Agronegócio

Pesquisa científica fortalece o Brasil como líder global na cotonicultura

A evolução da cotonicultura brasileira tem sido impulsionada pela integração entre ciência, tecnologia e produção agrícola. O avanço do país no mercado internacional de algodão está diretamente ligado aos investimentos em pesquisa científica, inovação no campo e desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades do produtor rural.

Universidades, instituições públicas como a Embrapa e empresas privadas vêm atuando em conjunto para transformar estudos acadêmicos em tecnologias aplicáveis no dia a dia das lavouras. Essa conexão fortalece a competitividade do Brasil e amplia a sustentabilidade da produção nacional.

Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, a relevância da pesquisa está justamente na capacidade de gerar resultados concretos no campo. Para ela, a ciência aplicada é um dos principais pilares da competitividade do setor algodoeiro.

Expansão do algodão no Cerrado impulsionou inovação

O crescimento da produção de algodão no Brasil ganhou força a partir da década de 1990, com a expansão da cultura para o Cerrado. A mudança exigiu novas soluções para lidar com desafios relacionados ao clima, tipos de solo, mecanização agrícola e controle de pragas como o bicudo e a ramulária.

Nesse cenário, os investimentos em tecnologia agrícola, formação de pesquisadores e inovação aceleraram a modernização da atividade. O engenheiro agrônomo Juan Piero destaca que a aproximação entre o setor produtivo e a academia é fundamental para transformar pesquisas em soluções escaláveis.

De acordo com ele, muitos estudos apresentam resultados promissores, mas ainda enfrentam dificuldades para chegar efetivamente ao produtor rural por falta de incentivo e validação prática.

Melhoramento genético elevou produtividade e qualidade da fibra

Os avanços científicos tiveram impacto direto na produtividade das lavouras e na qualidade da fibra brasileira. O desenvolvimento de cultivares adaptadas ao Cerrado permitiu maior resistência a doenças e aumento do potencial produtivo.

Além do melhoramento genético, técnicas de manejo integrado de pragas, uso de reguladores de crescimento e estratégias de adubação contribuíram para ampliar a eficiência operacional no campo.

A qualidade da pluma também evoluiu nos últimos anos. O aprimoramento genético, aliado aos avanços nos sistemas de pós-colheita, beneficiamento e classificação da fibra, ajudou o Brasil a atender mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Programas como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) reforçam o uso de tecnologia e gestão de dados para garantir rastreabilidade e padronização da produção.

Pesquisa aplicada precisa atender demandas reais do produtor

Especialistas apontam que a adoção de novas tecnologias depende diretamente da capacidade de resolver problemas concretos enfrentados pelos produtores, como redução de custos e aumento da eficiência.

Projetos desenvolvidos sem validação local ou desconectados da realidade brasileira tendem a ter baixa aplicação prática. Em sistemas agrícolas de larga escala, fatores como retorno financeiro, simplicidade operacional e viabilidade técnica são decisivos para a implementação de inovações.

Apesar do avanço da pesquisa agropecuária, o setor ainda enfrenta obstáculos importantes, como falta de financiamento contínuo, burocracia na aquisição de equipamentos, alta do dólar e dificuldade para retenção de profissionais qualificados.

Para estimular o desenvolvimento científico, a Abrapa promove iniciativas voltadas ao incentivo de trabalhos acadêmicos durante o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA).

Eventos técnicos aceleram transferência de tecnologia

Os eventos científicos e dias de campo desempenham papel estratégico na disseminação de conhecimento e inovação dentro do agronegócio.

O Congresso Brasileiro do Algodão, por exemplo, aproxima pesquisadores, produtores e consultores, acelerando o processo de transferência de tecnologia para as fazendas.

Segundo Juan Piero, esses encontros ajudam pesquisadores a compreender as principais dificuldades enfrentadas durante as safras, permitindo que os estudos sejam direcionados às necessidades reais da produção.

Silmara Ferraresi reforça que o sucesso dessa integração depende da comunicação acessível e da aplicação prática das pesquisas desenvolvidas.

