Agronegócio

Soja em Chicago cai mais de 1% e contrato novembro fica abaixo de US$ 12,50

Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) começaram a semana em queda nesta segunda-feira (26), com os principais contratos futuros recuando mais de 1% e devolvendo parte dos ganhos registrados no último pregão. O vencimento novembro/2026 voltou a ficar abaixo de US$ 12,50 por bushel, pressionado pelas perspectivas de ampla oferta norte-americana, apesar da retomada das compras chinesas.

Por volta das 7h23, no horário de Brasília, o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,4175 por bushel, com baixa de 14,75 cents, equivalente a 1,17%.

O janeiro/27 recuava 15,50 cents, para US$ 12,5300 por bushel. Já o março/27 apresentava desvalorização de 15 pontos, cotado a US$ 12,6100. Entre os vencimentos mais longos, o maio/27 caía 14,75 cents, para US$ 12,6925, enquanto o julho/27 perdia 14,25 cents, negociado a US$ 12,7500 por bushel.

Soja devolve ganhos e mercado segue pressionado

O recuo desta segunda-feira ocorre após uma recuperação pontual no encerramento da semana passada. Na sexta-feira, o contrato novembro/26 avançou 0,28%, terminando o pregão a US$ 12,5650 por bushel.

Apesar da alta no último dia de negociações, os principais contratos acumularam perdas semanais entre 0,38% e 0,64%. O avanço da colheita nos Estados Unidos continua limitando o potencial de valorização, diante da perspectiva de maior oferta do grão no mercado internacional.

O cenário mantém os investidores atentos ao equilíbrio entre oferta e demanda de soja, especialmente aos números da safra norte-americana e à evolução das compras realizadas pela China.

Colheita nos Estados Unidos aumenta a oferta de soja

O andamento dos trabalhos no campo norte-americano permanece entre os principais fatores de influência sobre as cotações da soja em Chicago.

De acordo com o último relatório de acompanhamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado com dados até 18 de outubro, a colheita havia atingido 64% da área cultivada. O avanço foi de 18 pontos percentuais em uma semana, deixando o ritmo próximo da média histórica de 65% para o período.

As condições climáticas mais favoráveis em parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos têm contribuído para a continuidade das operações e para a entrada de novos volumes no mercado.

A expectativa agora se concentra na atualização semanal do USDA, prevista para esta segunda-feira. Os números deverão ajudar os agentes do mercado a avaliar o ritmo mais recente da colheita e seus possíveis efeitos sobre os preços futuros.

Compras chinesas dão suporte, mas não evitam a queda

Pelo lado da demanda, as exportações norte-americanas voltaram a apresentar números expressivos. Dados divulgados pelo USDA na semana anterior apontaram vendas líquidas de aproximadamente 2,84 milhões de toneladas de soja na semana encerrada em 15 de outubro.

Desse total, cerca de 2,18 milhões de toneladas tiveram a China como destino, reforçando a importância do país asiático para o mercado internacional da oleaginosa.

A recuperação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos contribuiu para sustentar as cotações nos pregões anteriores. No entanto, a queda registrada nesta segunda-feira indica que a melhora da demanda ainda não foi suficiente para neutralizar as preocupações com a disponibilidade elevada do produto.

Os operadores também acompanham a possibilidade de novos negócios com a China e a divulgação dos dados de inspeção de exportações norte-americanas, previstos para esta segunda-feira.

Plantio da soja 2026/27 avança no Brasil

No Brasil, o plantio da safra de soja 2026/27 segue avançando, com destaque para o Centro-Oeste, favorecido pela melhora das condições de umidade em diferentes áreas produtoras.

Em Mato Grosso, principal estado produtor brasileiro, a semeadura alcançou 75,81% da área estimada até 23 de outubro, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O percentual mantém o estado à frente do ritmo registrado no mesmo período da temporada anterior.

Além do avanço do plantio, o mercado acompanha o desenvolvimento das lavouras e as previsões climáticas para as próximas semanas. As condições meteorológicas serão importantes para determinar o potencial produtivo da safra brasileira e o cumprimento do calendário agrícola.

O cenário também envolve a implantação da segunda safra de milho em 2027, que depende, entre outros fatores, da época de conclusão da semeadura e da colheita da soja.

Mercado internacional monitora oferta e demanda

A semana começa com a soja em Chicago sob pressão, em meio à combinação entre o avanço da colheita norte-americana e a expectativa de continuidade das compras chinesas.

Enquanto a maior disponibilidade do grão nos Estados Unidos limita as cotações, a evolução da demanda internacional pode oferecer algum suporte aos contratos futuros. No Brasil, o ritmo do plantio e as condições climáticas serão determinantes para as perspectivas de produção sul-americana.

Nos próximos pregões, os investidores devem acompanhar os relatórios do USDA, os indicadores de exportação e as informações sobre o desenvolvimento das lavouras para avaliar os rumos dos preços da soja no mercado internacional.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Safra de soja do Brasil deve atingir 184 milhões de toneladas em 2026/27, prevê adido do USDA

A produção brasileira de soja deve alcançar 184 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo estimativa divulgada na quinta-feira pelo adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. A projeção consta em relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS, na sigla em inglês) e não representa a estimativa oficial do órgão norte-americano.

Produção de soja deve crescer quase 2%

A previsão do adido é ligeiramente inferior à estimativa oficial do USDA, que aponta uma colheita de 186 milhões de toneladas para o Brasil no ciclo 2026/27.

Mesmo com a diferença entre os números, a expectativa indica avanço na produção brasileira de soja. Caso a projeção se confirme, o volume será quase 2% superior às 180,5 milhões de toneladas registradas na safra 2025/26, mantendo o país na liderança mundial do setor.

