Transporte

Transporte de cargas no Brasil ainda depende das rodovias e reforça necessidade de diversificação logística

O transporte rodoviário de cargas continua sendo o principal modal logístico do Brasil, mas a forte concentração nas rodovias evidencia um dos maiores desafios para a competitividade da economia nacional. Dados do novo Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas mostram que os caminhões respondem por 68,5% da movimentação de cargas medida em tonelada-quilômetro.

Quando o critério é o valor financeiro das mercadorias transportadas, essa participação sobe para 84,3%, demonstrando a elevada dependência do país de um único sistema de transporte.

Malha rodoviária enfrenta problemas de conservação

Apesar de possuir mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias, o Brasil ainda apresenta uma infraestrutura desigual. Apenas cerca de 31 mil quilômetros estão sob concessão da iniciativa privada, justamente onde se concentram as estradas com melhores condições de tráfego, como ocorre em São Paulo.

Grande parte da malha pública enfrenta problemas de manutenção, conservação e investimentos insuficientes. O resultado aparece no aumento dos custos logísticos, no maior desgaste da frota, no consumo elevado de combustível, na ocorrência de acidentes e na perda de competitividade para diversos setores da economia.

Expansão do agronegócio amplia desafios logísticos

O crescimento da produção agrícola brasileira também evidencia as limitações da infraestrutura de transporte.

Enquanto o agronegócio amplia sua presença em novas regiões produtoras, especialmente nas áreas de expansão da fronteira agrícola, as obras de logística não acompanham esse ritmo. Em muitos casos, o escoamento das safras depende de rodovias em condições precárias, que se tornam ainda mais problemáticas durante os períodos de chuva.

Esse cenário dificulta o transporte da produção até portos, centros de distribuição e mercados consumidores, elevando custos e reduzindo a eficiência da cadeia logística.

Hidrovias e cabotagem aparecem como alternativas estratégicas

Especialistas apontam que o país possui potencial para reduzir sua dependência das rodovias por meio da ampliação de outros modais de transporte.

As hidrovias, favorecidas pela extensa rede de rios navegáveis, representam uma alternativa com menor custo operacional e menor impacto ambiental quando comparadas ao transporte rodoviário.

Outra opção é a cabotagem, modalidade que utiliza a navegação entre portos do próprio país. Embora tenha desempenhado papel importante na integração econômica brasileira ao longo da história, esse sistema permanece subaproveitado, em parte devido à redução da participação da marinha mercante nacional.

Integração entre modais é apontada como prioridade

Mais do que ampliar investimentos em um único tipo de infraestrutura, especialistas defendem a construção de uma estratégia nacional capaz de integrar rodovias, ferrovias, hidrovias, cabotagem e portos.

A ausência de um planejamento de longo prazo é apontada como um dos principais obstáculos para o desenvolvimento da logística brasileira. Ao longo das últimas décadas, decisões pontuais substituíram uma política integrada voltada ao crescimento econômico, à ocupação equilibrada do território e à preservação ambiental.

Planejamento é visto como caminho para aumentar a competitividade

Com dimensões continentais e forte vocação produtiva, o Brasil depende de uma matriz logística mais diversificada para reduzir custos e aumentar sua competitividade.

A integração entre diferentes modais permitiria aproveitar as vantagens de cada sistema de transporte, tornando o escoamento da produção mais eficiente e fortalecendo a conexão entre todas as regiões do país.

Além da ampliação da infraestrutura, especialistas defendem que o planejamento estratégico seja tratado como política de Estado, capaz de promover desenvolvimento sustentável, melhorar a logística nacional e impulsionar o crescimento econômico.

FONTE: Diálogos do Sul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikipédia

Ler Mais
Agronegócio

El Niño forte pode reduzir produtividade de soja, milho, café e laranja na safra 2026/27

O avanço de um El Niño de forte intensidade pode influenciar diretamente a produção agrícola brasileira durante a safra 2026/27. As projeções climáticas indicam que o fenômeno tem potencial para atingir a classificação de “muito forte” entre setembro e novembro, período que coincide com o início do plantio de importantes culturas no país.

Embora a intensidade definitiva ainda dependa de novas análises, especialistas acompanham a evolução do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que pode alcançar cerca de 2°C acima da média histórica, cenário característico de um El Niño muito forte.

O alerta foi apresentado pelo pesquisador do Observatório de Bioeconomia da FGV Agro e professor da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Assad, durante um encontro com jornalistas promovido pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS).

Segundo o pesquisador, a definição oficial sobre a intensidade do fenômeno deve ocorrer no fim de julho, mas os principais modelos climáticos internacionais apontam uma elevada probabilidade de fortalecimento nos próximos meses.

Impactos podem reduzir a produtividade agrícola

De acordo com Assad, episódios intensos de El Niño costumam provocar perdas importantes na produtividade das lavouras brasileiras.

Como referência, ele citou o ciclo 2024/25, quando os efeitos climáticos contribuíram para uma redução de até 10% na produção nacional, conforme dados da Conab. O pesquisador ressaltou que isso não representa perda total da safra, mas uma diminuição significativa no rendimento das culturas.

O período entre setembro e novembro concentra a maior preocupação dos especialistas, devido à combinação de temperaturas elevadas e irregularidade na distribuição das chuvas em diferentes regiões produtoras.

Soja, milho, café e laranja estão entre as culturas mais vulneráveis

Os impactos variam conforme a região do país. No Centro-Oeste e em parte da Região Norte, o calor intenso aliado ao déficit hídrico pode comprometer principalmente as lavouras de soja e milho.

No Sudeste, culturas permanentes como café e laranja aparecem entre as mais sensíveis às mudanças climáticas. A falta de água durante a florada, associada às altas temperaturas, pode provocar o abortamento das flores e reduzir significativamente o potencial produtivo.

Já na Região Sul, o cenário tende a ser diferente. A previsão é de excesso de chuvas acompanhado por temperaturas acima da média, condição que também pode causar prejuízos às lavouras.

Risco de replantio pode elevar os custos da safra

Outro fator de preocupação é o comportamento das chuvas durante o início do plantio da soja. O pesquisador da FGV Agro, Guilherme Soria Bastos Filho, explica que precipitações insuficientes ou concentradas em curtos períodos podem obrigar produtores a realizar o replantio das áreas cultivadas.

Além do aumento nos custos de produção, essa situação pode atrasar o calendário agrícola e comprometer a janela ideal para o cultivo do milho segunda safra, elevando os riscos para toda a cadeia de grãos.

O especialista lembra que situação semelhante ocorreu em 2023, quando aproximadamente três milhões de hectares de soja precisaram ser replantados.

Apesar das preocupações, Bastos destaca que os efeitos não serão uniformes em todo o território nacional. Em razão da dimensão continental do Brasil, algumas regiões podem registrar perdas, enquanto outras podem até apresentar ganhos de produtividade, reduzindo parte dos impactos nacionais.

Seguro rural e agricultura de baixo carbono ganham importância

Os pesquisadores defendem que o fortalecimento do seguro rural é uma das principais estratégias para reduzir os prejuízos financeiros causados por eventos climáticos extremos. No entanto, avaliam que a ferramenta ainda recebe investimentos abaixo do necessário dentro da política agrícola brasileira.

Outra medida considerada essencial é a ampliação das práticas de agricultura de baixo carbono, previstas no Plano ABC e incentivadas pelo Plano Safra.

Segundo Eduardo Assad, produtores que adotam tecnologias conservacionistas, como recuperação de áreas degradadas, sistemas integrados de produção, plantio de árvores e manejo sustentável do solo, apresentaram perdas significativamente menores durante eventos climáticos recentes.

Setor agrícola precisa ampliar capacidade de adaptação

Mesmo sem consenso científico de que as mudanças climáticas estejam aumentando a frequência do El Niño, os especialistas alertam que a intensificação dos eventos extremos exige maior capacidade de adaptação por parte da agropecuária brasileira.

