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Projeto Tripulantes do Cenep capacita novos profissionais para o mercado de cruzeiros em Santos

115 jovens e adultos da Baixada Santista concluíram a formação do Projeto Tripulantes do Cenep, iniciativa de qualificação profissional gratuita voltada à atuação em navios de cruzeiros, além dos setores de hotelaria, bares e restaurantes, no Brasil e no exterior. A cerimônia de formatura foi realizada no Teatro Guarany, em Santos.

Cerimônia marca início de novas trajetórias profissionais

O evento reuniu representantes da Autoridade Portuária de Santos (APS), da Fundação Centro de Excelência Portuária de Santos (Cenep), da Prefeitura de Santos e de empresas ligadas à indústria de cruzeiros marítimos. Mais do que o encerramento do curso, a solenidade simboliza a abertura de novas oportunidades de trabalho para os formandos.

Desenvolvido pela Fundação Cenep em parceria com a APS, a Deck4 Foundation e a Prefeitura Municipal de Santos, o projeto tem como foco a inclusão social, a empregabilidade e o desenvolvimento humano, com atenção especial a comunidades em situação de vulnerabilidade social na região.

Porto de Santos e investimento em pessoas

Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o papel do Porto vai além das operações logísticas. Segundo ele, iniciativas como o Tripulantes do Cenep reforçam a integração entre o Porto e a cidade, gerando impactos sociais concretos por meio da formação de pessoas e da criação de oportunidades de trabalho.

Responsável por cerca de 28% do PIB da balança comercial brasileira, o Porto de Santos também amplia sua atuação social ao apoiar projetos educacionais. O presidente da Fundação Cenep, André Bonini, destaca que o alcance do programa supera a capacitação técnica e contribui para transformar realidades por meio da educação.

Curso híbrido e suporte aos alunos

Com metodologia da Deck4 Foundation, organização que já impactou mais de 35 mil pessoas em todo o país, o curso foi oferecido em formato híbrido, combinando aulas on-line e presenciais. As atividades foram conduzidas por profissionais experientes das áreas de turismo, hotelaria, gastronomia e cruzeiros marítimos.

De acordo com André Vieira, presidente da Deck4 Foundation, o projeto responde a uma demanda crescente do mercado. A temporada brasileira de cruzeiros 2025/2026 deve gerar cerca de 6,7 mil vagas, com pelo menos 25% destinadas a brasileiros, cenário que amplia as chances de inserção dos alunos formados.

Além do conteúdo técnico, os participantes tiveram acesso a acompanhamento psicológico e assistência social durante todo o processo formativo. Para o diretor técnico da Deck4 Foundation, Fabrício Brito, o fortalecimento das competências socioemocionais é determinante para a empregabilidade sustentável.

Diversidade e inclusão como eixo central

O processo seletivo do Projeto Tripulantes do Cenep priorizou públicos historicamente excluídos do mercado de trabalho, como pessoas negras, LGBTQIAPN+, transexuais e travestis, descendentes de povos originários, mães solo, refugiados, imigrantes com RNE ou RNM e jovens egressos de acolhimento institucional.

Após aproximadamente cinco meses de formação e a realização de mais de 22 cursos técnicos, os alunos passaram por avaliações, mentorias e preparação para processos seletivos reais, em parceria com agências recrutadoras e empresas do setor de cruzeiros.

Resultados já aparecem antes da formatura

Com o início da temporada de cruzeiros em outubro de 2025, parte dos participantes já começa a ingressar no mercado. Antes mesmo da cerimônia, 20 alunos foram aprovados em seleções de armadoras e estão em fase de embarque. Entre os destaques está Thalita Rosário Rosa, de 23 anos, moradora de Praia Grande, que conquistou uma vaga como tripulante em um navio de empresa americana ainda durante o período de formação.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Porto de Rio Grande receberá R$ 24 bilhões em investimentos em celulose e logística de exportação

O Porto de Rio Grande (RS) será palco de um dos maiores ciclos de investimentos privados da história do estado. O governo federal anunciou, nesta terça-feira (20), um pacote de aproximadamente R$ 24 bilhões voltado à expansão da indústria de celulose e à modernização da logística de exportação, além de novos aportes na renovação da frota de apoio marítimo.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e marcou a formalização do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP) do Projeto Natureza, da empresa CMPC, no Porto de Rio Grande, além da assinatura de contratos do Programa Mar Aberto.

Celulose e logística concentram maior volume de recursos

Do total anunciado, a maior fatia será destinada à implantação de uma nova unidade industrial de produção de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e à estruturação da cadeia logística necessária para o escoamento da produção. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade de exportação do setor no estado.

Paralelamente, os contratos do Programa Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões e têm como foco a construção de novas embarcações, com efeitos diretos sobre a indústria naval brasileira e a logística marítima.

Governo aposta no porto como motor de desenvolvimento

Durante o evento, o presidente Lula destacou que a estratégia do governo é recolocar o Porto de Rio Grande como um eixo central do desenvolvimento nacional. Segundo ele, investimentos em infraestrutura portuária impactam diretamente a geração de emprego e renda, o fortalecimento da indústria e a redução de custos para a população.

Na mesma linha, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que o projeto representa um avanço relevante em eficiência logística, com redução de custos operacionais e aumento da competitividade das exportações brasileiras. Para ele, a integração entre porto e hidrovias cria um ambiente mais atrativo para novos investimentos produtivos.

Impacto regional e geração de empregos

O Projeto Natureza deve alcançar mais de 75 municípios do Rio Grande do Sul. Durante a fase de obras, a previsão é de cerca de 12 mil postos de trabalho, além de aproximadamente 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão.

Com a ampliação da produção, o volume anual de escoamento deve ultrapassar 4,3 milhões de toneladas de celulose, o que impulsionou a criação de dois novos Terminais de Uso Privado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos estimados em R$ 1,4 bilhão.

Terminal terá alta capacidade operacional

O TUP do Porto de Rio Grande foi projetado para movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação. A estrutura contará com capacidade de armazenagem de aproximadamente 194 mil toneladas e permitirá a operação simultânea de dois navios.

A estimativa é de geração de mais de 400 empregos diretos, cerca de 2.100 indiretos e outros 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão do terminal foi assinado em 7 de janeiro de 2026.

Maior investimento privado da história do RS

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ressaltou que o empreendimento representa o maior investimento privado já realizado no estado. Segundo ele, uma área que permanecia sem uso desde 2014 passa agora a desempenhar um papel estratégico no transporte e exportação de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha.

Programa Mar Aberto fortalece indústria naval

Além do projeto portuário, a cerimônia incluiu a assinatura dos contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Os recursos serão aplicados na construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores.

As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.

Para a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os contratos estão alinhados à estratégia de retomada da indústria naval e offshore, com a estatal atuando como indutora do desenvolvimento econômico e logístico do país.

Habitação integra agenda de desenvolvimento

Ainda em Rio Grande, a agenda oficial incluiu a entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, reforçando a articulação entre investimentos em infraestrutura logística, desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe mais de meio milhão de caminhões em 2025

Número recorde é quase 30% maior que o registrado em 2024; aumento de calado, estratégia logística e safra recorde de soja e milho influenciaram este marco operacional

O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá atingiu um novo recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões, o que representa 29,5% a mais do que em 2024 (392.214). O local, que conta com 330 mil m² e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

Outro recorde atingido pela unidade no último ano foi o de movimentação diária. Em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos passaram pelo pátio, 4% a mais do que o recorde anterior, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local. O marco superou, com sucesso, a projeção de atendimento da unidade, que é de 2.500 caminhões.

Todo esse fluxo é meticulosamente controlado pelo sistema Carga Online, que informa às empresas o dia e a janela de horário em que o caminhão poderá acessar a triagem. Isso evita que os veículos trafeguem pelas rodovias de forma antecipada, fazendo paradas desnecessárias, que podem gerar filas ou lentidão no tráfego. O mesmo sistema controla a destinação dos caminhões aos terminais exportadores, evitando impactos no trânsito da região portuária.

“Os caminhões têm um horário programado para chegar a Paranaguá, evitando o acúmulo de veículos na região portuária”, declarou o assessor especialista da Diretoria de Operações Portuárias, Alessandro Conforto. O pátio conta com estrutura de apoio aos motoristas, como banheiros com chuveiros e cantinas.

Em 2025, a commodity que mais movimentou o Pátio de Triagem foi a soja em grão. Mais de 61% dos caminhões (306.801) que acessaram a unidade estavam carregados com o produto. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Os meses de março e julho registraram os maiores volumes de veículos.

“Tivemos uma safra recorde de soja e milho no país, o que aumentou a movimentação de caminhões até o porto. No entanto, foram as estratégias logísticas no Pátio de Triagem que permitiram uma operação mais ágil até o embarque das cargas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro fator responsável pelo movimento mais intenso no pátio foi a maior capacidade de embarque dos navios em uma única operação, em razão do aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Em setembro de 2025, houve um aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Segurança

Devido ao grande fluxo de veículos carregados com diversos tipos de granéis sólidos vegetais, a Portos do Paraná investe em segurança e participa de diversas operações. A mais recente foi uma ação integrada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), com cães farejadores, realizada no início de dezembro.

“Nós garantimos a qualidade dos produtos, a segurança das operações e a conformidade da qualidade dos grãos, conforme normativas do Ministério da Agricultura”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

As vistorias e avaliações técnicas realizadas no Pátio de Triagem são fundamentais para garantir a qualidade dos produtos embarcados. “100% das cargas que transitaram no Pátio de Triagem e foram embarcadas estavam dentro dos padrões de qualidade requeridos pelos clientes”, pontuou Vieira.

Homenagem

Em agosto de 2025, o Pátio de Triagem recebeu a identificação com o nome oficial da unidade, que passou a ser denominada Dr. Mario Marcondes Lobo Filho, conforme a Lei Estadual nº 21.880, de 27 de fevereiro de 2024.

A homenagem é dedicada ao advogado parnanguara que ocupou cargos de destaque na administração da empresa pública Portos do Paraná. Mariozinho Lobo, como era conhecido, atuou como diretor administrativo e financeiro entre 2003 e 2007 e, posteriormente, como superintendente — função equivalente ao atual cargo de diretor-presidente — entre 2010 e 2011.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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Porto de Santos ganha protagonismo com acordo Mercosul–União Europeia

A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, considerado o maior acordo de livre comércio do mundo, reposiciona o Porto de Santos no centro de uma profunda transformação logística. A integração entre os dois blocos cria uma ligação direta com um mercado que soma mais de 700 milhões de consumidores, impulsionando o intercâmbio comercial e ampliando o fluxo de mercadorias entre América do Sul e Europa.

Principal hub do comércio exterior brasileiro

Responsável por aproximadamente 30% da corrente de comércio do Brasil, o Porto de Santos desponta como o principal elo dessa nova fase. A expectativa é de crescimento significativo na movimentação de cargas, com destaque para produtos industrializados, commodities agrícolas e mercadorias de maior valor agregado.

O novo cenário reforça o papel estratégico do complexo portuário, que deve concentrar boa parte das exportações e importações beneficiadas pela redução de tarifas e pela ampliação do acesso ao mercado europeu.

Oportunidade logística traz desafios estruturais

Apesar do potencial de expansão, o acordo também acende um sinal de alerta no setor portuário. O aumento da demanda tende a pressionar gargalos históricos de infraestrutura logística, como acessos rodoviários e ferroviários, capacidade de armazenagem, dragagem, além da eficiência operacional dos terminais.

Especialistas avaliam que, sem investimentos robustos e planejamento de longo prazo, o crescimento do volume de cargas pode elevar custos e comprometer a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Modernização será decisiva a partir de 2026

Com projeções mais concretas para 2026, o foco do setor está na capacidade do Porto de Santos de converter o novo ciclo comercial em crescimento sustentável. Projetos de ampliação de terminais, modernização da infraestrutura, digitalização de processos e maior integração multimodal ganham prioridade diante do ambiente internacional mais competitivo.

Exigências globais elevam o nível de operação

O acordo Mercosul–UE vai além da simples abertura de mercados. Ele impõe padrões mais rigorosos relacionados à sustentabilidade, rastreabilidade, eficiência logística e conformidade com normas internacionais. Para o Porto de Santos, o desafio será equilibrar expansão e qualidade operacional.

A meta é consolidar o complexo não apenas como o maior porto da América Latina, mas como um dos principais hubs logísticos do comércio global, apto a atender às novas exigências do comércio internacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR/ND

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Porto de Hamburgo avança na automação portuária com projeto de sistemas autônomos

O Porto de Hamburgo deu um passo estratégico rumo à automação portuária e à digitalização logística com o lançamento oficial do projeto de pesquisa iPORTUS. A iniciativa é liderada pela Autoridade Portuária de Hamburgo (HPA), em parceria com o Centro Fraunhofer de Logística e Serviços Marítimos (CML) e a Kongsberg Maritime Germany GmbH.

O projeto marca um avanço relevante na integração de tecnologias inovadoras às operações portuárias, com foco na modernização, eficiência e segurança dos processos.

Integração de embarcações semiautônomas nos portos

O principal objetivo do iPORTUS é viabilizar a integração segura de veículos de superfície autônomos (ASV) em ambientes portuários complexos. Essas embarcações são semiautônomas, possuem baixas emissões e operam com monitoramento remoto, o que contribui para operações mais sustentáveis e eficientes.

O projeto conta com cerca de 1,7 milhão de euros em financiamento, concedidos pelo Ministério Federal de Transporte da Alemanha (BMV), dentro do programa de incentivo IHATEC II, voltado ao desenvolvimento de tecnologias marítimas avançadas.

Foco em segurança, autonomia e ciberproteção

Entre os pilares do iPORTUS estão a segurança da navegação, a cibersegurança e o desenvolvimento de um alto nível de autonomia operacional. As soluções testadas serão integradas a um Centro de Operações Remoto (CRO), permitindo o controle e a supervisão das embarcações em tempo real.

Além do aspecto tecnológico, o projeto também busca criar bases regulatórias para processos de aprovação e avaliação econômica, abrindo caminho para a operação rotineira de embarcações autônomas nos portos alemães.

Base regulatória para o futuro dos portos

Segundo Benjamin Blanck, diretor de projetos do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da HPA, o iPORTUS representa um avanço estrutural para o setor. De acordo com ele, a iniciativa não apenas promove inovação tecnológica, como também estabelece fundamentos regulatórios essenciais para a adoção dessas soluções na Alemanha.

Apoio institucional e cooperação acadêmica

O projeto conta com o apoio de importantes instituições, como a Agência Federal Marítima e Hidrográfica da Alemanha (BSH), a Cidade Livre e Hanseática de Bremen, representada por Bremenports e Niedersachsen Ports, além da Universidade HafenCity de Hamburgo (HCU). A cooperação entre setor público, indústria e academia reforça o caráter estratégico da iniciativa.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Dragagem do canal portuário: edital de R$ 87,5 milhões é lançado para o Porto de Itajaí

A licitação para dragagem do canal portuário do rio Itajaí-Açu foi oficialmente lançada nesta segunda-feira pela Companhia Docas da Bahia (Codeba). O edital prevê investimento estimado em R$ 87,5 milhões e contrato com vigência de 12 meses. A empresa vencedora será definida pelo critério de menor preço, com sessão pública de julgamento agendada para 12 de fevereiro.

Serviços garantem profundidade do canal do Porto de Itajaí

A contratação contempla a dragagem de manutenção do canal de acesso aquaviário ao Porto de Itajaí, abrangendo os canais interno e externo, os berços de atracação e as bacias de evolução. O objetivo é assegurar, de forma contínua, as profundidades mínimas operacionais, fundamentais para a segurança da navegação e a fluidez das operações portuárias.

As medições atuais do canal, homologadas pela Marinha do Brasil, seguem válidas até 22 de março, o que reforça a necessidade de continuidade dos serviços.

Primeira licitação sob gestão da Codeba

Este é o primeiro processo licitatório conduzido pela Codeba desde que a estatal assumiu a gestão do Porto de Itajaí. O tema vinha sendo tratado pela superintendência do porto desde o ano passado, mas não avançou quando estava sob responsabilidade da Autoridade Portuária de Santos (APS).

A nova contratação se faz necessária porque o contrato vigente, firmado com a empresa Van Oord, tem execução prevista até fevereiro e término de vigência em março.

Governo avalia concessão de longo prazo

Para evitar qualquer paralisação nos serviços de dragagem, chegou a ser discutida a possibilidade de prorrogação contratual ou até mesmo uma contratação emergencial. Com o novo edital, o contrato terá duração de um ano.

Paralelamente, o governo federal trabalha na estruturação da concessão do canal portuário em um modelo de longo prazo. A proposta prevê não apenas a manutenção, mas também o aprofundamento do calado, permitindo a recepção de navios de maior porte e ampliando a competitividade do complexo portuário.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Codeba aprova licitação de R$ 87,5 milhões para dragagem do canal portuário de Itajaí

A Companhia Docas da Bahia (Codeba) aprovou a abertura de uma licitação para dragagem do canal portuário do rio Itajaí-Açu, com valor estimado em R$ 87,5 milhões e prazo de execução de 12 meses. A decisão foi tomada pelo conselho administrativo da estatal, que atualmente responde pela gestão provisória do Porto de Itajaí.

Contratação será por pregão eletrônico

O processo licitatório será realizado por pregão eletrônico, com critério de julgamento pelo menor preço. A proposta do novo edital surge diante da proximidade do encerramento do contrato vigente, que tem execução até 15 de fevereiro e vigência contratual até março.

Canal mantém profundidades homologadas

Atualmente, as profundidades mínimas do canal portuário estão homologadas pela Marinha do Brasil até 22 de março, sendo 14 metros no canal externo e 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação. A manutenção desses parâmetros é considerada essencial para a operação segura do porto.

Serviço é realizado pela Van Oord

A dragagem de manutenção segue sendo executada pela empresa Van Oord, que atua com a draga Njord nas atividades de rotina e utiliza dragas de grande porte por sucção em campanhas específicas de aprofundamento do canal.

Expectativa é de lançamento do edital nesta semana

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, aguardava o lançamento do edital até a última sexta-feira, o que não ocorreu. Com a publicação oficial da autorização da Codeba na mesma data, a expectativa agora é de que o edital de dragagem seja divulgado ao longo desta semana.

Processo avança após mudança de gestão

A licitação vinha sendo solicitada desde meados do ano passado, mas não avançou durante a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS). Após o encerramento da administração da APS em Itajaí, o tema passou a ser tratado diretamente com a Codeba a partir de dezembro, o que acelerou a análise técnica e a aprovação do processo.

Contrato será temporário até concessão definitiva

A contratação prevista terá caráter temporário, assegurando a continuidade da dragagem enquanto o governo federal conclui o projeto de concessão do canal de acesso portuário. O modelo definitivo está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e deve ser lançado até março.

O futuro edital de concessão terá prazo de 25 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Governo anuncia investimento de 830 milhões de meticais para modernizar o Porto da Beira

O Governo de Moçambique vai aplicar mais de 830 milhões de meticais (aproximadamente 13 milhões de dólares) na modernização do terminal de combustíveis do Porto da Beira, na província de Sofala. O investimento tem como objetivo ampliar a capacidade operacional da infraestrutura e atender à crescente procura do comércio nacional e regional.

Anúncio foi feito durante visita presidencial

O anúncio foi feito pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante uma visita de trabalho ao Porto da Beira, inserida na sua agenda oficial na província de Sofala, com passagem pela cidade da Beira e pelo distrito de Nhamatanda.

Governo aponta gargalos operacionais

Durante a visita, o Chefe de Estado destacou a necessidade de investimentos contínuos no porto para superar limitações existentes. Segundo Daniel Chapo, há desafios relacionados com combustíveis, carga geral e contentores, que exigem intervenções estruturais para garantir maior eficiência.

Plano Diretor para coordenar concessões

O Presidente explicou que a existência de múltiplas concessões no Porto da Beira demanda uma estratégia integrada. Nesse sentido, o Governo avalia a elaboração de um Plano Diretor de Desenvolvimento, considerado essencial para organizar os investimentos e alinhar as ações dos diferentes operadores.

Possível criação de entidade coordenadora

Daniel Chapo revelou ainda que está em estudo a criação de uma entidade de coordenação portuária, com a missão de assegurar maior disciplina e articulação entre as concessionárias. De acordo com o Presidente, a falta de coordenação compromete diretamente a eficiência logística do porto.

Centro logístico regional e nova via de acesso

Como parte das medidas estruturantes, o Governo anunciou a construção do primeiro centro logístico regional no distrito de Dondo, que deverá reforçar o escoamento de mercadorias e apoiar as operações do porto. Também foi confirmada a construção de uma nova estrada de acesso ao Porto da Beira, cuja primeira fase deverá ter início imediato.

Porto é estratégico para a região

Segundo o Presidente, países da região, como o Zimbabwe, têm manifestado preocupação com a necessidade de melhorar a eficiência do Porto da Beira, considerado um eixo estratégico para a economia moçambicana e regional.

Agenda presidencial incluiu cerimónia da PRM

Ainda em Sofala, Daniel Chapo deslocou-se ao distrito de Nhamatanda, onde presidiu a cerimónia de encerramento do sétimo curso de formação de sargentos da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Escola de Sargentos da Polícia. Mais de 500 sargentos participaram da graduação, reforçando a capacidade operacional da corporação.

A cerimónia contou com a presença do ministro do Interior, Paulo Chachine, e integra os esforços do Governo para o reforço da segurança pública em todo o território nacional.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Porto de Santos incorpora novos trabalhadores da estiva e amplia participação feminina

O Porto de Santos passou a contar com 47 novos trabalhadores portuários avulsos da estiva, diplomados pelo Órgão de Gestão da Mão de Obra do Trabalho Portuário (OGMO/Santos) no dia 16 de janeiro. A cerimônia de diplomação foi realizada na sede da entidade e oficializou a entrada dos profissionais na categoria.

Inclusão feminina avança no setor portuário

Entre os formandos, três são mulheres, representando um avanço importante na inclusão feminina no trabalho portuário, historicamente marcado pela predominância masculina. A presença feminina reforça o movimento gradual de diversificação da mão de obra no maior porto da América Latina.

Processo seletivo teve seis etapas

Os novos estivadores foram aprovados em um processo seletivo rigoroso, conduzido pelo Instituto de Desenvolvimento e Capacitação (IDCAP). A seleção contou com seis fases, incluindo prova objetiva, avaliação de títulos, teste de exigência física, avaliação psicológica, análise documental, comprovação dos requisitos legais e exame médico.

Formação técnica focou segurança e qualificação

A capacitação técnica foi ministrada pelo Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP) e concluída em dezembro de 2025. O curso priorizou a qualificação profissional, a segurança nas operações portuárias e a preparação dos trabalhadores para as demandas atuais do complexo portuário santista.

Renovação da mão de obra fortalece operações

Segundo o diretor executivo do OGMO/Santos, Evandro Schmidt Pause, a iniciativa contribui para a renovação da mão de obra portuária e fortalece a sustentabilidade das operações. Em junho de 2025, outros 276 trabalhadores já haviam sido diplomados, sendo 13 mulheres.

“O ingresso de novos profissionais promove a oxigenação da categoria e prepara o Porto de Santos para as demandas presentes e futuras”, destacou o dirigente.

Vagas resultam de acordo coletivo

As novas admissões foram viabilizadas por meio de uma convenção coletiva de trabalho, firmada entre o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) e o Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão (SINDESTIVA). O acordo reforça a relevância do diálogo entre operadores, trabalhadores e a gestão portuária.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Konda

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APS contesta suspensão de licitação de área estratégica no Porto de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) apresentou recurso contra a decisão que suspendeu a licitação de uma área no Porto de Santos considerada estratégica para a operação portuária.

Área é considerada estratégica para o setor portuário

A disputa envolve um dos terminais mais relevantes do país, com impacto direto no desempenho operacional do maior porto da América Latina. A licitação é vista como essencial por investidores e operadores portuários interessados em ampliar presença e capacidade logística no complexo santista.

Setor acompanha impactos jurídicos e logísticos

A suspensão do certame despertou atenção do mercado, que monitora os efeitos da decisão sobre a competitividade, o planejamento logístico e os investimentos futuros no Porto de Santos. Empresas avaliam cenários enquanto aguardam uma definição judicial.

APS defende previsibilidade e transparência

De acordo com fontes ligadas à APS, o recurso protocolado tem como objetivo garantir a continuidade do processo licitatório, assegurando previsibilidade e transparência na concessão da área. A decisão da Justiça será determinante para a definição de prazos e para orientar os próximos passos das empresas interessadas.

Possível retomada ainda neste trimestre

Caso o recurso seja acolhido, a expectativa é de que a licitação no Porto de Santos seja retomada ainda neste trimestre. O movimento pode abrir oportunidades estratégicas para operadores nacionais e internacionais em um dos principais hubs logísticos da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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