Comércio Internacional

Rússia e China vetam resolução sobre o Estreito de Ormuz no Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou uma proposta de resolução que tratava da crise no Estreito de Ormuz, após veto de dois membros permanentes: Rússia e China. O texto havia sido apresentado pelo Bahrein, representando países do Golfo Pérsico, e previa a condenação do Irã pelo bloqueio da via marítima.

A proposta recebeu apoio de 11 integrantes do colegiado, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e França. Já Colômbia e Paquistão optaram pela abstenção.

Críticas ao conteúdo da resolução

O projeto foi alvo de críticas por focar exclusivamente nas ações do Irã, sem mencionar ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. O texto defendia a soberania dos países do Golfo, mas não abordava a integridade territorial iraniana. Além disso, a proposta reforçava o direito dos Estados-membros de proteger suas embarcações, com base no direito internacional, diante de ameaças à navegação.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas energéticas do mundo, responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo e gás global. Diante desse cenário, países do Golfo alertaram para os riscos globais do bloqueio da passagem. O chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a rejeição da resolução envia um sinal negativo à comunidade internacional sobre a segurança das rotas marítimas.

Irã defende bloqueio como resposta a ataques

O governo iraniano justificou o fechamento do estreito como uma medida de retaliação a ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel. Segundo o embaixador do país na ONU, Amir Saeid Iravani, o projeto apresentado buscava penalizar o Irã por defender seus interesses estratégicos. Teerã também declarou que embarcações de países considerados não hostis continuam autorizadas a transitar pela região.

A Rússia classificou a proposta como desequilibrada e potencialmente perigosa para a estabilidade regional. O embaixador russo, Vassily Nebenzia, argumentou que o documento ignorava ações consideradas ilegais por parte de Washington e Tel Aviv. O diplomata também citou precedentes internacionais, como a intervenção na Líbia em 2011, para alertar sobre interpretações amplas de resoluções da ONU.

Já a China apontou que o texto não abordava de forma completa as origens do conflito. O embaixador Fu Cong defendeu uma análise mais ampla e equilibrada da situação e criticou a pressa na votação. Pequim também pediu a interrupção das ações militares e reforçou a necessidade de tratar as causas estruturais da crise.

Estados Unidos defendem liberdade de navegação

Os Estados Unidos destacaram a relevância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio global e criticaram o bloqueio imposto pelo Irã. O representante norte-americano afirmou que a rota não pode ser utilizada como instrumento de pressão geopolítica. Washington também acusou Rússia e China de apoiarem um regime que busca pressionar países do Golfo.

Após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o Irã intensificou ações contra bases militares e estruturas energéticas ligadas a esses países na região do Golfo. O governo iraniano sustenta que nações que permitem o uso de seus territórios para operações militares passam a integrar o conflito.

A crise no Estreito de Ormuz segue como um dos principais pontos de tensão no Oriente Médio, com impactos diretos no mercado global de energia e na segurança internacional.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Reuters / David “Dee” Delgado

Ler Mais
Comércio Internacional

Déficit comercial dos EUA cresce com alta das importações e exportações recordes

O déficit comercial dos Estados Unidos voltou a avançar em fevereiro, refletindo o aumento das importações mesmo diante de um desempenho histórico das exportações. O resultado reforça a pressão do setor externo sobre o crescimento econômico no início de 2026.

Déficit aumenta e surpreende projeções

De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Comércio, o saldo negativo da balança comercial dos EUA subiu 4,9% em fevereiro, totalizando US$ 57,3 bilhões.

O número veio acima do registrado em janeiro, que foi revisado para US$ 54,7 bilhões. Ainda assim, o resultado ficou abaixo da expectativa de analistas do mercado, que projetavam um déficit maior, na casa de US$ 61 bilhões.

Exportações atingem nível histórico

Mesmo com o aumento do déficit, o desempenho das exportações americanas foi destaque. Em fevereiro, as vendas externas cresceram 4,2%, alcançando um recorde de US$ 314,8 bilhões.

O avanço reflete a demanda internacional aquecida por produtos dos Estados Unidos, embora não tenha sido suficiente para compensar o ritmo das importações.

Importações avançam e pressionam balança comercial

As importações também registraram crescimento relevante no período, subindo 4,3% e atingindo US$ 372,1 bilhões.

Esse movimento foi determinante para o aumento do déficit, indicando maior consumo interno e dependência de produtos estrangeiros — fatores que tendem a ampliar o desequilíbrio comercial.

Instabilidade política e impacto nas estatísticas

Os dados recentes ainda refletem um cenário de instabilidade. Órgãos oficiais seguem ajustando atrasos na divulgação de indicadores, provocados por paralisações administrativas anteriores.

Além disso, mudanças nas políticas comerciais dos EUA têm contribuído para a volatilidade dos números. Decisões judiciais e medidas tarifárias recentes alteraram o fluxo de comércio internacional.

Tarifas e tensões comerciais seguem no radar

Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou tarifas implementadas anteriormente com base em legislação emergencial. Como resposta, o governo anunciou uma nova tarifa global temporária, válida por até 150 dias.

A política tarifária tem sido defendida como instrumento para reduzir o déficit comercial e fortalecer a indústria nacional. No entanto, o setor manufatureiro acumula perdas de empregos desde 2025, o que levanta dúvidas sobre a eficácia dessas medidas.

Conflitos geopolíticos podem afetar o comércio global

O cenário internacional também adiciona incertezas. Analistas apontam que a escalada de conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pode impactar o fluxo global de mercadorias.

As restrições no transporte de energia e fertilizantes pelo Estreito de Ormuz tendem a reduzir volumes de comércio e pressionar custos logísticos, com possíveis reflexos na economia americana e mundial.

Perspectivas para o crescimento econômico

Com importações em alta e exportações fortes, o comércio exterior deve continuar exercendo influência sobre o desempenho do PIB dos EUA no primeiro trimestre.

O comportamento da balança comercial, aliado a fatores geopolíticos e decisões de política econômica, será determinante para o ritmo de crescimento nos próximos meses.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mike Blake

Ler Mais
Comércio Internacional

Reembolso de tarifas nos EUA pode levar até 45 dias, diz agência alfandegária

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA informou que avança na criação de um sistema para reembolso de tarifas consideradas ilegais, mas alertou que o processamento dos pedidos pode levar até 45 dias.

A medida envolve cerca de US$ 166 bilhões em tarifas alfandegárias, cuja devolução foi determinada após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos.

Sistema de reembolso ainda está em desenvolvimento

Em documento enviado ao Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, o representante da agência, Brandon Lord, afirmou que o novo portal de solicitações está entre 60% e 85% concluído.

O sistema, voltado para processamento e revisão de pedidos, deve começar a operar em etapas. Apesar do progresso, ainda não há uma data oficial para o início das solicitações, embora a previsão inicial aponte para o fim de abril.

Pedidos serão liberados em fases

A liberação dos pedidos seguirá critérios de prioridade. Na primeira fase, serão contempladas:

  • declarações aduaneiras finalizadas nos últimos 80 dias
  • processos com status de suspensão, prorrogação ou revisão
  • operações envolvendo armazéns alfandegados

A estratégia busca organizar a alta demanda e acelerar a análise dos casos mais recentes.

Milhares de importadores já estão aptos ao reembolso

Segundo o documento, cerca de 26.664 importadores já concluíram o cadastro para receber os valores por via eletrônica. Esse grupo representa aproximadamente 78% das importações impactadas, somando cerca de US$ 120 bilhões em tarifas pagas.

No total, mais de 330 mil importadores foram afetados, com cobrança de tarifas sobre cerca de 53 milhões de remessas.

Decisão da Suprema Corte derrubou tarifas de Trump

A devolução dos valores ocorre após a Suprema Corte invalidar tarifas impostas por Donald Trump, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

A decisão representou um revés significativo para a política comercial adotada à época, mas não detalhou como os reembolsos deveriam ser realizados — responsabilidade que ficou com o tribunal especializado em comércio internacional.

Empresas pressionam por devolução mais rápida

Grandes empresas, como a FedEx, recorreram à Justiça para garantir o direito ao reembolso. Já pequenos importadores demonstraram preocupação com os custos e a complexidade do processo.

O juiz Richard Eaton chegou a determinar que os reembolsos fossem iniciados com o sistema atual da agência. No entanto, a CBP propôs um novo modelo, que promete simplificar o procedimento e evitar a necessidade de ações judiciais individuais.

Novo modelo busca agilizar devolução de tarifas

A expectativa da agência é que o novo sistema torne o processo mais eficiente e acessível, mesmo diante do grande volume de pedidos.

Ainda assim, o prazo de até 45 dias para análise indica que a liberação dos recursos deve ocorrer de forma gradual, ao longo dos próximos meses.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

Ler Mais
Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

Ler Mais
Comércio Internacional

FIESC recebe delegação chinesa e amplia diálogo comercial entre Santa Catarina e China

A Federação das Indústrias de Santa Catarina recebeu, na terça-feira (31), uma comitiva oficial da Província de Heilongjiang para discutir a ampliação das relações comerciais com o estado catarinense.

O encontro teve como foco o fortalecimento do comércio bilateral e a busca por novas oportunidades de cooperação entre empresas brasileiras e chinesas.

Proposta busca equilibrar a balança comercial

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a necessidade de diversificar a pauta comercial. Segundo ele, o objetivo é reduzir a dependência de commodities nas exportações e incentivar a internalização de etapas produtivas no Brasil.

A estratégia inclui atrair investimentos para a produção local de componentes e ampliar a participação da indústria catarinense em cadeias globais de valor.

Descarbonização e energia limpa entram na pauta

A agenda também apresentou iniciativas do Hub de Descarbonização da FIESC, com destaque para projetos voltados à energia renovável e à produção de biogás a partir de resíduos da suinocultura — setor em que Santa Catarina é referência nacional.

Essas ações reforçam o compromisso com a sustentabilidade industrial e abrem espaço para parcerias tecnológicas com o mercado chinês.

Cooperação inclui governo e área ambiental

Além da visita à FIESC, a delegação chinesa cumpriu agenda com o Governo de Santa Catarina e realizou encontros técnicos na EPAGRI, abordando temas como ecologia, proteção ambiental e inovação no agronegócio.

As atividades foram acompanhadas pelo secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, reforçando o caráter institucional da missão.

Parceria mira inovação e cadeias produtivas

A aproximação entre Santa Catarina e a China sinaliza novas possibilidades de cooperação em áreas estratégicas, como indústria, energia e agronegócio. A expectativa é ampliar investimentos, fomentar inovação e fortalecer a presença do estado no cenário global de negócios internacionais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

Ler Mais
Comércio Internacional

China devolve navios com soja brasileira e intensifica pressão por acordo sanitário

A devolução de cerca de 20 embarcações carregadas com soja brasileira pela China acendeu um sinal de alerta no comércio exterior brasileiro. O episódio tem ampliado a pressão sobre o governo para avançar em negociações que estabeleçam novos padrões sanitários de exportação.

O país asiático é o principal destino da soja do Brasil, o que aumenta a preocupação com possíveis reflexos na balança comercial.

Exigências sanitárias motivam rejeição das cargas

A decisão chinesa estaria relacionada à adoção de critérios mais rigorosos no controle sanitário das importações. As novas exigências passaram a ser aplicadas às cargas brasileiras, resultando na devolução dos navios.

O cenário levanta dúvidas sobre a continuidade das exportações de soja para a China e sobre a necessidade de adequação às normas internacionais mais recentes.

Governo busca solução para evitar prejuízos

Diante do impasse, autoridades brasileiras iniciaram tratativas com o governo chinês para alinhar os requisitos sanitários e reduzir o risco de novas rejeições.

A preocupação é evitar perdas financeiras relevantes para produtores e empresas exportadoras, além de preservar a competitividade do produto brasileiro no mercado global.

Impactos atingem logística portuária

A devolução das cargas também afeta a logística portuária, especialmente em terminais especializados em granéis sólidos, como o Porto de Santos.

Entre os principais impactos estão:

  • aumento de custos operacionais;
  • atrasos nas operações;
  • necessidade de reorganização no fluxo de embarques.

Esses fatores podem comprometer a eficiência das exportações no curto prazo.

Mercado vê endurecimento da China

Especialistas avaliam que o episódio pode indicar uma postura mais rígida da China nas negociações comerciais, exigindo maior rigor no cumprimento de normas sanitárias internacionais.

O setor produtivo acompanha a situação com cautela, temendo que novas restrições prejudiquem a participação do Brasil no mercado global de soja.

Expectativa por avanço nas negociações

A expectativa é que as negociações avancem rapidamente para restabelecer a normalidade nas exportações. O fluxo de soja brasileira é considerado estratégico para a economia nacional, sendo um dos pilares da balança comercial.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

Ler Mais
Comércio Internacional

Rússia suspende exportação de nitrato de amônio e pressiona oferta global de fertilizantes

A Rússia suspendeu a exportação de nitrato de amônio por um período de um mês, até 21 de abril, em meio ao cenário de restrição na oferta global de fertilizantes. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (24) e tem como objetivo priorizar o abastecimento interno durante a temporada de plantio da primavera.

O país responde por até 40% do comércio global de nitrato de amônio, o que amplia o impacto da medida no mercado internacional.

Decisão prioriza abastecimento interno

De acordo com o governo russo, todas as licenças de exportação foram suspensas temporariamente. Novas autorizações não serão concedidas, exceto para contratos governamentais já firmados.

A medida busca garantir o fornecimento do insumo para agricultores locais, em um período considerado crucial para o desenvolvimento das lavouras.

Crise global agrava cenário de fertilizantes

A suspensão ocorre em meio a uma crise no mercado global de fertilizantes, agravada por limitações logísticas e geopolíticas. Um dos fatores é o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 24% do comércio mundial de amônia — matéria-prima essencial para a produção do nitrato de amônio.

Além disso, a Rússia enfrenta restrições para ampliar sua produção no curto prazo, o que limita a capacidade de resposta diante da demanda internacional.

Insumo é essencial para a agricultura

O nitrato de amônio é amplamente utilizado como fertilizante, especialmente no início do ciclo agrícola, contribuindo para o crescimento das culturas.

Desde 2021, o país já adota políticas de controle nas exportações do produto, incentivando produtores a priorizar o mercado doméstico.

Impactos no mercado internacional

A Rússia é responsável por cerca de um quarto da produção mundial do insumo e abastece diversos países, incluindo Brasil, Índia, Peru, Marrocos e Moçambique. A interrupção das exportações pode afetar cadeias agrícolas globais e pressionar preços.

Entre os principais produtores russos estão empresas como Eurochem, Acron e Uralchem.

Produção também enfrenta desafios

O cenário é agravado por problemas na produção interna. Em fevereiro, uma importante unidade industrial no oeste da Rússia, ligada à empresa Acron, foi atingida, comprometendo parte da capacidade produtiva do país. A expectativa é que a planta só retome plenamente suas operações a partir de maio.

Além do uso agrícola, o nitrato de amônio também é empregado na fabricação de explosivos, o que reforça sua relevância estratégica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor em maio de 2026 e amplia comércio internacional

O Acordo Mercosul–União Europeia começará a valer provisoriamente a partir de 1º de maio de 2026, conforme anunciou o governo brasileiro. A entrada em vigor marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os blocos e abre caminho para a expansão do comércio internacional brasileiro.

Etapas para a vigência do acordo

A ativação do acordo comercial Mercosul União Europeia ocorre após a conclusão dos trâmites formais previstos no próprio instrumento. No Brasil, o processo avançou com a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março de 2026.

Na sequência, o país comunicou oficialmente à Comissão Europeia, em 18 de março, o encerramento dos procedimentos internos de ratificação. A resposta da União Europeia veio em 24 de março, confirmando o cumprimento das exigências necessárias para o início da vigência provisória.

Apesar disso, o decreto de promulgação — etapa final para incorporar o tratado ao ordenamento jurídico brasileiro — ainda está em fase final de tramitação.

Integração econômica após décadas de negociação

O início da vigência do acordo representa a conclusão de mais de 20 anos de negociações. O projeto é considerado um dos mais relevantes no âmbito da integração econômica internacional, com impacto direto na inserção do Brasil no comércio global.

A expectativa é de que o acordo fortaleça as relações comerciais entre os países do Mercosul e os membros da União Europeia, consolidando parcerias estratégicas.

Benefícios para empresas e consumidores

Com a implementação do acordo Mercosul UE, empresas brasileiras terão acesso ampliado a um dos maiores mercados do mundo. Entre os principais benefícios estão:

  • redução de tarifas de importação e exportação;
  • eliminação de barreiras comerciais;
  • maior previsibilidade regulatória;
  • estímulo a investimentos e à competitividade.

Além disso, consumidores no Brasil devem ter acesso a uma maior variedade de produtos europeus, enquanto exportadores nacionais ganham novas oportunidades de negócios.

Impactos na economia e nas cadeias globais

O acordo deve facilitar a integração do Brasil às cadeias globais de valor, ampliando o fluxo de comércio e investimentos entre os blocos. A medida também pode impulsionar setores produtivos e contribuir para a geração de empregos.

O governo brasileiro reforçou o compromisso de trabalhar em conjunto com os demais países do Mercosul e com a União Europeia para garantir a implementação efetiva do tratado e maximizar seus resultados econômicos e sociais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul entra em aplicação provisória a partir de maio

A aplicação provisória do acordo UE-Mercosul começará em 1º de maio, conforme anúncio feito nesta segunda-feira pela Comissão Europeia. A medida antecipa a implementação de pontos do tratado comercial firmado entre os blocos, mesmo antes da conclusão de todas as etapas legais.

Decisão ocorre apesar de questionamentos legais

Em janeiro, o Parlamento Europeu solicitou que tribunais analisassem a legalidade do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, que envolve Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O pedido levantou dúvidas sobre a conformidade jurídica do tratado, especialmente em relação a normas ambientais e comerciais.

Ainda assim, a Comissão Europeia decidiu avançar com a implementação provisória do acordo, o que permite que partes do tratado entrem em vigor enquanto o processo de ratificação completa segue em andamento.

Divergências entre países europeus

A decisão tem gerado reações divergentes dentro da Europa. O setor agrícola francês manifestou forte oposição, alegando possíveis prejuízos à competitividade local diante da abertura de mercado.

Por outro lado, governos como os da Alemanha e da Espanha demonstraram apoio à medida, destacando os potenciais ganhos econômicos e o fortalecimento das relações comerciais entre os blocos.

Impactos esperados no comércio internacional

A parceria comercial entre União Europeia e Mercosul é considerada uma das mais relevantes em negociação nos últimos anos. A expectativa é que o acordo amplie o fluxo de exportações, reduza tarifas e estimule investimentos entre as regiões.

No entanto, especialistas apontam que o sucesso da iniciativa dependerá do equilíbrio entre interesses econômicos e exigências regulatórias, especialmente em temas sensíveis como sustentabilidade e proteção de mercados internos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

Ler Mais
Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode entrar em vigor em maio e ampliar comércio do Brasil

O acordo Mercosul–União Europeia pode começar a produzir efeitos já em maio, caso os processos de ratificação sejam concluídos dentro do prazo. A previsão é que aproximadamente 5 mil produtos brasileiros passem a entrar no mercado europeu com tarifa zero, ampliando as oportunidades de exportações do Brasil.

A informação foi destacada pela secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, em entrevista ao jornal Valor. Segundo ela, o desafio agora é transformar o potencial do acordo em negócios concretos.

“O acordo abre uma série de oportunidades, mas é preciso que o setor privado assuma esse processo e transforme essas possibilidades em comércio real”, afirmou.

Evento em São Paulo deve orientar setores da economia

Para explicar as mudanças trazidas pelo tratado, o governo brasileiro prepara uma agenda de divulgação voltada ao setor produtivo. No dia 27 de março, o vice-presidente Geraldo Alckmin deve participar de um evento em São Paulo ao lado do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

Durante o encontro, especialistas vão promover workshops técnicos para detalhar os impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia em diferentes segmentos da economia, incluindo regras de origem e cronograma de redução tarifária.

Abertura do mercado também será gradual para produtos europeus

O tratado também prevê redução de tarifas para produtos da União Europeia que entram no Mercosul. No entanto, essa abertura será feita de forma progressiva.

Inicialmente, apenas 14,5% das importações brasileiras provenientes da Europa terão tarifa zerada. Mesmo assim, cerca de 96% desses itens já possuem alíquota base de zero, o que indica impacto imediato limitado e uma transição gradual para os setores nacionais.

Negociações duraram mais de duas décadas

As negociações do acordo Mercosul–União Europeia começaram há mais de 20 anos. A primeira versão foi concluída em 2019, mas o texto voltou a ser discutido em 2023 para ajustes em pontos sensíveis.

Entre os temas mais debatidos esteve a possibilidade de o Brasil aplicar taxas de exportação sobre minerais críticos, considerados estratégicos para a indústria global. A versão atual permite que o país adote esse mecanismo caso considere necessário.

Outro dispositivo incluído no tratado é uma cláusula de reequilíbrio, que poderá ser acionada caso novas regras europeias — como políticas ambientais ou tarifas de carbono — afetem as concessões comerciais previstas.

Impactos esperados na economia brasileira

Estudos do governo indicam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia pode gerar efeitos positivos para a economia brasileira.

Entre os resultados estimados estão:

  • crescimento do PIB brasileiro;
  • aumento das exportações brasileiras;
  • maior fluxo de importações de tecnologia e insumos;
  • expansão dos investimentos estrangeiros;
  • redução de preços para consumidores.

A expectativa é que a indústria nacional também se beneficie do acesso a insumos mais competitivos, ampliando sua capacidade de exportação para outros mercados.

Guerra no Oriente Médio e comércio global

Durante a entrevista, Tatiana Prazeres também comentou os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o comércio internacional. Segundo ela, o principal fator de preocupação é o efeito do conflito sobre os preços do petróleo.

Além disso, o cenário pode gerar problemas logísticos, elevando custos de frete marítimo, seguros e combustíveis, o que tende a pressionar a inflação global.

Para o Brasil, os principais reflexos podem ocorrer nos preços dos combustíveis, na taxa de câmbio e nas cadeias de comércio ligadas a produtos como fertilizantes, milho, frango e açúcar — itens importantes nas relações comerciais com países do Oriente Médio.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem em diálogo

A secretária também destacou que o diálogo comercial entre Brasil e Estados Unidos continua em nível técnico, mesmo após o fim de tarifas adicionais que haviam sido aplicadas a produtos brasileiros.

Com o encerramento da medida em março, setores como madeira, móveis e calçados já se preparam para retomar vendas ao mercado norte-americano.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carol Carquejeiro/Valor

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook