Agronegócio

Safra agrícola de 2025 mais que dobra produção de 2012, aponta IBGE

A safra agrícola de 2025 alcançou um novo patamar histórico no Brasil, superando em mais de duas vezes o volume registrado em 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção estimada chega a 346,1 milhões de toneladas, consolidando um crescimento expressivo do setor ao longo dos últimos 13 anos.

Produção cresce acima de 18% em um ano

De acordo com o IBGE, a safra de 2025 representa um avanço de 18,2% em relação a 2024. Na comparação com 2012, quando o país colheu 162 milhões de toneladas, o aumento acumulado é de 113,6%, evidenciando ganhos significativos de produtividade nas lavouras brasileiras.

Área plantada avança em ritmo menor

Apesar do salto na produção, a área plantada cresceu de forma mais moderada no período. Em 2012, o Brasil cultivava 48,9 milhões de hectares. Em 2025, esse número passou para 81,6 milhões de hectares, uma expansão de 66,8%, percentual bem inferior ao crescimento do volume colhido.

O descompasso entre produção e área reforça o papel da tecnologia agrícola, do manejo eficiente e da inovação no campo como motores do aumento de produtividade.

Pesquisa e tecnologia impulsionam produtividade

Para o gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, os resultados refletem investimentos contínuos em pesquisa agropecuária. Segundo ele, o avanço é resultado de “anos de trabalho de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diferentes biomas brasileiros”.

Essas inovações permitiram maior rendimento por hectare, mesmo sem expansão proporcional das áreas cultivadas.

Soja, milho e algodão lideram o recorde

O desempenho recorde da safra de grãos de 2025 foi impulsionado principalmente pelas culturas de soja, milho e algodão, beneficiadas por condições climáticas favoráveis ao longo do ano. Outras lavouras também apresentaram resultados positivos, como o café canephora e o sorgo, contribuindo para o resultado global.

O cenário confirma a força do agronegócio brasileiro e o avanço estrutural da produção agrícola, sustentado por tecnologia, pesquisa e adaptação às condições climáticas.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

China deve seguir importando carne bovina brasileira em 2026, aponta Santander

Mesmo com a adoção de cotas e tarifas sobre a carne bovina importada, a China deve continuar recorrendo ao mercado externo nos próximos anos. A avaliação é do banco Santander, que vê um cenário estruturalmente favorável às exportações — especialmente para a carne bovina brasileira, que mantém forte competitividade internacional.

A análise consta em relatório assinado pelos analistas Guilherme Palhares e Laura Hirata, divulgado nesta quarta-feira (14).

Rebanho menor e consumo em alta pressionam oferta interna

Segundo o Santander, o rebanho bovino chinês vem diminuindo de forma estrutural. O movimento é atribuído ao aumento do abate de fêmeas, fator que compromete a reposição dos animais e limita a produção local.

Em paralelo, o consumo de carne bovina na China segue em trajetória de crescimento, ampliando a necessidade de importações para equilibrar o mercado.

“Mesmo com tarifas, o diferencial de preços entre o mercado doméstico e os fornecedores externos tende a sustentar a demanda por carne importada”, destacam os analistas.

Cotas de importação não alteram cenário-base

No fim de 2025, a China anunciou a aplicação de tarifas adicionais de 55% sobre importações de carne bovina de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem os limites estabelecidos.

De acordo com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM), a cota total prevista para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas. O Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático, ficará com 41,1% desse volume, o equivalente a 1,1 milhão de toneladas.

Para o Santander, a medida não altera a perspectiva de demanda chinesa firme ao longo de 2026.

Preço competitivo favorece carne bovina brasileira

Um dos principais diferenciais do Brasil está no custo da arroba, estimado em cerca de US$ 4 por quilo. O valor é inferior ao observado nos Estados Unidos e na Austrália, onde gira em torno de US$ 5/kg, além de ficar abaixo do preço médio de importação da China (US$ 5,5/kg) e do valor praticado no atacado chinês (US$ 9/kg).

Esse cenário beneficia exportadores sul-americanos mais competitivos, como Brasil, Argentina e Austrália.

China lidera compras de carne bovina do Brasil

Em 2025, a China manteve a posição de principal destino da carne bovina brasileira, com 1,7 milhão de toneladas importadas e movimentação financeira de US$ 8,90 bilhões. Os números representam altas de 25,5% em volume e 48,3% em valor na comparação com 2024.

Minerva Foods segue bem posicionada

Dentro desse contexto, empresas com forte exposição ao mercado chinês, como a Minerva Foods, tendem a continuar se beneficiando, segundo o relatório.

A companhia é citada como um dos principais fornecedores de carne bovina para a China, apoiada por sua presença diversificada na América do Sul.

Ações da Minerva: avaliação do Santander

O Santander manteve recomendação neutra para as ações da Minerva, com preço-alvo de R$ 6,80, o que representa potencial de valorização de 26,8% frente à cotação de R$ 5,36 registrada em 13 de janeiro de 2026.

De acordo com o banco, o papel negocia a 5,2 vezes o EV/EBITDA projetado para 2026, nível considerado justo diante da visibilidade limitada para expansão de margens e dos riscos regulatórios e sanitários.

Riscos e perspectivas para o setor

Os analistas apontam dois fatores de atenção para a Minerva:

  • Incertezas na alocação das cotas chinesas de importação;
  • Possibilidade de sanções sanitárias que afetem plantas brasileiras habilitadas.

Ainda assim, o relatório ressalta que a carne bovina representa uma fatia relativamente pequena do consumo total de proteínas na China, mercado amplamente dominado pela carne suína. Esse espaço abre oportunidades de crescimento, impulsionadas pela sofisticação do consumo urbano e por mudanças nos hábitos alimentares da população.

Mesmo diante dos desafios, a Minerva segue vista como uma empresa altamente competitiva no mercado global, com maior resiliência a choques pontuais graças à sua diversificação geográfica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro registra recorde histórico de exportações em 2025 e alcança superávit de US$ 149 bilhões

O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com o maior resultado já registrado em vendas externas. As exportações do agro somaram US$ 169,2 bilhões, alta de 3% na comparação com 2024, quando o setor havia exportado US$ 164,3 bilhões. O desempenho garantiu ao segmento participação de 48,5% das exportações totais do Brasil no ano.

O avanço foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,6% no volume exportado, movimento que compensou a leve retração de 0,6% nos preços médios internacionais.

Estratégia de diversificação impulsiona desempenho do agro

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o resultado recorde reflete a atuação coordenada do governo federal, envolvendo o Mapa, o Itamaraty, o MDIC e a ApexBrasil, com foco na diversificação de produtos e mercados. O ministro também destacou a capacidade produtiva do campo brasileiro, que conseguiu abastecer o mercado interno e exportar excedentes, contribuindo para o controle de preços, geração de empregos e crescimento econômico, com base em uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável.

Importações crescem, mas superávit segue elevado

As importações agropecuárias totalizaram US$ 20,2 bilhões em 2025, crescimento de 4,4% frente ao ano anterior. Com isso, a corrente de comércio do agronegócio alcançou US$ 189,4 bilhões. O saldo da balança comercial do agro fechou o ano com superávit expressivo de US$ 149,07 bilhões.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, as exportações do agronegócio chegaram a US$ 14 bilhões, o maior valor já registrado para o mês, com crescimento de 19,8% em relação a dezembro de 2024. As importações somaram US$ 1,62 bilhão, resultando em superávit mensal de US$ 12,38 bilhões.

Abertura de mercados fortalece presença internacional

Em 2025, o Brasil alcançou a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023. De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, essas aberturas já geraram cerca de US$ 4 bilhões em receitas cambiais adicionais, sem considerar ampliações de acesso já existentes. A diversificação de destinos permitiu ao setor enfrentar desafios do cenário global, como barreiras tarifárias, casos de influenza aviária e queda de preços de algumas commodities.

Safra recorde garante excedentes exportáveis

A safra de grãos 2024/2025 atingiu 352,2 milhões de toneladas, crescimento de 17% sobre o ciclo anterior. Na pecuária, a produção de carnes bovina, suína e de frango também alcançou níveis históricos, assegurando excedentes para exportação sem comprometer o abastecimento interno.

Principais destinos das exportações agropecuárias

A China manteve a liderança como maior compradora do agro brasileiro, com US$ 55,3 bilhões em aquisições, equivalente a 32,7% do total exportado e crescimento de 11%. A União Europeia aparece em seguida, com US$ 25,2 bilhões (+8,6%), enquanto os Estados Unidos somaram US$ 11,4 bilhões, registrando queda de 5,6%.

Outros mercados ampliaram significativamente suas compras, como Paquistão, Argentina, Filipinas, Bangladesh, Reino Unido e México.

Soja, carnes e café lideram a pauta exportadora

A soja em grãos seguiu como principal produto exportado, com US$ 43,5 bilhões em receitas e volume recorde de 108,2 milhões de toneladas. A carne bovina também bateu recorde, alcançando US$ 17,9 bilhões, com crescimento de quase 40% em valor e abertura de 11 novos mercados.

A carne suína registrou aumento de 19,6% em valor e colocou o Brasil, pela primeira vez, como terceiro maior exportador mundial. Já a carne de frango teve leve avanço no volume exportado, mesmo após um ano marcado por restrições sanitárias.

O café brasileiro apresentou forte valorização, com crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais elevados. Também se destacaram as exportações de frutas, pescados e produtos não tradicionais.

Produtos não tradicionais ganham espaço e batem recordes

Itens fora do grupo principal de commodities tiveram crescimento expressivo em 2025. Entre os destaques estão gergelim, miudezas bovinas, DDG de milho, feijões, pimenta, amendoim, óleo de amendoim, melões frescos e castanha de caju, muitos deles com recordes históricos de valor e volume exportado.

Iniciativas ampliam acesso do produtor ao mercado externo

Ferramentas como AgroInsight, Passaporte Agro e Caravanas do Agro Exportador fortaleceram o apoio ao exportador brasileiro. Lançado em janeiro de 2025, o AgroInsight já mapeou mais de 800 oportunidades de negócios em 38 países, contribuindo para ampliar a presença do agronegócio brasileiro no comércio internacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Tegram movimenta 13,5 milhões de toneladas de grãos em 2025 no Porto do Itaqui

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) encerrou 2025 com a movimentação de 13,5 milhões de toneladas de grãos pelo Porto do Itaqui, em São Luís. O volume foi exportado em 202 navios, conforme dados do Consórcio Tegram-Itaqui, consolidando o terminal como um dos principais corredores do Arco Norte.

Soja lidera embarques para Ásia e Europa

Do total movimentado, 11,7 milhões de toneladas corresponderam à soja, enquanto o milho respondeu por 1,8 milhão de toneladas. As cargas tiveram como principais destinos os mercados da Ásia e da Europa, reforçando a relevância do Itaqui na logística de exportação do agronegócio brasileiro.

Expansão prevê aumento de capacidade e novo berço

A administração do terminal projeta uma ampliação significativa da capacidade operacional nos próximos anos. Atualmente, o Tegram está apto a movimentar até 15 milhões de toneladas por ano, mas o plano de expansão prevê um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas anuais com a implantação da terceira fase do projeto.

A iniciativa inclui a construção de um terceiro berço de atracação, com investimento estimado em R$ 1,161 bilhão, ampliando a eficiência e a capacidade de atendimento à demanda crescente por escoamento de grãos.

Demanda acompanha crescimento da safra nacional

A ampliação está alinhada ao avanço da produção agrícola no país. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra de 354,8 milhões de toneladas em 2025/2026, o que deve intensificar a necessidade de infraestrutura logística robusta, especialmente nos portos do Norte e Nordeste.

Estrutura logística reforça papel estratégico

Atualmente, o Tegram opera com quatro armazéns, que totalizam 500 mil toneladas de capacidade estática, além de moegas rodoviárias capazes de receber mais de 900 caminhões por dia. O terminal também conta com duas moegas ferroviárias, com capacidade para descarregar quatro vagões simultaneamente.

Importância para o Arco Norte

O presidente do Consórcio Tegram-Itaqui, Marcos Pepe Bertoni, destacou que a infraestrutura foi planejada para acompanhar o crescimento do fluxo de grãos pelo Arco Norte, especialmente das regiões Centro-Oeste e Nordeste. Para ele, os números de 2025 confirmam o papel estratégico do terminal.

“O grande volume exportado neste ano demonstra que o Tegram ocupa uma posição estratégica na cadeia do agronegócio brasileiro”, afirmou.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TEGRAM

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Agronegócio

Saída das tradings da Moratória da Soja reforça o Código Florestal, avalia Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) considerou uma “decisão justa” o anúncio de que grandes tradings deixarão a Moratória da Soja. Para a entidade, o movimento marca o fim de um ciclo de interferência privada que, segundo a federação, se sobrepunha à legislação brasileira, recolocando o Código Florestal como referência legal exclusiva para a produção agropecuária no país.

Fim de pactos privados sobre a lei nacional

Na avaliação da Famato, a saída das empresas do acordo privado confirma a posição defendida há anos pelo setor produtivo de Mato Grosso e por instituições locais. A federação sustenta que compromissos firmados entre empresas não têm legitimidade para impor regras sobre o uso da terra nem para desconsiderar licenças ambientais concedidas pelo Estado.

Para a entidade, a produção rural que cumpre a legislação ambiental vigente não pode ser alvo de sanções comerciais baseadas em critérios paralelos à lei brasileira.

Decisões institucionais fortaleceram o desfecho

A federação atribui o atual cenário a uma articulação institucional envolvendo a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Governo do Estado, além de recentes posicionamentos do CADE e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos destaques é a lei estadual nº 12.709/2024, que prevê a retirada de incentivos fiscais de empresas que imponham restrições comerciais a produtores que atuam dentro da legalidade. Segundo a Famato, a norma ajudou a reequilibrar as relações entre o poder público, o setor produtivo e o mercado.

Restauração da ordem jurídica no campo

Para a entidade, recursos públicos devem ser destinados exclusivamente ao desenvolvimento regional, e não utilizados para sustentar iniciativas que, na visão da federação, ferem o direito de propriedade.

Em nota oficial, a Famato afirma que cai o argumento de que mecanismos privados de monitoramento seriam mais eficientes do que a fiscalização ambiental do Estado. A federação defende que produtores licenciados, que respeitam a reserva legal e cumprem todas as exigências ambientais, não podem sofrer punições comerciais.

Setor produtivo segue em alerta

Apesar de considerar a decisão um avanço relevante, a Famato afirma que continuará atenta para evitar que antigas restrições sejam mantidas de forma indireta. O receio é que critérios subjetivos de compra ou políticas internas das empresas reproduzam, na prática, os efeitos da Moratória da Soja.

A federação reforça que não aceitará o retorno das limitações sob rótulos como “compliance ambiental” ou barreiras comerciais invisíveis, e defende que a transparência seja a base das relações entre produtores e compradores neste novo momento.

Produção e sustentabilidade caminham juntas

Ao concluir o posicionamento, a Famato destaca que Mato Grosso demonstra ser possível conciliar liderança na produção mundial de alimentos com sustentabilidade ambiental, sem a necessidade de imposições externas ao ordenamento jurídico brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Famato

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Agronegócio

Gigantes do agro deixam a Moratória da Soja após avanço de lei em Mato Grosso

As grandes tradings do agronegócio comunicaram oficialmente sua saída da Moratória da Soja, acordo ambiental que restringe a comercialização do grão em áreas desmatadas da Amazônia Legal. A mudança ficou evidente com a retirada da logomarca da Abiove do Grupo de Trabalho da Soja, conforme atualização no site do pacto.

Saída ocorre após entrada em vigor de lei estadual

A decisão ocorre em meio à vigência da Lei nº 12.709/2024, que autoriza o Governo de Mato Grosso a retirar incentivos fiscais de empresas que aderirem à moratória. A norma passou a valer em 1º de janeiro de 2026 e alterou o equilíbrio econômico para as companhias signatárias.

Procurada, a Abiove não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

Aprosoja MT comemora decisão das tradings

Em nota divulgada nesta segunda-feira (5), a Aprosoja Mato Grosso confirmou que grandes empresas do setor formalizaram sua saída do acordo junto a organizações da sociedade civil. Para a entidade, o movimento representa “uma vitória dos produtores de soja”, que, segundo a associação, vinham sendo prejudicados por um acordo privado considerado incompatível com a legislação ambiental brasileira.

A Aprosoja também destacou que decisões do STF e a atuação do Cade reforçam o entendimento de que a moratória é “assimétrica” e penaliza produtores que cumprem o Código Florestal.

O que é a Moratória da Soja

Criada em 2006 pela Abiove e pela Anec, a Moratória da Soja proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008. Ao longo dos anos, o pacto passou a ser alvo de críticas de produtores e autoridades estaduais, que apontam restrições indevidas ao uso da terra.

Impacto econômico em Mato Grosso e outros estados

Segundo a Aprosoja MT, a moratória gera prejuízos a cerca de 85 municípios mato-grossenses, afetando aproximadamente 2,7 milhões de hectares e retirando mais de R$ 20 bilhões da economia regional. Além de Mato Grosso, o acordo alcança áreas produtivas do Acre, Amapá, Maranhão, Pará, Rondônia e Roraima.

O governo estadual sustenta que o Código Ambiental brasileiro já estabelece regras claras para o desmatamento e que a lei local busca conciliar competitividade econômica e sustentabilidade.

Mato Grosso lidera produção e exportação de soja

Maior produtor de soja do país, Mato Grosso colheu 50,8 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo o Imea. Para 2025/26, a estimativa é de 47,1 milhões de toneladas, cultivadas em 13 milhões de hectares.

As exportações da safra 2024/25 devem alcançar 31,4 milhões de toneladas. Até novembro, o estado enviou soja para 33 países, totalizando 31,12 milhões de toneladas, com a China como principal destino, responsável por 21,9 milhões de toneladas, conforme dados da Secex.

STF e Cade intensificam debate sobre a moratória

O tema ganhou força em 2025 com decisões do Supremo Tribunal Federal. Em dezembro de 2024, o ministro Flávio Dino suspendeu inicialmente a lei estadual, mas em abril de 2025 restabeleceu o artigo que permite o corte de incentivos fiscais às empresas signatárias da moratória, com efeitos a partir de 2026.

Em novembro, o STF reconheceu a autonomia de Mato Grosso para restringir benefícios fiscais, mas suspendeu temporariamente todos os processos sobre a constitucionalidade da moratória, após pedido da Abiove. A liminar segue em vigor enquanto o julgamento aguarda conclusão.

No Cade, o acordo também é analisado sob a ótica concorrencial. O órgão chegou a suspender os efeitos da moratória, investigou possível cartel de compra e mantém os processos paralisados enquanto o STF define o mérito da questão.

Críticas também ganharam espaço internacional

As críticas ao acordo extrapolaram o Judiciário e chegaram ao Congresso Nacional e a fóruns internacionais. No XIII Fórum de Lisboa, lideranças políticas e do setor produtivo classificaram a moratória como uma ameaça à segurança alimentar global.

Durante o evento, o governador Mauro Mendes destacou que Mato Grosso preserva mais de 60% do seu território e tem capacidade de ampliar a produção agrícola sem comprometer o meio ambiente.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Mapa divulga balanço de agrotóxicos e bioinsumos em 2025 e aponta recorde histórico

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o balanço anual de registros de agrotóxicos e bioinsumos em 2025, revelando avanços regulatórios e um recorde na liberação de produtos biológicos. Os dados constam no Ato nº 63 da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA/Mapa), divulgado no Diário Oficial da União.

Ao longo do ano, foram autorizados registros para um ingrediente ativo químico inédito, além de 101 produtos equivalentes ou genéricos e 15 bioinsumos.

Mais de 900 registros concedidos no ano

O Brasil encerrou 2025 com 912 registros aprovados. Desse total, 323 correspondem a produtos técnicos, destinados exclusivamente ao uso industrial, sem comercialização direta ao produtor rural.

O destaque ficou para os bioinsumos, que somaram 162 liberações, o maior volume já registrado no país. A categoria inclui produtos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, inclusive para uso na agricultura orgânica.

Novas moléculas modernizam o portfólio agrícola

Outro avanço relevante foi o registro de 6 produtos técnicos inéditos e 19 produtos formulados baseados em ingredientes ativos novos, reforçando a modernização do portfólio fitossanitário disponível no mercado nacional.

Ingredientes ativos novos fortalecem a defesa fitossanitária

Segundo o Mapa, a entrada de novos ingredientes ativos representa um passo estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro. Essas moléculas ampliam os modos de ação, fortalecem o manejo integrado de pragas e doenças, reduzem riscos de resistência e incorporam tecnologias mais avançadas.

Em 2025, foram registrados os seguintes ingredientes ativos inéditos: Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram. A incorporação desses compostos estimula a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e amplia a eficiência no controle fitossanitário.

Produtos equivalentes ampliam concorrência

A maior parte dos registros concedidos refere-se a produtos equivalentes, que têm como finalidade ampliar a concorrência, garantir o abastecimento e reduzir custos para o produtor. O Mapa esclarece que parte dessas liberações decorre de determinações judiciais, relacionadas ao descumprimento de prazos legais em processos protocolados entre 2015 e 2016.

Mudanças organizam e dão transparência aos processos

Para aumentar a previsibilidade e a eficiência regulatória, o Mapa editou o Ato nº 62/2025, que centraliza o protocolo e a tramitação de pedidos de registro e pós-registro. Desde 15 de setembro de 2025, todos os novos processos passaram a ser protocolados exclusivamente pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI/Mapa).

Protocolos realizados diretamente na Anvisa ou no Ibama deixaram de ser considerados para organização de fila. Processos anteriores a essa data mantiveram seus fluxos originais, assegurando a segurança jurídica. A priorização inicial contemplou ingredientes ativos novos e bioinsumos com menor potencial de impacto à saúde e ao meio ambiente.

Registro não significa aplicação no campo

O Ministério reforça que o número de registros não reflete o volume de uso efetivo na agricultura. A aplicação depende de fatores como área plantada, pressão de pragas, condições climáticas e sistemas de manejo. Em 2024, dados oficiais indicaram que 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos e 13,6% dos ingredientes ativos não foram comercializados.

Fiscalização e combate a produtos ilegais

O processo de registro de agrotóxicos no Brasil é tripartite, envolvendo análises da Anvisa, do Ibama e do Mapa. A autorização final só ocorre após parecer favorável dos três órgãos.

Em 2025, o Mapa intensificou ações de fiscalização, com chamamentos públicos para atualização documental de ingredientes como Glifosato, 2,4-D, Glufosinato, Atrazina, Clofenapir, Acefato, Metomil e Epoxiconazol. Como resultado, o Ato nº 61/2025 determinou a suspensão cautelar de 34 produtos. No mesmo período, foram apreendidos 1.946 litros de agrotóxicos ilegais em operações de fiscalização.

Perspectivas regulatórias para 2026

As iniciativas de 2025 integram a agenda iniciada com a Lei nº 14.785/2023, que estabeleceu o protocolo único, a rastreabilidade e a priorização técnica. Para 2026, está previsto o lançamento do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA), desenvolvido em conjunto com Anvisa e Ibama.

A diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia Soares, afirma que os dados demonstram avanço em transparência, segurança e inovação, destacando o protagonismo brasileiro na adoção de bioinsumos, considerados um dos pilares da agricultura sustentável.

Síntese – 2025

* 912 registros concedidos
* 323 produtos técnicos (uso industrial)
* 162 bioinsumos liberados – maior número da série histórica
* 6 produtos técnicos com ingredientes ativos novos
* 19 produtos formulados com ingredientes ativos novos

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Agronegócio

Frete mínimo pode elevar custos da produção em até 30% no agro de Mato Grosso

Produtores rurais de Mato Grosso acendem o sinal de alerta diante dos impactos da política do frete mínimo, que pode elevar os custos da produção agropecuária em até 30%. A avaliação do setor é de que a tabela do piso mínimo pressiona as margens do produtor, interfere na logística e encarece desde a compra de insumos até o escoamento da safra.

A preocupação é ainda maior em um estado com grandes distâncias até os portos e forte dependência do transporte rodoviário. Segundo representantes do setor, a rigidez da tabela, a redução do frete de retorno e a falta de flexibilidade elevam os custos e afetam diretamente o preço dos alimentos e a inflação.

Impacto direto na logística e no produtor rural

Para a Aprosoja Mato Grosso, o atual modelo do piso mínimo gera distorções tanto para produtores quanto para caminhoneiros autônomos. O presidente da entidade, Lucas Costa Beber, afirma que o cálculo do frete penaliza principalmente os veículos menores.

Segundo ele, quanto menor o caminhão, menor a rentabilidade, o que reduz a competitividade e desestimula o transporte. “O preço mínimo do frete cria uma injustiça tanto para o produtor quanto para o caminhoneiro autônomo. Esse modelo acaba tirando a competitividade dos pequenos”, avalia.

Fim do frete de retorno encarece o transporte

Na prática, a tabela interfere em estratégias comuns da logística agrícola, como o frete de retorno, muito utilizado em regiões como o Médio-Norte de Mato Grosso, especialmente no transporte de calcário.

Antes, caminhões evitavam rodar vazios e aproveitavam o trajeto de volta para transportar insumos com valores mais baixos. Com a nova regra, esse modelo perde viabilidade. “O motorista conseguia trabalhar mais e compensar o custo da viagem vazia. Agora isso deixa de acontecer”, explica Lucas Costa Beber.

Lei do frete e distorções no mercado

A lei do piso mínimo do frete surgiu após a greve dos caminhoneiros em 2018 e estabelece valores mínimos para 12 tipos de veículos e operações. A legislação prevê revisão semestral e reajuste automático conforme a variação do diesel.

Mesmo assim, o setor produtivo afirma que a tabela não acompanha a realidade do mercado ao longo do ano. “A tabela não reflete a variação real dos custos. Por isso, estamos trabalhando para encomendar um estudo técnico junto à Esalq, com apoio de outras entidades, para revisar esses parâmetros”, afirma o presidente da Aprosoja-MT.

Além disso, há diálogo com o Ministério dos Transportes. Segundo a entidade, o produtor acaba absorvendo custos que não consegue repassar. “O produtor não tem preço mínimo garantido e acaba arcando com todo o prejuízo”, destaca.

Reflexos no preço dos alimentos e nos insumos

Na avaliação da Aprosoja, os impactos não se restringem ao campo. O aumento do custo logístico tende a refletir no preço dos alimentos, do diesel e de toda a cadeia produtiva. Outro efeito observado é o estímulo à formação de frota própria por parte dos produtores, reduzindo a dependência de transportadores terceirizados.

Fertilizantes sentem impacto direto do frete

O setor de fertilizantes é um dos mais afetados. Para o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, o problema está no retorno dos caminhões. “A cada seis caminhões que descem para o porto, apenas um retorna com fertilizante. Isso encarece muito o custo”, afirma.

Segundo ele, esse desequilíbrio eleva diretamente o custo de produção agrícola, pressionando ainda mais a rentabilidade do produtor.

Distâncias longas agravam o problema

Produtores localizados em regiões mais afastadas sentem o impacto de forma ainda mais intensa. É o caso de Adalberto Grando, que cultiva 2,7 mil hectares de soja entre Gaúcha do Norte e Sorriso. Ele relata que o frete até os portos pode chegar a valores elevados. “Falam em cerca de R$ 500 por tonelada. Isso equivale a cinco sacas de soja”, afirma.

Além disso, a precariedade da infraestrutura agrava a situação. “Temos apenas uma via asfaltada. Sem frete de retorno, ninguém quer vir para cá”, relata. Para ele, o caminho seria retomar a livre iniciativa. “Se insistir nessa tabela, o custo vai subir ainda mais”, alerta.

Cooperativas pedem equilíbrio e ajustes

Na região de Canarana, o impacto da logística pesa tanto na compra de insumos quanto na venda da produção. Segundo o diretor do Sindicato Rural local, Camilo Ramos, a localização influencia diretamente nos preços. “Pagamos mais caro para trazer insumos e recebemos menos na venda. A logística pesa muito”, afirma.

A Cooperativa de Transportes Rodoviários de Mato Grosso (Cootromat), que reúne cerca de 110 associados, também sente os efeitos. De acordo com o diretor de logística, Sidnei Rogério Weirich, a aplicação da tabela alterou completamente a dinâmica do frete de retorno. “Antes existia frete de volta, hoje isso praticamente acabou”, explica.

Outro problema apontado é a diferença de custo entre tipos de caminhões. “Os veículos menores estão sendo deixados de lado, porque o custo do nove eixos acaba sendo mais competitivo”, afirma. Para ele, seria necessário equalizar os valores para garantir concorrência justa.

Margem apertada e risco de novos aumentos

O presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira Bueno, alerta que a margem do produtor já está no limite. “O lucro está praticamente inexistente. Mesmo com oferta de caminhões, o frete segue caro”, diz.

Ele projeta impacto ainda maior nos fertilizantes nos próximos ciclos. “Pode haver aumento de 20% a 30% nos custos. É um problema sério e o produtor não pode arcar sozinho com isso”, conclui.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Sebrae/SC consolida protagonismo no desenvolvimento econômico de Santa Catarina em 2025

O ano de 2025 marcou a consolidação do Sebrae/SC como um dos principais agentes de transformação econômica e social de Santa Catarina. Com atuação estratégica em todas as regiões do estado, a instituição impulsionou a diversidade produtiva, fortaleceu o empreendedorismo e ampliou o acesso à inovação, sempre alinhando crescimento econômico e inclusão social.

Ao longo do período, o Sebrae/SC promoveu uma ampla agenda de ações voltadas à transformação digital, ao fortalecimento das vocações regionais e à criação de um ambiente mais favorável aos pequenos negócios. No cenário nacional, a entidade encerrou o ano como uma das marcas mais valiosas do país, com valor estimado em R$ 33,9 bilhões, resultado que reflete sua relevância institucional e impacto econômico.

Atuação recorde e impacto em todo o estado

Somente em 2025, o Sebrae/SC realizou mais de 1,3 milhão de atendimentos, somou 311 mil horas de consultorias e promoveu mais de 3,6 mil eventos em Santa Catarina. Entre os destaques estão o Startup Summit, reconhecido como o maior evento de inovação e startups da América Latina, e o Delas Summit, que reuniu milhares de mulheres empreendedoras em Florianópolis.

Inovação como estratégia para o desenvolvimento regional

A inovação foi tratada como eixo estruturante das ações. O Programa Cidade Empreendedora ampliou sua presença e alcançou 167 municípios catarinenses, fortalecendo a gestão pública e os ambientes de negócios locais.

Na Grande Florianópolis, iniciativas ligadas à economia azul, gastronomia, turismo e tecnologia impulsionaram o ecossistema empreendedor. Programas de inclusão digital e capacitação em inteligência artificial alcançaram mais de 8,3 mil empreendedores, posicionando Santa Catarina como referência nacional em inovação aplicada.

Além disso, o Sebrae/SC promoveu conexões internacionais com missões empresariais para Argentina, Chile, China e Portugal, ampliando oportunidades de negócios e cooperação global.

Segundo Renato Campos Carvalho, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC, “as ações tiveram impacto social relevante e contribuíram para o desenvolvimento territorial, sempre pautadas por valores como ética, cooperação e inovação”.

Inclusão social como pilar do desenvolvimento

A inclusão social esteve no centro das iniciativas. Um levantamento inédito mapeou 143 cooperativas e associações de catadores, o maior já realizado em Santa Catarina. A partir desse diagnóstico, 62 organizações receberam apoio direto para gestão e profissionalização, com destaque para Joinville, onde seis cooperativas passaram a integrar oficialmente a coleta seletiva.

Projetos como a Padaria Artesanal, em Balneário Camboriú, capacitaram pessoas em situação de vulnerabilidade, enquanto o programa Guru para Guri, em Blumenau, levou educação empreendedora a jovens e ao público 60+.

Para o diretor administrativo e financeiro do Sebrae/SC, Anacleto Angelo Ortigara, a presença da instituição é capilar: “Onde há um empreendedor, o Sebrae está presente, oferecendo apoio e soluções”.

Agronegócio ganha eficiência e competitividade

O agronegócio catarinense também recebeu atenção estratégica. No Extremo Oeste, o programa de Encadeamento Produtivo, em parceria com a Cooperoeste, elevou a produtividade e a qualidade na cadeia do leite. Na pecuária de corte, produtores receberam orientação em manejo, nutrição e genética.

Em conjunto com a Epagri, teve início o diagnóstico da ovinocultura regional, enquanto no Oeste o programa Conexões Corporativas, em parceria com a Aurora, atendeu mais de 3 mil propriedades, gerando ganhos expressivos de produtividade e redução de perdas. Já no Meio Oeste, projetos de economia verde avançaram com foco em descarbonização.

Grandes eventos fortalecem inovação e empreendedorismo feminino

O Startup Summit 2025 consolidou Santa Catarina como polo de inovação ao gerar R$ 350 milhões em intenção de investimentos e movimentar cerca de R$ 25 milhões na economia local. O evento reuniu 10 mil participantes presenciais e 24 mil online, com programação intensa e forte compromisso com sustentabilidade.

O Delas Summit, voltado ao empreendedorismo feminino, bateu recorde ao reunir 7,5 mil mulheres presencialmente e outras 10 mil online. O evento reforçou debates sobre acesso ao crédito, tema central do programa Acredita Delas, diante das desigualdades enfrentadas por mulheres empreendedoras.

Inteligência de dados e apoio à tomada de decisão

O Observatório de Negócios ampliou sua atuação com mais de 80 estudos publicados ao longo do ano, oferecendo dados estratégicos para empresários e gestores públicos. Pesquisas como o Retrato do Consumidor auxiliaram empreendedores na identificação de oportunidades e tendências de mercado.

Programas fortalecem startups e microempresas

Iniciativas como o Inova Startups, o Startup Weekend, o Programa Nascer e a Semana do MEI impulsionaram negócios em diferentes estágios. Destaque também para o Programa Lucra Mais, voltado à rentabilidade de micro e pequenas empresas, e para o Startup SC, que registrou aumento médio de 31,9% no faturamento das participantes.

“O empreendedorismo é um caminho concreto para reduzir desigualdades”, destaca Carlos Henrique Ramos Fonseca, diretor-superintendente do Sebrae/SC.

Expansão institucional, reconhecimento e inovação em dados

O Sebrae/SC ampliou sua presença territorial com novas regionais em Caçador e São Miguel do Oeste, fortalecendo o atendimento local. Também promoveu a etapa estadual do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que bateu recorde de inscrições e consolidou-se como a maior premiação do segmento no país.

A instituição também foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio ABEMD, graças ao projeto Data Persona – EPP, voltado à inteligência de dados e relacionamento com pequenas empresas. Além disso, recebeu destaque no programa Brasil Mais Produtivo pela otimização de processos industriais.

Economia criativa, moda e biodiversidade ganham protagonismo

A economia criativa avançou com o lançamento do Polo de Referência em Moda, em Florianópolis, fortalecendo a competitividade do setor. Já a exposição “Sinta o Sul – Bioma Mata Atlântica” movimentou o Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro, no Rio de Janeiro, com destaque para o desempenho de Santa Catarina em vendas e visibilidade.

Gestão de pessoas fortalece resultados

Em 2025, o Sebrae/SC conquistou o selo “Lugares Incríveis para Trabalhar”, reconhecimento da FIA que reforça o compromisso da instituição com um ambiente organizacional saudável, inclusivo e orientado ao desenvolvimento humano.

Para o diretor técnico Fábio Búrigo Zanuzzi, os resultados refletem a integração entre equipes e regionais: “Avançamos na eficiência, na redução de burocracias e no apoio às vocações regionais”.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: SEBRAE-SC/ND

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Agronegócio

Carne premium brasileira ganha espaço no mercado global e fortalece exportações

Maior produtor mundial de carne bovina, o Brasil também vem consolidando sua presença no mercado de carnes premium, impulsionado pela valorização da qualidade, da genética e da padronização produtiva. Em 2025, o segmento operou em um cenário favorável, inclusive no mercado externo, o que sustentou o crescimento das exportações. Para 2026, o principal desafio será manter a oferta de animais diante do aumento recente do abate de fêmeas.

Ainda assim, as perspectivas seguem positivas. A redução do rebanho nos Estados Unidos — outro grande fornecedor global de carne de alta qualidade — abre espaço para que o produto brasileiro avance em mercados estratégicos.

Demanda internacional impulsiona carne premium brasileira

De acordo com Maychel Borges, gerente do programa Certified Angus Beef no Brasil, a escassez global de carne de qualidade favorece diretamente o país. “Os consumidores de carne premium ficaram desabastecidos, e o Brasil é o único país capaz de atender essa demanda com volume e qualidade”, afirma.

Em 2025, cerca de 550 mil animais passaram pelo programa, um crescimento entre 18% e 20% em relação a 2024. Aproximadamente 70% eram fêmeas. Entre os principais destinos estão China, México, Chile, Arábia Saudita, Líbano e Israel. A expectativa é de fortalecimento desse movimento em 2026, já que a recomposição do rebanho norte-americano deve ocorrer apenas a partir de 2027.

Oferta de gado é o principal desafio para 2026

A meta do programa Certified Angus Beef é, no mínimo, repetir o volume de abates de 2025. O maior obstáculo, porém, é a disponibilidade de animais. A queda na venda de sêmen e a redução dos investimentos em tecnologia, motivadas pela pressão sobre o preço da arroba, resultaram em maior envio de fêmeas ao abate.

“Projetamos uma oferta mais restrita de animais em 2026, o que limita um pouco nossas metas”, explica Borges.

Hereford cresce e amplia presença internacional

O Programa Carne Certificada Hereford também registrou avanços. Segundo Felipe Azambuja, gerente do programa, o crescimento está ligado ao trabalho contínuo de comunicação com o consumidor.

O ágio da carne certificada sobre a convencional varia entre 10% e 50%, dependendo do corte. “O consumidor sabe que não terá surpresas: encontra marmoreio, suculência e maciez garantidas pelo processo de certificação”, afirma. Para os pecuaristas, os bônus podem chegar a 10%.

As exportações da carne Hereford atingiram 263 toneladas, alta de 54% em relação ao ano anterior, com destinos como Maldivas, Portugal, México e Itália. Segundo Azambuja, tarifas impostas pelos Estados Unidos a outros países favoreceram o produto brasileiro. “Alguns mercados reduziram compras dos EUA e buscaram alternativas”, explica. Novas aberturas de mercado são esperadas para 2026.

Copa do Mundo e consumo de carne premium

Outro fator que pode estimular a demanda em 2026 é a Copa do Mundo, marcada para ocorrer entre junho e julho. A expectativa é de aumento no consumo de carnes nobres, especialmente para churrascos. “A tendência é de maior consumo de carne premium, especialmente se o Brasil avançar na competição”, destaca Azambuja.

Genética e qualidade transformam cortes bovinos

A evolução genética e o manejo mais eficiente transformaram o perfil da carne bovina brasileira. Hoje, cortes do dianteiro, antes destinados a cozidos, passaram a ganhar espaço nas grelhas.

István Wessel, da Carnes Wessel, lembra que, nos anos 1970, o churrasco se limitava a poucos cortes tradicionais. “Hoje, cortes do dianteiro se tornaram protagonistas graças à melhoria genética, ao abate mais jovem e à alimentação balanceada”, afirma.

Entre os destaques estão flat iron, denver steak e short ribs, que passaram a oferecer maciez e sabor comparáveis aos cortes nobres tradicionais. Em dezembro, as vendas da empresa cresceram cerca de 10% em relação ao mesmo mês de 2024.

O chef parrillero Chico Mancuso, do restaurante Rincon Escondido, confirma a mudança: “A evolução genética trouxe sabor e qualidade a cortes antes subvalorizados”. Já Henrique Freitas, consultor das casas Corrientes 348 e Assador, destaca que o consumidor aprendeu a reconhecer qualidade ao longo dos últimos 15 anos. “Quem experimenta carne premium dificilmente volta atrás”, afirma.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Reis/Valor

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