Comércio Exterior

Comércio Brasil–Irã: soja, milho e café fazem do país o principal parceiro latino-americano

O comércio entre Brasil e Irã concentra praticamente toda a relação econômica entre o país do Oriente Médio e a América Latina. Apesar de o intercâmbio regional ainda ser considerado limitado, o Brasil se destaca como o principal fornecedor de produtos agroindustriais para o mercado iraniano.

Enquanto as exportações iranianas para o continente são pequenas, o fluxo inverso é dominado por embarques brasileiros de soja, milho e outros alimentos, que abastecem parte importante da demanda do país asiático.

Segundo o diretor do Esade Center for Global Economy and Geopolitics (EsadeGeo), Ángel Saz Carranza, o comércio do Irã com a América Latina ainda tem pouca relevância no cenário global.

Dados indicam que, em 2024, o Irã exportou cerca de US$ 15,4 milhões para a América do Sul, sendo o Brasil o principal destino desses produtos. No sentido contrário, o país também lidera como fornecedor latino-americano ao mercado iraniano.

As relações diplomáticas entre Brasil e Irã existem desde 1903 e ganharam novos contornos com a presença do país asiático no BRICS, bloco que reúne economias emergentes.

Brasil lidera exportações de alimentos para o Irã

A pauta comercial do comércio bilateral Brasil–Irã é dominada pelo agronegócio. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Milho, responsável por cerca de 68% das vendas brasileiras
  • Soja, que representa aproximadamente 19,3% das exportações
  • Óleo e farelo de soja
  • Café
  • Açúcar
  • Carne bovina e carne de frango

No total, as exportações brasileiras para o Irã somam aproximadamente US$ 3 bilhões, valor que corresponde a cerca de 13% das importações iranianas.

No contexto regional, o Irã ocupa a posição de quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio.

Possíveis impactos de tensões geopolíticas

Especialistas apontam que eventuais conflitos envolvendo o Irã podem gerar efeitos indiretos para o Brasil. O professor de Relações Econômicas Internacionais da Universidade Santa Cecília, Francisco Américo Cassano, destaca que o país do Oriente Médio também é fornecedor de fertilizantes utilizados na agricultura brasileira.

Nesse cenário, uma escalada de tensões poderia afetar custos de produção agrícola ou alterar fluxos comerciais.

Outra possibilidade seria a necessidade de redirecionar exportações de soja e milho para outros mercados caso haja queda nas compras iranianas.

Mesmo assim, especialistas lembram que a participação do Irã nas vendas externas brasileiras ainda é relativamente pequena.

De acordo com análises do EsadeGeo, as exportações brasileiras destinadas ao Irã representam cerca de 0,85% do total das vendas externas do país.

Exportações do Irã para a América do Sul

Dados do Observatório de Complexidade Econômica (OEC) mostram que os principais destinos das exportações iranianas na América do Sul em 2024 foram:

  • Brasil: US$ 10,1 milhões
  • Chile: US$ 1,51 milhão
  • Peru: US$ 1,21 milhão
  • Argentina: US$ 988 mil
  • Equador: US$ 569 mil
  • Colômbia: US$ 545 mil
  • Bolívia: US$ 292 mil

No comércio global, o Irã exporta principalmente polímeros de etileno, minério de ferro e derivados químicos, além de produtos como frutas secas e gás liquefeito de petróleo (GLP).

Os principais parceiros comerciais do país em 2024 foram China, Turquia, Paquistão, Índia e Azerbaijão.

Relações políticas do Irã na América Latina

Além do comércio, o Irã mantém relações políticas estratégicas na América Latina, sobretudo com a Venezuela, considerada seu principal aliado regional.

Segundo a especialista em Relações Internacionais Carolina Pavese, países como Equador e Bolívia também já tiveram maior proximidade diplomática com Teerã, embora mudanças políticas internas tenham alterado essas conexões ao longo dos anos.

Ela ressalta que afinidades políticas nem sempre se refletem diretamente em maior volume de comércio internacional.

