Comércio Internacional

Ministro Carlos Fávaro garante avanços históricos para a agropecuária brasileira no Sudeste Asiático

A missão oficial do governo brasileiro à Indonésia e à Malásia, realizada entre 23 e 28 de outubro, trouxe resultados estratégicos para a agropecuária brasileira. Liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a agenda reforçou a presença do Brasil no mercado internacional, com a abertura de seis novos mercados, revisão de protocolos sanitários, retomada de exportações e assinatura de acordos de cooperação técnica e científica.
Desde o início do atual governo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já contabiliza 466 mercados abertos, consolidando o protagonismo brasileiro na diplomacia agropecuária.

“Encerramos mais uma missão governamental com excelentes resultados. Trabalhamos para abrir mercados, fortalecer laços diplomáticos e garantir oportunidades para os produtores brasileiros. Assim seguimos, com o presidente Lula, ampliando a presença do agro do Brasil no mundo”, afirmou Fávaro.

Novos mercados e produtos brasileiros

Na primeira reunião bilateral dedicada ao setor agropecuário, em Kuala Lumpur, o Brasil conseguiu abrir seis novos mercados para exportação de:

  • Pescados extrativos e de cultivo
  • Gergelim
  • Ovo em pó
  • Melões do Ceará e do Rio Grande do Norte
  • Maçãs do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina

Além disso, houve a retomada do comércio de carne de frango com a Malásia, com atualização do protocolo sanitário, que reduziu de 12 para 3 meses o período de suspensão em casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade. A antecipação da auditoria para habilitação de novos frigoríficos de carne suína também foi confirmada, abrindo caminho para novos negócios.

Cooperação científica e tecnológica

O Mapa, junto à Embrapa e ao Instituto de Pesquisa Agrícola da Malásia (MARDI), assinou acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de projetos em biotecnologia e nanotecnologia. O documento ainda prevê intercâmbio técnico nas cadeias de sorgo, soja, milho e coco, reforçando a cooperação científica entre os países.

Avanços na União Europeia e Indonésia

Durante a missão, o Brasil também obteve a retomada do pré-listing para exportações de carne de frango à União Europeia, suspenso desde 2018. Esse mecanismo permite que frigoríficos cumprindo normas europeias exportem sem auditorias individuais, representando avanço significativo para o setor avícola.

“Essa retomada representa uma excelente oportunidade para os criadores e para a agroindústria de frango do Brasil, que seguem demonstrando ao mundo a qualidade e a responsabilidade sanitária da produção nacional”, destacou Fávaro.

Na Indonésia, o país avançou nas negociações para ampliar o mercado de carne bovina, com nova auditoria prevista ainda este ano para habilitação de plantas exportadoras. A Indonésia é o quarto maior mercado agropecuário do mundo, com grande potencial de crescimento nos negócios.

Também foi firmado acordo de cooperação com a autoridade quarentenária da Indonésia, estabelecendo equivalência sanitária, fitossanitária e certificação eletrônica, reforçando a segurança técnica e a confiança mútua entre os países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Caroline De Vita/Mapa

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Comércio Internacional

Brasil avança em negociações com China e União Europeia para criar mercado internacional de carbono

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil está em negociações avançadas com a China e a União Europeia para estabelecer um mercado internacional de carbono. O objetivo é integrar os sistemas de comércio de créditos de carbono e fortalecer a cooperação global no combate às mudanças climáticas. Em entrevista à TV Globo, Haddad destacou que a meta é anunciar a coalizão durante a COP30, conferência do clima da ONU que ocorrerá em Belém (PA), em novembro. Segundo ele, o governo brasileiro vem articulando o projeto para posicionar o país como protagonista na agenda ambiental global.

