Comércio Exterior

China flexibiliza regras para exportação de soja brasileira com presença de sementes de plantas daninhas

A China anunciou uma flexibilização nas regras para a presença de sementes de plantas daninhas em soja importada do Brasil, poucos dias depois de grandes empresas do setor reportarem interrupções e até suspensões de embarques devido a mudanças nas inspeções de cargas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

A medida foi detalhada em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, publicado no sistema eletrônico do governo federal. O texto menciona reunião com autoridades chinesas, na qual foi reconhecido que “não é possível garantir a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas na soja, devido às características da produção”.

Flexibilidade nas exportações de soja brasileira

Segundo o documento, “as autoridades chinesas compreenderam e aceitaram que o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas não será aplicado às cargas de soja importadas do Brasil destinadas ao consumo doméstico para processamento industrial”.

Ainda de acordo com a SDA, “como ainda não existe parâmetro numérico oficial de tolerância, a abordagem será baseada em avaliação de risco e em medidas de mitigação adequadas ao destino do produto, ficando o nível de tolerância sujeito a discussões bilaterais entre autoridades chinesas e brasileiras”.

Diálogo e protocolo sanitário específico

Uma delegação do Ministério da Agricultura do Brasil está na China nesta semana para tratar do assunto. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em 17 de março que o país apresentará uma proposta para estabelecer um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.

Com a flexibilização acordada, o documento da SDA permite que a certificação de embarcações seja realizada mesmo quando os laudos laboratoriais confirmarem a presença de sementes de plantas daninhas, desde que outros requisitos sejam cumpridos, como ausência de sementes tratadas e insetos vivos, até que um nível de tolerância formal seja estabelecido.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Proinde

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Comércio Exterior

Petróleo dispara e tensão no Estreito de Ormuz derruba bolsas asiáticas

A escalada de tensão no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais nesta segunda-feira (23). A proximidade do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã garanta a livre navegação no Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e pressionou as bolsas asiáticas.

O barril do Brent superou US$ 113, com alta superior a 1%, enquanto índices importantes da Ásia fecharam em forte queda. O Nikkei 225, do Japão, recuou 3,5%, e o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 6,5%.

Prazo dos EUA aumenta risco de conflito

No sábado, Donald Trump deu um ultimato de 48 horas para que o Irã reabra o estreito “sem ameaças”. Caso contrário, prometeu ataques diretos contra instalações energéticas iranianas. O prazo termina às 20h44 desta segunda-feira (horário de Brasília).

Teerã reagiu afirmando que responderá a qualquer ofensiva contra sua infraestrutura. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que poderá fechar completamente o estreito caso haja ataques, mantendo o bloqueio até a reconstrução de suas usinas.

Mercado em alerta e risco de escalada

Analistas acompanham com cautela os desdobramentos. Segundo Simon Flowers, da Wood Mackenzie, o mercado aguarda para saber se as ameaças serão concretizadas.

A expectativa é de que um eventual ataque dos EUA provoque uma reação em cadeia, ampliando o conflito e atingindo infraestruturas estratégicas na região — cenário que já vem sendo observado nos últimos dias.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Em condições normais, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente passam pelo local.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o preço da energia e o comércio internacional, elevando o risco de inflação e instabilidade econômica global.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, conversou com Donald Trump no domingo. Segundo o governo britânico, ambos destacaram a importância da reabertura do estreito para garantir a estabilidade do mercado energético.

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu alerta global para cidadãos americanos, citando riscos de ataques a instalações diplomáticas e interrupções em viagens internacionais.

Novos ataques elevam tensão na região

Relatos recentes indicam novos episódios de violência no Oriente Médio. Um navio cargueiro registrou explosão próxima à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto países como Arábia Saudita e Emirados afirmam ter interceptado ataques.

Em Israel, mais de 160 pessoas ficaram feridas após ataques iranianos no fim de semana, atingindo áreas próximas a instalações sensíveis. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não há evidências de danos nucleares ou aumento de radiação.

Autoridades iranianas também indicaram possíveis medidas adicionais, como a taxação de navios que cruzam o estreito e ataques a infraestruturas energéticas ligadas aos EUA na região.

O país afirma que prioriza a via diplomática, mas condiciona qualquer avanço ao fim das ofensivas militares contra seu território.

Fonte: BBC

Texto: Redação

Imagem: Reprodução BBC / Reuters

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Comércio Exterior

Comércio exterior da Malásia supera €630 bilhões em 2025 e abre oportunidades para Europa

A Malásia registrou um recorde histórico no comércio exterior em 2025, ao ultrapassar a marca de €630 bilhões (RM3,061 trilhões) pela primeira vez. O volume total atingiu cerca de €631,7 bilhões, representando um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior.

