Portos

Porto de Santos registra melhor janeiro em três anos e movimenta 12,7 milhões de toneladas

O Porto de Santos iniciou 2026 com desempenho histórico. Em janeiro, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 12,7 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e avanço de 6,8% sobre o recorde anterior, alcançado em 2024.

O volume reforça o papel estratégico do terminal para a logística nacional e para o escoamento da produção brasileira no mercado internacional.

Movimentação de contêineres e aumento nas atracações

Além do crescimento no volume total de cargas, a operação de contêineres também impulsionou os resultados. No período, foram movimentados 467 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

O número de atracações registrou alta de 2,5% na comparação com janeiro do ano passado, indicando maior dinamismo operacional e ampliação da capacidade de atendimento do porto.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados demonstram a consolidação de investimentos estruturais no setor. Ele destacou que o desempenho do Porto de Santos reflete planejamento, segurança jurídica e visão estratégica de longo prazo, fatores que fortalecem a competitividade do país.

Agronegócio lidera crescimento das cargas

O avanço nos números de janeiro foi puxado principalmente pelo agronegócio. O açúcar apresentou recuperação expressiva, com 1,57 milhão de toneladas embarcadas, crescimento de 36,8%, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Já o complexo soja — que inclui grãos e farelo — registrou aumento de quase 80% em comparação com 2025, totalizando 1,56 milhão de toneladas embarcadas, impulsionado pela oferta disponível e pela demanda externa aquecida.

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os resultados confirmam que o desempenho consistente do porto é fruto de planejamento e investimentos contínuos, e não de fatores pontuais.

Ampliação da área do Porto de Santos fortalece expansão

No início de fevereiro, o Ministério de Portos e Aeroportos oficializou a revisão da área do Porto Organizado de Santos, ampliando a zona portuária em 17,2 milhões de metros quadrados.

A medida cria condições para expansão estruturada, aumento da capacidade operacional e atração de novos investimentos. De acordo com o ministério, a incorporação da nova área permite preparar o porto para atender à demanda futura do comércio exterior brasileiro.

A Autoridade Portuária destaca que a ampliação reforça a expectativa de novos recordes nos próximos anos.

Maior porto da América Latina mantém protagonismo

O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina e um dos principais hubs logísticos do mundo. Conecta o Brasil a mais de 600 mercados internacionais, com atuação estratégica no transporte de granéis sólidos, líquidos e carga conteinerizada.

Em 2025, o terminal movimentou mais de 186 milhões de toneladas, respondendo por parcela relevante da movimentação portuária nacional.

Fonte: Porto de Santos

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: MPOR / VOSMAR ROSA

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Exportação

Exportações de pulses do Brasil avançam 30% em 2025 e atingem US$ 448 milhões

As exportações de pulses do Brasil cresceram 30% em 2025 na comparação com o ano anterior, somando US$ 448,1 milhões em receita. O desempenho reforça a relevância do país no comércio internacional de leguminosas, especialmente do feijão, principal item da pauta.

Feijões dominam embarques ao exterior

Os feijões secos concentraram mais de 98% do valor total exportado em 2025, consolidando a liderança do produto nas vendas externas. Em seguida aparecem as ervilhas preparadas ou conservadas, com US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que alcançaram US$ 859,9 mil.

O avanço nas exportações ocorre em um cenário de estabilidade produtiva. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, o feijão permanece como a principal pulse cultivada no país na safra 2025/26. A estimativa é de produção superior a 3 milhões de toneladas, crescimento de 0,5% em relação ao ciclo anterior.

Importância nutricional e reconhecimento internacional

As pulses — grupo que inclui feijões, ervilhas, lentilhas e grão-de-bico — têm peso significativo na alimentação global. Em 2016, a Organização das Nações Unidas instituiu 10 de fevereiro como o Dia Mundial das Pulses, com o objetivo de estimular a produção e o consumo desses alimentos ricos em proteínas e fibras.

No Brasil, o feijão ocupa lugar central na dieta da população. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, políticas públicas e incentivos ao produtor rural têm buscado fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a presença do país no mercado externo.

Regras sanitárias e certificação para exportação

Para acessar o mercado internacional, estabelecimentos que processam, armazenam ou transportam produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam cumprir os critérios higiênico-sanitários previstos na Instrução Normativa nº 23/2020.

O Ministério da Agricultura e Pecuária também pode fiscalizar exigências específicas estabelecidas por países importadores. Um dos requisitos centrais é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), documento que atesta conformidade com os padrões sanitários acordados.

