Agronegócio

Argélia abre mercado para DDG produzido no Brasil

A Argélia autorizou a importação de grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla DDG (Dried Distillers Grains), produzidos no Brasil. A abertura do mercado foi anunciada na terça-feira (29) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília.

A medida amplia as oportunidades para o setor brasileiro de etanol de milho e para a cadeia de nutrição animal, já que o DDG é utilizado como ingrediente na alimentação de bovinos e aves.

DDG é subproduto da produção de etanol de milho

O DDG é obtido como subproduto durante a fabricação de etanol a partir do milho. O ingrediente apresenta concentração de nutrientes e pode conter aproximadamente 30% de proteína, além de gorduras e fibras.

Por essas características, o produto pode ser utilizado como alternativa ao farelo de soja e ao farelo de milho na composição de rações destinadas à alimentação animal.

Brasil está entre os grandes produtores de DDG

O Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de DDG, impulsionada principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho.

A abertura do mercado argelino representa mais uma possibilidade de expansão das exportações brasileiras do produto. Em 2024, o Marrocos também passou a permitir a entrada de DDG produzido no Brasil.

Outros mercados também tiveram novas aberturas

Na mesma comunicação, os ministérios brasileiros informaram a abertura de mercados para outros produtos nacionais em Antígua e Barbuda, China, Chile e Paraguai.

As novas autorizações ampliam as possibilidades de comércio exterior para diferentes setores da produção brasileira e fazem parte dos esforços de expansão do acesso de produtos nacionais a mercados internacionais.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANBA

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Exportação

UE pode suspender barreiras às exportações de aves e mel do Brasil

A União Europeia (UE) deverá reavaliar a suspensão das exportações brasileiras de carne de aves e mel após uma auditoria realizada no Brasil em agosto. O relatório elaborado pelo bloco apresentou conclusões positivas sobre os controles adotados pelo país para o uso de antimicrobianos, incluindo antibióticos, nessas duas cadeias produtivas.

As exportações dos produtos brasileiros para o mercado europeu estão suspensas desde 3 de setembro. Na avaliação inicial, a UE considerou que o sistema brasileiro de controle não oferecia garantias suficientes para atender às novas regras europeias sobre a utilização de antibióticos.

Segundo fontes diplomáticas ouvidas pela coluna, o resultado da auditoria representa uma sinalização favorável e abre a possibilidade de que aves e mel brasileiros voltem ao mercado europeu até novembro.

Carne bovina enfrenta prazo mais longo

A situação é diferente para a carne bovina brasileira. O principal desafio para o governo está na retirada do produto da lista de itens excluídos pela União Europeia.

Como o critério adotado pelo bloco considera o tempo de vida dos animais, a suspensão relacionada à proteína bovina pode durar significativamente mais. Segundo as informações levantadas pela coluna, o prazo poderia chegar a dois anos.

O governo brasileiro também recebeu a informação oficial de que uma nova auditoria sobre a cadeia de carne de aves deverá ser realizada pela UE em 2027.

De acordo com fontes oficiais, a nova inspeção serviria também para responder a setores europeus que questionaram o resultado positivo da primeira auditoria.

Relatório aponta adequação dos controles brasileiros

O documento elaborado após a missão técnica concluiu que a estrutura brasileira apresenta condições para atender às exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos.

Segundo o relatório, a legislação, os procedimentos adotados e o treinamento dos fiscais, além dos mecanismos de controle utilizados no país, são considerados capazes de cumprir as exigências previstas no Regulamento (UE) 2019/6 para as cadeias de aves e mel.

Na produção avícola, um dos pontos destacados foi a separação da linha destinada ao mercado europeu. No caso do mel, a avaliação levou em conta a ausência de produtos registrados para utilização em abelhas e os controles aplicados ao fornecimento desses produtos aos apicultores.

A auditoria também considerou que o sistema brasileiro de fiscalização oferece uma base adequada para que as autoridades nacionais possam certificar o cumprimento das restrições europeias sobre determinados antimicrobianos nos certificados sanitários exigidos para as exportações.

Governo brasileiro questiona suspensão

Apesar da avaliação positiva, integrantes da diplomacia brasileira questionam os motivos que levaram à suspensão dos produtos e os impactos econômicos e de imagem provocados pela medida.

Fontes diplomáticas citadas pela coluna avaliam que pressões protecionistas na Europa podem ter influenciado a decisão. Segundo esse entendimento, parte do setor europeu vê o Brasil como um concorrente de grande escala no agronegócio e defende mecanismos de proteção ao mercado do bloco.

Essa discussão ganhou relevância após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, cuja negociação se estendeu por mais de 25 anos.

Comitê técnico vai decidir sobre retorno dos produtos

O próximo passo será a convocação de um comitê técnico da União Europeia, responsável por avaliar a retirada das restrições e a eventual reinclusão de aves e mel brasileiros na lista de produtos autorizados para entrada no bloco.

Embora seja um órgão de caráter técnico, fontes diplomáticas apontam que a decisão também está sujeita a pressões políticas.

França, Irlanda e Polônia estão entre os países que lideram a oposição ao acordo entre Mercosul e UE. Segundo uma fonte diplomática, um eventual voto contrário desses países à relistagem brasileira poderia reforçar a interpretação de que a suspensão teve motivação protecionista, e não exclusivamente relacionada ao cumprimento das normas sanitárias.

A decisão, porém, não depende de unanimidade. Até o momento, as autoridades europeias ainda não informaram ao governo brasileiro a data exata da votação.

Brasil avalia medidas caso barreira seja mantida

O governo brasileiro acompanha o processo e pretende continuar pressionando pela retirada das restrições. Fontes diplomáticas não descartam a adoção de medidas de reequilíbrio comercial caso as barreiras europeias permaneçam.

Também está no radar a possibilidade de levar a questão a organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial do Comércio (OMC). Embora o sistema multilateral de comércio enfrente dificuldades, inclusive em razão da ofensiva do governo Donald Trump contra mecanismos multilaterais, a organização continua sendo considerada uma via possível, ainda que com efeitos principalmente simbólicos.

Reino Unido fará auditoria sobre carne brasileira

Outra avaliação importante ocorrerá em outubro. Na semana de 13 de outubro, o Reino Unido deverá enviar uma missão ao Brasil para verificar os controles relacionados ao uso de antimicrobianos na produção destinada à exportação de carne de aves, mel e carne bovina.

Um resultado positivo na auditoria britânica, especialmente em relação à carne bovina, poderá contribuir para uma futura revisão da posição europeia e favorecer a reintegração do Brasil ao mercado da União Europeia também nesse segmento.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Whitaker

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Exportação

Brasil amplia acesso a mercados e conquista novas autorizações para exportação em cinco países

Produtos brasileiros ganharam acesso a novos mercados internacionais após as autoridades sanitárias e fitossanitárias de Antígua e Barbuda, Chile, Argélia, China e Paraguai comunicarem ao Brasil a aprovação de novas oportunidades comerciais.

As autorizações contemplam diferentes segmentos do agronegócio brasileiro, incluindo carnes, produtos de origem animal, grãos e derivados agrícolas.

Antígua e Barbuda libera exportação de carnes brasileiras

Em Antígua e Barbuda, foi autorizada a entrada de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos, suínos, caprinos e ovinos provenientes do Brasil.

A medida amplia as possibilidades de comercialização de produtos de origem animal brasileiros no mercado caribenho.

Chile autoriza extrato de carne de ruminantes

O Chile também abriu espaço para um novo produto brasileiro. O país autorizou a importação de extrato de carne de ruminantes destinado ao consumo humano.

A decisão amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao mercado chileno.

Argélia abre mercado para DDG de milho

Na Argélia, a autorização envolve os grãos secos de destilaria (DDG) de milho, um coproduto obtido no processo de produção de etanol.

Com a abertura, o DDG de milho brasileiro passa a contar com autorização para exportação ao mercado argelino.

China autoriza miúdos, pele e ossos de suínos

A China aprovou a importação de miúdos internos, pele e ossos de suínos de origem brasileira.

O país asiático é um dos principais destinos dos produtos do agronegócio brasileiro, e a nova autorização amplia a variedade de itens de origem suína que podem ser comercializados no mercado chinês.

Paraguai libera fibra de coco brasileira

Já o Paraguai autorizou a importação de fibra de coco utilizada como substrato, abrindo mais uma possibilidade para produtos brasileiros no mercado paraguaio.

As novas habilitações reforçam a expansão do acesso de produtos brasileiros no mercado internacional, com autorizações distribuídas entre alimentos, produtos de origem animal e insumos agrícolas.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Internacional

Rota Bioceânica: integração contra o crime organizado é desafio para liberar cargas

Com previsão de entrar em operação em 2028, a Rota Bioceânica deverá ampliar as conexões comerciais entre o Brasil e os países vizinhos, criando novas oportunidades para as exportações e para o agronegócio de Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, a abertura do corredor aumenta a preocupação dos órgãos de controle com a possibilidade de uso da nova ligação por organizações envolvidas no tráfico internacional.

Para a Receita Federal, o principal desafio será conciliar a agilidade necessária ao transporte de mercadorias com mecanismos capazes de impedir a entrada e a circulação de cargas ilícitas. A estratégia envolve maior integração entre instituições brasileiras e cooperação com os países que farão parte do corredor.

Integração entre órgãos é considerada essencial

O superintendente substituto da 1ª Região Fiscal da Receita Federal, Erivelto Alencar, defende que a integração entre os órgãos de segurança e fiscalização seja estabelecida também no nível estratégico das instituições.