Entenda como funciona o mercado de carbono

O mercado de carbono é um sistema que recompensa empresas e governos que reduzem emissões de gases de efeito estufa. Quem polui menos gera créditos de carbono, que podem ser vendidos a quem ainda não consegue cumprir suas metas ambientais. Esse mecanismo incentiva a transição energética e acelera a redução do uso de combustíveis fósseis. “Você começa a levar em consideração o quanto de energia fóssil foi utilizada na produção de uma mercadoria, e esse processo de mensuração faz a transição energética acontecer mais rapidamente”, explicou Haddad.

Brasil quer liderar nova aliança climática

Além de integrar os mercados, a coalizão internacional pretende definir metas graduais de redução de emissões de carbono, estimulando práticas mais sustentáveis em escala global. Haddad ressaltou que o Brasil tem condições de liderar esse debate, como já demonstrou ao criar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado na COP28, em Dubai, em 2023. O ministro acrescentou que o governo trabalha há dois anos para consolidar apoio de diversos países e abrir caminho para ações concretas na área ambiental. “Podemos ter uma grande coalizão em torno de um mercado internacional de carbono. Isso pode fazer toda a diferença, com equilíbrio econômico e incentivo à inovação tecnológica”, disse.

Ciência e tecnologia como aliadas da transição verde

Haddad também lembrou que o avanço tecnológico tem tornado a energia limpa cada vez mais acessível. Ele citou o exemplo das placas solares, cujo preço caiu drasticamente nos últimos anos, e defendeu o papel da ciência nesse processo. “A ciência está dando passos céleres em busca de soluções tecnológicas. Precisamos agir para que os países deixem de depender do petróleo”, concluiu.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Comércio Internacional

Crise no comércio internacional: Guterres alerta para risco de colapso nas regras globais

Comércio global sob ameaça

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta quarta-feira (23), em Genebra, que o sistema de comércio internacional enfrenta o risco de “descarrilar” diante do aumento dos conflitos comerciais e das crescentes tensões econômicas entre grandes potências.

Durante a 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED), Guterres destacou que as atuais dinâmicas geopolíticas e econômicas ameaçam as bases de um comércio global baseado em regras.


Dívida global e falta de segurança financeira

O dirigente das Nações Unidas também demonstrou preocupação com a expansão da dívida mundial e a ausência de redes de segurança financeira eficazes para apoiar os países em desenvolvimento.

“A dívida global explodiu, a pobreza e a fome persistem. A arquitetura financeira internacional não oferece uma rede de proteção adequada aos países em desenvolvimento”, afirmou Guterres.

Ele ressaltou que a combinação entre endividamento crescente, redução da ajuda internacional e instabilidade econômica amplia a vulnerabilidade das nações mais frágeis.


Tensões comerciais e tarifas elevadas

O secretário-geral citou ainda as incertezas provocadas pelas tarifas impostas durante o governo de Donald Trump, que reacenderam disputas comerciais e aumentaram barreiras entre países.

Segundo Guterres, algumas das nações menos desenvolvidas enfrentam tarifas de até 40%, mesmo representando menos de 1% do comércio mundial. Esse cenário, alertou, prejudica a integração global e intensifica desigualdades.


Prioridades para enfrentar a crise

Para reverter o quadro, Guterres defendeu uma ação coordenada em quatro frentes:

  1. Comércio e investimento justos, que garantam oportunidades equilibradas;
  2. Financiamento sustentável para países em desenvolvimento;
  3. Inovação tecnológica voltada à recuperação econômica;
  4. Alinhamento das políticas comerciais aos objetivos climáticos.

“Investimos mais na morte do que na prosperidade”

O chefe da ONU fez ainda uma crítica ao desequilíbrio entre gastos militares e investimentos sociais:

“Estamos investindo cada vez mais na morte, em vez de na prosperidade das populações.”

Guterres concluiu destacando que as divisões geopolíticas, a crise climática e os conflitos prolongados continuam a impactar a economia global, exigindo cooperação internacional urgente.

FONTE: Com informações da ONU e agências internacionais.
TEXTO: Redação

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