Fiscalização garante qualidade e rastreabilidade

A Secretaria de Defesa Agropecuária acompanha inspeções higiênico-sanitárias e tecnológicas sempre que há exigência de certificação internacional. O órgão também realiza coletas de amostras em unidades de beneficiamento e empacotamento para verificar a classificação fiscal e o cumprimento dos padrões oficiais.

Entre os produtos mais fiscalizados estão o feijão-comum e o feijão-de-corda, assegurando qualidade, padronização e rastreabilidade. O controle contribui para a proteção do consumidor e para a consolidação da imagem do Brasil como fornecedor confiável de pulses no mercado global.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Agronegócio

Esmagamento de soja em Mato Grosso cresce 15% e atinge recorde histórico em janeiro

O esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou 968,43 mil toneladas em janeiro, estabelecendo um novo recorde para o período, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O volume representa avanço de 15,17% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, consolidando o melhor desempenho já registrado para janeiro na série histórica do instituto.

Expansão da capacidade industrial impulsiona resultado

De acordo com o Imea, o crescimento está diretamente ligado à ampliação da capacidade de processamento industrial, que aumentou 13,95% no estado.

Além disso, o avanço da colheita garantiu maior disponibilidade de soja no mercado interno, favorecendo o ritmo das indústrias esmagadoras.

Biodiesel amplia demanda por óleo de soja

Outro fator determinante foi o impacto da política de mistura obrigatória de biodiesel. Desde agosto de 2025, entrou em vigor o percentual de 15% de biodiesel no diesel (B15), medida que elevou a procura por óleo de soja, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível no Brasil.

O aumento da demanda reforçou o desempenho da cadeia produtiva e contribuiu para o resultado expressivo registrado no início do ano.

Margem de esmagamento registra forte alta

O levantamento também aponta melhora significativa na rentabilidade do setor. A margem bruta de esmagamento em Mato Grosso fechou janeiro com média de R$ 658,52 por tonelada, avanço de 32,01% em relação a dezembro de 2025.

O cenário combina maior demanda, ampliação da estrutura industrial e oferta consistente da matéria-prima, fortalecendo a agroindústria no principal estado produtor de soja do país.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de milho em janeiro: Mato Grosso concentra 67,56% dos embarques brasileiros

O estado de Mato Grosso liderou as exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026, sendo responsável por 67,56% de todo o volume embarcado pelo país no período.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 4,25 milhões de toneladas do cereal no primeiro mês do ano. Desse total, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem em território mato-grossense.

Crescimento nas vendas externas de milho

O desempenho representa avanço significativo frente ao mesmo período do ano passado. Em janeiro de 2025, Mato Grosso havia exportado 1,74 milhão de toneladas de milho, volume 46,02% inferior ao registrado agora.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, o resultado de 2026 também é superior: alta de 8,39%, consolidando o estado como protagonista nas vendas externas do agronegócio brasileiro.

Principais destinos do milho mato-grossense

Ao longo de janeiro, o milho de Mato Grosso foi embarcado para 28 países. O principal comprador foi o Vietnã, que adquiriu 577,97 mil toneladas.

Na sequência aparecem:

  • Egito: 459,60 mil toneladas
  • Irã: 442,47 mil toneladas
  • Argélia: 335,3 mil toneladas
  • Marrocos: 142,47 mil toneladas

Os números evidenciam a forte presença de mercados asiáticos e do Norte da África entre os principais destinos do cereal brasileiro.

Demanda internacional sustenta ritmo dos embarques

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado de janeiro confirma a demanda aquecida, especialmente por parte de importantes mercados asiáticos. O cenário contribui para manter o ritmo dos embarques e favorece o escoamento da safra nos próximos meses.

O bom desempenho reforça o papel estratégico de Mato Grosso no comércio exterior e na dinâmica das exportações do agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Mato Grosso lidera exportações de milho e concentra 67,56% dos embarques brasileiros em janeiro

O Mato Grosso foi responsável por mais de dois terços das exportações de milho do Brasil em janeiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, das 4,25 milhões de toneladas embarcadas pelo país no período, 2,53 milhões de toneladas tiveram origem no estado — o equivalente a 67,56% do total.

Volume exportado cresce em relação a 2025

O desempenho representa um avanço significativo frente a janeiro de 2025, quando o estado exportou 1,74 milhão de toneladas do cereal. O crescimento anual foi de 46,02%.

Na comparação com a média dos últimos cinco anos para o mesmo mês, o resultado também é superior, com alta de 8,39%. Os números reforçam o protagonismo do estado no comércio internacional do grão e sua relevância na balança comercial brasileira.