Segundo ele, a Receita já firmou um protocolo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério Público Federal (MPF), mas a experiência precisa ser ampliada nacionalmente.

“A gente precisa disso nacionalmente: integrar as instituições para que a diretriz venha de cima para baixo.”

A 1ª Região Fiscal da Receita Federal tem sede em Brasília e abrange Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

De acordo com Alencar, as equipes que atuam em alfândegas e rodovias já compartilham informações de inteligência e fiscalização para identificar cargas de drogas e contrabando. A avaliação, porém, é que a integração não pode depender apenas de iniciativas na ponta.

A proposta envolve uma atuação coordenada entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal, com diretrizes definidas pelas instâncias superiores do governo.

Facções podem acompanhar novo fluxo comercial

A preocupação também está relacionada à capacidade de adaptação e ao poder financeiro das organizações criminosas.

Alencar afirma que facções como PCC e Comando Vermelho são monitoradas diante da criação do novo corredor. Ele ressalva, porém, que não há evidência concreta, até o momento, de ligação entre empresas interessadas em operar na Rota Bioceânica e o crime organizado.

A avaliação da Receita é preventiva. Com a alteração do fluxo de mercadorias, organizações que já atuam no tráfico internacional podem tentar utilizar a nova infraestrutura para transportar produtos ilícitos.

“Naturalmente o crime também vai se movimentar e, pela dinâmica, também vai tentar entrar com mercadorias ilícitas e principalmente entorpecente por Porto Murtinho. Nós temos essa preocupação.”

Cocaína não é a única fonte de renda

A cocaína continua sendo apontada como um dos principais produtos movimentados pelo tráfico, mas, segundo Alencar, as facções ampliaram o leque de atividades.

Além de entorpecentes, organizações criminosas passaram a atuar com produtos como eletrônicos, cigarros, medicamentos e produtos destinados ao emagrecimento.

Na avaliação do representante da Receita, o objetivo central dessas atividades é ampliar a capacidade financeira das organizações.

“O crime organizado está preocupado em manter o poder dele, de fato, mas o que eles querem é dinheiro.”

Poder financeiro cria vantagem para o crime

Outro obstáculo apontado pela Receita está na diferença de capacidade financeira entre o Estado e as organizações criminosas.

Alencar observa que uma organização pode adquirir rapidamente veículos e outros recursos necessários para transportar drogas, enquanto os órgãos públicos precisam seguir processos de licitação e depender da disponibilidade orçamentária.

Por isso, segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado precisa envolver diferentes instituições. Uma atuação isolada não seria suficiente para combater grupos com elevada capacidade econômica.

Fiscalização deve combinar inteligência e gestão de risco

A estratégia da Receita Federal para a Rota Bioceânica combina fiscalização de fronteira, inteligência e investigação financeira.

A apreensão de uma carga ilegal é considerada apenas uma etapa do trabalho. As informações obtidas durante uma operação podem ajudar a identificar os responsáveis pelo transporte, chegar às organizações e alcançar seus líderes.

“Não adianta só desmantelar ali o atravessador, a pessoa que está transportando, mas sim os líderes das organizações criminosas que cometem diversos ilícitos.”

A Receita já conta com equipes especializadas em inteligência e investigação. Alencar cita como exemplo uma operação contra o contrabando de perfumes que começou com a apreensão de R$ 10 milhões em mercadorias e, a partir dos dados obtidos, permitiu identificar R$ 300 milhões em movimentações financeiras relacionadas a uma organização criminosa.

Sistemas aduaneiros devem antecipar informações

Para o início das operações da nova rota, a Receita aposta também na gestão de risco aduaneiro e no compartilhamento internacional de dados.

A proposta é receber informações sobre as cargas antes de sua chegada ao Brasil. Com esses dados, os sistemas podem identificar operações consideradas de maior risco e direcioná-las para fiscalização.

O sistema Sintia, utilizado para o intercâmbio internacional de informações, permitirá às aduanas acessar antecipadamente dados sobre mercadorias que circulam pelo Mercosul e pela Rota Bioceânica.

Na prática, uma carga que saia da China, passe pelo porto de Iquique, no Chile, e tenha o Brasil como destino poderá ser analisada antes de chegar ao território brasileiro. Dessa forma, a fiscalização poderá concentrar esforços nas operações que apresentarem sinais de risco, sem a necessidade de parar todos os veículos.

Segundo Alencar, mais de 99% dos operadores atuam de forma regular. Por isso, uma fiscalização seletiva é considerada necessária para evitar impactos desnecessários sobre o comércio internacional.

“Nós não temos como parar cem por cento das cargas.”

Integração entre países ainda é desigual

Um dos pontos de atenção é o nível de integração dos sistemas aduaneiros dos países envolvidos.

De acordo com Alencar, os sistemas da Receita Federal brasileira apresentam mais de 99% de integração com o Sintia. Paraguai e Chile, entretanto, ainda estão em um estágio inferior nesse processo.

Para a Receita, a eficiência da gestão de risco dependerá também da evolução dos sistemas dos demais países. A avaliação é que não basta o Brasil possuir mecanismos avançados de controle se os parceiros do corredor não adotarem estruturas semelhantes.

Centro de Controle de Fronteira é ponto de atenção

Além dos sistemas de informação, a estrutura física de fiscalização é considerada estratégica para o funcionamento da Rota Bioceânica.

O Centro Integrado de Controle de Fronteira, que deverá funcionar em território brasileiro com participação do Paraguai, ainda não começou a ser construído.

A estrutura é vista como um dos pontos importantes para integrar as ações de controle na fronteira e acompanhar o aumento esperado no fluxo de mercadorias.

Rota Bioceânica amplia desafios de segurança

A expectativa da Receita é que as organizações criminosas tentem explorar o novo corredor assim que o fluxo comercial estiver consolidado. Por isso, o controle não deverá se limitar à apreensão de cargas nas fronteiras.

A estratégia defendida envolve integração institucional, cooperação internacional, inteligência, gestão de risco e rastreamento financeiro. O objetivo é dificultar não apenas o transporte de mercadorias ilícitas, mas também a atuação das estruturas que financiam e coordenam essas operações.

Especialistas citados na discussão sobre segurança apontam que falhas de integração entre órgãos públicos e fragilidades na atuação estatal contribuíram para a expansão de organizações como PCC e Comando Vermelho. Esses grupos passaram a diversificar suas atividades e a movimentar recursos em setores da economia formal, inclusive no mercado financeiro.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Toninho Ruiz

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Portos

Infraestrutura portuária ganha espaço para investimentos com safra recorde de grãos

A previsão de uma safra recorde de grãos no Brasil abre uma nova frente para investimentos em infraestrutura portuária e logística. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira deve alcançar 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o maior volume da série histórica.

O aumento da produção amplia a demanda por estruturas capazes de armazenar, transportar e exportar grãos, criando oportunidades para a modernização e expansão de portos e corredores logísticos.

Crescimento do agronegócio impulsiona investimentos

Para Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra, empresa brasileira de engenharia e construção especializada em empreendimentos de alta complexidade, a expansão contínua da produção agrícola pode estimular uma nova rodada de investimentos em infraestrutura.

Segundo o executivo, o desempenho do agronegócio brasileiro demonstra a capacidade do país de elevar a produtividade e alcançar volumes cada vez maiores. Nesse cenário, a infraestrutura precisa acompanhar o ritmo de crescimento do setor.

Borin avalia que a expansão da produção pode ser utilizada como oportunidade para antecipar obras e modernizações, evitando que o aumento da oferta pressione a capacidade atual dos sistemas de transporte e armazenagem.

Portos e corredores logísticos precisam acompanhar a produção

A perspectiva é de que o Brasil movimente volumes ainda maiores de cargas nos próximos anos. Por isso, o planejamento antecipado de investimentos pode contribuir para preparar portos, ferrovias, rodovias e estruturas de armazenagem para a nova demanda.

Na avaliação do executivo, o país já demonstrou capacidade de produzir em escala e competir no mercado agrícola internacional. O próximo passo seria ampliar a infraestrutura na mesma velocidade, criando condições para ganhos de eficiência logística e competitividade.

Portos e corredores mais eficientes também podem aumentar a capacidade de transformar o crescimento da produção em negócios, geração de renda e participação no comércio internacional.

Governo prevê R$ 5,91 bilhões em investimentos portuários

A agenda de investimentos já inclui projetos previstos pelo governo federal. Para este ano, estão programadas 21 licitações portuárias, sendo 17 arrendamentos e quatro concessões.

Os projetos têm potencial para movimentar aproximadamente R$ 5,91 bilhões em investimentos.

As iniciativas fazem parte de uma carteira de 50 empreendimentos planejados para o período de 2024 a 2026, com investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões.

Primeiro bloco de leilões inclui terminal no Amapá

O primeiro bloco de leilões realizado neste ano contemplou três terminais, com previsão de pouco mais de R$ 226 milhões em investimentos.

Entre os empreendimentos está o MCP01, localizado no Porto de Santana, no Amapá. O terminal será destinado à movimentação de granéis sólidos vegetais e prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo dos 25 anos de arrendamento.

Desafio é transformar projetos em obras

Na avaliação de Borin, a existência de uma carteira significativa de projetos indica que o país já reconhece a necessidade de ampliar sua infraestrutura logística e portuária. O desafio, agora, é garantir que os empreendimentos avancem de forma eficiente desde a etapa de licitação até a execução das obras.

Para o executivo, projetos tecnicamente preparados, processos de licenciamento eficientes, segurança jurídica e articulação entre governo, autoridades portuárias e empresas privadas podem ajudar a acelerar a implantação das novas estruturas.

A expectativa é que o aumento da produção agrícola seja acompanhado por uma expansão da capacidade logística, reduzindo gargalos e permitindo que o Brasil aproveite o crescimento do mercado de grãos para ampliar sua competitividade internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio Exterior

Brasil e China ampliam exportação de miúdos suínos com novo protocolo sanitário

Brasil e China ampliaram o acordo sanitário que regulamenta a exportação de miúdos suínos brasileiros para o mercado chinês. A revisão do protocolo bilateral foi assinada no sábado (26/9) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

A medida aumenta a lista de produtos suínos autorizados para exportação e abre novas possibilidades comerciais para frigoríficos e demais estabelecimentos brasileiros habilitados. A expectativa é diversificar a pauta de vendas externas e ampliar o aproveitamento econômico da produção.

Novo protocolo define regras para exportação

As negociações entre os dois países estabeleceram requisitos sanitários, regras de certificação e condições que deverão ser cumpridas pelos estabelecimentos interessados em vender os produtos à China.

Com a revisão do protocolo, as empresas habilitadas terão de seguir os critérios definidos pelas autoridades sanitárias brasileiras e chinesas para realizar os embarques.

Para o ministro André de Paula, a ampliação do acesso representa um avanço para a suinocultura brasileira, com potencial para gerar novas oportunidades de mercado, renda e empregos no campo e na indústria.

A China é considerada o maior produtor e consumidor mundial de carne suína. Para o país asiático, segundo o ministro, a ampliação das importações também representa uma alternativa de abastecimento respaldada pelo sistema sanitário brasileiro.

Mercado chinês pode receber mais de 100 mil toneladas por ano

Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos brasileiros poderão ser destinadas anualmente à China a partir da ampliação do acesso.

A expectativa é que o direcionamento desses produtos para um mercado de maior valor agregado gere mais de US$ 100 milhões adicionais em receitas para a cadeia produtiva.

A medida permite que produtos que possuem menor valor comercial em determinados mercados encontrem novas oportunidades de venda no exterior.

Acordo foi anunciado após auditoria chinesa

A assinatura do protocolo ocorreu no encerramento de uma auditoria sanitária chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada em 20 de setembro.

Durante a missão, técnicos chineses visitaram fazendas, unidades de produção e abatedouros, além de laboratórios oficiais em seis estados brasileiros. A avaliação envolveu estabelecimentos relacionados às cadeias de carnes bovina, suína e de aves.

O embaixador Zhu Qingqiao destacou que o novo acordo cria oportunidades adicionais para as exportações brasileiras e classificou a medida como resultado da cooperação entre os dois países na área agropecuária.

Segundo o diplomata, o agronegócio ocupa posição estratégica na relação bilateral e ainda apresenta potencial para o desenvolvimento de novas parcerias.

A secretária de Ásia e Oceania do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Susan Kleebank, afirmou que a atualização do protocolo demonstra a dinâmica de cooperação entre Brasil e China.

Quais produtos suínos poderão ser exportados?

A autorização contempla uma lista ampliada de miúdos e coprodutos suínos. Entre os produtos previstos estão:

  • Músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura;
  • Miúdos e coprodutos comestíveis congelados;
  • Banha suína não refinada, composta exclusivamente por gordura corporal;
  • Língua, máscara, focinho, orelhas e cauda suínas;
  • Pés suínos inteiros;
  • Pele e cartilagem suínas;
  • Estômagos, fígado, coração, rins e diafragma;
  • Ossos suínos.

A relação também estabelece restrições específicas para determinados produtos. A cartilagem, por exemplo, não inclui aquela proveniente da garganta, glote ou vísceras. No caso da banha, não está incluída gordura originária das vísceras.

Febre aftosa influenciou ampliação do acesso

Até então, a China autorizava a entrada de determinados miúdos, entre eles pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. A autorização estava relacionada ao reconhecimento sanitário concedido pelas autoridades chinesas.

Em maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação.

A evolução do status sanitário brasileiro contribuiu para ampliar as possibilidades de acesso aos mercados internacionais e para agregar valor a produtos da cadeia de proteína animal.

China é mercado estratégico para a suinocultura

A China está entre os principais mercados consumidores e importadores de produtos suínos no mundo. As importações chinesas de miúdos suínos movimentam aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Com o novo protocolo, mais produtos brasileiros poderão disputar espaço nesse mercado, aumentando as alternativas comerciais para os estabelecimentos habilitados e contribuindo para a diversificação das exportações do agronegócio brasileiro.

Além do impacto econômico, a ampliação do acesso considera características do mercado chinês. Os miúdos fazem parte da culinária local e são consumidos tanto em restaurantes quanto nas residências.

Nesse cenário, o novo acordo aproxima a oferta da suinocultura brasileira da demanda do mercado chinês e amplia as possibilidades de comercialização de diferentes partes do animal.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

União Europeia considera satisfatório sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel

A União Europeia avaliou de forma positiva o sistema brasileiro de produção de carne de aves e mel. O relatório final da auditoria realizada pela Direção-Geral de Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé), da Comissão Europeia, foi publicado na segunda-feira (28/9) e apontou que o país atende às garantias previstas na legislação europeia.

O documento analisou as cadeias produtivas de carne de aves, produtos avícolas, mel e produtos apícolas, além da atuação dos órgãos oficiais responsáveis pelos controles sanitários.

Auditoria avaliou controles sanitários no Brasil

Segundo as conclusões da DG Santé, o conjunto formado pelo arcabouço legal brasileiro, procedimentos, capacitação dos fiscais e controles oficiais tem condições de oferecer as garantias exigidas pelas normas da União Europeia.

A missão técnica europeia esteve no Brasil entre 24 de agosto e 4 de setembro. Durante o período, foram visitados estabelecimentos ligados à produção de carne de aves e produtos avícolas, além de unidades relacionadas ao mel e produtos apícolas e órgãos oficiais.

Entre os pontos avaliados esteve o cumprimento da proibição do uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou de aumento de rendimento.

Resultado reforça sistema brasileiro de defesa agropecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o resultado positivo da avaliação europeia e afirmou que a análise reforça a qualidade do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

Para o ministro, a aprovação representa o reconhecimento do trabalho realizado de forma contínua por produtores e autoridades responsáveis pelo controle sanitário.

Auditoria é etapa para retomada das exportações à União Europeia

A avaliação favorável da DG Santé representa uma nova etapa no processo de reinclusão do Brasil na lista de fornecedores da União Europeia para carne de aves e mel.

Desde a decisão anunciada pelo bloco em 12 de maio, o governo brasileiro vem mantendo negociações e tratativas técnicas com as autoridades europeias. Nesse período, o país adotou medidas para atender aos requisitos estabelecidos e encaminhou documentos e informações referentes às cadeias de produtos de origem animal destinados ao mercado externo.

Durante a auditoria, as equipes brasileiras também apresentaram aos técnicos europeus os procedimentos adotados e os mecanismos de controle utilizados no país. A missão pôde verificar diretamente a estrutura e o funcionamento do sistema oficial de defesa agropecuária.

Relatório não aponta impedimento técnico

Na avaliação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o resultado da auditoria não identificou impedimentos técnicos para a reinclusão do Brasil na relação de países autorizados a exportar carne de aves e mel para a União Europeia.

Agora, o processo depende das etapas administrativas que precisam ser cumpridas pelas autoridades europeias. O Mapa informou que continuará o diálogo técnico com a União Europeia e acompanhará os procedimentos necessários para a retomada das exportações.

Entre as próximas fases está o processo regulatório europeu que precisa ser concluído antes da reinclusão oficial do Brasil na lista de países autorizados.

Decisão será analisada em outubro

O Ministério da Agricultura e Pecuária solicitou que o relatório da auditoria seja incluído na pauta da reunião técnica do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff), da Comissão Europeia.

A reunião, que terá participação do órgão responsável pela decisão final, está prevista para os dias 20 e 21 de outubro de 2026. A análise será uma das etapas do processo para definir a retomada da autorização para exportação de carne de aves e mel brasileiros ao mercado europeu.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Agronegócio

Produção de carne suína cresce 6,4% no Brasil no primeiro semestre de 2026

A produção de carne suína no Brasil avançou nos primeiros seis meses de 2026, acompanhada pelo aumento no número de animais abatidos e pelo maior peso médio das carcaças. Dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Sistema CNA, apontam que o país produziu 2,93 milhões de toneladas de carne suína no primeiro semestre.

O volume representa crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025 e indica continuidade do avanço dos principais indicadores da suinocultura brasileira.

Abate de suínos chega a 31 milhões de animais

Entre janeiro e junho, aproximadamente 31 milhões de suínos foram abatidos em estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária.

O resultado acompanha o crescimento do plantel e a manutenção do fluxo de animais destinados às unidades frigoríficas, contribuindo para ampliar a oferta de carne no mercado.

Peso das carcaças também aumenta

Além do maior número de animais processados, houve avanço no rendimento médio das carcaças.

O peso médio chegou a 94,5 quilos no primeiro semestre, alta de 1,5% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.

A combinação entre maior volume de abates e aumento do peso médio das carcaças foi determinante para o crescimento de 6,4% na produção de carne suína.

O desempenho ajudou a garantir maior disponibilidade de proteína tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

Suinocultura brasileira mantém ganhos de eficiência

Para o Sistema CNA, os números refletem a evolução da eficiência técnica observada nas granjas brasileiras.

O crescimento simultâneo do número de animais abatidos e do peso das carcaças demonstra a capacidade produtiva do setor e sua adaptação às necessidades do mercado.

O avanço da produção também reforça a importância do uso de tecnologias e de práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade na cadeia de proteína animal.

Custos e demanda serão importantes no segundo semestre

Apesar do resultado positivo na primeira metade do ano, o desempenho do setor nos próximos meses dependerá de fatores como os custos de alimentação dos animais e o comportamento do consumo.

Entre os principais pontos de atenção estão os custos de nutrição, que têm impacto direto sobre as despesas das propriedades, e a demanda no varejo, que influencia as margens dos produtores.

A evolução desses fatores será importante para determinar a manutenção do ritmo de produção e das condições econômicas da suinocultura nacional ao longo do segundo semestre de 2026.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Agronegócio

Produção de café no Brasil deve chegar a 67,6 milhões de sacas em 2026

A produção de café no Brasil deve alcançar 67,6 milhões de sacas de café beneficiado em 2026, segundo o terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na quinta-feira (24). Com 99% da área já colhida, a estimativa representa crescimento de 19,6% em relação à safra de 2025.

O resultado é favorecido pelo aumento da área produtiva, pela melhora da produtividade média e pelo ciclo de bienalidade positiva do café. Caso a projeção se confirme, será a maior produção registrada na série histórica da Conab.

Área cultivada e produtividade avançam

A área brasileira em produção deve chegar a 1,95 milhão de hectares em 2026, alta de 5,1% em relação ao ano anterior. A produtividade média também apresentou avanço significativo, passando de 30,4 para 34,6 sacas por hectare, crescimento de 13,8%.

Além do comportamento fisiológico natural das plantas em um ano de alta bienalidade, especialmente no café arábica, a Conab relaciona o desempenho ao maior uso de tecnologias no manejo das lavouras e às condições climáticas mais favoráveis em importantes regiões produtoras.

Café arábica responde pela maior parte da produção

O café arábica, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional, deve registrar 48,2 milhões de sacas em 2026. O volume representa aumento de 34,8% frente à safra anterior.

Minas Gerais permanece como principal destaque. A produção estadual de arábica é estimada em 34,96 milhões de sacas, sendo 15,93 milhões provenientes das regiões Sul e Centro-Oeste de Minas.

A combinação entre o ciclo de bienalidade positiva e a melhor distribuição das chuvas antes da floração contribuiu para o desempenho das lavouras. O clima favorável até março também ajudou na formação dos grãos.

São Paulo tem alta na produção de arábica

Em São Paulo, a previsão é de uma colheita de 6,19 milhões de sacas de café arábica.

Segundo a Conab, as lavouras paulistas foram beneficiadas por chuvas regulares após períodos de estiagem, temperaturas mais amenas e ausência de calor excessivo. O comportamento climático, associado ao ciclo de alta bienalidade, favoreceu a produtividade nas principais regiões produtoras do estado.

Produção de conilon deve recuar em 2026

Para o café conilon, a estimativa nacional é de 19,4 milhões de sacas em 2026. O volume representa queda de 6,6% em comparação com a safra de 2025.

Mesmo com crescimento de 4% na área em produção, estimada em 386,6 mil hectares, a produtividade média deve ser menor. O principal fator de pressão está no desempenho das lavouras do Espírito Santo, maior produtor brasileiro da variedade.

Espírito Santo registra impactos no conilon

A produção total de café do Espírito Santo deve recuar 5,4% em 2026.

No conilon, a redução estimada é de 14,3%, para 12,1 milhões de sacas. A Conab relaciona o resultado à ocorrência de uma florada irregular, influenciada pelas baixas temperaturas nas regiões produtoras.

Em contrapartida, o café arábica apresenta cenário positivo no estado. A produção deve crescer 33%, chegando a 4,38 milhões de sacas. O desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis, ao aumento de 4,9% na área em produção e ao ciclo de bienalidade positiva.

Bahia e Rondônia também apresentam resultados positivos

A Bahia deve registrar crescimento de 1,2% na produção total de café. Entre os fatores apontados estão a regularidade das condições climáticas, o aumento dos investimentos em insumos e a entrada de novas áreas em produção.

Do total previsto para o estado, 1,19 milhão de sacas correspondem ao arábica e 3,3 milhões ao conilon.

Em Rondônia, onde o cultivo é concentrado no café conilon, a colheita estava praticamente concluída no fim de agosto, com 98% das áreas produtivas já colhidas.

A Conab estima uma produção de 2,88 milhões de sacas no estado, alta de 24% em relação a 2025. As condições climáticas, especialmente a regularidade das chuvas, favoreceram o desenvolvimento das plantas e contribuíram para a qualidade e o rendimento dos grãos.

O resultado também está relacionado ao uso de tecnologias por uma parcela significativa dos produtores.

Exportações de café batem recorde em agosto

O mercado externo também apresentou movimento expressivo. Em agosto de 2026, o Brasil exportou 3,8 milhões de sacas de café de 60 quilos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O volume foi o maior registrado para o mês na série histórica e representa crescimento de 25,8% em relação a julho e de 43,2% frente a agosto de 2025.

Apesar do resultado mensal, as exportações acumuladas entre janeiro e agosto somaram 24,6 milhões de sacas. O volume é 6,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Produção mundial deve atingir recorde

No cenário internacional, a produção mundial de café para a temporada 2026/27 é estimada em 189,7 milhões de sacas de 60 quilos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A previsão representa crescimento de 6,1% em relação ao ciclo anterior.

O consumo global também deve avançar. A estimativa é de 179,7 milhões de sacas, alta de 3,6% na comparação com a temporada anterior.

A expansão da demanda ocorre tanto em mercados tradicionais, como Europa, Estados Unidos e Brasil, quanto em países onde o consumo vem crescendo, a exemplo da China.

Preços do café sofrem pressão com aumento da oferta

As cotações internacionais do café enfrentam pressão diante da entrada da safra brasileira no mercado, da proximidade da colheita no Vietnã e do aumento sazonal da produção colombiana previsto para o último trimestre do ano.

A recuperação da produção nesses países reduz parte das preocupações relacionadas à oferta global. Por outro lado, os níveis ainda baixos dos estoques e o crescimento do consumo mundial podem limitar uma queda mais acentuada dos preços.

As previsões relacionadas ao El Niño na temporada 2026/27 também entram no cenário de mercado. O fenômeno climático pode afetar negativamente a produção em diferentes países produtores e contribuir para sustentar as cotações.

Os dados completos sobre a safra brasileira de café 2026, além das análises do mercado nacional e internacional, estão disponíveis no Boletim do 3º Levantamento de Café da Conab.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Logística

Arco Norte amplia logística de grãos e fortalece exportações do Centro-Oeste

A expansão da infraestrutura de transporte na região Norte do Brasil vem aumentando a relevância do Arco Norte para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. Com novas rotas e investimentos em terminais, o corredor logístico amplia sua conexão com os mercados internacionais e ganha espaço como alternativa aos portos tradicionais do Sudeste.

Segundo o especialista em agronegócio Wladimir Melo, Miritituba, distrito de Itaituba, no Pará, está no centro desse processo de transformação da logística de grãos.

BR-163 reduz tempo de transporte até Miritituba

A consolidação da BR-163 contribuiu para melhorar a eficiência do corredor. O trajeto entre Sinop (MT) e Miritituba, que anteriormente levava cerca de 30 horas, passou a ser realizado em aproximadamente 18 horas.

A redução no tempo de viagem aumentou a competitividade da rota em relação às alternativas de escoamento pelos portos do Sudeste. Ao mesmo tempo, o crescimento do volume transportado passou a pressionar a infraestrutura disponível.

Durante os períodos de maior movimento da safra de grãos, o tráfego nas estações de transbordo evidencia a necessidade de novos investimentos para acompanhar o avanço da produção.

Capacidade do Arco Norte pode chegar a 30 milhões de toneladas

A expectativa é que a capacidade de escoamento da região aumente significativamente nos próximos anos. De acordo com Melo, o volume movimentado pode passar dos atuais 17 milhões para 30 milhões de toneladas em um horizonte de cinco anos.

A expansão deverá ser impulsionada principalmente pela implantação de novos terminais fluviais. Paralelamente, investimentos de concessionárias e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) contemplam obras como contornos rodoviários e novos acessos.

O objetivo dessas intervenções é melhorar o fluxo de cargas e retirar parte do tráfego de caminhões pesados das áreas urbanas.

Hidrovias ampliam alternativas para exportação

Empresas como a Hidrovias do Brasil e outras operadoras portuárias participam do processo de expansão do Corredor Norte. A utilização dos rios Tapajós e Amazonas também aumenta a importância estratégica da região para o transporte de commodities agrícolas.

Além de ampliar as opções de saída para a produção brasileira, a rota hidroviária pode contribuir para a redução dos custos logísticos. O corredor também permite encurtar o percurso marítimo até mercados da Europa e da Ásia em comparação com alternativas de exportação pelos portos de Santos e Paranaguá.

Corredor Norte ganha importância para o agronegócio

A expansão do Arco Norte representa uma mudança gradual na distribuição das exportações agrícolas brasileiras. Para os produtores, a ampliação das alternativas de transporte pode significar maior previsibilidade e melhores condições de escoamento.

Na avaliação de Melo, a descentralização também abre oportunidades para investidores interessados na expansão da infraestrutura logística ligada ao agronegócio brasileiro.

“O Brasil descentraliza suas exportações. Para o produtor, significa maior margem e previsibilidade. Para o investidor, significa posicionar capital onde a demanda é garantida e crescente pelas próximas décadas”, conclui.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sheila Flores

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