Portos

Porto Itapoá recebe certificação ABR-Log e avança na rastreabilidade do algodão brasileiro

O Porto Itapoá conquistou a certificação ABR-Log, concedida pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão). Com o reconhecimento, o terminal passa a integrar oficialmente a cadeia nacional de rastreabilidade do algodão, tornando-se um dos primeiros portos do País a aderir ao protocolo de boas práticas.

A certificação confirma que o porto cumpre rígidos requisitos de infraestrutura, segurança, responsabilidade socioambiental e excelência na movimentação e unitização de fardos.

Segundo Felipe Fioravanti Kaufmann, diretor Comercial e de Experiência do Cliente do Porto Itapoá, o selo reforça um compromisso estratégico. “O ABR-Log é uma das principais referências do setor. Integrar essa cadeia fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade, a segurança operacional e o bem-estar dos nossos colaboradores”, afirma.

ABR-Log amplia rastreabilidade ao setor logístico

Criado pela Abrapa, o ABR-Log (Algodão Brasileiro Responsável – Logística) amplia ao segmento logístico os mesmos princípios da certificação ABR, já consolidada entre produtores rurais. O objetivo é garantir que toda a jornada do algodão — da colheita à exportação — siga padrões de ética, transparência e responsabilidade ambiental.

O sistema funciona de forma integrada: cada fardo recebe um QR Code, permitindo identificar origem, data de colheita, fazenda e unidade de beneficiamento. Com a participação dos portos, a rastreabilidade passa a incluir também as etapas de transporte e embarque internacional.

Itapoá cresce e se firma entre os principais portos exportadores

Embora o Porto de Santos continue liderando as exportações brasileiras de algodão, o Porto Itapoá alcançou o segundo lugar no ranking nacional no último ano. Até setembro, o terminal já havia movimentado cerca de 3.000 TEUs, volume seis vezes maior que o registrado no mesmo período de 2024.

Os principais destinos são países do Extremo Oriente, como China, Indonésia e Vietnã, além do Oriente Médio e do subcontinente indiano, com destaque para Paquistão, Turquia e Bangladesh.

Eficiência logística aliada à responsabilidade socioambiental

Com a nova certificação, o terminal consolida sua imagem como um dos portos mais modernos e sustentáveis do Brasil. Kaufmann destaca que o reconhecimento fortalece a criação de rotas definitivas para cargas como o algodão.

“Essa conquista posiciona o Porto Itapoá como um ambiente seguro, socialmente responsável e comprometido com a qualidade em toda a cadeia logística”, afirma o executivo.

O selo reforça a integração do porto com o agronegócio, amplia sua atuação em mercados internacionais e fortalece práticas alinhadas aos padrões mais avançados de responsabilidade socioambiental.

FONTE: Porto Itapoá
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos lidera exportação de carros no Brasil e supera recordes em 2025

O Porto de Santos consolidou sua posição como principal porta de saída dos automóveis brasileiros. Responsável por cerca de 55% das exportações de carros do País, o complexo divide sua operação entre o Ecoporto, na Margem Direita, e o terminal da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá).

De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), obtidos via sistema Comex do MDIC, 108.657 veículos foram embarcados entre janeiro e setembro deste ano — um salto de 39% frente ao mesmo período de 2024. O volume já ultrapassa todo o acumulado do ano passado.

Em valor financeiro, o crescimento também impressiona: foram movimentados US$ 1,5 bilhão até setembro, avanço de 37% sobre 2024 e acima do total do ano anterior (US$ 1,3 bilhão).

Cadeia logística da Baixada Santista impulsionada

Para especialistas, o aumento das exportações fortalece toda a cadeia logística regional, que envolve terminais portuários, transportadoras, agentes de carga, seguradoras e empresas de serviços.

Segundo Lúcio Lage, diretor executivo da Process Log & Comex, cada embarque de automóveis ativa uma série de operações paralelas. “Cada navio carregado movimenta centenas de contêineres e serviços de logística, gerando liquidez e previsibilidade para o comércio exterior da região”, afirma.

Outros portos crescem, mas Santos segue dominante

Embora continue muito à frente de Paranaguá (PR), com 51.870 veículos exportados, e Suape (PE), com 28.099 unidades, Santos vê outros complexos portuários avançando com a diversificação logística das montadoras.

Rafael Cristelo, gerente geral da K Line no Brasil, destaca que o movimento comprova tanto a liderança de Santos quanto a expansão de terminais regionais. A empresa japonesa é líder no transporte marítimo de veículos no País.

Exportações brasileiras superam projeções

Dados da Anfavea mostram que o Brasil exportou 430,8 mil veículos até setembro, acima dos 398 mil do ano anterior e já superando a previsão inicial feita pela entidade.

A América Latina segue como principal destino. A Argentina concentra cerca de 50% das compras, seguida por México, Colômbia e Chile. Cristelo lembra que o mercado mexicano, segundo maior destino, enfrenta forte concorrência de veículos chineses, que já respondem por mais de 35% das vendas no país.

Terminal da Santos Brasil concentra operações

O Terminal Exportador de Veículos (TEV), operado pela Santos Brasil, responde por mais de 90% da movimentação de automóveis em Santos e cerca de 40% do total brasileiro. Com capacidade anual para 300 mil unidades, é o maior terminal do País.

Nos nove primeiros meses do ano, o TEV movimentou 194.468 veículos, alta de 35%. As exportações para Argentina, Colômbia, México e os embarques de veículos pesados para os Estados Unidos impulsionaram o desempenho.

A predominância das exportações se explica pela proximidade do terminal com o polo automotivo do ABC paulista e pelo custo tributário mais elevado para importações no Estado.

Ecoporto também registra avanço

O Ecoporto Santos, do Grupo EcoRodovias, movimentou 20.057 veículos entre janeiro e setembro — crescimento de 29% na comparação anual. Por ser um terminal multipropósito, sua capacidade destinada a automóveis varia conforme o perfil das cargas atendidas.

Setor exige mão de obra qualificada

A expansão das exportações abre espaço para empregos diretos e indiretos em logística. Etapas como vistoria, estufagem, conferência, documentação e seguros demandam equipes especializadas.

Lúcio Lage reforça que investir em qualificação técnica e em digitalização dos processos pode elevar ainda mais a competitividade regional. “Ambiente eficiente e previsível atrai investimentos e mantém operações em Santos”, diz.

Desafios para manter competitividade

Apesar da liderança, o Porto de Santos enfrenta gargalos logísticos, como acessos viários saturados, burocracia e custos elevados. Enquanto isso, portos de outros estados avançam com investimentos em automação e incentivos fiscais.

Lage aponta que obras estruturantes — como o túnel imerso Santos–Guarujá, melhorias ferroviárias e integração digital entre órgãos federais — são essenciais para preservar a vantagem competitiva do porto.

“A cooperação entre setor público, operadores privados e empresas é crucial para que Santos continue como o principal hub de exportação do País”, conclui.

FONTE: Datamar News/A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

TCP aumenta calado operacional em Paranaguá e ganha capacidade para embarcar 400 TEUs extras por navio

A TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá passou a operar com calado de 13,30 metros, ampliação que permite o embarque de até 400 TEUs adicionais por navio cheio. A mudança foi oficializada pela Portos do Paraná, por meio da Portaria nº 224/2025, após aprovação da Marinha do Brasil e da Praticagem. A atualização se baseia em estudos de simulação contratados pela empresa e realizados em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), após a conclusão da última campanha de derrocagem do canal.

Novos limites variam conforme tamanho dos navios
As regras atualizadas definem dois cenários de operação — maré zero e maré positiva. Para embarcações de até 300 metros (LOA), o calado passa de 12,80 para 13,00 metros em maré zero, podendo chegar a 13,30 metros com 30 cm de maré positiva.
Navios entre 336 e 366 metros mantêm 12,80 metros em maré zero, mas passam a operar com 13,10 metros com 30 cm de maré positiva, atingindo 13,30 metros quando a maré alcança 50 cm. São índices superiores aos dos terminais catarinenses, que operam entre 11,00 m e 12,20 m, dependendo do porte das embarcações.

Ganho direto de eficiência e ampliação da capacidade
O superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein, explica que o novo calado permite transportar mais carga por viagem, ampliando a eficiência de armadores, importadores e exportadores, sem aumento de custos operacionais. Segundo ele, a conquista é resultado de um trabalho robusto de engenharia náutica para garantir segurança nas operações.

A TCP já recebe navios de 366 metros desde janeiro de 2024, quando o MSC Natasha XIII atracou no terminal — o primeiro porta-contêineres desse porte em operação no Brasil. Com a nova profundidade autorizada, navios dessa classe passam a operar com capacidade plena e maior regularidade.

Estudos técnicos garantem precisão e segurança
A análise técnica foi conduzida pelo Centro de Simulação e Treinamento em Manobras Marítimas da USP, utilizando modelagem avançada e simuladores de alta precisão. Foram avaliados cenários de atracação e desatracação em diferentes condições de maré, vento e corrente, incluindo embarcações de até 368 metros e 51 metros de boca.

Os estudos recomendaram a instalação de um novo sensor nos marégrafos, investimento feito pela TCP em parceria com a Paranaguá Pilots. A modernização aumenta a confiabilidade dos dados e melhora a definição das janelas de atracação, ampliando a segurança da navegação. Para o presidente do Sindicato dos Práticos, Julio Verner, o avanço coloca Paranaguá na rota dos grandes navios da nova geração.

Infraestrutura ampliada sustenta avanço do calado
Desde 2024, o canal de acesso passou de 12,10 para 12,80 metros em maré zero após a remoção de 20 mil m³ de rochas na região das Pedras Palanganas. O material foi reutilizado em obras públicas da região, em um processo acompanhado por monitoramentos ambientais.

Segundo Gabriel Perdonsini Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná, o aumento do calado amplia a competitividade do porto e reforça o desempenho positivo na movimentação de cargas.

Concessão do canal prevê profundidade de até 15,5 metros
O avanço ocorre em meio à transformação estrutural do canal de acesso. A concessão realizada em outubro prevê ampliar a profundidade para 15,5 metros nos primeiros cinco anos, além de aprimorar a sinalização náutica, realizar novas dragagens e modernizar a infraestrutura aquaviária. O investimento total é estimado em R$ 1,23 bilhão, acompanhado de redução de 12,63% na taxa Inframar, condicionada ao cumprimento de metas contratuais.

Para Stein, o novo limite de calado já traz ganhos imediatos e prepara Paranaguá para receber navios ainda maiores, alinhando o porto às tendências globais.

TCP fecha semestre com 744 mil TEUs e reforça protagonismo regional
A TCP encerrou o primeiro semestre de 2025 com 744.650 TEUs movimentados, mantendo-se como o maior terminal de contêineres do Sul e o terceiro maior do país, segundo dados da ANTAQ. A ampliação do calado consolida sua posição como hub estratégico do comércio exterior brasileiro e fortalece sua capacidade de operar embarcações de grande porte.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Leilões portuários do MPor avançam lentamente e projetos relevantes ficam para 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) previa realizar 21 leilões portuários ao longo de 2025, com investimentos estimados em R$ 8,5 bilhões. Porém, apenas oito certames foram concluídos até agora, e não há novas datas definidas para as próximas rodadas. Projetos estratégicos, antes planejados para este ano, devem ser adiados para 2026.

Investimentos já contratados ultrapassam R$ 2,6 bilhões
Os leilões concluídos — que envolvem terminais em Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santana (AP) e Maceió (AL) — somam R$ 2,65 bilhões em investimentos previstos. O pacote inclui ainda a primeira concessão de um canal de acesso, no Porto de Paranaguá. Esses projetos se juntam aos oito leilões de 2024, que agregam mais R$ 3,7 bilhões, puxados pelo grande terminal de minério no Porto de Itaguaí (RJ).

Túnel Santos–Guarujá e outras obras estruturantes
Entre os projetos de maior visibilidade está o túnel Santos–Guarujá, estimado em R$ 6 bilhões e leiloado em setembro após uma década de estudos. A parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo permitiu que o certame ocorresse dentro do prazo.

Complexidade e mudanças internas atrasam cronogramas
Segundo o MPor, fatores como análises do TCU e da ANTAQ, além da saída de técnicos experientes da pasta, têm dificultado o avanço dos projetos. A concentração de decisões dentro do próprio ministério também é apontada por fontes do setor como um dos motivos para a lentidão.

O Porto de Paranaguá é citado como exceção: por contar com autonomia para conduzir estudos e leilões, conseguiu avançar com os principais projetos previstos.

MPor atribui atrasos à alta complexidade dos processos
Em nota, o ministério reforçou que os leilões exigem etapas “técnicas, jurídicas e de governança”, o que pode alterar prazos. O órgão informou que os certames realizados já somam R$ 10,2 bilhões em investimentos atualizados.

Projeção de R$ 6 bilhões em leilões ainda pendentes
Projetos importantes seguem à espera de aval para ir ao mercado, incluindo os terminais STS33 (Santos–SP), MUC04 (Fortaleza–CE) e VDC29 (Vila do Conde–PA). Juntos, eles representam mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

O destaque é o Tecon 10, que seria o maior terminal de contêineres da América Latina. Inicialmente previsto com investimentos de R$ 3,5 bilhões — hoje atualizados para cerca de R$ 5 bilhões — o projeto enfrenta forte disputa e risco de judicialização.

TCU adia análise do Tecon 10 e cenário fica incerto
A proposta de leilão chegou ao TCU na semana passada, mas um pedido de vista empurrou a discussão para a última sessão do ano, em 8 de dezembro. A tendência, segundo os votos iniciais, é que a corte aprove um modelo mais restritivo, que impede a participação de empresas ligadas a armadores na primeira fase do certame. Se esse formato prevalecer, membros do governo avaliam que o projeto pode ficar “nebuloso”.

O impasse afeta também o terminal SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), que dependia do avanço do Tecon 10 para seguir adiante.

Planos para 2026 incluem 21 novos projetos
Com cancelamentos e adiamentos, o MPor estima que 2026 deverá reunir 21 projetos — 17 arrendamentos e quatro concessões — totalizando R$ 5,9 bilhões em investimentos.

Um exemplo recente de mudança é o cancelamento do leilão do STS08, em Santos. A decisão partiu do Palácio do Planalto, que optou por ampliar a área do STS08A, sob gestão da Petrobras, em vez de realizar o arrendamento.

Canais e hidrovias enfrentam obstáculos políticos e ambientais
Após a concessão do canal de Paranaguá, o governo espera avançar com projetos semelhantes em Itajaí (SC) e Santos (SP), que ainda dependem de análise e conclusão de estudos.

Já as hidrovias enfrentam desafios adicionais. A concessão do Rio Paraguai é a mais adiantada, mas passou por revisões relacionadas a questões ambientais e à gestão binacional com o Paraguai. No caso do Rio Madeira, resistências políticas das bancadas regionais têm travado o envio do projeto ao TCU.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Paranaguá

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Portos

Portos públicos do Sul registram alta de 14% e impulsionam recuperação logística em 2025

Os portos públicos da Região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — fecharam o terceiro trimestre de 2025 com um avanço de 14,02% na movimentação de cargas, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números, divulgados pela Antaq, apontam para uma retomada sólida após os impactos climáticos que afetaram a logística regional em 2024.

Entre julho e setembro, essas estruturas somaram 37 milhões de toneladas movimentadas, desempenho que superou a média do conjunto regional (portos públicos + terminais privados), cujo crescimento ficou em 8,65%.

O destaque ficou para o Porto de Paranaguá, que liderou com 19,1 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande, responsável por 9,1 milhões de toneladas — ambos fundamentais para o escoamento da produção nacional.

Movimentação de contêineres dispara no Sul
Um dos sinais mais claros do aquecimento logístico foi o avanço da movimentação de contêineres, que cresceu 62,46% nos portos públicos, somando 8,4 milhões de toneladas no trimestre.

O transporte conteinerizado é considerado estratégico pela sua complexidade operacional, maior valor agregado e demanda por tecnologia e serviços especializados. No panorama geral da região, entre terminais públicos e privados, a carga em contêineres alcançou 15,2 milhões de toneladas, consolidando-se como a principal categoria movimentada no período.

Exportações, importações e cabotagem em alta
Os portos públicos também registraram avanços importantes no comércio exterior. As exportações cresceram 13,55%, assegurando o fluxo da produção, enquanto as importações aumentaram 8,59%.

Um dos destaques foi a entrada de adubos e fertilizantes, que totalizaram 5,9 milhões de toneladas nos portos públicos do Sul — um indicativo de que o setor agrícola já se organiza para garantir a produtividade da próxima safra.

Além disso, a cabotagem teve um salto significativo, com crescimento de 29,65%, reforçando o papel dos portos públicos como pilares da integração logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Paranaguá/Divulgação

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Portos

Porto de Imbituba tem o melhor desempenho de 2025 no mês de outubro

O Porto de Imbituba fechou o acumulado de janeiro a outubro de 2025 com 6,17 milhões de toneladas movimentadas e 268 atracações. O destaque do ano foi o mês de outubro, o mais movimentado até agora, com 714,7 mil toneladas, confirmando a trajetória de crescimento contínuo do complexo portuário.

No acumulado do ano, as exportações totalizaram 2,53 milhões de toneladas, com ênfase nos embarques de coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho. Já as importações alcançaram 2,86 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024. Outubro registrou um marco histórico: mais de 406 mil toneladas importadas em um único mês, o maior volume desde o início das operações do porto. As principais cargas descarregadas foram hulha betuminosa, sal e insumos industriais.

A cabotagem (navegação entre portos do mesmo país) também apresentou crescimento, com 547,3 mil toneladas embarcadas e 136,8 mil toneladas desembarcadas no acumulado anual, representando alta de 3,8% ante 2024.

O transbordo teve desempenho ainda mais expressivo: 56 mil toneladas embarcadas e 44,9 mil desembarcadas, um salto de 113,1% na comparação com o ano anterior, reforçando a função do porto como hub logístico versátil.

Os granéis sólidos continuam dominando a movimentação, representando 77,8% do total, com protagonismo para coque de petróleo, açúcar (granel), hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão, respondendo por 17,3% do volume total — mais de 1,06 milhão de toneladas —, sinalizando a crescente atratividade de Imbituba para cargas de maior valor agregado.

“O crescimento constante do Porto de Imbituba é resultado direto de uma operação disciplinada, de equipes altamente qualificadas e de investimentos que têm modernizado todo o complexo portuário. Os números de 2025 mostram que a gestão do governador Jorginho Mello está no caminho certo, com ampliação da capacidade de atendimento, diversificação de cargas e aumento do nível de competitividade do porto. Seguimos avançando em projetos estruturantes, como a dragagem, a ampliação de berços e a digitalização de processos”, afirma o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins.  

“Os resultados de Imbituba comprovam que Santa Catarina está colhendo os frutos de um planejamento sério, de uma governança alinhada e de investimentos que priorizam eficiência e tecnologia. O Porto de Imbituba tem se consolidado como um ativo estratégico para o estado, gerando competitividade para nossa indústria, fortalecendo o agronegócio e ampliando nossa presença nos mercados internacionais. O desempenho de outubro reafirma que estamos no caminho certo para transformar a infraestrutura logística catarinense em referência nacional,  avalia o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

Com 27 navios atendidos e mais de 714,7 mil toneladas movimentadas, outubro se consolidou como o mês de maior movimento no ano. Caso o ritmo seja mantido, a expectativa é que o porto ultrapasse 7 milhões de toneladas até dezembro.

No cenário nacional, o Porto de Imbituba se destaca pela agilidade nas operações, previsibilidade logística e menor tempo de espera, características que vêm atraindo novos operadores e fortalecendo sua participação no corredor portuário do Sul do país.

As operações de comércio exterior (importação e exportação) em Imbituba movimentaram mais de US$ 1,44 bilhão entre janeiro e outubro de 2025, consolidando seu papel na balança comercial de Santa Catarina, de acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias SECOM

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Portos

Impactos do leilão do Tecon Santos 10 no agronegócio dominam debate na Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (25) uma audiência pública para analisar como o leilão do Terminal de Contêineres de Santos — o Tecon Santos 10 — pode influenciar o agronegócio brasileiro. A reunião está marcada para as 14h, em plenário ainda a ser definido.

Veja quem foi convidado

O debate foi solicitado pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que pretende esclarecer de que forma o modelo proposto para o leilão pode impactar a concorrência, a logística portuária e a competitividade dos produtos agrícolas que dependem do Porto de Santos para chegar ao mercado internacional.

Projeções de crescimento e riscos regulatórios

Segundo o parlamentar, o leilão é considerado um dos maiores projetos portuários do País, com capacidade de ampliar expressivamente o volume de movimentação de contêineres. No entanto, ele chama atenção para as restrições impostas pela Antaq à participação de empresas já atuantes no porto — medidas que, segundo ele, podem reduzir a competição e afetar o resultado do certame.

Porto de Santos como eixo estratégico do escoamento

Vieira de Melo lembra que o Porto de Santos movimentou 5,4 milhões de TEUs em 2024, avanço próximo de 15% em comparação ao ano anterior. As projeções apontam para saturação da capacidade já a partir de 2028, o que intensifica a preocupação do setor. Produtos como café, açúcar e algodão têm no porto sua principal rota de saída. Para o deputado, qualquer entrave concorrencial ou atraso no leilão pode elevar custos, reduzir eficiência logística e prejudicar a competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Botelho/MInfra

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Portos

Brasil garante investimento de R$ 1,6 bilhão no Porto de Santos durante missão em Dubai

A missão oficial do Ministério de Portos e Aeroportos aos Emirados Árabes Unidos chegou ao fim com resultados considerados estratégicos para a infraestrutura e para a indústria do Brasil. Liderada pelo ministro Silvio Costa Filho, a comitiva retornou ao país com o anúncio de R$ 1,6 bilhão em investimentos privados no Porto de Santos e avanços importantes para ampliar a malha aérea internacional em diferentes regiões brasileiras.

A agenda ocorreu entre 18 e 21 de novembro, reunindo autoridades e grandes players globais de logística, e reafirmou o Brasil como destino seguro e atrativo para investimentos estrangeiros. Para Costa Filho, os resultados comprovam a confiança internacional no atual cenário econômico brasileiro e no potencial das áreas portuária e aeronáutica.

Modernização no Porto de Santos
O principal anúncio da viagem foi o aporte de R$ 1,6 bilhão da DP World, uma das maiores empresas globais do setor. O investimento permitirá ampliar a capacidade do terminal de Santos para 2,1 milhões de TEUs até 2028, além da construção de um novo píer, modernização de equipamentos e expansão de 190 metros no cais.

A missão também reforçou o intercâmbio técnico. A delegação visitou o Porto de Jebel Ali, referência mundial, para conhecer tecnologias inovadoras como o sistema Boxbay, que aumenta significativamente a eficiência no armazenamento de cargas.

Expansão das rotas aéreas e do turismo
O aumento da conectividade aérea foi outro eixo central da missão. Em reunião com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines, o governo brasileiro avançou nas negociações para levar novos voos da companhia ao Nordeste, desconcentrando a entrada de turistas internacionais e fortalecendo o turismo regional.

Nos encontros com autoridades como a GACA (Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita) e a Dnata, foram discutidas ações voltadas à sustentabilidade, incluindo investimentos em combustível sustentável de aviação (SAF) e cooperação para o desenvolvimento de eVTOLs, consolidando o Brasil na rota da descarbonização do setor aéreo.

Segurança e cooperação internacional
A missão também abordou temas de segurança. O ministro se reuniu com Ahmed Naser Al-Raisi, presidente da Interpol, para discutir ações de proteção do espaço aéreo e de rotas logísticas — pauta considerada crucial para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

Integraram a comitiva o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, e o diretor-presidente da Anac, Tiago Faierstein.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Notícias, Portos

Incêndio em Navio Porta-Contêineres no Porto de Los Angeles Mobiliza Mais de 100 Bombeiros

Um navio porta-contêineres pegou fogo no Porto de Los Angeles, o terminal marítimo mais movimentado da América do Norte. O incidente levou autoridades locais a emitirem uma ordem de abrigo para bairros próximos, devido ao risco representado por materiais perigosos presentes na carga.

Problema elétrico teria iniciado o fogo
Segundo o Departamento de Bombeiros de Los Angeles, o incêndio começou após uma falha elétrica a bordo do One Henry Hudson. As chamas surgiram abaixo do convés e se espalharam por vários níveis da embarcação, provocando inclusive uma explosão registrada na área central do navio.

Zona de segurança estabelecida e tripulação sem feridos
Os 23 tripulantes não ficaram feridos. Em razão da carga sensível, a Guarda Costeira dos EUA estabeleceu uma zona de segurança de uma milha náutica ao redor do navio para manter outras embarcações afastadas durante a operação. Mais de 100 bombeiros foram mobilizados para controlar o fogo e conter o avanço das chamas.

Navio operado por empresa sediada em Cingapura
A embarcação, de 336 metros de comprimento, é operada pela One Ocean Express, empresa de transporte marítimo com sede em Cingapura. Antes de atracar em Los Angeles, o navio havia passado por três cidades japonesas: Kobe, Nagoya e Tóquio.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Portos

Maersk ajusta operações na América Latina para enfrentar congestão portuária

A Maersk confirmou uma série de ajustes em suas operações marítimas e terrestres na América Latina, em resposta à congestão portuária, ao mau tempo e a entraves operacionais que seguem pressionando diversos terminais da região. Segundo a companhia, o objetivo é reforçar a conectividade e elevar a confiabilidade da cadeia logística regional e internacional.

Encerramento da participação no serviço Brazex

A empresa deixará de integrar o serviço Brazex após a última viagem ao norte realizada pelo navio M/V CMA Berlioz, que partiu de Paranaguá em 1º de novembro de 2025. Mesmo assim, a cobertura para o Caribe, Golfo do México e México será mantida por meio dos serviços UCLA e Gulfex, garantindo rotas alternativas às demandas de carga.

Alterações no serviço Tango

O serviço Tango também passa por ajustes. A parada em Norfolk (EUA) seguirá suspensa, com cargas redirecionadas via transbordo em Cartagena. Já a escala quinzenal no Rio de Janeiro continua confirmada, preservando o acesso a um dos portos mais movimentados do país.

ECSA Shuttle ganha novo cronograma

A partir de novembro, o serviço ECSA Shuttle operará a cada duas semanas com escalas em Paranaguá, Santos (DP World) e Manzanillo, no Panamá. A Maersk afirma que a nova configuração ampliará a conexão com o Caribe, os Estados Unidos e a costa oeste da América do Sul, dando maior flexibilidade logística para cargas regionais e internacionais.

Pressão operacional segue alta na Costa Leste da América do Sul

A ECSA continua enfrentando forte pressão operacional.
Em Santos, o mau tempo, a ocupação elevada e os atrasos acumulados prejudicam a fluidez das operações. Paranaguá e Itapoá trabalham próximos a 80% de capacidade e registram paralisações ocasionais devido às condições climáticas. Em Buenos Aires, a operação de contêineres segue próxima ao limite, enquanto o Terminal 4 tem desempenho restrito por falhas em guindastes.

Em Montevidéu, a produtividade gira em torno de 50% após greves e mudanças de sistema, com espera média de 2 a 3 dias para navios. Já Rio Grande enfrenta severas restrições e clima adverso, sem previsão de melhora antes do fim do ano.

Costa Oeste da América do Sul mantém cenário instável

Na WCSA, a combinação de riscos de segurança e instabilidade operacional segue preocupando. A performance dos terminais varia, com Guayaquil/TPG registrando os melhores índices recentes. Em contrapartida, portos como Puerto Bolívar, Guayaquil/Contecon, Callao/APMT e Posorja operam sob alerta.

Caribe e América Central mantêm estabilidade relativa

Os terminais do Panamá e de Cartagena apresentam desempenho estável para a Maersk. No entanto, embarcações fora da janela programada podem enfrentar esperas de até 2 dias.

Aumento de volumes pressiona transporte terrestre

Na América Central, principalmente em El Salvador e na Guatemala, a alta temporada deve elevar significativamente o volume de importações e exportações. A Maersk reforça a importância do planejamento antecipado e diz estar preparada para apoiar com transporte, gestão aduaneira e coordenação operacional.

No Brasil, a estação seca já afeta os níveis dos rios em Manaus, limitando capacidade e podendo gerar atrasos. No Paraguai, o baixo nível da água deve impactar o serviço de balsas nas próximas semanas.

Brasil conquista novas certificações

A Maersk também celebrou dois avanços importantes no país:

  • A certificação AEO, que fortalece a conformidade e a eficiência das operações;
  • A certificação SASSMAQ para sua frota em Santos, ampliando a segurança e a qualidade no atendimento ao setor químico.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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