Ásia e Norte da África impulsionam demanda pelo milho

Ao todo, o milho mato-grossense foi enviado para 28 países em janeiro. O principal destino foi o Vietnã, que importou 577,97 mil toneladas. Em seguida aparecem Egito (459,60 mil toneladas), Irã (442,47 mil toneladas), Argélia (335,3 mil toneladas) e Marrocos (142,47 mil toneladas).

Os dados evidenciam a força dos mercados asiáticos e do Norte da África na absorção do produto brasileiro, mantendo o ritmo elevado dos embarques.

Expectativa positiva para o escoamento da safra

Na avaliação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado do primeiro mês do ano confirma a demanda aquecida em mercados estratégicos, especialmente na Ásia. O cenário, segundo o instituto, contribui para sustentar o fluxo das exportações e pode favorecer o escoamento da safra nos próximos meses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar economia, agro e indústria, afirma Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como uma oportunidade estratégica para o Brasil. A avaliação foi feita durante reunião realizada nesta quarta-feira (11/2) com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS), com foco no alinhamento entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação no Congresso Nacional.

O encontro também contou com a participação da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, e serviu para definir estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, responsável por acompanhar a implementação do acordo.

Maior acordo entre blocos do mundo

Durante a reunião, Alckmin ressaltou a dimensão econômica do tratado, considerado o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos. Segundo ele, o pacto envolve um mercado de US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores, ampliando significativamente o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

Para o vice-presidente, o acordo tem potencial extraordinário para economia, agropecuária, indústria e serviços, além de favorecer a atração de investimentos e a geração de emprego e renda no país.

Desgravação tarifária será gradual

Alckmin destacou que o texto prevê cronogramas graduais de redução de tarifas, o que permite a adaptação dos setores produtivos nacionais. Em grande parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo chegar a 18 anos em segmentos mais sensíveis, como o de veículos eletrificados.

Segundo o ministro, o acordo também incorpora mecanismos de salvaguarda, que poderão ser acionados para proteger setores estratégicos diante de eventuais desequilíbrios.

Instrumentos de proteção aos setores produtivos

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o tratado inclui uma série de instrumentos para mitigar riscos durante a implementação. Entre eles estão o capítulo de salvaguardas bilaterais, regras de defesa comercial como antidumping e medidas compensatórias, salvaguardas específicas para o setor automotivo, além de mecanismos de reequilíbrio de concessões e de solução de controvérsias.

O longo período de transição foi negociado levando em conta as sensibilidades tanto do agronegócio quanto da indústria brasileira.

Parlamentares destacam atenção a setores sensíveis

A senadora Tereza Cristina avaliou que o acordo representa um avanço estrutural para o país e fortalece a inserção internacional do agronegócio, mas alertou para a necessidade de atenção a segmentos mais vulneráveis no curto prazo.

Já o senador Nelsinho Trad explicou que o texto do acordo não pode ser alterado pelo Congresso, cabendo aos parlamentares apenas a aprovação ou rejeição. Por isso, segundo ele, foi criado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação e antecipar eventuais pontos sensíveis.

A iniciativa, de acordo com o senador, busca garantir segurança jurídica, equilíbrio institucional e apoio técnico durante todo o processo.

Grupo de Trabalho da CRE acompanha implementação

No Senado Federal, o acordo é analisado por um Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores, presidida por Nelsinho Trad. O colegiado avalia os 23 capítulos e anexos do tratado, com foco nos impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas de segurança, como a de standstill, que impede a elevação de tarifas acima do nível acordado.

Os participantes da reunião destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso será decisiva para garantir que o acordo avance com responsabilidade e maximize os benefícios para o Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Portos

Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Internacional

Acordo Mercosul-UE avança no Congresso e entra na pauta de comissão da Câmara

O acordo Mercosul-União Europeia deu o primeiro passo no Congresso Nacional e pode ser analisado nesta terça-feira (10) por uma comissão da Câmara dos Deputados. O tratado está na pauta do colegiado responsável por representar o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A expectativa entre parlamentares é de uma votação sem grandes debates, abrindo caminho para que o texto avance às próximas etapas de tramitação. A apreciação em plenário, no entanto, deve ocorrer apenas após o Carnaval.

Relatório defende aprovação do tratado

O parecer em análise foi elaborado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente da comissão, e recomenda que o Congresso aprove o acordo firmado entre os dois blocos econômicos. O posicionamento foi apresentado pelo parlamentar durante reunião com líderes partidários da Câmara, realizada na segunda-feira (9).

Segundo Chinaglia, os deputados não poderão alterar o conteúdo do tratado, já negociado entre o Mercosul e a União Europeia, cabendo ao Legislativo apenas aprovar ou rejeitar o texto. A votação pode ser adiada caso algum parlamentar apresente pedido de vista, o que ampliaria o prazo de análise.

