Portos

Mais do que cargas, o Porto de Santos movimenta vidas

Quando Rodrigo Reis começou a trabalhar no Porto de Santos, ainda atuava na área de manutenção predial. Mas ele viu no porto um futuro mais promissor. A oportunidade surgiu por meio de um curso profissionalizante ligado ao setor portuário. Ele se inscreveu, foi contratado como auxiliar de manutenção e, pouco tempo depois, passou a trabalhar na área de mecânica.

Hoje, ele olha para trás com orgulho da trajetória que construiu e se enche de esperança com o que ainda está pela frente. “Trabalhar no Porto de Santos, hoje, significa oportunidade de crescimento, de aprendizado, de capacitação”, diz ele.

A história de Rodrigo se mistura à de milhares de pessoas que vivem, direta ou indiretamente, da atividade portuária na Baixada Santista. Mais do que movimentar cargas e conectar o Brasil ao comércio internacional, o Porto de Santos também impulsiona empregos, abre caminhos profissionais e transforma a vida de famílias inteiras.

No caso dele, essa relação atravessa gerações. Filho de portuário, Rodrigo cresceu vendo navios, caminhões e guindastes fazerem parte da paisagem da cidade. O cais sempre esteve ali, presente no cotidiano da família, como acontece com tantas outras pessoas em Santos. Hoje, sente que também constrói seu próprio caminho dentro dessa história. “Meu pai foi portuário a vida toda. O Porto faz parte da minha vida, da minha história, da minha família, das minhas realizações”, conta ele.

A mudança profissional fez diferença dentro de casa. Segundo a esposa dele, Isadora Rodrigues, o emprego no porto permitiu que a família realizasse sonhos antes distantes, como a reforma da casa onde vivem. “Eles dão muita oportunidade de crescer. Crescer tanto pessoal quanto profissionalmente”, afirma.

Oportunidade que transforma

A trajetória da copeira Marli Aparecida da Silva também ajuda a mostrar como o Porto de Santos vai além da operação logística.

Ela lembra com emoção do dia em que recebeu a notícia de que seria efetivada no trabalho. “Para mim, trabalhar no Porto foi uma mudança de vida totalmente”, conta ela.

Aquele ambiente sempre dinâmico e cheio de oportunidades colocou nela uma vontade, até então adormecida, de buscar novos horizontes.

Marli passou a investir em qualificação profissional. Já fez cursos de vistoria de contêineres e atualmente estuda operações com granéis sólidos.

A vontade de aprender nasceu da curiosidade sobre aquele universo que passou a fazer parte da sua rotina. “A gente vê um contêiner passando, mas não tem ideia de como é, do que vai dentro. Trabalho diretamente com o Porto, então é bom a gente saber as coisas”, diz ela.

Fonte de oportunidades

No maior porto da América Latina, histórias como as de Marli e de Rodrigo se multiplicam todos os dias. Quanto mais o porto cresce, cresce junto a procura por profissionais preparados para atuar em diferentes áreas do setor.

Para André Fleury Bonini, diretor-presidente do Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP), o porto depende diretamente das pessoas que fazem a atividade acontecer diariamente. “O que move o canal do Porto de Santos são as pessoas”, diz.

Segundo ele, iniciativas de formação profissional ajudam trabalhadores a se prepararem para novas oportunidades que surgem com o crescimento da atividade portuária.

Relação porto e cidade

Em Santos, é difícil separar a história da cidade da história do porto. O movimento de navios, caminhões e trabalhadores atravessa gerações e sustenta milhares de empregos diretos e indiretos na região.

Além de estivadores, operadores e tripulações, a atividade portuária também envolve profissionais de áreas como alimentação, manutenção, transporte, limpeza, segurança e serviços administrativos.

É essa rede que ajuda a explicar por que tantas histórias de vida acabam se cruzando com a do Porto de Santos.

Rodrigo resume bem tudo isso. Para ele, fazer parte dessa estrutura significa mais do que ter um emprego. Significa pertencimento, realização e perspectiva de futuro. “Hoje estou feliz trabalhando no Porto. Me sinto realizado. Me sinto orgulhoso de poder fazer parte disso”, concluiu.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Porto de Itajaí recebe navio com 739 veículos e chega à quinta operação roll-on/roll-off em 2026

Com nova escala do Dover Highway, terminal alcança 2.928 veículos movimentados no ano

O Porto de Itajaí recebeu, nesta segunda-feira, uma nova escala do navio Dover Highway, com 739 veículos destinados ao terminal. A embarcação atracou às 00h30, e a operação de descarga teve início às 7h da manhã, reforçando a movimentação portuária e a diversificação das operações realizadas no porto público.

A operação ocorre com o canal de acesso plenamente praticável, garantindo segurança à navegação, regularidade operacional e previsibilidade às atividades portuárias.

Com a escala desta segunda-feira, o Porto de Itajaí contabiliza, em 2026, cinco operações de navios do tipo roll-on/roll-off, totalizando 2.928 veículos movimentados. O histórico do ano inclui as escalas do Victoria Highway, com 628 veículos; do Dover Highway, com 457 veículos; do Good Wood, com 430 unidades; do Victoria Highway, com 674 veículos; e, agora, do Dover Highway, com 739 veículos.

A movimentação reforça a retomada desse tipo de operação no Porto de Itajaí e demonstra a confiança do mercado no terminal, que vem ampliando seu portfólio de cargas e consolidando-se como alternativa logística eficiente e estratégica no cenário nacional.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a nova escala confirma o avanço da recuperação operacional do porto público.

“Essa nova operação demonstra que o trade portuário voltou a confiar no Porto de Itajaí. A retomada das atividades, com canal praticável, regularidade e eficiência, tem devolvido ao terminal a competitividade necessária para atrair novas cargas e ampliar oportunidades. É um resultado que fortalece o porto público, movimenta a economia e reafirma a importância estratégica de Itajaí no cenário logístico nacional”, destaca.

A ampliação das operações roll-on/roll-off reafirma o processo de retomada do Porto de Itajaí, que vem recuperando sua capacidade operacional, atraindo novas cargas e fortalecendo sua posição como ativo estratégico para Santa Catarina e para o comércio exterior brasileiro.

FONTE E IMAGENS: Porto de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí avança na dragagem e reforça segurança da navegabilidade do canal

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que os serviços de dragagem de manutenção do canal de acesso seguem em andamento, com monitoramento técnico permanente e diálogo contínuo com a Marinha do Brasil, a Autoridade Portuária Federal, a Praticagem e os demais agentes envolvidos na operação portuária.

Nesta etapa, o trabalho de dispersão da lama fluida está chegando ao fim. A atividade vem sendo realizada com o objetivo de manter a navegabilidade, a segurança das manobras e as condições operacionais do canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes.

A próxima fase dos serviços prevê a chegada, em cerca de 12 dias, de uma draga do tipo Hopper ao Porto de Itajaí. O equipamento será utilizado no trabalho de sucção de sedimentos sólidos, etapa complementar à dispersão da lama fluida, reforçando a manutenção das profundidades necessárias para a operação segura de navios de carga e de passageiros.

A lama fluida é uma condição técnica comum em áreas portuárias e estuarinas, especialmente em regiões com grande dinâmica de sedimentos, como o Rio Itajaí-Açu. Diferente de um fundo sólido compactado, esse material apresenta comportamento intermediário entre líquido e sólido e exige avaliação técnica específica, com base em batimetrias, densidade do material e parâmetros definidos pela autoridade marítima.

Mesmo diante dessa condição, o canal segue praticável, monitorado e operacional, dentro dos critérios de segurança estabelecidos pela Marinha do Brasil. A Superintendência reforça que não houve interrupção das operações portuárias e que o acompanhamento técnico é realizado de forma permanente para garantir previsibilidade ao setor produtivo.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o momento é de acompanhamento técnico, transparência e segurança.

“O mais importante é deixar claro que o canal segue navegável, monitorado e seguro. A dragagem está em andamento, a etapa de dispersão da lama fluida está chegando ao fim e, na sequência, teremos a atuação da draga Hopper para a sucção dos sedimentos sólidos. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica, diálogo permanente com a Marinha do Brasil e foco total na segurança da navegação e na previsibilidade das operações”, destaca Artur.

O contrato de dragagem de manutenção do canal de acesso foi firmado entre a Codeba e a Van Oord, empresa responsável pelos serviços, no valor de R$ 63,8 milhões, com vigência inicial de 12 meses e possibilidade de prorrogação por até dez anos, garantindo continuidade à manutenção do canal pelos próximos anos. 

A dragagem contempla canal interno, canal externo, berços de atracação e bacias de evolução, assegurando as condições necessárias para a regularidade das operações e para a competitividade logística do Porto de Itajaí.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Navio naufragado há 130 anos será removido do canal do Porto de Itajaí em SC

A administração do Porto de Itajaí anunciou o início das etapas para viabilizar a retirada dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada há mais de um século no canal de acesso portuário entre Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.

O superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, informou nesta quarta-feira (14) que o contrato para elaboração do estudo técnico da remoção deve ser assinado nos próximos dias. A medida é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário catarinense.

Destroços do navio dificultam navegação no canal portuário

Segundo registros históricos, o Pallas afundou em 1893 durante a Revolta Armada, conflito militar que marcou os primeiros anos da República no Brasil. A embarcação permanece submersa no Rio Itajaí-Açu e, mesmo fragmentada em duas partes, ainda interfere na navegação de grandes navios que acessam os portos da região.

De acordo com a superintendência, a retirada da estrutura permitirá melhorar as condições de navegabilidade e abrir espaço para a operação de embarcações de maior porte no canal portuário.

Apesar da relevância da obra para a logística marítima e o setor de infraestrutura portuária, ainda não existe uma previsão oficial para o início ou conclusão dos trabalhos.

Navio Pallas foi construído na Inglaterra

Fabricado na Inglaterra em 1891, o Pallas era um paquete movido a vapor, considerado moderno para a época. A embarcação fazia o transporte de passageiros e cargas frigorificadas entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, realizando escalas em Itajaí, possivelmente para abastecimento.

O naufrágio aconteceu em 25 de outubro de 1893. Historiadores apontam que o comandante teria se recusado a apoiar os revoltosos da Revolta Armada, episódio que teria motivado ataques contra o navio. Antes de afundar, a embarcação também foi saqueada e perdeu diversos objetos de valor.

Entenda o que foi a Revolta Armada

A Revolta Armada ocorreu entre 1893 e 1894 e foi liderada por setores da Marinha brasileira contrários ao governo do então presidente Floriano Peixoto.

Os militares exigiam novas eleições presidenciais após a renúncia de Deodoro da Fonseca, alegando irregularidades na sucessão do poder.

O conflito teve confrontos importantes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, incluindo batalhas navais e bombardeios. Ao final, o governo federal conseguiu conter a rebelião e consolidar o regime republicano recém-estabelecido no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SPI

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Portos

Megaporto de Singapura usa 230 caixas gigantes de concreto para ampliar capacidade marítima

Singapura está investindo em um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do planeta com a construção do Porto de Tuas, empreendimento que promete se tornar o maior terminal totalmente automatizado do mundo. Apesar de possuir apenas 737 km² de território, o país asiático aposta na expansão marítima para consolidar sua posição estratégica no comércio internacional.

O destaque da obra está nas estruturas submersas utilizadas para sustentar o novo porto: cerca de 230 gigantescos caixões de concreto, com altura equivalente a prédios de quase 10 andares, formam um muro de contenção de 9,1 quilômetros ao longo da costa.

Porto de Tuas terá capacidade para 65 milhões de TEUs

O futuro Porto de Tuas ocupará uma área de 1.337 hectares — espaço comparável a aproximadamente 3.300 campos de futebol. O complexo contará com 66 berços de atracação e capacidade estimada para movimentar até 65 milhões de TEUs por ano.

A sigla TEU é a unidade padrão usada no setor marítimo para medir a capacidade de carga de contêineres e o volume operacional dos portos ao redor do mundo.

Estruturas gigantes reforçam engenharia marítima do projeto

De acordo com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, a segunda fase das obras prevê a construção de um cais de 8,6 quilômetros. Para isso, os enormes blocos de concreto estão sendo fabricados no próprio local da obra e utilizados no processo de aterramento marítimo.

Essa etapa será executada em uma área de 387 hectares e faz parte da expansão que vem transformando o litoral asiático em um dos maiores polos de logística portuária e infraestrutura marítima do planeta.

Projeto automatizado deve ficar pronto até 2040

O novo terminal já é tratado como referência mundial em engenharia naval e automação portuária devido à escala da construção e ao alto nível tecnológico empregado no sistema operacional.

A expectativa é que o Porto de Tuas esteja completamente finalizado até 2040. Quando concluído, o complexo deverá dobrar a capacidade de movimentação marítima de Singapura.

Segundo Liang Hui Tan, vice-presidente de Desenvolvimento de Tuas, Tecnologia Portuária Estratégica, Soluções e Serviços da PSA, toda a operação funcionará de maneira integrada dentro de um único sistema automatizado.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Clarin

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Portos

Porto do Rio recebe maior navio porta-contêineres já operado no terminal

O Porto do Rio de Janeiro registrou um feito inédito nesta quinta-feira (14) ao receber, pela primeira vez, um navio de 366 metros de comprimento. A embarcação MSC Katrina atracou no terminal MultiRio, marcando uma nova etapa na modernização da infraestrutura portuária brasileira e reforçando a capacidade operacional do porto carioca para receber gigantes do transporte marítimo internacional.

MSC Katrina amplia capacidade logística do Porto do Rio

Procedente do Porto de Suape e com destino ao Porto de Santos, o MSC Katrina navega sob bandeira do Panamá e possui 48,4 metros de largura, além de capacidade para transportar até 14.131 TEUs.

Construído em 2012, o cargueiro integra a categoria New Panamax, classe de embarcações desenvolvida para otimizar a movimentação de cargas em rotas marítimas internacionais de longo percurso. Esses navios operam principalmente em conexões comerciais entre Ásia, Europa e Américas.

Investimentos fortalecem competitividade do Porto do Rio de Janeiro

Segundo a PortosRio, a chegada da embarcação representa o resultado direto dos investimentos realizados para adequar o porto às novas demandas do comércio marítimo global. O presidente da companhia, Flavio Vieira, destacou que a operação simboliza um avanço estratégico para ampliar a competitividade do terminal frente ao crescimento contínuo do tamanho dos navios de carga.

Com a nova estrutura, o Porto do Rio de Janeiro passa a operar os maiores porta-contêineres em circulação na costa da América do Sul, fortalecendo sua posição como um dos principais polos de logística portuária e comércio exterior do país.

Especialistas do setor apontam que a operação de embarcações de grande porte gera ganhos de escala, reduz custos logísticos e melhora a eficiência das cadeias internacionais de transporte de mercadorias. Além disso, a ampliação da capacidade operacional aumenta a atratividade do porto para armadores globais e rotas internacionais de longo curso.

Dragagem permitiu operação de navios New Panamax

A atracação do MSC Katrina só foi viabilizada após a conclusão das obras de dragagem do canal principal do porto. O projeto recebeu investimento de R$ 163 milhões da PortosRio e elevou a profundidade mínima do acesso marítimo de 15 metros para 16,2 metros.

Com isso, o terminal passou a operar com calado de 15,30 metros, adequando-se às exigências das embarcações da classe New Panamax.

Além do aprofundamento do canal, as intervenções incluíram melhorias na sinalização e no balizamento náutico, aumentando a segurança das manobras e a eficiência operacional dos terminais de contêineres MultiRio e Rio Brasil Terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Novo marco dos portos enfrenta impasse por divergências trabalhistas na Câmara

As discussões sobre as regras de trabalho no setor portuário continuam impedindo o avanço do novo marco legal dos portos na Câmara dos Deputados. A expectativa era de que o relatório do deputado Arthur Maia fosse apresentado no início deste mês, mas o texto segue sem previsão oficial para divulgação.

Questão trabalhista segue sem consenso

De acordo com fontes envolvidas nas negociações, o parecer já estaria praticamente concluído, porém o tema trabalhista ainda não foi solucionado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta.

Nos bastidores, versões preliminares do relatório indicam que grande parte dos dispositivos relacionados às relações de trabalho portuário foi retirada do texto. A medida ocorreu diante das dificuldades de alcançar consenso entre governo, empresários e representantes dos trabalhadores.

Arthur Maia confirmou que as negociações continuam em andamento e afirmou que ajustes ainda precisam ser feitos antes da apresentação oficial do parecer. Segundo o relator, os diálogos seguem abertos entre o setor público, operadores privados e categorias ligadas aos portos.

Setor teme insegurança jurídica

Mesmo com a retirada de trechos considerados sensíveis, representantes do segmento portuário defendem a inclusão de mecanismos que garantam maior segurança jurídica e reduzam futuros conflitos sobre contratação de mão de obra.

A discussão trabalhista é vista como um dos pontos mais delicados da proposta. O tema já havia provocado debates intensos durante a criação do atual marco regulatório do setor, consolidado com a aprovação da Lei dos Portos em 2013.

Contratação fora do OGMO permanece no texto

Um dos poucos pontos ligados aos trabalhadores mantidos no relatório trata da flexibilização da contratação fora do OGMO nos portos públicos.

A proposta atende a uma demanda do setor portuário e permitiria admissões com carteira assinada, modelo já utilizado em terminais privados, desde que os profissionais comprovem qualificação técnica.

Os portos públicos argumentam que o número de trabalhadores cadastrados no OGMO vem diminuindo e atualmente não consegue atender toda a demanda operacional do mercado.

Governo avalia alternativas para mudanças na legislação

Nos bastidores de Brasília, também cresce a discussão sobre a possibilidade de arquivar o projeto do novo marco legal e promover mudanças futuras diretamente na atual Lei dos Portos.

Desde o início, a proposta enfrenta resistência de diferentes setores. A criação de uma comissão de juristas em dezembro de 2023, por exemplo, foi interpretada por parte do mercado como uma tentativa de acelerar a tramitação sem amplo debate.

Além disso, o texto não conseguiu unificar posições entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a ANTAQ, empresários e trabalhadores portuários. As divergências envolvem diferentes pontos da proposta, que prevê a revogação da atual legislação do setor.

Apesar disso, o governo federal decidiu aguardar a versão final do relatório de Arthur Maia antes de avaliar possíveis alterações mais pontuais na legislação vigente.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Portos

Cabotagem no Porto Itapoá reduz emissão de 259 mil toneladas de CO₂ e fortalece logística sustentável

O avanço da cabotagem no Porto Itapoá tem ampliado os impactos positivos para a logística e o meio ambiente em Santa Catarina. Dados divulgados pelo terminal apontam que a operação evitou a emissão de aproximadamente 259 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) em 2025, em comparação ao transporte do mesmo volume de cargas realizado exclusivamente por caminhões.

Transporte marítimo ganha espaço na matriz logística

A estimativa considera um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que a cabotagem marítima emite entre 12% e 15% do CO₂ gerado pelo transporte rodoviário para movimentar a mesma quantidade de carga.

Ao longo de 2025, o terminal catarinense movimentou cerca de 298 mil TEUs na operação de cabotagem, resultado 32% superior ao registrado no ano anterior. Com o desempenho, o Porto Itapoá consolidou-se como o terminal de contêineres com maior volume de cargas transportadas por cabotagem na Região Sul do Brasil.

Crescimento da cabotagem segue em alta em 2026

A expansão do setor continua em ritmo acelerado neste ano. Somente no primeiro bimestre de 2026, o porto movimentou 52 mil TEUs, frente aos 41 mil registrados no mesmo período de 2025, representando crescimento de 27%.

De acordo com o CEO do terminal, Ricardo Arten, a ampliação da navegação costeira contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e também ajuda a diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias brasileiras.

Modal marítimo também reduz custos operacionais

Além dos ganhos ambientais, o setor destaca vantagens econômicas com o fortalecimento da logística portuária. Informações da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem indicam que a cabotagem pode reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à alta capacidade de transporte das embarcações.

Um único navio, por exemplo, consegue transportar carga equivalente à de até 300 caminhões em apenas uma viagem, reduzindo despesas com combustível, manutenção da frota e mão de obra.

Brasil possui potencial para ampliar a cabotagem

O estudo da CNI também aponta que o Brasil reúne condições favoráveis para expandir a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Entre os fatores estão os mais de 8 mil quilômetros de litoral e a forte concentração industrial próxima às regiões costeiras.

Segundo a entidade, o crescimento do setor depende principalmente de investimentos em infraestrutura portuária, melhorias operacionais e redução da burocracia no transporte marítimo nacional.

FONTE: SC em Pauta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Itapoá

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Portos

Wilson Sons amplia frota com novo rebocador de alta potência no Porto de Santos

A Wilson Sons anunciou o lançamento do rebocador WS Capella, nova embarcação que passará a operar no Porto de Santos, em São Paulo. O equipamento foi apresentado no estaleiro da companhia, localizado no Guarujá, e integra a estratégia de modernização e expansão da frota da empresa, referência em logística portuária e marítima no Brasil.

O WS Capella é o segundo de uma série de três rebocadores de alta potência desenvolvidos pela companhia. A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons.

Novo rebocador reforça operações portuárias em Santos

Construído no estaleiro da própria empresa, o WS Capella pertence à classe ASD 2312, mesma categoria do rebocador WS Halcyon, lançado no início deste ano. A embarcação possui 23 metros de comprimento, 12 metros de boca e sistema de propulsão azimutal, tecnologia que amplia a capacidade de manobra durante operações portuárias.

Com tração estática de 70 toneladas, o novo rebocador foi projetado para auxiliar navios de grande porte em procedimentos de atracação e desatracação no maior complexo portuário da América Latina.

Além da potência, o projeto aposta em eficiência energética. Segundo a empresa, o design moderno contribui para a redução no consumo de combustível e, consequentemente, para a diminuição das emissões atmosféricas.

Embarcação possui sistema avançado de combate a incêndio

Outro destaque do WS Capella é o sistema FiFi 1 de combate a incêndios, capaz de lançar até 2,4 milhões de litros de água por hora. A tecnologia amplia a segurança das operações marítimas e reforça a capacidade de resposta em situações emergenciais.

Atualmente, a frota da Wilson Sons soma 83 embarcações distribuídas ao longo da costa brasileira. O investimento em novos rebocadores faz parte da estratégia da companhia para fortalecer a infraestrutura portuária, aumentar a eficiência logística e ampliar a segurança operacional.

Wilson Sons prevê nova entrega ainda este ano

De acordo com Márcio Castro, diretor-executivo da divisão de Rebocadores da empresa, o WS Capella chega para atender à crescente demanda de navios de grande porte que operam nos portos brasileiros.

Já Adalberto Souza, diretor-executivo do estaleiro da companhia, destacou os investimentos em tecnologia e na qualificação profissional para garantir excelência na construção naval.

A Wilson Sons também confirmou que um terceiro rebocador da classe ASD 2312 está em construção no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano. Com a nova série, o estaleiro alcançará a marca de 156 embarcações construídas ao longo de mais de oito décadas de atuação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de São Francisco do Sul terá nova rota marítima para agilizar operações

O Porto de São Francisco do Sul vai implementar uma nova rota de navegação para otimizar o tráfego de embarcações na Baía da Babitonga. A chamada “alça de conectividade” fará a ligação entre a bacia de evolução — área utilizada para manobras dos navios — e o canal de acesso ao terminal portuário.

A autorização ambiental para a obra já foi emitida pelo Ibama, e os serviços devem começar ainda neste mês. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em cerca de duas semanas.

Dragagem vai remover 150 mil metros cúbicos de sedimentos

A intervenção prevê a dragagem de um trecho com aproximadamente 1,75 quilômetro de extensão. Ao todo, serão retirados cerca de 150 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo da baía.

O serviço será executado pela draga Galileo Galilei, por meio de um aditivo contratual relacionado às obras já em andamento no canal externo e ao projeto de alargamento das praias de Itapoá. Segundo o porto, todo o material retirado será destinado a um ponto de descarte em alto-mar, conhecido como bota-fora oceânico.

Nova via permitirá operação simultânea de navios

De acordo com a administração portuária, a criação da nova rota deve trazer mais eficiência para o fluxo marítimo da região. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento das embarcações e ampliar a capacidade operacional do terminal.

Com a mudança, será possível realizar operações simultâneas: enquanto um navio entra pelo canal principal, outro poderá deixar o porto pela nova via de navegação, especialmente durante períodos de maré alta.

Canal já foi utilizado décadas atrás

Ainda conforme informações do porto, o trajeto da nova ligação marítima não é inédito. A área já teria sido usada para navegação entre as décadas de 1960 e 1970, quando era conhecida como “canal da pedra”.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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