Comércio Exterior

Acordo Mercosul-EFTA: governo regulamenta cotas de importação

O governo federal regulamentou os procedimentos para utilização das cotas de importação previstas no Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

A Portaria da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira (1º de outubro). A medida estabelece como as empresas brasileiras poderão utilizar as preferências tarifárias negociadas no acordo.

A regulamentação ocorre em meio à entrada em vigor do tratado para diferentes países. O acordo passa a valer para as relações comerciais entre Brasil e Islândia em 1º de outubro. Para a Noruega, a vigência está prevista para novembro. Suíça e Liechtenstein ainda precisam concluir os procedimentos internos necessários para a implementação do acordo.

O novo normativo regulamenta o Decreto nº 13.126, de 23 de setembro de 2026, e estabelece, para este ano, os procedimentos relacionados às cotas tarifárias de importação de produtos originários da EFTA.

Quais produtos estão incluídos nas cotas?

As cotas negociadas para as importações brasileiras abrangem um grupo específico de produtos:

  • Vinhos;
  • Queijos;
  • Fórmulas infantis;
  • Chocolates.

Dentro dos limites quantitativos estabelecidos no acordo, os produtos poderão entrar no Brasil com as preferências tarifárias negociadas entre os blocos.

Quando o volume máximo previsto para determinada cota for atingido, as operações seguintes ficarão sujeitas às tarifas aplicáveis às importações realizadas fora da cota.

Como solicitar a preferência tarifária

Para utilizar uma das cotas, o importador deverá solicitar uma licença de importação por meio do Portal Único Siscomex.

Depois que a Secex emitir o documento eletrônico, o importador terá até 60 dias para vinculá-lo à Declaração Única de Importação (Duimp). Também deverão ser observados, quando aplicáveis, os limites máximos de utilização por operador estabelecidos na regulamentação.

Para mercadorias que não estão sujeitas às cotas, o acesso às preferências tarifárias previstas no acordo depende do cumprimento das regras de origem e dos demais requisitos estabelecidos para cada operação.

Regras para exportações serão definidas posteriormente

Neste primeiro momento, a regulamentação trata exclusivamente da utilização das cotas de importação pelo Brasil.

No caso da Islândia, não foi criada uma cota bilateral para produtos do Mercosul. A Noruega, por sua vez, estabeleceu cotas tarifárias para determinados produtos exportados pelo bloco sul-americano.

As regras para que empresas brasileiras possam utilizar essas cotas nas exportações ainda serão estabelecidas em uma regulamentação específica.

Acordo Mercosul-EFTA amplia acesso a mercados

As cotas tarifárias representam apenas uma parte dos compromissos assumidos no Acordo Mercosul-EFTA. O tratado prevê uma abertura mais ampla dos mercados dos países da EFTA para produtos brasileiros.

Pelo acordo, a EFTA eliminará 100% das tarifas de importação aplicadas aos setores industrial e pesqueiro a partir da entrada em vigor do instrumento.

Considerando os setores agrícola e industrial, quase 99% do valor das exportações brasileiras para os países da EFTA terão acesso ao livre comércio.

Por país, o acordo prevê que 100% das exportações brasileiras para Islândia e Liechtenstein estejam incluídas no regime de livre comércio. Na Noruega, o percentual será de 99,8%, enquanto na Suíça chegará a 97,7%.

Brasil também reduzirá tarifas para produtos da EFTA

Do lado brasileiro, aproximadamente 97% do comércio com os países da EFTA será liberalizado em regime de livre comércio.

Outros 1,2% serão submetidos a desgravação tarifária parcial, que poderá ocorrer por meio de cotas tarifárias e preferências fixas.

Nos produtos incluídos nos cronogramas de redução tarifária, a diminuição dos impostos ocorrerá de forma gradual. Os prazos negociados variam entre a entrada em vigor do acordo e períodos de quatro, oito, dez e 15 anos.

