Agronegócio

Lei do Fethab mantém cálculo com UPF de janeiro de 2025 durante todo o ano de 2026

Os produtores rurais e as empresas responsáveis pelo recolhimento do Fethab em Mato Grosso continuarão utilizando a UPF/MT de janeiro de 2025 como referência para calcular as contribuições ao longo de todo o ano de 2026. A determinação está prevista na Lei nº 13.357/2026, que prorroga a regra excepcional adotada anteriormente.

Com a mudança, o valor da Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT) permanecerá o mesmo durante os 12 meses do ano, independentemente da data em que ocorrer a comercialização ou operação tributada.

Atualização prevista para o segundo semestre fica suspensa

Pelas regras permanentes da legislação estadual, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizam como base a UPF de janeiro do ano anterior. Já entre julho e dezembro, o cálculo normalmente passa a considerar a UPF de julho do ano anterior.

Entretanto, em 2026 essa alteração não será aplicada. Assim, uma operação realizada em setembro, por exemplo, continuará sendo calculada com base na UPF vigente em janeiro de 2025. Sem a prorrogação da regra, a referência seria a UPF de julho de 2025.

Mudança exige atenção de produtores e contadores

A manutenção da mesma base de cálculo impacta diretamente a apuração das contribuições incidentes sobre produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais.

Segundo o analista do Sistema Famato, José Cristovão, é fundamental que produtores, empresas, contadores e demais profissionais observem a legislação em vigor. De acordo com ele, a utilização de uma UPF diferente da estabelecida pode provocar recolhimentos incorretos e gerar inconsistências fiscais.

Regra atual vale apenas até o fim de 2026

Caso não haja uma nova alteração legislativa, o sistema tradicional voltará a ser adotado em 2027. Nesse cenário, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizarão a UPF de janeiro de 2026, enquanto as efetuadas entre julho e dezembro passarão a considerar a UPF de julho de 2026.

O que é o Fethab

Criado em 2000, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) é uma contribuição estadual incidente sobre a comercialização de produtos do agronegócio e da extração mineral, como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Os recursos arrecadados são destinados ao financiamento de obras de infraestrutura previstas na legislação de Mato Grosso.

Nos últimos anos, o fundo ganhou destaque nas negociações entre o setor produtivo e o governo estadual, especialmente após a criação do chamado Fethab 2, contribuição extraordinária de caráter temporário. Para 2026, ficou definido que essa cobrança adicional não será renovada após o encerramento de sua vigência, previsto para 31 de dezembro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Compra de fertilizantes atrasa e preocupa setor agrícola para a safra 2026/27

A indefinição sobre possíveis medidas do governo para aliviar o endividamento dos produtores rurais tem levado muitos agricultores a adiar a compra de fertilizantes para a safra 2026/27. O movimento já afeta revendas e fabricantes de insumos e amplia as preocupações com o planejamento da próxima temporada agrícola.

Além das incertezas sobre a renegociação de dívidas, fatores como juros elevados, aumento da inadimplência no campo, encarecimento dos insumos e riscos climáticos associados ao El Niño elevam o nível de atenção tanto do mercado quanto do governo federal.

Compras seguem abaixo da média histórica

Levantamento da Agrinvest mostra que, até a primeira quinzena de junho, os produtores de soja haviam adquirido cerca de 68% do volume de fertilizantes previsto para a próxima safra. Mesmo considerando uma redução estimada de aproximadamente 10% na demanda para o ciclo 2026/27, o percentual permanece abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 75% para esse período.

No caso do milho, cuja semeadura ocorre após a soja, o atraso é ainda maior, chegando a 13 pontos percentuais em relação ao ritmo histórico.

Dados do índice de vendas de fertilizantes da Veeries, que acompanha culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, trigo e café, apontam que apenas 50% do volume esperado havia sido comercializado até meados de junho. Nos últimos três anos, a média para essa época era de 60%.

Alta dos preços e renegociação de dívidas travam mercado

Segundo especialistas, a principal razão para o adiamento das compras é a valorização dos fertilizantes no mercado internacional.

Além disso, a expectativa em torno da votação de propostas de renegociação das dívidas rurais no Congresso tem levado muitos produtores a postergar decisões de compra, aguardando um possível alívio financeiro.

