Tecnologia

BYD registra R$ 700 milhões em vendas no Brasil e acelera meta de liderança até 2030

A BYD no Brasil segue ampliando sua presença no mercado e deu mais um passo relevante rumo à meta de se tornar líder do setor automotivo até 2030. Em apenas 48 horas, a montadora chinesa alcançou R$ 700 milhões em vendas de carros elétricos e híbridos, impulsionada pela crescente aceitação desse tipo de veículo entre os consumidores brasileiros.

Recorde de vendas em campanha de 48 horas

Entre os dias 20 e 21 de março, a empresa comercializou cerca de 4,3 mil veículos, estabelecendo um novo recorde interno. A ação, chamada de “48 horas eletrizantes”, superou com folga a edição anterior, realizada em julho de 2025, quando foram registrados 2,6 mil pedidos — um avanço de 64%.

O destaque ficou para o sábado, responsável por 3,2 mil unidades vendidas, o maior volume já registrado pela marca em um único dia de fim de semana no país.

Crescimento reforça confiança do consumidor

Segundo executivos da companhia, o resultado reflete o aumento da confiança do público, especialmente entre consumidores que ainda tinham dúvidas sobre a adoção de carros elétricos.

A estratégia da montadora tem sido focada em ampliar o conhecimento do mercado sobre benefícios, custos e desempenho dos veículos eletrificados, reduzindo barreiras de entrada e acelerando a adesão.

Mercado em expansão favorece veículos elétricos

O desempenho recente acompanha um cenário de crescimento consistente. Em 2025, a BYD vendeu 112,8 mil veículos no Brasil, um salto de 47% na comparação anual.

Desde o início das operações no país, em 2022, já foram comercializadas mais de 200 mil unidades entre elétricos e híbridos plug-in, consolidando o Brasil como o principal mercado da empresa fora da China.

Além disso, a montadora lidera com folga o segmento de veículos elétricos, concentrando mais de 70% de participação de mercado, segundo dados do setor.

Produção nacional avança com fábrica na Bahia

Para sustentar o crescimento, a BYD acelera os investimentos na produção local. A empresa está destinando cerca de R$ 5,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA), antiga unidade da Ford.

A expectativa é ampliar gradualmente a produção:

  • Meta de 800 veículos por dia no curto prazo
  • Projeção de até 25 mil carros por mês até o fim do ano

Atualmente, parte dos veículos ainda chega ao Brasil em regime semimontado, mas o plano é aumentar a produção nacional e reduzir a dependência de importações.

Nacionalização e cadeia produtiva

Outro objetivo estratégico é alcançar 50% de nacionalização nos componentes dos veículos. Para isso, a empresa pretende fortalecer a cadeia de fornecedores locais e, quando necessário, atrair novos investimentos industriais para o país.

Essa estratégia busca não apenas reduzir custos, mas também consolidar a presença da marca no longo prazo.

Política industrial e ambiente regulatório

A BYD também avalia de forma positiva as mudanças recentes na política de importação, incluindo o fim gradual de benefícios fiscais para veículos semimontados.

Segundo a empresa, o processo ocorreu de maneira transparente e alinhada com o governo, sem comprometer os planos de expansão no Brasil.

Perspectivas para o setor automotivo

Com o avanço da eletrificação e maior aceitação do consumidor, o mercado brasileiro de carros elétricos e híbridos deve continuar em expansão nos próximos anos.

Nesse cenário, a BYD aposta em escala, produção local e fortalecimento da marca para disputar a liderança do setor até o fim da década.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

Ler Mais
Tecnologia

Geely EX5 EM-i chega ao Brasil e estreia nova fase dos SUVs híbridos plug-in

A Geely trouxe ao Brasil as primeiras unidades do EX5 EM-i, seu novo SUV híbrido plug-in. Os veículos desembarcaram no Porto de Paranaguá antes do início oficial das vendas no país.

Apresentado ao público durante o Salão do Automóvel de São Paulo 2025, o modelo marca a entrada da montadora em um segmento mais tecnológico e de maior valor agregado no mercado brasileiro.

SUV híbrido reforça estratégia de eletrificação

O EX5 EM-i inaugura uma nova etapa da Geely no Brasil, ampliando o portfólio da marca com foco em mobilidade eletrificada. O modelo combina motor elétrico e combustão, atendendo consumidores que buscam eficiência energética sem abrir mão de autonomia em longas distâncias.

Os híbridos plug-in vêm ganhando espaço no país por oferecerem flexibilidade no uso urbano e rodoviário, além de menor impacto ambiental.

Plataforma global prioriza eficiência e espaço

O utilitário esportivo é construído sobre a arquitetura GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida para veículos de baixas emissões e emissões zero.

Segundo a fabricante, a base tecnológica prioriza:

  • Melhor aproveitamento do espaço interno
  • Maior integridade estrutural
  • Eficiência no consumo energético

A proposta também inclui uma experiência de condução mais refinada, embora detalhes técnicos como potência, autonomia elétrica e capacidade da bateria ainda não tenham sido divulgados para o mercado brasileiro.

Produção nacional começa no Paraná

Inicialmente importado, o EX5 EM-i terá produção local a partir do segundo semestre de 2026 no Complexo Industrial Ayrton Senna.

A nacionalização da montagem deve trazer ganhos logísticos, ampliar a oferta e fortalecer o pós-venda, além de consolidar a presença da marca no país.

Expansão das marcas chinesas no Brasil

A chegada do novo SUV ocorre em um momento de crescimento das montadoras chinesas no Brasil, com investimentos em tecnologia automotiva e eletrificação.

Com o EX5 EM-i, a Geely busca se posicionar de forma mais competitiva em um segmento que combina inovação, sustentabilidade e demanda crescente.

Até o momento, a empresa não informou preços nem a data oficial de lançamento, mas confirmou que a estreia comercial ocorrerá em breve.

FONTE: iG
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

Ler Mais
Tecnologia

Centros de dados e IA ampliam “ilhas de calor” e elevam impacto ambiental

Os centros de dados responsáveis por sustentar a expansão da inteligência artificial (IA) estão gerando impactos ambientais que vão além do alto consumo de energia. Uma nova pesquisa indica que essas estruturas também contribuem para a formação de “ilhas de calor”, elevando a temperatura em áreas próximas.

De acordo com o estudo liderado por Andrea Marinoni, da Universidade de Cambridge, o aumento térmico pode atingir um raio de até 10 quilômetros ao redor dessas instalações.

Aquecimento pode chegar a até 9°C em casos extremos

Os pesquisadores analisaram duas décadas de dados de temperatura obtidos por sensores remotos e cruzaram as informações com a localização de grandes centros de dados, conhecidos como hyperscalers — estruturas com milhares de servidores e alta demanda energética.

O levantamento considerou mais de seis mil unidades instaladas fora de áreas urbanas densas, reduzindo interferências como atividade industrial ou aquecimento residencial.

Os resultados mostram que, em média, houve aumento de cerca de 1,8°C na temperatura da superfície após a instalação desses centros. Em situações mais críticas, o crescimento chegou a 9,1°C.

Impacto térmico afeta milhões de pessoas

O fenômeno foi observado em diferentes regiões do mundo. No Bajío, no México, a temperatura subiu aproximadamente 3,6°C nas últimas duas décadas, enquanto padrões semelhantes foram identificados em Aragão, na Espanha.

Um dos pontos mais preocupantes é que o aquecimento não se restringe às áreas imediatas dos centros de dados. O efeito se estende por quilômetros, impactando diretamente mais de 340 milhões de pessoas.

Expansão da IA pode agravar cenário climático

O avanço acelerado da tecnologia de IA e a crescente demanda por infraestrutura digital indicam que o número de centros de dados deve aumentar significativamente nos próximos anos.

Segundo Marinoni, esse crescimento pode gerar consequências relevantes para o meio ambiente, a economia e a qualidade de vida da população, especialmente em um contexto já marcado por mudanças climáticas e ondas de calor mais intensas.

Especialistas pedem mais estudos e soluções sustentáveis

Para Deborah Andrews, da London South Bank University, o estudo chama atenção por abordar diretamente o calor gerado por essas estruturas — um aspecto ainda pouco explorado.

Ela alerta que o avanço da inteligência artificial ocorre em ritmo mais rápido do que o desenvolvimento de práticas sustentáveis, o que pode ampliar os impactos ambientais.

Outros especialistas, como Ralph Hindeman, do Borderstep Institute for Innovation and Sustainability, defendem cautela na interpretação dos dados e reforçam a necessidade de mais pesquisas. Segundo ele, embora relevantes, os números apresentados podem estar superestimados, e o principal desafio climático ainda está nas emissões associadas à geração de energia.

Debate sobre sustentabilidade digital ganha força

Os autores do estudo defendem que os resultados devem incentivar discussões sobre formas de reduzir o impacto ambiental da infraestrutura digital. Entre os caminhos possíveis estão o uso de energia renovável, melhorias na eficiência térmica e planejamento mais sustentável na expansão dos centros.

A expectativa é que ainda haja espaço para equilibrar o avanço da IA com práticas que minimizem seus efeitos no clima.

FONTE: Tribuna do Planalto
TEXTO: Redação
IMAGEM: Start Campus, Sines Nuno Tavares / RTP

Ler Mais
Tecnologia

Robôs humanoides na guerra: startup dos EUA testa modelo Phantom MK-1 na Ucrânia

O uso de robôs humanoides em conflitos militares começa a ganhar espaço em cenários reais de combate. A startup norte-americana Foundation enviou duas unidades do robô Phantom MK-1 para a Ucrânia em fevereiro, com o objetivo inicial de realizar missões de reconhecimento no campo de batalha.

De acordo com a revista Time, a empresa já mantém contratos de pesquisa com as forças armadas dos Estados Unidos, incluindo o Exército dos Estados Unidos, a Marinha dos Estados Unidos e a Força Aérea dos Estados Unidos. Novos testes também estão previstos com o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Projeto busca substituir soldados em missões perigosas

A proposta da empresa é desenvolver máquinas capazes de executar tarefas arriscadas no lugar de militares. Segundo o cofundador da companhia, Mike LeBlanc, a ideia é reduzir a exposição de soldados em situações de alto risco.

O executivo, que serviu por 14 anos no Corpo de Fuzileiros Navais e participou de operações no Iraque e no Afeganistão, afirma que os robôs estão sendo projetados para operar equipamentos semelhantes aos usados por militares.

Segundo ele, o objetivo é que o sistema seja capaz de manusear qualquer armamento que um combatente humano utilize, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia em diferentes missões.

Robô já passou por testes com armamentos

Além de tarefas logísticas, como transporte de suprimentos e reconhecimento, o Phantom MK-1 já foi submetido a testes com armas em ambientes controlados.

A empresa afirma, porém, que qualquer uso letal deverá permanecer sob autorização humana, uma condição considerada essencial em debates internacionais sobre armas autônomas e inteligência artificial militar.

A discussão envolve questões éticas e jurídicas sobre até que ponto máquinas podem participar de decisões que envolvam uso de força letal.

Ucrânia se torna laboratório de tecnologias de guerra

Desde o início do conflito com a Rússia, a Ucrânia tem sido um dos principais ambientes de teste para tecnologias militares inovadoras.

O país já utiliza amplamente drones militares, veículos terrestres não tripulados e softwares avançados de navegação e mira. Nesse contexto, os robôs humanoides surgem como uma nova etapa na evolução dessas plataformas.

Essas máquinas poderiam circular em bunkers, áreas urbanas destruídas e ambientes confinados, além de transportar equipamentos, realizar reconhecimento e eventualmente operar armamentos.

Operações com robôs já somam milhares

Dados divulgados pela agência estatal ucraniana United24 indicam que o país realizou 7.495 operações com robôs apenas em janeiro.

A maioria dessas missões teve caráter logístico, como entrega de munições, armas e alimentos às tropas. No entanto, algumas plataformas já operam com metralhadoras Kalashnikov e dispositivos explosivos.

A Rússia também vem ampliando o uso de robótica em operações militares, embora ainda não tenha anunciado o uso de robôs humanoides no campo de batalha.

Especialistas alertam para riscos éticos

A expansão da robótica militar gera preocupação entre especialistas em segurança internacional. Alguns analistas avaliam que a presença de soldados-robô pode reduzir as barreiras políticas e morais para o uso da força em conflitos.

Também existem questionamentos sobre responsabilização por abusos, possíveis falhas de sistemas automatizados e riscos associados a viés algorítmico, reconhecimento facial e erros de comando.

Outro ponto sensível é a possibilidade de que, no futuro, sistemas cada vez mais autônomos passem a tomar decisões de vida ou morte, ampliando o debate global sobre limites para o uso de inteligência artificial na guerra.

FONTE: Época Negócios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Época Negócios

Ler Mais
Tecnologia

Carga aérea impulsiona comércio global e expansão da inteligência artificial em 2025

O transporte de carga aérea desempenhou papel decisivo na dinâmica do comércio internacional em 2025, especialmente em um cenário marcado por tensões comerciais e mudanças nas políticas tarifárias. Segundo relatório da Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA), o modal foi responsável por viabilizar US$ 157 bilhões em importações antecipadas pelos Estados Unidos e por transportar mais de dois terços do valor global de bens ligados à inteligência artificial (IA).

A capacidade de movimentação rápida de mercadorias permitiu que empresas ajustassem cadeias globais de suprimentos, reduzindo os impactos das tarifas comerciais e mantendo o fluxo do comércio mundial.

De acordo com os dados apresentados, o comércio global cresceu 2,4% em 2025, superando as projeções iniciais da Organização Mundial do Comércio (OMC). No mesmo período, o PIB mundial avançou 3,2%.

Transporte aéreo garante resiliência ao comércio internacional

Para a IATA, o modal aéreo foi fundamental para garantir a resiliência da economia global diante das mudanças no cenário comercial.

Segundo Julia Seiermann, chefe de análise da indústria da entidade, a agilidade da logística aérea permitiu que empresas reagissem rapidamente às novas condições do mercado.

De acordo com a executiva, a carga aérea ajudou empresas a absorver choques tarifários, facilitou a reorganização das rotas comerciais e contribuiu para sustentar investimentos em inteligência artificial, mesmo em um contexto econômico desafiador.

Empresas antecipam importações para evitar tarifas nos EUA

O estudo aponta que o aumento das tarifas comerciais nos Estados Unidos, que atingiram cerca de 17% em 2025 — o maior nível desde a década de 1930 —, levou empresas a antecipar remessas para evitar custos adicionais.

No primeiro trimestre de 2025, as importações norte-americanas cresceram US$ 193 bilhões em comparação com o mesmo período do ano anterior, um avanço de 26%.

Desse total, aproximadamente US$ 157 bilhões foram transportados por carga aérea, o que corresponde a 82% da expansão registrada no período.

Rotas comerciais são reconfiguradas com apoio da carga aérea

A logística aérea também teve papel relevante na reorganização das rotas comerciais globais.

Entre abril e dezembro de 2025, as rotas em expansão para os Estados Unidos registraram aumento de US$ 213 bilhões em importações. Desse volume, cerca de US$ 174 bilhões foram movimentados por transporte aéreo, evidenciando a importância do modal para operações de alto valor e sensíveis ao tempo.

Brasil mantém fluxo relevante no transporte de cargas aéreas

No Brasil, o transporte aéreo também continua desempenhando função estratégica na movimentação de mercadorias de alto valor agregado.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que os aeroportos brasileiros processam mais de 100 mil toneladas de carga por mês.

Em julho de 2025, por exemplo, foram movimentadas 115,1 mil toneladas, sendo:

  • 76 mil toneladas em voos internacionais
  • 39,1 mil toneladas no mercado doméstico

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o volume total transportado pelas companhias aéreas no país chegou a cerca de 664 mil toneladas.

Expansão da inteligência artificial aumenta demanda logística

O avanço global da inteligência artificial (IA) também ampliou a importância do transporte aéreo. Equipamentos essenciais para a infraestrutura digital — como chips, servidores e sistemas de armazenamento de dados — exigem transporte rápido e seguro, favorecendo o uso da carga aérea.

Segundo a IATA, mais de dois terços do valor do comércio global relacionado à IA foram transportados por via aérea em 2025.

Esses produtos representaram 53,5% do valor total transportado pela carga aérea mundial, apesar de corresponderem a apenas 7% do volume físico movimentado.

A entidade destaca que o crescimento acelerado da demanda por equipamentos ligados à IA só foi possível graças à eficiência da logística aérea internacional, que permitiu transformar investimentos em atividade econômica efetiva, sem gargalos significativos na cadeia de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allog

Ler Mais
Tecnologia

Veículos eletrificados no Brasil podem chegar a 300 mil vendas em 2026

O mercado brasileiro de veículos eletrificados iniciou 2026 com forte crescimento e pode encerrar o ano próximo de um novo recorde histórico. A projeção oficial da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) aponta para mais de 280 mil emplacamentos ao longo do ano, mas o ritmo atual de vendas indica que o volume pode se aproximar da marca de 300 mil unidades.

Os números mais recentes reforçam essa tendência de expansão do setor de carros elétricos e híbridos no Brasil.

Emplacamentos crescem quase 92% em fevereiro

Em fevereiro de 2026, foram registrados 24.885 veículos eletrificados leves emplacados no país. O volume representa crescimento de 92% em comparação com fevereiro de 2025, quando foram comercializadas 12.988 unidades.

Na comparação com janeiro deste ano, quando o mercado havia registrado 23.706 emplacamentos, o avanço foi de cerca de 5%.

Com esse desempenho, os veículos elétricos e híbridos passaram a representar 14% das vendas totais de veículos leves no Brasil em fevereiro. No mesmo período do ano anterior, essa participação era de apenas 7%.

Nos últimos meses, o avanço do setor tem sido constante. O market share dos eletrificados atingiu 9% em novembro de 2025, subiu para 13% em dezembro, chegou a 15% em janeiro de 2026 e ficou em 14% em fevereiro.

Mercado quase dobra no primeiro bimestre

No acumulado de janeiro e fevereiro, o país registrou 48.591 veículos eletrificados vendidos, praticamente o dobro do volume observado no mesmo período de 2025, quando foram comercializadas 25.544 unidades.

O resultado reforça a expectativa de que 2026 se torne o melhor ano da história da eletromobilidade no Brasil.

Segundo o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, os números refletem uma mudança estrutural no setor automotivo, com a eletrificação ganhando espaço nas escolhas dos consumidores brasileiros.

Elétricos puros e híbridos flex lideram crescimento

Entre as diferentes tecnologias disponíveis, os veículos totalmente elétricos (BEV) e os híbridos flex não plug-in (HEV flex) apresentaram os maiores avanços recentes.

Em fevereiro, os modelos 100% elétricos responderam por 35% das vendas de eletrificados, com 8.703 unidades comercializadas. Em janeiro, esse número havia sido de 8.250 veículos.

Os híbridos flex também registraram aumento nas vendas. Foram 3.960 unidades em fevereiro, alta de 15% em relação às 3.457 registradas no mês anterior.

Incentivos fiscais ajudam a impulsionar o setor

Parte do crescimento do mercado de carros eletrificados está relacionada aos incentivos fiscais oferecidos por alguns estados brasileiros.

Programas de benefícios tributários em regiões como São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul têm ajudado a reduzir o custo de aquisição e de uso desses veículos, aumentando a competitividade frente aos modelos movidos apenas a combustão.

Montadoras ampliam presença e produção no país

Outro fator que pode acelerar as vendas em 2026 é a nova onda de lançamentos prevista para o mercado nacional.

Montadoras chinesas seguem ampliando rapidamente sua presença no Brasil, enquanto fabricantes tradicionais intensificam a estratégia de eletrificação de suas linhas de veículos.

Ao mesmo tempo, a indústria começa a estruturar uma base produtiva local de veículos eletrificados. A BYD iniciou a montagem de modelos em sua fábrica de Camaçari, na Bahia, enquanto a GWM já produz veículos híbridos na planta de Iracemápolis, em São Paulo, desde o ano passado.

A BYD estabeleceu uma meta ambiciosa de 250 mil veículos vendidos no Brasil em 2026, volume que, sozinho, se aproxima da projeção total da ABVE para o mercado nacional.

Já a GWM confirmou planos de expansão industrial com a construção de uma segunda fábrica no Espírito Santo, prevista para entrar em operação a partir de 2027. A Geely também anunciou que pretende iniciar produção local nos próximos meses.

Mercado pode atingir marca histórica

Se o ritmo observado no início de 2026 continuar ao longo do ano, o mercado brasileiro poderá superar com folga o recorde de 224 mil veículos eletrificados vendidos em 2025 e se aproximar da marca simbólica de 300 mil unidades.

O cenário indica que a eletrificação da frota tende a se consolidar como o segmento mais dinâmico da indústria automotiva brasileira. Isso não significa necessariamente crescimento proporcional do mercado total de veículos, já que os eletrificados devem substituir gradualmente os modelos movidos exclusivamente a combustão.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Inside EVs

Ler Mais
Tecnologia

Joinville fortalece polo tecnológico com centros de inovação para o setor de óleo e gás

A cidade de Joinville deve ampliar sua posição como polo tecnológico industrial com a implantação de três centros voltados ao desenvolvimento de equipamentos de grande porte para o setor de óleo e gás. Os projetos somam R$ 385 milhões em investimentos e são fruto de uma parceria entre o SENAI/SC e a Petrobras, com estruturas instaladas no Instituto SENAI de Inovação.

Os detalhes dos investimentos foram apresentados em evento realizado na sexta-feira (6), em Joinville. A cerimônia reuniu autoridades e lideranças da indústria, entre elas o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o governador Jorginho Mello, o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, além de representantes da Petrobras. Também participaram a vice-governadora Marilisa Boehm e o prefeito Adriano Silva.

Investimentos ampliam infraestrutura de inovação industrial

Entre os projetos previstos está o Centro Tecnológico de Manufatura e Sistemas Cibermecânicos (Cetemo), que concentrará a maior parte dos recursos, com R$ 283 milhões em investimentos.

Além dele, estão em implantação o Centro Tecnológico de Robótica e o Centro Tecnológico de Laser, que juntos representam mais de R$ 102 milhões em aportes.

Essas estruturas vão ampliar a capacidade de pesquisa aplicada e desenvolvimento de soluções industriais, especialmente voltadas ao segmento de óleo e gás, que exige equipamentos de grande porte e alto nível de precisão tecnológica.

Joinville reforça posição estratégica na indústria

Durante o evento, lideranças destacaram o papel da cidade no cenário industrial brasileiro. Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, Joinville reúne tradição industrial, qualificação técnica e um setor metalmecânico preparado para desafios tecnológicos.

Segundo ele, a iniciativa posiciona Santa Catarina de forma estratégica no desenvolvimento de tecnologias para indústrias de alta complexidade, ampliando a competitividade do estado no cenário nacional e internacional.

O governador Jorginho Mello também ressaltou a importância do ambiente de inovação existente no Instituto SENAI de Inovação e destacou a parceria entre governo e setor industrial para impulsionar a qualificação profissional.

Ele citou programas estaduais como SCTEC e CATEC, que oferecem cursos gratuitos e contribuem para a formação de profissionais voltados às demandas da indústria.

Estruturas terão tecnologia inédita no país

De acordo com o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, os novos centros tecnológicos devem contar com equipamentos inéditos no Brasil e certificações internacionais.

As instalações permitirão realizar atividades como testes industriais, prototipagem, engenharia reversa e desenvolvimento de soluções tecnológicas customizadas, voltadas às necessidades da indústria.

Essas capacidades devem fortalecer o papel dos institutos de inovação na geração de conhecimento aplicado e no apoio à competitividade do setor produtivo.

Impacto para a cadeia industrial e geração de empregos

Para o vice-presidente regional da FIESC, Terêncio Oening, os investimentos devem estimular o desenvolvimento da cadeia produtiva regional.

Segundo ele, os novos centros podem impulsionar fornecedores locais, ampliar oportunidades para pequenas e médias empresas industriais e contribuir para a criação de empregos qualificados.

Embora tenham foco inicial no setor de óleo e gás, as tecnologias desenvolvidas poderão ser aplicadas em diversos segmentos industriais, incluindo automotivo, aeroespacial, energia, naval e mineração.

Com essa iniciativa, Joinville reforça seu papel como um dos principais polos de inovação industrial e tecnologia aplicada à indústria no Brasil.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: André Kopsch

Ler Mais
Tecnologia

Corrida pela mão de obra robótica redefine economia global

A ascensão da China como potência econômica foi construída sobre um dos maiores deslocamentos populacionais da história recente. Milhões deixaram o campo rumo às cidades industriais, saindo da pobreza extrema para integrar uma engrenagem produtiva marcada por jornadas intensas e condições rígidas de trabalho.

Esse contingente humano foi decisivo para a transformação do país em centro da manufatura global. Em 1980, o Produto Interno Bruto chinês era estimado em cerca de US$ 191 bilhões. Quatro décadas depois, supera US$ 18 trilhões. A nação deixou para trás o perfil de exportadora de bens de baixo valor agregado e passou a disputar a liderança em comércio internacional e tecnologia avançada.

Envelhecimento populacional pressiona crescimento

O modelo, no entanto, enfrenta limites. A China registra quatro anos consecutivos de queda populacional. Em 2025, os nascimentos somaram 7,92 milhões — o menor índice desde 1949. No mesmo período, a população total encolheu 3,39 milhões de pessoas.

O envelhecimento acelerado e a redução da força de trabalho criam um desafio estrutural: manter o ritmo de expansão econômica sem o chamado bônus demográfico que sustentou as últimas décadas.

Robôs assumem papel central na estratégia econômica

Diante da escassez de trabalhadores, o investimento em robótica deixou de ser complementar e se tornou prioridade estratégica. O governo chinês estabeleceu que os robôs humanoides e sistemas automatizados serão um dos principais motores econômicos entre 2026 e 2030.

A evolução tecnológica ficou evidente durante a Gala do Festival da Primavera de 2026, quando humanoides demonstraram movimentos complexos de kung fu, com equilíbrio e precisão comparáveis aos de humanos.

O avanço chinês também influencia a reorganização global de capital, à medida que grandes potências ampliam aportes em automação industrial e inteligência artificial como substitutas da mão de obra tradicional.

Tesla aposta em robôs como principal negócio

Nos Estados Unidos, a Tesla também sinaliza essa mudança de paradigma. A companhia afirmou que o robô humanoide Optimus poderá se tornar seu principal produto, superando inclusive o segmento de veículos elétricos em relevância estratégica.

O CEO Elon Musk projeta que, no futuro, a quantidade de robôs humanoides poderá ultrapassar a população mundial.

Impactos econômicos da nova revolução tecnológica

A consolidação da mão de obra robótica aponta para transformações profundas:

  • Fim da mão de obra barata como principal vantagem competitiva entre países
  • Substituição acelerada do capital humano por ativos tecnológicos
  • Robótica como novo eixo de crescimento econômico

O investimento em robôs já não é visto como aposta futurista, mas como resposta pragmática ao esgotamento do modelo baseado em trabalho abundante e de baixo custo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

Ler Mais
Tecnologia

Programa espacial da China teve apoio tecnológico do Brasil nos anos 1980

Hoje protagonista na corrida espacial e rival direto dos Estados Unidos, a China nem sempre ocupou posição de liderança no setor. Nos anos 1980, o país asiático contou com apoio técnico do Brasil para estruturar parte de sua engenharia espacial — em uma época em que processos ainda eram registrados manualmente, em anotações individuais de engenheiros.

A cooperação bilateral ajudou a moldar o que mais tarde se transformaria em um dos programas espaciais mais robustos do mundo.

Da União Soviética à parceria com a China

A aproximação teve início durante a gestão do então ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer. A diretriz era buscar cooperação internacional para fortalecer o conhecimento brasileiro na área espacial. Inicialmente, especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) foram enviados à União Soviética, que à época disputava protagonismo tecnológico com os Estados Unidos.

A missão, iniciada em janeiro de 1987, não avançou como esperado. Diante da dificuldade na troca de informações com os soviéticos, os pesquisadores brasileiros redirecionaram esforços para a China.

Sem fluência em inglês por parte dos chineses, os encontros ocorreram com auxílio de intérpretes. Ainda assim, a cooperação começou a ganhar forma, especialmente em torno de melhorias planejadas para satélites.

“Tudo anotado no caderninho”

O engenheiro Cesar Celeste Ghizoni, ex-diretor de Engenharia Espacial do Inpe, integrou a equipe que participou das primeiras visitas técnicas. Segundo ele, o estágio organizacional da engenharia espacial chinesa surpreendeu os brasileiros.

De acordo com Ghizoni, não havia um sistema formal de documentação. Cada engenheiro mantinha registros próprios em cadernos pessoais, utilizados como referência quando necessário. A equipe brasileira colaborou na estruturação de processos, formalização técnica e organização de sistemas de configuração — etapas consideradas essenciais para projetos espaciais complexos.

CBERS: marco da cooperação tecnológica

A parceria evoluiu para a criação do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), formalizado em 1988 sob liderança de Marco Antonio Raupp. O acordo previa o desenvolvimento conjunto de satélites de sensoriamento remoto.

O primeiro lançamento bem-sucedido ocorreu em 1999, em território chinês, após mais de uma década de trabalho conjunto. O programa é considerado referência internacional em cooperação tecnológica Sul-Sul.

Embargos e apoio brasileiro na compra de componentes

Naquele período, a China enfrentava restrições comerciais impostas a países alinhados à União Soviética, o que dificultava a aquisição de componentes no mercado internacional. O Brasil, sem os mesmos entraves, passou a intermediar a compra de peças eletrônicas e mecânicas necessárias aos projetos.

A colaboração envolveu não apenas conhecimento técnico, mas também suporte estratégico na cadeia de suprimentos.

Geopolítica e aplicações ambientais

Para o atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Chamon, o contexto geopolítico favoreceu a aproximação. Segundo ele, o Brasil possuía experiência consolidada em aplicações de dados espaciais, o que despertou interesse chinês.

Naquele mesmo período, foi criado o programa PRODES, voltado ao monitoramento anual do desmatamento da Amazônia, iniciativa que serviu de referência para os chineses estruturarem seus próprios sistemas de uso de dados orbitais.

China supera Brasil em investimentos

Especialistas apontam que, ao longo das últimas décadas, a China ampliou de forma consistente seus aportes no setor espacial, superando o Brasil em escala e sofisticação tecnológica.

O professor Maurício Santoro, estudioso das relações Brasil-China, destaca que o programa espacial chinês ganhou prioridade estratégica e recursos crescentes ao longo do tempo. Segundo ele, enquanto os satélites desenvolvidos em parceria continuam sendo fundamentais para o monitoramento ambiental e previsões climáticas voltadas ao agronegócio, o Brasil não acompanhou o ritmo de avanço tecnológico chinês.

Outro diferencial citado é o peso político dos cientistas na China, onde muitos pesquisadores assumiram cargos relevantes no governo e no Partido Comunista, ampliando a influência do setor nas decisões de Estado.

Herança e protagonismo atual

Décadas após as primeiras visitas técnicas, a China se consolidou como uma das maiores potências em tecnologia espacial, com domínio em áreas estratégicas como lançadores, satélites, exploração lunar e sistemas de navegação.

A cooperação iniciada nos anos 1980 permanece como capítulo relevante da história científica brasileira — e como exemplo de como parcerias internacionais podem influenciar o equilíbrio tecnológico global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Ler Mais
Tecnologia

Carros elétricos com maior autonomia no Brasil em 2026: veja o top 10

O mercado de carros elétricos no Brasil segue em ritmo acelerado. Em 2025, as vendas cresceram 30% na comparação com o ano anterior, somando 80.178 unidades emplacadas. O avanço continua em 2026: apenas em janeiro, a alta foi de 88% sobre o mesmo mês do ano passado.

Com a expansão do segmento, cresce também a oferta de modelos, que variam em potência, tecnologia de recarga e, principalmente, autonomia — fator decisivo para muitos consumidores na hora da compra.

Ranking considera dados oficiais do Inmetro

Para listar os modelos com maior alcance, foram considerados os dados mais recentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que avalia a eficiência energética dos veículos vendidos no país.

O ranking leva em conta a maior autonomia declarada para cada modelo. Em casos de empate, o critério de desempate adotado foi o menor consumo energético (MJ/km). Apenas a versão mais eficiente de cada veículo entrou na lista.

Os 10 carros elétricos com maior autonomia em 2026

10º) Audi SQ6 Sportback e-tron Quattro — 428 km

Preço: a partir de R$ 684.990
Potência: 517 cv
Torque: 80 kgfm
Consumo energético: 0,60 MJ/km
Autonomia: 428 km

9º) BYD Tan GS 700EV — 430 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,73 MJ/km
Autonomia: 430 km

8º) GAC Hyptec HT Ultra — 431 km

Preço: a partir de R$ 536.800
Potência: 517 cv
Torque: 69,4 kgfm
Consumo energético: 0,53 MJ/km
Autonomia: 431 km

7º) Kia EV9 GTL — 434 km

Preço: a partir de R$ 749.990
Potência: 385 cv
Torque: 71,4 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 434 km

6º) Porsche Macan E4 — 443 km

Preço: a partir de R$ 690.000
Potência: 387 cv (408 cv com Overboost)
Torque: 66,2 kgfm
Consumo energético: 0,61 MJ/km
Autonomia: 443 km

5º) Chevrolet Equinox EV — 443 km

Preço: a partir de R$ 349.900
Potência: 292 cv
Torque: 46 kgfm
Consumo energético: 0,56 MJ/km
Autonomia: 443 km

4º) Audi A6 e-tron — 445 km

Preço: a partir de R$ 649.990
Potência: 367 cv
Torque: 59,1 kgfm
Consumo energético: 0,59 MJ/km
Autonomia: 445 km

3º) Volvo EX90 — 459 km

Preço: a partir de R$ 849.950
Potência: 524 cv
Torque: 92,8 kgfm
Consumo energético: 0,68 MJ/km
Autonomia: 459 km

2º) BMW i7 xDrive60 — 467 km

Preço: a partir de R$ 1.373.950
Potência: 544 cv
Torque: 75,9 kgfm
Consumo energético: 0,65 MJ/km
Autonomia: 467 km

1º) Chevrolet Blazer EV — 481 km

Preço: a partir de R$ 503.190
Potência: 347 cv
Torque: 44,9 kgfm
Consumo energético: 0,63 MJ/km
Autonomia: 481 km

Autonomia se consolida como fator decisivo

A crescente procura por veículos elétricos tem relação direta com a evolução das baterias e com o aumento da infraestrutura de recarga no país. Nesse cenário, a autonomia elevada tornou-se um dos principais argumentos de venda, especialmente para quem percorre longas distâncias ou busca mais independência entre as recargas.

O levantamento mostra que, além de diversidade de preços — do segmento médio ao luxo —, o mercado brasileiro já oferece opções capazes de rodar mais de 480 km com uma única carga.

FONTE: AutoEsporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Renato Durães/Autoesporte

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook