Agronegócio

Geopolítica pressiona custos do milho no Brasil e preocupa produtores

A geopolítica global passou a ter impacto direto sobre o custo de produção agrícola no país, especialmente na próxima safra de milho no Brasil e sorgo. A dependência de insumos importados e a instabilidade nas rotas internacionais elevam os riscos para produtores rurais.

O tema será destaque no 4º Congresso da Abramilho, marcado para o dia 13 de maio, em Brasília.

Dependência externa aumenta vulnerabilidade

Apesar de figurar entre os maiores produtores mundiais, o Brasil ainda depende fortemente do mercado externo para manter sua produção agrícola. Mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados.

Além disso, o setor também depende de países como a China para o fornecimento de defensivos agrícolas e até de parte do diesel usado nas operações no campo.

Essa estrutura torna o agronegócio brasileiro altamente sensível a oscilações externas.

Impactos imediatos no campo

A variação de preços deixou de ser apenas uma questão interna. Hoje, conflitos internacionais e tensões diplomáticas têm reflexo quase instantâneo no custo da produção.

Alterações no preço do petróleo ou interrupções em rotas comerciais impactam diretamente itens essenciais como:

  • fertilizantes importados
  • combustíveis agrícolas
  • insumos químicos

O resultado é o aumento do frete e das despesas operacionais para o produtor rural.

Congresso debate soluções e estratégias

Segundo representantes da Abramilho, o atual cenário exige uma abordagem estratégica. O objetivo do congresso é discutir alternativas para reduzir a exposição do setor às incertezas globais.

O encontro reunirá especialistas, autoridades e representantes de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores.

Entre os temas em debate estão os impactos de acordos internacionais, como o tratado entre Mercosul e União Europeia.

Planejamento agrícola sob pressão

A intenção é construir propostas que possam orientar políticas públicas e ações do setor privado, buscando maior segurança para o produtor.

A discussão também pretende apontar caminhos práticos para o curto, médio e longo prazo, diante de um cenário marcado por instabilidade geopolítica e crescente pressão sobre os custos de produção.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria Abramilho

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Agronegócio

Mato Grosso lidera faturamento agropecuário no Brasil com 15% do VBP nacional

O Mato Grosso deve alcançar um faturamento de R$ 206 bilhões na produção agropecuária em 2026, consolidando-se como o principal polo do agronegócio brasileiro. O montante corresponde a cerca de 15% do Valor Bruto da Produção (VBP) nacional, estimado em R$ 1,38 trilhão.

Levantamento baseado em dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, organizado pelo DataHub da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), coloca o estado à frente de Minas Gerais (R$ 167 bilhões) e São Paulo (R$ 157 bilhões) no ranking nacional.

Força das commodities impulsiona crescimento

O desempenho mato-grossense é sustentado por um portfólio de commodities agrícolas no qual o estado lidera a produção nacional. Entre os destaques estão soja, milho, algodão e pecuária bovina.

A soja responde por 43% do VBP estadual, mantendo-se como principal fonte de receita. Em seguida, aparecem o milho, com 21,67%, e a pecuária de corte, responsável por 17,96% do faturamento dentro das propriedades rurais.

Entenda o que é o Valor Bruto da Produção (VBP)

O Valor Bruto da Produção (VBP) é um indicador que mede o faturamento total gerado pela agropecuária “dentro da porteira”. O cálculo considera o volume produzido — tanto na lavoura quanto na pecuária — multiplicado pelos preços médios recebidos pelos produtores.

Diferentemente do PIB, o VBP não desconta custos operacionais como insumos, combustíveis e mão de obra, sendo um termômetro da receita bruta e não do lucro líquido do setor.

Geração de empregos e impacto na economia

A forte movimentação financeira do setor agropecuário também reflete no mercado de trabalho. Entre janeiro e fevereiro de 2026, foram criadas 9.066 vagas formais em Mato Grosso, evidenciando a relevância do campo para a economia local.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o impacto vai além dos números. “O volume de recursos gerado pelo agronegócio se traduz em oportunidades reais, com geração de emprego e renda em diversas regiões do estado”, afirmou.

Ranking das maiores economias agropecuárias

Além de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, completam a lista dos cinco maiores faturamentos do campo no país:

  • Paraná: R$ 150 bilhões
  • Goiás: R$ 117 bilhões

O cenário reforça a concentração da produção e da riqueza do agronegócio brasileiro em estados com forte atuação em commodities e infraestrutura de escoamento.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Congresso Abramilho 2026 abre inscrições e debate biotecnologia e competitividade do agro

Estão abertas as inscrições para o 4º Congresso Abramilho, evento que reunirá produtores, especialistas e autoridades no dia 13 de maio, em Brasília. O encontro será realizado no Unique Palace e deve concentrar discussões estratégicas sobre biotecnologia no agro, competitividade agrícola e os desafios do cenário econômico global.

Evento foca inovação e sustentabilidade no agronegócio

Com início previsto para as 8h, o congresso terá uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e fortalecimento das cadeias produtivas. A proposta é ampliar o debate sobre os caminhos do setor diante de mudanças tecnológicas e pressões econômicas.

O painel de abertura, intitulado “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, contará com a participação do ministro da Agricultura, André de Paula, e do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A mediação será do jornalista Cassiano Ribeiro.

O debate terá como محور central a defesa das cadeias produtivas de milho e sorgo, além de propostas para ampliar a competitividade do setor.

Impactos globais no custo de produção

Outro tema relevante do encontro será a influência das crises internacionais no custo de produção agrícola. Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da JBS e do Ministério das Relações Exteriores devem analisar os efeitos de conflitos globais sobre insumos como fertilizantes e diesel.

A discussão busca apontar estratégias para reduzir vulnerabilidades e proteger o desempenho do agronegócio brasileiro.

Segurança alimentar e avanço da biotecnologia

A agenda técnica também inclui painéis sobre segurança alimentar e inovação no campo. O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, Mauro Murakami, devem detalhar o papel das novas tecnologias na produção agrícola.

A expectativa é discutir como a biotecnologia agrícola pode contribuir para enfrentar desafios fitossanitários e garantir produtividade sustentável.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia: promulgação abre nova fase para o agronegócio brasileiro, afirma ministro André de Paula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia, que marca o encerramento de mais de 20 anos de negociações entre os blocos.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

O tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de março e terá aplicação provisória a partir desta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas de importação para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos itens provenientes da União Europeia, ao longo dos próximos anos.

Durante o evento, o presidente Lula destacou que o entendimento amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo e representa o resultado de um longo processo diplomático e comercial.

Também foram apresentados mecanismos para possível aplicação de salvaguardas comerciais, que permitem medidas temporárias de proteção a setores produtivos em caso de aumento expressivo das importações.

Impactos para o agronegócio brasileiro

A promulgação do acordo foi classificada pelo ministro André de Paula como um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o resultado consolida décadas de negociações e abre novas oportunidades para o setor.

“Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, encontros recentes com representantes do setor indicam potencial de ganhos para cadeias como citricultura, café, fruticultura e carne bovina.

Exportações e acesso ao mercado europeu

Entre os destaques, o ministro citou o suco de laranja, produto em que o Brasil já possui forte participação no mercado global e que pode ganhar ainda mais competitividade na Europa.

Também foram mencionadas perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas brasileiras exportadas ao continente europeu.

Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para a carne bovina brasileira, o que deve ampliar o acesso ao mercado da União Europeia.

Nova etapa nas relações comerciais

Para André de Paula, a entrada em vigor do acordo representa o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos.

“A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Percio Campos / Mapa

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Agronegócio

Agronegócio Brasil–Uruguai: ministros discutem cooperação e expansão do comércio bilateral

O agronegócio Brasil–Uruguai foi tema de reunião realizada na terça-feira (28), em Brasília (DF), entre o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti. O encontro ocorreu na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e tratou de pautas consideradas prioritárias para o setor na região.

Relação bilateral e integração no agronegócio

Durante a reunião, os ministros destacaram a importância da parceria entre Brasil e Uruguai, marcada por cooperação histórica, integração regional e forte intercâmbio comercial.

André de Paula ressaltou o papel estratégico do Uruguai nas relações comerciais, técnicas e institucionais com o Brasil, reforçando a relevância da agenda conjunta no comércio agrícola internacional.

Diálogo permanente e interesses comuns

O ministro uruguaio Alfredo Fratti destacou a necessidade de manter o diálogo constante entre os países, com foco na construção de soluções conjuntas para desafios do agronegócio regional e de temas de interesse mútuo.

