Tecnologia

China projeta mercado de inteligência incorporada acima de RMB 1 trilhão até 2035

A China estima que o mercado de inteligência incorporada alcance RMB 400 bilhões até 2030 e ultrapasse RMB 1 trilhão até 2035, impulsionado pela inclusão da tecnologia como eixo estratégico do desenvolvimento industrial nacional. A projeção reforça o papel da inovação na transformação de setores como indústria, saúde, logística e serviços.

Tecnologia une inteligência artificial e mundo físico

Segundo Zhong Xinlong, diretor do Laboratório de Inteligência Artificial do Centro de Pesquisa de Indústrias do Futuro do Instituto Chinês de Pesquisa em Tecnologia da Informação, a principal diferença da inteligência incorporada está na sua atuação direta no ambiente físico. Enquanto a inteligência artificial tradicional funciona como um “conselheiro digital”, limitada a telas e sistemas virtuais, a inteligência incorporada interage com o mundo real.

Ela é capaz de movimentar cargas em fábricas, organizar centros logísticos, apoiar atendimentos hospitalares e auxiliar no cuidado de idosos em residências, por exemplo.

Sistemas autônomos vão além da IA tradicional

Plataformas populares como o DeepSeek, embora avancem no processamento de dados e tomada de decisão, não executam ações físicas, sendo classificadas como inteligência desincorporada. Já robôs industriais tradicionais, apesar de possuírem estrutura física, dependem fortemente da intervenção humana, o que limita sua autonomia.

De acordo com Tian Jietang, diretor do Departamento de Economia Industrial do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento do Conselho de Estado, a inteligência incorporada combina três pilares: sistema de decisão, sistema de controle e estrutura física capaz de executar tarefas. Ela pode assumir diversas formas, como máquinas industriais inteligentes, veículos autônomos e sistemas biomiméticos, inspirados em animais.

Novo motor de crescimento econômico

A integração entre inteligência artificial, robótica e automação posiciona a tecnologia como um novo vetor de crescimento econômico. Para Zhong Xinlong, ao inserir inteligência digital no mundo físico, a China amplia a eficiência produtiva e melhora a qualidade dos serviços.

Atualmente, sistemas inteligentes já substituem tarefas repetitivas e de alta intensidade em fábricas e atuam em áreas como saúde, logística, serviços domésticos e cuidados com idosos, reduzindo a pressão sobre a força de trabalho.

Industrialização começa em 2025

O ano de 2025 marca o início da industrialização da inteligência incorporada no país, com a transição de aplicações restritas a ambientes virtuais para soluções físicas em escala comercial.

Na província de Hunan, robôs já operam em linhas de montagem e logística, identificando, pegando e transportando objetos de forma autônoma. Em Hangzhou, no Parque Arqueológico de Liangzhu, sistemas inteligentes realizam limpeza e ajustam suas ações conforme a complexidade do ambiente.

Aplicações em ambientes de risco e próximos avanços

A tecnologia também tem substituído atividades humanas em locais perigosos. Um exemplo é o robô “Wukong”, utilizado em inspeções de usinas nucleares, capaz de acessar espaços de apenas 0,05 metro e detectar falhas microscópicas nas estruturas.

Apesar dos avanços, o setor ainda está em fase inicial. Segundo Tian Jietang, a inteligência incorporada segue uma classificação semelhante à da condução autônoma, variando do nível L1 ao L5. Hoje, a maioria das aplicações comerciais opera no nível L2, com execução de tarefas específicas em ambientes controlados. O nível máximo, L5, representará sistemas capazes de aprender e evoluir de forma totalmente independente.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zheng Huansong/ Xinhua

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Tecnologia

Inteligência Artificial já está presente em 9 de cada 10 empresas, aponta estudo global

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se uma realidade para a maioria das organizações. Atualmente, nove em cada dez empresas já utilizam algum tipo de tecnologia de IA, especialmente em áreas como marketing, atendimento ao cliente, desenvolvimento de produtos e operações. Apesar da ampla adoção, transformar essa inovação em valor econômico concreto ainda é um desafio.

Os dados constam do relatório The State of AI: Global Survey 2025, da McKinsey & Company, que ouviu cerca de dois mil executivos em mais de 100 países sobre a aplicação da IA nos negócios.

Apenas 39% veem retorno direto nos resultados

Segundo o estudo, somente 39% das empresas afirmam ter obtido impacto positivo direto nos resultados financeiros com o uso da IA. A maioria ainda mantém iniciativas pontuais e desconectadas, sem integração efetiva aos processos estratégicos e à estrutura central das organizações.

Esse cenário limita o potencial da tecnologia e reduz a capacidade de escalar soluções de forma consistente.

Integração e capacitação fazem a diferença

A análise da McKinsey mostra que empresas que tratam a Inteligência Artificial apenas como uma ferramenta isolada tendem a apresentar ganhos restritos. Em contrapartida, organizações que redesenham fluxos de trabalho, combinam automação com supervisão humana e investem em capacitação de equipes conseguem ampliar os benefícios da tecnologia.

A integração da IA aos processos decisórios e operacionais é apontada como fator-chave para gerar resultados sustentáveis.

Modelos híbridos superam automação total

O relatório também chama atenção para os riscos da automação excessiva. A delegação irrestrita de tarefas cognitivas a sistemas inteligentes pode comprometer a qualidade das decisões e enfraquecer competências humanas essenciais, como pensamento crítico, julgamento contextual e criatividade.

Os melhores desempenhos, segundo o estudo, estão associados a modelos híbridos, nos quais a IA atua como apoio às pessoas, potencializando capacidades humanas em vez de substituí-las.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Portos, Tecnologia

Como a IA está transformando portos, rotas e operações globais

No cenário global atual, a Inteligência Artificial já não é mais tendência: é realidade — e vem transformando profundamente a logística internacional, a gestão portuária e a forma como empresas se posicionam no comércio exterior. Para entender melhor esse movimento e seus impactos no Brasil e no mundo, conversamos Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência. Mariana atua estrategicamente na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que integram expertise técnica e tecnologias de ponta — como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital — transformando dados em decisões estratégicas e ampliando os resultados internacionais de empresas brasileiras. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador.

A seguir, confira a entrevista completa:

Como a IA está revolucionando a logística internacional?
Mariana – A IA permite o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para prever atrasos, otimizar rotas, simular custos de frete e antecipar gargalos portuários. Com base em big data e variáveis climáticas, o sistema define o modal mais eficiente, reduz o tempo de trânsito e aumenta a precisão nas entregas. Isso eleva a competitividade das empresas e reduz perdas operacionais.

Quais portos já utilizam tecnologia de ponta?
Mariana – Alguns portos já adotam soluções de automação integradas a sensores IoT e sistemas de IA. Essas tecnologias monitoram o fluxo de carga em tempo real, ajustam o agendamento de atracações e reduzem tempos de espera. No Brasil, a digitalização portuária ainda avança de forma desigual, mas projetos de integração de dados logísticos com sistemas aduaneiros já estão em expansão.

O Brasil está preparado para essa transformação?
Mariana – O país apresenta avanços importantes, especialmente nos portos do Sudeste, mas ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura digital e interoperabilidade entre sistemas privados e públicos. A transição depende de investimentos em conectividade, automação e padronização de processos logísticos. Consultorias técnicas ajudam empresas a adaptar-se a esse novo ambiente operacional.

Como consultorias especializadas podem apoiar?
Mariana – Consultorias qualificadas atuam na análise de cadeias logísticas, seleção de rotas ideais e identificação de regimes tributários e portuários mais vantajosos. Utilizando IA, elas processam dados históricos de embarques, custos e tempos de trânsito para recomendar soluções personalizadas. Esse suporte técnico reduz custos e aumenta a previsibilidade das operações.

Quais desafios tecnológicos ainda persistem?
Mariana – Os principais desafios incluem a integração de sistemas legados, segurança cibernética e escassez de profissionais capacitados em análise de dados logísticos. A fragmentação de informações entre armadores, terminais e agentes de carga impede o pleno uso da IA. Superar essas barreiras exige alinhamento entre governo, empresas e operadores logísticos.

Que impacto isso traz para o profissional de comércio exterior?
Mariana – O perfil do profissional está mudando radicalmente. Ele precisa dominar análise de dados, interpretar métricas logísticas e compreender o funcionamento de sistemas automatizados. O conhecimento técnico tradicional continua essencial, mas deve ser complementado com competências digitais e visão sistêmica de toda a cadeia de suprimentos.

Por que se manter atualizado é essencial?
Mariana – A velocidade das inovações tecnológicas torna a atualização contínua indispensável. Mudanças em protocolos aduaneiros, softwares logísticos e regulamentações exigem aprendizado constante. Profissionais desatualizados perdem competitividade, enquanto aqueles que dominam novas ferramentas ampliam sua relevância estratégica nas empresas que atuam no comércio internacional.

TEXTO: REDAÇÃO / DIVULGAÇÃO EXON TRADE

IMAGEM: ILUSTRATIVA FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Tecnologia

Mercado chinês de veículos elétricos cresce em ritmo acelerado em novembro de 2025

O mercado chinês de veículos elétricos voltou a mostrar força em novembro de 2025, registrando mais um mês de expansão expressiva entre os NEVs (veículos de nova energia). Segundo dados da CarNewsChina, a BYD ampliou sua liderança ao alcançar 480.186 unidades somando modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in — um resultado que reforça sua estratégia baseada em alto volume e diversidade de portfólio.

Disputa entre montadoras nacionais
Na segunda posição aparece a Geely, com 132.661 unidades, mantendo crescimento consistente impulsionado por sua gama de híbridos e elétricos distribuídos entre diversas submarcas. Logo atrás, a HIMA surpreendeu novamente ao registrar 81.864 veículos, consolidando-se entre as principais novas forças do setor automotivo chinês.

Avanços de marcas emergentes e premium
A Leapmotor, fortalecida pela parceria estratégica com a Stellantis, somou 70.327 unidades no mês. Já a Zeekr, marca premium da Geely focada em veículos elétricos, fechou novembro com 55.146 unidades, reforçando a maturidade e competitividade do mercado local, onde tanto fabricantes tradicionais quanto startups avançam rapidamente.

China amplia vantagem global na eletrificação
Os números de novembro confirmam que a China segue ampliando sua vantagem frente a outros mercados no desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos. A combinação de forte competição, protagonismo das montadoras nacionais e políticas públicas voltadas à eletrificação impulsiona a consolidação do país como principal polo mundial do setor.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Tecnologia

China alerta para possível bolha na indústria de robôs humanoides

A China emitiu um alerta sobre a possibilidade de uma bolha econômica envolvendo a indústria de robôs humanoides, cenário semelhante ao que ameaça o setor de inteligência artificial (IA). O aviso partiu da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Durante entrevista coletiva, a porta-voz Li Chao demonstrou preocupação com a rápida expansão desse mercado, considerado estratégico para o crescimento do país até o fim da década. Segundo ela, mais de 150 empresas já estão investindo na produção de robôs humanoides na China.

Oferta elevada e baixa adesão preocupam autoridades
Com tantas fabricantes entrando no segmento, o governo teme que o mercado seja inundado com modelos semelhantes, sem diferenciação relevante. A Comissão avalia que o excesso de oferta pode comprometer o avanço em pesquisa e desenvolvimento, reduzindo a inovação.

Apesar da grande variedade de máquinas disponíveis, a adesão do público ainda é baixa.
– Há robôs capazes de executar tarefas pesadas em fábricas, substituindo trabalhadores;
– Modelos domésticos tentam auxiliar em atividades do dia a dia;
– Mesmo assim, nenhuma categoria teve vendas expressivas, ficando abaixo das expectativas.

O contraste entre alta oferta e demanda limitada ocorre em um momento de crescente investimento no setor. O índice Solactive China Humanoid Robotics, que acompanha empresas chinesas do ramo, registrou alta de 26% em 2025. Para o próximo ano, o Citigroup prevê um crescimento “exponencial” na produção.

Uma bolha acontece quando o valor de determinado ativo — neste caso, robôs humanoides — cresce além do seu valor real, alimentado por especulação e otimismo excessivo. Quando estoura, pode gerar grandes perdas, como ocorreu em bolhas anteriores, a exemplo da bolha da internet e da bolha imobiliária.

China anuncia medidas para evitar o estouro da bolha
Para reduzir o risco de desequilíbrio, o governo chinês anunciou uma série de ações:
– Fortalecimento da infraestrutura de treinamento e testes;
– Aceleração do desenvolvimento de tecnologias essenciais;
– Criação de mecanismos mais claros de entrada e saída de mercado;
– Incentivo à consolidação e compartilhamento de recursos industriais;
– Promoção do uso real dos robôs humanoides em diversos setores.

As autoridades também relacionaram a preocupação com a situação da IA, apontando que o setor enfrenta risco semelhante devido ao ritmo acelerado de investimentos.

FONTE: Tec Mundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: iLexx/Getty Images

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Tecnologia

Robôs humanoides no trabalho: o que sobra para os humanos na era da automação

A presença de robôs humanoides nos ambientes corporativos deixou de ser ficção científica. Em 2025, máquinas com braços e pernas já começam a circular por fábricas e centros de distribuição, caminhando ainda de forma limitada — mas real. Empresas como Agility Robotics, Tesla e Figure apostam na produção em escala desses sistemas, transformando modelos antes vistos apenas como demonstrações futuristas em equipamentos de logística prontos para testes no mundo físico.

Humanoides avançam, mas ainda são frágeis
Apesar do avanço tecnológico, esses robôs continuam longe de alcançar a desenvoltura humana. Eles caem, travam e enfrentam dificuldades para executar tarefas simples, sobretudo fora de ambientes controlados. No universo real — imprevisível e cheio de variáveis — a tecnologia ainda está aprendendo a lidar com complexidade.
Mesmo com as limitações, 2025 marca uma virada simbólica: a discussão deixou de ser “quando teremos um robô funcional?” e passou a ser “quanto custa colocar dezenas deles trabalhando na operação?”. A automação humanoide começa a ser tratada como infraestrutura e não mais como espetáculo tecnológico.

Promessas e limites da automação humanoide
As expectativas permanecem amplas. Esses robôs devem assumir tarefas repetitivas, aumentar a segurança industrial, otimizar custos e liberar profissionais para atividades mais criativas e estratégicas. Porém, o ritmo da revolução robótica será mais progressivo do que os vídeos virais sugerem.
A transformação acontecerá gradualmente — um avanço por vez, alternado com tropeços inevitáveis, como qualquer inovação que tenta replicar a complexidade do corpo humano.

O impacto real no emprego
O debate sobre “robôs substituindo empregos” ganha uma nuance mais realista. Em vez de substituir profissionais de forma ampla, a tendência é que as máquinas ocupem funções pouco desejadas, marcadas por repetição e baixa complexidade. Para muitos setores, isso pode significar um ganho de produtividade e até uma melhoria nas condições de trabalho.

Enquanto isso, competências humanas — como improviso, empatia, criatividade, interpretação de contexto e capacidade de adaptação — continuam sendo diferenciais impossíveis de replicar no curto prazo. Inteligência emocional, por exemplo, permanece muito distante das habilidades robóticas.

2025: entre expectativas e realidade
Os humanoides ainda não dobram roupas, não preparam café e tampouco entendem ironia. Misturam avanços sólidos com demonstrações cuidadosamente coreografadas, típicas de vídeos promocionais. Sua presença no mercado está consolidada, mas a promessa de que dominarão todas as funções ainda está distante.

O verdadeiro desafio para o futuro
Quando a automação enfim assumir as funções mais repetitivas, uma pergunta central permanecerá: o que faremos com o tempo livre que surgirá? Responder a isso pode ser tão desafiador — e transformador — quanto construir robôs capazes de subir escadas sem tropeçar.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cemile Bingol/Getty Images

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Tecnologia

Trabalho opcional: a visão de Elon Musk sobre o futuro moldado pela inteligência artificial

A ideia de que o trabalho poderá se tornar opcional deixou de ser pura ficção científica para ganhar espaço no debate público. Durante o Fórum de Investimentos EUA–Arábia Saudita, em Washington, Elon Musk afirmou que, em 10 a 20 anos, robôs e sistemas de inteligência artificial avançada poderão assumir praticamente todas as funções profissionais. Segundo ele, trabalhar será comparável a praticar um hobby.
Em sua visão, a automação massiva também tornaria o dinheiro irrelevante, já que máquinas garantiriam a produção de bens e serviços de forma abundante.

Uma realidade distante — ou mais próxima do que parece?
Enquanto milhões de pessoas no mundo buscam estabilidade em meio à volatilidade econômica, tendências como quiet quitting e office frogging refletem estratégias de sobrevivência no ambiente corporativo. Por outro lado, empresas de tecnologia têm intensificado jornadas exaustivas — como o modelo “9-9-6” — na tentativa de se manterem competitivas na corrida da IA.

Para Musk, entretanto, esse cenário poderá mudar radicalmente. Ele afirma que, na próxima década, rotinas de excesso de trabalho e a pressão por renda extra serão substituídas pela liberdade de escolher trabalhar ou não, graças à automação total.

Nem todos terão a mesma escolha
Especialistas acreditam que parte dessa previsão pode se concretizar, mas não para todos. Ali Gohar, CHRO da Software Finder, avalia que profissionais altamente qualificados poderão, sim, reduzir a dependência do trabalho devido à automação crescente.
Ele aponta que funções de SaaS B2B, sistemas low-code, copilotos de IA e plataformas administrativas automatizadas já estão tornando vários cargos redundantes.

Para ele, a grande divisão será entre quem poderá se dar ao luxo de não trabalhar e quem ainda dependerá do emprego como meio de sobrevivência.

A crítica ao modelo de trabalho que Musk imagina
Kaz Hassan, diretor de insights da plataforma Unily, discorda do bilionário e afirma que Musk se baseia em um modelo ultrapassado, que mede trabalho apenas por tarefas entregues e horas produtivas.
Segundo Hassan, a IA é excelente em reconhecer padrões e otimizar processos, mas não substitui habilidades humanas essenciais — como sensibilidade cultural, julgamento estratégico e capacidade de conexão entre pessoas.

Ele observa que empresas que buscam automatizar tudo estão percebendo que o trabalho humano “difícil de medir” é, na verdade, sua maior vantagem competitiva. O desafio agora é abandonar o “teatro da produtividade” e repensar como valorizar aportes realmente humanos.

O que vem pela frente?
Para Hassan, as organizações de destaque no futuro não serão as que substituírem pessoas por máquinas, mas as que formarem “supertrabalhadores” — profissionais capazes de integrar pensamento crítico, criatividade e sensibilidade humana com ferramentas de IA.
Atividades como criar conexões, traduzir culturas internas, provocar reflexões e interpretar problemas continuarão sendo diferenciais exclusivamente humanos no ambiente corporativo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Tecnologia

Brasil se prepara para lançar HANBIT-Nano, foguete 27 vezes mais veloz que um Boeing

Com 21 metros de altura, o equivalente a um prédio de sete andares, e pesando cerca de 30 toneladas, o foguete sul-coreano HANBIT-Nano será lançado no dia 17 de dezembro a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Capaz de atingir 30 mil km/h — mais de 27 vezes a velocidade de um Boeing comercial — o veículo é projetado para missões orbitais leves, transportando pequenos satélites e experimentos científicos. O lançamento marca um avanço importante para o Brasil no mercado global de operações espaciais comerciais.

Brasil entra no mercado global de lançamentos

Desenvolvido pela empresa privada sul-coreana Innospace, o HANBIT-Nano simboliza a entrada do Brasil no segmento internacional de lançamentos espaciais, dominado atualmente por Estados Unidos, China e Europa. A operação, conduzida pela Força Aérea Brasileira (FAB), integra o Programa Espacial Brasileiro e compõe a Operação Spaceward 2025, que colocará cargas úteis em órbita diretamente do território nacional.

A missão reunirá 400 profissionais, sendo 300 militares. O foguete levará ao espaço oito experimentos, sete brasileiros e um indiano. Entre eles, dois nanossatélites da UFSC, voltados ao estudo de sistemas de comunicação de baixo consumo energético aplicados à Internet das Coisas (IoT).

Satélites educacionais e pesquisas nacionais

Outro destaque é o satélite educacional Pion BR2 – Cientistas de Alcântara, desenvolvido pela UFMA, pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e parceiros internacionais. A bordo, estão tecnologias em teste, como placas solares e instrumentos de navegação, além de mensagens de estudantes, incluindo jovens de comunidades quilombolas da região.

O presidente da AEB, Marco Antônio Chamon, destaca que a operação inaugura uma nova fase de cooperação entre governo e iniciativa privada no setor espacial, ampliando a visibilidade do CLA e oferecendo “carona” para projetos científicos brasileiros. Segundo ele, embora os dispositivos ainda não sejam de grande porte, representam um avanço relevante:

“Estamos falando de cubesats de até 10 cm e poucos quilos, capazes de transmitir sinais do espaço para estações em solo, um passo essencial para o desenvolvimento tecnológico nacional.”

Parceria público-privada fortalece o programa espacial

A operação envolve uma estrutura conjunta:

  • A base de Alcântara permanece sob comando da FAB.
  • A Innospace trouxe o foguete desmontado e acompanha a montagem e testes.
  • A AEB é responsável pelo licenciamento e fiscalização da operação.

O lançamento seguirá uma trajetória inclinada para o leste, direcionada ao oceano, conforme normas internacionais que evitam riscos na área terrestre.

Marco simbólico 20 anos após o acidente de 2003

A missão ocorre duas décadas após o acidente com o VLS-1, que vitimou 21 profissionais durante preparativos para um lançamento nacional. O episódio marcou profundamente o setor aeroespacial brasileiro, que nos últimos anos passou por reestruturações importantes.

O governo federal revisou programas estratégicos como o PESE (voltado ao desenvolvimento militar) e o PNAE (planejamento civil do setor), ambos agora com mais verbas e foco em desenvolver tecnologias próprias.

Apesar do atraso tecnológico, Chamon vê o HANBIT-Nano como um incentivo ao avanço nacional:

“Ainda não dominamos a fabricação de foguetes nem temos satélites meteorológicos próprios, mas operações como esta estimulam o país a buscar soluções nacionais.”

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FAB/O Globo

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Tecnologia

China avança em segurança no transporte aéreo de baterias de lítio com nova tecnologia ativa

A China realizou, em 25 de novembro, o primeiro voo de carga equipado com um sistema inteligente de segurança para baterias de lítio, marcando um passo significativo na tentativa de tornar o transporte aéreo desses produtos mais seguro e eficiente. A aeronave da SF Express partiu do Aeroporto Internacional de Huahu, em Ezhou, na província de Hubei, considerado o primeiro terminal do país dedicado exclusivamente à carga aérea.

A operação coincidiu com um seminário sobre logística de baterias, que reuniu especialistas e empresas para debater desafios do setor e soluções para cadeias de suprimentos de alta complexidade.

Crescimento acelerado da indústria de baterias

A China, hoje o maior produtor global de baterias, registrou mais de 1,2 trilhão de yuans em produção em 2024. O transporte aéreo desses materiais também disparou: foram movimentadas 645 mil toneladas, um aumento de 21,26% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, os riscos de combustão e explosão ainda obrigam a classificação das baterias como carga de alto risco, o que limita a eficiência logística e aumenta custos operacionais.

Projeto nacional foca em soluções de segurança ativa

Para enfrentar esses gargalos, o desenvolvimento do novo sistema foi incluído entre as iniciativas prioritárias de pesquisa do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). O projeto é liderado pela Universidade Jiaotong de Chongqing, em parceria com a CATL e a Academia Chinesa de Ciência e Tecnologia da Aviação Civil.

Segundo Wu Jinzhong, líder da pesquisa, a equipe conseguiu superar três grandes desafios: a falta de clareza sobre mecanismos de fuga térmica, falhas de materiais e estruturas e a ausência de tecnologias precisas de teste. A resposta foi a criação de um sistema de proteção para toda a cadeia logística, baseado em monitoramento inteligente.

Monitoramento em tempo real com inteligência artificial

A nova tecnologia usa algoritmos de IA para acompanhar, em tempo real, 12 indicadores críticos, incluindo temperatura e emissão de gases. O sistema pode emitir alertas em milissegundos e acionar automaticamente medidas de contenção, impedindo que a fuga térmica se amplie — uma evolução significativa em relação aos métodos tradicionais, considerados de segurança passiva.

Transição do laboratório para a aplicação industrial

O voo inaugural comprovou a viabilidade da solução e sinalizou o início da sua aplicação em escala industrial. Wu afirma que a tecnologia será disseminada nacionalmente, fortalecendo a padronização da cadeia de suprimentos de baterias de energia e ampliando a segurança em toda a logística aérea.

FONTE: Diário do Povo Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xiao Yijiu/Xinhua

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Tecnologia

EUA avaliam autorizar exportação de chips de IA avançados para a China

O governo dos Estados Unidos estuda flexibilizar as regras que impedem a exportação de chips de IA avançados para a China. A decisão ocorre meses depois de Washington ter imposto, em maio, uma proibição às vendas de tecnologias de inteligência artificial a empresas chinesas, em uma tentativa de frear o avanço de Pequim no setor de semicondutores.

Agora, o Departamento de Comércio analisa permitir que a Nvidia exporte o chip H200 para o mercado chinês. A proposta marca uma possível mudança na política de restrições, tema que voltou à mesa após reuniões entre Donald Trump e Xi Jinping, que resultaram em uma trégua na disputa comercial.

Pressões e preocupações estratégicas
Embora a possível liberação seja vista como uma abertura diplomática, autoridades em Washington continuam temendo que o envio de chips de alta performance fortaleça o poderio militar da China. Do outro lado, Pequim segue pressionando os EUA ao impor controle rigoroso sobre a exportação de terras raras, insumo crucial para a indústria de tecnologia.

A Nvidia, apesar de evitar comentários formais, afirma que as regras atuais a afastam de um dos maiores mercados do mundo e ampliam o espaço para concorrentes internacionais.

O que é o chip H200
Lançado há dois anos, o H200 traz memória de alta largura de banda superior à do modelo anterior, o H100, garantindo velocidade maior no processamento de dados.

Segundo a fabricante, o H200 NVL oferece:

  • 1,5 vez mais memória
  • Até 1,7 vez mais desempenho em inferência de LLMs
  • Até 1,3 vez mais performance em tarefas de HPC

O chip também é estimado como cerca de duas vezes mais potente que o H20, atualmente o semicondutor mais avançado da Nvidia permitido para exportação à China.

Expansão das vendas para o Oriente Médio
Enquanto aguarda a revisão das regras para a China, a Nvidia avança em outros mercados. Nesta semana, durante a visita do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman à Casa Branca, o Departamento de Comércio autorizou o envio de até 70 mil chips Blackwell, próxima geração da empresa, para as companhias Humain (Arábia Saudita) e G42 (Emirados Árabes Unidos).

FONTE: Olhar Digital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Quality Stock Arts/Shutterstock

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