Comércio Exterior

BRICS amplia comércio global com liderança da China e papel estratégico do Brasil

O comércio entre os países do BRICS alcançou a marca de US$ 1 trilhão em 2025, consolidando o grupo como uma das principais forças do comércio global. Com crescimento médio anual de 4,75% nos últimos cinco anos, o bloco já representa cerca de 39,7% do PIB mundial.

Outro destaque é o avanço das transações em moedas nacionais, que já respondem por mais de 67% das operações comerciais internas, reduzindo a dependência do dólar e fortalecendo a integração econômica entre os membros.

China lidera fluxo comercial e concentra 70% das transações

A China se mantém como o principal motor econômico do BRICS, concentrando aproximadamente 70% do comércio dentro do bloco. O país atua como eixo central das trocas, sendo simultaneamente o maior comprador e fornecedor de produtos.

Enquanto importa grandes volumes de matérias-primas, energia e alimentos, a China exporta bens industriais, tecnologia e equipamentos, organizando os fluxos comerciais entre os países membros.

Esse papel estratégico transforma o país em um verdadeiro articulador da dinâmica econômica do grupo.

Brasil se consolida como fornecedor de commodities

O Brasil ocupa posição de destaque como fornecedor de commodities agrícolas e minerais dentro do BRICS. Em 2024, o país respondeu por cerca de 36% das exportações do bloco, ficando atrás apenas da China.

Entre os principais produtos exportados estão:

  • Minério de ferro
  • Soja
  • Petróleo bruto
  • Açúcar

Além disso, o Brasil mantém uma relação complementar com a Rússia, de quem importa grandes volumes de fertilizantes, essenciais para a produção agrícola nacional.

Uso de moedas locais avança e reduz dependência do dólar

A adoção crescente de moedas nacionais no comércio internacional é uma das transformações mais relevantes dentro do BRICS. Transações em yuan, rupia e rublo vêm ganhando espaço, impulsionadas por acordos firmados em encontros recentes do bloco.

Entre os próximos passos em քննարկ estão:

  • Criação de um sistema próprio de pagamentos (BRICS Bridge)
  • Uso de moedas digitais em transações comerciais
  • Fortalecimento da cooperação econômica Sul-Sul

Essas iniciativas buscam ampliar a autonomia financeira do grupo.

Desafios logísticos e ausência de integração formal

Apesar do crescimento expressivo, o BRICS enfrenta obstáculos estruturais. A distância geográfica entre os países aumenta os custos da logística internacional, enquanto a ausência de um acordo formal de livre comércio limita a integração plena.

Para contornar essas barreiras, o bloco aposta em projetos estratégicos, como:

  • Corredores logísticos internacionais
  • Rotas marítimas alternativas
  • Digitalização de प्रक्रimentos aduaneiros

Essas ações visam tornar o fluxo comercial mais ágil e eficiente.

Novas iniciativas podem ampliar influência global

Entre as propostas em discussão está a criação de uma bolsa de grãos do BRICS, que pode evoluir para uma plataforma global de commodities. A medida busca aumentar a transparência de preços e reduzir a volatilidade do mercado.

Outra frente é a possibilidade de formação de zonas de livre comércio dentro do bloco, o que pode reduzir tarifas e estimular o intercâmbio entre os países.

BRICS redefine o equilíbrio do comércio mundial

Com participação relevante na produção global de petróleo, matérias-primas e recursos minerais, o BRICS amplia sua influência no cenário internacional.

O volume crescente de comércio intra-bloco, aliado à liderança da China e ao papel estratégico do Brasil, indica uma transformação em curso no sistema econômico global.

Embora desafios persistam, o avanço do grupo sinaliza uma mudança estrutural nas relações comerciais internacionais, com impacto direto na dinâmica da economia mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior

Estreito de Ormuz: controle do Irã se fortalece e pressiona mercados globais de energia

Após um mês de confrontos no Oriente Médio, o Irã consolidou sua influência sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo. Apesar dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos iranianos, analistas apontam que Teerã alcançou uma vantagem relevante ao ampliar o controle sobre o fluxo de navios na região.