Representantes do setor observam que o cenário também é agravado pelos impactos dos conflitos no Irã e na Ucrânia, que elevaram os custos globais dos insumos, além da combinação de juros altos e menor rentabilidade das atividades agrícolas.

Revendas e indústria já sentem os impactos

O atraso nas negociações preocupa fabricantes e distribuidores de insumos, que alertam para o risco de parte dos fertilizantes não chegar às propriedades dentro do calendário ideal de plantio da safra de verão.

A situação já afeta outros segmentos ligados ao agronegócio. A indústria de máquinas agrícolas, por exemplo, registrou queda de 18% nas vendas entre janeiro e abril, enquanto fabricantes projetam encerrar 2026 com faturamento cerca de 8% inferior ao do ano passado.

Empresas do setor afirmam que não há retração estrutural da demanda, mas sim um adiamento das negociações provocado pelas incertezas financeiras enfrentadas pelos produtores.

Safra pode ser menor em meio a restrições de crédito

Com menor utilização de fertilizantes, dificuldade de acesso ao crédito rural e previsão de impactos climáticos relacionados ao El Niño, cresce a expectativa de redução no potencial produtivo da próxima safra de grãos.

O cenário também passou a ser acompanhado pelo Ministério da Agricultura, que criou um grupo de trabalho para avaliar possíveis efeitos das condições climáticas sobre a produção agrícola. Entre as principais preocupações estão a limitação de recursos para o seguro rural e a ausência de mecanismos que facilitem a concessão de novos financiamentos aos produtores.

Nos bastidores do mercado financeiro, agricultores já sinalizam a intenção de reduzir áreas cultivadas e concentrar investimentos em propriedades consideradas mais rentáveis e com menor risco operacional.

Setor aguarda definição sobre apoio aos produtores

Executivos do mercado afirmam que a demora na definição das medidas de apoio financeiro vem prolongando a paralisação das negociações, especialmente entre distribuidores de fertilizantes.

Na avaliação do setor, a retomada das compras dependerá tanto do avanço das discussões sobre o endividamento rural quanto da evolução dos preços dos insumos e das perspectivas para a próxima safra.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg

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Agricultura

Fertilizantes no Brasil: dependência externa desafia agronegócio e coloca Petrobras diante de novo dilema

O Brasil, uma das maiores potências do agronegócio mundial, ainda enfrenta um desafio estratégico: a forte dependência de fertilizantes importados. No caso da ureia, principal fonte de nitrogênio utilizada nas lavouras, cerca de 80% do consumo nacional é abastecido por fornecedores internacionais, especialmente da Rússia, China e Oriente Médio.

As recentes crises geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, além da volatilidade dos preços e dos custos logísticos, evidenciaram a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos. Nesse contexto, a decisão da Petrobras de retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), reacendeu o debate sobre a produção nacional e o futuro dos fertilizantes no país.

Retomada da UFN-III busca reduzir dependência de importações

Paralisada desde 2014, a UFN-III deverá receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões, com apoio do Novo PAC. A expectativa da Petrobras é concluir a planta entre o fim de 2028 e o início de 2029.

Quando entrar em operação, a unidade terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia, volume suficiente para atender aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia.

Para o governo, o projeto representa um avanço na estratégia de fortalecimento da segurança alimentar e da soberania na produção de insumos agrícolas. Já para o setor produtivo, a retomada pode ampliar a oferta nacional, mas ainda há dúvidas sobre sua competitividade.

Preço do gás natural é principal obstáculo

Especialistas avaliam que o maior desafio da produção nacional não está na capacidade industrial, mas no custo da matéria-prima.

Segundo Marcelo Soto, head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA, o gás natural responde por 60% a 80% do custo de fabricação da ureia. Enquanto grandes exportadores, como Rússia, Irã e Catar, trabalham com preços próximos de US$ 3 por milhão de BTUs, no Brasil esse valor pode chegar a US$ 15, comprometendo a competitividade da indústria nacional.

Mesmo com a localização estratégica da planta, próxima ao Gasbol, ainda não há garantia de que o custo do gás permitirá competir com os fertilizantes importados sem subsídios ou mudanças estruturais no mercado energético.

Agronegócio prioriza custo e flexibilidade

Além da concorrência com a ureia importada, a produção nacional também disputa espaço com outras fontes de nitrogênio, como o sulfato de amônio, amplamente importado da China, e o nitrato de amônio, fornecido principalmente pela Rússia.

Na prática, o produtor rural escolhe o fertilizante com base no menor custo disponível, independentemente da origem do produto.

Outro fator apontado por especialistas é a falta de regularidade histórica da produção nacional. Segundo Marcelo Soto, a Petrobras costuma operar de forma pontual, dificultando contratos de fornecimento de longo prazo e obrigando distribuidores e agricultores a manterem a dependência do mercado internacional.

Amônia verde entra no debate sobre o futuro dos fertilizantes

Embora a retomada da UFN-III seja considerada positiva sob o ponto de vista da segurança de abastecimento, o projeto também desperta questionamentos sobre sua atualização tecnológica.

A unidade foi concebida há cerca de 15 anos com base em processos convencionais de produção de amônia e ureia a partir do gás natural. Entretanto, diversos países já investem em tecnologias de baixo carbono, como a amônia verde, produzida por meio do hidrogênio verde.

Especialistas ouvidos pelo setor avaliam que adaptar a planta para esse novo modelo poderia aumentar sua competitividade no longo prazo, embora os custos atuais da tecnologia ainda sejam elevados.

Transição energética depende da redução dos custos

O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), Luiz Viga, afirma que a produção de fertilizantes verdes representa uma alternativa estratégica para o Brasil.

Segundo ele, ao utilizar água e eletricidade renovável em vez de gás natural, o país pode aproveitar sua abundância de recursos energéticos para construir uma indústria mais competitiva no futuro.

No entanto, Viga alerta que o principal desafio não está na tecnologia, mas no custo da energia elétrica. Encargos setoriais e outros componentes tarifários ainda dificultam a viabilidade econômica dos projetos de hidrogênio verde.

Apesar disso, ele destaca que os custos internacionais vêm caindo rapidamente. Em mercados como China e Índia, projetos de amônia verde já apresentam valores significativamente inferiores aos registrados há poucos anos.

Brasil busca fortalecer produção nacional de fertilizantes

Programas federais de incentivo, como o Profert, também fazem parte da estratégia para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência das importações.

A expectativa do setor é que os primeiros investimentos em fertilizantes produzidos com hidrogênio verde avancem até 2028, com unidades entrando em operação a partir de 2030. Para especialistas, a consolidação dessa tecnologia poderá transformar gradualmente o mercado brasileiro ao longo da próxima década.

Enquanto isso, a retomada da UFN-III representa um passo importante para ampliar a oferta nacional, mas especialistas ressaltam que sua efetividade dependerá de fatores como competitividade, custo do gás natural e evolução das tecnologias sustentáveis.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Exportação

Regulamento da União Europeia sobre desmatamento pode dificultar exportação de café brasileiro, aponta estudo

As novas exigências do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que devem entrar em vigor de forma gradual até junho de 2027, podem impor obstáculos adicionais à exportação de café brasileiro. O impacto tende a ser maior sobre pequenos produtores e cooperativas rurais, que podem enfrentar dificuldades para atender às regras de rastreabilidade exigidas pelo bloco europeu.

A avaliação consta de um estudo do projeto “Descarbonização e Política Industrial: Desafios para o Brasil”, desenvolvido pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e divulgado pela Agência Bori.

Segundo o levantamento, em 2024, cerca de 51,2% das exportações brasileiras de café tiveram como destino a União Europeia, o que evidencia a forte dependência do setor em relação ao mercado europeu.

O que é o EUDR e como funciona a regra ambiental da UE

O EUDR (European Union Deforestation Regulation) é uma legislação criada pela União Europeia para reduzir o desmatamento associado a produtos importados. A norma condiciona o acesso ao mercado europeu à comprovação de que as commodities não foram produzidas em áreas desmatadas após dezembro de 2020.

Na prática, produtos sem essa comprovação poderão ter a importação barrada. O Brasil foi classificado pelo bloco como país de “risco padrão”, o que exige maior rigor em processos de rastreabilidade e verificação ambiental.

De acordo com o estudo, a exposição do Brasil à nova regra atinge cerca de 5,3% do total das exportações nacionais, envolvendo sete principais commodities: café, soja, gado bovino, cacau, óleo de palma, borracha e madeira.

Entre elas, o café é o produto mais dependente da União Europeia, sendo o único em que mais da metade da produção é destinada ao bloco.