Petróleo pode ser principal canal de impacto econômico

Mesmo com o comércio regional limitado, a instabilidade no Oriente Médio pode afetar a América Latina por outros caminhos.

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito transportados no mundo.

Segundo análises econômicas, os efeitos na América Latina tendem a ser desiguais:

  • Países exportadores de petróleo podem se beneficiar de preços mais altos da commodity
  • Países importadores, especialmente no Caribe, podem enfrentar inflação maior e pressão nas contas externas

Além disso, períodos de instabilidade global costumam gerar volatilidade cambial, com maior risco de desvalorização para moedas consideradas mais frágeis.

Dados do governo brasileiro indicam ainda que, em 2025, o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos, principalmente fertilizantes, que responderam por 79% das compras.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bloomberg Línea

Ler Mais
Comércio Exterior

Chile aumenta 52% a importação de carne bovina de Mato Grosso

O Chile se consolidou como um dos principais destinos da carne bovina de Mato Grosso ao registrar um aumento de 52,4% nas compras em janeiro de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume passou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Chile se aproxima de grandes compradores

O desempenho chileno posiciona o país logo atrás de gigantes como China (47,7 mil toneladas), Estados Unidos (4,4 mil toneladas) e Emirados Árabes Unidos (4,3 mil toneladas) no ranking de importadores da proteína mato-grossense.

Em 2025, o Chile adquiriu 47,7 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso, registrando um crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando foram importadas 32,5 mil toneladas. Esse salto elevou o país sul-americano da sétima para a terceira posição entre os maiores compradores da produção estadual.

Padronização e logística para atender o mercado chileno

De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o Chile valoriza cortes desossados e refrigerados, o que exige que os frigoríficos mato-grossenses realizem ajustes específicos no refilamento para atender aos padrões de consumo local.

A estrutura industrial consolidada do estado permite entregar produtos com padronização rigorosa e qualidade consistente, atributos apreciados pelo varejo chileno. O transporte terrestre eficiente facilita a logística e sustenta a competitividade da carne de Mato Grosso em mercados sul-americanos.

Estratégia de diversificação de mercados

O foco nos países vizinhos faz parte da estratégia estadual de diversificação de mercados, garantindo fluxo constante de produtos mesmo em períodos de oscilação nos preços internacionais. O Chile, por sua estabilidade e demanda contínua, oferece suporte importante para os pecuaristas locais, especialmente para cortes de maior valor agregado.

“O Chile é um mercado estratégico porque combina volume e facilidade logística. Os resultados mostram que estamos preparados para atender às exigências específicas dos consumidores”, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac.

O instituto ressalta ainda a importância de expandir a presença da carne mato-grossense na América do Sul, participando de feiras em países como Peru e Bolívia, mantendo o Chile como parceiro estável e confiável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Comércio Exterior

Corrente de comércio atinge US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março

A corrente de comércio brasileira somou US$ 12,8 bilhões na primeira semana de março de 2026. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de exportações de US$ 7,3 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões.

Os dados mostram o desempenho das trocas comerciais do Brasil no início do mês e refletem a dinâmica recente do comércio exterior brasileiro.

Desempenho da balança comercial em 2026

No acumulado de 2026 até agora, o país contabiliza US$ 58,2 bilhões em exportações e US$ 48,4 bilhões em importações. Com isso, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 9,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 106,6 bilhões no período.

Exportações e importações registram leve queda

Na comparação das médias diárias, as exportações brasileiras apresentaram recuo de 3,3%. A média diária registrada até a primeira semana de março de 2026 foi de US$ 1,461 bilhão, abaixo dos US$ 1,511 bilhão observados em março de 2025.

Já as importações tiveram redução mais discreta, de 0,4%, passando de US$ 1,104 bilhão em março do ano passado para US$ 1,100 bilhão na média diária registrada neste início de mês.

Com isso, a média diária da corrente de comércio atingiu US$ 2,56 bilhões, enquanto o saldo comercial médio diário ficou em US$ 360,92 milhões. Em relação à média registrada em março de 2025, houve queda de 2,1% na corrente de comércio.