A adoção de tecnologias sustentáveis, investimentos em gestão de riscos e planejamento climático são apontados como medidas fundamentais para aumentar a resiliência do setor diante dos desafios impostos pelo clima.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Fundecitrus

Ler Mais
Agronegócio

Tarifaço dos EUA preocupa indústria e agronegócio às vésperas de decisão sobre produtos brasileiros

A expectativa em torno do novo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros cresce com a proximidade do prazo final para a conclusão da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A definição sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% deve ocorrer nesta terça-feira (15) e pode provocar impactos significativos em setores estratégicos da economia brasileira.

Enquanto aguarda o desfecho, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém negociações com autoridades norte-americanas na tentativa de evitar prejuízos às exportações nacionais.

Governo busca diálogo antes da decisão

A estratégia do governo brasileiro é intensificar as tratativas diplomáticas com representantes dos Estados Unidos antes da conclusão da investigação baseada na Seção 301 da legislação comercial americana.

A expectativa é de que um grupo de trabalho entre os dois países se reúna com o chefe do USTR, Jamieson Greer, para discutir o tema e apresentar a posição brasileira. Nos últimos dias, o presidente Lula também reuniu ministros para definir a condução das negociações, mantendo a orientação de preservar o diálogo sem realizar concessões consideradas injustificadas.

Indústria prevê impacto bilionário nas exportações

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que cerca de 4,1 mil produtos brasileiros poderão ser afetados caso as novas tarifas sejam implementadas. O volume corresponde a aproximadamente US$ 14,9 bilhões em exportações destinadas ao mercado norte-americano.

Segundo a entidade, a carga tributária sobre determinados produtos pode alcançar 37,5%, resultado da combinação da tarifa adicional de 25% com outra sobretaxa de 12,5%, relacionada a uma investigação americana sobre trabalho forçado envolvendo diversos países.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a medida ameaça uma relação comercial construída ao longo de décadas e pode elevar custos tanto para empresas quanto para consumidores dos dois países, além de comprometer cadeias produtivas integradas.

Agronegócio também calcula perdas

O agronegócio brasileiro está entre os segmentos que podem sofrer impactos relevantes. Estudo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) estima que cerca de US$ 4,2 bilhões em exportações do setor poderão ser atingidos diretamente pelas novas tarifas.

Mesmo com alguns produtos incluídos na lista de exceções, aproximadamente 36,8% das vendas do agronegócio para os Estados Unidos continuam sujeitas à sobretaxa.

Entre as cadeias produtivas mais expostas estão os produtos florestais, o sebo bovino, o complexo sucroalcooleiro e o café solúvel, que movimentou cerca de US$ 1 bilhão em exportações em 2025.

Por outro lado, itens como carne bovina, café verde e suco de laranja ficaram fora da relação inicial de produtos tarifados.

Setor madeireiro contesta proposta americana

Representantes da indústria de madeira afirmam que os produtos brasileiros não competem diretamente com a produção dos Estados Unidos e exercem papel complementar no abastecimento do mercado americano.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) apresentou defesa técnica ao governo dos EUA, argumentando que as exportações brasileiras atendem demandas específicas da indústria norte-americana e ajudam a suprir o mercado local.

Empresas apostam na ampliação da lista de exceções

Embora representantes do setor produtivo considerem pouco provável o adiamento ou a suspensão das novas tarifas, existe expectativa de que o governo americano amplie a relação de produtos isentos da sobretaxa.

Durante as audiências promovidas pelo USTR, entidades brasileiras defenderam que a manutenção das importações favorece a competitividade da indústria dos Estados Unidos e evita aumento de custos para empresas e consumidores.

Entidades defendem solução negociada

A Amcham Brasil, a CNI e a U.S. Chamber of Commerce encaminharam um documento conjunto aos governos brasileiro e norte-americano defendendo uma solução baseada no diálogo.

As entidades sustentam que negociações comerciais tendem a gerar benefícios mais duradouros do que a adoção de barreiras tarifárias, fortalecendo a cooperação econômica, a competitividade das empresas e a geração de empregos em ambos os países.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Agronegócio

Governo prioriza desembarque de fertilizantes nos portos para garantir abastecimento do agronegócio

O governo federal anunciou, na quinta-feira (9), uma série de medidas para dar prioridade ao desembarque de fertilizantes nos portos brasileiros. A iniciativa ocorre em meio aos desafios enfrentados pela cadeia logística internacional, agravados pelo conflito no Oriente Médio, que tem afetado o abastecimento de insumos agrícolas fundamentais para a produção nacional.

Estratégia foi debatida entre ministérios

A decisão foi discutida em reunião entre os ministérios da Agricultura e Pecuária e de Portos e Aeroportos. Durante o encontro, representantes das duas pastas avaliaram alternativas para agilizar a atracação e o descarregamento de embarcações que transportam fertilizantes minerais, com foco na eficiência da logística portuária.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a medida contempla produtos como fertilizantes nitrogenados, fertilizantes fosfatados e cloreto de potássio, considerados essenciais para o setor agropecuário.

Brasil depende das importações de fertilizantes

As discussões também levaram em conta a elevada dependência brasileira do mercado externo. Atualmente, cerca de 93% dos fertilizantes importados consumidos no país têm origem no exterior, tornando o abastecimento mais vulnerável a crises internacionais e gargalos logísticos.

Segundo o ministério, a solicitação para priorizar essas cargas já foi encaminhada oficialmente pelo Mapa. A expectativa é que as autoridades portuárias e os portos organizados recebam orientações para dar preferência à atracação de navios que transportam fertilizantes.

Priorização não altera fiscalização

O governo ressaltou que a prioridade no desembarque terá caráter exclusivamente administrativo. Dessa forma, não haverá qualquer flexibilização dos procedimentos de fiscalização sanitária, fitossanitária, aduaneira ou dos controles de qualidade aplicados às cargas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

Ler Mais
Exportação

Exportação de algodão em pluma cresce 13,6% e Mato Grosso embarca quase 2 milhões de toneladas

As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso seguem em ritmo recorde na safra 2024/25. Entre agosto de 2025 e junho de 2026, o estado embarcou 1,97 milhão de toneladas da fibra para o mercado internacional, volume 13,57% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

Os dados mostram que a China permanece como o principal destino da produção mato-grossense, consolidando sua posição como maior compradora da fibra produzida no estado.

Junho registra maior volume da série histórica para o mês

Somente em junho, Mato Grosso exportou 154,18 mil toneladas de algodão em pluma. Embora o resultado represente uma queda de 20,7% em relação a maio, houve um crescimento expressivo de 66,38% na comparação com junho de 2025.

Segundo os números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), esse foi o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica.

China amplia compras de algodão brasileiro

Ao longo da safra, a China importou 389,2 mil toneladas de algodão em pluma provenientes de Mato Grosso, respondendo por 19,75% de todas as exportações do estado.

Na comparação com a temporada 2023/24, as aquisições chinesas cresceram 53,97%, reforçando a presença do produto brasileiro no mercado asiático.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o avanço nas compras foi impulsionado pela maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta para exportação.

O instituto também destaca que Mato Grosso foi responsável por mais da metade de todo o algodão brasileiro destinado ao mercado chinês durante o período analisado.

Bangladesh, Turquia e Vietnã completam ranking dos principais destinos

Além da China, outros importantes mercados ampliaram a demanda pela fibra produzida em Mato Grosso.

Bangladesh aparece como o segundo maior comprador, com 359,5 mil toneladas importadas. Na sequência estão a Turquia, com 302,06 mil toneladas, e o Vietnã, que adquiriu 237,03 mil toneladas ao longo da safra.

O desempenho confirma a força do algodão brasileiro no comércio internacional e reforça o protagonismo de Mato Grosso como principal estado exportador da commodity.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

Ler Mais
Informação

Ferrovia Norte-Sul terá leilões de terminais em setembro, prevê Infra S.A.

A Infra S.A. estima realizar em setembro os leilões de cinco terminais logísticos localizados na Ferrovia Norte-Sul, em Tocantins. A informação foi confirmada pelo diretor de Empreendimentos da estatal, André Ludolfo, que destacou o avanço do processo de concessão voltado à ampliação da participação da iniciativa privada na infraestrutura ferroviária brasileira.

Os projetos fazem parte da estratégia do governo federal para fortalecer os corredores logísticos utilizados no transporte da produção agrícola, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Matopiba.

Consulta pública segue aberta para contribuições

Antes da publicação dos editais, a estatal mantém abertas as consultas públicas dos empreendimentos. Estão em análise dois terminais destinados ao armazenamento e movimentação de granéis agrícolas, localizados nos municípios de Porto Nacional e Palmeirante, ambos em Tocantins.

Também integram o pacote três terminais voltados ao transporte de granéis líquidos, instalados no complexo ferroviário do Pátio de Integração Multimodal de Porto Nacional. As estruturas atendem à movimentação de combustíveis como diesel, biodiesel, gasolina e etanol.

As sugestões de investidores, operadores logísticos, usuários da ferrovia e demais interessados poderão ser enviadas até 17 de julho para os terminais agrícolas e até 24 de julho para os empreendimentos destinados aos granéis líquidos.

Terminais são considerados estratégicos para o agronegócio

Os ativos estão inseridos em uma das principais rotas de escoamento da produção agrícola brasileira. A Ferrovia Norte-Sul conecta importantes polos produtores do Centro-Oeste e da região do Matopiba, formada por Tocantins e áreas do Maranhão, Piauí e Bahia.

Segundo as estimativas da Infra S.A., os contratos dos terminais de granéis líquidos poderão gerar aproximadamente R$ 674 milhões em receitas durante o período de concessão. Já os terminais agrícolas têm potencial estimado em cerca de R$ 92 milhões ao longo da vigência contratual.

Novas concessões vão modernizar contratos

Embora os cinco terminais já estejam em operação, os contratos atuais estão próximos do encerramento, o que motivou a realização de novas licitações.

De acordo com André Ludolfo, a atualização dos contratos permitirá incorporar modelos mais modernos de gestão, ampliar a segurança jurídica para investidores e operadores e aperfeiçoar os mecanismos de remuneração da estatal.

O diretor ressaltou ainda que a continuidade das operações está garantida durante o processo de transição. Caso um novo operador assuma algum dos ativos, será estabelecido um período de adaptação para evitar interrupções na movimentação de cargas.

Infra S.A. prepara oferta permanente de novas áreas

Além das concessões já previstas, a estatal trabalha na criação de uma oferta pública permanente de áreas destinadas à implantação de novos terminais ferroviários do tipo greenfield, ampliando o portfólio atualmente composto por ativos já existentes, conhecidos como brownfield.

A proposta permitirá que empresas interessadas avaliem oportunidades de investimento de forma contínua, sem depender da abertura de editais específicos para cada área disponível.

Planejamento segue independentemente do calendário eleitoral

A Infra S.A. afirma que o cronograma de projetos permanece inalterado e segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério dos Transportes.

Entre as prioridades estão a estruturação dos novos terminais em Tocantins, o desenvolvimento da FICO (Ferrovia de Integração Centro-Oeste), da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e os estudos para a futura concessão da Ferrovia Açailândia-Barcarena.

Segundo a estatal, eventuais mudanças de governo poderão resultar em novas orientações estratégicas, mas, até o momento, a expectativa é manter o andamento normal dos projetos já previstos na carteira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Ler Mais
Comércio Internacional

Tarifas dos EUA sobre o Brasil podem ampliar espaço da China no mercado americano, alertam empresas

Representantes da indústria brasileira defenderam, durante audiências realizadas no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros pode gerar um efeito contrário ao esperado: fortalecer a presença da China e de outros concorrentes no mercado norte-americano.

A avaliação foi apresentada por entidades empresariais que participaram do segundo dia de debates sobre a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre determinados produtos importados do Brasil, sob a justificativa de supostas práticas comerciais consideradas desleais.

Setor de máquinas teme perda de mercado para concorrentes asiáticos

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) argumentou que uma eventual sobretaxa reduziria a competitividade das empresas brasileiras e abriria espaço para fornecedores estrangeiros.

Segundo Patrícia Gomes, diretora-executiva de Mercados Externos da entidade, em alguns segmentos a China seria a principal beneficiada, enquanto, em outros casos, países como Índia e Coreia do Sul também poderiam substituir os produtos brasileiros.

A associação destacou ainda que boa parte das máquinas exportadas pelo Brasil possui características específicas, sendo fabricadas sob encomenda e atendendo rigorosos padrões de certificação, o que dificulta uma substituição imediata por outros fornecedores.

