de fertilizantes;
  • Notas fiscais relacionadas às cargas.

Todo o material foi encaminhado para análise pericial e deverá integrar o inquérito policial.

Estrutura irregular agravou suspeitas

Além das evidências de adulteração, os investigadores encontraram condições inadequadas de armazenamento no barracão utilizado pelo grupo.

Segundo a polícia, o local apresentava áreas alagadas, acúmulo de água parada, resíduos espalhados pelo piso e descarte irregular de materiais. Também foram constatadas falhas de higiene e ausência de controles sanitários e ambientais exigidos para esse tipo de atividade.

Os agentes encontraram ainda produtos granulados armazenados diretamente no chão, sem isolamento ou proteção adequada, aumentando os indícios de contaminação e adulteração dos fertilizantes.

Perícias e investigações seguem em andamento

Equipes da Polícia Científica recolheram amostras dos materiais encontrados no imóvel para identificar a composição dos produtos e dimensionar o alcance das fraudes.

Os sete suspeitos permanecem à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar outros envolvidos e apurar a possível participação de empresas e transportadores no esquema de fraude em fertilizantes.

FONTE: Gazeta do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: PCPR / Divulgação

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Mercado de soja mantém ritmo forte com demanda aquecida e dólar favorável às exportações

O mercado de soja continua registrando forte movimentação no Brasil, sustentado pelo aumento da demanda internacional e pela maior participação das indústrias nacionais nas compras da oleaginosa. Mesmo com o ritmo acelerado das negociações, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais expressivos nas cotações.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a competitividade da soja brasileira ganhou impulso nas últimas semanas com a valorização do dólar frente ao real. O movimento torna o produto nacional mais atrativo para compradores estrangeiros e favorece o desempenho das exportações.

Apesar desse ambiente positivo, o elevado volume disponível no mercado internacional continua exercendo pressão sobre os preços da commodity.

Oferta global recorde reduz espaço para altas

As perspectivas para a produção mundial reforçam o cenário de abundância. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a safra global de soja 2025/26.

A nova projeção aponta produção de 429,2 milhões de toneladas, um volume recorde e cerca de 0,4% superior ao previsto anteriormente. Caso a estimativa se confirme, o resultado também ficará levemente acima da temporada passada.

O aumento da oferta mundial tende a equilibrar o mercado, mesmo diante da demanda consistente observada entre os principais países consumidores.

Brasil deve seguir como maior produtor mundial

A liderança global na produção de soja deve permanecer com o Brasil. De acordo com o USDA, a colheita brasileira poderá atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O número está alinhado às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante player do mercado internacional, a previsão foi elevada para 50 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 4,2% em relação à estimativa divulgada no mês anterior, embora ainda permaneça 2,2% abaixo do registrado na safra passada.

Exportações brasileiras devem alcançar 115 milhões de toneladas

Além de liderar a produção, o Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da oleaginosa.

As projeções do USDA indicam que os embarques brasileiros poderão alcançar 115 milhões de toneladas no ciclo comercial compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

O desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global de commodities agrícolas, especialmente em um contexto de demanda firme por parte dos grandes mercados consumidores.

Demanda continua sustentando o setor

Mesmo com a expectativa de uma safra global recorde, a combinação entre câmbio favorável, forte demanda internacional e participação ativa da indústria nacional mantém o mercado brasileiro de soja aquecido.

O cenário aponta para a continuidade de bons volumes de comercialização, consolidando a importância da soja na balança comercial brasileira e no agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportação de maçã cresce em 2026 e impulsiona recuperação do setor brasileiro

A exportação de maçã brasileira apresentou forte recuperação nos primeiros meses de 2026, refletindo o aumento da produção e a melhora na qualidade da fruta. Após uma safra anterior marcada por menor produtividade e redução dos embarques, o setor volta a ganhar fôlego no mercado internacional.

Os resultados positivos observados ao longo do primeiro semestre reforçam as perspectivas de uma balança comercial mais equilibrada para a cadeia produtiva da maçã neste ano.

Produção maior favorece avanço das exportações

Durante a safra 2024/25, o desempenho das exportações foi afetado pela menor oferta de frutas, consequência de uma produtividade abaixo do esperado. Já na safra 2025/26, o cenário mudou com a recuperação dos pomares e o aumento dos volumes produzidos.

Esse crescimento da oferta tem permitido ao Brasil ampliar sua presença nos mercados internacionais e atender à demanda de importantes compradores da fruta.

Embarques triplicam nos cinco primeiros meses do ano

Dados do Comex Stat mostram que o Brasil exportou cerca de 38 mil toneladas de maçãs entre janeiro e maio de 2026. O volume é três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho também se refletiu na receita gerada pelas vendas externas. Os embarques renderam aproximadamente US$ 39,64 milhões FOB, resultado que representa um avanço de 222% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Qualidade da fruta fortalece competitividade

Além da recuperação produtiva, a melhora da qualidade das maçãs brasileiras tem sido um fator importante para o crescimento das exportações.

Com frutas de melhor padrão, os exportadores ampliaram sua competitividade em mercados estratégicos e fortaleceram o posicionamento do produto brasileiro no comércio internacional.

Índia, Arábia Saudita e Rússia lideram compras

Entre os principais destinos da maçã brasileira, destacam-se a Índia, a Arábia Saudita e a Rússia.

Juntos, esses três mercados responderam por cerca de 76% do total exportado pelo Brasil no período, consolidando-se como os principais compradores da fruta nacional.

Estoques elevados sustentam perspectivas positivas

O setor mantém uma expectativa favorável para os próximos meses. Com ampla disponibilidade de frutas armazenadas no mercado interno, a tendência é de continuidade do atual ritmo de embarques ao exterior.

Caso esse cenário se confirme, a exportação de maçãs deverá contribuir para reduzir o déficit da balança comercial do segmento ao longo de 2026, fortalecendo a rentabilidade dos produtores e ampliando a participação do Brasil no mercado global da fruta.

FONTE: HF Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Produtos agroalimentares brasileiros ganham destaque na Thaifex Anuga Asia 2026

O Brasil participou da Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado internacional a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares brasileiros. A ação integra a estratégia de fortalecimento do agronegócio brasileiro e de ampliação das exportações para mercados considerados estratégicos.

Durante o evento, o país promoveu uma ampla variedade de alimentos e bebidas, evidenciando o potencial da produção nacional e sua capacidade de atender diferentes demandas globais.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e produtos de diversas regiões

Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil contou com a participação de 14 empresas nacionais.

Os expositores apresentaram produtos como café, açaí, pão de queijo, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks, demonstrando a variedade da produção agroindustrial brasileira.

A iniciativa permitiu que as empresas ampliassem sua rede de contatos, identificassem novas oportunidades de negócios e fortalecessem a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade.

Feira reúne milhares de expositores e compradores internacionais

Reconhecida como a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e recebeu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 nações.

O evento é considerado uma das mais relevantes plataformas globais para promoção comercial, geração de negócios e identificação de tendências do setor alimentício.

Qualidade, inovação e sustentabilidade impulsionam imagem do Brasil

Ao longo da programação, o Pavilhão Brasil destacou atributos cada vez mais valorizados pelo mercado internacional, como sustentabilidade, inovação, competitividade e qualidade dos produtos nacionais.

A participação brasileira também evidenciou a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, oferecendo soluções que combinam tradição, tecnologia e segurança alimentar.

Estratégia busca ampliar exportações no Sudeste Asiático

A presença na feira reforça os esforços do governo brasileiro para expandir mercados, diversificar a pauta exportadora e aumentar a participação dos produtos agroalimentares brasileiros em regiões de alto potencial de crescimento, especialmente no Sudeste Asiático.

A expectativa é que os contatos e negociações iniciados durante o evento contribuam para a abertura de novas oportunidades comerciais e para o fortalecimento da presença do agronegócio nacional no exterior.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Exportação

Exportações de Mato Grosso em maio: soja perde ritmo, enquanto milho e algodão batem recordes

As exportações de Mato Grosso apresentaram movimentos distintos em maio de 2026. Enquanto a soja registrou desaceleração nos embarques, impulsionada pela menor demanda chinesa, o milho e o algodão alcançaram resultados expressivos e renovaram marcas históricas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário reforça a relevância do estado no comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento de commodities agrícolas.

Menor demanda da China reduz embarques de soja

Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O principal fator para a retração foi a redução das compras pela China, principal destino da oleaginosa produzida no estado.

No quinto mês de 2026, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas, uma queda de 22,74% na comparação anual.

Além do enfraquecimento da demanda externa, parte da produção permaneceu no mercado interno. O aumento do processamento da soja para obtenção de óleo, utilizado na fabricação de biodiesel, contribuiu para absorver uma parcela maior da oferta disponível.

Apesar da redução pontual em maio, o desempenho acumulado entre janeiro e maio segue robusto. No período, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas, o maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano nos últimos cinco anos.

Segundo o Imea, oscilações no fluxo de exportação são comuns durante o intervalo entre safras. Para 2026, a estimativa é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, número que representa crescimento de 0,31% em relação ao volume registrado em 2025.

Exportações de milho superam resultado da safra anterior

O milho também teve participação relevante no comércio exterior brasileiro em maio. O Brasil exportou 249,31 mil toneladas do cereal, volume inferior ao registrado em abril, mas significativamente superior ao observado no mesmo mês do ano passado.

Mato Grosso respondeu por quase metade dos embarques nacionais ao exportar 121,03 mil toneladas. O resultado corresponde ao quinto maior volume já registrado para meses de maio na série histórica estadual.

Na comparação com a divulgação anterior, os embarques cresceram 207,36%. Já no acumulado da safra 2024/25, o estado alcançou 24,03 milhões de toneladas exportadas, superando em 1,68% todo o volume embarcado durante a safra 2023/24.

Com os números atuais, a temporada ocupa a terceira posição entre os maiores volumes de exportação de milho já registrados em Mato Grosso.

Algodão alcança melhor resultado da história para maio

O destaque do mês ficou com o algodão, que atingiu um novo recorde para o período. Mato Grosso embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% de todas as exportações brasileiras do produto em maio.

Entre os principais compradores, Bangladesh liderou as aquisições com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que importou 35,83 mil toneladas.

A China, embora tenha reduzido o ritmo de compras nos últimos meses e perdido a liderança mensal, continua sendo o principal destino do algodão mato-grossense na temporada atual. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país asiático recebeu 381,15 mil toneladas, enquanto Bangladesh acumulou 326,31 mil toneladas.

Temporada do algodão caminha para novo recorde

No acumulado da temporada, Mato Grosso já exportou 1,82 milhão de toneladas de algodão, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo.

As projeções do Imea indicam que os embarques entre agosto de 2025 e julho de 2026 deverão alcançar 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra histórica para a cadeia produtiva da fibra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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