Exportações e importações batem recordes

O desempenho foi impulsionado por exportações recordes, que chegaram a €331,7 bilhões, enquanto as importações somaram €300,3 bilhões. O resultado gerou um superávit comercial de aproximadamente €31,3 bilhões.

Com isso, o país alcança o 28º ano consecutivo com saldo positivo na balança comercial, mantendo uma trajetória consistente desde 1998.

Resiliência diante de desafios globais

Mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas, reorganização das cadeias de suprimentos e aumento do protecionismo internacional, a Malásia demonstrou resiliência econômica.

O país tem ampliado sua participação em cadeias globais de valor, especialmente em setores de alta tecnologia, reforçando sua posição estratégica no comércio internacional.

Parceria estratégica com Europa e França

Os números reforçam a relevância da Malásia como parceira confiável para a União Europeia e a França, principalmente no fornecimento industrial e na diversificação de cadeias produtivas.

Em 2025, o comércio entre Malásia e União Europeia atingiu cerca de €47,1 bilhões. Já as exportações malaias para o bloco europeu cresceram pelo segundo ano consecutivo, somando €26,7 bilhões.

Segundo autoridades, o país se destaca como um parceiro capaz de garantir fornecimento de alta qualidade e fomentar cooperação industrial de longo prazo.

Indústria e tecnologia lideram crescimento

O avanço das exportações foi puxado principalmente pelos produtos manufaturados, que representaram 86,4% do total exportado.

O setor de eletrônicos e semicondutores segue como o principal destaque, com vendas estimadas em €146,9 bilhões. A demanda global por inteligência artificial, automação e tecnologias avançadas impulsionou esse crescimento.

Esse cenário posiciona a Malásia como um elo importante nas cadeias globais, capaz de atender à demanda europeia por componentes, equipamentos e produtos de alto valor agregado.

Acordos comerciais ampliam competitividade

A atratividade do país também é reforçada por sua ampla rede de acordos internacionais. Atualmente, a Malásia possui 17 acordos de livre comércio (FTAs) em vigor.

Em 2025, o comércio com parceiros desses acordos ultrapassou €413,8 bilhões pela primeira vez, fortalecendo o acesso a mercados, a diversificação comercial e a resiliência das cadeias de suprimentos.

Promoção de negócios e novas oportunidades

A agência de promoção comercial da Malásia em Paris continuará incentivando negócios por meio de feiras internacionais, missões empresariais e programas de conexão entre compradores e fornecedores.

A expectativa é que o desempenho robusto do comércio exterior se traduza em novas oportunidades concretas para empresas da Malásia, França e demais países europeus.

FONTE: ESM Magazine
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ESM Magazine

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Comércio Exterior

Brasil e Peru firmam acordo para ampliar cooperação aduaneira e fortalecer comércio exterior

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, cumpriu agenda oficial em Lima, no Peru, onde formalizou um Memorando de Entendimento (MoU) com o superintendente da administração tributária peruana, Javier Eduardo Franco Castillo. O objetivo do acordo é intensificar a cooperação aduaneira entre Brasil e Peru, ampliando mecanismos conjuntos de atuação.

O documento estabelece diretrizes para fortalecer o intercâmbio de informações, promover assistência mútua, incentivar treinamentos e viabilizar operações integradas. A iniciativa também prevê o compartilhamento de boas práticas voltadas ao controle aduaneiro, ao combate de ilícitos e à facilitação do comércio exterior.

Rota estratégica Brasil–Peru ganha destaque

A formalização do acordo ocorre em meio ao avanço da rota logística que conecta o Brasil ao Porto de Chancay, no Peru — considerado um novo ponto estratégico para acesso ao mercado asiático. O corredor, inserido no chamado quadrante Rondon, vem sendo analisado como alternativa para impulsionar a competitividade brasileira no eixo Ásia-Pacífico.

Levantamento recente da Receita Federal indica que o fortalecimento de instrumentos como o MoU é fundamental para garantir maior eficiência na operação da rota. Entre os pontos destacados estão:

  • interoperabilidade de sistemas aduaneiros;
  • harmonização de procedimentos internacionais;
  • segurança e agilidade no comércio exterior;
  • integração operacional entre aduanas de fronteira.

Esses fatores devem contribuir para um ambiente mais seguro e eficiente no fluxo comercial entre os países.

Cooperação aduaneira mais ampla e estruturada

O memorando firmado cria bases permanentes para a atuação conjunta entre as administrações aduaneiras dos dois países. Entre as principais ações previstas estão:

  • troca de informações para prevenção e repressão de ilícitos;
  • realização de treinamentos e capacitações bilaterais;
  • compartilhamento de técnicas e experiências;
  • possibilidade de operações conjuntas em fronteiras terrestres, fluviais e aéreas;
  • definição de canais diretos de comunicação entre as autoridades.

O acordo também reforça compromissos internacionais já assumidos, alinhando-se a padrões globais de segurança e facilitação do comércio.

Agenda institucional e articulação com o governo peruano

Durante a visita oficial, a comitiva brasileira participou de reuniões com representantes de diferentes órgãos do governo peruano, incluindo setores ligados às relações exteriores, comércio, infraestrutura e sanidade. Os encontros tiveram como foco ampliar a integração e alinhar estratégias para o desenvolvimento logístico regional.

Impactos para o Brasil no cenário internacional

Com a consolidação do Porto de Chancay como hub logístico no Pacífico, o Brasil busca se antecipar com medidas que garantam maior eficiência e segurança nas operações comerciais. O novo acordo deve trazer benefícios como:

  • mais segurança jurídica no comércio bilateral;
  • fortalecimento da fronteira Brasil–Peru;
  • preparação para o aumento do fluxo no corredor bioceânico amazônico;
  • maior inserção nas rotas comerciais com a Ásia.

A iniciativa representa um passo estratégico para ampliar a presença brasileira no comércio internacional e diversificar suas rotas de exportação.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Comércio Exterior

Grécia se destaca como hub logístico estratégico para exportações do Mercosul à Europa Oriental

Enquanto muitas pequenas e médias empresas do Mercosul concentram suas operações nos tradicionais portos de países como Espanha e Alemanha, a Grécia surge como uma alternativa eficiente e menos congestionada para acessar mercados em expansão na Europa Central e Oriental.

A preferência histórica por destinos como a Península Ibérica, impulsionada por afinidades culturais e linguísticas, começa a dar lugar a uma visão mais estratégica. Em meio às negociações e perspectivas do acordo entre União Europeia e Mercosul, cresce o interesse por rotas logísticas mais ágeis — e é nesse cenário que a Grécia ganha protagonismo.

Grécia: de destino turístico a plataforma logística

Deixando de lado sua imagem exclusivamente turística, a Grécia vem se consolidando como um importante hub logístico internacional. Para empresas que buscam alcançar não apenas a União Europeia, mas também mercados emergentes do Leste Europeu, o país oferece vantagens competitivas relevantes.

Porto do Pireu impulsiona conectividade

Um dos principais ativos logísticos do país é o Porto do Pireu, que passou por modernizações e hoje figura entre os mais movimentados do Mediterrâneo.

Para exportadores do Mercosul, isso significa:

  • Conectividade multimodal: integração eficiente com redes ferroviárias e rodoviárias que ligam diretamente a países como Bulgária, Romênia, Sérvia e Macedônia do Norte;
  • Menor congestionamento: alternativa aos saturados portos do norte da Europa, evitando gargalos logísticos comuns em rotas tradicionais.

Acordo UE-Mercosul amplia vantagens competitivas

Embora o debate sobre o acordo frequentemente destaque países como França e Espanha, a Grécia também se beneficia das condições tarifárias do tratado.

O diferencial está no custo operacional mais baixo e em um ambiente de negócios mais acessível. Estabelecer uma base logística ou comercial no país tende a ser mais econômico do que nos principais centros da Europa Ocidental.

Além disso, a cultura comercial grega, com forte tradição de negócios nos Bálcãs e no Oriente Médio, facilita a criação de conexões estratégicas para empresas do Mercosul.

Oportunidades além das commodities

A Grécia não se limita à importação de matérias-primas. Há espaço para diversificação, especialmente em setores como:

  • Agroindústria e alimentos processados: possibilidade de importar insumos do Mercosul, processar sob normas europeias e redistribuir para o Leste Europeu;
  • Saúde e biotecnologia: demanda crescente impulsionada pelo envelhecimento populacional na região.

Estratégias para entrar no mercado grego

Empresas interessadas em explorar esse mercado podem adotar algumas estratégias práticas:

Priorize parceiros logísticos

Buscar um distribuidor logístico local pode ser mais eficiente do que vender diretamente a mercados finais. A cidade de Salônica, por exemplo, é um importante centro logístico nos Bálcãs, com acesso rápido a diversas capitais europeias.

Atenção às normas europeias

Apesar de processos iniciais menos burocráticos, é essencial cumprir rigorosamente as normas fitossanitárias da União Europeia. Uma vez aprovado, o produto pode circular livremente entre os países do bloco.

Invista em sustentabilidade

Com o avanço da agenda verde na Europa, certificações como neutralidade de carbono e comércio justo podem agregar valor e permitir preços mais competitivos.

Grécia como porta de entrada estratégica

A visão de que a Europa começa no oeste do continente vem sendo revisada. A Grécia se posiciona como uma alternativa estratégica para empresas que desejam evitar mercados saturados e aproveitar o crescimento econômico do Leste Europeu.

Ao compreender esse cenário e estruturar uma estratégia adequada, empresas do Mercosul podem ampliar sua presença internacional de forma mais eficiente e competitiva.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Sigraweb automatiza gestão aduaneira e facilita adaptação à DUIMP no comércio exterior

A digitalização dos processos no comércio exterior brasileiro tem transformado a atuação de despachantes aduaneiros e comissárias de despacho. Nesse cenário de modernização, a Sigraweb surge como uma plataforma estratégica para a gestão aduaneira, reunindo automação, integração com sistemas oficiais e controle em tempo real das operações.

A ferramenta foi desenvolvida para centralizar as rotinas operacionais do despacho aduaneiro em um ambiente totalmente online, permitindo o gerenciamento completo de processos de importação e exportação, desde a organização documental até o acompanhamento das etapas de registro e liberação de cargas.

Plataforma de gestão aduaneira traz mais eficiência ao despacho

Com a automatização de tarefas repetitivas — como preenchimento de informações e cruzamento de dados — a plataforma reduz falhas humanas e diminui o tempo dedicado a atividades operacionais, um dos principais gargalos na rotina dos profissionais da área.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, CEO da Sigraweb, a empresa acompanha há anos o processo de modernização do comércio exterior brasileiro e investiu antecipadamente na integração com os sistemas do governo. “Em 2017, o Sigraweb foi pioneiro ao implementar a integração com a DUE, permitindo que comissários de despacho e exportadores utilizassem o sistema para confeccionar as declarações com mais agilidade. Desde então acompanhamos todas as mudanças do Portal Único”, explica.

De acordo com ele, o desenvolvimento da integração completa com a nova declaração foi concluído por volta de 2024 e o sistema vem sendo aperfeiçoado desde então. “Hoje o Sigraweb já possui todo o ciclo da DUIMP integrado. O sistema amadureceu ao longo dos anos e, em 2026, se consolidou como um grande aliado do despachante nesse processo de transição da DI para a DUIMP”, afirma.

Automação e integração com sistemas oficiais

Um dos principais diferenciais da plataforma é justamente a conectividade com sistemas governamentais utilizados nas operações de comércio exterior, como o Portal Único. Essa integração elimina retrabalho, evita digitação duplicada e mantém os dados sincronizados entre os sistemas.

Segundo Lucas Ferreira da Costa, esse preparo tecnológico também tem reduzido o impacto da mudança para os profissionais que utilizam a plataforma.  “Temos observado muitos despachantes migrando para o Sigraweb porque alguns sistemas ainda não estão totalmente preparados para essa nova realidade. Os nossos clientes, felizmente, tiveram uma curva de aprendizado muito curta para fazer essa transição com menos impacto possível”, destaca.

Além da integração, a tecnologia também permite o monitoramento automático das etapas dos processos, oferecendo atualizações em tempo real sobre registros, exigências e liberações de cargas.

Gestão estratégica e controle financeiro

A Sigraweb também incorpora ferramentas de gestão administrativa e financeira, com relatórios, indicadores de desempenho e controle de prazos e custos operacionais.

Com isso, o despachante aduaneiro passa a ter uma visão mais estratégica do negócio, acompanhando a produtividade da equipe e o andamento das operações em um único ambiente digital.

Transformação digital no comércio exterior

Com foco em eficiência, organização e redução de riscos operacionais, a plataforma se posiciona como uma solução voltada à modernização da gestão aduaneira no Brasil.

Ao combinar automação, integração tecnológica e inteligência de dados, a Sigraweb contribui para que despachantes aduaneiros atuem de forma mais ágil, segura e competitiva em um mercado cada vez mais dinâmico e digital.

TEXTO: Redação ReConecta News
IMAGEM: Giovana Santos/ReConecta News

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março

A balança comercial do Brasil apresentou superávit de US$ 2,2 bilhões na segunda semana de março de 2026, resultado impulsionado pelo volume de exportações superior ao de importações no período.

Entre os dias analisados, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 12,8 bilhões. As exportações totalizaram US$ 7,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 5,3 bilhões, garantindo o saldo positivo.

Acumulado do mês e do ano

No acumulado de março, o país registra exportações de US$ 14,7 bilhões e importações de US$ 10,8 bilhões. O saldo positivo chega a US$ 3,9 bilhões, com corrente de comércio de US$ 25,5 bilhões.

Já no acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 65,6 bilhões, frente a US$ 53,7 bilhões em importações. O superávit no ano alcança US$ 11,9 bilhões, enquanto a corrente de comércio atinge US$ 119,4 bilhões.

Desempenho em relação a 2025

Na comparação com março de 2025, houve retração nas médias diárias. As exportações caíram 2,7%, passando de US$ 1,512 bilhão para US$ 1,471 bilhão. Já as importações recuaram 1,9%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,083 bilhão.

A corrente de comércio também apresentou queda de 2,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A média diária ficou em US$ 2,554 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 386,72 milhões.

Exportações por setor

O desempenho dos setores exportadores foi desigual no período analisado. A Indústria Extrativa apresentou crescimento de 19,2%, com aumento médio diário de US$ 54,55 milhões.

Por outro lado, a Agropecuária registrou queda de 9,8%, enquanto a Indústria de Transformação teve recuo de 7,0% nas exportações.

Importações por setor

Nas importações, a Indústria Extrativa também teve destaque positivo, com alta de 17,1% na média diária.

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda de 21,3% nas compras externas, e a Indústria de Transformação registrou recuo de 2,2%.

Panorama geral

Os dados indicam uma leve desaceleração no comércio exterior brasileiro em relação ao ano anterior, apesar da manutenção do superávit comercial. O desempenho reforça a importância da balança comercial para o equilíbrio das contas externas do país.

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Comércio Exterior

Comércio Brasil–Irã: soja, milho e café fazem do país o principal parceiro latino-americano

O comércio entre Brasil e Irã concentra praticamente toda a relação econômica entre o país do Oriente Médio e a América Latina. Apesar de o intercâmbio regional ainda ser considerado limitado, o Brasil se destaca como o principal fornecedor de produtos agroindustriais para o mercado iraniano.

Enquanto as exportações iranianas para o continente são pequenas, o fluxo inverso é dominado por embarques brasileiros de soja, milho e outros alimentos, que abastecem parte importante da demanda do país asiático.

Segundo o diretor do Esade Center for Global Economy and Geopolitics (EsadeGeo), Ángel Saz Carranza, o comércio do Irã com a América Latina ainda tem pouca relevância no cenário global.

Dados indicam que, em 2024, o Irã exportou cerca de US$ 15,4 milhões para a América do Sul, sendo o Brasil o principal destino desses produtos. No sentido contrário, o país também lidera como fornecedor latino-americano ao mercado iraniano.

As relações diplomáticas entre Brasil e Irã existem desde 1903 e ganharam novos contornos com a presença do país asiático no BRICS, bloco que reúne economias emergentes.

Brasil lidera exportações de alimentos para o Irã

A pauta comercial do comércio bilateral Brasil–Irã é dominada pelo agronegócio. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Milho, responsável por cerca de 68% das vendas brasileiras
  • Soja, que representa aproximadamente 19,3% das exportações
  • Óleo e farelo de soja
  • Café
  • Açúcar
  • Carne bovina e carne de frango

No total, as exportações brasileiras para o Irã somam aproximadamente US$ 3 bilhões, valor que corresponde a cerca de 13% das importações iranianas.

No contexto regional, o Irã ocupa a posição de quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio.

Possíveis impactos de tensões geopolíticas

Especialistas apontam que eventuais conflitos envolvendo o Irã podem gerar efeitos indiretos para o Brasil. O professor de Relações Econômicas Internacionais da Universidade Santa Cecília, Francisco Américo Cassano, destaca que o país do Oriente Médio também é fornecedor de fertilizantes utilizados na agricultura brasileira.

Nesse cenário, uma escalada de tensões poderia afetar custos de produção agrícola ou alterar fluxos comerciais.

Outra possibilidade seria a necessidade de redirecionar exportações de soja e milho para outros mercados caso haja queda nas compras iranianas.

Mesmo assim, especialistas lembram que a participação do Irã nas vendas externas brasileiras ainda é relativamente pequena.

De acordo com análises do EsadeGeo, as exportações brasileiras destinadas ao Irã representam cerca de 0,85% do total das vendas externas do país.

Exportações do Irã para a América do Sul

Dados do Observatório de Complexidade Econômica (OEC) mostram que os principais destinos das exportações iranianas na América do Sul em 2024 foram:

  • Brasil: US$ 10,1 milhões
  • Chile: US$ 1,51 milhão
  • Peru: US$ 1,21 milhão
  • Argentina: US$ 988 mil
  • Equador: US$ 569 mil
  • Colômbia: US$ 545 mil
  • Bolívia: US$ 292 mil

No comércio global, o Irã exporta principalmente polímeros de etileno, minério de ferro e derivados químicos, além de produtos como frutas secas e gás liquefeito de petróleo (GLP).

Os principais parceiros comerciais do país em 2024 foram China, Turquia, Paquistão, Índia e Azerbaijão.

Relações políticas do Irã na América Latina

Além do comércio, o Irã mantém relações políticas estratégicas na América Latina, sobretudo com a Venezuela, considerada seu principal aliado regional.

Segundo a especialista em Relações Internacionais Carolina Pavese, países como Equador e Bolívia também já tiveram maior proximidade diplomática com Teerã, embora mudanças políticas internas tenham alterado essas conexões ao longo dos anos.

Ela ressalta que afinidades políticas nem sempre se refletem diretamente em maior volume de comércio internacional.

Petróleo pode ser principal canal de impacto econômico

Mesmo com o comércio regional limitado, a instabilidade no Oriente Médio pode afetar a América Latina por outros caminhos.

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito transportados no mundo.

Segundo análises econômicas, os efeitos na América Latina tendem a ser desiguais:

  • Países exportadores de petróleo podem se beneficiar de preços mais altos da commodity
  • Países importadores, especialmente no Caribe, podem enfrentar inflação maior e pressão nas contas externas

Além disso, períodos de instabilidade global costumam gerar volatilidade cambial, com maior risco de desvalorização para moedas consideradas mais frágeis.

Dados do governo brasileiro indicam ainda que, em 2025, o Brasil importou cerca de US$ 84 milhões em produtos iranianos, principalmente fertilizantes, que responderam por 79% das compras.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bloomberg Línea

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Comércio Exterior

Chile aumenta 52% a importação de carne bovina de Mato Grosso

O Chile se consolidou como um dos principais destinos da carne bovina de Mato Grosso ao registrar um aumento de 52,4% nas compras em janeiro de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. O volume passou de 2,7 mil toneladas para 4,2 mil toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Chile se aproxima de grandes compradores

O desempenho chileno posiciona o país logo atrás de gigantes como China (47,7 mil toneladas), Estados Unidos (4,4 mil toneladas) e Emirados Árabes Unidos (4,3 mil toneladas) no ranking de importadores da proteína mato-grossense.

Em 2025, o Chile adquiriu 47,7 mil toneladas de carne bovina de Mato Grosso, registrando um crescimento de 44,8% em relação a 2024, quando foram importadas 32,5 mil toneladas. Esse salto elevou o país sul-americano da sétima para a terceira posição entre os maiores compradores da produção estadual.

Padronização e logística para atender o mercado chileno

De acordo com o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o Chile valoriza cortes desossados e refrigerados, o que exige que os frigoríficos mato-grossenses realizem ajustes específicos no refilamento para atender aos padrões de consumo local.

A estrutura industrial consolidada do estado permite entregar produtos com padronização rigorosa e qualidade consistente, atributos apreciados pelo varejo chileno. O transporte terrestre eficiente facilita a logística e sustenta a competitividade da carne de Mato Grosso em mercados sul-americanos.

Estratégia de diversificação de mercados

O foco nos países vizinhos faz parte da estratégia estadual de diversificação de mercados, garantindo fluxo constante de produtos mesmo em períodos de oscilação nos preços internacionais. O Chile, por sua estabilidade e demanda contínua, oferece suporte importante para os pecuaristas locais, especialmente para cortes de maior valor agregado.

“O Chile é um mercado estratégico porque combina volume e facilidade logística. Os resultados mostram que estamos preparados para atender às exigências específicas dos consumidores”, afirma Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac.

O instituto ressalta ainda a importância de expandir a presença da carne mato-grossense na América do Sul, participando de feiras em países como Peru e Bolívia, mantendo o Chile como parceiro estável e confiável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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