Tecnologia

Inteligência artificial no trabalho mais que dobra entre brasileiros, aponta LinkedIn

O uso de inteligência artificial no trabalho cresceu de forma acelerada no Brasil no último ano. Levantamento do LinkedIn mostra que a adoção de ferramentas baseadas em IA mais que dobrou entre 2024 e 2025.

De acordo com o Índice de Confiança do Trabalhador, pesquisa realizada com usuários da plataforma, o percentual de profissionais que utilizam recursos como ChatGPT, Gemini e Copilot saltou de 17% para 35% no período.

Ferramentas de IA ganham espaço na rotina profissional

O avanço indica que soluções de tecnologia e automação estão cada vez mais presentes no dia a dia corporativo. Entre os entrevistados:

  • 79% afirmam que produtos de inteligência artificial aumentam a eficiência no trabalho
  • 78% pretendem desenvolver novas habilidades em IA
  • 56% dizem receber apoio das empresas para ampliar conhecimentos na área

Os dados reforçam a consolidação da IA como ferramenta estratégica para produtividade e inovação nas empresas.

Aprender fazendo: a prática como diferencial

Para a especialista Cris Mendes, Top Voice da plataforma e CEO do Chiefs.Group, a adaptação à tecnologia passa, principalmente, pela experimentação.

Em entrevista ao LinkedIn, ela destacou que cursos e leituras são importantes, mas insuficientes diante da velocidade de transformação da IA. Segundo Mendes, a melhor forma de acompanhar as mudanças é utilizar as ferramentas no cotidiano profissional.

Na avaliação da executiva, o profissional do futuro precisa desenvolver capacidade de aprendizado ágil, baseada em trocas constantes e acesso a conteúdos objetivos.

O que os números revelam sobre o mercado

Os resultados da pesquisa apontam tendências claras no ambiente corporativo:

IA como vantagem competitiva
A expansão do uso demonstra que ferramentas digitais já integram processos em diferentes setores.

Aprendizado contínuo como estratégia de carreira
A maioria dos profissionais planeja investir em capacitação voltada à inteligência artificial e tecnologia.

Apoio das empresas
Mais da metade dos entrevistados relata incentivo corporativo para desenvolver competências ligadas à inovação digital.

Importância da prática
O contato frequente com plataformas de IA e a troca de experiências aceleram o domínio das ferramentas.

O cenário indica que a transformação digital deixou de ser tendência e se tornou realidade consolidada no mercado de trabalho brasileiro.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Tecnologia

Veículos eletrificados impulsionam 69% do crescimento do mercado automotivo brasileiro

Os veículos eletrificados foram responsáveis pela maior parte da expansão do mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de fevereiro de 2026. Segundo levantamento da Bright Consulting, o segmento respondeu por aproximadamente 69% do crescimento registrado no período.

Ao todo, o Brasil emplacou 86.565 veículos leves nos primeiros quinze dias do mês. O volume representa alta de 26,6% frente à primeira quinzena de janeiro e avanço de 13% na comparação anual. Apesar da expansão generalizada, os dados indicam que a eletrificação concentra a maior fatia da evolução do setor.

Eletrificação ganha protagonismo

Na quinzena, foram comercializadas 13.487 unidades eletrificadas, crescimento de 18,7% em relação ao mês anterior e salto de 104,6% na comparação com o mesmo período de 2025. A participação desses modelos chegou a 15,6% do total do mercado.

Do aumento anual registrado no setor, cerca de 6.896 unidades vieram exclusivamente dos eletrificados. O desempenho mostra que a transição para carros híbridos e elétricos deixou de ser um movimento pontual e passou a liderar a expansão estrutural do segmento automotivo.

No acumulado de 2026, as vendas somam 40.257 unidades, alta de 77,3% frente ao ano anterior, com participação próxima de 16,2% — praticamente o dobro da fatia registrada em 2025.

Híbridos lideram, mas elétricos avançam

A divisão por tecnologia revela um cenário equilibrado entre diferentes soluções de mobilidade elétrica.

Na primeira quinzena de fevereiro:

  • híbridos plenos (HEV): 4.205 unidades (31,2%)
  • elétricos a bateria (BEV): 4.104 unidades (30,4%)
  • híbridos plug-in (PHEV): 3.679 unidades (27,3%)
  • mild hybrid (MHEV): 1.499 unidades (11,1%)

Os híbridos convencionais lideraram o volume, impulsionados principalmente pela Toyota, responsável por cerca de um terço das vendas dessa categoria.

Entre os modelos 100% elétricos, o BYD Dolphin Mini se destacou com mais da metade dos emplacamentos do segmento. Já no grupo dos híbridos plug-in, o BYD Song Pro liderou as vendas.

O crescimento simultâneo de BEVs e PHEVs reforça a aceleração da eletrificação automotiva no Brasil, tanto nas soluções intermediárias quanto nos modelos totalmente elétricos.

Montadoras chinesas ampliam participação

O avanço da eletrificação está diretamente associado ao desempenho das montadoras chinesas. Na primeira quinzena de fevereiro, elas responderam por 13,2% das vendas totais do mercado brasileiro, patamar levemente inferior ao de janeiro (13,9%), mas ainda elevado.

A BYD já figura entre as principais fabricantes do país, com 6,2% de participação nas vendas do período. A GWM também passou a integrar o grupo das dez maiores montadoras em volume de emplacamentos.

A estratégia dessas empresas tem sido baseada em portfólio focado em modelos eletrificados, preços competitivos e oferta tecnológica ampliada. A tendência é de fortalecimento dessa presença com a expansão das operações locais e o lançamento de novos produtos.

Crescimento seletivo do setor

Embora o mercado automotivo apresente alta nas vendas totais, os números indicam que a transformação ocorre de forma concentrada. O dinamismo está principalmente nos carros elétricos e híbridos, enquanto os modelos convencionais registram evolução mais moderada.

Mantido o ritmo observado neste início de ano, a eletrificação deve se consolidar como principal motor de crescimento da indústria automotiva brasileira ao longo de 2026.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InsideEVs Brasil

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IA ultrapassará inteligência humana em poucos anos, afirma CEO da Anthropic

A inteligência artificial (IA) deve superar a capacidade cognitiva humana na maioria das atividades em um intervalo de poucos anos. A projeção foi feita por Dario Amodei, CEO da Anthropic, durante a AI Impact Summit, realizada na Índia, na quinta-feira (19).

Segundo o executivo, o avanço da tecnologia segue um ritmo comparável a uma “Lei de Moore para a inteligência”, indicando crescimento acelerado e contínuo ao longo da última década.

“Um país de gênios em um data center”

Durante o evento, Amodei afirmou que o desenvolvimento da IA generativa e dos sistemas avançados está próximo de atingir um estágio que ele descreveu como “um país de gênios em um data center”.

A ideia, explicou, envolve a criação de agentes de IA capazes de desempenhar a maioria das tarefas melhor do que humanos, além de se coordenarem entre si em velocidades superiores às humanas. Esse cenário, segundo ele, pode transformar profundamente setores como tecnologia, ciência, educação e indústria.

Parceria com a Índia para segurança em IA

O CEO também destacou o interesse da Anthropic em estabelecer colaboração com a Índia para testar e avaliar modelos de inteligência artificial sob a ótica de riscos de segurança.

A proposta segue a linha de atuação de institutos nacionais e internacionais voltados à segurança em IA, que buscam criar parâmetros globais para desenvolvimento responsável da tecnologia.

As declarações ocorreram pouco depois de a empresa anunciar a abertura de um escritório em Bengaluru — o segundo na Ásia, após Tóquio — além de novas parcerias nos setores empresarial, educacional e agrícola indianos.

Índia é mercado estratégico para Claude.ai

A Anthropic, que conta com investimentos da Amazon e da Google, informou que a Índia já é o segundo maior mercado para o serviço Claude.ai.

De acordo com a companhia, quase metade do uso da plataforma no país está relacionada a tarefas computacionais e matemáticas, incluindo desenvolvimento de aplicativos e distribuição de software.

O movimento reforça a estratégia de expansão internacional da empresa em um momento de rápida evolução da inteligência artificial avançada e crescente debate global sobre seus impactos econômicos e sociais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DOORDASHAN via REUTERS

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Tecnologia

Navios gigantes lideram corrida tecnológica contra o colapso ambiental

Navios gigantes, sistemas autônomos e tecnologias de captura de carbono já operam em escala real para enfrentar a crise ambiental. Do Oceano Pacífico à Islândia, projetos retiram toneladas de plástico por hora, tratam resíduos com robôs de alta precisão e transformam CO₂ em pedra, demonstrando que a inovação ambiental deixou de ser promessa e passou a gerar resultados mensuráveis.

Do oceano aberto à limpeza em larga escala

No Pacífico Norte, entre Califórnia e Havaí, o sistema The Ocean Cleanup opera com barreiras flutuantes superiores a dois quilômetros e cortinas submersas de quatro metros para concentrar plástico em alto-mar. O modelo conhecido como System 03 utiliza duas embarcações e uma estrutura em formato de “U”, navegando a menos de 5 km/h para evitar impactos à fauna marinha.

A área coberta a cada hora equivale a mais de 14 mil campos de futebol. O material recolhido é removido periodicamente para triagem e reciclagem, consolidando uma operação contínua de limpeza oceânica.

Outro exemplo é o catamarã Manta, desenvolvido pela organização The SeaCleaners. Com 70 metros de comprimento e quase 50 de largura, a embarcação consegue recolher entre 1 e 3 toneladas de resíduos por hora, alcançando até um metro de profundidade. Parte do lixo é reciclada, enquanto o rejeito não reciclável passa por pirólise, gerando até 75% da energia necessária para o próprio funcionamento do navio.

Rios: onde o plástico começa a trajetória

Grande parte do lixo marinho tem origem fluvial. Em Los Angeles, o Interceptor 007 atua no canal do riacho Ballona como sistema autônomo de retenção. Desenvolvido pela própria The Ocean Cleanup, o equipamento usa barreiras flutuantes para direcionar resíduos até uma esteira movida a energia solar, que deposita o material em contêineres monitorados por sensores.

Durante períodos de chuva intensa, a capacidade chega a 50 toneladas por dia. Dados operacionais indicam redução de até 75% do plástico encontrado em praias próximas.

Na Guatemala, o Interceptor 006 foi instalado para conter resíduos que descem pelo rio Las Vacas até o Motagua, com potencial de impedir que cerca de 1,5 milhão de quilos de lixo por ano cheguem ao Caribe. Já na Itália, o sistema River Cleaning utiliza módulos flutuantes que aproveitam a própria correnteza para capturar até 85% dos detritos superficiais, sem bloquear a passagem de peixes.

Triagem automatizada amplia eficiência da reciclagem

A remoção de resíduos exige uma etapa decisiva: a separação. Empresas como a finlandesa ZenRobotics utilizam robôs industriais equipados com sensores multiespectrais, câmeras 3D e detectores de metal para classificar materiais com precisão.

Os braços robóticos realizam até 4 mil seleções por hora e processam mais de 45 toneladas no mesmo período. A taxa de recuperação pode alcançar 98%, reduzindo drasticamente o envio de resíduos para aterros e elevando o valor econômico da reciclagem. Além disso, a automação diminui a exposição de trabalhadores a ambientes insalubres.

Purificação do ar e captura direta de carbono

A corrida tecnológica também alcança a atmosfera. Em Xi’an, na China, uma torre de purificação com mais de 100 metros utiliza energia solar para aquecer o ar poluído e filtrá-lo internamente, gerando mais de 10 milhões de metros cúbicos de ar limpo por dia e melhorando os índices de qualidade do ar em uma área de até 10 km².

Na Islândia, a planta Climeworks Mammoth aposta na captura direta de carbono. O sistema filtra CO₂ da atmosfera, concentra o gás por aquecimento com energia geotérmica e o injeta em formações basálticas subterrâneas. Em menos de dois anos, o carbono se mineraliza e se transforma em rocha, impedindo seu retorno à atmosfera.

Tecnologia integrada contra a crise climática

O diferencial dessas iniciativas está na integração: navios gigantes, barreiras fluviais, inteligência artificial, reciclagem automatizada e captura de CO₂ atuam de forma complementar. A contenção ocorre nos rios, a limpeza avança nos oceanos, a triagem otimiza o reaproveitamento e a captura de carbono reduz emissões atmosféricas.

A combinação dessas frentes indica que a resposta ao avanço da poluição plástica e das mudanças climáticas já acontece em escala industrial, com impacto local e potencial global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Robôs humanoides chineses brilham no Ano Novo Lunar e destacam avanço da robótica

As celebrações do Ano Novo Lunar na China ganharam um reforço tecnológico neste ano: um espetáculo protagonizado por robôs humanoides chineses chamou a atenção do público ao unir tradição cultural e inovação. As máquinas foram o centro de um show que combinou tecnologia, entretenimento e cultura, encantando espectadores com movimentos sincronizados e interações ao vivo.

Coreografias sincronizadas e interação com o público

Desenvolvidos por empresas de tecnologia do país, os robôs humanoides executaram coreografias complexas com alto grau de precisão. A performance evidenciou os avanços recentes em robótica e inteligência artificial, áreas que recebem investimentos contínuos da China.

Centenas de unidades participaram da apresentação, demonstrando capacidade de reproduzir gestos e movimentos humanos de forma coordenada. O espetáculo integrou a programação oficial das festividades, tradicionalmente acompanhadas por milhões de pessoas dentro e fora do país.

Tecnologia como vitrine nacional

O evento também funcionou como plataforma para destacar o crescimento do setor de automação e de tecnologias emergentes na China. Ao inserir os robôs em uma celebração de grande visibilidade, o país reforça sua estratégia de posicionamento como referência global em inovação.

Especialistas avaliam que iniciativas desse tipo ajudam a aproximar a população da robótica aplicada, mostrando possibilidades que vão além do entretenimento.

Aplicações futuras e integração entre tradição e modernidade

Além do impacto visual, o uso de robôs humanoides em um evento cultural reforça o potencial dessas tecnologias para atuação em diferentes áreas, como serviços, indústria, educação e atividades culturais.

A apresentação simboliza a fusão entre herança cultural e modernidade tecnológica, característica marcante das comemorações do Ano Novo Lunar, que todos os anos servem de palco para novidades e tendências.

FONTE: Portal Marcos Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Marcos Santos

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Tecnologia

Data centers para IA enfrentam resistência nos EUA e estados discutem moratória na construção

A expansão de data centers para IA nos EUA tem encontrado oposição crescente em diferentes estados americanos. O movimento mais recente veio de Nova York, onde parlamentares democratas apresentaram um projeto de lei que propõe suspender por três anos a emissão de licenças para novas instalações desse tipo.

Com isso, Nova York se torna o sexto estado a avaliar medidas semelhantes em poucas semanas, ampliando um debate que já ganhou dimensão nacional.

Nova York propõe pausa de três anos

A proposta foi apresentada pela senadora estadual Liz Krueger e pela deputada estadual Anna Kelles. O texto prevê uma moratória mínima de três anos para novos alvarás de construção de infraestrutura de inteligência artificial.

Durante o período, o Departamento de Conservação Ambiental e a Comissão de Serviços Públicos avaliariam os impactos ambientais, energéticos e sociais desses empreendimentos, com o objetivo de propor regras mais rígidas para o setor.

Atualmente, o estado já abriga mais de 130 data centers, e a demanda de energia associada a novos projetos chegou a 10 gigawatts — três vezes mais do que há um ano. Entre as obras em curso está uma instalação de 450 megawatts construída sobre o terreno de uma antiga usina a carvão.

Resistência bipartidária se espalha

A oposição não se restringe a um único partido. Em dezembro, o senador Bernie Sanders foi o primeiro político de alcance nacional a defender uma moratória ampla, argumentando que os benefícios da tecnologia devem ser distribuídos de forma mais equitativa.

Desde então, estados como Geórgia, Maryland, Oklahoma, Vermont e Virgínia também passaram a discutir suspensões temporárias para novos projetos de centros de dados. Em alguns casos, as propostas partiram de democratas; em outros, de republicanos.

Na Virgínia, considerada um dos principais polos de infraestrutura digital do país, mais de 60 projetos de lei relacionados ao tema foram apresentados neste ano, tornando o estado o epicentro legislativo do debate.

Impacto ambiental e pressão da sociedade

Segundo a revista Wired, mais de 200 organizações ambientais assinaram uma carta classificando a expansão acelerada dos data centers como uma das maiores ameaças ambientais e sociais da atual geração.

O principal argumento envolve o elevado consumo de energia e água dessas instalações. Comunidades locais temem que a expansão pressione ainda mais as redes elétricas e resulte em aumento nas contas de luz.

Em Nova York, a governadora Kathy Hochul anunciou recentemente uma iniciativa para exigir que os data centers arquem com sua “parte justa” dos custos energéticos. Já o governador da Flórida, Ron DeSantis, criticou o impacto da expansão sobre os consumidores de energia.

Projetos bilionários travados

A resistência também vem da população. De acordo com o grupo Data Center Watch, entre março e junho de 2025, cerca de US$ 98 bilhões em projetos foram adiados ou cancelados.

Em Monterey Park, na Califórnia, uma mobilização de seis semanas levou à aprovação de uma moratória temporária de 45 dias e ao compromisso do conselho municipal de avaliar uma possível proibição permanente.

Levantamento da empresa de pesquisas Morning Consult indica que a maioria dos eleitores apoia restrições à construção de data centers próximos a áreas residenciais e associa esses empreendimentos ao aumento no preço da eletricidade.

Conflito entre avanço tecnológico e custo local

A expansão da inteligência artificial exige grande capacidade de processamento e, consequentemente, uma infraestrutura física robusta. No entanto, comunidades questionam os benefícios concretos desses projetos, que prometem geração de empregos na fase de construção, mas demandam pouca mão de obra após entrarem em operação.

Empresas do setor começaram a reagir. A Microsoft anunciou, com apoio da Casa Branca, compromissos para atuar como “boa vizinha” nas localidades onde instala novos centros.

Dan Diorio, vice-presidente de políticas estaduais da Data Center Coalition, afirmou à imprensa que a indústria reconhece a necessidade de ampliar o diálogo e esclarecer os impactos da atividade.

O embate evidencia um desafio crescente: equilibrar o avanço das operações de IA com a pressão da opinião pública, preocupada com custos energéticos, impactos ambientais e qualidade de vida. Até o momento, não há sinais de que essa distância entre setor tecnológico e comunidades esteja diminuindo.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Tecnologia

Receita Federal publica Política de Inteligência Artificial com foco em transparência e supervisão humana

A Receita Federal oficializou, em 5 de fevereiro de 2026, a nova Política de Inteligência Artificial (IA) por meio da Portaria RFB nº 647. A norma estabelece princípios, diretrizes e mecanismos de controle para garantir o uso ético, responsável e seguro da IA no âmbito do órgão.

A medida reforça o compromisso institucional com transparência, proteção de dados e supervisão humana obrigatória em todas as etapas que envolvam tecnologias baseadas em algoritmos.

Diretrizes para uso responsável da Inteligência Artificial

A política regulamenta o uso, desenvolvimento, contratação, monitoramento e desativação de sistemas de IA, assegurando conformidade com a legislação vigente e respeito a dados pessoais, informações sigilosas e direitos fundamentais.

As regras estão alinhadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que orienta a adoção de tecnologias centradas no ser humano, com foco em acessibilidade, ética e segurança.

Supervisão humana é obrigatória

Um dos pilares da nova regulamentação é a determinação de que nenhuma decisão administrativa poderá ser tomada de forma autônoma por sistemas de IA.

De acordo com a portaria, a responsabilidade final permanece exclusivamente com o agente público. A tecnologia poderá ser utilizada para análises, triagens e apoio técnico, mas não substituirá a atuação humana nos processos decisórios.

Transparência, auditabilidade e proteção de dados

A política também estabelece critérios rigorosos relacionados a:

  • Tratamento de dados pessoais e sigilosos;
  • Sistemas explicáveis e auditáveis;
  • Mecanismos de prevenção a vieses algorítmicos;
  • Garantia de direitos individuais e segurança da informação.

Essas diretrizes dialogam com o debate nacional sobre transparência algorítmica e governança digital no setor público.

Eficiência administrativa e melhoria dos serviços

A implementação da Inteligência Artificial na Receita Federal tem como objetivo aprimorar processos internos, apoiar análises complexas e elevar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão.

Ferramentas tecnológicas já utilizadas pelo órgão, como sistemas de detecção de fraudes e análise avançada de dados, demonstram ganhos em eficiência e precisão, sempre sob controle humano.

Com a publicação da política, a Receita Federal do Brasil reafirma seu compromisso com a modernização responsável da administração pública e com o fortalecimento da confiança da sociedade no uso de tecnologias emergentes.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Tecnologia

Inteligência Artificial aproxima empresas do Brasil e da China em busca de parcerias estratégicas

Empresas brasileiras e chinesas avançaram nas negociações para parcerias em Inteligência Artificial (IA) durante encontro realizado na semana passada, na sede do Serpro, em Brasília. A iniciativa foi articulada de forma conjunta pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela Casa Civil da Presidência da República.

O diálogo ocorre no contexto da implementação de políticas públicas voltadas à soberania tecnológica, com foco no desenvolvimento e uso estratégico da IA no Brasil, a partir de um acordo de cooperação bilateral firmado entre os dois países.

Cooperação Brasil–China em IA ganha continuidade

Batizado de China-Brazil Application Cooperation Centre on Artificial Intelligence, o encontro deu sequência às tratativas iniciadas em 2024, durante a presidência brasileira do BRICS. A proposta é criar um ambiente permanente de cooperação para o desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial, com benefícios mútuos e fortalecimento das capacidades nacionais.

Durante o evento, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, ressaltou que o Brasil busca parcerias estratégicas capazes de impulsionar tecnologias ligadas à indústria 4.0, alinhadas às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), com destaque para a Missão 4 – Transformação Digital.

“Essas parcerias são fundamentais, desde que tragam ganhos concretos para o país”, afirmou.

Datacenters e sustentabilidade entram na agenda

O secretário também destacou a importância do programa Redata, voltado à instalação de datacenters no Brasil, com critérios de sustentabilidade, eficiência energética e estímulo ao desenvolvimento de cadeias produtivas nacionais, fortalecendo a infraestrutura necessária para aplicações avançadas de IA.

Infraestrutura e modelos de IA no centro dos debates

As discussões do encontro se concentraram em dois eixos principais: infraestrutura computacional em Inteligência Artificial e modelos de IA. Empresas chinesas presentes, reconhecidas por estarem na vanguarda tecnológica global, apresentaram soluções com potencial de aplicação no mercado brasileiro.

As oportunidades mapeadas envolvem desde infraestrutura tecnológica e conectividade, até soluções de IA para eficiência operacional, melhoria de serviços e uso, gestão e compartilhamento de dados, incluindo o desenvolvimento de espaços de dados.

Rodadas de negócios reúnem grandes empresas

Participaram das rodadas de debates e negócios empresas como Huawei, iFlytek, Petrobras, Magalu, Ceia, Cimatec, Widelabs, CPQD, Eldorado, Positivo e SoberanIA, reforçando o interesse do setor produtivo em ampliar a cooperação internacional em tecnologias de Inteligência Artificial.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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WEG anuncia nova fábrica automatizada de armazenamento de energia em Itajaí

A WEG vai expandir seu parque industrial em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com a implantação de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Bess). O empreendimento será o mais moderno do Brasil nesse segmento e reforça a estratégia da multinacional catarinense voltada à transição energética e à descarbonização.

Investimento conta com apoio do BNDES e da Finep

Para tirar o projeto do papel, a companhia obteve R$ 280 milhões em financiamento por meio do programa BNDES Mais Inovação, aprovado em chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética. A operação foi estruturada em parceria com a Finep, agência pública de fomento à inovação no país.

Obras começam em breve e devem gerar novos empregos

As obras da nova planta industrial devem começar nos próximos meses, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. A entrada em operação da fábrica vai resultar na criação de cerca de 90 empregos diretos.

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas Bess poderá chegar a 2 GWh por ano, volume equivalente à fabricação de aproximadamente 400 sistemas de 5 MWh.

Fábrica terá robôs e alto nível de automação

O projeto prevê um elevado grau de automação industrial, com linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, além da utilização de robôs móveis autônomos para a logística interna. O complexo também contará com um laboratório de testes, desenvolvimento e qualificação, voltado à melhoria contínua de processos, controle de qualidade e aceleração de novas soluções tecnológicas.

Outro destaque da infraestrutura será a instalação de uma subestação de energia, que permitirá simular condições reais de operação dos sistemas.

Projeto fortalece segurança energética e posicionamento global

Segundo o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento amplia o portfólio de soluções de alto valor agregado desenvolvidas no Brasil. “Com esse passo, a WEG contribui diretamente para o avanço da segurança energética e para a maior resiliência do sistema elétrico nacional”, afirma.

O executivo também ressalta que a iniciativa fortalece a presença da empresa no cenário internacional. “É um projeto alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no contexto global da transição energética, reduzindo riscos e consolidando a atuação nacional em um mercado em expansão”, explica.

Sistemas Bess são essenciais para fontes renováveis

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias têm papel fundamental na estabilidade das redes elétricas, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis, como energia solar e energia eólica. Eles permitem armazenar eletricidade em períodos de menor consumo e liberá-la nos momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema e reduzindo o risco de falhas no fornecimento.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Carros eletrificados já representam 14% das vendas no Brasil em janeiro de 2026

O mercado automotivo brasileiro iniciou janeiro de 2026 sem grandes rupturas, repetindo um comportamento já esperado após o pico artificial registrado em dezembro. Com o fim das campanhas promocionais e a sazonalidade típica do começo do ano, os emplacamentos retornaram a um nível mais próximo da média histórica. Ainda assim, a eletrificação de veículos segue como o principal vetor de transformação do setor, avançando de forma gradual e estrutural.

Mercado volta à normalidade após dezembro inflado

Segundo dados da Bright Consulting, foram vendidos 161.803 veículos leves no Brasil em janeiro. O volume representa uma queda de 38,9% em relação a dezembro, quando os emplacamentos chegaram a 264.946 unidades. Na comparação anual, houve crescimento discreto de 1,4% frente a janeiro de 2025.

Com 21 dias úteis, a média diária ficou em aproximadamente 7,7 mil veículos, superior à do mesmo mês do ano anterior, mas bem distante do ritmo excepcional observado no fim de 2025. O cenário indica uma normalização sazonal, e não uma retomada consistente da demanda.

Eletrificados já somam 16,3% dos emplacamentos

Os carros eletrificados totalizaram 26.361 unidades em janeiro, o que equivale a 16,3% do mercado. Embora o número seja inferior ao de dezembro, quando foram registrados 37.822 emplacamentos, a comparação anual revela avanço expressivo sobre janeiro de 2025.

A retração mensal é atribuída principalmente ao encerramento de incentivos comerciais e ao comportamento tradicionalmente mais fraco do início do ano, sem comprometer a tendência de crescimento do segmento.

Eletrificação real ganha espaço no Brasil

Ao excluir os MHEV (micro-híbridos) da conta, a eletrificação no Brasil mostra um retrato ainda mais relevante. Os chamados eletrificados reais, que contam com tração elétrica parcial ou integral, somaram 23.025 unidades no mês.

Isso significa que cerca de 90% dos eletrificados vendidos já oferecem participação efetiva do motor elétrico. Em relação ao mercado total, esses modelos representam aproximadamente 14,2% dos emplacamentos, um patamar que até poucos anos atrás parecia distante da realidade brasileira.

Modelos eletrificados mais vendidos em janeiro

Entre os destaques por categoria, alguns modelos concentraram a liderança:

  • BEV (100% elétrico): BYD Dolphin Mini – 2.840 unidades
  • PHEV (híbrido plug-in): BYD Song Pro – 2.230 unidades
  • HEV (híbrido convencional): Toyota Corolla Cross
  • MHEV (micro-híbrido): Fiat Fastback – 1.309 unidades

Nesse cenário, a BYD se consolida como a principal marca de eletrificados entre as montadoras generalistas, com volumes cada vez mais próximos aos das fabricantes tradicionais.

Transição energética avança apesar da demanda fraca

O início de 2026 confirma um mercado automotivo que cresce pouco e segue pressionado por fatores macroeconômicos. Ainda assim, a mudança no perfil da frota avança de forma consistente, com os SUVs dominando o mix e a eletrificação deixando de ser um nicho para se tornar parte estrutural do setor.

Mesmo em um ambiente de consumo moderado, os números indicam que a transição energética no Brasil já ocorre em ritmo próprio, cada vez mais integrada ao volume regular de vendas.

FONTE: InsideEvs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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