Pequenos produtores são os mais vulneráveis às exigências

O estudo aponta que, no caso do café, micro e pequenos produtores rurais tendem a ser os mais afetados. Isso ocorre devido a limitações técnicas, dificuldades de regularização fundiária e desafios para comprovar a origem da produção.

Essas barreiras dificultam a implementação dos sistemas exigidos de rastreabilidade ambiental, fundamentais para atender às regras do EUDR.

Além do café, o levantamento também analisa impactos sobre outras commodities, como gado bovino, cacau, óleo de palma, borracha, soja e madeira.

Possível barreira comercial e críticas ao regulamento europeu

O cronograma do EUDR prevê início de aplicação em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios produtores, e em 30 de junho de 2027 para micro e pequenos produtores, após sucessivos adiamentos.

A economista Kethelyn Ferreira avalia que, embora o objetivo ambiental do regulamento seja legítimo — reduzir o desmatamento global —, o modelo pode funcionar como uma forma de “protecionismo verde”, ao impor barreiras indiretas ao comércio internacional.

Segundo ela, as exigências de devida diligência e rastreabilidade podem elevar custos de exportação, especialmente em países em desenvolvimento, funcionando na prática como uma barreira não tarifária.

Outro ponto levantado pelo estudo é a crítica à equiparação entre desmatamento legal e ilegal no regulamento europeu.

Impactos podem alterar o mercado internacional do café

Apesar das incertezas, o estudo não afirma que o Brasil perderá espaço automaticamente no mercado europeu. No entanto, há sinais de que o EUDR pode favorecer a concentração da produção em grandes exportadores, que têm maior capacidade de investimento em sistemas de controle e certificação.

A pesquisadora também alerta para possível redirecionamento das compras europeias para países classificados como de “baixo risco”, como o Vietnã, o segundo maior exportador mundial de café.

Em 2024, o Brasil respondeu por 21,8% das importações de café da União Europeia, enquanto o Vietnã ficou com 9,1%.

Possíveis soluções e caminhos para adaptação

O estudo da UFRJ destaca que o adiamento da implementação do EUDR abre espaço para negociações diplomáticas e ajustes técnicos que possam reduzir os impactos sobre países exportadores.

Entre as propostas estão o reconhecimento de sistemas já existentes no Brasil, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Moratória da Soja, que já atuam no monitoramento ambiental e controle de desmatamento.

As pesquisadoras também defendem a criação de fundos europeus de apoio técnico e financeiro, especialmente voltados a pequenos produtores rurais, para facilitar a adaptação às novas exigências de conformidade ambiental.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Duplicação da BR-163 em Mato Grosso será entregue em quatro anos e acelera logística do agronegócio

A duplicação da BR-163 em Mato Grosso deverá ser concluída em apenas quatro anos, antecipando em 50% o cronograma previsto inicialmente no contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que estabelecia prazo de oito anos para a execução das obras.

A informação foi confirmada pelo governador Otaviano Pivetta durante visita técnica realizada na última quarta-feira (24) à sede da concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia.

Segundo o planejamento da empresa, os 96 quilômetros restantes previstos no contrato original serão entregues até dezembro de 2026. Até agora, cerca de 230 quilômetros de pistas duplicadas já foram liberados para circulação.

Contrato foi ampliado com novos trechos

Além da duplicação inicialmente prevista, a concessionária incorporou ao contrato, em janeiro de 2025, mais 100 quilômetros de obras entre Várzea Grande e Jangada, ampliando a capacidade da principal rodovia de escoamento da produção mato-grossense.

O Governo de Mato Grosso informou que os recursos necessários para manter todas as frentes de trabalho estão assegurados, garantindo a continuidade das intervenções.

Desde maio de 2023, o Estado assumiu o controle acionário da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela gestão dos 850 quilômetros da BR-163, trecho que liga a divisa com Mato Grosso do Sul ao município de Sinop.

A transferência do controle foi oficializada em Brasília pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.

Governo destaca importância estratégica da rodovia

Durante a visita, o governador Otaviano Pivetta ressaltou que a antecipação das obras representa um avanço importante para a infraestrutura estadual.

Segundo ele, a redução do prazo permitirá transformar a BR-163 em uma das principais autoestradas do país, além de oferecer maior eficiência ao transporte de cargas. O governador também garantiu que os recursos financeiros destinados à duplicação estão integralmente assegurados.

Tecnologia e inteligência artificial reforçam controle de qualidade

Para manter o ritmo acelerado das obras sem comprometer a qualidade do pavimento, a Nova Rota do Oeste investiu em um laboratório especializado em tecnologia de materiais.

De acordo com o diretor-presidente da concessionária, Luciano Uchoa, mais de 370 mil testes de qualidade foram realizados apenas no último ano, incluindo análises de compactação, concreto e asfalto. Os dados são processados com apoio de inteligência artificial, permitindo maior controle sobre todas as etapas da pavimentação.

Duplicação fortalece o escoamento da safra em Mato Grosso

A modernização da BR-163 atende diretamente ao crescimento da produção agrícola do estado, consolidando a rodovia como o principal corredor logístico de Mato Grosso.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e presidente do Conselho de Administração da Nova Rota, Marcelo Oliveira, destacou que o diálogo permanente entre o governo e a concessionária tem garantido transparência na condução das obras.

Segundo ele, a expectativa é que Mato Grosso alcance uma produção de aproximadamente 130 milhões de toneladas de grãos na próxima década, cenário que reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura para garantir eficiência no escoamento da safra e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mayke Toscano/Secom-MT

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Exportação

Arco Norte amplia participação nas exportações de grãos e desafia liderança dos portos do Sul

Durante décadas, os portos das regiões Sul e Sudeste concentraram o embarque da soja, do milho e de outros grãos produzidos no Brasil. No entanto, o crescimento da produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste, impulsionou uma mudança significativa na logística nacional. Os portos do Arco Norte passaram a absorver uma parcela cada vez maior das exportações, reduzindo a dependência histórica de Santos e Paranaguá.

A principal vantagem está na localização estratégica. Para produtores instalados no interior do país, principalmente no Mato Grosso, transportar a produção para os terminais do Norte significa percorrer distâncias menores, diminuindo os custos com frete e aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Nova rota logística fortalece o agronegócio

O avanço do Arco Norte deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade consolidada. Portos como Itaqui, no Maranhão, e diversos terminais instalados no Pará assumiram papel relevante no escoamento da produção agrícola.

A expansão foi impulsionada por investimentos em infraestrutura, incluindo novos terminais graneleiros, ampliação de cais, obras de dragagem e fortalecimento das hidrovias, que permitem o transporte de grãos por barcaças até os portos marítimos.

Essa integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais cria um corredor logístico alternativo capaz de disputar espaço com o tradicional eixo Sul-Sudeste.

Menos gargalos nos portos tradicionais

O crescimento da movimentação pelo Norte também contribui para reduzir a pressão sobre os portos de Santos e Paranaguá, que historicamente enfrentam filas de caminhões e navios durante os períodos de safra.

Embora continuem entre os principais corredores de exportação do país, os terminais do Sul passam a dividir o fluxo de cargas, tornando a logística nacional mais eficiente e menos dependente de uma única região.

Nos últimos anos, a participação do Arco Norte nas exportações de grãos cresceu de forma consistente e, em determinados períodos, já alcança volumes semelhantes ou até superiores aos registrados pelo eixo Sul-Sudeste.

Porto de Itaqui simboliza transformação logística

Entre os destaques dessa nova configuração está o Porto de Itaqui, no Maranhão. O terminal reúne características consideradas estratégicas para o comércio exterior, como calado profundo para receber grandes navios graneleiros e conexão com a Ferrovia Norte-Sul, facilitando o transporte da produção agrícola do interior até o litoral.

A integração entre ferrovia e porto tem contribuído para ampliar o volume de embarques destinados principalmente aos mercados da Ásia e da Europa.

Infraestrutura ainda é desafio para expansão

Apesar do avanço, especialistas apontam que ainda existem obstáculos para consolidar o potencial do Arco Norte.

Algumas hidrovias necessitam de melhorias para garantir operação durante todo o ano, enquanto projetos de infraestrutura enfrentam desafios relacionados ao licenciamento ambiental e à ampliação dos acessos rodoviários e ferroviários.

A expansão da capacidade logística dependerá da conclusão dessas obras e da integração eficiente entre diferentes modais de transporte.

Frete segue decisivo para competitividade da soja

Como a soja é uma commodity negociada internacionalmente com preços semelhantes, independentemente da origem, o custo do transporte exerce influência direta sobre a rentabilidade do produtor.

Nesse cenário, reduzir a distância entre as áreas produtoras e os portos representa uma vantagem econômica significativa. Por isso, o Arco Norte vem se consolidando como uma alternativa cada vez mais atrativa para o escoamento da produção agrícola do Centro-Norte brasileiro.

Além dos produtores rurais, o novo corredor logístico também movimenta investimentos de tradings, operadores portuários, governos estaduais e empresas privadas, fortalecendo a economia de estados do Norte e Nordeste.

Com a continuidade dos investimentos em infraestrutura, a tendência é que os portos do Arco Norte ampliem ainda mais sua participação nas exportações, consolidando-se como protagonistas da logística do agronegócio nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior

Cota chinesa para carne bovina brasileira pode atingir 94,5% já em junho

A cota de exportação de carne bovina para a China pode alcançar 94,5% de ocupação até o fim de junho, segundo projeção da Terra Investimentos. O levantamento indica que o espaço restante dentro do limite anual estabelecido pelo governo chinês está cada vez mais restrito, o que aumenta a atenção do mercado para os próximos embarques.

De acordo com a análise, considerando a carne já desembaraçada nos portos chineses e os carregamentos atualmente em trânsito, restariam apenas cerca de 60,3 mil toneladas disponíveis dentro da cota autorizada para 2026.

Exportações brasileiras avançam rapidamente

A China definiu para este ano uma cota de importação de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina brasileira. Dados da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) mostram que, até maio, 723,8 mil toneladas já haviam sido liberadas no país asiático, representando 65,4% do total permitido.

Para estimar o preenchimento da cota, a Terra Investimentos também considerou informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) referentes aos embarques realizados pelo Brasil.

Segundo os cálculos, aproximadamente 153,9 mil toneladas exportadas em maio devem chegar ao mercado chinês entre junho e julho. Já os embarques previstos para junho, estimados em 168 mil toneladas, devem ser recebidos entre julho e agosto.

Pipeline logístico compromete quase toda a cota anual

Ao somar o volume já internalizado pela China com as cargas embarcadas e em trânsito, o montante comprometido alcança cerca de 1,045 milhão de toneladas.

Isso significa que aproximadamente 94,5% da cota anual de importação chinesa já estaria ocupada até o encerramento de junho, reduzindo significativamente a margem para novos embarques dentro das condições tarifárias atuais.

Mercado acompanha possível esgotamento da cota

De acordo com Geraldo Isoldi, analista da Mesa Agro da Terra Investimentos, o ritmo das exportações aponta para um rápido consumo do volume disponível.

A projeção da instituição indica que o limite poderá ser totalmente preenchido entre os dias 12 e 14 de julho nos portos brasileiros. Considerando o tempo médio de viagem de cerca de 45 dias entre Brasil e China, essas cargas chegariam ao destino entre o final de agosto e o início de setembro.

Tarifas adicionais podem impactar negócios

O avanço acelerado da ocupação da cota é acompanhado de perto por frigoríficos, exportadores e importadores chineses. Isso porque as compras realizadas após o esgotamento do limite estabelecido ficam sujeitas a tarifas adicionais, o que pode alterar estratégias comerciais e decisões de aquisição nos próximos meses.

Além disso, a evolução dos embarques durante julho e agosto será determinante para confirmar a data exata de saturação da cota e avaliar os possíveis reflexos sobre o fluxo de comércio entre Brasil e China, um dos principais mercados da proteína bovina mundial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 43,6 bilhões até a terceira semana de junho

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 43,6 bilhões até a terceira semana de junho de 2026, impulsionada pelo crescimento das exportações e pela manutenção de um forte superávit na balança comercial. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Somente na terceira semana de junho, o país registrou um saldo positivo de US$ 3,1 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 9,3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 6,3 bilhões. Com isso, a corrente de comércio da semana chegou a US$ 15,58 bilhões.

Exportações acumulam US$ 25,6 bilhões em junho

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações brasileiras totalizaram US$ 25,6 bilhões. Já as importações atingiram US$ 18 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 7,6 bilhões.

O desempenho positivo também elevou a corrente de comércio mensal para US$ 43,6 bilhões, reforçando o ritmo de crescimento das transações internacionais do país.

Resultado do ano supera US$ 308 bilhões em comércio exterior

De janeiro até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras chegaram a US$ 174,1 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 133,9 bilhões.

Com esses números, o saldo da balança comercial acumulado em 2026 alcançou US$ 40,3 bilhões. Já a corrente de comércio exterior atingiu US$ 308,1 bilhões no período.

Média diária das exportações cresce 26%

Na comparação entre a média diária das exportações até a terceira semana de junho de 2026 e a registrada em junho de 2025, houve crescimento de 26%.

A média diária passou de US$ 1,451 bilhão para US$ 1,828 bilhão. As importações também apresentaram avanço, com alta de 10,7%, saindo de US$ 1,158 bilhão para US$ 1,283 bilhão na mesma base de comparação.

A média diária da corrente de comércio alcançou US$ 3,11 bilhões até a terceira semana do mês, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 545,4 milhões. Em relação a junho do ano passado, o crescimento da corrente de comércio foi de 19,2%.

Agropecuária, indústria extrativa e transformação impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de US$ 75,68 milhões na média diária, avanço de 21,9% frente ao mesmo período de 2025.

A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, com expansão de 70,3%, equivalente a US$ 220,17 milhões. Já os produtos da indústria de transformação avançaram 10%, com incremento de US$ 79,01 milhões.

Importações avançam na indústria e recuam na agropecuária

No lado das importações, a indústria extrativa registrou crescimento de 11,6% na média diária, o que representa aumento de US$ 5,48 milhões.

Os produtos da indústria de transformação também tiveram desempenho positivo, com alta de 11% e acréscimo de US$ 118,77 milhões. Em contrapartida, a agropecuária apresentou leve retração de 0,8%, equivalente a US$ 0,18 milhão.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Logística

Ferrovia de Mato Grosso entra em operação com entrega dos primeiros 162 quilômetros

A Ferrovia Estadual de Mato Grosso deu um passo importante para fortalecer a logística do agronegócio brasileiro. Neste sábado (20), foi inaugurado o primeiro trecho da obra, com 162 quilômetros de extensão entre os municípios de Rondonópolis e Dom Aquino, marcando o início das operações de um dos maiores projetos ferroviários em andamento no país.

A nova ligação ferroviária integra a expansão da Malha Norte e conecta Rondonópolis ao terminal ferroviário construído às margens da BR-070, em Dom Aquino. Apenas nesta etapa inicial, os investimentos somam cerca de R$ 5 bilhões.

Projeto ferroviário deve ultrapassar 740 quilômetros

Reconhecida como a primeira ferrovia estadual em construção no Brasil, a obra deverá atingir mais de 740 quilômetros quando estiver totalmente concluída. O traçado ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses, além de contar com uma futura conexão até Cuiabá.

As obras começaram em novembro de 2022 e mobilizaram aproximadamente 5 mil trabalhadores. Somente a construção do terminal ferroviário gerou mais de 800 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

Ligação estratégica com o Porto de Santos

A nova infraestrutura amplia a conexão das áreas produtoras de Mato Grosso com o sistema ferroviário nacional, facilitando o transporte de cargas até o Porto de Santos, principal corredor de exportação do país.

Projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas anuais, o terminal de Dom Aquino terá foco no transporte de soja, milho e outras commodities agrícolas. As operações passam agora por uma fase de testes antes do início da atividade comercial em larga escala.

Ferrovia fortalece logística do agronegócio

Durante a cerimônia de inauguração, autoridades destacaram a importância da expansão da malha ferroviária para acompanhar o crescimento da produção agrícola brasileira.

O governador Otaviano Pivetta ressaltou que os investimentos em infraestrutura têm sido fundamentais para aumentar a competitividade do estado. Segundo ele, além da expansão ferroviária, Mato Grosso também avança na modernização da malha rodoviária, com milhares de quilômetros de pavimentação em andamento.

Já o vice-`nte da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o desenvolvimento econômico do país exige uma participação maior das ferrovias no transporte de cargas. Para ele, a expansão da produção agropecuária torna indispensável a ampliação dos corredores logísticos que conectam as regiões produtoras aos portos brasileiros.

Próximas fases vão ampliar corredor logístico

A entrega do trecho entre Rondonópolis e Dom Aquino representa apenas a primeira etapa do empreendimento. Quando finalizada, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso deverá criar um novo eixo logístico para o escoamento da produção agrícola do médio-norte do estado, reduzindo custos de transporte e aumentando a eficiência operacional.

