Portos

Porto do Pecém registra recorde histórico na movimentação de contêineres em 2025

O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico e consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, o terminal movimentou 20.961.514 toneladas, volume 7% superior ao registrado em 2024.

O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — crescimento expressivo de 27% em comparação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.

Crescimento nas operações internacionais

As operações de longo curso (rotas internacionais) também avançaram de forma significativa. O volume chegou a 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% frente ao ano anterior.

Entre os principais produtos desembarcados estão:

  • Combustíveis minerais: 3.018.554 toneladas
  • Ferro fundido: 707.825 toneladas
  • Minérios: 451.422 toneladas

Nos embarques internacionais, os destaques foram:

  • Ferro fundido: 2.531.592 toneladas
  • Minérios: 590.353 toneladas
  • Sal: 204.191 toneladas
  • Frutas: 190.646 toneladas

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia focada em expansão e eficiência. Segundo ele, os números demonstram a consolidação do porto, impulsionada por investimentos contínuos, abertura de novas rotas e aprimoramento operacional, ampliando a competitividade nos mercados nacional e internacional.

Embarques superam 7,8 milhões de toneladas

No consolidado anual, os embarques somaram 7,8 milhões de toneladas — aumento de 11,12% em relação a 2024. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Sal: 736.911 toneladas
  • Ferro fundido: 508.734 toneladas
  • Plásticos e derivados: 271.522 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 221.566 toneladas

Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,84%. Os principais itens recebidos foram:

  • Minérios: 3.894.627 toneladas
  • Cereais: 455.137 toneladas
  • Combustíveis minerais: 369.198 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 286.845 toneladas

Agronegócio impulsiona exportação de frutas

A movimentação de frutas frescas avançou 14% em 2025. Melão, melancia e mamão (papaia) registraram crescimento de 27%, reforçando o papel estratégico do porto no escoamento do agronegócio exportador do Nordeste.

De acordo com a direção do complexo, a expectativa é ampliar a capacidade operacional, atrair novas rotas marítimas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil ao longo de 2026.

Novos investimentos bilionários no Complexo do Pecém

O Complexo do Pecém tem uma carteira robusta de projetos estruturantes para os próximos anos.

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • Terminal de Tancagem: R$ 600 milhões, com operação prevista para 2027;
  • Terminal da Transnordestina: R$ 1,3 bilhão, início estimado em 2028 e capacidade inicial de 6 milhões de toneladas por ano;
  • Terminal de Gás do Nordeste: R$ 1 bilhão, com operação prevista a partir de 2030 e movimentação anual estimada em 500 mil toneladas.

Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o complexo deve receber ainda o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, com início de operação previsto para 2028.

Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com aporte total estimado em R$ 30 bilhões, implantação prevista para 2027 e início das operações em 2029.

Com a expansão da infraestrutura e novos projetos estratégicos, o Porto do Pecém reforça sua posição como vetor de crescimento logístico, industrial e energético no país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Panamá assume controle de portos de Hong Kong no Canal do Panamá

O governo do Panamá assumiu nesta segunda-feira (23) o controle de dois portos estratégicos no Canal do Panamá que eram operados pela empresa CK Hutchison, sediada em Hong Kong. Os terminais de Balboa, no lado do Pacífico, e de Cristóbal, no Atlântico, estavam sob gestão da companhia desde 1997.

A decisão foi tomada após a Suprema Corte do Panamá declarar a concessão inconstitucional em janeiro de 2026, alegando que o contrato apresentava “viés desproporcional em favor da empresa”, prejudicando os interesses do Estado. A concessão havia sido renovada por mais 25 anos em 2021.

Reações internacionais e contexto político

A revogação ocorre em meio a tensões internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ameaçou retomar o controle do canal, alegando que a via estratégica estaria sob influência chinesa.

Em nota, a CK Hutchison classificou a tomada dos portos como ilegal, afirmando que “as ações do governo panamenho representam sérios riscos às operações, bem como à saúde e segurança nos terminais de Balboa e Cristóbal”.

Importância estratégica dos portos

Os terminais são cruciais para o comércio global, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico e representando aproximadamente 5% do transporte marítimo mundial.

Durante o período de transição de 18 meses, a operação ficará a cargo de empresas internacionais:

  • O porto de Balboa será administrado pela APM Terminals, subsidiária da dinamarquesa Maersk, em contrato de US$ 26 milhões;
  • O porto de Cristóbal será operado pela Investment Limited, do grupo MSC, com contrato de US$ 16 milhões.

A CK Hutchison deve recorrer da decisão na Câmara de Comércio Internacional (CCI). A China ameaçou multar o Panamá pelo cancelamento da concessão, enquanto o embaixador dos EUA no país, Kevin Cabrera, afirmou que a empresa não estava desempenhando suas funções de maneira satisfatória.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Governo Federal realiza 1º bloco de leilões portuários de 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizará na próxima quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. O certame envolve quatro terminais localizados em Natal, Macapá, Porto Alegre e Recife, com investimentos previstos de R$ 229 milhões e foco na movimentação de cereais, granéis, minerais e passageiros.

Recife: terminal de passageiros fortalece turismo regional

O terminal de passageiros do Recife (PE) terá investimentos de R$ 2,3 milhões e concessão de 25 anos. Junto com os portos de Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), o terminal vai integrar o circuito de cruzeiros nordestinos, consolidando a vocação da região para o turismo.

Porto de Santana (Amapá) impulsiona escoamento de grãos

O Porto de Santana, no Amapá, será destinado ao escoamento de grãos e cavaco de madeira, com previsão de investimentos de R$ 150,2 milhões e concessão de 25 anos. O terminal é estratégico para a região Norte, reforçando a infraestrutura portuária local.

Porto Alegre: foco em granéis sólidos

O POA26, localizado na poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), terá arrendamento de R$ 21,13 milhões e concessão de 10 anos, voltado à movimentação e armazenagem de granel sólido. O leilão contribui para a modernização dos portos na região Sul do País.

Natal: minério de ferro e granéis minerais

O terminal de Natal (RN) será destinado ao escoamento de granéis minerais, especialmente minério de ferro, com investimentos de R$ 55,17 milhões e concessão de 15 anos. O empreendimento reforça a importância do Nordeste na movimentação portuária nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí amplia exportações do agronegócio em missão oficial na Coreia do Sul

O Porto de Itajaí integra a comitiva brasileira que cumpre agenda oficial na Coreia do Sul com foco na ampliação das exportações do agronegócio. Representado pelo superintendente João Paulo Tavares Bastos, o terminal participa das articulações lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países.

A iniciativa busca consolidar a presença de produtos brasileiros no mercado asiático, considerado um dos mais relevantes destinos comerciais do Brasil.

Coreia do Sul é mercado estratégico para o Brasil

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a quarta posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil na Ásia, com um fluxo bilateral que se aproxima de 11 bilhões de dólares.

Durante a missão, o superintendente participou do Fórum Empresarial realizado em Seul, que reuniu autoridades e empresários dos dois países. O encontro debateu investimentos, inovação, comércio bilateral e oportunidades para ampliar as relações econômicas, criando um ambiente favorável para novos acordos.

Santa Catarina pode ampliar exportações de proteína animal

Os anúncios feitos pelo governo federal durante a visita oficial indicam avanços importantes para o setor agropecuário, com reflexos diretos em Santa Catarina. Reconhecido como referência nacional na produção e exportação de proteína animal, o estado pode ampliar sua participação no mercado sul-coreano.

Entre os segmentos com potencial de crescimento estão:

  • Carne suína
  • Carne bovina
  • Ovos
  • Uva brasileira
  • Produtos agroindustriais

A abertura e ampliação desses mercados reforçam a competitividade do agronegócio catarinense no cenário internacional.

Impacto logístico e fortalecimento das rotas internacionais

Para o Porto de Itajaí, o avanço nas exportações representa aumento na movimentação de contêineres, expansão das rotas internacionais e fortalecimento da infraestrutura logística.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a ampliação da presença comercial brasileira no exterior posiciona os portos como protagonistas do crescimento econômico. Ele destacou ainda que a diplomacia comercial, a sanidade agropecuária e a eficiência logística são pilares essenciais para sustentar a expansão do setor.

Novas aberturas comerciais confirmadas

Entre os principais avanços anunciados na missão estão:

  • Recebimento da documentação para abertura do mercado de ovos brasileiros, agora na fase de emissão de certificado;
  • Confirmação de auditoria para habilitação da uva brasileira;
  • Ampliação dos estados autorizados a exportar carne suína;
  • Progresso nas negociações para abertura do mercado de carne bovina, com previsão de auditoria em frigoríficos nacionais.

As medidas sinalizam uma nova etapa nas relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, com expectativa de incremento nas exportações do agronegócio e impacto direto na economia catarinense.

FONTE: Visor Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

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Portos

Colisão no Porto de Santos: Marinha investiga velocidade, comunicação e manobras de navio e balsas

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas da colisão entre um navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral paulista. A investigação será conduzida pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Segundo o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, o procedimento irá analisar elementos testemunhais, periciais e documentais para esclarecer o que provocou o acidente.

O que será apurado no inquérito

O caso está sendo tratado por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), aberto na terça-feira (17). Entre os principais pontos que serão investigados estão:

  • se o navio e as balsas estavam aptos à navegação;
  • cumprimento das normas nacionais e internacionais;
  • possíveis falhas humanas;
  • velocidade das embarcações no momento da colisão;
  • existência e registro de comunicação via rádio;
  • autorizações e tratativas prévias para as manobras realizadas.

Embora as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabeleçam prioridade para embarcações de maior porte, devido à manobra restrita, o capitão ressaltou que a conclusão depende da análise técnica completa.

Dinâmica do acidente no canal

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), quando o navio deixava o canal em direção à área de fundeio por não haver vaga para atracação. Durante a manobra, a embarcação atingiu as balsas FB-15 e FB-14.

A FB-15 rebocava a FB-14, que estava fora de operação, em deslocamento sentido Guarujá. Quatro tripulantes — o comandante e três marinheiros — saltaram ao mar instantes antes do impacto. Não houve feridos.

As balsas estavam sem passageiros ou veículos no momento da colisão.

Resgate mobilizou equipes e populares

Imagens registradas por testemunhas mostram os tripulantes nadando até o cais após pularem na água. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no resgate, lançando boias e coletes e ajudando a puxar os marinheiros para a margem.

A Praticagem enviou lanchas de apoio, e todos foram retirados da água em segurança.

Discussão sobre autorização de atracação

Outro ponto que poderá ser analisado é a ausência de espaço para atracação do navio no momento da manobra.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, em caso de terminais privados, cabe à própria operadora verificar a disponibilidade de berço, equipamentos e metragem adequada para receber a embarcação, com margem de segurança.

A APS destacou que sua atuação nesses casos se dá por meio da análise documental no sistema Porto Sem Papel (PSP), que reúne anuências de órgãos como a própria autoridade portuária, Anvisa, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

A verificação direta da compatibilidade entre o tamanho do navio e o cais ocorre apenas em estruturas públicas. A DP World, responsável pelo terminal envolvido, não se manifestou sobre o episódio.

Investigação segue sem conclusões antecipadas

De acordo com a Capitania dos Portos, não é possível apontar responsabilidades antes da conclusão do IAFN. O comandante destacou que a prioridade de navegação para navios de grande porte não é suficiente para encerrar a análise.

O relatório final deverá esclarecer as circunstâncias da colisão no Porto de Santos, identificar eventuais falhas e indicar medidas para evitar novos acidentes no maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

Portos da região Norte lideram crescimento no Brasil em 2025 e fortalecem o Arco Norte

Os portos da região Norte foram os que mais cresceram no país em 2025, consolidando a importância estratégica do Arco Norte para o escoamento da produção nacional. Dados do Painel Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que a movimentação na região avançou 10,33% em relação a 2024, totalizando 163,3 milhões de toneladas.

O desempenho supera com folga a média nacional, que ficou em 6,1%, e reforça a mudança no eixo logístico brasileiro, historicamente concentrado no Sul e Sudeste.

Arco Norte ganha protagonismo logístico

O crescimento confirma o papel do Arco Norte como alternativa eficiente para o escoamento da produção, especialmente do agronegócio. A rota reduz distâncias até mercados internacionais, diminui custos operacionais e contribui para aliviar gargalos em portos tradicionais.

A soja liderou a movimentação nos terminais nortistas, com 48,6 milhões de toneladas embarcadas — alta de 19,24% no ano. O volume corresponde a quase 30% de toda a carga processada na região.

O milho também apresentou expansão, somando 34,4 milhões de toneladas (+6,26%). Juntos, os dois grãos representaram 50,8% da movimentação total.

Além dos grãos, a bauxita foi destaque entre os minérios, com 24,8 milhões de toneladas transportadas.

Economia regional aquecida

O avanço não se restringiu às exportações de commodities. A movimentação de contêineres cresceu 15,28%, alcançando 12,1 milhões de toneladas. Como esse tipo de transporte envolve produtos de maior valor agregado — como eletroeletrônicos, bens de consumo e insumos industriais — o dado sinaliza dinamismo da economia regional.

Outro indicador relevante foi o aumento de 15,49% na movimentação de petróleo e derivados, que atingiu 13 milhões de toneladas. O crescimento reflete maior atividade industrial e demanda por combustíveis para transporte e produção.

Portos públicos e privados ampliam operações

Entre os complexos portuários, o Porto de Santarém registrou alta de 13,24%, movimentando 18,5 milhões de toneladas. Já o Porto de Vila do Conde cresceu 5,71%, alcançando 21,3 milhões de toneladas.

Na iniciativa privada, o Terminal Graneleiro Hermasa se destacou nacionalmente ao ampliar suas operações em 29,9%, totalizando 12,2 milhões de toneladas.

O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que o resultado reflete a consolidação de um ambiente favorável a investimentos e a integração entre poder público e setor privado.

Nova fronteira de eficiência

Para o governo federal, o desempenho superior a 10% demonstra que o Norte deixou de ser apenas rota alternativa e passou a ocupar posição estratégica na logística nacional. A combinação de infraestrutura modernizada, investimentos privados e expansão do agronegócio fortalece a integração da região amazônica às cadeias globais de comércio.

Com a consolidação do Arco Norte, o Brasil amplia sua competitividade internacional e reduz custos logísticos, impulsionando exportações e promovendo desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Portos

Porto de Santos registra melhor janeiro em três anos e movimenta 12,7 milhões de toneladas

O Porto de Santos iniciou 2026 com desempenho histórico. Em janeiro, o maior complexo portuário da América Latina movimentou 12,7 milhões de toneladas, resultado que representa crescimento de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e avanço de 6,8% sobre o recorde anterior, alcançado em 2024.

O volume reforça o papel estratégico do terminal para a logística nacional e para o escoamento da produção brasileira no mercado internacional.

Movimentação de contêineres e aumento nas atracações

Além do crescimento no volume total de cargas, a operação de contêineres também impulsionou os resultados. No período, foram movimentados 467 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

O número de atracações registrou alta de 2,5% na comparação com janeiro do ano passado, indicando maior dinamismo operacional e ampliação da capacidade de atendimento do porto.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados demonstram a consolidação de investimentos estruturais no setor. Ele destacou que o desempenho do Porto de Santos reflete planejamento, segurança jurídica e visão estratégica de longo prazo, fatores que fortalecem a competitividade do país.

Agronegócio lidera crescimento das cargas

O avanço nos números de janeiro foi puxado principalmente pelo agronegócio. O açúcar apresentou recuperação expressiva, com 1,57 milhão de toneladas embarcadas, crescimento de 36,8%, revertendo a tendência de queda observada anteriormente.

Já o complexo soja — que inclui grãos e farelo — registrou aumento de quase 80% em comparação com 2025, totalizando 1,56 milhão de toneladas embarcadas, impulsionado pela oferta disponível e pela demanda externa aquecida.

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, os resultados confirmam que o desempenho consistente do porto é fruto de planejamento e investimentos contínuos, e não de fatores pontuais.

Ampliação da área do Porto de Santos fortalece expansão

No início de fevereiro, o Ministério de Portos e Aeroportos oficializou a revisão da área do Porto Organizado de Santos, ampliando a zona portuária em 17,2 milhões de metros quadrados.

A medida cria condições para expansão estruturada, aumento da capacidade operacional e atração de novos investimentos. De acordo com o ministério, a incorporação da nova área permite preparar o porto para atender à demanda futura do comércio exterior brasileiro.

A Autoridade Portuária destaca que a ampliação reforça a expectativa de novos recordes nos próximos anos.

Maior porto da América Latina mantém protagonismo

O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina e um dos principais hubs logísticos do mundo. Conecta o Brasil a mais de 600 mercados internacionais, com atuação estratégica no transporte de granéis sólidos, líquidos e carga conteinerizada.

Em 2025, o terminal movimentou mais de 186 milhões de toneladas, respondendo por parcela relevante da movimentação portuária nacional.

Fonte: Porto de Santos

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: MPOR / VOSMAR ROSA

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Portos

Porto de Itajaí participa do Fórum Empresarial Índia–Brasil e do lançamento do escritório da ApexBrasil em Nova Déli

O Porto de Itajaí integra a missão oficial brasileira à Índia e participa, nesta sexta-feira (20), do Fórum Empresarial Índia–Brasil e do lançamento do escritório da ApexBrasil em Nova Déli.

O evento reúne mais de 300 empresas brasileiras e autoridades dos dois países, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa reforça a estratégia de ampliação das relações comerciais entre Brasil e Índia em um cenário global de transformação econômica e tecnológica.

Na pauta do Fórum estão setores estratégicos para o desenvolvimento dos dois países, como minerais e insumos críticos, transição energética, saúde e indústria farmacêutica, segurança ambiental, agricultura familiar e inovação marinha. As agendas são consideradas complementares e abrem espaço para novas parcerias comerciais, tecnológicas e industriais.

A abertura do escritório da ApexBrasil em Nova Déli representa um passo relevante para fortalecer a presença institucional do Brasil na Ásia, ampliando oportunidades de exportação, atração de investimentos e cooperação empresarial.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, destaca que a participação na missão internacional consolida o posicionamento do complexo portuário como infraestrutura estratégica para a inserção do Brasil em novos mercados.

“Estar presente neste momento é reafirmar que o Porto de Itajaí está preparado para ampliar conexões comerciais com a Ásia. A instalação do escritório da ApexBrasil na Índia fortalece a previsibilidade e a confiança necessárias para que novos negócios se concretizem. Nosso papel é garantir segurança logística e competitividade para Itajaí, Santa Catarina e o Brasil.”

A participação do Porto de Itajaí na agenda internacional tem como objetivo apresentar o complexo portuário como porta de entrada e saída para operações comerciais de alto valor agregado, alinhando infraestrutura, sustentabilidade e diplomacia econômica

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Portonave habilita Câmara Frigorífica para o mercado da Coreia do Sul

A nova habilitação evidencia a qualidade e a conformidade dos processos da Iceport e abre novas oportunidades estratégicas para a empresa, que no último ano registrou um crescimento de 12% no volume de cargas com temperatura controlada 🏅

A Iceport, primeira e única câmara frigorífica localizada em um terminal portuário no país, obteve a habilitação para armazenar cargas de origem animal da Coreia do Sul. Para essa conquista, a empresa passou por um processo rigoroso de auditorias de qualidade e conformidade conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência de Quarentena Animal e Vegetal da Coreia do Sul (APQA). O reconhecimento demonstra o compromisso com padrões internacionais e possibilita novos negócios.

No último ano, a câmara teve aumento de 12% no volume de cargas com temperatura controlada, na comparação com 2024 – resultado da eficiência operacional, integração logística e certificações e habilitações que atestam a qualidade das operações.

A empresa já é habilitada para armazenar produtos de diversos mercados internacionais, como África do Sul, Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, Federação da Rússia, Hong Kong, Israel, Japão, México, Paraguai, Reino Unido, União Europeia, Uruguai, entre outros países sem exigências específicas. Também está autorizada a operar com medicamentos, com espaço exclusivamente projetado para esse mercado, e produtos Halal – em conformidade com os preceitos islâmicos.

Como diferencial estratégico, o centro logístico especializado na armazenagem de produtos sob temperatura controlada atua em sinergia com a Portonave, garantindo maior eficiência em operações integradas. A infraestrutura da Iceport conta com capacidade de 280 movimentos por hora em seu sistema totalmente automatizado de armazenagem de pallets.

A integridade das cargas é um compromisso constante nas operações. Mantém a certificação FSSC 22000, um dos padrões internacionais mais rigorosos em segurança de alimentos, reconhecido pela Global Food Safety Initiative (GFSI). Além disso, possui o Programa de Garantia da Qualidade (PGQ), responsável por fortalecer a cultura de segurança de alimentos e assegurar as boas práticas.

Produtos recebidos em 2025 🇧🇷

Em 2025, os frangos representaram 60% da movimentação, seguidos por vegetais (25%), carnes bovinas (8%) e suínos (7%). No último trimestre de 2025, a Iceport foi habilitada para o recebimento de carne bovina e suína dos Estados Unidos e carne bovina do Chile devido à confiabilidade das operações.

Serviços oferecidos 👨‍💻

Seu portfólio de serviços inclui armazenagem automatizada e convencional, cross docking para maior agilidade logística, estufagem e unitização de contêineres, gestão e controle de estoques, romaneio com inventário detalhado, depot para monitoramento e plugagem de contêineres reefer (com temperatura controlada), operações de picking conforme demanda dos clientes, serviços de recuperação de frio para restabelecimento da temperatura ideal das cargas, entre outros.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. No ranking nacional, em 2025, a Portonave é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 9% de participação, de acordo com o Datamar. A empresa é certificada pelo Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) como a que possui os clientes mais satisfeitos do Brasil no segmento de carga refrigerada. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

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