Agronegócio

Geopolítica pressiona custos do milho no Brasil e preocupa produtores

A geopolítica global passou a ter impacto direto sobre o custo de produção agrícola no país, especialmente na próxima safra de milho no Brasil e sorgo. A dependência de insumos importados e a instabilidade nas rotas internacionais elevam os riscos para produtores rurais.

O tema será destaque no 4º Congresso da Abramilho, marcado para o dia 13 de maio, em Brasília.

Dependência externa aumenta vulnerabilidade

Apesar de figurar entre os maiores produtores mundiais, o Brasil ainda depende fortemente do mercado externo para manter sua produção agrícola. Mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados.

Além disso, o setor também depende de países como a China para o fornecimento de defensivos agrícolas e até de parte do diesel usado nas operações no campo.

Essa estrutura torna o agronegócio brasileiro altamente sensível a oscilações externas.

Impactos imediatos no campo

A variação de preços deixou de ser apenas uma questão interna. Hoje, conflitos internacionais e tensões diplomáticas têm reflexo quase instantâneo no custo da produção.

Alterações no preço do petróleo ou interrupções em rotas comerciais impactam diretamente itens essenciais como:

  • fertilizantes importados
  • combustíveis agrícolas
  • insumos químicos

O resultado é o aumento do frete e das despesas operacionais para o produtor rural.

Congresso debate soluções e estratégias

Segundo representantes da Abramilho, o atual cenário exige uma abordagem estratégica. O objetivo do congresso é discutir alternativas para reduzir a exposição do setor às incertezas globais.

O encontro reunirá especialistas, autoridades e representantes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores.

Entre os temas em debate estão os impactos de acordos internacionais, como o tratado entre Mercosul e União Europeia.

Planejamento agrícola sob pressão

A intenção é construir propostas que possam orientar políticas públicas e ações do setor privado, buscando maior segurança para o produtor.

A discussão também pretende apontar caminhos práticos para o curto, médio e longo prazo, diante de um cenário marcado por instabilidade geopolítica e crescente pressão sobre os custos de produção.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria Abramilho

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul-UE em vigor: veja impactos para o Brasil, preços e economia

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia passou a valer de forma provisória na última sexta-feira (1º), após mais de duas décadas de negociações. A medida cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta e já começa a gerar efeitos na economia brasileira, com reflexos esperados em preços, exportações e investimentos. Com a entrada em vigor, o Brasil passa a ter acesso ampliado a um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, em economias que somam cerca de US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB).

Nesta fase inicial, mais de 80% dos produtos brasileiros exportados para a União Europeia passam a contar com tarifa de importação zerada, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A implementação completa, no entanto, será gradual e pode levar até 15 anos, dependendo do setor.

Preços podem cair para o consumidor

Entre os efeitos mais imediatos, está a possibilidade de redução no preço de produtos importados. Itens como vinhos, azeites, queijos e outros lácteos devem ficar mais acessíveis ao consumidor brasileiro. Além disso, o acordo pode facilitar a entrada de novas marcas no país, especialmente no segmento de produtos premium, como chocolates europeus. Outros setores também podem sentir impacto nos preços, incluindo veículos, medicamentos e insumos para o agronegócio, como máquinas e produtos veterinários.

No sentido inverso, o acordo favorece a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Itens do agronegócio, calçados, café solúvel, óleos vegetais e frutas frescas tendem a chegar à Europa com menos barreiras tarifárias. Produtos como carne bovina, aves e açúcar também entram no acordo, mas sujeitos a cotas e tarifas reduzidas.

Salvaguardas protegem agricultores europeus

A implementação do acordo foi destravada após a adoção de salvaguardas comerciais aprovadas pelo Parlamento Europeu no fim de 2025. Esses mecanismos permitem à União Europeia suspender temporariamente benefícios tarifários em caso de impacto significativo sobre produtores locais.

A medida foi defendida principalmente pela França, preocupada com a concorrência de produtos agrícolas do Mercosul.

Apesar das expectativas de queda nos preços, especialistas alertam que os efeitos não serão imediatos. Fatores como a taxa de câmbio e custos logísticos também influenciam os valores finais ao consumidor. Segundo analistas, o impacto mais relevante deve ocorrer de forma indireta, com a redução dos custos de produção no Brasil, impulsionada pela importação de máquinas e insumos mais baratos.

Crescimento econômico e investimentos

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que o acordo pode gerar aumento acumulado de 0,46% no PIB brasileiro até 2040, o equivalente a cerca de US$ 9,3 bilhões por ano.

Os investimentos também devem crescer, com projeção de alta de 1,49% no período. No comércio exterior, as importações tendem a crescer nos primeiros anos, podendo atingir um pico de US$ 12,8 bilhões em 2034. Já as exportações devem apresentar avanço contínuo, com ganho acumulado estimado em US$ 11,6 bilhões até 2040.

Regras ambientais e incertezas no curto prazo

Por ter caráter provisório, o acordo ainda pode passar por ajustes ao longo do tempo. Além disso, a manutenção dos benefícios está condicionada ao cumprimento de compromissos ambientais — uma exigência central da União Europeia. Esse cenário adiciona um nível de incerteza para empresas e investidores, especialmente no curto prazo.

Perspectiva global e ganhos para os blocos

A expectativa é que o acordo fortaleça as relações comerciais entre Europa e América do Sul, ampliando a competitividade das duas regiões em um cenário global marcado pela influência de grandes potências econômicas.

Projeções da Comissão Europeia indicam que as exportações do bloco europeu para o Mercosul podem crescer cerca de 50 bilhões de euros até 2040, enquanto os países sul-americanos podem ampliar suas vendas externas em até 9 bilhões de euros.

Fonte: BBC News Brasil e Ipea

Texto: Redação
Imagem: Arquivo ReConecta News

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Agronegócio

Agronegócio: Mapa e Câmara de Comércio dos EUA discutem expansão do comércio Brasil–Estados Unidos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu nesta terça-feira (28) representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos para debater oportunidades no agronegócio entre os dois países. A reunião ocorreu em Brasília (DF), na sede da Pasta.

Autoridades participam da abertura do encontro

A abertura contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares. O encontro reforçou o diálogo sobre o fortalecimento das relações comerciais no setor agropecuário.

Comércio agrícola e oportunidades estratégicas

Durante a reunião, foram discutidos temas como o fluxo comercial agropecuário, interesses bilaterais no setor agrícola e oportunidades relacionadas à ciência e tecnologia no agronegócio, além de biocombustíveis e outras áreas estratégicas.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, destacou o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e as negociações em andamento para ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado norte-americano.

EUA são principal parceiro do agro brasileiro

Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações do agronegócio do Brasil. Em 2025, o país exportou cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários para o mercado norte-americano. No mesmo período, as importações somaram aproximadamente US$ 1,05 bilhão.

Entre os principais produtos exportados estão café, carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e cacau.

Papel da Câmara de Comércio dos EUA

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce) é considerada a maior entidade empresarial do mundo, representando companhias norte-americanas e atuando na defesa de políticas voltadas ao crescimento econômico e ao comércio internacional.

O Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos, ligado à Câmara, é responsável por fortalecer a parceria econômica entre os dois países e ampliar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Internacional, Investimento

MBRF amplia unidade no Uruguai com investimento de US$ 70 milhões e aumenta produção de carne bovina

A MBRF inaugurou a ampliação de sua unidade de carne bovina no Uruguai, localizada em Tacuarembó. O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 70 milhões e marca a implementação, no país vizinho, do modelo de complexo industrial integrado já utilizado pela companhia no Brasil.

A iniciativa fortalece a estratégia de crescimento da empresa e amplia sua capacidade de atuação no mercado global de proteína animal.

Capacidade produtiva e industrialização crescem

Com a modernização, a unidade passou por aumento significativo na capacidade de produção, especialmente na área de produtos industrializados. A fabricação de hambúrgueres, por exemplo, deve saltar de 200 para 900 toneladas mensais.

O volume de abate também será ampliado, passando de 900 para 1.400 cabeças de gado por dia — crescimento de cerca de 40%. Com isso, a planta se torna a maior em capacidade de abate no país.

Além disso, a estrutura de pré-resfriamento foi expandida, elevando a capacidade de 1.800 para 2.800 animais, o que contribui para maior eficiência operacional.

Estratégia mira escala e eficiência

Segundo Marcos Molina, o modelo adotado permite ganhos em escala, padronização e segurança, facilitando o atendimento a diferentes mercados com mais agilidade.

A produção da unidade será destinada tanto ao mercado interno uruguaio quanto às exportações, reforçando a presença da companhia no comércio internacional.

Uruguai é considerado mercado estratégico

Para Miguel Gularte, o Uruguai oferece vantagens competitivas relevantes, como qualidade reconhecida da produção, rigor sanitário e amplo acesso a mercados externos — fatores que favorecem a expansão dos negócios.

A inauguração contou com a presença do presidente uruguaio Yamandú Orsi, além de executivos da empresa, evidenciando a importância do investimento para a economia local.

Histórico de negociações no país

Apesar do atual movimento de expansão, a atuação da empresa no Uruguai passou por desafios recentes. A Marfrig chegou a negociar a venda de ativos na região em acordo com a Minerva Foods, envolvendo plantas industriais em diferentes países da América do Sul.

No entanto, o processo enfrentou resistência regulatória no Uruguai, com análises prolongadas por parte da autoridade de defesa da concorrência local, o que acabou impedindo a conclusão da operação.

Investimento reforça estratégia regional

Com a ampliação da unidade em Tacuarembó, a MBRF consolida sua presença no país e reforça sua estratégia de crescimento na América do Sul, apostando em eficiência produtiva, expansão industrial e acesso a mercados internacionais.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Forbes

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Transporte

Ferrovia de Mato Grosso avança e lidera obras com investimento bilionário no Brasil

A Ferrovia de Mato Grosso (FTM), considerada a principal obra ferroviária em execução no país, já alcançou cerca de 73% de avanço físico. O projeto mantém um ritmo elevado, com média de aproximadamente 1 km de trilhos por dia, consolidando-se como destaque na expansão da infraestrutura logística brasileira.

Operada pela Rumo Logística, a ferrovia tem como objetivo melhorar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, reduzindo gargalos históricos no transporte.

Projeto bilionário e início parcial previsto para 2026

Com extensão total planejada de 743 quilômetros, a obra já soma investimentos próximos de R$ 5 bilhões. A previsão é que um primeiro trecho de 162 km entre em operação entre julho e setembro de 2026, marcando a fase inicial do empreendimento.

A iniciativa é estratégica para diminuir a dependência do transporte rodoviário, ainda predominante na região, especialmente em áreas com forte produção de grãos.

Integração com corredores de exportação

O traçado da ferrovia parte de Rondonópolis (MT) e avança em direção à BR-070, conectando regiões agrícolas a importantes rotas de exportação. A proposta inclui ligação com portos como Porto de Santos e Porto de Paranaguá, além de estruturas do Arco Norte.

A expectativa é reduzir custos logísticos em uma região onde cerca de 60% do transporte ainda depende de caminhões. Em polos produtivos próximos a Gaúcha do Norte, por exemplo, milhões de toneladas de grãos são escoadas exclusivamente por rodovias.

Financiamento e novos aportes previstos

Até o momento, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados na obra. Para 2026, está prevista a injeção de mais R$ 1 bilhão, completando o pacote de investimentos no primeiro trecho.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou financiamento de R$ 2 bilhões para viabilizar a construção inicial. A Rumo também projeta ampliar seus investimentos totais, podendo chegar a R$ 6,1 bilhões, com a FTM como principal foco de expansão.

Conexão com novos projetos ferroviários

A ferrovia integra um conjunto maior de iniciativas para o Centro-Oeste, incluindo a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. Com previsão de 888 km, a FICO ligará Goiás a Mato Grosso, mas ainda apresenta estágio inicial de execução.

A expectativa é que, no futuro, FTM e FICO formem um corredor contínuo conectado à Ferrovia Norte-Sul, ampliando a eficiência do transporte de cargas no país.

Prazo total e desafios do projeto

Apesar do avanço acelerado, a conclusão integral da ferrovia ainda depende de etapas regulatórias e ambientais. As estimativas indicam que os 743 km devem ser finalizados até 2030.

Mesmo com o cronograma de longo prazo, o ritmo atual da obra é considerado acima da média nacional, especialmente em um setor historicamente marcado por atrasos. A operação prevista para 2026 representa apenas a primeira fase, mas já deve trazer impactos relevantes para o agronegócio brasileiro.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Correio 24 Horas

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Agronegócio

Agro brasileiro amplia exportações e aposta em internacionalização na Feira Brasil na Mesa

Durante a Feira Brasil na Mesa, realizada na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou iniciativas voltadas à promoção comercial e à internacionalização do agro brasileiro. A palestra ocorreu na sexta-feira (24), reunindo especialistas e representantes do setor.

A coordenadora da área de relações internacionais do Mapa, Fabiana Maldonado, ressaltou que o diálogo com outros países é essencial para viabilizar a entrada de produtos brasileiros no mercado externo. Segundo ela, o ministério atua como mediador em negociações que envolvem tanto requisitos técnicos quanto acordos comerciais.

Exportações de frutas impulsionam presença internacional

Um dos destaques da apresentação foi o avanço das exportações da fruticultura brasileira. Dados do setor indicam que frutas como melão, manga, uva, banana e limão lideram as vendas ao exterior. No segmento da sociobiodiversidade, o açaí se mantém como principal produto exportado.

A diversidade agrícola do país também foi evidenciada no evento, com ênfase em produtos originários do Cerrado e da Amazônia. Além disso, há potencial para expansão das exportações de itens ainda pouco explorados internacionalmente, como cupuaçu, pequi e buriti.

Brasil entre os maiores produtores globais

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial de produção de frutas, ficando atrás apenas de China e Índia. Os principais destinos das exportações nacionais são a Europa e os Estados Unidos.

Com cerca de 600 mercados abertos para o agro, o país vem ampliando o acesso ao comércio exterior, diversificando a pauta exportadora e gerando impactos positivos na economia, como criação de empregos e desenvolvimento regional.

Capacitação e acesso à informação são desafios

Para fortalecer a presença internacional, o Mapa aposta em iniciativas como a Caravana do Agro Exportador, que promove capacitação por meio de seminários e workshops. O objetivo é preparar produtores e empresas para atender às exigências do mercado global.

A coordenadora destacou que exportar exige organização, qualidade e cumprimento de padrões sanitários. Para pequenos produtores, a atuação conjunta em cooperativas e associações pode facilitar o acesso aos mercados internacionais.

Além disso, o setor conta com ferramentas como plataformas digitais, rede de adidos agrícolas e ações de promoção em feiras e missões internacionais.

Feira reúne inovação e tecnologia no campo

A Feira Brasil na Mesa segue até sábado (25), com programação voltada à inovação agropecuária. O evento inclui exposições, palestras e demonstrações de tecnologias aplicadas à produção rural.

Entre os destaques estão novas cultivares agrícolas, como variedades de feijão, soja e sorgo, além de soluções voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade. Visitantes também podem participar de degustações, rodadas de negócios e atividades interativas, reforçando a conexão entre ciência, produção e sociedade.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Costa/Mapa

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Exportação

Produção de milho no Brasil sofre pressão de custos em meio a cenário geopolítico

No Dia Internacional do Milho, celebrado em 24 de abril, o Brasil reafirma sua posição como o terceiro maior produtor mundial do grão, mesmo diante de um cenário de pressão sobre custos e leve retração na safra.

De acordo com a Conab, a produção nacional em 2025/26 deve atingir 139,5 milhões de toneladas. O volume representa uma queda moderada em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas cerca de 141 milhões de toneladas, mas ainda mantém o país em patamar elevado no mercado global.

Mato Grosso lidera produção, mas registra queda

Principal polo da segunda safra de milho, o estado de Mato Grosso deve produzir 51,7 milhões de toneladas na temporada 2025/26, segundo estimativas do Imea.

O número indica uma redução de 6,7% em comparação ao ciclo anterior, quando a produção chegou a 55,4 milhões de toneladas, refletindo ajustes no ritmo produtivo regional.

Maior parte da produção fica no mercado interno

Apesar da forte presença no comércio internacional, cerca de dois terços do milho brasileiro são consumidos internamente. Desse total, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, enquanto 22% vão para a fabricação de etanol.

O restante abastece setores industriais diversos, com uso do grão na produção de medicamentos, tintas, plásticos biodegradáveis e até componentes industriais como pneus.

Custos de produção sobem com crise internacional

O setor enfrenta um aumento relevante nos custos de produção devido ao cenário geopolítico. O conflito no Oriente Médio impulsionou o preço da ureia, fertilizante essencial para o cultivo do milho, com altas que variam entre 30% e 50%.

Esse aumento pressiona produtores, especialmente aqueles que reduziram o uso de fertilizantes nitrogenados, o que pode impactar a produtividade das lavouras.

Exportações seguem fortes, apesar das incertezas

Segundo especialistas do setor, a área plantada não deve sofrer redução significativa, já que grande parte do cultivo foi realizada antes da escalada do conflito.

De acordo com Daniel Rosa, diretor técnico da Abramilho, o impacto nas exportações tende a ser temporário. O Irã, que respondeu por 22% das compras brasileiras de milho em 2025, deve retomar gradualmente o ritmo de importações até junho.

No ano passado, o país asiático foi o principal destino do milho brasileiro, com 9,08 milhões de toneladas, seguido por Egito e Vietnã.

Brasil mantém posição de destaque no mercado global

Mesmo com desafios logísticos e aumento de custos, o Brasil continua como o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos. A competitividade do setor segue apoiada na escala produtiva e na demanda internacional por grãos.

Congresso discute inovação e futuro do setor

As perspectivas para o agronegócio do milho serão tema do 4º Congresso Abramilho, marcado para 13 de maio em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor para discutir inovação, segurança alimentar e os impactos da geopolítica nos custos de produção.

A agenda também deve abordar soluções tecnológicas para aumentar eficiência e reduzir a pressão sobre os produtores diante do cenário global mais instável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em 13% até 2038, diz Alckmin

O acordo Mercosul-UE tem potencial para ampliar as exportações brasileiras em cerca de 13% até 2038, segundo projeção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A declaração foi feita pouco antes do início da vigência provisória do tratado, marcada para 1º de maio.

De acordo com o governo, a redução gradual de tarifas já começa com impacto relevante: aproximadamente 5 mil produtos terão imposto zerado logo na fase inicial, favorecendo o fluxo comercial entre os blocos.

Indústria pode ter crescimento ainda maior

O setor industrial brasileiro deve ser um dos principais beneficiados. A estimativa é de que as exportações da indústria cresçam até 26% com a implementação completa do acordo.

Entre os segmentos com ganhos imediatos estão frutas, açúcar, carne bovina, frango e maquinário, que devem se beneficiar da abertura de mercado e da redução de barreiras comerciais.

Entrada em vigor ainda é provisória

Apesar do início previsto, o acordo ainda enfrenta questionamentos dentro da União Europeia. Países como a França levaram o tema à Justiça europeia, o que mantém a aplicação em caráter provisório.

Mesmo assim, o cronograma de eliminação tarifária segue em andamento e deve ser concluído ao longo de até 12 anos.

Impacto inicial na balança comercial

Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) indicam que o acordo pode gerar um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,46% entre 2024 e 2040, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões.

Salvaguardas geram reação no setor agrícola

O acordo inclui mecanismos de proteção, como a possibilidade de suspender importações caso haja aumento superior a 5% em relação à média recente. A medida gerou preocupação no agronegócio brasileiro, que teme restrições adicionais.

Segundo o governo, no entanto, as regras são equilibradas e podem ser acionadas por ambos os lados em caso de distorções no comércio.

Mercosul amplia acordos comerciais

Após um período sem novos tratados, o Mercosul intensificou sua agenda internacional. Nos últimos anos, o bloco firmou acordos com países como Singapura e com o grupo europeu Efta.

Há ainda negociações em andamento com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além da possibilidade de ampliação do bloco, com o avanço da adesão da Bolívia e o interesse demonstrado pela Colômbia.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem no radar

Paralelamente ao acordo com a Europa, o Brasil busca avanços nas negociações com os Estados Unidos. Alguns setores, como aço, alumínio, cobre e automóveis, ainda enfrentam tarifas elevadas.

O país também é alvo de investigações comerciais norte-americanas, que podem resultar em novas tarifas. Representantes brasileiros já iniciaram diálogos para esclarecer os pontos questionados e evitar impactos negativos no comércio bilateral.

FONTE: Istoé
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

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Exportação

Exportação de arroz brasileiro ganha impulso com contrato internacional de 400 mil sacos

Após anos de dificuldades no setor, a exportação de arroz brasileiro ganha novo fôlego com um acordo firmado entre a Cooperja e a empresa agroindustrial Cemersa, de El Salvador. O contrato, com duração de 10 anos, prevê o fornecimento de grãos para países da América Central, como Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, El Salvador e Honduras.

A primeira remessa está programada para o início de maio, quando uma embarcação deixará o Brasil transportando cerca de 20 toneladas do produto, equivalente a aproximadamente 400 mil sacos de arroz.

Acordo traz alívio para setor em crise

O negócio é visto como estratégico para o setor orizícola, que enfrenta um cenário desafiador marcado por custos de produção elevados e excesso de oferta no mercado interno. A expectativa é que a ampliação das exportações contribua para equilibrar a relação entre oferta e demanda.

Representantes da cooperativa destacam que os estoques acumulados e a perspectiva de preços pressionados tornam a abertura de novos mercados essencial para a sustentabilidade da atividade.

Qualidade do arroz brasileiro atrai compradores

A escolha pelo produto brasileiro está diretamente ligada à sua qualidade e padrão produtivo. Segundo representantes da empresa estrangeira, o Brasil, especialmente a região Sul, se destaca pela produção eficiente e sustentável, o que atende às exigências do mercado internacional.

Além disso, a América Central enfrenta demanda crescente por alimentos básicos, reforçando o interesse na importação de arroz.

Negociação levou quase uma década

O acordo é resultado de tratativas iniciadas há cerca de oito anos, intermediadas por uma empresa especializada em comércio exterior de grãos. A estratégia, segundo os envolvidos, busca reduzir a dependência do mercado interno e garantir maior estabilidade para o produtor rural.

A iniciativa também sinaliza uma mudança de postura do setor, que passa a investir em planejamento de longo prazo e diversificação de mercados.

Possibilidade de ampliar exportações

Embora o foco inicial seja o envio de arroz para processamento industrial nos países parceiros, já há discussões sobre a exportação de arroz pronto para consumo, o que pode agregar valor ao produto brasileiro no exterior.

A expectativa é que, com o avanço do contrato, novos volumes sejam negociados, ampliando a presença do Brasil no mercado internacional de arroz.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: ND+

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Exportação

Exportação de fertilizantes da Indonésia mira Brasil e outros países em meio à demanda global

A exportação de fertilizantes da Indonésia entrou no radar de grandes mercados internacionais. O país asiático negocia o envio de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes para Brasil, Índia, Tailândia e Filipinas, conforme informou o secretário de gabinete indonésio.

O volume em discussão se soma a um acordo já concluído para exportação de 250 mil toneladas destinadas à Austrália, ampliando a presença do país no comércio global de insumos agrícolas.

Produção supera demanda interna

Dados oficiais indicam que a Indonésia possui capacidade relevante de produção. A fabricação de ureia no país chega a aproximadamente 7,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico gira em torno de 6,3 milhões de toneladas.

Esse excedente permite ao país atuar como fornecedor estratégico no mercado internacional de fertilizantes, especialmente em um cenário de maior instabilidade global.

Escassez global pressiona mercado

A busca por novos fornecedores ocorre em um contexto de escassez de fertilizantes, agravado por tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Países em desenvolvimento têm enfrentado dificuldades para garantir o abastecimento, o que eleva a importância de acordos comerciais como o negociado pela Indonésia.

Especialistas apontam que, apesar de ganhos recentes com a alta dos preços de petróleo e gás, esses benefícios tendem a ser temporários, mantendo o mercado global sob pressão.

Impacto para o agronegócio

Para países como o Brasil, um dos maiores consumidores de insumos agrícolas, a ampliação da oferta internacional pode ajudar a reduzir custos e garantir maior estabilidade no fornecimento. O acesso a novos parceiros comerciais é visto como essencial para sustentar a produtividade do agronegócio.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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