Outro argumento apresentado ao USTR foi a falta de capacidade da indústria norte-americana para suprir integralmente a demanda por diversos equipamentos atualmente importados do Brasil.

Comércio entre empresas do mesmo grupo pode ser afetado

A Abimaq informou que cerca de 82% das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos em 2024 ocorreram entre empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, envolvendo companhias brasileiras com operações nos Estados Unidos e empresas norte-americanas instaladas no Brasil.

Na avaliação da entidade, uma nova tarifa prejudicaria investimentos dos dois lados, além de comprometer cadeias produtivas integradas.

A associação também lembrou que os Estados Unidos registram um superávit de aproximadamente US$ 1,2 bilhão na balança comercial bilateral desse segmento.

Indústria calçadista defende diversificação de fornecedores

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) ressaltou que o Brasil representa uma alternativa estratégica para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação aos fornecedores asiáticos.

Atualmente, o mercado norte-americano consome mais de 2 bilhões de pares de calçados por ano, enquanto sua produção doméstica responde por apenas cerca de 1% dessa demanda. A China lidera as exportações para os EUA, com participação próxima de 48%.

Para a entidade, uma tarifa adicional elevaria os custos para importadores, reduziria a diversidade de fornecedores e ampliaria a concentração das compras em mercados já dominantes.

Audiências tiveram caráter técnico

O advogado Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, avaliou que as audiências ocorreram em um ambiente técnico, com foco na apresentação de documentos, estatísticas e esclarecimentos sobre os impactos econômicos das medidas.

Segundo relatos de participantes, embora os argumentos brasileiros tenham sido bem recebidos, a tendência é que o USTR apenas ajuste parte das informações do processo, mantendo a possibilidade de adoção de novas tarifas. A decisão final, no entanto, dependerá do governo do presidente Donald Trump.

Setor cafeeiro pede manutenção da isenção

As entidades que representam a cadeia do café brasileiro solicitaram que o governo norte-americano mantenha a isenção tarifária para o café verde, torrado, moído e estenda o benefício também ao café solúvel.

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) destacou que o produto é utilizado em diversos segmentos da indústria alimentícia dos Estados Unidos, como bebidas prontas, panificação, confeitaria e laticínios.

A entidade afirmou ainda que o Brasil responde por cerca de 22% das importações americanas de café solúvel e alertou que uma tarifa de 25% elevaria custos para empresas e consumidores.

Segundo a Abics, Brasil e México concentram quase 60% das importações norte-americanas do produto, sendo que o café mexicano apresenta preços significativamente superiores ao brasileiro.

Mel orgânico também preocupa exportadores

A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) afirmou que o Brasil fornece aproximadamente 75% do mel orgânico importado pelos Estados Unidos, mercado no qual praticamente não existe produção local.

Atualmente o produto já é tributado em 12,5%. Caso a nova tarifa seja confirmada, a carga total chegaria a 37,5%.

O setor argumentou que a importação do mel brasileiro movimenta toda a cadeia econômica norte-americana e recebeu apoio de empresas dos próprios Estados Unidos durante as audiências.

Arroz e agronegócio destacam impactos econômicos

Representantes da indústria do arroz alertaram que uma eventual sobretaxa afetaria pequenas e médias empresas norte-americanas voltadas ao mercado latino, além de elevar custos logísticos e pressionar os preços ao consumidor.

Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou dados indicando redução de 56% no desmatamento da Amazônia Legal entre 2011 e 2025, contestando críticas sobre práticas ambientais atribuídas ao agronegócio brasileiro.

Etanol entra na pauta das discussões

No setor de biocombustíveis, o governo dos Estados Unidos sustenta que o Brasil dificulta a entrada do etanol norte-americano por meio de tarifas.

Em resposta, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou que a tributação brasileira segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não configura medida discriminatória.

Já a União Nacional do Etanol de Milho (Unem) atribuiu a perda de participação do etanol dos EUA no mercado brasileiro a fatores como câmbio, custos logísticos e ao crescimento da produção nacional.