Clima pode afetar o desenvolvimento das lavouras

De acordo com o relatório, as chuvas favoráveis no início da temporada contribuíram para o avanço do plantio de soja nas principais regiões produtoras do país. No entanto, o excesso de precipitações no Rio Grande do Sul e a previsão de eventos climáticos severos em diferentes estados acendem um alerta para o desenvolvimento das lavouras.

A avaliação do adido é de que as condições meteorológicas podem provocar impactos mais expressivos nas operações de colheita do que nas atividades de plantio.

Expectativas para a safra e influência do El Niño

Apesar da possibilidade de ocorrência de um episódio de El Niño no Brasil, os produtores de soja mantêm uma perspectiva positiva para a temporada 2026/27.

Conforme a análise, as principais preocupações relacionadas ao clima estão concentradas nas lavouras de milho e algodão de segunda safra, culturas que também podem sofrer os efeitos das condições meteorológicas ao longo do ciclo agrícola.

Exportações brasileiras de soja devem avançar

O relatório também projeta crescimento nas exportações de soja do Brasil em 2026/27. A expectativa é de embarques de 117,5 milhões de toneladas, alta de 2,1% em comparação com a temporada anterior.

O volume previsto pelo adido, contudo, fica abaixo da estimativa oficial do USDA, que aponta exportações brasileiras de 118 milhões de toneladas no período.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Agronegócio

Safra de inverno do RS: Emater reduz projeções para trigo, canola e aveia e eleva estimativa da cevada

A safra de inverno do Rio Grande do Sul em 2026 passou por novas revisões nas estimativas de produção, com redução das perspectivas para trigo, canola e aveia-branca e melhora na projeção da cevada. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar e refletem mudanças nas expectativas de área cultivada e produtividade em um ciclo marcado por adversidades climáticas e preocupações com a qualidade dos grãos.

Levantamento do Notícias Agrícolas, com base na comparação entre os dois informativos mais recentes da Emater, aponta recuo de aproximadamente 1,7% na produção projetada de trigo, 11% na de canola e 7,5% na de aveia-branca. Para a cevada, a estimativa indica avanço de cerca de 9,6%.

As variações consideram os parâmetros divulgados em 15 e 22 de outubro e não representam perdas já confirmadas na colheita. Também diferem das comparações anuais, que utilizam os resultados de 2025 como referência.

No novo levantamento, a produção gaúcha está estimada em 2,16 milhões de toneladas de trigo, 832,8 mil toneladas de aveia-branca, 508,9 mil toneladas de canola, 67,2 mil toneladas de cevada e 22,9 mil toneladas de carinata.

Apesar das revisões negativas em algumas culturas, o cenário varia conforme o grão. A canola, por exemplo, continua com produção prevista bastante superior à do ano passado. A cevada, mesmo com a melhora nas projeções recentes, ainda deve apresentar um volume 42% menor que o registrado em 2025.

Trigo perde área cultivada e enfrenta problemas de qualidade

A estimativa de área destinada ao cultivo de trigo no Rio Grande do Sul foi reduzida de 814.220 para 763.121 hectares, uma diferença de aproximadamente 51,1 mil hectares.

Em contrapartida, a produtividade média esperada aumentou de 2.701 para 2.833 quilos por hectare. O ganho de rendimento, porém, não foi suficiente para compensar a diminuição da área plantada.

Com isso, a produção estimada passou de aproximadamente 2,20 milhões para 2,16 milhões de toneladas, queda de 1,7% em relação ao informativo anterior.

Na comparação com 2025, a projeção atual representa uma redução de 37,48%. O avanço da colheita também foi limitado: o percentual de área colhida passou de 9% para 19% entre os dois levantamentos, ainda abaixo da média histórica de 22% para o período.

Umidade e doenças ameaçam a qualidade do trigo

Além da quantidade produzida, os agricultores enfrentam dificuldades relacionadas à qualidade do cereal. Segundo a Emater, há registros de grãos avariados e chochos, redução do peso hectolítrico (PH) e problemas fitossanitários associados à giberela e à brusone.

Na região administrativa de Ijuí, em Tenente Portela, as primeiras áreas colhidas apresentaram produtividade média inferior a 1.800 quilos por hectare e PH abaixo de 74.

Na região de Santa Rosa, os rendimentos observados geralmente variam entre 1.500 e 1.800 quilos por hectare, com diferenças importantes na qualidade dos lotes.

Essas condições podem comprometer a rentabilidade dos produtores, especialmente quando o cereal não atende aos padrões exigidos pela indústria de moagem, o que pode limitar sua comercialização ou reduzir o valor recebido.

Canola tem maior revisão negativa na produtividade

A produção de canola no RS também sofreu uma revisão significativa, mas por um motivo diferente do observado no trigo.

A área projetada aumentou de 353.397 para 379.887 hectares, expansão de aproximadamente 26,5 mil hectares. Ao mesmo tempo, a produtividade média esperada caiu de 1.619 para 1.340 quilos por hectare, recuo de 17,2%.

A redução do rendimento superou o efeito positivo da ampliação da área cultivada. Assim, a produção estimada diminuiu de aproximadamente 572,1 mil para 508.863 toneladas, diferença próxima de 63 mil toneladas.

Apesar da revisão, o volume projetado para 2026 ainda representa crescimento de 78,25% em relação à safra anterior. Isso indica que a expansão da área plantada continua sustentando o avanço anual da cultura, mesmo com a piora das expectativas de produtividade.

Granizo e vendavais provocam perdas em lavouras de canola

Os relatos regionais da Emater mostram que os eventos climáticos tiveram impactos expressivos em determinadas áreas produtoras.

Na região administrativa de Santa Rosa, lavouras atingidas severamente por granizo e vendavais registraram produtividade inferior a 120 quilos por hectare. Nesses casos, o rendimento pode tornar a colheita mecanizada economicamente inviável.

Em áreas menos afetadas, entretanto, os resultados são significativamente melhores.

A diferença entre as lavouras reforça a dificuldade de estimar o desempenho final da cultura e evidencia a importância de avaliar os custos de colheita diante do potencial produtivo de cada área.

Aveia-branca registra queda de área e rendimento

As perspectivas para a safra de aveia-branca também foram reduzidas no novo levantamento.

A área estimada passou de 387.697 para 382.637 hectares, enquanto a produtividade média recuou de 2.322 para 2.177 quilos por hectare.

A combinação dos dois fatores levou a uma redução aproximada de 7,5% na produção projetada, que agora está em 832,8 mil toneladas. Em relação a 2025, a queda prevista é de 10,99%.

Além das condições meteorológicas, a qualidade dos grãos segue como um ponto de atenção para os produtores.

Na região de Ijuí, a Emater identificou lotes de aveia com peso hectolítrico inferior a 48, condição que pode restringir o aproveitamento industrial e dificultar a comercialização.

Em algumas propriedades, lavouras com baixo potencial produtivo estão sendo destinadas à cobertura do solo, em vez de serem colhidas para a produção de grãos.

Cevada tem estimativa de produção elevada, mas segue abaixo de 2025

A cevada gaúcha foi a única entre as principais culturas analisadas a apresentar melhora na revisão mais recente.

A Emater elevou a estimativa de área plantada de 20.320 para 21.591 hectares. A produtividade média esperada também aumentou, passando de 3.020 para 3.114 quilos por hectare.

Com os dois indicadores em alta, a produção projetada avançou aproximadamente 9,6% em relação ao levantamento anterior, chegando a 67.242 toneladas.

Mesmo com a revisão positiva, o volume ainda está 42% abaixo do registrado em 2025, principalmente em razão da redução da área cultivada em comparação com a safra passada.

Qualidade da cevada preocupa indústria de malte

O aumento da produtividade esperada não elimina os riscos relacionados à qualidade industrial do cereal.

De acordo com a Emater, parte dos lotes destinados à produção de malte vem sendo reprovada em avaliações preliminares realizadas nas lavouras.

Mesmo entre as cargas recebidas pela indústria cervejeira, os índices de germinação e o tamanho dos grãos têm ficado ligeiramente abaixo dos padrões desejados. O boletim também aponta níveis da micotoxina DON acima dos parâmetros considerados adequados.

Esses fatores podem afetar a classificação comercial da cevada e comprometer a remuneração dos agricultores que dependem da aprovação dos lotes para a fabricação de malte.

Carinata amplia área estimada e deve produzir 22,9 mil toneladas

A carinata também integra o balanço das culturas de inverno do Rio Grande do Sul. No novo informativo, a Emater elevou a estimativa de área de 12.365 para 14.564 hectares, aumento de 17,78% em relação à projeção anterior.

Com produtividade média estimada em 1.572 quilos por hectare, a produção deve alcançar aproximadamente 22,9 mil toneladas.

A Emater esclarece que não havia uma estimativa inicial de produtividade para a cultura, devido à ausência de histórico de levantamentos. Por esse motivo, não é possível calcular uma revisão da produção nos mesmos moldes utilizados para trigo, canola, aveia-branca e cevada.

Clima e qualidade serão decisivos para o resultado da safra de inverno

As novas projeções mostram que a safra de inverno 2026 no Rio Grande do Sul continua sujeita a mudanças importantes. Enquanto algumas culturas enfrentam redução de área ou de produtividade, outras apresentam melhora nas expectativas de rendimento.

Para os agricultores, o resultado econômico dependerá não apenas do volume efetivamente colhido, mas também da qualidade dos grãos, dos preços de comercialização e dos custos operacionais.

No trigo, na aveia-branca e na cevada, o atendimento aos padrões exigidos pela indústria pode influenciar diretamente o aproveitamento comercial da produção. Na canola, os danos climáticos e o rendimento das lavouras também serão determinantes para avaliar a viabilidade da colheita.

A continuidade do monitoramento de campo será fundamental para confirmar as estimativas e dimensionar quanto da produção poderá atender às exigências dos diferentes mercados.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Doença de Newcastle: Brasil enfrenta restrições à exportação de produtos avícolas

A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus nos arredores de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, levou parceiros comerciais do Brasil a estabelecer restrições à importação de produtos avícolas. A maior parte dos países deve limitar as medidas à área afetada, conforme os protocolos sanitários firmados com o governo brasileiro.

As exceções incluem China e Malásia, cujos acordos preveem restrições de alcance nacional. A China, porém, decidiu restringir o embargo às unidades produtoras catarinenses, decisão considerada positiva pelas autoridades brasileiras. A Malásia ainda nãoinformou como aplicará as medidas. Já o México suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro na última segunda-feira (19).

Ministério da Agricultura orienta certificação das exportações

As diretrizes para a continuidade das exportações foram detalhadas em um ofício circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O documento orienta os auditores fiscais agropecuários sobre os procedimentos de certificação dos produtos destinados ao mercado internacional, respeitando as exigências sanitárias estabelecidas individualmente por cada parceiro comercial.

Como referência para a aplicação das restrições, o ministério definiu 21 de setembro de 2026, data em que foram coletadas as primeiras amostras de aves sem sintomas aparentes na propriedade investigada. As análises levaram à confirmação do foco da doença.

O ofício também determina que certificados internacionais emitidos antes das restrições sejam avaliados conforme as regras de cada país importador, considerando fatores como datas de produção, abate, obtenção da matéria-prima e emissão da certificação.

Inspeção sanitária exige atenção redobrada

Além das medidas relacionadas ao comércio exterior, o Ministério da Agricultura reforçou os procedimentos de vigilância sanitária nos estabelecimentos de abate. Os auditores devem verificar cuidadosamente os registros de mortalidade das aves nas granjas e observar possíveis sinais clínicos durante as inspeções realizadas antes e depois do abate.

Na presença de suspeitas de síndromes respiratórias e nervosas das aves (SRN), o serviço veterinário estadual deverá ser acionado para avaliação. A inspeção post mortem também deve priorizar a identificação de lesões características dessas enfermidades.

Segundo o documento, aves transportadas com a Guia de Trânsito Animal (GTA) estão aptas ao abate, desde que atendam às condições sanitárias exigidas. Caso exista suspeita da doença ainda na propriedade, o trânsito dos animais deve ser interditado.

Quais países restringiram as importações brasileiras?

As medidas variam conforme os acordos sanitários e os tipos de produtos exportados. As restrições foram organizadas em diferentes categorias.

Embargo nacional: China e Malásia possuem protocolos que preveem restrições para todo o território brasileiro. A China, entretanto, limitou sua decisão às unidades catarinenses. O México também suspendeu as compras nacionais, conforme anunciado em 19 de outubro.

Restrições para Santa Catarina: Cazaquistão, Chile, Peru (para produtos processados), Tadjiquistão, Ucrânia, União Europeia, União Aduaneira Euroasiática e Uzbequistão possuem protocolos que estabelecem limitações para o estado, com diferenças conforme o produto.

Restrições à área afetada: África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Canadá, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Israel, Japão, Reino Unido, Taiwan, Tailândia, Turquia, Vietnã e outros mercados adotam medidas delimitadas à região afetada ou a um raio específico, conforme as regras bilaterais.

Há também condições particulares para determinados produtos. O Chile, por exemplo, aplica restrições específicas às vísceras comestíveis, enquanto o Peru diferencia as regras para produtos processados e carnes e miúdos in natura, congelados ou resfriados. União Europeia e União Aduaneira Euroasiática também estabelecem exigências específicas para determinadas categorias de derivados e subprodutos.

Butão, Irã e Ilhas Maurício estão entre os países que aplicam restrições aos animais provenientes do foco da doença.

Tratamento térmico pode permitir exportações

Alguns mercados admitem a entrada de determinados produtos avícolas brasileiros desde que sejam submetidos a tratamento térmico, conforme as condições sanitárias estabelecidas nos respectivos protocolos.

Entre os países que preveem essa possibilidade estão África do Sul, Argentina, Reino Unido e Vietnã.

O Ministério da Agricultura informou que as certificações já estavam seguindo as regras aplicáveis desde segunda-feira (19). A publicação da relação oficial dos países que adotaram medidas específicas estava prevista para terça-feira (20).

A abrangência das restrições e as condições de certificação variam de acordo com o destino e a categoria do produto, tornando necessária a verificação individual dos requisitos sanitários antes do embarque.

O que é a doença de Newcastle

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres, podendo provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas, queda na produção de ovos e mortalidade elevada nos plantéis.

O risco para a população humana é considerado baixo: em situações raras, pessoas expostas diretamente a aves infectadas podem desenvolver conjuntivite leve e temporária. Não há evidências de que o consumo de carne de aves ou ovos devidamente inspecionados e cozidos represente risco de transmissão da doença. Ainda assim, é fundamental seguir as orientações das autoridades sanitárias, reforçar a vigilância nas granjas e evitar o contato com aves doentes ou mortas.

Fonte: Globo Rural / Embrapa / OMSA

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa feita com IA

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Agronegócio

Super Porto Verde inicia operações com embarque de 27 mil toneladas de milho na Amazônia

O Super Porto Verde, novo terminal portuário da Super Terminais em Itacoatiara, no Amazonas, iniciou suas operações com o embarque de 27 mil toneladas de milho em grãos destinadas ao Marrocos. Com investimento de R$ 250 milhões, o empreendimento amplia a capacidade logística da região amazônica e fortalece o escoamento da produção agrícola brasileira pelo Arco Norte.

Terminal portuário amplia capacidade logística na Amazônia

Localizado a aproximadamente 175 quilômetros de Manaus, o Super Porto Verde ocupa uma área portuária de 300 mil metros quadrados. A estrutura conta com 240 metros de comprimento e 18 metros de largura, projetados para atender à movimentação de grandes volumes de cargas.

O terminal dispõe de três guindastes elétricos Sennebogen 895E, apontados como os maiores do mundo em sua categoria e os primeiros desse tipo em operação no Hemisfério Sul. Cada equipamento integra uma estrutura com capacidade operacional de movimentação de até 2.100 toneladas por hora.

Estrutura permite operação simultânea de navios e barcaças

O novo terminal foi projetado para receber, ao mesmo tempo, um navio da classe Panamax, com capacidade de até 50 mil toneladas, e seis barcaças. A expectativa é que as operações de carregamento ou descarregamento sejam concluídas em até 36 horas.

Segundo a Super Terminais, o empreendimento será o maior sistema flutuante de transbordo de granéis das Américas, ampliando a infraestrutura disponível para o transporte de commodities agrícolas e a conexão entre os produtores brasileiros e os mercados internacionais.

Arco Norte ganha reforço no transporte de cargas agrícolas

A entrada em operação do Super Porto Verde representa um avanço para a infraestrutura portuária brasileira, especialmente no corredor logístico do Arco Norte, que desempenha papel relevante no transporte da produção agrícola destinada à exportação.

De acordo com Marcello Di Gregorio, diretor-geral da Super Terminais, o projeto contribui para elevar a competitividade logística do país e consolidar a Amazônia como um eixo estratégico de integração comercial.

O executivo também destaca a sustentabilidade como um dos pilares do desenvolvimento do empreendimento, alinhada à busca por soluções logísticas mais eficientes.

Transporte hidroviário favorece a redução de emissões

O transporte hidroviário é considerado uma alternativa com menor emissão de gases de efeito estufa para o deslocamento de grandes volumes de mercadorias, sobretudo em trajetos de longa distância.

Nesse contexto, a ampliação da capacidade de transbordo na região amazônica pode contribuir para tornar o escoamento de grãos mais eficiente, fortalecendo a logística de exportação e a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Super Terminais

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Agronegócio

Conab anuncia operação com farelo de soja em meio à queda do preço do suíno

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) detalhou uma nova operação voltada à comercialização de farelo de soja no mercado interno, com o objetivo de contribuir para a regulação do abastecimento. A iniciativa inclui uma apresentação técnica para esclarecer os procedimentos da operação e é acompanhada de perto pelas agroindústrias.

A medida ocorre em um momento de pressão sobre a suinocultura brasileira, com as cotações do suíno vivo abaixo de US$ 1 por quilo. O cenário aumenta a preocupação dos produtores com a rentabilidade, especialmente diante dos custos de alimentação dos animais e das oscilações do mercado.

Queda da soja pressiona o mercado de insumos

A atuação da Conab acontece em meio à desvalorização da soja no mercado internacional. Na última semana, os contratos futuros da oleaginosa recuaram 2,5% na Bolsa de Chicago, acumulando cinco sessões consecutivas de perdas.

No Brasil, as negociações no mercado físico seguem em ritmo lento, enquanto os produtores concentram esforços no plantio da nova safra. As projeções elevadas da Conab para a temporada 2026/27 também influenciam as expectativas de preços e contribuem para a cautela dos compradores, que aguardam possíveis novas quedas.

Esse contexto afeta diretamente o mercado de farelo de soja, ingrediente fundamental na fabricação de rações para animais. A perspectiva de preços mais baixos pode favorecer a redução dos custos de produção, embora o impacto dependa das condições de comercialização e da disponibilidade do produto.

Suinocultura enfrenta margens apertadas

Para os produtores de suínos, a possibilidade de barateamento da ração contrasta com a desvalorização do animal vivo. A combinação limita a recuperação das margens e mantém o setor atento à evolução dos preços da proteína.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou a edição de setembro do Boletim do Suíno, que confirma um cenário de rentabilidade pressionada e menor dinamismo nas negociações.

Além das cotações domésticas, o câmbio representa outro fator importante para a atividade. O Banco Central do Brasil (BCB) registrou a taxa de câmbio PTAX de fechamento do dólar em R$ 5,0820. Esse valor serve de referência para operações comerciais e influencia tanto as receitas com exportações quanto os custos de aquisição de microingredientes utilizados na alimentação dos animais.

Câmbio e custos de produção exigem atenção dos produtores

A combinação entre suíno vivo abaixo de US$ 1 por quilo, dólar acima de R$ 5 e mudanças na comercialização do farelo de soja amplia os desafios para a gestão financeira das granjas e das agroindústrias.

Nesse contexto, o acompanhamento dos preços dos insumos e o controle das despesas com alimentação tornam-se fundamentais para preservar a rentabilidade das operações de suinocultura.

A efetividade da iniciativa da Conab dependerá das condições de oferta e comercialização do farelo de soja e de seus reflexos sobre os preços internos. Uma eventual estabilização do insumo poderá contribuir para aliviar os custos de produção, embora não elimine a pressão provocada pela baixa remuneração dos suínos.

Para os sistemas de produção de ciclo completo, a evolução desses fatores será importante para orientar decisões de manejo, planejamento produtivo e manutenção da viabilidade econômica no curto prazo.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Agronegócio

Brasil amplia produção de sorgo e ganha espaço no mercado chinês, pressionando liderança dos EUA

O Brasil está ampliando sua participação no mercado global de sorgo e começa a disputar espaço com os Estados Unidos em um segmento estratégico para o comércio internacional de grãos. Com o aumento da produção nacional e a abertura do mercado chinês, o país fortalece sua posição entre os principais produtores e exportadores da cultura.

O avanço ocorre em um cenário de incertezas comerciais para os agricultores norte-americanos, que enfrentam oscilações na demanda chinesa e uma redução prevista na produção do cereal. Depois de conquistar posições de destaque em culturas como soja e algodão, além de ampliar sua presença no mercado de carne bovina, o Brasil passa a representar um concorrente cada vez mais relevante também no sorgo.

Tim Lust, diretor executivo da Associação Nacional de Produtores de Sorgo dos Estados Unidos, reconhece a velocidade desse crescimento. Segundo ele, a produção brasileira vem avançando rapidamente e reduzindo a distância em relação à norte-americana.

Além do Brasil, os produtores dos Estados Unidos enfrentam a concorrência da Austrália e da Argentina, que ocupam posições importantes entre os exportadores mundiais do grão.

China se torna peça-chave na disputa pelo mercado de sorgo

A China é um dos principais destinos do sorgo comercializado internacionalmente. O cereal é utilizado tanto na alimentação de suínos quanto na fabricação do baijiu, bebida alcoólica tradicional chinesa.

Historicamente, o mercado chinês teve grande importância para os produtores norte-americanos. As exportações dos Estados Unidos para o país asiático já superaram US$ 2 bilhões há mais de uma década. Entretanto, as relações comerciais entre as duas potências e as mudanças na demanda provocaram fortes oscilações nas compras.

Em 2019, durante a primeira guerra comercial entre os governos de Donald Trump e da China, as exportações norte-americanas de sorgo recuaram para aproximadamente US$ 186 milhões. Em 2025, o valor caiu ainda mais, chegando a US$ 86 milhões.

A demanda chinesa por importações continua enfraquecida diante da ampla disponibilidade de grãos no mercado doméstico. Esse cenário dificulta o planejamento dos agricultores dos Estados Unidos, que dependem de previsibilidade comercial para decidir quais culturas plantar.

Produtores dos EUA reduzem área e enfrentam queda na produção

A instabilidade das exportações tem levado parte dos agricultores norte-americanos a substituir o sorgo por culturas com maior potencial de retorno e mercados consumidores mais diversificados, como milho e soja.

Em estados como Nebraska, essa mudança já ocorre nas áreas de cultivo. Além disso, a produção de sorgo dos Estados Unidos deve diminuir 33% na safra atual em relação à anterior, segundo as estimativas citadas no levantamento. A redução da área plantada e os efeitos da seca nas Planícies do Sul estão entre os fatores que pressionam o resultado.

Diante das dificuldades, representantes do setor defendem a ampliação dos acordos comerciais. Lust enviou uma carta a Trump no mês passado solicitando que o governo buscasse compromissos para a compra anual de 5 milhões a 7 milhões de toneladas de sorgo norte-americano pela China.

Listas divulgadas pelos dois países após uma reunião entre Trump e Xi Jinping, realizada em setembro, também indicaram a previsão de redução de tarifas chinesas sobre produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo sorgo, trigo e milho.

Agricultores buscam alternativas ao mercado internacional

Enquanto parte dos produtores norte-americanos tenta recuperar o acesso à China, outros procuram reduzir a exposição às oscilações do comércio exterior.

Brad Dusenbery, agricultor de Nebraska, cultiva cerca de 700 acres e está construindo um pequeno moinho em Beatrice, no sudeste do estado. O projeto prevê a fabricação de farinha de sorgo para diferentes aplicações alimentícias, incluindo biscoitos e pães para hambúrgueres.

O produtor também está migrando para métodos de cultivo orgânico e pretende priorizar o mercado interno, em vez de depender das exportações.

A estratégia reflete a preocupação com a falta de estabilidade nas relações comerciais e a busca por alternativas que permitam agregar valor ao cereal dentro do próprio país.

Brasil amplia cultivo de sorgo na segunda safra

No Brasil, o movimento é de expansão. O sorgo vem conquistando espaço como alternativa de segunda safra, cultivada após a colheita da soja. A cultura apresenta boa adaptação a diferentes condições de clima e solo, característica que favorece sua utilização em diversas regiões agrícolas.

Um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no ano passado, destacou a ampla adaptação do cereal às condições brasileiras.

Outro fator que impulsiona o setor é a demanda da indústria de biocombustíveis. Grandes fabricantes de etanol, como a Inpasa, ampliaram sua capacidade industrial com unidades preparadas para processar tanto milho quanto sorgo.

Essa combinação de condições agronômicas favoráveis, demanda industrial e oportunidades de exportação contribui para o crescimento da cultura no país.

Produção brasileira pode atingir 10 milhões de toneladas até 2031

A produção de sorgo no Brasil mais que dobrou nos últimos quatro anos, e as perspectivas indicam continuidade desse avanço.

Estimativa do Rabobank aponta que o país poderá alcançar uma produção de 10 milhões de toneladas até 2031. O volume representa um crescimento expressivo em relação às aproximadamente 6 milhões de toneladas registradas na última safra mencionada.

Para Frederico Botelho, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o ritmo de expansão abre a possibilidade de o Brasil superar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial na produção do cereal nos próximos anos.

A evolução dependerá da continuidade dos investimentos, da expansão da área cultivada, da demanda industrial e da consolidação de novos mercados consumidores.

Primeiro embarque para a China abre nova oportunidade para o Brasil

A expansão da produção brasileira ganhou um impulso importante com a abertura do mercado chinês. Em agosto, a Cofco, empresa estatal chinesa de comercialização de grãos, embarcou a primeira carga de sorgo brasileiro com destino à China.

A operação marcou o início de uma nova etapa para o setor e reforçou as expectativas de crescimento das exportações nacionais.

Dados compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicavam a previsão de embarques de até 2,4 milhões de toneladas de sorgo a partir dos portos brasileiros até o fim de outubro daquele ano, principalmente para o mercado chinês. Em 2025, não haviam sido registrados embarques significativos, segundo as informações apresentadas.

A abertura comercial cria uma alternativa adicional para o escoamento da produção e pode estimular novos investimentos na cadeia produtiva.

Diversificação de fornecedores favorece o sorgo brasileiro

A estratégia chinesa de diversificar suas fontes de abastecimento pode beneficiar diretamente o Brasil. Ao evitar a dependência de um único fornecedor, o país asiático abre espaço para ampliar as compras de outros produtores internacionais.

Marco Castelli, diretor comercial da Agrobom, empresa mineira de armazenamento e comercialização de grãos, avalia que essa política favorece a consolidação do mercado brasileiro de sorgo.

Com o crescimento da oferta nacional, o avanço da indústria de etanol e a abertura de novos destinos comerciais, o Brasil reúne condições para ampliar sua participação no comércio internacional do cereal.

O desafio será transformar o aumento da produção em presença duradoura no mercado externo, em um ambiente marcado pela concorrência internacional e pelas mudanças nas relações comerciais.

FONTE: Bloomberg Línea
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edwin Remsberg/VWPics/AP

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Agronegócio

Brasil abre 700 mercados internacionais para o agronegócio desde 2023

O Brasil conquistou 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando as oportunidades de exportação do agronegócio brasileiro. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, em meio aos avanços das relações comerciais com diferentes países e blocos econômicos.

Outro destaque é o crescimento das vendas brasileiras para a União Europeia após a entrada em vigor provisória do acordo comercial com o Mercosul. Entre maio e setembro deste ano, as exportações brasileiras para o bloco europeu aumentaram 30,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para a União Europeia totalizaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do tratado comercial entre os dois blocos. Segundo ele, o intercâmbio comercial entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do acordo.

Vieira afirmou que as exportações brasileiras registraram avanço de 10,4% em 2026 e atribuiu parte desse desempenho à abertura comercial com o mercado europeu, que proporcionou uma expansão próxima de 30% nas vendas desde maio.

O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos econômicos. A expectativa é que a aproximação comercial amplie as oportunidades para empresas brasileiras e fortaleça a presença do país no mercado internacional.

Comércio exterior avança em meio a tensões internacionais

Durante o evento em Brasília, Márcio Elias Rosa ressaltou que o crescimento das exportações vai além do setor agropecuário. Conforme o ministro, o comércio exterior brasileiro avançou, em média, 10,5%, mesmo diante de tensões geopolíticas e do aumento das barreiras comerciais em diferentes mercados.

Para ele, os resultados refletem a capacidade de expansão das empresas nacionais e as iniciativas governamentais voltadas à promoção das exportações.

O ministro também destacou a importância da agroindústria para a estratégia de reindustrialização do país, defendendo maior integração entre a produção agropecuária e o desenvolvimento industrial.

Ao abordar as relações comerciais com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como delicado, mas reafirmou que o governo pretende manter o diálogo e as negociações diplomáticas.

Brasil amplia presença em 99 destinos internacionais

As 700 aberturas de mercado anunciadas pelo governo ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos. As autorizações sanitárias concedidas permitiram ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros a novos compradores internacionais.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na administração anterior. Segundo ele, foram 700 aberturas de mercado desde 2023, contra 241 durante o governo precedente.

O ministro também destacou as perspectivas de crescimento do setor. A estimativa apresentada por ele aponta que a participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário deverá alcançar 29% neste ano. Para a safra 2026/2027, a projeção é de produção de 366 milhões de toneladas.

Exportações para novos mercados podem chegar a US$ 80 bilhões

Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o país já exportou US$ 5,8 bilhões em produtos para os mercados abertos desde 2023.

A agência projeta que as vendas destinadas a esses novos compradores alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos, reforçando a importância da diversificação dos mercados de exportação para o crescimento da economia brasileira.

André de Paula também afirmou que o Brasil pretende terminar o ano como o maior exportador mundial de alimentos. Segundo os números apresentados pelo ministro, as exportações brasileiras do setor somaram US$ 169 bilhões no acumulado do ano, cerca de US$ 2 bilhões abaixo do resultado dos Estados Unidos.

Plano Safra recebe mais de R$ 1 trilhão em quatro anos

O financiamento da produção rural também foi apontado pelo ministro como um dos fatores de apoio à competitividade do agronegócio nacional.

De acordo com André de Paula, o governo federal destinou mais de R$ 610 bilhões ao Plano Safra atual, contemplando a agricultura empresarial e familiar. Considerando os quatro anos do governo Lula, o volume de recursos investidos no programa ultrapassou R$ 1 trilhão, conforme a declaração do ministro.

Os recursos são destinados ao financiamento das atividades rurais e buscam apoiar a produção agropecuária em diferentes segmentos.

China autoriza exportação de miúdos suínos brasileiros

Entre os avanços recentes no comércio agropecuário, André de Paula mencionou a autorização da China para a entrada de miúdos suínos brasileiros.

A medida representa mais uma oportunidade para os produtores nacionais ampliarem as vendas ao mercado chinês. O governo também mantém a expectativa de novas autorizações sanitárias e comerciais para outros produtos brasileiros, com o objetivo de diversificar destinos e fortalecer a posição do país no comércio mundial de alimentos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Agronegócio

Indústria de fertilizantes alerta para dependência de importações e cobra fortalecimento da produção nacional

O Brasil precisa reduzir a dependência de fertilizantes importados e ampliar a capacidade de produção nacional para proteger o agronegócio e a segurança alimentar. A defesa foi apresentada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-primas para Fertilizantes (Sinprifert), que divulgou, nesta terça-feira (13/10), a Carta Aberta ao Brasil, documento publicado em referência ao Dia Mundial dos Fertilizantes.

Segundo a entidade, aproximadamente 90% dos fertilizantes utilizados no país vêm do exterior. O cenário é considerado um risco estratégico, uma vez que os custos e a disponibilidade desses insumos estão sujeitos a crises internacionais e a fatores fora do controle brasileiro.

Alta no preço das matérias-primas pressiona setor de fertilizantes

A manifestação ocorre em meio a dificuldades enfrentadas pela indústria, especialmente após a elevação dos custos das matérias-primas em decorrência do conflito no Oriente Médio.

Um dos exemplos é o enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados. Em meados deste ano, o preço chegou a US$ 1,2 mil por tonelada, ante US$ 435 em janeiro, antes do início da guerra. A escalada dos valores afetou a atividade industrial e levou algumas fábricas brasileiras a interromper a produção.

Para o Sinprifert, a situação reforça a necessidade de fortalecer a cadeia produtiva nacional e diminuir a exposição do país às oscilações do mercado internacional.

Dependência externa de fertilizantes chega a 90%

De acordo com o sindicato, a participação dos produtos importados no abastecimento brasileiro aumentou de 55% para cerca de 90% nos últimos 30 anos.

A dependência é ainda mais expressiva em determinados nutrientes utilizados na agricultura. Conforme os dados apresentados pela entidade, o Brasil importa 97% do nitrogênio e do potássio consumidos nas lavouras, além de 74% do fósforo.

O presidente do Conselho de Administração do Sinprifert, Elias Lima, ressalta que a liderança agrícola brasileira foi construída em um contexto no qual o fornecimento e os preços dos insumos dependem de decisões tomadas no exterior.

Segundo ele, ampliar a produção doméstica e desenvolver tecnologias próprias são medidas fundamentais para que o país tenha maior autonomia sobre seu futuro agrícola.

Produção agrícola cresce e amplia demanda por fertilizantes

A expansão do agronegócio brasileiro nas últimas décadas evidencia a importância desses insumos para a produtividade das lavouras.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que a produção de grãos aumentou de 123 milhões de toneladas, em 2002, para 350 milhões de toneladas, em 2025.

No mesmo intervalo, a área plantada passou de 43,9 milhões para 81,7 milhões de hectares. Já as entregas de fertilizantes avançaram de 19 milhões para 49 milhões de toneladas, segundo informações da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

Os números demonstram a ampliação da demanda por insumos agrícolas e reforçam o debate sobre a capacidade nacional de atender às necessidades do setor produtivo.

Carta aberta estabelece cinco compromissos para o setor

No documento, o Sinprifert apresenta cinco compromissos relacionados ao desenvolvimento econômico, à sustentabilidade e à autonomia tecnológica do Brasil.

Entre os objetivos estão garantir que os investimentos realizados pela indústria gerem retornos ampliados para o país, recuperar a fertilidade dos solos, reduzir os impactos ambientais da cadeia produtiva, posicionar o Brasil na liderança de uma nova revolução verde e transformar em realidade as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Fertilizantes (PNF).

A entidade defende que o fortalecimento da produção nacional pode contribuir tanto para a competitividade do agronegócio quanto para a redução dos riscos associados ao abastecimento externo.

Indústria de fertilizantes pode impulsionar outros setores estratégicos

Além da agricultura, o sindicato destaca o potencial da cadeia de fertilizantes para estimular atividades industriais consideradas estratégicas para o desenvolvimento brasileiro.

Entre elas estão a extração de terras raras, a produção de ímãs e baterias e o desenvolvimento do hidrogênio verde.

Para o Sinprifert, ampliar a capacidade industrial do país pode gerar benefícios que ultrapassam o campo, favorecendo a inovação tecnológica, a diversificação produtiva e a redução da dependência de fornecedores internacionais.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE amplia desafios regulatórios para o agronegócio brasileiro

Os impactos e as oportunidades do acordo Mercosul-União Europeia estão ganhando espaço nas discussões estratégicas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O setor avalia o potencial de expansão das exportações para mercados de alto valor, mas também se prepara para atender às rigorosas exigências sanitárias, ambientais e regulatórias impostas pelo bloco europeu.

Para os produtores brasileiros, a abertura de novos mercados poderá representar oportunidades comerciais, mas exigirá mudanças nas cadeias de exportação, especialmente em áreas como rastreabilidade, controle sanitário e adequação a normas ambientais.

Regras para espécies invasoras entram no debate

No cenário regulatório doméstico, a CNA também acompanha as discussões sobre o novo marco para espécies exóticas invasoras. A entidade avaliou positivamente a decisão de ampliar o prazo para os debates governamentais sobre o tema.

A extensão do período de análise permite aprofundar os estudos técnicos sobre possíveis efeitos econômicos de restrições à utilização de determinadas espécies em atividades produtivas.

Um dos setores diretamente envolvidos é a aquicultura brasileira, que utiliza espécies não nativas já consolidadas comercialmente, como a tilápia. Para a CNA, a discussão é relevante para preservar a segurança jurídica e evitar impactos que possam comprometer a expansão da produção.

Bahia ganha novas diretrizes para a aquicultura

As políticas públicas voltadas à atividade pesqueira e aquícola também avançaram na Bahia. O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, apresentou novas diretrizes para estimular o desenvolvimento do setor no estado.

As medidas têm como objetivos fortalecer a cadeia produtiva da aquicultura, enfrentar gargalos relacionados ao licenciamento ambiental e ampliar a produção sustentável de pescados.

A região Nordeste apresenta condições hídricas e climáticas favoráveis à atividade, mas parte desse potencial ainda permanece pouco aproveitada pelo setor produtivo.

Fretes recuam, mas custos logísticos continuam elevados

Mesmo com avanços regulatórios e novas oportunidades comerciais, a infraestrutura logística continua sendo um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os preços dos fretes agrícolas apresentaram queda recente nas principais regiões produtoras de grãos do país.

O recuo representa um alívio pontual para o transporte e o escoamento da produção. No entanto, quando comparados ao mesmo período do ano anterior, os valores ainda apresentam uma trajetória de alta.

O cenário mantém os custos logísticos em um patamar estruturalmente elevado, com reflexos sobre a formação dos preços das commodities e sobre a rentabilidade das atividades realizadas após a porteira.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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