Formação de profissionais sustenta avanço da cotonicultura

A renovação da cotonicultura nacional também passa pela formação de novos profissionais especializados. Estudantes, pesquisadores e professores exercem funções complementares no desenvolvimento de tecnologias e soluções para o setor.

Enquanto estudantes e pós-graduandos contribuem com ferramentas digitais e análise de dados, pesquisadores transformam demandas do campo em inovações testadas e aplicáveis. Já os professores atuam na coordenação de projetos e na formação de novas gerações de especialistas.

Para Juan Piero, a qualificação humana é essencial para garantir a continuidade dos avanços científicos no agronegócio brasileiro.

Congresso Brasileiro do Algodão bate recorde de pesquisas

A edição de 2024 do Congresso Brasileiro do Algodão registrou recorde de participação científica, com 288 trabalhos apresentados digitalmente e outras 12 apresentações presenciais na arena científica.

Os temas mais abordados envolveram áreas como produção vegetal, controle de pragas, fitopatologia, melhoramento genético, qualidade da fibra e agricultura digital.

Para a 15ª edição do evento, prevista para 2026, a expectativa é ampliar ainda mais o número de pesquisas e fortalecer soluções voltadas às demandas práticas do produtor rural.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Agronegócio

Alta nos custos da soja, milho e algodão pressiona produtores em Mato Grosso

O aumento da instabilidade no mercado internacional elevou os custos de produção das lavouras de soja, milho e algodão em Mato Grosso para a safra 2026/27. Os dados divulgados em abril de 2026 apontam avanço no custeio agrícola, impulsionado principalmente pelo encarecimento de insumos importados e pelos impactos logísticos globais.

Milho registra maior avanço no custeio agrícola

Levantamento do projeto CPA-MT, desenvolvido pelo Senar-MT em parceria com o Imea, mostra que o milho apresentou a maior alta mensal entre as culturas analisadas. O custo por hectare chegou a R$ 3.772,24, crescimento de 2,32% em relação a março.

O resultado foi influenciado principalmente pela valorização dos fertilizantes e corretivos, que tiveram aumento de 4,30%. Também contribuíram para a elevação os gastos com defensivos agrícolas (+2,46%) e sementes (+0,11%).

Produção de soja também fica mais cara

Na cultura da soja, o custeio estimado alcançou R$ 4.286,89 por hectare, avanço de 1,88% no comparativo mensal.

O cenário reflete o aumento das despesas com fertilizantes, que ficaram 2,73% mais caros, além da alta de 2,17% nos defensivos. O comportamento dos preços acompanha a pressão internacional sobre os insumos utilizados no campo.

Algodão sofre impacto de tensões internacionais

O algodão manteve a tendência de alta nos custos de produção. Em abril, o custeio da cultura foi estimado em R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% frente ao mês anterior.

Segundo o levantamento, o principal fator para o avanço foi o encarecimento dos macronutrientes, afetados pelos problemas logísticos globais relacionados às tensões no Estreito de Ormuz.

Margens dos produtores ficam mais apertadas

Com os custos operacionais em alta e os preços das commodities ainda pressionados, produtores rurais enfrentam redução nas margens de lucro.

Analistas do Imea e do Senar-MT avaliam que as incertezas no cenário externo, especialmente no Oriente Médio, ampliam os riscos para o setor agrícola, impactando diretamente a logística e os preços dos insumos.

Ponto de equilíbrio preocupa produtores de soja

Para a soja, considerando produtividade média de 62,44 sacas por hectare, o produtor precisa vender a saca a R$ 68,65 para cobrir o custeio da lavoura. O valor representa alta de 8,42% em relação à safra passada.

Com parte dos insumos ainda em processo de compra, os agricultores seguem atentos às oscilações do mercado internacional.

Milho exige estratégia de comercialização

No caso do milho, a produtividade projetada é de 118,71 sacas por hectare. O preço necessário para cobrir o custeio é de R$ 31,78 por saca, enquanto o valor para arcar com o Custo Operacional Efetivo (COE) sobe para R$ 46,34.

Como a média de preços do cereal em abril foi de R$ 45,68 por saca, o valor cobre apenas o custeio básico, exigindo maior planejamento comercial dos produtores.

Cotonicultores buscam proteger margens

Para o algodão, a produtividade média estimada é de 119,82 arrobas de pluma por hectare. Nesse cenário, o produtor precisa comercializar a arroba por pelo menos R$ 127,09 para cobrir o COE, calculado em R$ 15.227,56 por hectare.

Diante dos preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, muitos cotonicultores aceleraram estratégias de proteção de margem e travamento de custos, ampliando a comercialização da safra 2026/27.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Produção de lúpulo no Brasil pode transformar país em referência global no setor

Pesquisadores da Coppe/UFRJ estão desenvolvendo um projeto que pretende fortalecer a cadeia produtiva do lúpulo no Brasil e posicionar o país como referência internacional entre regiões de clima tropical na produção da matéria-prima utilizada pela indústria cervejeira.

A iniciativa busca ampliar a produção nacional, reduzir a dependência de importações e criar um ecossistema integrado envolvendo agricultura, tecnologia, pesquisa e indústria.

Projeto aposta em tecnologia e agricultura de precisão

O lúpulo é essencial para a fabricação de cerveja, sendo responsável pelo amargor, aroma e estabilidade da bebida. Além do setor cervejeiro, seus compostos naturais possuem aplicações nas indústrias de alimentos, cosméticos, etanol e farmacêutica, ampliando o potencial econômico da cultura.

Atualmente, grande parte do lúpulo consumido no país ainda é importada de regiões de clima frio, onde ocorre apenas uma safra anual devido às condições climáticas e de luminosidade.

O projeto desenvolvido no Centro Avançado em Sustentabilidade, Ecossistemas Locais e Governança (Casulo), ligado à Coppe, pretende adaptar o cultivo ao ambiente brasileiro, seguindo estratégia semelhante à adotada em culturas como soja e trigo.

Segundo Amanda Xavier, coordenadora da iniciativa, o objetivo é estruturar uma nova cadeia produtiva nacional, unindo agricultura de precisão, processamento industrial e controle laboratorial.

Mapa do Lúpulo Brasileiro orienta investimentos

A Associação Brasileira do Lúpulo mantém parceria com a Coppe no desenvolvimento do chamado Mapa do Lúpulo Brasileiro 2024, documento publicado em março de 2026 e considerado estratégico para direcionar investimentos, pesquisas e políticas públicas.

O estudo reúne informações técnicas sobre áreas de cultivo, infraestrutura necessária, demandas regionais e possibilidades de expansão da produção nacional.

De acordo com Amanda Xavier, os dados também ajudam a priorizar pesquisas voltadas ao melhoramento genético da planta e ao desenvolvimento de protocolos pós-colheita adaptados ao clima tropical brasileiro.

Produção de extratos amplia potencial industrial

Outro foco do projeto é a fabricação de extratos de lúpulo com alto valor agregado, produzidos por meio de tecnologia de extração com CO₂.

A proposta é fornecer insumos padronizados para diferentes segmentos industriais, garantindo rastreabilidade, escala produtiva e controle de qualidade.

Com isso, os pesquisadores avaliam que o Brasil poderá atender tanto cervejarias artesanais quanto grandes indústrias farmacêuticas e alimentícias.

Clima tropical pode virar vantagem competitiva

Embora os principais produtores mundiais estejam localizados em regiões frias, pesquisadores apontam que o clima brasileiro pode se tornar um diferencial competitivo.

Com técnicas adequadas de manejo e uso de suplementação luminosa, seria possível alcançar até 2,5 safras por ano, índice superior ao registrado em países tradicionais produtores de lúpulo.

A expansão da cultura também pode impulsionar o desenvolvimento regional, atrair investimentos e gerar empregos qualificados ligados ao agronegócio e à indústria.

Brasil ainda depende fortemente de importações

Em 2024, a produção mundial de lúpulo atingiu aproximadamente 114 mil toneladas. No mesmo período, o Brasil produziu apenas 81 toneladas, enquanto a demanda interna ficou próxima de 7 mil toneladas.

O mercado nacional movimenta cerca de R$ 878 milhões por ano, mas atualmente o país produz apenas 1,11% do volume consumido, o que evidencia a forte dependência de importações.

Na avaliação dos pesquisadores, o fortalecimento da produção nacional pode acelerar a substituição de produtos importados, fortalecer a indústria brasileira e inserir o país em uma cadeia global de maior valor agregado.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Peter Gercke

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Agronegócio

Operação em SC desmonta esquema de fraude fiscal de R$ 129 milhões no agronegócio

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na quinta-feira (14) uma operação contra um grupo suspeito de aplicar um esquema milionário de fraude fiscal envolvendo empresas do agronegócio e do setor de transportes. De acordo com as investigações, a organização teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 129,7 milhões aos cofres públicos por meio de falsas operações de exportação.

A ação, denominada Operação Bilioagro, foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Contra a Fazenda Pública (DFAZ/DEIC), com apoio da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina.

Esquema simulava exportações para obter benefícios fiscais

Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais frias e simular transações de compra, venda, transporte e exportação de grãos.

O objetivo era obter isenções irregulares de ICMS, além de facilitar o desvio de mercadorias sem o recolhimento do imposto estadual.

Mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens, foram cumpridos em Santa Catarina e em outros oito estados, além do Distrito Federal.

Investigação aponta uso de “laranjas” no esquema

As apurações começaram após auditorias fiscais detectarem inconsistências em operações ligadas ao setor agrícola. Conforme a Polícia Civil, a quadrilha teria criado uma estrutura complexa para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas fraudes.

Entre os supostos “laranjas” utilizados pelo grupo estariam pessoas em situação de vulnerabilidade social, beneficiários de programas assistenciais e indivíduos com antecedentes criminais.

Operação teve ações em diversos estados

Além de Santa Catarina, a operação ocorreu nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Alagoas e Pernambuco. A ofensiva contou com apoio de delegacias especializadas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e das polícias civis locais.

De acordo com os investigadores, o prejuízo estimado em R$ 129.741.511,96 impacta não apenas Santa Catarina, mas também outros estados brasileiros. A prática ainda teria provocado concorrência desleal no setor produtivo.

Materiais apreendidos serão analisados

Os documentos e equipamentos recolhidos durante a operação passarão por análise para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa.

A polícia também busca reunir novas provas relacionadas a crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fraudes tributárias.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: PCSC; Marcello Casal Jr., Agência Brasil

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Agronegócio

Geopolítica pressiona custos do milho no Brasil e preocupa produtores

A geopolítica global passou a ter impacto direto sobre o custo de produção agrícola no país, especialmente na próxima safra de milho no Brasil e sorgo. A dependência de insumos importados e a instabilidade nas rotas internacionais elevam os riscos para produtores rurais.

O tema será destaque no 4º Congresso da Abramilho, marcado para o dia 13 de maio, em Brasília.

Dependência externa aumenta vulnerabilidade

Apesar de figurar entre os maiores produtores mundiais, o Brasil ainda depende fortemente do mercado externo para manter sua produção agrícola. Mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados.

Além disso, o setor também depende de países como a China para o fornecimento de defensivos agrícolas e até de parte do diesel usado nas operações no campo.

Essa estrutura torna o agronegócio brasileiro altamente sensível a oscilações externas.

Impactos imediatos no campo

A variação de preços deixou de ser apenas uma questão interna. Hoje, conflitos internacionais e tensões diplomáticas têm reflexo quase instantâneo no custo da produção.

Alterações no preço do petróleo ou interrupções em rotas comerciais impactam diretamente itens essenciais como:

  • fertilizantes importados
  • combustíveis agrícolas
  • insumos químicos

O resultado é o aumento do frete e das despesas operacionais para o produtor rural.

Congresso debate soluções e estratégias

Segundo representantes da Abramilho, o atual cenário exige uma abordagem estratégica. O objetivo do congresso é discutir alternativas para reduzir a exposição do setor às incertezas globais.

O encontro reunirá especialistas, autoridades e representantes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores.

Entre os temas em debate estão os impactos de acordos internacionais, como o tratado entre Mercosul e União Europeia.

Planejamento agrícola sob pressão

A intenção é construir propostas que possam orientar políticas públicas e ações do setor privado, buscando maior segurança para o produtor.

A discussão também pretende apontar caminhos práticos para o curto, médio e longo prazo, diante de um cenário marcado por instabilidade geopolítica e crescente pressão sobre os custos de produção.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria Abramilho

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Agronegócio

Mato Grosso lidera faturamento agropecuário no Brasil com 15% do VBP nacional

O Mato Grosso deve alcançar um faturamento de R$ 206 bilhões na produção agropecuária em 2026, consolidando-se como o principal polo do agronegócio brasileiro. O montante corresponde a cerca de 15% do Valor Bruto da Produção (VBP) nacional, estimado em R$ 1,38 trilhão.

Levantamento baseado em dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, organizado pelo DataHub da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), coloca o estado à frente de Minas Gerais (R$ 167 bilhões) e São Paulo (R$ 157 bilhões) no ranking nacional.

Força das commodities impulsiona crescimento

O desempenho mato-grossense é sustentado por um portfólio de commodities agrícolas no qual o estado lidera a produção nacional. Entre os destaques estão soja, milho, algodão e pecuária bovina.

A soja responde por 43% do VBP estadual, mantendo-se como principal fonte de receita. Em seguida, aparecem o milho, com 21,67%, e a pecuária de corte, responsável por 17,96% do faturamento dentro das propriedades rurais.

Entenda o que é o Valor Bruto da Produção (VBP)

O Valor Bruto da Produção (VBP) é um indicador que mede o faturamento total gerado pela agropecuária “dentro da porteira”. O cálculo considera o volume produzido — tanto na lavoura quanto na pecuária — multiplicado pelos preços médios recebidos pelos produtores.

Diferentemente do PIB, o VBP não desconta custos operacionais como insumos, combustíveis e mão de obra, sendo um termômetro da receita bruta e não do lucro líquido do setor.

Geração de empregos e impacto na economia

A forte movimentação financeira do setor agropecuário também reflete no mercado de trabalho. Entre janeiro e fevereiro de 2026, foram criadas 9.066 vagas formais em Mato Grosso, evidenciando a relevância do campo para a economia local.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o impacto vai além dos números. “O volume de recursos gerado pelo agronegócio se traduz em oportunidades reais, com geração de emprego e renda em diversas regiões do estado”, afirmou.

Ranking das maiores economias agropecuárias

Além de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, completam a lista dos cinco maiores faturamentos do campo no país:

  • Paraná: R$ 150 bilhões
  • Goiás: R$ 117 bilhões

O cenário reforça a concentração da produção e da riqueza do agronegócio brasileiro em estados com forte atuação em commodities e infraestrutura de escoamento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Congresso Abramilho 2026 abre inscrições e debate biotecnologia e competitividade do agro

Estão abertas as inscrições para o 4º Congresso Abramilho, evento que reunirá produtores, especialistas e autoridades no dia 13 de maio, em Brasília. O encontro será realizado no Unique Palace e deve concentrar discussões estratégicas sobre biotecnologia no agro, competitividade agrícola e os desafios do cenário econômico global.

Evento foca inovação e sustentabilidade no agronegócio

Com início previsto para as 8h, o congresso terá uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e fortalecimento das cadeias produtivas. A proposta é ampliar o debate sobre os caminhos do setor diante de mudanças tecnológicas e pressões econômicas.

O painel de abertura, intitulado “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, contará com a participação do ministro da Agricultura, André de Paula, e do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A mediação será do jornalista Cassiano Ribeiro.

O debate terá como محور central a defesa das cadeias produtivas de milho e sorgo, além de propostas para ampliar a competitividade do setor.

Impactos globais no custo de produção

Outro tema relevante do encontro será a influência das crises internacionais no custo de produção agrícola. Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da JBS e do Ministério das Relações Exteriores devem analisar os efeitos de conflitos globais sobre insumos como fertilizantes e diesel.

A discussão busca apontar estratégias para reduzir vulnerabilidades e proteger o desempenho do agronegócio brasileiro.

Segurança alimentar e avanço da biotecnologia

A agenda técnica também inclui painéis sobre segurança alimentar e inovação no campo. O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, Mauro Murakami, devem detalhar o papel das novas tecnologias na produção agrícola.

A expectativa é discutir como a biotecnologia agrícola pode contribuir para enfrentar desafios fitossanitários e garantir produtividade sustentável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia: promulgação abre nova fase para o agronegócio brasileiro, afirma ministro André de Paula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia, que marca o encerramento de mais de 20 anos de negociações entre os blocos.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

O tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de março e terá aplicação provisória a partir desta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas de importação para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos itens provenientes da União Europeia, ao longo dos próximos anos.

Durante o evento, o presidente Lula destacou que o entendimento amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo e representa o resultado de um longo processo diplomático e comercial.

Também foram apresentados mecanismos para possível aplicação de salvaguardas comerciais, que permitem medidas temporárias de proteção a setores produtivos em caso de aumento expressivo das importações.

Impactos para o agronegócio brasileiro

A promulgação do acordo foi classificada pelo ministro André de Paula como um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o resultado consolida décadas de negociações e abre novas oportunidades para o setor.

“Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, encontros recentes com representantes do setor indicam potencial de ganhos para cadeias como citricultura, café, fruticultura e carne bovina.

Exportações e acesso ao mercado europeu

Entre os destaques, o ministro citou o suco de laranja, produto em que o Brasil já possui forte participação no mercado global e que pode ganhar ainda mais competitividade na Europa.

Também foram mencionadas perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas brasileiras exportadas ao continente europeu.

Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para a carne bovina brasileira, o que deve ampliar o acesso ao mercado da União Europeia.

Nova etapa nas relações comerciais

Para André de Paula, a entrada em vigor do acordo representa o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos.

“A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Percio Campos / Mapa

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Agronegócio

Agronegócio Brasil–Uruguai: ministros discutem cooperação e expansão do comércio bilateral

O agronegócio Brasil–Uruguai foi tema de reunião realizada na terça-feira (28), em Brasília (DF), entre o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tratou de pautas consideradas prioritárias para o setor na região.

Relação bilateral e integração no agronegócio

Durante a reunião, os ministros destacaram a importância da parceria entre Brasil e Uruguai, marcada por cooperação histórica, integração regional e forte intercâmbio comercial.

André de Paula ressaltou o papel estratégico do Uruguai nas relações comerciais, técnicas e institucionais com o Brasil, reforçando a relevância da agenda conjunta no comércio agrícola internacional.

Diálogo permanente e interesses comuns

O ministro uruguaio Alfredo Fratti destacou a necessidade de manter o diálogo constante entre os países, com foco na construção de soluções conjuntas para desafios do agronegócio regional e de temas de interesse mútuo.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, além de iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades comerciais entre os dois países.

Cooperação em ciência, tecnologia e inovação

Outro ponto de destaque foi o avanço da parceria em ciência, tecnologia e inovação no agronegócio, incluindo a criação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. O projeto envolve a Embrapa, o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (INIA) e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi abordado o Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de tecnologias de base biológica, voltadas à melhoria da produção agrícola e pecuária. As iniciativas foram formalizadas em dezembro de 2025.

Bioinsumos e comércio bilateral

O ministro uruguaio reforçou o interesse na agenda de bioinsumos, área que vem ganhando relevância na cooperação bilateral. O governo brasileiro afirmou estar aberto à ampliação do intercâmbio técnico e científico nesse segmento, considerado estratégico para a inovação e sustentabilidade agropecuária.

Comércio entre Brasil e Uruguai

Brasil e Uruguai mantêm posição de parceiros estratégicos dentro do Mercosul e de fóruns regionais como o Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

Em 2025, o comércio bilateral atingiu cerca de US$ 2,22 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 989,9 milhões corresponderam às exportações brasileiras, enquanto as importações vindas do Uruguai somaram cerca de US$ 1,23 bilhão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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