Decisão será conhecida nos próximos dias

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos deverá concluir a investigação e anunciar sua decisão até 15 de julho. O resultado poderá definir o futuro das exportações brasileiras para o mercado norte-americano e influenciar diversos setores da indústria e do agronegócio.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Exportação

Exportação de carne suína do Brasil cresce 10% no primeiro semestre de 2026

As exportações de carne suína brasileiras mantiveram ritmo positivo ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 794,2 mil toneladas do produto, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 722 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além do aumento no volume embarcado, o setor também registrou crescimento nas receitas obtidas com as vendas ao mercado externo.

Receita com exportações supera US$ 1,8 bilhão

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a receita gerada pelas exportações brasileiras de carne suína alcançou US$ 1,859 bilhão, resultado 7,9% maior que os US$ 1,723 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, o mês de junho apresentou retração. Os embarques somaram 132,4 mil toneladas, uma redução de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

A receita também recuou no período, totalizando US$ 312,8 milhões, queda de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano anterior.

Filipinas lideram entre os principais compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com importações de 23,5 mil toneladas.

Na sequência aparecem o Japão, com 17,2 mil toneladas, o Chile, com 11,7 mil toneladas, a China, com 11,4 mil toneladas, e Hong Kong, que adquiriu 8 mil toneladas do produto.

Entre os demais mercados de destaque estão o México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas).

Santa Catarina segue na liderança das exportações

No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional em junho, com 65,2 mil toneladas embarcadas para o mercado internacional.

O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição, com 31,4 mil toneladas exportadas, seguido pelo Paraná, com 20,7 mil toneladas.

Também figuram entre os principais estados exportadores Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, que embarcou 4 mil toneladas no período.

O desempenho reforça a competitividade da suinocultura brasileira no mercado internacional, sustentada pela diversificação de destinos e pela demanda crescente de importantes mercados consumidores.

FONTE: Boca Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Importação

Importação de morangos bate recorde no Brasil e preocupa produtores nacionais

As importações de morangos atingiram um novo recorde no Brasil em 2025. O país comprou 42,1 mil toneladas da fruta no mercado internacional, maior volume registrado na série recente, aumentando a concorrência com a indústria nacional de derivados e acendendo um alerta entre os produtores brasileiros.

Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Brasil gastou US$ 44,7 milhões com compras externas

De acordo com o levantamento, elaborado com base nas estatísticas do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil desembolsou US$ 44,7 milhões na aquisição de morangos em 2025. O preço médio pago foi de US$ 1.062 por tonelada.

A maior parte das importações foi composta por morango congelado, responsável por aproximadamente 42 mil toneladas. Já as compras de morango preparado ou conservado totalizaram 97,8 toneladas, enquanto a importação da fruta fresca foi praticamente irrelevante, somando apenas 38 quilos durante todo o ano.

Crescimento das importações acelerou nos últimos anos

O estudo mostra que o avanço das compras externas ganhou força a partir de 2023. Entre 2016 e 2022, o volume importado variou entre 4,3 mil e 8,5 mil toneladas por ano.

Em 2023, as importações saltaram para 18,5 mil toneladas. No ano seguinte, chegaram a 34 mil toneladas e, em 2025, alcançaram o recorde histórico de 42,1 mil toneladas.

O crescimento expressivo evidencia uma mudança no mercado brasileiro de morangos, especialmente no segmento destinado ao processamento industrial.

Egito lidera exportações para o mercado brasileiro

O Egito consolidou-se como o principal fornecedor de morangos ao Brasil, respondendo por 83,4% do volume importado e por 80,3% do valor total das compras realizadas em 2025.

Na sequência aparecem a China, com participação de 12,4% do volume e 13,3% do valor negociado. Outros 12 países também exportaram morangos para o mercado brasileiro, porém em quantidades significativamente menores.

O avanço egípcio chama a atenção. Em 2018, o país africano havia enviado apenas 45,6 toneladas da fruta ao Brasil, representando somente 0,9% das importações daquele ano. Na época, China, Argentina e Chile concentravam boa parte das vendas ao mercado brasileiro.

Setor produtivo teme aumento da concorrência

Na avaliação dos técnicos do Deral, a forte entrada de morangos importados, principalmente do Egito, tem aumentado a pressão sobre os produtores nacionais.

Segundo o boletim, os preços praticados pelos produtos importados competem diretamente com os derivados de morango fabricados no Brasil, reduzindo a rentabilidade da cadeia produtiva e dificultando novos investimentos no setor.

A entidade destaca que esse cenário gera preocupação quanto à competitividade da produção nacional e ao futuro da atividade, diante do avanço contínuo das importações.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Agronegócio

Abate de bovinos no Brasil chega a 2,44 milhões em junho, com Mato Grosso na liderança

O abate de bovinos no Brasil manteve ritmo elevado em junho de 2026. Dados do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF), vinculado ao Ministério da Agricultura, mostram que os frigoríficos sob inspeção federal processaram 2,44 milhões de cabeças em todo o país durante o mês.

O desempenho reforça a força da pecuária brasileira, embora os números revelem cenários distintos entre os principais estados produtores.

Mato Grosso concentra maior volume de abates

Principal produtor nacional de carne bovina, Mato Grosso liderou o ranking com 551,7 mil bovinos abatidos em junho.

Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil cabeças, e Mato Grosso do Sul, que registrou 286,2 mil animais enviados aos frigoríficos.

O grupo dos maiores produtores ainda inclui São Paulo, com 265,9 mil bovinos abatidos, seguido por Rondônia, com 257,6 mil, e Pará, que contabilizou 220,9 mil cabeças.

Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de animais abatidos, praticamente metade de todo o volume registrado pelo sistema federal no período.

Mato Grosso registra semestre recorde

Além da liderança mensal, Mato Grosso também alcançou um desempenho histórico no acumulado do ano.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que, entre janeiro e junho, o estado abateu 3,65 milhões de bovinos, crescimento de 3,58% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e o maior volume já registrado para um primeiro semestre.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento no abate de machos, que cresceu 13,05% e atingiu 1,81 milhão de cabeças. Já o processamento de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais.

Segundo o instituto, esse movimento reflete uma nova fase do ciclo pecuário, marcada pela menor participação de matrizes nos frigoríficos e maior disponibilidade de animais terminados para o mercado.

Outro fator que sustentou a atividade foi a demanda internacional, especialmente da China, que intensificou as compras antes do preenchimento da cota tarifária destinada às exportações brasileiras.

Para o segundo semestre, no entanto, o mercado deverá acompanhar os efeitos da redução desse ritmo de embarques, além da expectativa de menor oferta de animais prontos para o abate.

Mato Grosso do Sul apresenta retração

Ao contrário de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul registra sinais de desaceleração na atividade.

Dados acompanhados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, praticamente o mesmo volume observado em abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Nos cinco primeiros meses de 2026, o estado acumulou 1,38 milhão de cabeças abatidas, representando uma queda de 4,4% na comparação anual.

A redução também atingiu o abate de fêmeas, que somou 636,9 mil animais entre janeiro e maio, retração de 4,3%. As vacas responderam por cerca de 46% de todo o volume processado no período.

Segundo a entidade, a menor oferta de animais está relacionada, entre outros fatores, à retenção de matrizes pelos pecuaristas, movimento característico de determinadas fases do ciclo da pecuária.

Rio Grande do Sul também reduz ritmo dos frigoríficos

No Rio Grande do Sul, os dados do Fundesa apontam perda de intensidade na atividade industrial ao longo do primeiro semestre.

O número de bovinos abatidos caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária de processamento também apresentou recuo, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho.

O comportamento do mercado gaúcho difere do observado no Centro-Oeste, refletindo uma oferta mais restrita de animais e ajustes realizados pelos frigoríficos diante das condições atuais do setor.

Mercado acompanha diferentes fases do ciclo pecuário

Embora o abate de bovinos siga elevado no cenário nacional, os indicadores mostram que cada região atravessa momentos distintos do ciclo pecuário.

Enquanto estados como Mato Grosso mantêm oferta elevada e forte demanda das indústrias, outras regiões registram menor disponibilidade de animais e redução na atividade dos frigoríficos, cenário que pode influenciar o comportamento da produção e dos preços da carne bovina ao longo dos próximos meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Matta

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook