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Acidente no Porto de Santos: navio cargueiro colide com balsas no canal de navegação

Um acidente no Porto de Santos mobilizou equipes de resgate e autoridades marítimas na noite desta segunda-feira (16), no litoral de São Paulo. Um navio cargueiro se envolveu em uma colisão com duas balsas que operam na travessia entre Santos e Guarujá. Apesar do impacto e do susto, não houve registro de feridos.

Como ocorreu a colisão no canal do Porto de Santos

O navio Seaspan Empire seguia em direção ao terminal da Embraport quando precisou alterar a rota devido à indisponibilidade de berço para atracação. A embarcação iniciou manobra de retorno em direção à barra por volta das 22h, nas proximidades do Armador 35, quando ocorreu o incidente.

Durante a navegação, houve comunicação por rádio com as balsas que realizam a travessia Santos-Guarujá. Ainda assim, duas embarcações cruzaram à frente do cargueiro. Uma delas estava em manutenção e era rebocada no momento.

Com a aproximação do navio, tripulantes das balsas se lançaram ao mar por precaução.

Tripulantes resgatados e situação das embarcações

Quatro profissionais que estavam nas balsas — um comandante e três marinheiros — pularam na água como medida de segurança. Eles foram rapidamente resgatados por lanchas da Praticagem e não sofreram ferimentos.

As embarcações envolvidas são as balsas FB-14 e FB-15. Ambas estavam vazias, sem veículos ou passageiros a bordo no momento do abalroamento.

Após a colisão, o navio deixou o canal de navegação e permaneceu na área externa do porto, aguardando nova autorização para atracar. Até o momento, não há indícios de danos estruturais significativos nas embarcações envolvidas.

Operação da travessia e posicionamento das autoridades

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo informou que as balsas permanecem fora de operação no lado de Santos e aguardam deliberação da Capitania dos Portos. A Coordenadoria de Travessias acompanha a apuração do caso junto às autoridades marítimas.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha foram acionadas para prestar apoio na ocorrência. Apesar do acidente, a travessia entre Santos e Guarujá segue operando com quatro embarcações e tempo médio de espera de aproximadamente 15 minutos em ambos os sentidos.

Já a Autoridade Portuária de Santos informou, em nota, que pelas normas de navegação, as embarcações maiores têm prioridade e que a balsa não deveria estar em deslocamento naquele horário.

Vídeo mostra momento do acidente

Imagens que circulam em grupos de WahtsApp e divulgadas por portais de notícias registram o momento da colisão no canal do Porto de Santos. As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

FONTE: Com informações de portais locais.

TEXTO: REDAÇÃO

VÍDEO: INTERNET

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Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 5,1 bilhões para modernização de portos brasileiros

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 5,1 bilhões para nove projetos de infraestrutura portuária, voltados à ampliação e modernização de terminais em diferentes regiões do país. A decisão foi tomada durante a 12ª Reunião Extraordinária do Conselho Diretor do fundo, coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Os empreendimentos têm potencial para gerar 5.346 empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros, fortalecendo a logística nacional e a competitividade no comércio exterior.

Projetos estratégicos em portos de grande porte

Entre os destaques está a modernização dos Terminais 16 e 17 no Porto de Santos, vinculados ao contrato da Operadora CLI Sul, com investimento previsto de R$ 678,2 milhões.

No Porto do Pecém, foi aprovada a implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP), com aporte de R$ 795,1 milhões.

Segundo o secretário executivo da pasta e presidente do Conselho Diretor do FMM, Tomé Franca, a medida impulsiona geração de renda e desenvolvimento regional ao fortalecer a capacidade logística do país.

Impacto regional e geração de empregos

Os investimentos contemplam ainda outras regiões estratégicas:

  • No Porto de Paranaguá, a expansão e modernização do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
  • No Porto de Santana, serão destinados R$ 127,8 milhões para implantação de sistema de armazenagem e expedição.
  • No Porto de Aratu, os recursos contemplam novos silos e melhorias estruturais e operacionais.

De acordo com representantes da área técnica, os aportes devem tornar as operações portuárias mais ágeis, reduzir atrasos e ampliar a eficiência no atendimento de cargas.

Modernização e competitividade internacional

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou o caráter estruturante da decisão, destacando que os R$ 5,1 bilhões aprovados representam um avanço concreto na modernização da infraestrutura portuária brasileira.

Na avaliação da pasta, os investimentos contribuem para elevar a competitividade do Brasil no comércio internacional, além de estimular a economia nas regiões atendidas.

Como funciona o financiamento

O Fundo da Marinha Mercante apoia projetos de infraestrutura naval e portuária e é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. As operações financeiras são realizadas por instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.

Após a aprovação, os empreendimentos têm prazo de até 450 dias para formalizar os contratos de financiamento, com possibilidade de prorrogação conforme as normas vigentes. O fundo pode cobrir até 90% do valor total dos projetos, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Tecon Santos entra no radar da United Ports LLC e pode ganhar novo impulso em investimentos

O Tecon Santos, maior terminal de contêineres da América Latina, passa a integrar o portfólio estratégico da recém-criada United Ports LLC, joint venture formada pela armadora francesa CMA CGM e pela gestora global de infraestrutura Stonepeak.

Operado pela Santos Brasil no Porto de Santos, o terminal é considerado um dos principais ativos da nova aliança empresarial, anunciada ao mercado há pouco mais de uma semana.

Aporte bilionário e presença global

Pelo acordo, a Stonepeak investirá cerca de R$ 12 bilhões para adquirir 25% de participação na United Ports LLC. A joint venture reúne dez terminais operados pela CMA CGM em seis países: Brasil, Estados Unidos, Espanha, Índia, Taiwan e Vietnã.

O CEO do Grupo CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a parceria com um investidor especializado em infraestrutura amplia a capacidade de aportes nos terminais portuários sob gestão da companhia.

Já o diretor-executivo da Stonepeak, James Wyper, destacou que terminais de contêineres são ativos estratégicos e de difícil substituição no comércio global, o que torna o investimento diferenciado e alinhado a um portfólio de infraestrutura de transporte de alta qualidade.

Santos Brasil não integra operação diretamente

Em comunicado, a Santos Brasil informou que não participa diretamente da transação. Segundo a companhia, não haverá mudança no controle da Santos Brasil Participações S.A., nem impactos imediatos nas operações, na governança ou nos contratos vigentes.

A empresa acrescentou que eventuais desdobramentos da constituição da joint venture e da aquisição de participação nos ativos portuários dependerão de aprovações regulatórias aplicáveis. O mercado será informado sobre fatos relevantes relacionados ao tema.

Impactos potenciais para o Tecon Santos

Para o consultor portuário Ivam Jardim, a movimentação tende a ser positiva para o Tecon Santos sob o ponto de vista financeiro. Ele avalia que a entrada de um investidor global com foco em infraestrutura pode garantir capital de longo prazo à CMA CGM, que recentemente ampliou sua presença no Brasil e em outros mercados.

Na prática, isso pode acelerar investimentos já previstos e até viabilizar novos projetos de expansão de capacidade. Com mais recursos disponíveis, o terminal teria condições de ganhar escala operacional e aumentar sua competitividade no comércio exterior brasileiro.

O consultor Luis Claudio Montenegro vê a joint venture como parte de um movimento estrutural no setor portuário mundial. Segundo ele, grandes armadores têm avançado na integração vertical, combinando operação portuária e capital financeiro de longo prazo para buscar mais eficiência, escala e previsibilidade logística.

Relevância estratégica para o Brasil

No contexto nacional, a operação ganha peso por envolver o Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior do País. Para Montenegro, em condições regulatórias adequadas, o modelo pode estimular investimentos em infraestrutura portuária, tecnologia e produtividade, com reflexos positivos sobre custos logísticos e competitividade.

Ele pondera que o maior risco não está na integração entre operadores e investidores, mas na eventual criação de barreiras regulatórias que dificultem aportes e reduzam a competição. Em um cenário de disputa global por eficiência logística, o Brasil precisaria, segundo ele, de mais escala e maior inserção nas cadeias internacionais.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alexsander Ferraz/AT

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Codeba contrata dragagem emergencial para manter canal do Porto de Itajaí

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) oficializou a contratação emergencial de empresa para realizar a dragagem de manutenção do canal de acesso ao Porto de Itajaí. O aviso de Dispensa de Licitação nº 19/2026 foi publicado no Diário Oficial da União.

A vencedora foi a DTA Engenharia Ltda., contratada por até 180 dias, com valor estimado em R$ 44,7 milhões. O critério adotado para escolha foi o de menor preço.

Mudança ocorre após fim de contrato com empresa holandesa

A atual responsável pelo serviço, a holandesa Van Oord, encerra o contrato neste domingo (15 de fevereiro). No acordo vigente, o custo mensal da dragagem girava em torno de R$ 4 milhões.

Pelo novo contrato emergencial, o valor mensal estimado praticamente dobra em relação ao anterior, conforme os dados publicados no edital.

Serviços abrangem canal interno, externo e berços de atracação

A DTA Engenharia ficará encarregada da dragagem do canal de acesso aquaviário, incluindo:

  • Canal externo;
  • Canal interno;
  • Berços de atracação;
  • Bacias de evolução.

O objetivo é garantir as profundidades mínimas de projeto, assegurando a navegação segura e a regularidade das operações portuárias.

As medições atuais do canal, homologadas pela Marinha do Brasil, são válidas até 22 de março.

Primeira licitação após nova gestão

Esta é a primeira contratação realizada pela Codeba desde que assumiu a gestão do Porto de Itajaí. O contrato foi assinado pelo diretor-presidente da estatal, Antonio Gobbo.

Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, a continuidade do serviço é estratégica. “A dragagem é essencial para manter a profundidade do canal, garantir a segurança da navegação e assegurar previsibilidade logística e competitividade ao complexo portuário”, afirmou.

Experiência da empresa contratada

Com sede em São Paulo e 27 anos de atuação no mercado, a DTA Engenharia possui experiência em engenharia portuária, dragagem de manutenção, aprofundamento de canais e obras de implantação em portos públicos e terminais privados.

Entre os trabalhos já executados estão:

  • Alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú;
  • Dragagem de manutenção nos portos de Paranaguá e Antonina;
  • Aprofundamento do canal do Porto de Santos.

Até o momento, a superintendência do Porto de Itajaí não informou a data de início dos trabalhos nem se haverá alterações técnicas em relação aos serviços executados anteriormente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo João Batista

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Porto de Itajaí conquista 1º lugar em desempenho ambiental no Prêmio ANTAQ 2025

O Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar em desempenho ambiental na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, na noite desta terça-feira (10), consolidando-se como referência nacional em gestão ambiental entre os portos públicos brasileiros.

A cerimônia foi realizada em Brasília e reconheceu o Porto de Itajaí na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”, entre as instalações do país.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, foi representado na solenidade pelo coordenador de Meio Ambiente da autoridade portuária, José Luís, que recebeu a premiação em nome da instituição.

O evento contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; do secretário nacional de Portos, Alex Ávila; do diretor-presidente da CODEBA, Antonio; e do diretor de Administração e Finanças, Luiz Humberto Lisboa, além de outras autoridades do setor.

Em nota, o superintendente destacou o significado da conquista:

“Esse prêmio confirma que é possível alinhar eficiência operacional e responsabilidade ambiental. O Porto de Itajaí tem atuado com planejamento, rigor técnico e compromisso permanente com a sustentabilidade. Esse resultado é fruto do trabalho coletivo da nossa equipe e reforça nosso papel no desenvolvimento sustentável da economia catarinense.”

O desempenho reconhecido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários é resultado de investimentos contínuos em monitoramento ambiental, gestão de resíduos, controle de emissões, cumprimento de condicionantes e adoção de boas práticas na operação portuária.

A atuação responsável do Porto também dialoga diretamente com o território. A Praia do Atalaia, em Itajaí, certificada com o selo internacional Bandeira Azul, simboliza a convivência possível entre atividade portuária, qualidade ambiental e uso sustentável da orla.

A conquista reforça o posicionamento do Porto de Itajaí como ativo estratégico para Santa Catarina, combinando competitividade logística com responsabilidade socioambiental.

Destaque do Porto de Itajaí no Prêmio ANTAQ 2025

Na 10ª edição do Prêmio ANTAQ 2025, o Porto de Itajaí conquistou o 1º lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental — Porto Público até 5 milhões de toneladas movimentadas”.

O reconhecimento é resultado do Índice de Desempenho Ambiental (IDA), que avalia critérios como gestão ambiental, controle de impactos, monitoramento, cumprimento de exigências legais e adoção de práticas sustentáveis nas administrações portuárias brasileiras.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Expansão do Porto de Santos pode viabilizar até 30 novos terminais no litoral de São Paulo

A expansão do Porto de Santos deve abrir caminho para a instalação de até 30 novos terminais e uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no litoral paulista. A projeção é da Autoridade Portuária de Santos, que pretende iniciar as licitações das áreas recém-incorporadas a partir de 2027.

Com a atualização da poligonal, o complexo passou de 9,3 km² para 14,5 km² — um crescimento territorial de 56%, conforme portaria do Ministério de Portos e Aeroportos publicada no Diário Oficial da União.

Licitações e novos investimentos previstos

O presidente da autoridade portuária, Anderson Pomini, informou que a estratégia prevê o arrendamento das novas áreas à iniciativa privada. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, modernizar estruturas e acompanhar o ritmo de crescimento da economia.

Atualmente, o porto mantém conexões com cerca de 600 destinos em quase 200 países. Com a ampliação, a expectativa é fortalecer ainda mais o papel do complexo como principal hub logístico da América do Sul.

Áreas prioritárias da ampliação

A APS definiu três regiões estratégicas para o avanço do projeto:

  • Largo do Caneu: aproximadamente 5 km², com potencial para novos terminais e implantação de uma ZPE;
  • Alemoa: área de cerca de 114 mil m², com acesso ao canal do porto;
  • Monte Cabrão (área continental de Santos): aproximadamente 180 mil m² disponíveis para expansão.

O pedido original encaminhado ao ministério previa ampliação da poligonal para até 20,4 km². Após consulta pública realizada em 2025, foi autorizada a expansão parcial.

Além da área terrestre, houve ampliação do trecho aquaviário, que passou de 355,2 km² para 367,2 km². Com isso, a área total sob utilização do porto saltou de 383,8 km² para 401 km².

Potencial econômico e desafios de infraestrutura

Especialistas avaliam que a oferta de áreas greenfield e a localização estratégica do complexo fortalecem o ambiente para novos investimentos em terminais portuários e na futura Zona de Processamento de Exportação.

O especialista em políticas públicas Leandro Lopes afirma que a medida pode inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, consolidando o complexo — responsável por cerca de 30% da balança comercial brasileira — como protagonista no comércio exterior da região.

Ele pondera, no entanto, que o avanço da movimentação de cargas exige melhorias em infraestrutura logística, acesso ferroviário, mobilidade urbana e integração operacional para evitar gargalos.

Segurança jurídica e conceito Porto-Indústria

Para o advogado João Paulo Braun, a redefinição da poligonal amplia a previsibilidade regulatória e reduz riscos de saturação, tornando o porto ainda mais competitivo para grandes operadores.

Na avaliação dele, a nova configuração territorial é essencial para viabilizar a ZPE e fortalecer o conceito de Porto-Indústria, modelo que prevê a instalação de fábricas e centros produtivos próximos ao cais, reduzindo custos logísticos e estimulando a presença de multinacionais exportadoras.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto de Imbituba registra melhor janeiro da história com 679 mil toneladas movimentadas

O Porto de Imbituba iniciou o ano com desempenho recorde e consolidou o melhor resultado já registrado para o mês de janeiro. Ao todo, foram mais de 679 mil toneladas movimentadas e 34 atracações no período, reforçando a importância do complexo como um dos principais motores do crescimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.

O volume expressivo confirma a trajetória de expansão do terminal e amplia sua relevância nos corredores logísticos nacionais, além de fortalecer a atração de investimentos para a região.

Exportações e importações impulsionam movimentação

No recorte por tipo de operação, as exportações somaram 251,4 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.

Já as importações atingiram 363,1 mil toneladas, com destaque para hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. A diversidade das cargas evidencia a solidez das cadeias produtivas atendidas pelo porto e a força do comércio exterior catarinense.

Cabotagem e transbordo ampliam integração logística

A cabotagem também apresentou crescimento, com 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O resultado reforça a eficiência da navegação costeira e a integração entre portos brasileiros.

No transbordo, foram registradas 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas. Os números confirmam o papel estratégico do terminal como hub logístico e plataforma de redistribuição de cargas no Sul do país.

Granéis sólidos lideram operações

Os granéis sólidos continuam concentrando a maior parte da movimentação, com 531,8 mil toneladas — o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos de maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão e já representa 14,2% da movimentação total, com 96,2 mil toneladas, indicando a crescente atração de cargas de maior valor agregado. A carga geral respondeu por 6,5% do volume (mais de 44 mil toneladas), demonstrando a capacidade do porto em operar mercadorias com maior complexidade logística.

Impacto econômico e geração de empregos

Além do avanço operacional, o desempenho do Porto de Imbituba gera reflexos diretos na economia regional. A atividade portuária impulsiona a geração de empregos, fortalece os setores de transporte, comércio e serviços e contribui para projetos de integração entre porto e cidade, com foco em desenvolvimento sustentável.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destacou a relevância estratégica do complexo para o Estado. Segundo ele, os resultados de janeiro evidenciam a contribuição do terminal para a competitividade das cadeias produtivas e para a economia catarinense e brasileira.

O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, atribuiu o desempenho histórico à estratégia de gestão e aos investimentos realizados. De acordo com ele, o recorde demonstra maturidade operacional, diversificação de cargas e fortalecimento da posição estratégica do porto nos mercados nacional e internacional.

Comércio exterior supera US$ 153 milhões

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo porto movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026. O resultado reforça a contribuição decisiva do terminal para a balança comercial de Santa Catarina e do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Porto Itapoá conquista o 1º lugar entre os portos privados do Brasil em excelência ambiental

O Porto Itapoá foi um dos terminais brasileiros premiados durante a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, entregue esta semana em Brasília. O terminal recebeu o primeiro lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental – Porto Privado”. O reconhecimento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) indica as boas práticas voltadas à melhoria dos serviços prestados à sociedade. 

Representando o Porto Itapoá na premiação, estavam o CEO, Ricardo Arten, e o diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia, Sergni Pessoa Rosa Jr.

Com o tema “Soluções para a Mudança do Clima”, a edição deste ano destacou iniciativas que contribuem efetivamente para a mitigação dos impactos climáticos e para a construção de uma infraestrutura logística mais resiliente e sustentável. 

Ao longo de suas dez edições, o Prêmio ANTAQ consolidou-se como um dos principais instrumentos de estímulo à produção técnico-científica, à inovação e à disseminação de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor aquaviário brasileiro.

Mais do que um reconhecimento institucional, a conquista reforça o papel estratégico do Porto Itapoá na agenda ambiental do país, evidenciando que competitividade e responsabilidade caminham juntas. 

Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ESG, o terminal demonstra que investir em sustentabilidade não é apenas uma escolha ética, mas uma decisão estratégica que fortalece a reputação, atrai parceiros e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia logística nacional.

Este prêmio para o Porto Itapoá simboliza o esforço contínuo de equipes técnicas e lideranças comprometidas com a excelência operacional e com a construção de um modelo portuário alinhado às demandas contemporâneas de eficiência, transparência e responsabilidade ambiental.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Porto Seco de Foz do Iguaçu supera recorde e movimenta US$ 9,7 bilhões em 2025

Em 2025, o Porto Seco de Foz do Iguaçu consolidou sua relevância estratégica com uma movimentação financeira de US$ 9.799.617.735,01. O montante representa uma evolução de 13,86% na corrente de comércio em relação ao ano anterior. No que tange ao volume de carga, o recinto alfandegado processou 5.161.056,27 toneladas.

Os números consolidam o recinto como o principal hub logístico de comércio exterior por via rodoviária na América do Sul e projeta a importância estratégica de Foz do Iguaçu, posicionando sua infraestrutura como referência para a movimentação de riquezas entre as nações do Mercosul e mostra a importância estratégica de Foz do Iguaçu, posicionando a estrutura como referência para a movimentação de riquezas entre as nações do Mercosul.

Estrategicamente localizado na Tríplice Fronteira, mantém o pioneirismo nacional ao ser o único a operar embarques noturnos de grãos a granel. Essa operação ininterrupta otimiza o fluxo logístico, acelera o escoamento da safra e garante uma vantagem competitiva decisiva ao agronegócio regional, elevando o patamar das exportações brasileiras no mercado global.

Desempenho Operacional: Fluxo de Cargas e Comércio Exterior

Os dados consolidados a seguir discriminam as operações de importação e exportação, apresentando os valores comerciais e volumes processados nos procedimentos de desembaraço aduaneiro realizados ao longo do ano:

Análise do Fluxo de Mercadorias

Conforme detalhado no quadro acima, o montante movimentado em 2025 divide-se entre US$ 5,05 bilhões em exportações (1,69 milhão de toneladas) e US$ 4,74 bilhões em importações (3,46 milhões de toneladas).

Embora o volume físico de cargas tenha registrado uma redução de 5,31% — passando de 5,45 milhões de toneladas em 2024 para 5,16 milhões em 2025 — a corrente de comércio exterior apresentou um crescimento robusto de 13,86% em termos financeiros, conforme quadro abaixo.

Essa divergência entre o peso e o valor das mercadorias é um indicador estratégico importante: ela sinaliza uma transição no perfil comercial da região, com uma participação crescente de produtos de maior valor agregado.

Análise Setorial e Valor Agregado

O aumento de 13,86% no valor financeiro, em contraste com a redução no volume físico, reflete uma mudança qualitativa no mix de mercadorias processadas. Entre os fatores que impulsionaram esse cenário, destacam-se:

● Setor Agroindustrial: Embora o volume de grãos a granel mantenha sua relevância, houve um incremento no fluxo de insumos agrícolas e maquinários de alta tecnologia, que possuem valor de mercado superior por tonelada.

● Industrializados e Eletrônicos: O fortalecimento do comércio de bens de consumo duráveis, componentes eletrônicos e produtos manufaturados provenientes do Paraguai e Argentina contribuiu diretamente para a elevação do ticket médio das operações.

● Eficiência Logística: O regime de embarques noturnos e a agilidade no desembaraço aduaneiro têm atraído importadores e exportadores de cargas críticas e de alto valor, que demandam segurança e previsibilidade.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu reafirma sua liderança na América Latina com a liberação de 215.070 caminhões em 2025 — um crescimento de 11,65% comparado ao ano anterior.

A análise por país revela a centralidade do comércio com o Paraguai, que detém a maior fatia das operações, seguido pela Argentina:

● Paraguai: Responde por 77,50% do movimento total, com 166.661 caminhões processados (77.739 na exportação e 88.922 na importação).

● Argentina: Representa 22,50% do fluxo, totalizando 48.409 veículos (11.703 na exportação e 36.706 na importação).

O quadro abaixo apresenta os números de caminhões com cargas de importação e exportação que ingressaram no Porto Seco de Foz do Iguaçu em 2025, destacando os países de procedência/destino:

As importações representam 58,41% do fluxo de caminhões, enquanto as exportações representam 41,59%.

Embora o fluxo de saída seja menor em quantidade de veículos (41,59%), ele é relevante em valor financeiro.

Essa proporção é um dado fundamental para entender a balança comercial da nossa fronteira. Embora Foz do Iguaçu seja um grande polo exportador, o fato de a importação deter 58,41% do fluxo de caminhões revela o papel da cidade como o principal “portal de entrada” de insumos para o Brasil.

Esse cenário de 58% vs 41% mostram que Foz do Iguaçu é, estrategicamente, mais do que um corredor; é o ponto onde o Brasil “respira” o comércio do Mercosul, servindo de base para que a indústria nacional receba matéria-prima e o agronegócio regional se integre.

Mercadorias desembaraçadas

A diversidade de produtos processados no Porto Seco de Foz do Iguaçu em 2025 reflete a complexidade das cadeias produtivas regionais. Enquanto as exportações brasileiras são marcadas por itens industrializados e insumos para o setor produtivo, as importações destacam-se pelo peso das commodities e recursos energéticos.

O fluxo intenso de caminhões trazendo soja, milho e trigo do Paraguai, especialmente durante as “operações noturnas” (que batem recordes constantes), é o que mantém esse percentual elevado.

A entrada de itens como farinha de trigo, frutas, alho e vinhos também contribui para essa balança, consolidando Foz como o centro de abastecimento do Sudeste brasileiro.

O quadro abaixo detalha as principais mercadorias movimentadas, categorizadas por origem e destino:

Os dados revelam que Foz do Iguaçu está se tornando um hub logístico estratégico de primeira ordem no Cone Sul.

Vale destacar alguns pontos que se apresentam como divisores de águas para o futuro da região:

Foz do Iguaçu vive um momento divisor de águas em sua trajetória econômica. A profunda reestruturação logística da região — impulsionada pela construção do novo Porto Seco, a entrega da Perimetral Leste e a modernização das aduanas — redefine o patamar de competitividade das empresas locais. Este novo cenário reduz drasticamente o tempo de desembaraço na fronteira e otimiza os custos operacionais, transformando o município e atrai novas transportadoras e grandes operadores logísticos globais para Foz do Iguaçu.

Um dos avanços mais significativos é a sinergia gerada entre os setores de turismo e logística. A segregação dos fluxos de carga e de passageiros transformará a mobilidade urbana de Foz do Iguaçu, reduzindo a poluição sonora e o desgaste das vias centrais. O resultado é uma experiência mais segura, fluida e agradável para os visitantes. Com a Ponte da Integração plenamente operacional e seus acessos concluídos, a expectativa para 2026 é que a cidade consolide seu protagonismo estratégico na dinâmica comercial do Mercosul.

Os dados apresentados confirmam o imenso potencial do comércio exterior brasileiro nesta região fronteiriça. Na modalidade terrestre, o Porto Seco de Foz do Iguaçu consolida-se como um dos principais da América Latina, projeta a pujança da economia brasileira e demonstra a eficiência logística necessária para sustentar grandes volumes 5 de exportação e importação, evidenciando a força e a resiliência das relações comerciais do Brasil com seus parceiros internacionais.

A atuação da Receita Federal na região demonstra que é perfeitamente possível aliar o rigor do controle aduaneiro à facilitação de negócios, assegurando ao Brasil um papel de liderança no cenário global. Mais do que administrar tributos, a Receita Federal consolida-se como um agente fundamental de desenvolvimento, impulsionando a eficiência logística e a prosperidade econômica na Tríplice Fronteira. Esse trabalho reafirma o compromisso institucional do órgão com a administração do sistema tributário e aduaneiro, contribuindo de forma efetiva para o crescimento econômico, a competitividade regional e o bem-estar da sociedade brasileira.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Porto de Paranaguá inaugura modelo inédito de concessão do canal de acesso no Brasil

O Porto de Paranaguá será o primeiro do país a operar com a concessão de um canal de acesso público, iniciativa inédita no setor portuário brasileiro. A autorização para início do processo foi formalizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, marcando um novo capítulo na gestão da infraestrutura portuária nacional.

Contrato prevê investimentos bilionários e longo prazo

Pelo projeto, a empresa vencedora da licitação ficará responsável pela gestão do canal de acesso por um prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de extensão que pode chegar a 70 anos. A estimativa é de que os investimentos superem R$ 1 bilhão, direcionados à modernização do canal, aumento da capacidade operacional e reforço da segurança da navegação.

Leilão deve ocorrer no primeiro semestre de 2025

A expectativa do governo federal é realizar a concessão ainda no primeiro semestre de 2025. De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o projeto já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e deve servir como referência para futuras concessões em outros portos estratégicos do país. Entre os próximos alvos estão os canais de acesso dos portos de Santos e Itajaí.

Capacidade operacional pode dobrar com novas obras

Com as intervenções previstas, a capacidade operacional do Porto de Paranaguá poderá ser duplicada. O terminal é um dos principais hubs logísticos do Brasil, com forte atuação no escoamento da produção agrícola. Para 2024, a projeção é de 67 milhões de toneladas movimentadas, o maior volume já registrado pelos portos paranaenses.

Porto é estratégico para o agronegócio brasileiro

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância de Paranaguá para o agronegócio. O porto lidera a movimentação do complexo soja e responde por cerca de 25% das importações de fertilizantes do país, concentrando aproximadamente um terço do volume descarregado no Brasil.

Novo bloco de licitações amplia oportunidades no porto

Durante o mesmo evento, o ministro assinou o edital do primeiro bloco de licitações do Porto de Paranaguá, previsto para 2025. Serão ofertadas cinco áreas portuárias — PAR14, PAR15, RDJ10, RDJ11 e MCP01 — voltadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos e vegetais. O leilão está programado para fevereiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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