Dados recentes indicam uma redução drástica na movimentação de embarcações. Em março, apenas cerca de seis navios por dia cruzaram o estreito, número muito inferior à média habitual de aproximadamente 135 travessias diárias.

A maior parte dos petroleiros que conseguiram deixar a região — cerca de 80% — tem ligação direta com o Irã ou com países aliados. Esse cenário reforça a influência iraniana sobre a circulação marítima em uma rota essencial para o comércio global de petróleo.

Atualmente, praticamente todas as embarcações que transitam pelo estreito seguem trajetos próximos à costa iraniana e, em muitos casos, dependem de autorização prévia para garantir passagem segura. Relatos do setor indicam que navios vêm sendo solicitados a fornecer informações detalhadas, como carga e tripulação, além de possíveis taxas. O governo iraniano também estuda formalizar esse controle por meio de um pedágio oficial, o que institucionalizaria práticas já observadas no mercado.

Impactos geopolíticos e legais

O controle do Estreito de Ormuz levanta questionamentos sobre o cumprimento do direito marítimo internacional. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) prevê livre trânsito em rotas estratégicas, mas nem Irã nem Estados Unidos ratificaram formalmente o acordo.

A soberania sobre a região, inclusive, integra as condições apresentadas por Teerã em negociações com Washington.

Pressão sobre exportações e cadeias de energia

Enquanto diversos países enfrentam dificuldades para escoar petróleo, o Irã mantém suas exportações em alta. Em março, o país exportou cerca de 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para o fluxo direcionado à China.

Em contraste, produtores como Iraque e Arábia Saudita registraram quedas expressivas nas exportações, impactados pelas restrições logísticas e pelo acúmulo de estoques.

O efeito no mercado internacional foi imediato. O petróleo Brent acumulou valorização próxima de 60% no mês, refletindo a instabilidade e o risco na região.

Diante desse cenário, grandes importadores como Índia, Turquia e Paquistão buscaram negociações diretas com o Irã para liberar cargas e reduzir pressões no abastecimento energético.

Seguros, fretes e incerteza no setor marítimo

O ambiente de risco também elevou significativamente os custos operacionais. Seguradoras passaram a classificar o Oriente Médio como zona de guerra, elevando os prêmios para transporte marítimo — que chegaram a até 10% do valor das embarcações no caso de Ormuz.

Além disso, rotas alternativas e novos indicadores de frete começaram a surgir, refletindo a necessidade de adaptação rápida por parte de traders, armadores e operadores logísticos.

Novo cenário mesmo após a guerra

Embora a proposta de pedágio possa indicar uma tentativa de normalização do tráfego, especialistas avaliam que o cenário dificilmente retornará ao padrão anterior, mesmo com um eventual cessar-fogo.

A combinação de riscos geopolíticos, sanções e mudanças estruturais no transporte marítimo sugere uma nova dinâmica para o comércio global de energia.

Fonte: Bloomberg

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Comércio entre América Latina e África ganha força e abre novas rotas logísticas

O comércio entre América Latina e África vem ganhando destaque como alternativa estratégica diante das recentes crises que afetam rotas tradicionais. A movimentação reflete um esforço conjunto para ampliar parcerias e reduzir vulnerabilidades no cenário global. Nesse contexto, o setor logístico intensifica a busca por novos corredores marítimos, embora ainda enfrente entraves importantes relacionados à infraestrutura.

Diversificação de mercados reduz dependência externa

A instabilidade econômica internacional tem levado países a diversificar parceiros comerciais. Com isso, portos localizados no Atlântico Sul assumem papel central na expansão do intercâmbio entre os continentes. O aumento do fluxo de mercadorias reforça a importância da cooperação sul-sul, que contribui para diminuir a dependência de mercados já saturados.

Ao mesmo tempo, a logística transatlântica ainda carece de conexões mais diretas. Atualmente, grande parte das cargas precisa passar por portos na Europa ou na América do Norte, o que encarece e prolonga as operações. A criação de rotas diretas entre América Latina e África surge, portanto, como solução para reduzir custos e aumentar a eficiência. Diante disso, empresas de navegação estudam a implementação de serviços regulares permanentes.

Transporte de carga e segurança alimentar em foco

A ampliação do comércio também está diretamente ligada à segurança alimentar, fator que impulsiona a troca de produtos agrícolas e minerais entre as regiões. Apesar do potencial, a ausência de portos com grande capacidade de calado ainda representa um desafio relevante.

Nesse cenário, investimentos em infraestrutura portuária, especialmente em terminais africanos, despontam como oportunidades estratégicas para viabilizar o crescimento sustentável das operações logísticas.

Crescimento regional depende de eficiência operacional

O fortalecimento do comércio entre América Latina e África tende a aumentar a resiliência das cadeias logísticas. Paralelamente, governos avançam em acordos aduaneiros com o objetivo de simplificar processos e reduzir burocracias.

A diversificação comercial se consolida, assim, como um dos principais pilares para o crescimento econômico das regiões. Já a eficiência operacional deverá ser determinante para garantir competitividade e sucesso nas novas rotas.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Recintos alfandegados: Nota Coana nº 32/2026 define regras de acesso e capacitação

A publicação da Nota Coana nº 32/2026 traz novos esclarecimentos sobre o acesso a recintos alfandegados, além de detalhar critérios para credenciamento e exigências de capacitação aduaneira. O documento orienta empresas e profissionais que atuam no comércio exterior quanto às condições para ingresso e permanência nesses espaços.

Curso aduaneiro será exigido de forma gradual

Entre os principais pontos, a norma estabelece a obrigatoriedade do curso básico de conhecimentos aduaneiros. No entanto, essa exigência só passará a valer após a disponibilização oficial dos materiais e diretrizes pela Coordenação-Geral de Administração Aduaneira.

Até que isso ocorra, o cumprimento do requisito não será cobrado. A previsão é que os conteúdos iniciais sejam liberados no começo de abril, com foco inicial nos recintos alfandegados localizados em aeroportos. Para outras unidades, um cronograma específico ainda será divulgado.

Regras de transição e flexibilização

A normativa também prevê ajustes para facilitar a adaptação às novas exigências. O responsável pela unidade da Receita Federal com jurisdição sobre o recinto poderá flexibilizar ou até dispensar o curso em situações excepcionais, desde que haja justificativa baseada na realidade operacional.

Além disso, servidores públicos e agentes de órgãos intervenientes poderão solicitar dispensa formal da capacitação.

Nos casos de credenciamentos realizados antes da nova portaria, poderá ser concedido um período de transição. A medida busca garantir a continuidade das operações enquanto os profissionais se adequam às novas regras.

Responsabilidades e possíveis penalidades

A execução e gestão do curso aduaneiro ficarão sob responsabilidade dos administradores dos recintos, em conjunto com a Receita Federal local, seguindo as orientações da Coana.

O descumprimento das regras pode resultar em sanções, como advertências e até suspensão do credenciamento em casos de reincidência, conforme a legislação vigente.

Mais controle e eficiência no comércio exterior

A iniciativa reforça o processo de padronização dos procedimentos em recintos alfandegados e amplia os mecanismos de controle. A expectativa é que as medidas elevem o nível de segurança, qualificação profissional e eficiência nas operações de comércio exterior no país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Comércio Exterior

Movimentação de contêineres cresce mais de 22% nos portos do Sul em janeiro de 2026

A movimentação de contêineres nos portos do Sul do Brasil apresentou forte expansão em janeiro de 2026, com crescimento de 22,3% na comparação anual. O volume atingiu 4,9 milhões de toneladas, respondendo por mais de um terço de toda a carga movimentada no período.

No total, os portos da região registraram 13,9 milhões de toneladas no mês. Apesar de uma leve oscilação no volume geral, o desempenho positivo das cargas conteinerizadas — de maior valor agregado — foi determinante para o resultado.

Economia aquecida e infraestrutura impulsionam desempenho

O avanço da logística portuária reflete o aquecimento da economia brasileira e os investimentos realizados no setor. Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o crescimento está ligado ao aumento da circulação de produtos industrializados e à maior inserção do país nas cadeias globais.

De acordo com ele, a expansão das operações portuárias indica mais eficiência, capacidade e competitividade, fatores essenciais para sustentar o desenvolvimento econômico.

Crescimento reforça comércio exterior e cadeias globais

O aumento da movimentação de contêineres também sinaliza maior fluxo de insumos, bens de consumo e mercadorias industrializadas. Esse tipo de carga está diretamente associado ao fortalecimento do comércio exterior brasileiro e à integração logística internacional.

Além disso, houve avanço nas operações de navegação: o transporte de longo curso cresceu 7,2%, enquanto a cabotagem teve alta de 3,7%, evidenciando maior dinamismo nas rotas marítimas.

Principais portos lideram movimentação no Sul

Entre os complexos portuários, o Porto de Paranaguá (PR) liderou a movimentação entre os portos públicos, com 4,7 milhões de toneladas em janeiro. Na sequência aparece o Porto de Rio Grande (RS), com 1,9 milhão de toneladas.

Terminais privados também tiveram papel relevante no desempenho regional. Estruturas como o Porto Itapoá (SC) e a Portonave, em Navegantes (SC), ampliam a capacidade logística e fortalecem a competitividade dos portos do Sul do Brasil.

Entre outras cargas relevantes, destacaram-se petróleo e derivados, com 2,5 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,3 milhão de toneladas — insumos estratégicos para a indústria e o agronegócio.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência logística

Os resultados refletem um ciclo recente de investimentos em infraestrutura portuária. No Porto de Paranaguá, obras como a ampliação do calado e serviços contínuos de dragagem já permitem a operação de navios de maior porte, aumentando a produtividade e reduzindo custos logísticos.

Outro projeto importante é a concessão do canal de acesso, que prevê investimentos de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos. A iniciativa deve ampliar o calado para até 15,5 metros, elevando a capacidade operacional do terminal.

Além disso, o projeto do Moegão promete aumentar em cerca de 60% a capacidade ferroviária do porto, otimizando o escoamento de cargas.

No Rio Grande do Sul, o arrendamento do terminal POA26, no Porto de Porto Alegre, também deve impulsionar a movimentação e atrair novos aportes, contribuindo para o crescimento da logística no Sul do Brasil nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Comércio Exterior

China flexibiliza regras para exportação de soja brasileira com presença de sementes de plantas daninhas

A China anunciou uma flexibilização nas regras para a presença de sementes de plantas daninhas em soja importada do Brasil, poucos dias depois de grandes empresas do setor reportarem interrupções e até suspensões de embarques devido a mudanças nas inspeções de cargas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.

A medida foi detalhada em documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, publicado no sistema eletrônico do governo federal. O texto menciona reunião com autoridades chinesas, na qual foi reconhecido que “não é possível garantir a ausência absoluta de sementes de plantas daninhas na soja, devido às características da produção”.

Flexibilidade nas exportações de soja brasileira

Segundo o documento, “as autoridades chinesas compreenderam e aceitaram que o critério de tolerância zero para a presença de plantas daninhas não será aplicado às cargas de soja importadas do Brasil destinadas ao consumo doméstico para processamento industrial”.

Ainda de acordo com a SDA, “como ainda não existe parâmetro numérico oficial de tolerância, a abordagem será baseada em avaliação de risco e em medidas de mitigação adequadas ao destino do produto, ficando o nível de tolerância sujeito a discussões bilaterais entre autoridades chinesas e brasileiras”.

Diálogo e protocolo sanitário específico

Uma delegação do Ministério da Agricultura do Brasil está na China nesta semana para tratar do assunto. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em 17 de março que o país apresentará uma proposta para estabelecer um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.

Com a flexibilização acordada, o documento da SDA permite que a certificação de embarcações seja realizada mesmo quando os laudos laboratoriais confirmarem a presença de sementes de plantas daninhas, desde que outros requisitos sejam cumpridos, como ausência de sementes tratadas e insetos vivos, até que um nível de tolerância formal seja estabelecido.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Proinde

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Comércio Exterior

Petróleo dispara e tensão no Estreito de Ormuz derruba bolsas asiáticas

A escalada de tensão no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais nesta segunda-feira (23). A proximidade do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã garanta a livre navegação no Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e pressionou as bolsas asiáticas.

O barril do Brent superou US$ 113, com alta superior a 1%, enquanto índices importantes da Ásia fecharam em forte queda. O Nikkei 225, do Japão, recuou 3,5%, e o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 6,5%.

Prazo dos EUA aumenta risco de conflito

No sábado, Donald Trump deu um ultimato de 48 horas para que o Irã reabra o estreito “sem ameaças”. Caso contrário, prometeu ataques diretos contra instalações energéticas iranianas. O prazo termina às 20h44 desta segunda-feira (horário de Brasília).

Teerã reagiu afirmando que responderá a qualquer ofensiva contra sua infraestrutura. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que poderá fechar completamente o estreito caso haja ataques, mantendo o bloqueio até a reconstrução de suas usinas.

Mercado em alerta e risco de escalada

Analistas acompanham com cautela os desdobramentos. Segundo Simon Flowers, da Wood Mackenzie, o mercado aguarda para saber se as ameaças serão concretizadas.

A expectativa é de que um eventual ataque dos EUA provoque uma reação em cadeia, ampliando o conflito e atingindo infraestruturas estratégicas na região — cenário que já vem sendo observado nos últimos dias.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Em condições normais, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente passam pelo local.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o preço da energia e o comércio internacional, elevando o risco de inflação e instabilidade econômica global.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, conversou com Donald Trump no domingo. Segundo o governo britânico, ambos destacaram a importância da reabertura do estreito para garantir a estabilidade do mercado energético.

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu alerta global para cidadãos americanos, citando riscos de ataques a instalações diplomáticas e interrupções em viagens internacionais.

Novos ataques elevam tensão na região

Relatos recentes indicam novos episódios de violência no Oriente Médio. Um navio cargueiro registrou explosão próxima à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto países como Arábia Saudita e Emirados afirmam ter interceptado ataques.

Em Israel, mais de 160 pessoas ficaram feridas após ataques iranianos no fim de semana, atingindo áreas próximas a instalações sensíveis. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não há evidências de danos nucleares ou aumento de radiação.

Autoridades iranianas também indicaram possíveis medidas adicionais, como a taxação de navios que cruzam o estreito e ataques a infraestruturas energéticas ligadas aos EUA na região.

O país afirma que prioriza a via diplomática, mas condiciona qualquer avanço ao fim das ofensivas militares contra seu território.

Fonte: BBC

Texto: Redação

Imagem: Reprodução BBC / Reuters

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Comércio Exterior

Comércio exterior da Malásia supera €630 bilhões em 2025 e abre oportunidades para Europa

A Malásia registrou um recorde histórico no comércio exterior em 2025, ao ultrapassar a marca de €630 bilhões (RM3,061 trilhões) pela primeira vez. O volume total atingiu cerca de €631,7 bilhões, representando um crescimento de 6,3% em relação ao ano anterior.

Exportações e importações batem recordes

O desempenho foi impulsionado por exportações recordes, que chegaram a €331,7 bilhões, enquanto as importações somaram €300,3 bilhões. O resultado gerou um superávit comercial de aproximadamente €31,3 bilhões.

Com isso, o país alcança o 28º ano consecutivo com saldo positivo na balança comercial, mantendo uma trajetória consistente desde 1998.

Resiliência diante de desafios globais

Mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas, reorganização das cadeias de suprimentos e aumento do protecionismo internacional, a Malásia demonstrou resiliência econômica.

O país tem ampliado sua participação em cadeias globais de valor, especialmente em setores de alta tecnologia, reforçando sua posição estratégica no comércio internacional.

Parceria estratégica com Europa e França

Os números reforçam a relevância da Malásia como parceira confiável para a União Europeia e a França, principalmente no fornecimento industrial e na diversificação de cadeias produtivas.

Em 2025, o comércio entre Malásia e União Europeia atingiu cerca de €47,1 bilhões. Já as exportações malaias para o bloco europeu cresceram pelo segundo ano consecutivo, somando €26,7 bilhões.

Segundo autoridades, o país se destaca como um parceiro capaz de garantir fornecimento de alta qualidade e fomentar cooperação industrial de longo prazo.

Indústria e tecnologia lideram crescimento

O avanço das exportações foi puxado principalmente pelos produtos manufaturados, que representaram 86,4% do total exportado.

O setor de eletrônicos e semicondutores segue como o principal destaque, com vendas estimadas em €146,9 bilhões. A demanda global por inteligência artificial, automação e tecnologias avançadas impulsionou esse crescimento.

Esse cenário posiciona a Malásia como um elo importante nas cadeias globais, capaz de atender à demanda europeia por componentes, equipamentos e produtos de alto valor agregado.

Acordos comerciais ampliam competitividade

A atratividade do país também é reforçada por sua ampla rede de acordos internacionais. Atualmente, a Malásia possui 17 acordos de livre comércio (FTAs) em vigor.

Em 2025, o comércio com parceiros desses acordos ultrapassou €413,8 bilhões pela primeira vez, fortalecendo o acesso a mercados, a diversificação comercial e a resiliência das cadeias de suprimentos.

Promoção de negócios e novas oportunidades

A agência de promoção comercial da Malásia em Paris continuará incentivando negócios por meio de feiras internacionais, missões empresariais e programas de conexão entre compradores e fornecedores.

A expectativa é que o desempenho robusto do comércio exterior se traduza em novas oportunidades concretas para empresas da Malásia, França e demais países europeus.

FONTE: ESM Magazine
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ESM Magazine

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Comércio Exterior

Brasil e Peru firmam acordo para ampliar cooperação aduaneira e fortalecer comércio exterior

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, cumpriu agenda oficial em Lima, no Peru, onde formalizou um Memorando de Entendimento (MoU) com o superintendente da administração tributária peruana, Javier Eduardo Franco Castillo. O objetivo do acordo é intensificar a cooperação aduaneira entre Brasil e Peru, ampliando mecanismos conjuntos de atuação.

O documento estabelece diretrizes para fortalecer o intercâmbio de informações, promover assistência mútua, incentivar treinamentos e viabilizar operações integradas. A iniciativa também prevê o compartilhamento de boas práticas voltadas ao controle aduaneiro, ao combate de ilícitos e à facilitação do comércio exterior.

Rota estratégica Brasil–Peru ganha destaque

A formalização do acordo ocorre em meio ao avanço da rota logística que conecta o Brasil ao Porto de Chancay, no Peru — considerado um novo ponto estratégico para acesso ao mercado asiático. O corredor, inserido no chamado quadrante Rondon, vem sendo analisado como alternativa para impulsionar a competitividade brasileira no eixo Ásia-Pacífico.

Levantamento recente da Receita Federal indica que o fortalecimento de instrumentos como o MoU é fundamental para garantir maior eficiência na operação da rota. Entre os pontos destacados estão:

  • interoperabilidade de sistemas aduaneiros;
  • harmonização de procedimentos internacionais;
  • segurança e agilidade no comércio exterior;
  • integração operacional entre aduanas de fronteira.

Esses fatores devem contribuir para um ambiente mais seguro e eficiente no fluxo comercial entre os países.

Cooperação aduaneira mais ampla e estruturada

O memorando firmado cria bases permanentes para a atuação conjunta entre as administrações aduaneiras dos dois países. Entre as principais ações previstas estão:

  • troca de informações para prevenção e repressão de ilícitos;
  • realização de treinamentos e capacitações bilaterais;
  • compartilhamento de técnicas e experiências;
  • possibilidade de operações conjuntas em fronteiras terrestres, fluviais e aéreas;
  • definição de canais diretos de comunicação entre as autoridades.

O acordo também reforça compromissos internacionais já assumidos, alinhando-se a padrões globais de segurança e facilitação do comércio.

Agenda institucional e articulação com o governo peruano

Durante a visita oficial, a comitiva brasileira participou de reuniões com representantes de diferentes órgãos do governo peruano, incluindo setores ligados às relações exteriores, comércio, infraestrutura e sanidade. Os encontros tiveram como foco ampliar a integração e alinhar estratégias para o desenvolvimento logístico regional.

Impactos para o Brasil no cenário internacional

Com a consolidação do Porto de Chancay como hub logístico no Pacífico, o Brasil busca se antecipar com medidas que garantam maior eficiência e segurança nas operações comerciais. O novo acordo deve trazer benefícios como:

  • mais segurança jurídica no comércio bilateral;
  • fortalecimento da fronteira Brasil–Peru;
  • preparação para o aumento do fluxo no corredor bioceânico amazônico;
  • maior inserção nas rotas comerciais com a Ásia.

A iniciativa representa um passo estratégico para ampliar a presença brasileira no comércio internacional e diversificar suas rotas de exportação.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Comércio Exterior

Grécia se destaca como hub logístico estratégico para exportações do Mercosul à Europa Oriental

Enquanto muitas pequenas e médias empresas do Mercosul concentram suas operações nos tradicionais portos de países como Espanha e Alemanha, a Grécia surge como uma alternativa eficiente e menos congestionada para acessar mercados em expansão na Europa Central e Oriental.

A preferência histórica por destinos como a Península Ibérica, impulsionada por afinidades culturais e linguísticas, começa a dar lugar a uma visão mais estratégica. Em meio às negociações e perspectivas do acordo entre União Europeia e Mercosul, cresce o interesse por rotas logísticas mais ágeis — e é nesse cenário que a Grécia ganha protagonismo.

Grécia: de destino turístico a plataforma logística

Deixando de lado sua imagem exclusivamente turística, a Grécia vem se consolidando como um importante hub logístico internacional. Para empresas que buscam alcançar não apenas a União Europeia, mas também mercados emergentes do Leste Europeu, o país oferece vantagens competitivas relevantes.

Porto do Pireu impulsiona conectividade

Um dos principais ativos logísticos do país é o Porto do Pireu, que passou por modernizações e hoje figura entre os mais movimentados do Mediterrâneo.

Para exportadores do Mercosul, isso significa:

  • Conectividade multimodal: integração eficiente com redes ferroviárias e rodoviárias que ligam diretamente a países como Bulgária, Romênia, Sérvia e Macedônia do Norte;
  • Menor congestionamento: alternativa aos saturados portos do norte da Europa, evitando gargalos logísticos comuns em rotas tradicionais.

Acordo UE-Mercosul amplia vantagens competitivas

Embora o debate sobre o acordo frequentemente destaque países como França e Espanha, a Grécia também se beneficia das condições tarifárias do tratado.

O diferencial está no custo operacional mais baixo e em um ambiente de negócios mais acessível. Estabelecer uma base logística ou comercial no país tende a ser mais econômico do que nos principais centros da Europa Ocidental.

Além disso, a cultura comercial grega, com forte tradição de negócios nos Bálcãs e no Oriente Médio, facilita a criação de conexões estratégicas para empresas do Mercosul.

Oportunidades além das commodities

A Grécia não se limita à importação de matérias-primas. Há espaço para diversificação, especialmente em setores como:

  • Agroindústria e alimentos processados: possibilidade de importar insumos do Mercosul, processar sob normas europeias e redistribuir para o Leste Europeu;
  • Saúde e biotecnologia: demanda crescente impulsionada pelo envelhecimento populacional na região.

Estratégias para entrar no mercado grego

Empresas interessadas em explorar esse mercado podem adotar algumas estratégias práticas:

Priorize parceiros logísticos

Buscar um distribuidor logístico local pode ser mais eficiente do que vender diretamente a mercados finais. A cidade de Salônica, por exemplo, é um importante centro logístico nos Bálcãs, com acesso rápido a diversas capitais europeias.

Atenção às normas europeias

Apesar de processos iniciais menos burocráticos, é essencial cumprir rigorosamente as normas fitossanitárias da União Europeia. Uma vez aprovado, o produto pode circular livremente entre os países do bloco.

Invista em sustentabilidade

Com o avanço da agenda verde na Europa, certificações como neutralidade de carbono e comércio justo podem agregar valor e permitir preços mais competitivos.

Grécia como porta de entrada estratégica

A visão de que a Europa começa no oeste do continente vem sendo revisada. A Grécia se posiciona como uma alternativa estratégica para empresas que desejam evitar mercados saturados e aproveitar o crescimento econômico do Leste Europeu.

Ao compreender esse cenário e estruturar uma estratégia adequada, empresas do Mercosul podem ampliar sua presença internacional de forma mais eficiente e competitiva.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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