Comércio Exterior

Rio Comex altera regras do ICMS e cria incentivo para fortalecer comércio exterior no Rio

O governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou a criação do Rio Comex, novo regime especial que modifica a cobrança de ICMS no comércio exterior e busca ampliar a competitividade logística fluminense.

A legislação foi sancionada e publicada no Diário Oficial na última quinta-feira (21), estabelecendo um conjunto de incentivos fiscais voltados à atração de investimentos e ao fortalecimento das operações de importação no estado.

Benefícios fiscais reduzem carga tributária

O programa prevê a concessão de crédito presumido de ICMS de até 70% nas operações interestaduais e de até 75% nas operações internas.

Na prática, o mecanismo pode reduzir de forma significativa a carga tributária efetiva, dependendo da atividade econômica beneficiada e da natureza das operações realizadas.

A medida integra a estratégia estadual para tornar o Rio mais competitivo diante de outros estados que já operam com regimes fiscais semelhantes no setor de comércio exterior.

Setores estratégicos estão entre os principais beneficiados

Segundo o governo estadual, o Rio Comex foi estruturado para estimular investimentos em segmentos considerados estratégicos para a economia fluminense.

Entre as áreas que devem ser impactadas estão:

  • eletrônicos;
  • medicamentos;
  • alimentos;
  • operações ligadas à cadeia de importação e exportação.

A expectativa é ampliar a circulação de mercadorias e impulsionar a utilização da infraestrutura logística do estado.

Portos e aeroportos devem ganhar competitividade

Outro objetivo central do programa é fortalecer a atividade portuária e aeroportuária fluminense.

Com a redução da carga tributária e a ampliação dos incentivos, o governo projeta aumento da movimentação em portos e aeroportos do Rio de Janeiro, favorecendo o fluxo logístico nacional e internacional.

A medida também deve estimular a instalação de novas empresas e centros de distribuição no estado.

Programa terá vigência até 2032

O regime especial terá validade até dezembro de 2032.

A estimativa do governo é de que, ao longo desse período, o Rio Comex contribua para a geração de empregos, expansão da atividade econômica e fortalecimento da posição estratégica do Rio no cenário nacional do comércio exterior.

A administração estadual destaca ainda que a iniciativa representa uma resposta à perda de competitividade observada nos últimos anos frente a unidades da federação que já adotam políticas fiscais agressivas para atrair operações logísticas.

FONTE: O Fluminense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Fluminense

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Comércio Exterior

China suspende frigoríficos brasileiros após detectar substância proibida em carne bovina

A China suspendeu as importações de carne bovina brasileira de três frigoríficos após identificar resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância vetada pelo país asiático em animais destinados ao abate. A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e já está em vigor.

Frigoríficos brasileiros afetados pela suspensão

As unidades desabilitadas para exportação ao mercado chinês pertencem às empresas:

  • JBS, em Pontes e Lacerda (MT);
  • PrimaFoods, localizada em Araguari (MG);
  • Frialto, em Matupá (MT).

Segundo registros do sistema chinês Ciferquery SingleWindow, utilizado para controle de empresas autorizadas a exportar alimentos ao país, a suspensão passou a valer na quarta-feira, dia 20.

Até a publicação da medida, as empresas e o Ministério da Agricultura não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.

China aponta presença de hormônio proibido

De acordo com informações encaminhadas ao governo brasileiro, o motivo da suspensão foi a detecção de resíduos hormonais em cargas de carne bovina exportadas pelas plantas frigoríficas.

O composto identificado, o acetato de medroxiprogesterona, é um hormônio sintético utilizado em medicamentos veterinários para controle reprodutivo de animais. No entanto, a legislação chinesa proíbe o uso da substância em animais de corte destinados ao consumo humano.

Governo brasileiro foi comunicado por Pequim

A decisão da autoridade sanitária chinesa foi comunicada ao Ministério da Agricultura por meio da adidância agrícola brasileira em Pequim. O aviso foi enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), responsável pelo acompanhamento sanitário das exportações.

Apesar disso, as suspensões ainda não haviam sido registradas no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF) até a divulgação do caso.

Número de frigoríficos suspensos sobe para quatro

Com a nova medida, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros impedidos de exportar carne bovina para a China por suspeita de presença da substância proibida.

Em abril, o país asiático já havia suspendido as compras da Frigosul, localizada em Várzea Grande (MT), após a identificação do mesmo composto em um lote de carne bovina congelada desossada.

A China é atualmente um dos principais destinos da carne bovina brasileira, e decisões sanitárias como essa costumam gerar impacto direto no setor exportador e no agronegócio nacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mattes/Wikimedia Commons

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Comércio Exterior

China libera frigoríficos brasileiros e retoma importação de carne bovina

A China voltou a autorizar a importação de carne bovina brasileira produzida por três frigoríficos que estavam suspensos desde março de 2025. A decisão reabre espaço para exportações ao principal mercado consumidor do produto no exterior.

Segundo o Ministério da Agricultura, a medida foi anunciada após reunião entre o ministro André de Paula e representantes da Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC), em Pequim.

Frigoríficos retomam acesso ao mercado chinês

Com a nova liberação, três unidades brasileiras voltam a ficar habilitadas para exportar carne bovina para a China. As empresas autorizadas são:

  • Frisa Frigorífico Rio Doce, em Nanuque (MG);
  • Bon-Mart Frigorífico, em Presidente Prudente (SP);
  • JBS S/A, em Mozarlândia (GO).

A atualização já aparece na plataforma oficial de registro de empresas exportadoras da China, conhecida como Cifer. A retomada das importações passou a valer oficialmente em 19 de maio.

Suspensão ocorreu após auditorias sanitárias

Os frigoríficos estavam impedidos de vender ao mercado chinês desde março do ano passado. Na época, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes informou que a suspensão ocorreu após auditorias remotas realizadas pelas autoridades chinesas.

As inspeções identificaram inconsistências relacionadas aos requisitos exigidos pela China para o cadastro de estabelecimentos estrangeiros aptos a exportar produtos de origem animal.

Brasil amplia presença nas exportações de carne

Atualmente, 66 frigoríficos brasileiros possuem autorização para exportar carne bovina brasileira ao mercado chinês, conforme dados da GACC.

Durante o encontro em Pequim, autoridades sanitárias da China também comunicaram o início da certificação eletrônica para produtos cárneos a partir do próximo mês. A medida deve modernizar processos e agilizar operações comerciais entre os dois países.

A China segue como um dos principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, especialmente no setor de exportação de carne bovina.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

Comércio exterior ganha novas vagas gratuitas de qualificação em SP, RJ e MG

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Senac, abriu uma nova etapa do Programa Raízes Comex, iniciativa voltada à formação profissional em comércio exterior com foco na inclusão e diversidade. As primeiras turmas começam no dia 25 de maio em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ao todo, serão disponibilizadas 160 vagas gratuitas para o curso de Assistente de Serviços de Comércio Exterior nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Uberlândia.

Programa prioriza inclusão de pessoas negras

O projeto é direcionado prioritariamente para pessoas negras (pretas e pardas), jovens a partir de 16 anos e estudantes matriculados, no mínimo, no 2º ano do Ensino Médio.

A iniciativa integra a estratégia do governo federal de ampliar o acesso à qualificação profissional em áreas ligadas ao comércio internacional, fortalecendo a inserção de novos talentos em um setor considerado estratégico para a economia brasileira.

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o crescimento do comércio exterior precisa caminhar junto com políticas de inclusão e diversidade.

De acordo com ela, o Programa Raízes Comex busca ampliar oportunidades profissionais e contribuir para tornar as empresas mais inovadoras e preparadas para os desafios do mercado global.

Cursos começam em Campinas e avançam para outras cidades

As primeiras turmas terão início em Campinas (SP). Em seguida, os cursos serão realizados na capital paulista e no Rio de Janeiro. Já Uberlândia (MG) receberá as atividades a partir de junho.

Novas turmas também estão previstas para o final de maio nas cidades já contempladas pelo programa.

As inscrições já estão abertas para os interessados.

Raízes Comex busca ampliar diversidade no setor

Criado pelo MDIC, o Programa Raízes Comex tem como objetivo promover maior inclusão no setor de comércio exterior, conectando capacitação profissional, geração de emprego e diversidade.

A iniciativa prioriza estudantes da rede pública, jovens e pessoas negras, ampliando o acesso à formação em áreas como logística internacional, exportação, negócios internacionais e serviços ligados ao comércio exterior.

Além da formação gratuita, o programa busca fortalecer a presença de novos profissionais em segmentos estratégicos da economia, contribuindo para ampliar a diversidade dentro das empresas e do mercado internacional.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik/Magnific

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Comércio Exterior

Licitação da Hidrovia Paraná-Paraguai acumula denúncias, impasses e questionamentos ambientais

A concessão da Vía Navegable Troncal (VNT), principal corredor logístico das exportações argentinas, se transformou em um processo marcado por polêmicas, suspeitas de irregularidades e disputas judiciais. O que inicialmente buscava definir a nova administração da hidrovia acabou evoluindo para um cenário de instabilidade política, técnica e ambiental que ainda gera incertezas no setor portuário argentino.

Governo assumiu controle temporário da hidrovia em 2021

O atual modelo de gestão da hidrovia começou em 2021, após o fim do contrato privado que administrava o sistema.

Por meio do Decreto 427/2021, o governo argentino transferiu para a então Administração Geral de Portos (AGP) a responsabilidade temporária pela operação da hidrovia. A estatal passou a coordenar serviços de dragagem, manutenção e sinalização da rota fluvial até a definição de uma nova concessão definitiva.

Primeira licitação fracassou por falta de concorrência

Ainda em 2021, a AGP lançou a Licitação Pública 13/2021 para conceder a modernização e operação integral da VNT.

No entanto, o processo enfrentou dificuldades logo nas etapas iniciais. Em março de 2022, o governo de Alberto Fernández cancelou a concorrência após apenas uma empresa conseguir avançar na fase de pré-qualificação.

A decisão foi tomada sob o argumento de ausência de competitividade suficiente entre os participantes.

Procuradoria começou a apontar irregularidades

Após o fracasso da primeira tentativa, a Procuradoria de Investigações Administrativas (PIA) passou a acompanhar o processo mais de perto.

Os pareceres emitidos pelo órgão identificaram possíveis inconsistências nos editais e alertaram para problemas relacionados às regras estabelecidas para a licitação.

Novo processo em 2024 reacendeu polêmicas

Com a hidrovia ainda sob gestão estatal, o governo argentino iniciou uma nova tentativa de concessão internacional em 2024.

O modelo previa novamente a contratação dos serviços de operação, sinalização e dragagem da hidrovia Paraná-Paraguai. Porém, o novo processo voltou a gerar críticas.

Empresas interessadas passaram a denunciar possíveis favorecimentos à companhia que já executava as obras de dragagem no canal navegável.

Além das reclamações do setor empresarial, parlamentares, especialistas e entidades ambientais também apresentaram questionamentos sobre as condições previstas nos editais.

Órgãos de controle apontaram falta de transparência

Em meio às críticas, a PIA reforçou os alertas sobre o processo licitatório.

O órgão afirmou que havia “irregularidades sérias e evidentes” e indicou que determinadas cláusulas poderiam comprometer princípios básicos de transparência, igualdade entre concorrentes e livre competição nas contratações públicas.

Apesar disso, a licitação avançou até a abertura das propostas. Mais uma vez, porém, apenas uma empresa apresentou oferta.

Diante do novo fracasso, a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPyN) anulou a licitação em fevereiro de 2025.

ANPyN assumiu nova fase da concessão

Paralelamente ao cancelamento, o governo promoveu uma reorganização institucional no setor portuário.

No início de 2025, foi criada oficialmente a ANPyN, responsável por absorver as atribuições relacionadas à gestão portuária e das vias navegáveis da Argentina.

O órgão passou então a conduzir um novo modelo de licitação para a VNT.

Audiência pública ambiental gerou novos conflitos

Na tentativa de ampliar a participação social, a ANPyN promoveu entre outubro e novembro de 2025 uma audiência pública ambiental para discutir os impactos da concessão.

O debate reuniu empresários, representantes provinciais, ambientalistas, acadêmicos e comunidades locais. Mais de 240 participantes se inscreveram para apresentar manifestações.

Entretanto, a audiência acabou marcada por fortes críticas.

Participantes questionaram excesso de documentos técnicos

Um dos principais pontos contestados foi o volume de informações disponibilizadas pela agência reguladora.

Segundo os participantes, mais de 9 mil páginas técnicas foram divulgadas em dezenas de arquivos digitais, dificultando a análise adequada dentro dos prazos estabelecidos.

Também houve reclamações sobre a ausência de estudos ambientais atualizados, falta de análises hidrossedimentológicas e pouca participação efetiva de comunidades ribeirinhas e povos originários.

Defensoria alertou para risco à participação popular

A Defensoria do Povo da Nação chegou a afirmar que o processo poderia comprometer o direito à participação cidadã previsto no Acordo de Escazú e na legislação ambiental argentina.

Mesmo diante das críticas, a ANPyN decidiu seguir adiante com uma nova licitação internacional.

Três empresas participaram da nova concorrência

Antes da publicação definitiva dos editais, o órgão abriu período de consultas públicas com participação de empresas, entidades empresariais e organizações civis.

Entre os participantes estiveram Jan de Nul, DEME, União Industrial Argentina, Câmara Naviera Argentina e entidades ambientalistas.

A Licitação Pública Nacional e Internacional 1/2025 foi oficialmente aberta e, em fevereiro de 2026, três empresas apresentaram propostas: Jan de Nul NV, DEME e DTA Engenharia LTDA.

Após a análise técnica, a ANPyN classificou a Jan de Nul em primeiro lugar, seguida pela DEME. A empresa brasileira DTA Engenharia acabou desclassificada.

Novo parecer reacendeu crise na licitação

Quando o processo parecia próximo da conclusão, um novo parecer da PIA trouxe novamente questionamentos sobre a licitação.

O documento, enviado ao procurador federal Guillermo Marijuan em maio de 2026, criticou especialmente a condução da audiência pública ambiental organizada pela ANPyN.

Segundo a Procuradoria, o órgão teria realizado apenas um cumprimento formal das exigências previstas no Acordo de Escazú, sem garantir participação efetiva da sociedade.

O parecer apontou que o excesso de documentação, os prazos reduzidos e a ausência de respostas objetivas às críticas comprometeram o acesso à informação ambiental e a participação pública.

Futuro da hidrovia segue cercado de incertezas

A concessão da Vía Navegable Troncal continua envolvida em denúncias, suspeitas e disputas judiciais, ampliando a insegurança sobre uma das decisões mais estratégicas para o comércio exterior argentino.

Enquanto o governo tenta avançar com a nova concessão, cresce a percepção de que interesses econômicos estariam acelerando o processo sem um debate mais aprofundado sobre os impactos ambientais, sociais e logísticos da medida.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul–União Europeia impulsiona primeiras operações com cotas tarifárias no Brasil

O Brasil registrou as primeiras movimentações comerciais com uso das cotas tarifárias previstas no Acordo Mercosul–União Europeia, em vigor desde 1º de maio de 2026. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já autorizou oito licenças de exportação e seis de importação envolvendo produtos beneficiados pelo tratado.

Exportações brasileiras já contam com tarifas reduzidas

Entre as operações liberadas até 10 de maio estão embarques de carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça. Em alguns casos, como aves desossadas e a bebida brasileira, os produtos entram no mercado europeu com tarifa zero, desde que respeitados os limites das cotas estabelecidas.

A carne bovina brasileira também passou a ter condições mais vantajosas para acesso à União Europeia. A tradicional Cota Hilton, que anteriormente aplicava taxa de 20% sobre cortes nobres exportados pelo Brasil, agora opera sem cobrança tarifária.

Além disso, o acordo criou uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul. Antes da vigência do tratado, exportações fora da Cota Hilton enfrentavam cobrança de 12,8% mais € 304,10 por 100 kg. Com as novas regras, a tarifa intracota caiu para 7,5%.

Importações incluem chocolates, tomates e queijos europeus

No fluxo de importações, as licenças emitidas contemplam produtos como chocolates, tomates e queijos vindos da União Europeia.

Para os queijos, já houve redução inicial da tarifa de importação, que passou de 28% para 25,2% dentro das preferências negociadas no acordo comercial. Já produtos como chocolate e tomate terão cortes tarifários graduais a partir de 2027. Neste primeiro ano de vigência, chamado de “ano zero”, permanecem as alíquotas atualmente aplicadas.

Portarias regulamentam uso das cotas tarifárias

As operações comerciais foram regulamentadas pelas Portarias Secex nº 491 e nº 492, publicadas em 1º de maio. As medidas definem os procedimentos necessários para utilização das cotas tarifárias entre Mercosul e União Europeia.

Posteriormente, as normas receberam atualizações por meio das Portarias nº 494 e nº 495, que ajustaram critérios técnicos e regras para administração das cotas comerciais.

Maior parte do comércio já opera sem limites quantitativos

Segundo o governo federal, grande parte das trocas comerciais entre os dois blocos já ocorre com redução ou eliminação de tarifas, sem necessidade de utilização de cotas.

Atualmente, mais de 5 mil linhas tarifárias — equivalentes a 54,3% do universo tarifário — já possuem tarifa zero para entrada de produtos brasileiros na União Europeia. No Mercosul, 1.152 linhas tarifárias, cerca de 11% do total, também passaram a operar com tarifa zero para mercadorias europeias.

Para acessar os benefícios previstos no acordo, empresas precisam apenas seguir os procedimentos tradicionais de comércio exterior e comprovar a origem dos produtos conforme as regras negociadas.

Portal Único Siscomex já opera plenamente

Nos casos de produtos sujeitos às cotas tarifárias — que representam aproximadamente 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações —, os operadores devem cumprir etapas específicas de licenciamento e certificação no Portal Único Siscomex.

De acordo com o MDIC, todo o sistema já está preparado para receber, processar e emitir licenças relacionadas às cotas do Acordo Mercosul–União Europeia, garantindo maior previsibilidade e segurança às operações de comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior, Eventos

Global Trade Summit SC 2026 começa nesta quarta-feira (13) com debates sobre o futuro do comércio exterior

O setor de comércio exterior brasileiro volta os olhos para Global Trade Summit SC 2026, que começa nesta quarta-feira (13), em Balneário Camboriú, no Expocentro Júlio Tedesco. Serão três dias de programação voltada às transformações do mercado internacional, reunindo especialistas, autoridades e empresas ligadas ao segmento.

Com o tema “Novas Rotas, Novas Conexões”, o encontro se consolida como um dos principais fóruns de discussão sobre comércio exterior no Brasil, promovendo networking, atualização profissional e troca de experiências estratégicas.

A programação do Global Trade Summit inclui painéis e palestras sobre temas considerados centrais para a competitividade das empresas brasileiras no mercado global. Entre os assuntos em destaque estão infraestrutura logística, reforma tributária, internacionalização de negócios, sustentabilidade, tecnologia aplicada ao setor, DUIMP e desafios regulatórios.

A edição de 2026 também amplia as discussões sobre inovação e produtividade, abordando tópicos como Comex 4.0, gerenciamento de riscos, conectividade logística, corredor bioceânico, OEA 2.0 e transformação digital nas operações de comércio exterior.

A abertura oficial do evento, no dia 13 de maio, será exclusiva para convidados e também marcará os 30 anos do Núcleo de Comércio Exterior da ACII. A cerimônia contará com representantes da Receita Federal, lideranças empresariais e instituições estratégicas ligadas ao setor.

Entre os destaques da noite está a palestra “A Voz que Move Mercados: Comunicação de Alto Impacto na Era do Comércio Sem Fronteiras”, ministrada pelo jornalista Calebe Moreno. A apresentação abordará a importância da comunicação estratégica nas relações comerciais globais e no fortalecimento das conexões internacionais.

Integração entre empresas e instituições fortalece o setor

De acordo com Daise Santos, coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior da ACII, o evento reforça a necessidade de integração entre empresas, entidades e poder público para impulsionar o comércio exterior brasileiro. “O Global Trade Summit SC chega à sua quarta edição consolidado como um espaço de conexão, atualização e construção de soluções. Mais do que discutir tendências, o evento promove diálogos que impactam diretamente o futuro do setor”, destaca.

Do dia 13 ao dia 15 de maio, o público terá acesso a uma programação técnica intensa, conduzida por especialistas da Receita Federal, representantes de portos estratégicos, órgãos anuentes, entidades empresariais e profissionais referência no mercado de comércio exterior.

O Global Trade Summit é um evento da Associação Comercial de Itajaí, organizado pelo Núcleo de Cmércio Exterior.

Desconto para parceiros ReConecta News

Até está terça-feira (12) parceiros ReConecta News tem 20% de desconto no ingresso do evento. Basta acessar o site oficial e aplicar o cupom RECONECTAGT. Mas é preciso atenção aos prazos: o benefício é válido somente até o dia 12/05 e os ingressos são limitados. Após essa data, as entradas passam a ser comercializadas pelo valor integral do lote disponível. Uma oportunidade para garantir presença em um dos principais encontros de comércio exterior, inovação e negócios globais do país com mais economia.

Ingressos e a programação completa podem ser acessados pelo site: https://globaltradesummit.com.br/

Fonte: Assessoria do Global Trade Summit SC 2026.

Texto: Redação

Imagens: Divulgação / ReConecta News

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Comércio Exterior

China amplia tarifa zero para países africanos e reforça influência econômica no continente

A China ampliou sua política de tarifa zero para praticamente todo o continente africano, em uma medida que fortalece os laços comerciais e amplia a presença econômica chinesa na África. A decisão passou a valer em 1º de maio e beneficia os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Pequim.

O programa, anunciado pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado chinês, seguirá em vigor até abril de 2028.

Medida amplia programa anterior voltado aos países mais pobres

Antes da ampliação, o benefício atendia apenas 33 países africanos considerados de menor desenvolvimento econômico, política adotada desde dezembro de 2024.

Agora, outros 20 países passaram a ter acesso às mesmas condições comerciais no mercado chinês.

A única exceção é o Reino de Essuatíni, que não mantém relações diplomáticas com a República Popular da China.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, Pequim pretende negociar um acordo de parceria econômica com os países africanos para transformar o benefício em uma política permanente.

Política chinesa contrasta com tarifas impostas pelos EUA

A decisão da China ocorre em meio ao endurecimento da política comercial dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Desde abril de 2025, os EUA passaram a aplicar tarifas sobre produtos africanos, em alguns casos chegando a 50%, como ocorreu com exportações do Lesoto.

As medidas provocaram impactos em setores industriais africanos, incluindo demissões e cancelamentos de contratos de exportação.

Tarifa zero beneficia commodities africanas

A política chinesa abrange praticamente todos os produtos exportados pelos países africanos, incluindo café, cacau, petróleo e minérios.

Para parte das commodities agrícolas consideradas estratégicas pelo governo chinês, como cereais, açúcar e algodão, a isenção tarifária funciona dentro de limites de importação previamente estabelecidos.

Após o volume máximo ser atingido, voltam a valer as tarifas tradicionais. O modelo busca evitar dependência excessiva de importações em setores considerados essenciais pela China.

Lideranças africanas destacam ausência de exigências políticas

Em entrevista ao Brasil de Fato, o secretário-geral da Organização Revolucionária para a Nova Democracia do Níger, Mamane Sani Adamou, afirmou que a política chinesa se diferencia do modelo ocidental por não impor condicionantes políticas aos acordos comerciais.

Segundo ele, negociações com potências ocidentais frequentemente incluem exigências ligadas ao FMI e ao Banco Mundial, afetando a autonomia econômica dos países africanos.

Adamou afirmou que a relação com a China ocorre sem interferência direta sobre políticas internas ou gestão econômica dos países parceiros.

Relação China-África é vista como alternativa ao modelo ocidental

O secretário-geral do Movimento Socialista de Gana, Kwesi Pratt, também destacou diferenças entre o modelo chinês e o adotado historicamente por países ocidentais.

Segundo Pratt, as relações econômicas promovidas por instituições ocidentais ajudaram a perpetuar estruturas de dependência e desigualdade no continente africano ao longo de décadas.

Para os líderes entrevistados, a cooperação com a China representa uma oportunidade de fortalecimento econômico e industrialização para os países africanos.

África busca industrialização e transferência de tecnologia

Apesar da ampliação das vantagens tarifárias, lideranças africanas defendem que o continente precisa avançar além da exportação de matérias-primas.

Adamou afirmou que a prioridade é ampliar a industrialização local e agregar valor aos recursos produzidos na África.

Entre as propostas defendidas está o fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota, projeto liderado pela China voltado à infraestrutura e integração comercial global.

O dirigente defende ainda a transferência de tecnologia e a instalação de indústrias chinesas no continente africano.

Déficit comercial com China segue elevado

Mesmo com a expansão das relações comerciais, a África mantém déficit na balança comercial com a China.

Dados da Agência Ecofin apontam que o déficit africano com os chineses chegou a US$ 102 bilhões em 2025, alta de 64,5% em relação ao ano anterior.

As exportações chinesas para o continente somaram US$ 225 bilhões, enquanto as importações africanas pela China ficaram em US$ 123 bilhões.

Atualmente, os países africanos exportam principalmente petróleo, cobre, cobalto e outras commodities, enquanto importam produtos industrializados chineses.

Lideranças defendem unidade africana

Kwesi Pratt afirmou que a África precisa ampliar sua integração política e econômica para negociar em melhores condições com potências globais.

Segundo ele, o continente ainda sofre os efeitos da divisão territorial estabelecida durante a Conferência de Berlim, que definiu fronteiras africanas durante o período colonial europeu.

O dirigente destacou que o fortalecimento do pan-africanismo e da cooperação regional será fundamental para ampliar os benefícios das relações econômicas com a China e outros parceiros internacionais.

FONTE: ICL Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mauro Ramos/Brasil de Fato

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Comércio Exterior

Fróes Trade fortalece conexões e destaca soluções end-to-end na Intermodal South America 2026

A participação da Fróes Trade na Intermodal South America 2026 reforçou o posicionamento da empresa como uma das referências em soluções integradas para comércio exterior — e, mais do que isso, evidenciou o valor da experiência vivida ao longo dos dias de evento. Parceira do ReConecta News, a empresa apostou no relacionamento próximo com clientes e parceiros como estratégia central.

Pela segunda vez como expositora, a Fróes Trade chegou à Intermodal com um objetivo claro: fortalecer vínculos e ampliar conexões. O estande se tornou um espaço de troca, onde clientes puderam entender, na prática, como a empresa atua e quais soluções podem ser aplicadas em seus negócios. 

Soluções completas e novidades apresentadas

Durante o evento, a empresa deu destaque ao seu modelo “end to end”, que integra todas as etapas da operação de comércio exterior. Desde o desenvolvimento de fornecedores e produtos até a liberação aduaneira, câmbio e distribuição, a Fróes Trade apresentou ao público uma estrutura pensada para simplificar processos e reduzir custos. “A ideia foi explicar como funciona o serviço de uma trading, mostrar o que conseguimos agregar em termos de eficiência e economia. Temos muito conhecimento para compartilhar nesses 23 anos de atuação”, destacou o CEO.

Outro diferencial apresentado é o acompanhamento completo das operações por meio de um focal point dedicado, garantindo mais controle e proximidade ao cliente em Outro diferencial apresentado é o acompanhamento completo das operações por meio de um focal point dedicado, garantindo mais controle e proximidade ao cliente em todas as fases do processo, além de soluções que envolvem benefícios como drawback e entreposto aduaneiro.

Conexões que impulsionam resultados

A experiência na Intermodal também foi marcada pela intensidade do networking. Inserida em um ambiente que reúne toda a cadeia logística, a Fróes Trade aproveitou o momento para estreitar laços com parceiros estratégicos e ampliar sua rede de contatos. 

A presença da Fróes Trade na Intermodal 2026, com o apoio do ReConecta News, reforça a importância de estar inserido em ecossistemas que promovem conexões qualificadas. Em um mercado global cada vez mais dinâmico, experiências como essa mostram que relacionamento, inovação e integração de soluções são fatores decisivos para gerar resultados concretos no comércio internacional.

Sobre a Fróes Trade

A Fróes Trade é uma empresa especializada em comércio exterior que atua conectando negócios ao mercado internacional por meio de soluções completas de importação e exportação. Com mais de duas décadas de experiência, a empresa oferece um modelo integrado que engloba desde a busca e desenvolvimento de fornecedores até a negociação internacional, gestão logística, documental e aduaneira, garantindo mais eficiência, segurança e competitividade para seus clientes. 

Além disso, a Fróes Trade se posiciona como gestora única das operações, coordenando toda a cadeia logística e oferecendo assessoria estratégica personalizada. Seu foco está em simplificar processos, reduzir custos e transformar o comércio internacional em uma oportunidade real de crescimento para empresas de diferentes segmentos.

SAIBA MAIS: https://froes.com.br/ 

Sobre a Intermodal

A Intermodal South America é o principal evento de logística, transporte de cargas, tecnologia e comércio exterior da América Latina. Em 2026, a feira ocorreu entre os dias 14 e 16 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo, marcando sua 30ª edição. 

O evento reuniu mais de 700 marcas nacionais e internacionais de toda a cadeia logística. Ao todo, 50.655 visitantes participaram da edição de 2026, superando os números do ano anterior. O público foi considerado mais qualificado, com foco em decisões e parcerias comerciais. A feira consolidou seu papel como vitrine de tendências e networking do setor.

Para 2027, a expectativa é de crescimento, com destaque para intralogística e equipamentos. A próxima edição da Intermodal South America está prevista para acontecer nos dias 13 a 15 abril de 2027, novamente em São Paulo.  

TEXTO: RECONECTA NEWS

IMAGENS: GIOVANA SANTOS

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