Desempenho por setores nas exportações

Considerando o acumulado até a primeira semana de março de 2026 e comparando com o mesmo período do ano passado, o desempenho das exportações por setor apresentou resultados distintos.

A indústria extrativa registrou crescimento de 4,9%, com aumento de US$ 13,85 milhões na média diária. Por outro lado, houve retração na agropecuária, com queda de 8,5% (redução de US$ 36,58 milhões), e nos produtos da indústria de transformação, que recuaram 3,6%, equivalente a US$ 28,21 milhões a menos na média diária.

Importações também variam entre setores

Entre os setores importadores, a indústria extrativa apresentou crescimento expressivo de 19,9%, com avanço de US$ 9,89 milhões na média diária.

Já a agropecuária teve retração de 23,3%, com queda de US$ 7,06 milhões, enquanto os produtos da indústria de transformação registraram leve redução de 0,4%, equivalente a US$ 3,59 milhões.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Comércio Exterior

Relação comercial do Brasil com Irã e Oriente Médio: veja os principais impactos no comércio exterior

A relação comercial do Brasil com o Oriente Médio e o Irã ganhou atenção após alertas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sobre possíveis impactos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Durante a divulgação da balança comercial de fevereiro, o governo indicou que tensões na região podem afetar o fluxo de commodities agrícolas brasileiras, já que o Oriente Médio é um importante destino para produtos do agronegócio nacional.

A seguir, entenda os principais pontos da relação comercial entre Brasil, Oriente Médio e Irã, e como ela pode influenciar setores estratégicos da economia.

Oriente Médio é destino relevante para commodities brasileiras

O Oriente Médio representa cerca de 4,2% das exportações totais do Brasil, mas exerce papel estratégico para alguns produtos-chave da pauta exportadora.

Entre os principais itens enviados pelo Brasil à região estão:

  • carne de aves
  • açúcar e melaços
  • milho

Além desses produtos, também fazem parte da pauta exportadora brasileira para o Oriente Médio:

  • minério de ferro
  • soja
  • ouro
  • óleos brutos de petróleo
  • café

Mesmo representando uma parcela relativamente pequena das exportações totais, a região é responsável por uma fatia relevante da demanda mundial de determinados produtos brasileiros.

Região concentra grande parte das exportações de alguns produtos

Dados do MDIC mostram que o Oriente Médio absorve parcelas significativas das exportações brasileiras de determinadas commodities.

Em 2025, por exemplo:

  • 32% das exportações de milho do Brasil tiveram como destino a região
  • 30% das exportações de carne de aves foram enviadas ao Oriente Médio
  • 17% das vendas externas de açúcar tiveram o mesmo destino
  • 7% das exportações de carne bovina também foram direcionadas à região

Apesar das tensões geopolíticas, especialistas apontam que o impacto tende a ser limitado no curto prazo, já que esses produtos são considerados bens essenciais de consumo, o que reduz a variação na demanda.

Petróleo é preocupação global em caso de escalada do conflito

Outro ponto de atenção relacionado ao Oriente Médio envolve o fornecimento mundial de petróleo e combustíveis.

A possibilidade de restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de energia do mundo, pode gerar instabilidade no mercado internacional.

Embora seja um grande produtor de petróleo, o Brasil também depende de importações de derivados. Entre os produtos comprados da região, destacam-se os óleos combustíveis de petróleo ou minerais betuminosos, que representam 43,5% das importações brasileiras vindas do Oriente Médio.

Irã é um dos principais parceiros comerciais da região

Dentro do comércio brasileiro com o Oriente Médio, o Irã ocupa posição relevante.

Em 2025, o país foi o terceiro maior parceiro comercial do Brasil na região, posição mantida no acumulado entre janeiro e fevereiro de 2026.

Apesar disso, no ranking global o Irã aparece como:

  • 28º destino das exportações brasileiras
  • 72º origem das importações do Brasil

Mesmo assim, alguns produtos específicos tornam essa relação estratégica.

Irã é grande comprador de milho brasileiro

O milho brasileiro é o principal destaque da relação comercial entre os dois países.

Em 2025, o Irã foi o maior importador de milho do Brasil, responsável por 23,1% das compras externas do grão.

Já em 2026, considerando os dois primeiros meses do ano, o país ocupa a segunda posição, com 24,1% das importações, ficando atrás apenas do Vietnã, que concentra 24,3% das compras.

Mesmo com o cenário de tensão no Oriente Médio, especialistas indicam que o impacto sobre as exportações de milho deve ser limitado, já que o pico de embarques brasileiros do grão ocorre a partir de maio, período posterior ao atual ciclo de colheita.

Além do milho, o Irã também importa do Brasil:

  • soja
  • açúcar e melaços

Fertilizantes iranianos são importantes para o agronegócio

No sentido inverso do comércio, o principal produto exportado pelo Irã para o Brasil são os fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio brasileiro.

Em 2025, o Brasil importou US$ 66,8 milhões em fertilizantes iranianos, segundo dados do MDIC.

Já entre janeiro e fevereiro de 2026, as compras somaram cerca de R$ 21,6 milhões, o que representa quase um terço de todo o volume importado no ano anterior.

Esse valor também representa um crescimento expressivo de 9.720,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Apesar de representar 1,2% das importações brasileiras de fertilizantes químicos, economistas alertam que instabilidades na região podem afetar a logística global e os preços do insumo.

Segundo a economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos, Marcela Kawauti, eventuais aumentos no preço internacional dos fertilizantes podem impactar diretamente o custo de produção agrícola.

Com o aumento do custo desse insumo, há risco de encarecimento da produção no campo e, posteriormente, dos preços de alimentos in natura e industrializados.

Atualmente, os fertilizantes representam 90,4% de tudo que o Brasil importa do Irã, reforçando a importância desse insumo para a economia agrícola brasileira.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

Ler Mais
Comércio Exterior

Portal Único de Comércio Exterior já concentra mais de 50% das importações brasileiras

O Portal Único de Comércio Exterior alcançou um marco importante no processo de modernização do comércio exterior brasileiro. Em fevereiro, a plataforma digital passou a responder por mais de 50% das operações de importação realizadas no país, considerando a média diária das transações.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente da República e ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que destacou o avanço na implementação do sistema.

Segundo ele, a expectativa é que o Portal Único esteja completamente implantado até o final do ano.

Plataforma promete economia bilionária para empresas

Quando estiver totalmente operacional, o Portal Único de Comércio Exterior poderá gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para as empresas brasileiras.

O ganho está associado principalmente à simplificação de processos burocráticos, à integração de sistemas governamentais e à redução do tempo necessário para operações de importação e exportação.

De acordo com metodologia internacional adotada pelo MDIC, cada dia que uma carga permanece parada representa um custo equivalente a 0,8% do valor da mercadoria.

Novo sistema reduz tempo de liberação de cargas

O governo também destaca avanços no tempo de processamento das mercadorias. Dados do MDIC indicam que já houve redução média de 19 horas no tempo de permanência das cargas em zonas portuárias quando a operação é realizada por meio da Declaração Única de Importação (DUIMP).

O novo modelo substitui gradualmente a antiga Declaração de Importação (DI) e traz ganhos operacionais para empresas que optam por utilizar o sistema, mesmo nos casos em que a adesão ainda não é obrigatória.

Com a redução no tempo de liberação das cargas, operadores de comércio exterior conseguem diminuir custos logísticos e aumentar a eficiência das operações.

Estratégia para modernizar o comércio exterior brasileiro

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, afirmou que o avanço da plataforma representa um passo relevante no processo de desburocratização do comércio exterior no Brasil.

Segundo ela, o fato de o portal já concentrar metade das importações consolida um novo modelo para o setor.

O objetivo do governo, de acordo com a secretária, é tornar o comércio internacional brasileiro mais ágil, eficiente e acessível, ampliando a participação de empresas nas operações globais.

Sistema já processa todas as exportações do Brasil

O Portal Único de Comércio Exterior é coordenado pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC em parceria com a Receita Federal e conta com a participação de cerca de 20 órgãos públicos que atuam como anuentes nas operações comerciais.

Atualmente, o sistema já processa 100% das exportações brasileiras. A previsão do governo federal é que todas as importações também sejam realizadas pela plataforma até o final do ano, consolidando a digitalização das operações de comércio exterior no país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra quarto maior superávit para fevereiro da história

A balança comercial brasileira apresentou desempenho expressivo em fevereiro e alcançou o quarto melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) indicam que o país registrou superávit comercial de US$ 4,208 bilhões no período.

O resultado representa uma recuperação significativa frente ao mesmo mês de 2025, quando houve déficit de US$ 467 milhões. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela redução das importações e pelo aumento das exportações de petróleo.

Importação de plataforma influenciou resultado do ano passado

De acordo com o governo federal, o saldo negativo registrado em fevereiro de 2025 ocorreu devido à compra de uma plataforma de petróleo, operação de grande valor que impactou diretamente a balança comercial do período.

Como essa importação não se repetiu em fevereiro deste ano, o saldo voltou ao campo positivo, reforçando o desempenho das exportações brasileiras.

Entre todos os meses de fevereiro já registrados, o resultado atual só fica atrás dos obtidos em 2024, quando o país atingiu superávit recorde de US$ 5,13 bilhões, além dos resultados de 2022 e 2017.

Exportações batem recorde para fevereiro

No comparativo anual, o comércio exterior brasileiro apresentou crescimento nas vendas externas e redução nas compras internacionais.

Os números de fevereiro foram:

Exportações: US$ 26,306 bilhões, alta de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado
Importações: US$ 22,098 bilhões, queda de 4,8% na mesma base de comparação

O valor exportado representa o maior já registrado para meses de fevereiro desde o início da série histórica, em 1989. Já as importações tiveram o segundo maior resultado para o período, ficando atrás apenas de fevereiro de 2025.

Superávit acumulado no ano cresce mais de 300%

Considerando os dois primeiros meses de 2026, o saldo da balança comercial soma US$ 8,023 bilhões, valor 329% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

O desempenho foi influenciado pelo impacto pontual da importação da plataforma de petróleo em 2025. Mesmo assim, o resultado atual é o segundo melhor para o período de janeiro e fevereiro, ficando atrás apenas de 2024.

No acumulado do ano:

Exportações: US$ 50,922 bilhões, crescimento de 5,8%
Importações: US$ 42,898 bilhões, queda de 7,3%

Petróleo impulsiona exportações da indústria extrativa

Ao analisar o desempenho por setores, o comércio exterior brasileiro registrou crescimento nas exportações em diferentes áreas da economia.

Na comparação anual, os resultados foram:

Agropecuária: alta de 6,1%, com aumento de 1,7% no volume e 4,4% no preço médio
Indústria extrativa: crescimento de 55,5%, impulsionado pelo petróleo, com aumento de 63,6% no volume exportado
Indústria de transformação: avanço de 6,3%, com aumento de 4% no volume

Entre os produtos que mais contribuíram para o avanço das exportações estão soja, milho, frutas frescas, óleos brutos de petróleo, minério de ferro, carne bovina, ouro não monetário e produtos semiacabados de ferro ou aço.

Somente as exportações de petróleo bruto cresceram cerca de US$ 1,622 bilhão em comparação com fevereiro de 2025. Esse tipo de venda costuma variar bastante mensalmente devido às paradas programadas para manutenção em plataformas.

Queda das importações reflete desaceleração econômica

A retração das importações brasileiras esteve ligada principalmente à redução nas compras de gás natural e à desaceleração da economia, que tende a diminuir investimentos e demanda por equipamentos.

Entre os produtos que registraram maior queda nas importações estão:

Trigo e centeio não moídos
Látex e borracha natural
Gás natural
Motores e máquinas não elétricos
Plataformas e embarcações
Inseticidas

Governo projeta superávit de até US$ 90 bilhões em 2026

Para 2026, o Mdic projeta que a balança comercial do Brasil encerre o ano com superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

A estimativa oficial prevê:

Exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões
Importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões

As projeções do governo são atualizadas a cada trimestre, e novas estimativas mais detalhadas deverão ser divulgadas em abril.

Em 2025, o país fechou o ano com superávit comercial de US$ 68,3 bilhões. O recorde histórico ocorreu em 2023, quando o saldo positivo atingiu US$ 98,9 bilhões.

As previsões do mercado financeiro são mais conservadoras. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, analistas projetam superávit de US$ 68,63 bilhões para o comércio exterior brasileiro neste ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

Desligamento da DI no Siscomex começa em 30 de março com nova etapa do Portal Único

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Secretaria Especial da Receita Federal (RFB) apresentam o cronograma de desligamento do sistema Siscomex DI, ampliando a obrigatoriedade de uso de LPCO e Duimp no Portal Único de Comércio Exterior, de acordo com o Novo Processo de Importação (NPI).

O cronograma de desligamento foi aprovado em reunião do Comitê Executivo do SISCOMEX e sua efetivação dependerá de validações feitas pelo setor privado no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, conforme Plano de Ação divulgado em sua 10ª Reunião.     

O cronograma abaixo reflete as datas a partir das quais já é obrigatório registrar LPCO e/ou Duimp nas operações de importação, bem como as datas futuras de desligamento de outras operações, caso a validação pelo setor privado não tenha indicado problemas sistêmicos impeditivos, conforme definido no Plano de Ação. Desta forma, será vedado ao importador, a partir de então, a possibilidade de continuar realizando essas operações por meio do Siscomex DI. 

A planilha completa consta neste link.

*Situações especiais que devem ser observadas nas operações: 

  1. O LI não possui mecanismos de desligamento, o sistema que é desligado é a DI. Neste sentido, cabe esclarecer que conforme cronograma acima, caso a LI tenha sido registrada após a data de desligamento da operação, mesmo na situação de deferimento pelo órgão anuente, quando da tentativa de registro da DI (e consequente vinculação do LI deferido), haverá emissão de mensagem de impossibilidade de registro, com indicação de Duimp obrigatória.  Assim, é responsabilidade do importador acompanhar atentamente o cronograma, a fim de evitar o registro indevido de LI em período incompatível, o que poderá ocasionar atrasos no desembaraço da mercadoria e consequente aumento dos custos da operação.
  2. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Declaração de Importação (DI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da Declaração de Importação (DI) ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  4. LI registradas com controle administrativo antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento. As DI poderão ser registradas após esta data, pois segue a regra da data de registro do LI deferido vinculado.
  5. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser emitidas LI substitutivas mesmo após a data de desligamento da DI.
  6. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  7. Mercadorias com mais de um regime tributário aplicável em uma mesma operação: o desligamento da DI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os regimes tributários tenham sido desligados, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  8. As UFs citadas na quarta coluna da tabela acima relacionadas aos “TIPOS DE OPERAÇÕES (DI)” se referem a: UF do endereço do importador; UF do endereço do adquirente; UF da URF de despacho. Para fins de cronograma de desligamento, basta que na operação haja pelo menos uma destas UFs “ligada” para que a operação possa ser efetuada por DI.
  9. Os desligamentos programados para as operações indicadas na quarta coluna da tabela acima também se aplicam aos importadores pessoas físicas, os quais deverão observar integralmente os fluxos de anuência de importação estabelecidos pelos órgãos competentes, incluindo, conforme o tipo de operação, as exigências relativas à LPCO e ao Catálogo de Produtos.
  10. A indicações de Fundamentos Legais e Sem fundamento constantes na coluna “Tipos de operações (DI)” se referem a Tabela Aduaneira FUNDAMENTO LEGAL – REGIME DE TRIBUTAÇÃO DO II, disponível para consulta no https://www35.receita.fazenda.gov.br/tabaduaneiras-web/private/pages/telaInicial.jsf
  11. O radar limitado indicado na última coluna da tabela do cronograma se refere ao tipo de habilitação do importador, adquirente ou encomendante.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

VersãoData   Alteração
107/10/2025   Emissão Inicial
204/11/2025Alteração do Recof (FL 49 – SP) para 19/01/2026Exclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará de 15/12/2025Inclusão de Autopeças (FL 59, 95 e 97) para o Ceará em 23/02/2026Alteração do cronograma de desligamento e do fluxograma no que tange ao desligamento de produtos sujeitos ao controle administrativo de mais de um órgão anuente
310/11/2025Repetro alterado para desligamento em 15/12/2025
414/11/2025Inserção dos itens 9 e 10 nas impossibilidades
521/11/2025Exclusão do IBAMA no cronograma de dezembro de 2025;Alteração do escopo do INMETRO para janeiro de 2026 restrito aos produtos com agrupamento por modelo;Inclusão do INMETRO para produtos com agrupamento por família em março de 2026;Inserção do item 6 na listagem “Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações”;Ajuste do texto do item 10 da coluna de IMPOSSIBILIDADES.
605/12/2025Inserção do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
710/12/2025Alteração do texto do item 7 na listagem “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Substituição do fluxograma;Alteração do Drawback isenção de janeiro para fevereiro.
812/12/2025Adiamento do CNPQ e ANP para janeiro de 2026Inserção do Repetro RJ para janeiro de 2026Inserção do CNPQ e ANP para janeiro de 2026
918/12/2025Alteração nos textos dos itens 3 e 4 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”
 1015/01/2026Adiamento dos Fundamentos Legais/Sem fundamento previstos para janeiro de 2026, no Estado do RJ, para março de 2026;Adiamento da ANP para março de 2026;Concentração do desligamento INMETRO em março de 2026;Exclusão do item 6 das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”;Renumeração do item 7 para número 6  das “Situações especiais que devem ser observadas nas operações“.
1120/01/2026Inclusão do item 7 nas “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1221/01/2026Atualização do texto e  figura de desligamento vigente e futuro;Inserção do item 8 na  lista de “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1326/01/2026Inserção do item 9 na lista “Situações especiais que devem ser observadas nas operações”.
1430/01/2026Inserção do impedimento 11, que será desligado somente em 01/12/2026;Inserção do impedimento 12, que será desligado somente em 31/08/2026;Inserção de nova data de desligamento para 31/08/2026.
1509/02/2026Adiamento das operações Sem Fundamento (SP) marítimo para 23/03/2026;Adiamento das operações Drawback Isenção – RT 3 / FL 16 para 30/03/2026.
1605/03/2026Atualização do texto para esclarecimento sobre desligamento exclusivo da DI e como é o comportamento do LI neste cenário.Inserção do item 11 sobre esclarecimento do radar limitado citado no cronograma.

FONTE: Receita Federal / Siscomex
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Comércio Exterior

Balança Comercial de fevereiro de 2026 será divulgada pelo MDIC em coletiva on-line

A Balança Comercial de fevereiro de 2026 será apresentada nesta quinta-feira (5), em coletiva on-line organizada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento reunirá autoridades e especialistas para detalhar os números mais recentes do comércio exterior brasileiro.

A abertura da coletiva será conduzida pelo vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, que fará as considerações iniciais sobre o desempenho das exportações e importações do Brasil no período.

Especialistas vão detalhar números do comércio exterior

Após a introdução, os dados técnicos da Balança Comercial serão apresentados por integrantes da equipe responsável pelas estatísticas do setor.

O diretor de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, e o coordenador-geral de Estatísticas, Saulo Castro, explicarão os principais indicadores de exportações brasileiras, importações e saldo comercial registrados no mês de fevereiro.

A transmissão ao vivo da coletiva está programada para começar às 15h15, neste link, permitindo que jornalistas e o público acompanhem a divulgação oficial dos números do comércio exterior do Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

Ler Mais
Comércio Exterior

Mercosul–União Europeia: Senado aprova acordo comercial que cria maior zona de livre comércio do mundo

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (4), o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluindo a tramitação do tratado no Congresso Nacional. A votação ocorreu de forma unânime entre os parlamentares.

O texto foi formalizado por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026 e agora aguarda apenas a promulgação pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP). Com essa etapa final, o pacto será oficialmente internalizado no ordenamento jurídico brasileiro.

Redução de tarifas impulsiona comércio internacional

O acordo prevê uma ampla redução de tarifas entre os dois blocos econômicos. Pelo cronograma estabelecido, os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — eliminarão tarifas sobre 91% dos produtos europeus em um prazo de até 15 anos.

Em contrapartida, a União Europeia deverá retirar tarifas de 95% dos bens exportados pelo Mercosul em um período de até 12 anos. A medida tende a ampliar o fluxo de comércio entre os blocos e fortalecer as relações econômicas entre América do Sul e Europa.

Maior zona de livre comércio do planeta

Com a implementação do tratado, será formada a maior zona de livre comércio do mundo, reunindo um mercado com mais de 720 milhões de habitantes.

A expectativa é de que a abertura comercial favoreça o aumento das trocas internacionais, além de estimular investimentos e parcerias estratégicas entre empresas dos dois blocos.

Impacto nas exportações brasileiras

Estimativas da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o acordo pode gerar um crescimento de aproximadamente US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.

Além do aumento nas vendas externas, o tratado também deve contribuir para diversificar a pauta exportadora do país, abrindo novas oportunidades para diferentes setores produtivos, incluindo a indústria.

Na semana passada, os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo, reforçando o avanço da implementação do tratado dentro do Mercosul.

União Europeia avalia aplicação provisória

Do lado europeu, o Parlamento Europeu solicitou, em janeiro, uma análise jurídica do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia. Mesmo com a avaliação em andamento, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou recentemente que o bloco pretende aplicar o tratado de forma provisória a partir de maio.

O acordo conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistência principalmente da França, que teme impactos competitivos no setor agropecuário europeu.

Fonte: Agência Brasil.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

Ler Mais
Comércio Exterior

China impõe controles de exportação a empresas japonesas de defesa

A China anunciou novos controles de exportação direcionados a 20 empresas japonesas do setor de defesa. A decisão foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China e afeta grandes contratadas da indústria militar do Japão.

Entre as companhias atingidas estão a Mitsubishi Heavy Industries Ltd. e a IHI Corp., ambas com forte atuação na área de equipamentos e tecnologia de defesa.

Proibição envolve produtos de uso duplo

As restrições impedem que essas empresas adquiram da China itens classificados como produtos de uso duplo — ou seja, bens e tecnologias que podem ser empregados tanto em aplicações civis quanto militares.

Com a medida, as 20 companhias ficam proibidas de comprar qualquer mercadoria chinesa que possa ter potencial utilização estratégica. Na prática, isso bloqueia o acesso a componentes e materiais considerados sensíveis para o setor de indústria de defesa.

Lista de monitoramento amplia fiscalização

Além das empresas diretamente afetadas, outras 20 companhias japonesas dos segmentos de equipamentos e materiais foram incluídas em uma lista de monitoramento.

Essas empresas não estão proibidas de importar itens chineses, mas passarão a enfrentar revisões mais rigorosas de usuário final e uso final. Isso significa que cada aquisição de bens classificados como de uso duplo será submetida a análises detalhadas sobre o destino e a aplicação dos produtos.

A inclusão na lista reforça o controle sobre a exportação de tecnologias estratégicas e amplia a fiscalização sobre possíveis usos militares.

Impacto nas relações comerciais

A decisão ocorre em um contexto de maior vigilância global sobre cadeias de suprimentos sensíveis e pode impactar as relações comerciais entre China e Japão, especialmente no setor de tecnologia e defesa.

As medidas indicam um endurecimento na política chinesa de exportações estratégicas, com foco em produtos considerados críticos para a segurança nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook