Tecnologia

IA e nova energia impulsionam crescimento dos lucros industriais da China em 2026

A forte demanda por produtos ligados à inteligência artificial (IA) e ao setor de nova energia impulsionou os resultados da indústria chinesa nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas (DNE) mostram que os lucros das principais empresas industriais do país mantiveram trajetória de aceleração, refletindo o avanço da manufatura de alta tecnologia e o fortalecimento da atividade econômica.

Entre janeiro e maio, as empresas industriais com receita anual superior a 20 milhões de yuans registraram lucro combinado de 3,14 trilhões de yuans (cerca de US$ 2,93 milhões de receita mínima por empresa), crescimento de 18,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Lucros industriais aceleram em maio

O desempenho superou o avanço de 18,2% registrado no acumulado até abril. Apenas no mês de maio, os lucros industriais cresceram 21,1%, indicando uma aceleração da atividade no setor.

Além disso, a receita industrial avançou 5,5% entre janeiro e maio, ritmo superior ao observado no quadrimestre anterior. Segundo o DNE, o resultado foi favorecido pela expansão da produção industrial e pela continuidade da recuperação dos preços ao produtor.

Setor de equipamentos lidera expansão

A manufatura de equipamentos permaneceu entre os principais motores da indústria chinesa. Os lucros do segmento aumentaram 14,1%, respondendo por uma parcela significativa do crescimento total registrado pela indústria.

Dentro desse grupo, a indústria eletrônica apresentou um desempenho expressivo, com alta de 103,9% nos lucros. O avanço foi impulsionado pela crescente demanda global por equipamentos voltados à inteligência artificial, especialmente produtos de computação de alto desempenho e componentes de memória.

Nova energia fortalece indústria de matérias-primas

Outro destaque foi o setor de matérias-primas, que registrou crescimento de 83,1% nos lucros durante o período.

O aumento da procura por insumos destinados às cadeias de energia limpa e IA manteve elevados os preços de metais como cobre e alumínio, favorecendo a indústria de metais não ferrosos, cujos lucros dispararam 117,1%.

Também houve recuperação da indústria de processamento de petróleo, que voltou a operar com lucro, enquanto o setor químico registrou avanço de 71,6%.

Alta tecnologia mantém crescimento acelerado

A manufatura de alta tecnologia continuou sendo um dos segmentos mais dinâmicos da economia chinesa. Entre janeiro e maio, os lucros cresceram 44,7%, reforçando sua contribuição para o desempenho industrial do país.

Os maiores destaques ficaram por conta da fabricação de materiais eletrônicos especiais, que registrou salto de 665,4%, além da produção de dispositivos optoeletrônicos (+53,8%) e de componentes eletrônicos discretos (+40,6%).

Custos caem e rentabilidade melhora

O levantamento também mostra uma melhora na eficiência operacional das empresas.

Para cada 100 yuans de receita operacional, os custos recuaram para 84,95 yuans, redução de 0,59 yuan em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse foi o quinto mês consecutivo de queda dos custos industriais.

A margem de lucro operacional alcançou 5,56%, avanço de 0,63 ponto percentual e o maior nível registrado em períodos acumulados desde 2024.

Governo pretende reforçar políticas de crescimento

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a expectativa é de continuidade do fortalecimento da indústria ao longo de 2026. O governo chinês pretende ampliar o uso de políticas macroeconômicas para estimular a demanda interna, aperfeiçoar a oferta industrial e incentivar novos vetores de crescimento econômico, com foco no desenvolvimento de alta qualidade.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shi Kuanbing/Xinhua

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Tecnologia

China promove Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 com foco em governança global

A China receberá, em julho, a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Shanghai. O anúncio foi feito pelo governo chinês, que pretende utilizar o encontro para ampliar o diálogo internacional sobre o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial.

O evento deve reunir representantes de diversos países, especialistas e autoridades para discutir os desafios e as oportunidades da tecnologia, além de fortalecer a cooperação internacional na área.

Cooperação internacional será prioridade

Durante coletiva de imprensa, o vice-chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhou Haibing, afirmou que a conferência será uma oportunidade para aprofundar as parcerias globais relacionadas à IA.

Segundo ele, o avanço da inteligência artificial exige uma atuação conjunta entre os países, já que a governança da tecnologia representa um desafio compartilhado pela comunidade internacional e terá impacto direto no futuro da humanidade.

China defende desenvolvimento responsável da IA

De acordo com Zhou, o governo chinês continuará defendendo o multilateralismo, a cooperação internacional e uma abordagem baseada na abertura e na inclusão para o desenvolvimento da inteligência artificial.

A proposta do país é estimular o uso da tecnologia com foco nas pessoas, conciliando inovação tecnológica com responsabilidade, segurança e benefícios sociais.

Segurança e regulamentação estão entre os principais temas

Além de incentivar o desenvolvimento da IA, a China pretende ampliar as discussões sobre mecanismos de regulamentação e gestão de riscos associados à tecnologia.

O governo também informou que buscará fortalecer a cooperação internacional para criar medidas de prevenção capazes de reduzir ameaças à segurança relacionadas ao uso da inteligência artificial, reforçando sua participação nas iniciativas globais voltadas à governança do setor.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Chen Haoming

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Tecnologia

Baterias em usinas solares podem elevar em até 60% os ganhos da geração distribuída

A adoção de sistemas de armazenamento de energia (SAE) com baterias em usinas solares remotas pode aumentar em mais de 60% os créditos obtidos por consumidores atendidos pela micro e minigeração distribuída (MMGD). A conclusão é de um estudo desenvolvido pela TR Soluções, que avaliou o impacto da estratégia para consumidores do subgrupo A4, composto por unidades atendidas em média tensão.

Nesse segmento, que inclui indústrias, supermercados, hospitais e outros grandes consumidores, a cobrança de energia ocorre por meio da tarifa horária, com valores distintos para os períodos de ponta e fora de ponta.

Estratégia aproveita diferença entre tarifas de energia

Segundo a análise, a energia gerada pelas usinas solares durante o dia — período em que a produção é maior e a tarifa costuma ser mais baixa — pode ser armazenada em baterias. Posteriormente, esse volume é injetado na rede elétrica no horário de ponta, geralmente no início da noite, quando o custo da energia é mais elevado.

Esse deslocamento da energia entre os períodos tarifários aumenta o valor dos créditos recebidos pelos consumidores, tornando a operação mais vantajosa financeiramente.

Cada 1 kWh armazenado pode render até 1,61 kWh em créditos

Pelas regras atuais da MMGD, a compensação de energia depende do horário em que ocorre a geração e o consumo. Quando ambos acontecem no mesmo período tarifário, a equivalência é direta: cada 1 kWh injetado corresponde a 1 kWh de crédito.

No entanto, quando a energia é armazenada durante o período fora de ponta e utilizada no horário de ponta, entra em vigor um fator de ajuste baseado na diferença entre as tarifas. De acordo com o levantamento da TR Soluções, essa relação chega a aproximadamente 1,61, permitindo que cada 1 kWh armazenado gere créditos equivalentes a 1,61 kWh para compensação futura.

Tecnologia fortalece a viabilidade econômica da geração distribuída

Para o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa, o armazenamento de energia passa a ocupar um papel estratégico na rentabilidade dos projetos de geração distribuída.

“Com o armazenamento da energia ao longo do dia e seu fornecimento à rede no horário de ponta, a lógica de mercado se inverte a favor do consumidor vinculado à usina”, afirmou.

Segundo o especialista, os sistemas de armazenamento de energia deixam de ser apenas uma solução complementar e passam a representar um elemento essencial para ampliar o retorno financeiro dos chamados prosumidores — consumidores que também produzem energia.

Benefícios também alcançam o sistema elétrico

Além do aumento na rentabilidade, o uso de baterias contribui para melhorar o desempenho do Sistema Interligado Nacional (SIN). A injeção de energia nos momentos de maior demanda ajuda a reduzir a sobrecarga nas redes de distribuição e transmissão.

A estratégia também auxilia no enfrentamento da chamada “curva do pato”, fenômeno que representa o descompasso entre a elevada geração de energia solar durante o dia e o pico de consumo registrado no início da noite.

Como consequência, o sistema elétrico ganha maior equilíbrio entre oferta e demanda, reduzindo inclusive a necessidade de contratação de reserva de capacidade para atender aos horários críticos.

FONTE: Megawhat
TEXTO: Redação
IMAGEM: USP Imagens

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Tecnologia

Greve na Hyundai Motor: sindicato usa ameaça de paralisação contra implantação do robô Atlas humanoide

A Hyundai Motor enfrenta uma crescente tensão trabalhista após seu sindicato sinalizar que pode recorrer a uma greve na Hyundai como forma de pressionar a montadora a garantir proteção de empregos diante da implantação do robô humanoide Atlas nas linhas de produção.

Votação massiva autoriza paralisação

Mais de 86% dos cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados votaram a favor de uma paralisação na última quarta-feira. O resultado abre caminho para um embate direto envolvendo reajustes salariais, segurança no emprego e a introdução de tecnologias de automação.

Na quinta-feira, o sindicato também conquistou respaldo legal para avançar com a greve, após uma comissão estatal de mediação trabalhista suspender o processo de arbitragem entre as partes.

Automação e inteligência artificial entram no centro da disputa

Tradicionalmente focadas em salários e benefícios, as negociações anuais da montadora passaram a incluir um novo eixo central: a automação industrial e o impacto da inteligência artificial (IA) no emprego.

A Hyundai Motor Group anunciou planos para implementar gradualmente o robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, em suas principais fábricas no mundo. A medida, no entanto, gerou forte resistência sindical.

Expansão do robô Atlas preocupa trabalhadores

O cronograma da empresa prevê o uso do Atlas a partir de 2028 na fábrica Hyundai Motor Group Metaplant America, localizada na Geórgia, nos Estados Unidos. A tecnologia deve ser aplicada inicialmente para aumentar a eficiência produtiva e, posteriormente, expandida para outras unidades.

O sindicato, porém, vê o avanço da robótica como uma ameaça direta aos postos de trabalho e incluiu na pauta de negociação a exigência de “garantia de emprego e condições de trabalho relacionadas à IA”.

Reivindicações salariais e bônus milionário

Além das preocupações com automação, os trabalhadores também pedem um bônus de desempenho equivalente a 30% do lucro líquido da montadora em 2024, o que pode ultrapassar 3 trilhões de won (cerca de US$ 1,94 bilhão).

A possibilidade de paralisação surge como uma ferramenta de pressão em meio às negociações estagnadas.

Pressão econômica e cenário global desafiador

A eventual greve na Hyundai Motor representa um risco adicional para a empresa em um momento de incerteza no comércio internacional.

No primeiro trimestre, a montadora registrou receita de 45,94 trilhões de won, alta de 3,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro operacional caiu 30,8%, impactado por tarifas nos Estados Unidos.

Além disso, a concorrência crescente de fabricantes chineses, especialmente no setor de veículos elétricos, intensifica a pressão sobre a montadora sul-coreana.

Desafio para a gestão: emprego versus automação

Para a administração da Hyundai, o principal impasse está na exigência sindical de manter garantias de emprego mesmo com a expansão da robótica e da IA.

Historicamente, as negociações trabalhistas da empresa se concentravam em salários, bônus e benefícios de aposentadoria. Agora, porém, o debate avança para questões estruturais de longo prazo, envolvendo o futuro do trabalho diante da automação industrial.

FONTE: Korea Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Korea Times

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Tecnologia

Inteligência Artificial no trabalho: apenas 13% dos profissionais utilizam IA de forma avançada, revela estudo

A presença da Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo está cada vez mais comum, mas o domínio da tecnologia ainda é um desafio para grande parte dos profissionais. Um levantamento realizado pela Hashtag Treinamentos com 5.569 participantes mostra que apenas 13% afirmam utilizar a IA de maneira avançada em suas atividades profissionais.

O resultado evidencia uma diferença entre a popularização das ferramentas e sua efetiva incorporação em processos mais complexos e estratégicos dentro das organizações.

Pesquisa e produção de conteúdo lideram aplicações da IA

Segundo o estudo, os principais usos da Inteligência Artificial generativa estão concentrados em tarefas relacionadas à produtividade individual.

Entre os entrevistados:

  • 75,6% utilizam IA para pesquisas e busca de informações;
  • 65,2% recorrem à tecnologia para criação de textos e conteúdos;
  • 33,2% empregam ferramentas de IA para análise de dados.

Os números indicam que a tecnologia vem sendo utilizada principalmente como suporte para atividades intelectuais, ajudando profissionais a organizar informações, acelerar processos e otimizar tarefas rotineiras.

Por outro lado, aplicações mais sofisticadas, como automação de processos, apoio à tomada de decisões, desenvolvimento de fluxos inteligentes e análise estratégica de indicadores, ainda permanecem restritas a uma parcela menor dos usuários.

Formação em IA nem sempre significa domínio prático

A pesquisa também identificou uma diferença significativa entre o interesse pelo tema e a capacidade de aplicar a tecnologia de forma avançada.

De acordo com os dados, 68,2% dos participantes afirmam já ter estudado Inteligência Artificial ou realizado algum curso relacionado ao assunto. No entanto, apenas 18,1% consideram possuir formação prática ou conhecimento aprofundado na área.

Para Janaina Moura, coordenadora dos cursos de IA da XP Educação, a tecnologia já superou a fase inicial de adoção, mas ainda enfrenta desafios quando o assunto é maturidade de uso.

Segundo a especialista, muitos profissionais incorporaram ferramentas de IA à rotina, porém poucos conseguiram estruturar processos consistentes capazes de gerar ganhos mais relevantes para os negócios.

Desafio das empresas é transformar uso em resultados concretos

Nos últimos anos, organizações de diferentes setores passaram a estimular o uso de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, enquanto trabalhadores buscaram capacitação para acompanhar a rápida evolução tecnológica.

Entretanto, especialistas apontam que existe uma diferença importante entre conhecer uma ferramenta e utilizá-la de forma estratégica para solucionar problemas corporativos e gerar valor para as empresas.

Nesse contexto, o principal desafio deixou de ser a adoção da tecnologia. O foco agora está na capacidade de transformar iniciativas isoladas em ganhos efetivos de produtividade, eficiência operacional e inovação.

Capacitação e metodologia ganham protagonismo

A nova etapa da transformação digital exige mais do que acesso a plataformas de IA. Empresas passaram a investir em capacitação prática, desenvolvimento de metodologias e identificação de processos que possam ser aprimorados com o apoio da tecnologia.

A tendência observada no mercado é uma mudança de foco: em vez de apenas discutir quais ferramentas utilizar, organizações buscam estruturar projetos e criar fluxos de trabalho capazes de integrar a IA ao dia a dia das operações.

Especialistas avaliam que a vantagem competitiva nos próximos anos estará relacionada à capacidade de aplicar a tecnologia de forma estratégica e alinhada aos objetivos do negócio.

Nesse cenário, a diferença entre empresas que apenas experimentam recursos de IA e aquelas que conseguem extrair valor real da inovação estará na integração da tecnologia aos processos corporativos e na geração de resultados mensuráveis.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Tecnologia

Carros super-híbridos ganham força e prometem revolucionar a mobilidade com autonomia acima de 1.000 km

A transição para a eletrificação dos automóveis continua avançando, mesmo após o ritmo mais lento do que o previsto nos últimos anos. Embora projeções anteriores apontassem para uma predominância de veículos totalmente elétricos nos Estados Unidos até 2035, fatores como altos custos, mudanças políticas e resistência de parte dos consumidores levaram as montadoras a rever seus planos.

Apesar dos ajustes estratégicos e dos bilhões de dólares investidos em projetos posteriormente reformulados, a indústria automotiva segue apostando na eletrificação. Nesse cenário, uma nova categoria começa a ganhar destaque: os veículos elétricos de autonomia estendida (EREV), considerados por muitos especialistas como a próxima etapa da mobilidade eletrificada.

Entendendo os diferentes tipos de eletrificação

Antes de compreender o papel dos EREVs, é importante conhecer os principais sistemas disponíveis atualmente.

HEVs: os híbridos convencionais

Os híbridos elétricos (HEVs) combinam motor a combustão e propulsão elétrica, utilizando uma bateria de pequena capacidade que é recarregada durante a frenagem ou desaceleração do veículo.

Modelos como o Toyota Prius popularizaram essa tecnologia, que dispensa conexão em tomadas e oferece melhor eficiência energética em comparação aos carros exclusivamente movidos a gasolina.

BEVs: os elétricos puros

Os veículos elétricos a bateria (BEVs) são representados por modelos de fabricantes como Tesla, Porsche e diversas outras marcas globais. Eles utilizam exclusivamente energia elétrica armazenada em grandes baterias, proporcionando condução silenciosa, respostas rápidas ao acelerador e menor necessidade de manutenção.

Por outro lado, as baterias de grande capacidade elevam significativamente os custos de produção. Além disso, fatores como reboque de cargas e longas viagens ainda podem impactar a autonomia desses veículos.

PHEVs: híbridos plug-in

Os híbridos plug-in (PHEVs) representam uma evolução dos híbridos convencionais. Equipados com baterias maiores e sistema de recarga externa, conseguem rodar dezenas de quilômetros apenas no modo elétrico antes de acionarem o motor a combustão.

Modelos modernos podem atender a boa parte dos deslocamentos urbanos utilizando somente eletricidade, reduzindo de forma significativa o consumo de combustível.

O que são os carros elétricos de autonomia estendida (EREV)?

Os EREVs unem características dos carros elétricos e dos híbridos plug-in, mas apresentam uma diferença fundamental: as rodas são movimentadas exclusivamente por motores elétricos.

Nesse sistema, o motor a combustão não impulsiona diretamente o veículo. Sua função é atuar como gerador de energia para recarregar a bateria quando necessário.

A proposta é utilizar baterias de tamanho intermediário — maiores que as dos híbridos plug-in e menores que as dos elétricos puros — reduzindo custos e peso sem comprometer a experiência de condução elétrica.

Vantagens dos super-híbridos

Entre os principais benefícios dos carros super-híbridos estão:

  • Maior autonomia total;
  • Menor dependência de carregadores públicos;
  • Redução do custo das baterias;
  • Condução predominantemente elétrica;
  • Menor ansiedade relacionada à autonomia;
  • Melhor desempenho em viagens longas e reboque.

Como o motor a combustão opera em faixas de eficiência mais elevadas, a tecnologia também tende a otimizar o consumo energético.

Tecnologia não é nova, mas evoluiu

A ideia dos veículos de autonomia estendida já foi testada anteriormente. Um dos exemplos mais conhecidos foi o BMW i3 equipado com extensor de autonomia.

Na época, o sistema apresentava limitações de desempenho quando a bateria estava descarregada e o pequeno motor gerador precisava sustentar sozinho o fornecimento de energia.

As novas gerações prometem superar essas restrições por meio de baterias mais eficientes e geradores mais potentes.

Picapes e SUVs serão os principais beneficiados

A nova tecnologia chama a atenção principalmente entre fabricantes de picapes e utilitários esportivos.

Marcas como Ford, Jeep, Ram, Scout, Kia, Genesis e Nissan já estudam ou anunciaram projetos envolvendo sistemas EREV.

O motivo é simples: veículos maiores possuem espaço suficiente para acomodar baterias, motores elétricos e geradores adicionais sem comprometer a capacidade de carga.

Além disso, a tecnologia resolve um dos principais desafios dos elétricos atuais: a perda significativa de autonomia durante o reboque de trailers, barcos ou equipamentos pesados.

Stellantis prepara primeiros modelos EREV

Os primeiros modelos de grande volume equipados com essa tecnologia devem chegar ao mercado por meio da Stellantis.

Entre os destaques estão a Jeep Grand Wagoneer REEV e a Ram 1500 REV, previstas para estrear no fim de 2026.

O conjunto mecânico utiliza um motor V6 ligado a um gerador de 130 kW e uma bateria de 92 kWh. Segundo a fabricante, o sistema permitirá rodar cerca de 233 quilômetros apenas com eletricidade e superar os 960 quilômetros de autonomia total.

A Ram também promete números impressionantes de desempenho, incluindo 647 cavalos de potência, capacidade de carga superior a uma tonelada e reboque de até sete toneladas.

Ford aposta em autonomia superior a 1.100 quilômetros

A Ford também confirmou o desenvolvimento de uma versão EREV da linha Lightning.

De acordo com a montadora, a futura Ford Lightning EREV combinará aceleração típica de um veículo elétrico com autonomia estimada acima de 1.120 quilômetros.

A expectativa é que o modelo seja lançado no mercado por volta de 2028.

Scout projeta desempenho esportivo e grande capacidade de reboque

A Scout Motors, marca retomada pela Volkswagen, também prepara veículos com autonomia estendida.

Os projetos incluem a picape Terra e o SUV Traveler, ambos desenvolvidos para oferecer elevada capacidade de reboque e desempenho robusto.

Segundo as projeções iniciais, o sistema EREV equipado com motor de quatro cilindros poderá alcançar aproximadamente 805 quilômetros de autonomia, enquanto a versão totalmente elétrica deverá atingir cerca de 563 quilômetros.

Super-híbridos podem ser a ponte para o futuro da eletrificação

Embora os avanços nas baterias continuem acelerando a adoção dos veículos elétricos puros, os EREVs surgem como uma solução intermediária capaz de atender consumidores que ainda valorizam a segurança de um tanque de combustível para viagens longas.

Ao combinar a experiência de condução elétrica com a praticidade de um gerador a combustão, os chamados super-híbridos podem ocupar um espaço estratégico no mercado automotivo durante os próximos anos, especialmente entre proprietários de picapes, SUVs e veículos destinados ao reboque.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Comércio Exterior, Tecnologia

Blockchain ganha espaço no comércio exterior e promete mais segurança e transparência nas operações

Muito além das criptomoedas, a tecnologia blockchain começa a ganhar espaço no comércio exterior como uma ferramenta capaz de aumentar a confiabilidade das informações, integrar diferentes participantes da cadeia logística e tornar os processos mais eficientes.

De forma simples, o blockchain funciona como um grande livro de registros digital e compartilhado, no qual todas as transações ficam armazenadas em blocos interligados e protegidos contra alterações indevidas. Como as informações só podem ser modificadas com o consenso da rede, a tecnologia garante maior segurança, transparência e rastreabilidade para documentos, pagamentos e demais operações realizadas entre diferentes participantes. Baseado nesse sistema de registros compartilhados e validados, o blockchain permite que documentos e dados sejam acompanhados de forma segura desde a origem da operação até a entrega da mercadoria, reduzindo divergências, retrabalho e atrasos.

Para Mauro Marcelo Sperber dos Santos, CEO da Múltipla Assessoria, o grande diferencial da tecnologia está na construção de confiança entre todos os envolvidos. “O blockchain é uma ferramenta que gera confiança entre diferentes participantes de uma operação. No comércio exterior, onde informações e documentos circulam entre empresas, transportadores, bancos e órgãos governamentais, ter um ambiente seguro e transparente para compartilhar dados representa um avanço significativo em eficiência e segurança”, afirma.

O especialista destaca que o principal benefício está na confiabilidade das informações. Em vez de cada empresa manter controles isolados, todos os participantes passam a compartilhar registros validados, fortalecendo a rastreabilidade e a transparência das operações. “Em um setor como o logístico, onde tempo, previsibilidade e conformidade são fatores críticos, o blockchain aumenta a segurança das informações, melhora a rastreabilidade e cria mais transparência entre todos os envolvidos. Como consequência, os processos tendem a ser mais ágeis e menos burocráticos”, explica.

A aplicação da tecnologia pode beneficiar importadores, exportadores, operadores logísticos, bancos, seguradoras e também órgãos reguladores, como Receita Federal, Mapa e Anvisa. Segundo Mauro Marcelo, o blockchain não resolve apenas desafios individuais das empresas, mas fortalece toda a conexão entre os elos da cadeia de comércio exterior.

Na avaliação do executivo, a tendência é que a tecnologia se torne parte da infraestrutura das operações internacionais nos próximos anos. “Acredito que daqui a alguns anos não estaremos mais discutindo se devemos usar blockchain no comércio exterior, mas sim em quais etapas do processo logístico ele ainda não está sendo utilizado”, projeta.

Para as empresas, iniciar essa jornada desde agora pode representar uma vantagem competitiva importante. “Quem começa antes desenvolve maturidade, identifica oportunidades e constrói experiências práticas. Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se de preparar a empresa para um comércio exterior cada vez mais digital, conectado e orientado pela confiança nas informações”, conclui.

Texto: Redação

Imagem ilustrativa gerada por IA.

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Tecnologia

BYD investirá até R$ 500 milhões para ampliar produção de baterias no Brasil

A fabricante chinesa BYD confirmou um investimento de até R$ 500 milhões para expandir sua capacidade de produção de baterias de lítio no Brasil. O anúncio ocorre após o governo federal definir as diretrizes do primeiro leilão nacional voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

A informação foi divulgada inicialmente pelo Valor Econômico e reforça o interesse da empresa em ampliar sua atuação no mercado brasileiro de soluções energéticas.

Empresa avalia ampliar fábrica em Manaus ou construir nova unidade

De acordo com o vice-presidente sênior da BYD Brasil, Alexandre Baldy, a companhia ainda analisa qual será o destino do aporte. Entre as alternativas estão a expansão da fábrica já instalada em Manaus (AM) ou a construção de uma nova unidade industrial no país.

A definição deve ocorrer nos próximos três meses, após a conclusão dos estudos técnicos e estratégicos.

Segundo Baldy, a decisão sobre o investimento já está tomada, restando apenas a escolha do local mais adequado para receber a operação.

Atualmente, a BYD produz em Manaus baterias do tipo LFP (lítio-ferro-fosfato), utilizadas tanto em ônibus elétricos quanto em sistemas de armazenamento destinados a aplicações de backup energético.

Leilão de armazenamento foi decisivo para novo aporte

A expectativa em torno do primeiro leilão de armazenamento de energia do país foi um dos fatores que motivaram a decisão da companhia. O certame está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 4 de dezembro e deverá impulsionar a instalação de novas fábricas e a nacionalização de componentes.

Um dos pontos que mais chamou a atenção da empresa foi a exigência de conteúdo nacional nos projetos participantes, conforme critérios que ainda serão regulamentados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a BYD, as regras finais poderão influenciar diretamente o volume de recursos destinados à ampliação da produção no Brasil.

O projeto será financiado com capital próprio e os recursos serão liberados após a definição da estratégia industrial da empresa.

Incentivos regionais podem influenciar escolha da localização

A escolha da futura unidade também dependerá dos incentivos previstos pelo governo para empreendimentos instalados em regiões consideradas estratégicas para o setor elétrico.

A proposta prevê benefícios para projetos localizados próximos a áreas indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), distribuídas em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.

Esses incentivos poderão representar vantagens competitivas nos leilões, funcionando como um mecanismo de redução dos valores ofertados pelos participantes.

Expansão deve gerar empregos e ampliar produção nacional

A expectativa inicial da montadora é criar ao menos 400 empregos diretos com o novo investimento.

A empresa já possui uma presença industrial consolidada no Brasil, com operações em Manaus, Campinas (SP) e Camaçari (BA), onde desenvolve projetos ligados à mobilidade elétrica, fabricação de veículos e produção de componentes.

Embora ainda não tenha detalhado quais itens serão fabricados localmente, a companhia afirma que pretende ampliar gradualmente o índice de nacionalização de sua cadeia produtiva, sempre que houver viabilidade econômica e industrial.

Mercado de baterias deve crescer além dos leilões

Para a BYD, o mercado brasileiro de armazenamento de energia tem potencial para crescer muito além das contratações públicas.

A empresa avalia que o avanço da regulamentação do setor pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aliado ao interesse crescente de diferentes segmentos econômicos, tende a acelerar a adoção da tecnologia nos próximos anos.

Além das distribuidoras de energia, setores como agronegócio, mineração e indústria já demonstram interesse em soluções de armazenamento capazes de aumentar a eficiência operacional e a segurança no fornecimento de eletricidade.

BYD reforça estratégia de expansão no Brasil

O novo investimento integra um plano mais amplo de crescimento da BYD no país. Nos últimos anos, a empresa tem ampliado sua presença industrial e tecnológica em diferentes frentes ligadas à transição energética e à mobilidade sustentável.

Em março, a companhia anunciou a instalação de seu primeiro centro de testes e desenvolvimento automotivo no Rio de Janeiro, com investimento estimado em R$ 300 milhões.

Com a ampliação da produção de baterias, a empresa busca fortalecer sua posição tanto no mercado de veículos elétricos quanto no segmento de infraestrutura energética, considerado estratégico para acompanhar o avanço das fontes renováveis e a modernização do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/REUTERS/Stephane Mahe

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Tecnologia

Leilão de armazenamento de energia em baterias marca nova etapa do setor elétrico no Brasil

O Brasil realizará, pela primeira vez, um leilão voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia em baterias, iniciativa considerada estratégica para ampliar a segurança e a eficiência do sistema elétrico nacional. O processo contará com uma etapa exclusiva para projetos com conteúdo nacional e dará prioridade a empreendimentos localizados no Nordeste e em Minas Gerais.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida representa um avanço na modernização da infraestrutura energética do país, permitindo a implantação de baterias eletroquímicas em larga escala para fortalecer a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Baterias ajudarão a atender a demanda nos horários de pico

Os equipamentos contratados terão a função de armazenar energia elétrica em momentos de menor consumo e disponibilizá-la quando houver maior necessidade da rede. A expectativa é aumentar a confiabilidade do fornecimento e contribuir para o equilíbrio da oferta de energia nos períodos de maior demanda.

A iniciativa acompanha uma tendência global de expansão das soluções de armazenamento de energia, consideradas fundamentais para a integração de fontes renováveis e para a estabilidade dos sistemas elétricos.

Certame será realizado em duas etapas em dezembro

O leilão ocorrerá em duas datas distintas. A primeira disputa está marcada para 2 de dezembro e será destinada exclusivamente a projetos que cumpram os critérios mínimos de nacionalização estabelecidos pelo Sistema CFI do BNDES.

A exigência atende a uma demanda apresentada por fabricantes brasileiros do setor, entre eles a WEG, a Moura e a UCB.

Já a segunda rodada, prevista para 4 de dezembro, será aberta a todos os participantes, independentemente do índice de nacionalização dos equipamentos.

Contratos terão validade de 15 anos

Os projetos vencedores negociarão contratos de disponibilidade de potência, com prazo de fornecimento de 15 anos. O início da operação está previsto para 1º de agosto de 2028.

Pelas regras estabelecidas, os empreendimentos serão remunerados por meio de uma receita fixa, garantindo previsibilidade financeira aos investidores e operadores do setor.

Nordeste e Minas Gerais terão prioridade na seleção dos projetos

Outro diferencial do leilão será a adoção de uma bonificação por localização. Projetos instalados em áreas consideradas estratégicas terão vantagem competitiva durante a disputa, seguindo metodologia definida pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Entre os estados apontados como prioritários estão Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, regiões que concentram pontos considerados relevantes para o reforço da rede elétrica.

A expectativa do governo é que o novo modelo impulsione investimentos em armazenamento de energia, fortaleça a segurança energética e contribua para a expansão sustentável do sistema elétrico brasileiro.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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