Produtos agrícolas considerados sensíveis, incluindo determinados laticínios, chocolates e fórmulas para alimentação infantil, foram incluídos no sistema de cotas. O mecanismo garante a aplicação de condições tarifárias preferenciais dentro de volumes previamente estabelecidos.

Onde consultar as regras do acordo

Empresas e profissionais de comércio exterior podem consultar as condições de acesso aos mercados, as preferências tarifárias e outras informações relacionadas ao acordo no Painel de Dados do Mercosul-EFTA e nos materiais disponibilizados pelo Portal Siscomex.

Os conteúdos reúnem informações sobre desgravação tarifária, regras de origem e indicações geográficas, além de orientações para auxiliar os operadores na utilização das preferências comerciais previstas no tratado.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABRA

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Comércio Exterior

Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Petróleo sobe 2% após China suspender exportações de derivados

Os preços do petróleo avançavam cerca de 2% nesta quinta-feira (1º), depois que a China determinou a suspensão das exportações de derivados de petróleo. A decisão aumenta a pressão sobre a oferta global de combustíveis, que já enfrenta restrições provocadas por conflitos e problemas na capacidade de refino.

O mercado também acompanha as movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, em meio às tentativas de encontrar uma saída para o conflito entre os dois países.

Brent supera US$ 100 por barril

O contrato futuro do petróleo Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, alta de 2,1%, equivalente a US$ 2,06, em relação ao fechamento anterior.

Na quarta-feira, o contrato do Brent com vencimento em novembro encerrou a sessão cotado a US$ 103,50 por barril. Considerando o contrato de vencimento mais próximo, a valorização acumulada em setembro ficou em aproximadamente 14%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI também operava em alta. O contrato avançava US$ 2,06, ou 2,28%, e chegava a US$ 92,48 por barril.

China suspende exportações de combustíveis

Refinarias chinesas interromperam, até segunda ordem, as exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, segundo especialistas consultados pela Reuters.

A medida pode reduzir ainda mais a disponibilidade de combustíveis no mercado internacional, em um momento no qual a oferta já é afetada pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por forte oscilação. No início dos negócios, as cotações chegaram a recuar mais de 1%, mas posteriormente recuperaram as perdas e passaram a registrar alta.

Para Giovanni Staunovo, analista do UBS, a decisão chinesa sinaliza preocupação com o abastecimento do mercado interno.

“A proibição de exportação chinesa sugere preocupações com a disponibilidade de produtos no mercado interno”, afirmou o analista.

Staunovo também destacou que ainda não é possível determinar se a suspensão das exportações fará a China aumentar suas compras de petróleo bruto no exterior. O país registrou recentemente uma queda nos estoques de petróleo bruto e de combustíveis.

Estoques e oferta de diesel entram no radar

A disponibilidade de diesel no mercado internacional ficou mais limitada após uma redução na capacidade de refino relacionada a ataques decorrentes dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

O cenário aumenta a preocupação dos governos com os efeitos da alta dos preços dos combustíveis sobre consumidores e empresas.

Segundo fontes próximas às discussões, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria orientado Alemanha e França a recorrerem a seus estoques emergenciais de diesel como forma de aliviar a pressão sobre os preços internacionais.

As mesmas fontes afirmam que Washington avalia restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos caso os países europeus não utilizem suas reservas.

Mercado de petróleo monitora oferta global

A suspensão das exportações chinesas acrescenta um novo fator de pressão a um mercado que já acompanha de perto os níveis de produção, estoques e capacidade de refino.

Além da decisão de Pequim, os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, fatores que podem influenciar a oferta e os preços do petróleo e de seus derivados.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tania Rego / Agência Brasil

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Brasil e Estados Unidos avançam em diálogo sobre comércio bilateral

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo nas negociações sobre a agenda comercial bilateral. Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reuniram-se na quarta-feira (30), em Milwaukee, nos Estados Unidos, com o representante de Comércio norte-americano, Jamieson Greer.

O encontro ocorreu paralelamente à Reunião de Ministros do Comércio do G20 e teve como foco os principais temas que envolvem as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Negociações comerciais entre Brasil e EUA avançam

A reunião deu continuidade ao diálogo de alto nível iniciado depois da conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em 21 de agosto.

Desde então, representantes dos dois governos vêm mantendo contatos para discutir questões relacionadas ao comércio bilateral e buscar alternativas para os temas que afetam as relações econômicas entre os países.

Durante o encontro, os ministros brasileiros reforçaram a disposição do Brasil de buscar soluções por meio de diálogo e negociação. A posição brasileira tem como referência a defesa dos interesses nacionais e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois mercados.

Brasil e EUA discutem tarifas e barreiras comerciais

Segundo a nota conjunta, a conversa ocorreu de maneira construtiva e abordou os principais pontos da agenda comercial Brasil-EUA.

Os dois países reconheceram a necessidade de avançar na resolução dos obstáculos atualmente existentes e demonstraram interesse em trabalhar com agilidade para alcançar um entendimento considerado satisfatório para ambas as partes.

Entre os assuntos que deverão fazer parte das próximas etapas estão as questões tarifárias e não tarifárias, que podem afetar o fluxo de produtos e as condições de acesso aos mercados brasileiro e norte-americano.

Grupo de Trabalho será criado

Como resultado da reunião, o governo dos Estados Unidos deverá apresentar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para definir o escopo das negociações.

O material deverá contemplar os temas tarifários e não tarifários que serão analisados pelos dois governos.

Também ficou acertada a criação de um Grupo de Trabalho voltado à discussão de questões relacionadas a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.

A iniciativa representa mais uma etapa do processo de negociação comercial entre os dois países, que buscam avançar na construção de soluções para os temas pendentes da relação bilateral.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Comércio Exterior

Brasil e União Europeia discutem comércio, aço e retomada de exportações

Brasil e União Europeia avançaram nas discussões sobre comércio exterior, exportações brasileiras e medidas que afetam o intercâmbio de produtos entre os dois mercados. Os temas foram tratados em uma reunião realizada em 30 de setembro, em Milwaukee, nos Estados Unidos, à margem do encontro de Ministros do Comércio do G20.

Participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, e o comissário para Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič.

Acordo Mercosul-UE amplia fluxo comercial

Durante o encontro, os representantes destacaram os resultados considerados expressivos no crescimento dos fluxos de comércio após a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, em maio deste ano.

Além dos efeitos do acordo, a agenda incluiu outros assuntos de interesse comercial entre Brasil e União Europeia, especialmente as restrições europeias à importação de aço e as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos em produtos agrícolas.

União Europeia revisa cotas para importação de aço

Em relação ao setor siderúrgico, a representação europeia informou que está em curso uma revisão da distribuição das quotas de produtos de aço. Segundo o comunicado, a mudança poderá trazer efeitos positivos para as exportações brasileiras.

O processo de revisão ainda terá novas etapas previstas para 2027, quando deverão ocorrer outras avaliações sobre a alocação das cotas.

Exportações de carne de aves e mel podem ser retomadas

Outro ponto discutido foi o uso de antimicrobianos na produção agrícola. A União Europeia mencionou o resultado positivo de uma auditoria realizada no Brasil algumas semanas antes.

A expectativa apresentada pelo lado europeu é de que, após a conclusão dos procedimentos burocráticos, as exportações brasileiras de carne de aves e mel para a União Europeia possam ser retomadas no curto prazo.

Brasil busca autorização para carne bovina

O governo brasileiro também manifestou interesse em obter um procedimento mais rápido para a autorização das exportações de carne bovina ao mercado europeu.

A medida segue entre os assuntos comerciais discutidos entre os dois lados, em um contexto de ampliação das relações econômicas entre Brasil e União Europeia.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Comércio Exterior

Apex Mais Perto oferece consultoria gratuita para empresas que querem exportar

Empresas brasileiras interessadas em começar ou ampliar a atuação no exterior terão acesso a uma nova ferramenta de apoio à internacionalização de empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará, em outubro, o Apex Mais Perto, serviço que oferece consultoria individual, gratuita e totalmente online com especialistas em comércio exterior.

O programa disponibiliza até três horas de atendimento por empresa, permitindo que cada negócio apresente suas dúvidas e receba orientações direcionadas aos próprios desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o conhecimento técnico das necessidades práticas de empresas que desejam ingressar ou avançar no mercado internacional.

Consultoria gratuita para exportação

A decisão de exportar envolve uma série de questões. Entre elas estão a escolha dos mercados de destino, a definição do preço de exportação, os procedimentos necessários para vender ao exterior, a organização da logística internacional e a definição de estratégias para conquistar e diversificar mercados.

O Apex Mais Perto pretende auxiliar justamente nesses pontos. O atendimento poderá tratar de temas como:

  • Diversificação de mercados;
  • oportunidades relacionadas a acordos comerciais;
  • estratégias de acesso a mercados internacionais;
  • formação de preços para exportação;
  • logística e procedimentos aduaneiros;
  • contratos internacionais;
  • riscos e garantias;
  • marketing internacional.

De acordo com Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil, a iniciativa surgiu da identificação de uma necessidade comum entre empresas que possuem potencial para atuar internacionalmente, mas ainda enfrentam dúvidas específicas para transformar esse potencial em ações.

“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar.”

Segundo a executiva, o objetivo é aproximar essas empresas de especialistas em comércio exterior e oferecer uma orientação adaptada aos desafios de cada negócio, ajudando a transformar questões sobre mercados, preços, logística, contratos e estratégias internacionais em próximos passos.

Atendimento personalizado para cada empresa

Um dos diferenciais do Apex Mais Perto é a possibilidade de direcionar a consultoria para o problema específico enfrentado pela empresa. O serviço não segue um formato único de atendimento: antes de agendar a conversa, a empresa poderá escolher o tema de interesse e consultar os perfis dos especialistas disponíveis.

As três horas de consultoria podem ser utilizadas em uma única sessão ou distribuídas em mais de um encontro. Assim, uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos pode concentrar o atendimento em diversificação de mercados, enquanto outra pode buscar orientação sobre preços, logística ou contratos internacionais.

Quem pode utilizar o Apex Mais Perto

O serviço é destinado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar suas atividades de exportação.

A proposta contempla tanto negócios que estão começando no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para expandir ou diversificar sua presença em outros países.

A consultoria possui caráter orientativo. Os especialistas fornecem informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relevantes da estratégia de internacionalização. As decisões e a execução das ações continuam sob responsabilidade de cada negócio.

Como solicitar a consultoria da ApexBrasil

O acesso ao Apex Mais Perto será realizado pelo portal da ApexBrasil. Para participar, a empresa deverá fazer um cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.

Após analisar se a empresa atende aos critérios do público elegível e concluir a adesão ao serviço, a ApexBrasil liberará o acesso ao sistema de agendamento.

A partir dessa etapa, a empresa poderá:

  • escolher o tema que deseja discutir;
  • consultar os especialistas disponíveis;
  • selecionar o horário do atendimento;
  • realizar a consultoria de forma 100% online.

Cada empresa terá direito a até três horas de consultoria a cada seis meses, sem cobrança.

Apoio para empresas que querem conquistar novos mercados

Com o novo serviço, a ApexBrasil amplia as alternativas de atendimento oferecidas às empresas brasileiras que buscam exportar produtos e desenvolver sua presença internacional.

A proposta é oferecer uma solução rápida para dúvidas pontuais que podem influenciar decisões relacionadas à entrada em novos mercados, formação de preços, logística e demais etapas da internacionalização empresarial.

Empresas interessadas poderão realizar o cadastro na página do Apex Mais Perto no portal da ApexBrasil e solicitar a consultoria gratuita.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Comércio Exterior

Sistema Remessa terá novas validações para registro da Declaração de Importação de Remessa

A partir de 1º de outubro de 2026, o sistema Remessa passará a adotar duas novas validações para as transmissões de dados destinadas ao registro da Declaração de Importação de Remessa (DIR).

As alterações têm como objetivo aprimorar a consistência das informações enviadas ao sistema e adequá-las aos requisitos necessários para a implementação da Reforma Tributária do Consumo.

Novas exigências para NCM e cClassTrib

Com a mudança, as transmissões deverão atender a dois requisitos específicos:

  • O campo NCM deverá apresentar, no mínimo, os seis primeiros dígitos de um código válido;
  • O campo cClassTrib deverá conter um código válido formado por seis dígitos.

As informações serão verificadas pelo sistema no momento da transmissão dos dados.

Transmissões fora do padrão serão rejeitadas

Envios que não apresentarem os campos NCM e cClassTrib de acordo com as novas regras serão rejeitados pelo sistema Remessa.

Nesses casos, a transmissão não resultará no registro da respectiva DIR, sendo necessário que os dados atendam aos critérios estabelecidos para que o procedimento possa prosseguir.

Mudança está relacionada à Reforma Tributária

A adoção das novas validações faz parte das adequações necessárias para a implementação da Reforma Tributária do Consumo. A exigência de informações válidas e completas busca garantir maior consistência nos dados utilizados no processamento das declarações.

As equipes técnicas responsáveis pelo sistema permanecem disponíveis pelos canais habituais de atendimento para prestar esclarecimentos e orientar os usuários sobre as novas regras.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Brasil e China ampliam exportação de miúdos suínos com novo protocolo sanitário

Brasil e China ampliaram o acordo sanitário que regulamenta a exportação de miúdos suínos brasileiros para o mercado chinês. A revisão do protocolo bilateral foi assinada no sábado (26/9) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

A medida aumenta a lista de produtos suínos autorizados para exportação e abre novas possibilidades comerciais para frigoríficos e demais estabelecimentos brasileiros habilitados. A expectativa é diversificar a pauta de vendas externas e ampliar o aproveitamento econômico da produção.

Novo protocolo define regras para exportação

As negociações entre os dois países estabeleceram requisitos sanitários, regras de certificação e condições que deverão ser cumpridas pelos estabelecimentos interessados em vender os produtos à China.

Com a revisão do protocolo, as empresas habilitadas terão de seguir os critérios definidos pelas autoridades sanitárias brasileiras e chinesas para realizar os embarques.

Para o ministro André de Paula, a ampliação do acesso representa um avanço para a suinocultura brasileira, com potencial para gerar novas oportunidades de mercado, renda e empregos no campo e na indústria.

A China é considerada o maior produtor e consumidor mundial de carne suína. Para o país asiático, segundo o ministro, a ampliação das importações também representa uma alternativa de abastecimento respaldada pelo sistema sanitário brasileiro.

Mercado chinês pode receber mais de 100 mil toneladas por ano

Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos brasileiros poderão ser destinadas anualmente à China a partir da ampliação do acesso.

A expectativa é que o direcionamento desses produtos para um mercado de maior valor agregado gere mais de US$ 100 milhões adicionais em receitas para a cadeia produtiva.

A medida permite que produtos que possuem menor valor comercial em determinados mercados encontrem novas oportunidades de venda no exterior.

Acordo foi anunciado após auditoria chinesa

A assinatura do protocolo ocorreu no encerramento de uma auditoria sanitária chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada em 20 de setembro.

Durante a missão, técnicos chineses visitaram fazendas, unidades de produção e abatedouros, além de laboratórios oficiais em seis estados brasileiros. A avaliação envolveu estabelecimentos relacionados às cadeias de carnes bovina, suína e de aves.

O embaixador Zhu Qingqiao destacou que o novo acordo cria oportunidades adicionais para as exportações brasileiras e classificou a medida como resultado da cooperação entre os dois países na área agropecuária.

Segundo o diplomata, o agronegócio ocupa posição estratégica na relação bilateral e ainda apresenta potencial para o desenvolvimento de novas parcerias.

A secretária de Ásia e Oceania do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Susan Kleebank, afirmou que a atualização do protocolo demonstra a dinâmica de cooperação entre Brasil e China.

Quais produtos suínos poderão ser exportados?

A autorização contempla uma lista ampliada de miúdos e coprodutos suínos. Entre os produtos previstos estão:

  • Músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura;
  • Miúdos e coprodutos comestíveis congelados;
  • Banha suína não refinada, composta exclusivamente por gordura corporal;
  • Língua, máscara, focinho, orelhas e cauda suínas;
  • Pés suínos inteiros;
  • Pele e cartilagem suínas;
  • Estômagos, fígado, coração, rins e diafragma;
  • Ossos suínos.

A relação também estabelece restrições específicas para determinados produtos. A cartilagem, por exemplo, não inclui aquela proveniente da garganta, glote ou vísceras. No caso da banha, não está incluída gordura originária das vísceras.

Febre aftosa influenciou ampliação do acesso

Até então, a China autorizava a entrada de determinados miúdos, entre eles pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. A autorização estava relacionada ao reconhecimento sanitário concedido pelas autoridades chinesas.

Em maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação.

A evolução do status sanitário brasileiro contribuiu para ampliar as possibilidades de acesso aos mercados internacionais e para agregar valor a produtos da cadeia de proteína animal.

China é mercado estratégico para a suinocultura

A China está entre os principais mercados consumidores e importadores de produtos suínos no mundo. As importações chinesas de miúdos suínos movimentam aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Com o novo protocolo, mais produtos brasileiros poderão disputar espaço nesse mercado, aumentando as alternativas comerciais para os estabelecimentos habilitados e contribuindo para a diversificação das exportações do agronegócio brasileiro.

Além do impacto econômico, a ampliação do acesso considera características do mercado chinês. Os miúdos fazem parte da culinária local e são consumidos tanto em restaurantes quanto nas residências.

Nesse cenário, o novo acordo aproxima a oferta da suinocultura brasileira da demanda do mercado chinês e amplia as possibilidades de comercialização de diferentes partes do animal.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,399 bilhões na quarta semana de setembro. O resultado foi obtido a partir de exportações de US$ 8,809 bilhões e importações de US$ 6,41 bilhões, segundo dados divulgados na segunda-feira (28) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Com o desempenho da quarta semana, setembro acumula até agora um saldo positivo de US$ 6,452 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 30,488 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 24,036 bilhões.

Exportações crescem 22,2% em setembro

Na comparação com o mesmo período de setembro de 2025, as exportações brasileiras apresentaram alta de 22,2% até a quarta semana deste mês.

O resultado positivo foi influenciado pelo avanço das vendas externas nos três principais segmentos analisados pela Secex.

A Indústria Extrativa teve o maior crescimento percentual, com alta de 52,2%, alcançando US$ 8,41 bilhões em exportações. A Indústria de Transformação registrou aumento de 13,8%, para US$ 15,62 bilhões.

Já a Agropecuária apresentou crescimento de 12,8%, com exportações de US$ 6,17 bilhões no período.

Importações também avançam

As importações brasileiras cresceram 7,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

Entre os setores, a Agropecuária registrou alta de 15,7%, totalizando US$ 45 milhões em compras externas. A Indústria Extrativa teve crescimento de 16,5%, alcançando US$ 1,07 bilhão.

A Indústria de Transformação, por sua vez, apresentou aumento de 6,8% nas importações, que chegaram a US$ 22,37 bilhões.

Saldo comercial permanece positivo

O desempenho das exportações e importações mantém a balança comercial do Brasil no campo positivo em setembro. O superávit acumulado até a quarta semana representa a diferença entre os US$ 30,488 bilhões exportados e os US$ 24,036 bilhões importados pelo país.

Os números divulgados pela Secex consideram o desempenho comercial brasileiro até a quarta semana de setembro.

Outros dados de Comércio Exterior podem ser consultados no COMEXSTAT.

Acesse AQUI o release semanal.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Café sobe mais de 1% em Nova York com dólar fraco e cobertura de posições

Os contratos futuros de café arábica fecharam em alta na última sexta-feira (25) na Bolsa de Nova York, recuperando parte das perdas registradas nas sessões anteriores. A valorização ocorreu em meio ao enfraquecimento do dólar, que favoreceu a cobertura de posições vendidas e deu suporte às cotações.

O contrato dezembro/26 avançou 1%, encerrando o dia a 287,10 cents por libra-peso. Já o vencimento março/27 subiu 1,21%, para 270,95 cents/lb.

Dólar mais fraco favorece recuperação do café

A alta desta sexta-feira ocorre após várias semanas de pressão sobre os preços e tem forte componente técnico. O mercado especulativo voltou a apresentar posição líquida vendida em café, enquanto a valorização do dólar vinha contribuindo para limitar as cotações dos futuros.

Com a mudança no comportamento da moeda americana nesta sexta, parte dos investidores aproveitou para recompor posições, estimulando a recuperação dos preços na bolsa.

No mercado brasileiro, entretanto, o movimento cambial foi limitado. O dólar recuou apenas 0,06% ante o real e permaneceu próximo de R$ 5,19.

Oferta global continua no radar

Apesar da recuperação em Nova York, os fundamentos que pressionaram o mercado de café nas últimas semanas permanecem presentes.

Os agentes seguem considerando um cenário de maior disponibilidade mundial da commodity. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua participação no mercado internacional com a conclusão da colheita da safra atual.

Esse cenário mantém a perspectiva de oferta como um dos principais fatores de atenção para as cotações internacionais.

Chuvas favorecem expectativas para a safra 2026/27

As condições climáticas nas principais regiões produtoras brasileiras também continuam sendo monitoradas.

As chuvas recentes chegaram em um período importante para as floradas do café e para o desenvolvimento da safra 2026/27. Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, o cenário aumenta as expectativas de recuperação da produção brasileira na próxima temporada.

Para os produtores, a evolução das floradas será um dos fatores importantes para determinar as perspectivas de oferta nos próximos meses.

Mercado teve baixa liquidez na quinta-feira

Na sessão anterior, realizada na quinta-feira (24), os contratos de café operaram em um ambiente de liquidez reduzida, com participação comercial limitada tanto em Nova York quanto em Londres.

Naquele momento, a valorização do dólar também exercia pressão sobre moedas de importantes países produtores, entre elas o real brasileiro, dificultando uma recuperação mais consistente dos preços.

Alta ainda não muda cenário fundamental

A recuperação registrada nesta sexta-feira representa um alívio para as cotações, mas ainda não altera de forma significativa o cenário fundamental do café.

No curto prazo, o comportamento dos preços continua ligado ao ajuste das posições especulativas e às oscilações do dólar. Ao mesmo tempo, as expectativas de maior oferta global e de uma safra brasileira potencialmente mais volumosa em 2026/27 permanecem como fatores de pressão.

Para o produtor brasileiro, portanto, o desempenho do café em Nova York é apenas uma parte da formação dos preços. Câmbio, floradas, clima e mercado físico continuam entre os principais elementos que devem determinar a remuneração da commodity no país.

FONTE: Notíciss Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notíciss Agrícolas

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