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Portonave conquista Certificação de Responsabilidade Social da ALESC

Iniciativa reconhece compromisso com práticas que unem governança, sustentabilidade e valorização das pessoas

Guiada pelas práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança), a Companhia recebeu a Certificação de Responsabilidade Social da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) na 14ª edição realizada na última quarta-feira, 10 de dezembro, em Florianópolis. A iniciativa homenageia organizações com boas práticas em governança, sustentabilidade e ações sociais. Para a conquista, o Poder Legislativo Estadual avaliou indicadores internos e externos de desenvolvimento econômico, ambiental e o balanço social.

As ações de sustentabilidade abrangem práticas de inclusão, bem-estar e desenvolvimento comunitário. Em 2024, a empresa destinou R$ 10,8 milhões para iniciativas sociais que promovem inclusão socioeconômica, educação, cultura, esporte, saúde e engajamento comunitário, por meio de recursos próprios e leis de incentivo fiscal. Além disso, internamente, investiu R$ 1,8 milhão em subsídios educacionais para o desenvolvimento dos próprios profissionais.

A edição deste ano registrou um recorde de 200 inscrições, demonstrando o crescente engajamento das organizações catarinenses com a sustentabilidade. Na ocasião, acompanhado por profissionais de diversas áreas da empresa (todos voluntários do Instituto Portonave), o Diretor-Superintendente Administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, participou da cerimônia, representando o Terminal Portuário.

Práticas sociais

Um país desenvolvido se constrói com inclusão, educação e cuidado com as pessoas. Por isso, a empresa mantém o Instituto Portonave, que realiza ações em parceria com instituições, escolas e projetos locais, com o objetivo de reduzir desigualdades. Em 2024, cerca de 138 mil pessoas foram beneficiadas por meio de 50 iniciativas realizadas na região.

Entre as ações apoiadas estão programas que promovem formação, cultura e bem-estar, como o Embarca Aí, voltado à qualificação profissional de jovens do ensino médio; o Brigadista Mirim, que oferece noções de segurança e primeiros socorros para filhos de profissionais; o Surf sem Limites, que ensina o esporte a alunos da APAE e crianças da AMA de Navegantes; o Instituto Nadar, que viabilizou a construção de uma piscina comunitária em Navegantes; o Musicalizando nas Escolas, com oficinas e festivais musicais em escolas públicas; e as Aulas de Língua Portuguesa para Migrantes.

Além disso, o papel se estende à preservação ambiental e à valorização do patrimônio local, com iniciativas como o projeto de proteção das corujas-buraqueiras, o Corujar. Também, como medida de compensação ambiental, a Portonave realiza a recuperação da área de restinga na orla do município de Navegantes, conforme previsto no Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD).

Governança que valoriza pessoas

Com 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos, a Portonave coloca as pessoas no centro de sua estratégia ESG e mantém cerca de 20 iniciativas voltadas à valorização dos profissionais, que abrangem inclusão, meio ambiente, segurança, saúde e bem-estar. Entre os principais destaques estão:

Programa Saúde em Equilíbrio — reúne ações voltadas à qualidade de vida, como a Semana da Saúde com oficinas, palestras e atividades que incentivam hábitos saudáveis, ginástica laboral diária, equipes de corrida, serviços de massoterapia; o Programa Cuidar – com a formação de Multiplicadores do Cuidado, profissionais capacitados para oferecer acolhimento inicial e combater estigmas relacionados à saúde mental; acompanhamento psicológico e nutricional, entre outras ações.

Ações de integração social — incluem iniciativas como Café dos Aniversariantes, Festa de 5, 10, 15 e 20 anos que celebra a trajetória dos profissionais e os Jogos Internos com competições de futebol, vôlei, tênis de mesa e xadrez.

Sobre o Certificado de Responsabilidade Social

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), com base na Lei nº 12.918, de 23 de janeiro de 2004, instituiu o Certificado de Responsabilidade Social de Santa Catarina e o Troféu Responsabilidade Social – Destaque SC, com o objetivo de reconhecer e valorizar empresas privadas, empresas públicas e organizações sem fins lucrativos que atuam em território catarinense e que adotam práticas de responsabilidade socioambiental em suas políticas de gestão.

FONTE E IMAGEM: Assessoria de Imprensa Portonave

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Porto de Imbituba amplia investimentos para elevar capacidade e receber navios maiores

O Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, prepara um salto de competitividade com um amplo pacote de investimentos públicos e privados. A gestão aposta na modernização da infraestrutura para manter o ritmo de crescimento, mesmo com o avanço do futuro Porto Meridional, em Arroio do Sal (RS), que deve movimentar até 53 milhões de toneladas por ano.

O presidente do SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes, afirma que a chegada do novo terminal no Litoral Norte gaúcho é vista com naturalidade e não ameaça o desempenho catarinense. Para ele, o Brasil tem espaço para múltiplos portos fortes e competitivos. Arroio do Sal fica a apenas 132 quilômetros de Criciúma e terá investimento privado estimado em R$ 6 bilhões, com obras previstas para 2026.

Investimento bilionário impulsiona obras e novos serviços

Segundo Lopes, o cenário estimula Imbituba a manter o ritmo de expansão. Entre 2025 e 2030, estão previstos R$ 300 milhões em investimentos públicos e outros R$ 630 milhões da iniciativa privada, impulsionando a geração de cerca de 2.000 empregos diretos. Hoje, 54% da economia local depende da atividade portuária.

O maior aporte da história do porto é a ampliação do Cais 3, que permitirá a atracação de navios de até 270 metros. O projeto, de R$ 95 milhões, deve ser concluído em 2027 e reduzirá praticamente pela metade o tempo médio das operações, atualmente próximo de seis dias.

Lopes destaca que a estratégia busca melhorar a eficiência operacional e fidelizar clientes, garantindo que a concorrência não comprometa a movimentação do terminal.

Meta é dobrar a capacidade de movimentação até 2027

Com localização privilegiada entre Florianópolis e Porto Alegre e acesso rápido à BR-101, o Porto de Imbituba possui capacidade interna de 457,2 mil toneladas, distribuídas em 18 armazéns cobertos, um armazém descoberto e três tanques. Os armazéns externos somam 1,2 milhão de toneladas.

Em 2024, o porto atingiu seu recorde histórico com 8,3 milhões de toneladas movimentadas, chegando a 92% de ocupação. Em 2025 e 2026, a movimentação deve ser menor devido ao andamento das obras estruturais. A expectativa é retomar o crescimento a partir de 2027, quando as ampliações dos Cais 1, 2 e 3 estarão concluídas. A meta é alcançar 16 milhões de toneladas por ano, o dobro da capacidade atual.

Principais cargas de importação e exportação

O Porto de Imbituba movimenta produtos variados e mantém forte conexão com mercados globais. Entre os itens de importação, destacam-se:

Coque: vindo dos EUA para indústrias do PR, RS, SC e SP
Sal: importado do Chile e processado em fábrica local
Fertilizantes: oriundos da China, Rússia, Irã e Arábia Saudita
Hulha betuminosa: importada da Colômbia

Nas exportações, os principais produtos são:

Coque: enviado de SP, RS e PR para Vietnã, China e Índia
Farelo de soja e milho: do MT, GO e MG para Vietnã, Irã, Nova Zelândia e Espanha
Soja e milho: embarques do MT, PR e GO para Irã, Holanda e China
Açúcar: exportado do Centro-Oeste para Canadá, Reino Unido e Itália
Madeira: enviada do interior de SC para Portugal

No segmento de contêineres, as importações são puxadas por peças automotivas, enquanto as exportações incluem produtos cerâmicos, madeira, frango e celulose. Na cabotagem, predominam cargas como cerâmica, arroz, frango e peixe.

Lopes acredita que os diferenciais do porto — como menor custo de dragagem, proximidade com a BR-101 e ligação ferroviária ao Sul catarinense — garantem a competitividade da estrutura.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Airton Fernandes/Secom

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Portos

Porto de Salvador amplia exportação de algodão e assume vice-liderança nacional

Crescimento impulsiona setor algodoeiro baiano
O Porto de Salvador consolidou um salto significativo na exportação de algodão, passando de 24,5 mil para quase 55 mil toneladas embarcadas — desempenho que garantiu ao terminal a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas do Porto de Santos. O avanço rendeu menção honrosa da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

A expectativa é de que esse volume cresça ainda mais com os investimentos anunciados pelo governo da Bahia para modernização e ampliação das docas, reforçando a posição do estado no comércio global da fibra.

China lidera as importações e Ásia se destaca como destino
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram a China como principal compradora do algodão brasileiro, seguida de Índia, Bangladesh, Paquistão, Turquia e Vietnã. O perfil geopolítico dos destinos evidencia a forte dependência da indústria têxtil asiática do algodão produzido no oeste da Bahia.

Entre janeiro e novembro, o Brasil já havia exportado 2,57 milhões de toneladas — desempenho que confirma, segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, a presença consolidada do país no mercado internacional em 2025. Ele destaca ainda que a isenção tarifária da Índia tem ampliado os embarques para o país.

Wajs reforça que o setor ainda tem desafios, como manter mercados atuais, conquistar novos compradores e conscientizar consumidores sobre as vantagens do algodão em relação às fibras sintéticas.

Aspas — Segurança pública em debate
“Os governos estaduais nada fizeram para resolver o problema da criminalidade comum ou organizada. Nada.”
Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, durante a CPI do Crime Organizado.

Cultura: Afrânio Peixoto em destaque
O escritor baiano Afrânio Peixoto será tema de um seminário amanhã, às 14h, transmitido pelo YouTube da Academia de Letras da Bahia. A ação é realizada em parceria com o Memorial Afrânio Peixoto, de Lençóis, e com o Centro de Pesquisa de Acervos da Uefs.
Segundo o presidente da academia, Aleilton Fonseca, a obra do autor “precisa ser lida e estudada por retratar nossos espaços e culturas”.

Poucas & Boas
• Gestores do Território da Bacia do Rio Grande participaram ontem, em Barreiras, de uma capacitação sobre o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O evento integrou a agenda estadual de formação 2025 e foi promovido pelo Centro Colaborador de Apoio ao Monitoramento e à Gestão de Programas Educacionais, em parceria com a UFPB e o FNDE.
• O Hospital Universitário de Medicina Veterinária, em Cruz das Almas, recebe hoje o encontro “Zoonoses em Mamíferos Marinhos: Uma Revisão das Doenças e Manifestações”, organizado pelo Gpisoh/UFRB.
• Começa amanhã, no Campus IX da Uneb, em Barreiras, a Semana de Letras Uneb 2025, com o tema Estação Veríssimo, homenagem ao escritor Luís Fernando Veríssimo. A abertura será conduzida por Alan Brasileiro. A programação segue até sexta-feira, com minicursos, palestras, apresentações e concurso de poesia.

FONTE: A Tarde
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CODEBA

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Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto Itapoá implementa estações para segurança e fluidez operacional no cais

Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes

O Porto Itapoá deu mais um passo decisivo rumo à modernização de suas operações com a implantação das novas Pinning Stations, estruturas projetadas para tornar o processo de travamento e destravamento dos twistlocks, dispositivos que fixam os contêineres, mais seguro, padronizado e eficiente. Com isso, o terminal reforça seu compromisso com a segurança das equipes e a fluidez operacional no cais.

As Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes (STS). Essa mudança reorganiza o fluxo, elimina riscos desnecessários e proporciona mais conforto para os profissionais responsáveis por essa etapa fundamental da operação.

“A adoção das Pinning Stations representa uma transformação profunda na rotina do cais. Estamos trazendo mais segurança e garantindo que nossos colaboradores trabalhem em um ambiente protegido, pensado para reduzir riscos e aumentar a eficiência”, afirma Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá.

Além do ganho em segurança, o terminal também destaca os avanços em padronização e rastreabilidade. Com a centralização do processo nessas estações, cada etapa passa a ser registrada e integrada ao sistema operacional (TOS), permitindo total controle, monitoramento e previsibilidade.

“A partir desse modelo, todo o fluxo de operação se torna mais consistente. Ganhamos ritmo, reduzimos interferências e elevamos o nível de organização no cais. É um investimento que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao mercado”, explica Sergni.

A iniciativa também reforça os pilares culturais do Porto Itapoá, que coloca as pessoas no centro de suas ações. A implantação das Pinning Stations é considerada um marco tanto produtivo quanto humano.

“Mais do que produtividade, estamos fortalecendo nossa cultura de segurança. Cuidar das pessoas, oferecer condições adequadas de trabalho e investir em tecnologia que reduz a exposição ao risco são prioridades para nós. As Pinning Stations sintetizam esse compromisso”, completa o diretor.

Com a novidade, o Porto Itapoá avança na consolidação de um modelo operacional cada vez mais moderno, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais, reafirmando sua posição entre os terminais mais eficientes do país.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Exportação, Portos

Exportações de algodão brasileiro têm novembro forte e avanço no Porto de Salvador

As exportações de algodão do Brasil registraram desempenho elevado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China foi o principal destino da fibra, com 105.557 toneladas, seguida por Índia (82.463 t), Bangladesh (56.454 t), Paquistão (41.496 t), Turquia (37.377 t) e Vietnã (35.013 t). Os números reforçam a força da demanda asiática no fechamento do mês.

Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ritmo de embarques em novembro, um dos mais expressivos do ano, evidencia a capacidade logística do Brasil em safras grandes, como a 2024/2025, estimada em 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Desempenho acumulado e mercados estratégicos

No acumulado do ano comercial 2025/2026, de agosto a novembro, os principais destinos se mantêm consistentes: Índia (169.932 t), China (153.624 t), Bangladesh (138.644 t), Vietnã (122.404 t), Paquistão (110.481 t) e Turquia (110.325 t).

Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, “com mais de 2,57 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e novembro, o resultado confirma a forte presença do algodão brasileiro no mercado internacional em 2025, mantendo o país como maior exportador global da commodity”.

Ele ressalta, porém, que parte do crescimento das vendas para a Índia se deveu a uma isenção tarifária que expira no final de dezembro, e ainda não há definição sobre sua prorrogação. “O desafio agora é abrir novos mercados, consolidar os atuais e aumentar a consciência do consumidor sobre os benefícios do algodão frente às fibras fósseis, ampliando a demanda pelo produto”, afirma Wajs.

Porto de Salvador se destaca e desafoga Santos

O incremento das exportações pelo Porto de Salvador é apontado como um sinal positivo pela Anea. Em novembro, o terminal baiano embarcou 24.538 toneladas, de um total de 402.452 t, representando 6% do volume nacional. Entre agosto e novembro, Salvador movimentou 54.946 toneladas, consolidando-se como o segundo corredor de exportação de algodão do país, com potencial de crescimento.

O Porto de Santos segue como principal centro de embarques, com 865.116 toneladas no mesmo período. Outros portos com movimentação significativa incluem São Francisco do Sul (30.459 t), Itajaí (2.595 t) e Paranaguá (2.113 t).

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Invest Retroporto destaca importância das atividades retroportuárias e debate desafios ambientais e urbanos

O Invest Retroporto, realizado na sede da Associação Comercial de Santos (SP), reforçou o papel central das atividades retroportuárias, especialmente Redex, Depots e Terminais Alfandegados, para garantir valor agregado e segurança às operações portuárias. Especialistas defenderam que os benefícios do Reporto sejam ampliados para esses segmentos, ampliando a competitividade logística.

Planejamento urbano e ambiental como base para novos negócios
Sob o subtítulo Planejamento Urbano e Ambiental para Novos Negócios, o encontro destacou que a expansão econômica em áreas próximas aos portos depende diretamente das legislações de uso e ocupação do solo e dos licenciamentos ambientais. O avanço de novos empreendimentos traz aumento de arrecadação, fortalecimento do setor de serviços e geração de empregos mais bem remunerados, desde que acompanhado de planejamento integrado entre cidade e porto.

Desafios ambientais e insegurança jurídica
Mesmo com planejamento conjunto, participantes alertaram que questões ambientais precisam ser tratadas com racionalidade, evitando extremismos. Os complexos portuários estão inseridos em áreas de alta sensibilidade ecológica, o que torna frequentes os questionamentos do Ministério Público, mesmo quando há compensações ambientais robustas. Essa dinâmica, segundo os palestrantes, alimenta a instabilidade jurídica e amplia a burocracia, dificultando o desenvolvimento sustentável.

Zoneamento e legislações em debate
A revisão do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Estado de São Paulo foi citada com preocupação, pois pode restringir a expansão de atividades ligadas aos portos de Santos e São Sebastião, únicos portos marítimos paulistas. Outras normas, como a Lei da Mata Atlântica, o Código Florestal, o Zoneamento Costeiro e áreas de proteção como o PESM, também influenciam diretamente a expansão econômica. Embora essenciais para a preservação ambiental, alguns especialistas apontaram que compensações acabam sendo aplicadas em áreas pouco visíveis à população, prejudicando empreendimentos formais e incentivando ocupações irregulares. Um dos palestrantes citou ainda dado do Banco Mundial de que a pobreza é a maior fonte de poluição mundial.

Expansão portuária e necessidade de alinhamento institucional
O evento reforçou que a ampliação de áreas portuárias e retroportuárias, a implantação de porto-indústria e os investimentos em acessos terrestres e aquaviários são decisivos para o desenvolvimento sustentado. Embora haja estudos para criação de um órgão ambiental metropolitano, especialistas ponderam que os conflitos permanecerão enquanto leis e normas não forem harmonizadas para reduzir externalidades negativas.

Unidade para promover desenvolvimento sustentável
Para avançar, palestrantes defenderam a união entre governos, iniciativa privada e sociedade civil, acima de interesses setoriais e ideológicos. A convergência dessas forças seria essencial para equilibrar proteção ambiental e crescimento econômico, garantindo resultados estratégicos para o país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Licitação no Porto de Suape: ANTAQ valida documentos para área SUA01

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) autorizou a documentação apresentada pela Autoridade Portuária de Suape para a licitação da área SUA01, no Porto de Suape (PE). A aprovação ocorreu na reunião de diretoria realizada na última quinta-feira (4).

Suape conduz processos de arrendamento

Desde o convênio firmado em 2022, o porto passou a ter autonomia para realizar arrendamentos portuários. Assim, caberá à autoridade portuária administrar os trâmites da concorrência e encaminhar os processos relacionados aos futuros terminais.

Terminal especializado em carga rolante

A área licitada será destinada à operação de navios do tipo Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), embarcações projetadas para movimentar cargas rolantes, como carros, caminhões e ônibus, que entram e saem da embarcação por rampas. Esses veículos serão recebidos, movimentados e armazenados dentro do terminal.

Investimento previsto e estrutura disponível

A projeção é de R$ 4,6 milhões em investimentos ao longo dos 25 anos de contrato. Como o valor é considerado baixo, a ANTAQ dispensou a realização de audiência e consulta públicas.

O terminal ocupa 101,4 mil m², totalmente pavimentados com concreto rígido. A área dispõe ainda de cercamento, iluminação, instalações elétricas, guaritas, rede de drenagem e outras infraestruturas que serão disponibilizadas ao futuro arrendatário.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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PF investiga suspeita de fraude em licitação do Porto de Itajaí; caso foi revelado por reportagem do UOL

Uma reportagem publicada pelo UOL, assinada pela colunista Natália Portinari, trouxe à tona novas suspeitas envolvendo a licitação realizada em 2023 para o arrendamento transitório do Porto de Itajaí (SC). As informações revelam que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades no processo conduzido pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), após encaminhamento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a reportagem, o TCU identificou uma série de inconsistências no certame — entre elas, mudanças nas regras durante a fase de seleção, falta de critérios objetivos no edital e indícios de que a empresa vencedora não detinha capacidade técnica para assumir a operação do terminal.

Empresa sem experiência venceu após reverter desclassificação

De acordo com as informações divulgadas pelo UOL, a empresa Mada Araújo, que posteriormente se tornou Mada Araújo Asset e Port Management, nunca havia administrado um terminal portuário. Inicialmente, ela foi desclassificada pela comissão de licitação por não comprovar capacidade de movimentar 44 mil TEUs por mês.

A desclassificação, porém, foi revertida pela diretoria colegiada da Antaq, que considerou que o edital não estabelecia critérios que justificassem a exclusão da empresa — decisão que contrariou a análise técnica da comissão.

Como a primeira colocada também foi desclassificada e não conseguiu reverter a decisão, a Mada Araújo acabou declarada vencedora, recebendo o contrato de arrendamento transitório por 24 meses.

Venda à JBS e lucro milionário levantam novas suspeitas

A auditoria do TCU citada pelo UOL destaca que a empresa apresentou sucessivas mudanças societárias antes e depois do processo seletivo. Criada em 2010 como uma consultoria, com capital de apenas R$ 10 mil, a empresa alterou sua razão social, aumentou seu capital para R$ 800 mil e passou a declarar novas atividades meses antes do certame — nenhuma delas relacionada ao setor portuário.

O site institucional também só foi criado em 2023.

Mesmo sem conseguir iniciar as operações em junho de 2024, como previsto contratualmente, a empresa foi vendida à Seara Alimentos, do Grupo JBS, após a Antaq autorizar a transferência de 70% do controle societário. O ex-proprietário, Marco Antônio de Araújo, teria lucrado R$ 60 milhões com a negociação.

Após a compra, a empresa passou a se chamar JBS Terminais, atual administradora do porto.

TCU aponta prejuízos à economia local

O TCU concluiu que o atraso na execução do contrato e a incapacidade operacional da empresa causaram prejuízos “não mensuráveis” ao porto e à comunidade local. O documento aponta ainda indícios de que a empresa buscou apenas se apropriar da valorização do contrato, caracterizando possível vantagem econômica indevida.

O tribunal lembrou, conforme destacado pela reportagem do UOL, que frustrar o caráter competitivo de uma licitação para obter vantagem pode configurar crime.

O caso foi encaminhado ao MPF, que solicitou a abertura de inquérito na Polícia Federal para aprofundar as investigações.

Governo e Antaq se manifestam

O Ministério dos Portos e Aeroportos informou ao UOL que a licitação para o arrendamento definitivo do Porto de Itajaí está prevista para 2026. Segundo a pasta, a prorrogação do contrato transitório permanece válida até o novo leilão, com prazo máximo de dois anos.

NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ 

Diante das informações divulgadas pela imprensa nacional sobre a investigação relacionada ao processo licitatório conduzido pela Antaq em 2023 para o arrendamento provisório do Porto de Itajaí, a Superintendência divulgou uma nota que diz que o inquérito apura um procedimento realizado antes da federalização e sem qualquer participação da atual gestão. “A Antaq, por ser uma agência reguladora independente, conduz seus editais e critérios técnicos de forma autônoma, não cabendo ao Porto interferir nessas definições.”

A nota diz ainda que é importante destacar que o Porto de Itajaí enfrentou 14 meses de paralisação decorrentes de indefinições contratuais e modelos de arrendamento anteriores, período que causou prejuízos à economia local, aos trabalhadores e à cadeia logística. Hoje, com a reorganização administrativa e a retomada plena das operações, o Porto voltou a registrar resultados expressivos — apenas no último mês, foram movimentadas 500 mil toneladas. 

A Superintendência reforçou que apoia integralmente todas as investigações conduzidas pelo TCU, MPF e Polícia Federal, defendendo que todo o processo de 2023 seja esclarecido com rigor, devido ao impacto que gerou ao município e ao setor portuário.

O Reconecta News tentou contato com a assessoria de imprensa da JBS em Itajaí, mas ainda não teve resposta. 

Fontes das informações

• Reportagem de Natália Portinari, publicada no UOL em 06/12/2025

• Auditoria e acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU)

• Informações do Ministério Público Federal (MPF) mencionadas pelo UOL

• Dados oficiais da Antaq citados na matéria original

• Declarações do Ministério dos Portos e Aeroportos, conforme publicado pelo UOL

Texto: Redação 
Imagem: Reprodução Internet / ND Online

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Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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