Representantes do setor destacam que o projeto foi estruturado com foco no longo prazo e permitirá maior integração entre os mercados nacional e internacional. Além do transporte de grãos, a ferrovia deverá atender segmentos como fertilizantes, algodão e a indústria do etanol.

Dom Aquino aposta em desenvolvimento econômico

A chegada da ferrovia também gera expectativas positivas para Dom Aquino. A nova estrutura coloca o município em uma importante rota logística nacional, criando oportunidades para produtores rurais, empresas e novos investimentos.

Com a expansão da infraestrutura ferroviária, a cidade passa a desempenhar papel estratégico no escoamento da produção agrícola de Mato Grosso, um dos maiores polos do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: `Mayke Toscano/Secom-MT

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Comércio Internacional

Acordos de livre comércio do Mercosul com Singapura e EFTA ampliam oportunidades para exportações brasileiras

O Senado Federal aprovou, em caráter de urgência, dois importantes acordos de livre comércio do Mercosul, ampliando o acesso de empresas brasileiras a mercados de alto poder aquisitivo na Ásia e na Europa. As medidas envolvem uma parceria com Singapura e outra com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

Os projetos já haviam recebido aval da Câmara dos Deputados e agora seguem para promulgação pelo Congresso Nacional, consolidando um novo passo na estratégia de expansão internacional do bloco sul-americano.

Singapura se torna ponte para novos negócios na Ásia-Pacífico

O acordo firmado entre o Mercosul e Singapura marca a primeira grande parceria comercial do bloco com um país da região Ásia-Pacífico, considerada uma das mais dinâmicas da economia global.

Pelas regras aprovadas, Singapura eliminará imediatamente as tarifas de importação para todos os produtos exportados pelos países do Mercosul. Em contrapartida, o bloco promoverá uma abertura gradual de seu mercado, removendo tarifas sobre a maior parte dos produtos singapurianos ao longo de até 15 anos.

Alguns setores considerados estratégicos para a indústria regional, como máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e instrumentos ópticos, permanecerão protegidos, preservando a competitividade das empresas locais.

A expectativa é que o tratado fortaleça a inserção do Brasil em cadeias globais de valor, além de ampliar o acesso a um dos principais centros internacionais de inovação, tecnologia e logística.

Acordo com a EFTA amplia acesso a mercados europeus

Além da parceria asiática, o Mercosul avançou nas negociações com a EFTA, bloco europeu composto por países que não integram a União Europeia, mas possuem elevados níveis de renda e forte participação no comércio internacional.

O tratado abrange não apenas o intercâmbio de mercadorias, mas também áreas como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e desenvolvimento sustentável.

Com a entrada em vigor do acordo, os países da EFTA eliminarão imediatamente as tarifas de importação para produtos industriais e pesqueiros brasileiros. Considerando os setores agrícola e industrial, o acesso em condições de livre comércio abrangerá praticamente a totalidade do valor exportado pelo Brasil para esses mercados.

Agronegócio brasileiro conquista novas cotas de exportação

O acordo também cria oportunidades relevantes para o agronegócio brasileiro, com a concessão de cotas preferenciais por parte da Suíça, Noruega e Liechtenstein.

Entre os produtos beneficiados estão carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho, mel e óleos vegetais, segmentos que poderão ampliar sua presença em mercados reconhecidos pelo alto valor agregado e exigência de qualidade.

Em contrapartida, o Brasil concederá isenção tarifária para a maior parte das importações oriundas da EFTA, mantendo mecanismos de proteção para setores considerados sensíveis, como alguns produtos lácteos e chocolates europeus.

Empresas brasileiras terão mais oportunidades de internacionalização

A aprovação simultânea dos dois acordos abre novas perspectivas para empresas de diferentes portes, incluindo cooperativas, pequenas indústrias e produtores rurais que buscam ampliar sua atuação internacional.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os tratados oferecem maior previsibilidade comercial, redução de custos e melhores condições de acesso a mercados estratégicos.

ApexBrasil prepara ações para orientar exportadores

Com a promulgação dos acordos prevista para os próximos meses, a ApexBrasil pretende reforçar programas de inteligência de mercado, capacitação e orientação técnica para empresas interessadas em aproveitar as novas oportunidades.

As ações incluirão informações sobre regras de origem, exigências regulatórias, padrões técnicos e identificação de oportunidades comerciais nos mercados europeu e asiático, facilitando a adaptação dos exportadores brasileiros ao novo cenário internacional.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/apexBrasil

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