Exportação

Preço do café sustenta receita das exportações brasileiras apesar da queda no volume embarcado

As exportações de café do Brasil registraram queda em volume na safra 2025/26, mas a receita obtida com as vendas externas permaneceu praticamente estável. O resultado foi impulsionado pela forte valorização do preço do café no mercado internacional, que compensou a redução na quantidade embarcada ao longo do ciclo.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 38,46 milhões de sacas de 60 quilos entre julho de 2025 e junho de 2026. No ciclo anterior, o volume havia alcançado 45,62 milhões de sacas, o que representa uma retração de 15,7%.

Receita permanece próxima do recorde da safra anterior

Apesar da redução nas exportações, o faturamento do setor sofreu pouca alteração. A receita com os embarques somou US$ 14,6 bilhões na temporada 2025/26, resultado muito próximo dos US$ 14,7 bilhões registrados na safra 2024/25.

A pequena diferença entre os dois períodos evidencia o impacto positivo da alta das cotações internacionais sobre o desempenho financeiro das vendas brasileiras.

Estoques globais reduzidos mantêm preços elevados

Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção dos baixos estoques mundiais de café tem sustentado os preços da commodity em níveis elevados no mercado internacional.

Esse cenário favoreceu também o produto brasileiro, elevando o valor pago por saca nas negociações externas. Com isso, os exportadores conseguiram ampliar a receita por unidade comercializada, equilibrando os efeitos da queda no volume embarcado.

Mercado internacional reforça valor do café brasileiro

O desempenho da safra 2025/26 demonstra que a valorização do café brasileiro no mercado externo ocorreu em ritmo superior à redução das exportações. Na prática, o aumento dos preços permitiu preservar o faturamento do setor, mesmo diante de um ciclo marcado por menor oferta destinada ao comércio internacional.

O resultado reforça a importância das condições do mercado global na formação dos preços e na rentabilidade das exportações de café do Brasil.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Portos

Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

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Exportação

Preços da soja avançam nos portos e mercado acompanha exportações e câmbio

O mercado da soja encerrou a terça-feira com comportamento misto, combinando estabilidade na Bolsa de Chicago e avanço das cotações em importantes regiões produtoras do Brasil. O desempenho foi sustentado pelo ritmo das exportações, pela valorização do câmbio e pela demanda do mercado interno, fatores que deram suporte aos preços nos portos brasileiros.

De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos de vencimento mais próximo registraram leve recuo após os ganhos observados na sessão anterior. A melhora nas condições das lavouras dos Estados Unidos limitou novos avanços, embora as condições climáticas ainda continuem oferecendo sustentação às cotações internacionais.

Chicago recua com melhora das lavouras norte-americanas

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato da soja para agosto fechou em queda de 0,53%, cotado a US$ 12,1950 por bushel. Já o vencimento de setembro recuou 0,41%, encerrando o dia a US$ 12,1050 por bushel.

Entre os derivados, o farelo de soja registrou alta de 0,99%, enquanto o óleo de soja teve desvalorização de 0,51%.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura apontou que 66% das lavouras estão classificadas como boas ou excelentes, índice superior aos 65% da semana anterior. Além disso, a falta de novas compras por parte da China contribuiu para pressionar os contratos de vencimento mais longo.

Mercado brasileiro registra alta nos portos e no interior

No Brasil, as principais altas foram observadas nos portos e em parte das regiões produtoras.

No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, favorecida pelos prêmios de exportação e pela valorização do dólar. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145 por saca, avanço de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul encerrou o dia com a saca cotada a R$ 137.

Já em Mato Grosso do Sul, Dourados e Campo Grande atingiram R$ 127 por saca. Apesar de cerca de 64% da safra já estar comercializada, o déficit de armazenagem, estimado em mais de 12,4 milhões de toneladas, reduz o poder de negociação dos produtores.

No Mato Grosso, Rondonópolis registrou cotação de R$ 126 por saca, em um cenário marcado por exportações recordes, fretes elevados e maior disputa por espaço nos silos.

Déficit de armazenagem segue como desafio para o setor

A capacidade de armazenagem continua sendo um dos principais entraves para o mercado da soja. A chegada da safra de milho de segunda safra e do trigo aumenta a ocupação dos armazéns, reduzindo o espaço disponível para o grão.

Ao mesmo tempo, os custos elevados do diesel mantêm os fretes em patamares altos, dificultando o repasse das valorizações registradas no mercado externo para as regiões do interior. Esse cenário também leva parte dos produtores a antecipar vendas diante das limitações logísticas.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Exportações do Brasil para a União Europeia crescem US$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2026

As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) registraram forte crescimento nos primeiros meses após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mostram que, somente em maio e junho de 2026, as vendas brasileiras ao bloco aumentaram US$ 2 bilhões, um avanço de 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dois meses correspondem ao início da aplicação provisória do acordo, que passou a valer em 1º de maio e prevê a redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos comercializados entre os dois blocos.

Primeiro semestre registra alta de 12,8% nas exportações

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o Brasil exportou US$ 26,9 bilhões para os países da União Europeia, resultado 12,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Em valores absolutos, o crescimento foi de US$ 3 bilhões. Desse total, cerca de dois terços foram concentrados justamente nos meses de maio e junho, indicando os primeiros efeitos positivos da implementação provisória do acordo comercial.

Acordo ainda aguarda aprovação definitiva

Embora já produza efeitos nas relações comerciais, o acordo Mercosul-UE ainda depende da aprovação do Tribunal de Justiça da União Europeia e do Parlamento Europeu para entrar em vigor de forma definitiva.

Enquanto isso, empresas brasileiras já começam a aproveitar as vantagens proporcionadas pela redução de tarifas em diversos segmentos exportadores.

Sul do Brasil concentra maior potencial de novos exportadores

Além do aumento nas vendas externas, a ApexBrasil mapeou o potencial de expansão das exportações por estado, identificando oportunidades para empresas que ainda podem ingressar no mercado europeu.

A Região Sul aparece como a principal beneficiada pelo acordo, concentrando o maior número de oportunidades para novos negócios.

Os estados com maior potencial identificado são:

  • Santa Catarina: 167 oportunidades;
  • São Paulo: 127;
  • Paraná: 76;
  • Rio Grande do Sul: 74;
  • Ceará: 69;
  • Bahia: 67;
  • Pernambuco: 53;
  • Maranhão: 13;
  • Alagoas: 13;
  • Piauí: 7.

Segundo a ApexBrasil, o levantamento reforça o potencial de ampliação das exportações brasileiras para o mercado europeu, especialmente em estados com forte presença da indústria e do agronegócio.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportação de carne bovina para a China: Brasil já utilizou quase 80% da cota de 2026

O Brasil já utilizou 78,86% da cota de exportação de carne bovina para a China em 2026, de acordo com dados divulgados pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e pelo Ministério do Comércio chinês (Mofcom). O percentual corresponde a 872,2 mil toneladas de carne bovina in natura desembaraçadas no mercado chinês até junho.

Somente no mês de junho, a China internalizou 148,7 mil toneladas do produto brasileiro. Diante desse ritmo, exportadores e analistas consideram que a cota está praticamente esgotada.

Limite da cota pode ser atingido nas próximas semanas

A cota de importação concedida ao Brasil é de 1,106 milhão de toneladas, com tarifa de importação de 12%. Após esse volume, os embarques passam a estar sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da possibilidade de devolução das cargas ou atraso na liberação alfandegária.

A expectativa do setor é de que a China confirme ainda nesta semana o alcance de 80% da cota, enquanto o esgotamento total deverá ocorrer ao longo de agosto.

Diferença entre embarques e cargas desembaraçadas gera impacto

Os números chineses diferem dos registros brasileiros devido ao tempo de transporte das mercadorias. Enquanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) contabiliza 774,1 mil toneladas exportadas neste ano, a China considera também cargas embarcadas nos últimos meses de 2025 e liberadas apenas em 2026.

Segundo estimativas do setor, cerca de 227,7 mil toneladas ainda estão em trânsito rumo ao mercado chinês. Com isso, restaria um saldo disponível de aproximadamente 5,9 mil toneladas dentro da cota atual.

Frigoríficos reduzem produção para evitar excedente

Diante da proximidade do limite, frigoríficos habilitados a exportar para a China já começaram a ajustar suas operações.

Entre as medidas adotadas estão:

  • Redução do ritmo de abates;
  • Concessão de férias coletivas;
  • Suspensão da produção de cortes específicos destinados ao mercado chinês;
  • Em alguns casos, redução do quadro de funcionários.

Os embarques previstos para julho também devem ser menores, já que existe o risco de as cargas chegarem ao destino após o preenchimento da cota e ficarem sujeitas às tarifas adicionais.

Setor projeta retomada das exportações no fim do ano

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima que as vendas brasileiras de carne bovina para a China devem ficar próximas de 900 mil toneladas em 2026.

A expectativa é que a produção destinada ao mercado chinês seja retomada em outubro, com novos embarques a partir de novembro, visando atender a cota de importação de 2027.

Mercado acompanha ritmo da liberação alfandegária chinesa

Especialistas também observam uma diferença entre o volume exportado pelo Brasil e o ritmo de desembaraço das cargas na China.

Segundo analistas do setor, o percentual de utilização da cota já deveria ser superior, considerando o volume embarcado. Entre as hipóteses levantadas estão atrasos na logística internacional ou um processamento mais lento por parte da alfândega chinesa.

Outros fornecedores ainda têm espaço em suas cotas

Enquanto o Brasil se aproxima do limite permitido, outros países ainda utilizam apenas parte das cotas concedidas pela China.

No primeiro semestre de 2026:

  • Estados Unidos: exportaram apenas 876 toneladas, o equivalente a 0,53% da cota disponível;
  • Nova Zelândia: embarcou 59,5 mil toneladas, cerca de 29% do limite autorizado;
  • Uruguai: exportou 82,3 mil toneladas, correspondendo a 25,4% da cota;
  • Argentina: registrou 239,5 mil toneladas, aproximadamente 47% do volume permitido.

Já a Austrália ultrapassou sua cota de importação, com 588 toneladas desembaraçadas acima do limite estabelecido.

Mercado espera redistribuição da demanda chinesa

A consultoria Safras & Mercado avalia que, após o esgotamento da cota brasileira, parte da demanda chinesa poderá migrar para fornecedores como Argentina, Uruguai e Nova Zelândia, que ainda possuem margem para ampliar as exportações.

Segundo a análise, também cresce a atenção sobre o aumento das compras por mercados como Hong Kong, Uruguai e Argentina, movimento que pode indicar operações de redistribuição comercial para abastecer, de forma indireta, o mercado chinês.

Entre janeiro e junho, a China importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina in natura de diversos países, volume equivalente a 56,9% da cota global de 2,6 milhões de toneladas destinada aos fornecedores internacionais em 2026.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Belli

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Agronegócio

Soja brasileira mantém competitividade mesmo com novas compras da China nos Estados Unidos

Mesmo com a soja dos Estados Unidos sendo negociada a valores superiores aos da produção brasileira, a China continua fechando novos contratos de importação com os norte-americanos. Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou a venda de 374 mil toneladas da safra 2026/27, sendo 264 mil toneladas destinadas à China e outras 110 mil toneladas para compradores não identificados.

No mercado, parte dessas aquisições é interpretada como uma decisão de caráter político e estratégico, já que o produto norte-americano segue menos competitivo em relação à soja brasileira.

Até o momento, compradores chineses já reservaram 427 navios de soja dos Estados Unidos, com embarques concentrados entre setembro e outubro. Do Brasil, foram contratados 47 navios, além de cinco provenientes de Argentina, Uruguai e Canadá.

Logística favorece embarques antecipados dos Estados Unidos

Segundo o estrategista sênior de agricultura da Marex, Eduardo Vanin, os embarques programados para setembro correspondem à soja cultivada na região do Delta, nos Estados Unidos, onde o plantio ocorre mais cedo, permitindo colheita e exportação antecipadas.

Além disso, essa produção utiliza os portos do Golfo, que oferecem uma logística mais eficiente e custos menores em comparação com outras regiões produtoras do país.

Brasil segue competitivo e garante bons preços

Apesar dessa vantagem logística inicial, Vanin avalia que a soja brasileira continuará mais competitiva ao longo da temporada. Segundo ele, mesmo operando com um desconto em relação ao ano anterior, o Brasil mantém preços atrativos devido ao elevado custo da soja norte-americana.

O especialista destaca que os prêmios praticados nos Estados Unidos permanecem elevados tanto no mercado interno quanto nas exportações, além do preço internacional da commodity estar acima do observado no Brasil. Esse cenário favorece as vendas brasileiras durante a janela de exportação entre setembro e dezembro.

Custos nos EUA limitam queda dos preços da soja americana

Na avaliação do analista, dificilmente a soja produzida nos Estados Unidos ficará mais barata do que a brasileira nos próximos meses.

Entre os fatores que sustentam essa expectativa estão o aumento dos custos logísticos, com fretes ferroviários e hidroviários em alta, a maior demanda pelos portos do Pacífico e o crescimento da indústria de processamento de soja no país. As margens positivas do esmagamento também contribuem para manter os preços elevados.

Outro fator apontado é a permanência das tarifas sobre a soja americana, que reduzem ainda mais sua competitividade. Mesmo sem essas barreiras comerciais, a projeção é de que a soja brasileira continue apresentando preços mais atrativos para o mercado internacional.

Exportações brasileiras devem permanecer fortes em 2026

A expectativa da Marex é que o Brasil encerre 2026 exportando cerca de 113 milhões de toneladas de soja, podendo alcançar 114 milhões de toneladas. Desse total, aproximadamente 86 a 87 milhões de toneladas deverão ter como destino a China.

Segundo Vanin, parte das compras chinesas de soja norte-americana tende a abastecer estoques estratégicos e empresas estatais de processamento, sem representar uma substituição significativa das exportações brasileiras.

Importações chinesas recuam, mas compras do Brasil aumentam

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que as importações totais de soja do país caíram 21% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, os embarques brasileiros registraram crescimento de 13,7%, passando de 10,62 milhões para 12,08 milhões de toneladas no período. No acumulado do primeiro semestre, as importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 9,8%, totalizando 34,75 milhões de toneladas, reforçando a liderança brasileira no principal mercado consumidor da commodity.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Importação

Importações de soja da China: compras dos EUA caem 21% e Brasil amplia participação

As importações de soja dos Estados Unidos pela China registraram queda de 20,6% em junho na comparação com o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, os embarques do Brasil cresceram 13,7%, consolidando o país como principal fornecedor da commodity para o mercado chinês.

O desempenho reflete os efeitos prolongados das tensões comerciais entre Washington e Pequim, que influenciaram o ritmo das compras chinesas da safra norte-americana.

Tensões comerciais afetaram compras dos EUA

Segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país importou 1,27 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, volume inferior às 1,6 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

Durante o período de incertezas comerciais, compradores chineses adiaram aquisições da safra norte-americana até a realização de uma cúpula entre os líderes dos dois países, em outubro. Após o encontro, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas da commodity.

Mais recentemente, um novo encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, realizado em 14 e 15 de maio deste ano, abriu espaço para novas compras da safra norte-americana, mantendo o compromisso de Pequim de importar 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028.

Brasil amplia exportações de soja para a China

Enquanto os embarques norte-americanos perderam força, o Brasil ampliou sua participação nas exportações de soja para o mercado chinês.

Em junho, as compras da soja brasileira chegaram a 12,08 milhões de toneladas, frente às 10,62 milhões registradas no mesmo período do ano anterior, um avanço de 13,7%.

O aumento foi impulsionado pela ampla oferta da safra brasileira e pela liberação de cargas que estavam retidas nos portos chineses.

Junho registra volume recorde de importações

O total de importações de soja pela China alcançou 13,55 milhões de toneladas em junho, o maior volume já registrado para o mês.

O resultado foi favorecido pelo elevado fluxo de embarques provenientes do Brasil e pela normalização do desembaraço de mercadorias nos portos do país asiático.

Acumulado do ano reforça liderança brasileira

Entre janeiro e junho, as importações chinesas de soja dos Estados Unidos somaram 9,31 milhões de toneladas, representando uma queda de 42,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mesmo intervalo, os embarques brasileiros atingiram 34,75 milhões de toneladas, crescimento de 9,1%, reforçando a liderança do Brasil como principal fornecedor de soja para a China.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 4,95 bilhões até a terceira semana de julho

As exportações brasileiras mantiveram crescimento em julho e impulsionaram o desempenho da balança comercial. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na segunda-feira (20) mostram que, até a terceira semana de julho de 2026, o país acumulou superávit de US$ 4,95 bilhões, resultado 25,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

No período, as exportações alcançaram US$ 19,38 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual. Já as importações somaram US$ 14,43 bilhões, crescimento de 1,6%. Com isso, a corrente de comércio, que reúne a soma de exportações e importações, atingiu US$ 33,82 bilhões, avanço de 4,5%.

Acumulado do ano supera US$ 204 bilhões em exportações

Entre janeiro e a terceira semana de julho de 2026, as exportações brasileiras totalizaram US$ 204,16 bilhões, representando crescimento de 10,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

No mesmo período, as importações chegaram a US$ 156,85 bilhões, com expansão de 4,9%. O resultado levou a um superávit comercial de US$ 47,31 bilhões, aumento de 36,7% na comparação anual, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 361 bilhões, crescimento de 8,2%.

Agropecuária, mineração e indústria sustentam avanço das exportações

O desempenho positivo das exportações foi impulsionado pelos três principais segmentos da economia.

A agropecuária registrou alta de 6,5%, com embarques de US$ 4,31 bilhões. A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, avançando 17,2% e totalizando US$ 4,92 bilhões. Já a indústria de transformação cresceu 1,4%, alcançando US$ 9,99 bilhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das vendas externas destacam-se:

  • Tabaco em bruto (+504,7%);
  • Soja (+16,9%);
  • Algodão em bruto (+37,8%);
  • Outros minerais em bruto (+30,5%);
  • Minérios de níquel e seus concentrados (+160,3%);
  • Petróleo bruto (+45%);
  • Carnes de aves (+39,1%);
  • Farelo de soja e alimentos para animais (+52,9%);
  • Óleos combustíveis (+76,4%).

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração nas exportações, entre eles milho (-40,3%), café não torrado (-24,5%), minério de ferro (-8,9%), minério de cobre (-54,5%), açúcar (-31,9%), automóveis de passageiros (-44,5%) e aeronaves (-52,4%).

Importações crescem com destaque para tecnologia e combustíveis

As importações brasileiras também apresentaram crescimento no período, impulsionadas principalmente pela indústria extrativa e pela indústria de transformação.

Enquanto a agropecuária registrou queda de 16,3%, com US$ 240 milhões importados, a indústria extrativa avançou 37,7%, atingindo US$ 780 milhões. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela das compras externas, somando US$ 13,33 bilhões, com crescimento de 0,4%.

Os maiores aumentos ocorreram nas importações de:

  • Máquinas para processamento automático de dados (+228,8%);
  • Outros minérios e concentrados de metais (+153,1%);
  • Gás natural (+74,6%);
  • Cevada (+53,5%);
  • Produtos hortícolas frescos (+50,4%);
  • Petróleo bruto (+34,5%);
  • Componentes eletrônicos, como válvulas, diodos e transistores (+35,3%).

Em contrapartida, houve redução nas compras de trigo e centeio (-27,3%), soja (-61,6%), borracha natural (-54,4%), pirites de ferro (-96,8%), carvão (-6%), medicamentos (-21,9%), defensivos agrícolas (-31,9%) e motores e máquinas não elétricos (-74,8%).

Fonte: Com informações do MDIC.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Exportação

Exportações de arroz atingem recorde no primeiro semestre e impulsionam recuperação dos preços

As exportações de arroz do Brasil alcançaram um desempenho histórico no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 1,1 milhão de toneladas, volume 83% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O avanço das vendas externas contribuiu para reduzir a oferta disponível no mercado interno, favorecendo a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores.

Mercado interno reage com alta nas cotações

De acordo com o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, o forte ritmo das exportações aumentou a liquidez do setor e permitiu que parte da produção fosse direcionada ao mercado internacional, reduzindo a pressão sobre os preços domésticos.

O reflexo já aparece nas cotações. Em 14 de julho, o indicador Cepea/Irga-RS apontou o preço do arroz em casca em R$ 63,30 por saca de 50 quilos, acumulando valorização de 5,1% em julho. No acumulado de 2026, a alta chega a 18,4%.

Segundo Nunes, os mecanismos de incentivo ao escoamento da produção também ajudaram a melhorar a remuneração recebida pelos produtores.

Balança comercial registra saldo positivo

Outro destaque do semestre foi o desempenho da balança comercial do arroz, que apresentou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas, reforçando a importância do mercado externo para o setor.

A expectativa da Federarroz é que o Brasil encerre 2026 com cerca de 2 milhões de toneladas exportadas, o que poderá representar um dos maiores saldos comerciais da história recente da cadeia produtiva.

Para a entidade, esse cenário deve continuar sustentando a recuperação dos preços no mercado interno ao longo dos próximos meses.

Segundo semestre dependerá do cenário internacional

Apesar do momento favorável para o setor, a evolução das cotações ainda dependerá do comportamento da oferta global.

Segundo Denis Dias Nunes, fatores como o desempenho da safra dos Estados Unidos e a produção nos principais países asiáticos serão determinantes para o mercado internacional. Esses produtores já enfrentam impactos relacionados ao fenômeno El Niño, que pode influenciar a oferta mundial e, consequentemente, os preços do arroz.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de frutas cresce 13% no Brasil e receita supera US$ 700 milhões no primeiro semestre de 2026

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados positivos nas exportações de frutas, consolidando o avanço da fruticultura brasileira no mercado internacional. Entre janeiro e junho, o país embarcou 619 milhões de quilos de frutas, volume 13,32% maior do que o registrado no mesmo período de 2025.

Além do crescimento em quantidade, o setor também ampliou o faturamento. As vendas externas somaram US$ 707 milhões, valor que representa um aumento de 20,6% na comparação anual.

Em nota, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) destacou que o desempenho evidencia a competitividade da produção nacional e o fortalecimento da presença das frutas brasileiras nos mercados internacionais.

Manga lidera exportações; limão, melão, melancia e maçã também se destacam

Entre as principais frutas exportadas pelo Brasil, a manga liderou o ranking em receita, alcançando US$ 142,9 milhões no semestre.

Na sequência aparecem:

  • Limões e limas: US$ 105,1 milhões;
  • Melões: US$ 97,6 milhões;
  • Melancias: US$ 58,2 milhões;
  • Maçãs: US$ 44,4 milhões.

Essas culturas concentraram boa parte das receitas obtidas com as exportações brasileiras no período.

Exportações de melão recuam em junho por entressafra e maior concorrência

Apesar do desempenho positivo da fruticultura como um todo, o melão registrou queda nas exportações em junho. O volume embarcado foi de 2,5 mil toneladas, redução de 55% em relação a maio.

Considerando o período entre abril e junho, o Brasil exportou cerca de 20 mil toneladas da fruta, resultado 21% inferior ao observado no mesmo intervalo de 2025.

Segundo o Cepea, o principal motivo para essa retração é a entressafra nos estados do Rio Grande do Norte e Ceará, principais produtores nacionais, onde a nova safra deve ganhar ritmo apenas a partir do fim de julho.

Safra europeia e custos logísticos também impactam embarques

Os pesquisadores do Cepea apontam que outro fator relevante foi a forte oferta de melões produzidos na Europa, especialmente na Espanha, que abasteceu grande parte do mercado consumidor durante o período.

Com maior disponibilidade de frutas europeias e menor oferta brasileira, a demanda pelos melões nacionais perdeu força nos principais destinos internacionais, mesmo com melhora na qualidade dos frutos após o período de chuvas no Nordeste.

No primeiro semestre, os principais compradores do melão brasileiro foram:

  • Reino Unido (44%);
  • Países Baixos (32%);
  • Espanha (9%).

Além disso, o Cepea destaca que o aumento da produção em países concorrentes da América Central elevou a competitividade internacional. A redução da produtividade dos pomares nordestinos após as chuvas e o aumento dos custos logísticos, impulsionado pela alta do diesel em meio ao conflito no Oriente Médio, também contribuíram para a diminuição dos embarques da fruta.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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