Apoio político e do agronegócio

Nos bastidores do Congresso, a avaliação é de que a aprovação do acordo é provável. O tratado reúne apoio de parlamentares de diferentes correntes políticas e conta com respaldo expressivo do agronegócio, setor que vê no acordo uma oportunidade de ampliação de mercados.

Em entrevista, Arlindo Chinaglia afirmou que o tratado tende a impulsionar a economia brasileira ao ampliar as trocas comerciais e reduzir tarifas. Segundo ele, o acordo elimina 95% das tarifas sobre produtos importados pela União Europeia, o que pode resultar em mais investimentos e geração de empregos no país.

“O acordo garante acesso preferencial a um mercado de 450 milhões de consumidores e a um PIB superior a US$ 22 trilhões, o que significa mais exportações, mais investimentos e mais postos de trabalho no Brasil”, afirmou o deputado.

Tramitação e próximos passos

Após mais de 26 anos de negociações, o acordo Mercosul-UE foi oficialmente assinado em 17 de janeiro, durante cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e reforça as relações comerciais entre a América do Sul e a Europa.

Para entrar em vigor, o documento precisa ser ratificado pelos parlamentos de todos os países do Mercosul. No Brasil, a tramitação começa pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, segue para o Senado Federal.

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que o acordo pode elevar o PIB brasileiro em 0,46% até 2040.

Principais pontos do acordo Mercosul-UE

Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte de bens e serviços
  • Mercosul: tarifa zero para 91% dos produtos europeus em até 15 anos
  • União Europeia: eliminação de tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul

Impacto imediato para a indústria

  • Tarifa zero para produtos industriais como máquinas e equipamentos

Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Preferência para empresas do Mercosul
  • Mais previsibilidade e redução de barreiras técnicas

Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados não podem estar ligados a desmatamento ilegal
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de descumprimento do Acordo de Paris

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Negócios

Aurora Coop anuncia investimento de R$ 1,1 bilhão em 2026 com foco em suínos

Após enfrentar um ano desafiador em 2025, a Aurora Coop inicia 2026 ampliando seus planos de crescimento. A cooperativa prevê investir R$ 1,1 bilhão neste ano, com prioridade para a expansão da cadeia de suínos, segmento que deve concentrar a maior parte dos recursos.

Suínos lideram estratégia de expansão da cooperativa

Mesmo diante das adversidades do último ano, a Aurora encerrou 2025 com sobras de R$ 1,2 bilhão, avanço de 43,5% em relação ao exercício anterior. O resultado fortaleceu a decisão de intensificar os aportes no segmento de proteína suína, impulsionado pelo bom desempenho do consumo doméstico.

Segundo o presidente da cooperativa, Neivor Canton, a principal unidade a receber investimentos será a de São Miguel do Oeste (SC). Atualmente com capacidade para abater 2 mil suínos por dia, a planta passará a processar 5 mil animais diariamente até o segundo semestre de 2027, quando a ampliação será concluída.

“O mercado interno tem absorvido cada vez mais a proteína suína, e acreditamos que ainda há espaço para crescer”, afirmou Canton. Em contrapartida, ele destaca cautela no segmento de aves, que enfrenta excesso de oferta.

Investimentos mantêm ritmo após aportes em 2025

Em 2025, a cooperativa já havia investido R$ 885 milhões, direcionados principalmente à ampliação de fábricas em diferentes áreas. Além de suínos e aves, a Aurora atua nos segmentos de lácteos, massas, pescados, vegetais e, em menor escala, bovinos.

Mesmo com dificuldades no mercado avícola, a receita operacional bruta cresceu 8,3% no ano passado, alcançando R$ 26,9 bilhões, conforme balanço financeiro divulgado pela companhia.

Gripe aviária impactou exportações de frango

O desempenho limitado das aves em 2025 foi reflexo direto da suspensão temporária das exportações de frango para mercados estratégicos, como China e União Europeia. As restrições ocorreram após a confirmação de um foco de influenza aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, entre maio e junho.

“O ano teve dois momentos bem distintos. Até a gripe aviária, o desempenho era muito positivo. Depois, foi preciso administrar estoques elevados e gargalos operacionais”, relembrou Canton.

Com a retomada gradual das compras externas, o cenário voltou a apresentar sinais mais favoráveis, reforçado também pela boa resposta do mercado interno.

Mercado doméstico sustenta crescimento das vendas

As vendas da Aurora no Brasil avançaram 13,5% em 2025, somando R$ 15,6 bilhões. O destaque ficou para os segmentos de suínos, com faturamento de R$ 9,4 bilhões, e aves, que alcançaram R$ 3,3 bilhões. Ambos registraram crescimento superior a 14%.

Já as exportações totalizaram R$ 9,1 bilhões, alta de 2,2%. As carnes suínas responderam por R$ 4,3 bilhões, avanço de 7,6%, enquanto o faturamento com aves recuou 2,4%, para R$ 4,8 bilhões.

Produção cresce e expectativa para 2026 é positiva

Na produção industrial, os números também foram positivos. As oito plantas de suínos da Aurora abateram 8,2 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 2,6%. Já as nove unidades de aves processaram 347,9 milhões de frangos, leve alta de 1,4%.

Para 2026, a expectativa é de um cenário mais favorável no mercado externo, desde que não haja novos entraves sanitários. “Se não surgirem novos problemas, o próximo ano tende a ser bastante promissor”, avaliou Canton.

Custos pressionam margens e cooperativa avalia reajustes

Apesar do otimismo, a cooperativa acompanha de perto o avanço dos custos de produção. Gastos com grãos para ração, energia, embalagens e mão de obra têm pressionado as margens, o que pode levar a reajustes nos preços dos produtos.

Em relação ao emprego, a Aurora criou 3.591 novas vagas em 2025 e superou a marca de 50 mil colaboradores. Segundo Canton, cerca de dois terços da força de trabalho é formada por estrangeiros, diante da dificuldade de encontrar mão de obra disponível no setor.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Globo Rural

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Exportação

ApexBrasil abre atendimento em Cuiabá e fortalece exportações de Mato Grosso

A ApexBrasil iniciou oficialmente os atendimentos presenciais em Cuiabá, ampliando o suporte a produtores rurais, cooperativas e empresários interessados em acessar o mercado global. O balcão funciona no AgriHub, dentro da sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), e oferece orientação direta para quem busca exportar produtos brasileiros.

A proposta é reduzir a distância entre o setor produtivo local e compradores estrangeiros, com apoio técnico voltado à internacionalização de empresas, cumprimento de exigências sanitárias e obtenção de certificações necessárias para o comércio exterior.

Suporte técnico e acesso a feiras e rodadas de negócios

Diferentemente do atendimento remoto, a presença física permite respostas mais rápidas e personalizadas. A equipe da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos atua na preparação de empresas para feiras internacionais, rodadas de negócios e ações de promoção comercial, além de facilitar o contato com adidos agrícolas do Ministério da Agricultura em outros países.

O foco inicial está em pequenos e médios produtores, que antes precisavam recorrer a Brasília para acessar esse tipo de suporte. Com a nova estrutura, passam a contar com inteligência de mercado e ferramentas estratégicas diretamente na capital mato-grossense.

“Estamos prontos para apoiar os setores produtivos do estado e ampliar a presença do Mato Grosso no comércio internacional”, afirma Jurandy Júnior, representante regional da ApexBrasil.

Inauguração reúne lideranças do agro e investidores

O escritório físico foi inaugurado em 24 de novembro, durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, além de lideranças do agronegócio e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.

Investimentos em cadeias produtivas estratégicas

Com o início das atividades, a agência passa a administrar um aporte de R$ 42,62 milhões voltado a cadeias consideradas estratégicas. Os recursos serão aplicados em estudos de mercado, ações de imagem e campanhas internacionais para setores como algodão, etanol de milho e feijões, ampliando a visibilidade do estado no exterior.

A atuação vai além das commodities tradicionais. A equipe técnica também identifica oportunidades para produtos de maior valor agregado, como mel, cafés especiais e manejo florestal, segmento que gerou expectativas de negócios acima de R$ 30 milhões em 2024.

“A ApexBrasil trabalha com mais de 55 setores econômicos no país. Nosso objetivo é diversificar a base exportadora e atrair novos investimentos para Mato Grosso”, destaca Jurandy Júnior.

Parceria institucional acelera acesso ao comércio exterior

Para o setor produtivo, a presença local representa ganho de eficiência. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, avalia que o escritório elimina barreiras geográficas. “Os produtores passam a ter acesso direto a ferramentas que antes estavam concentradas em Brasília, aproximando o agro mato-grossense das oportunidades globais”, afirma.

Vinculada ao Governo Federal, a ApexBrasil em Mato Grosso atua em parceria com os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento. A integração permite que Cuiabá funcione como um centro de inteligência comercial, usando dados atualizados para identificar mercados e acelerar a entrada de produtos locais no comércio exterior.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sistema Famato/Divulgação

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