Entre os principais assuntos discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, além de iniciativas voltadas à ampliação de oportunidades comerciais entre os dois países.

Cooperação em ciência, tecnologia e inovação

Outro ponto de destaque foi o avanço da parceria em ciência, tecnologia e inovação no agronegócio, incluindo a criação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional. O projeto envolve a Embrapa, o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai (INIA) e os ministérios da Agricultura de ambos os países.

Também foi abordado o Memorando de Entendimento para o desenvolvimento de tecnologias de base biológica, voltadas à melhoria da produção agrícola e pecuária. As iniciativas foram formalizadas em dezembro de 2025.

Bioinsumos e comércio bilateral

O ministro uruguaio reforçou o interesse na agenda de bioinsumos, área que vem ganhando relevância na cooperação bilateral. O governo brasileiro afirmou estar aberto à ampliação do intercâmbio técnico e científico nesse segmento, considerado estratégico para a inovação e sustentabilidade agropecuária.

Comércio entre Brasil e Uruguai

Brasil e Uruguai mantêm posição de parceiros estratégicos dentro do Mercosul e de fóruns regionais como o Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

Em 2025, o comércio bilateral atingiu cerca de US$ 2,22 bilhões. Desse total, aproximadamente US$ 989,9 milhões corresponderam às exportações brasileiras, enquanto as importações vindas do Uruguai somaram cerca de US$ 1,23 bilhão.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Agronegócio: Mapa e Câmara de Comércio dos EUA discutem expansão do comércio Brasil–Estados Unidos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu nesta terça-feira (28) representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos para debater oportunidades no agronegócio entre os dois países. A reunião ocorreu em Brasília (DF), na sede da Pasta.

Autoridades participam da abertura do encontro

A abertura contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares. O encontro reforçou o diálogo sobre o fortalecimento das relações comerciais no setor agropecuário.

Comércio agrícola e oportunidades estratégicas

Durante a reunião, foram discutidos temas como o fluxo comercial agropecuário, interesses bilaterais no setor agrícola e oportunidades relacionadas à ciência e tecnologia no agronegócio, além de biocombustíveis e outras áreas estratégicas.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, destacou o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e as negociações em andamento para ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado norte-americano.

EUA são principal parceiro do agro brasileiro

Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações do agronegócio do Brasil. Em 2025, o país exportou cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários para o mercado norte-americano. No mesmo período, as importações somaram aproximadamente US$ 1,05 bilhão.

Entre os principais produtos exportados estão café, carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e cacau.

Papel da Câmara de Comércio dos EUA

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce) é considerada a maior entidade empresarial do mundo, representando companhias norte-americanas e atuando na defesa de políticas voltadas ao crescimento econômico e ao comércio internacional.

O Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos, ligado à Câmara, é responsável por fortalecer a parceria econômica entre os dois países e ampliar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Agronegócio

Agro de Santa Catarina cresce 15% e atinge R$ 74,9 bilhões em 2025

O agronegócio de Santa Catarina encerrou 2025 em alta, com crescimento de 15% no valor bruto da produção agropecuária, que chegou a R$ 74,9 bilhões. O desempenho reforça o papel estratégico do setor como um dos principais motores da economia estadual.

A expansão consolida a força catarinense em áreas como suinocultura, avicultura, produção de leite, cultivo de grãos e exportação de carnes, segmentos que mantêm o estado em destaque no cenário nacional.

Pecuária e grãos lideram avanço

A pecuária foi responsável por grande parte do resultado positivo. Cadeias produtivas como suínos, frango e leite apresentaram forte desempenho ao longo do ano, sustentando o crescimento do setor.

Paralelamente, a produção de grãos, especialmente soja e milho, também contribuiu para elevar os números. O aumento da produtividade e a ampliação das áreas cultivadas fortaleceram a presença de Santa Catarina no mercado brasileiro.

Tecnologia e eficiência garantem competitividade

O avanço do agro catarinense está diretamente ligado a investimentos em tecnologia no campo, sanidade animal e ganhos de produtividade. Esses fatores permitiram ao produtor rural enfrentar desafios como oscilações de mercado, custos elevados e condições climáticas adversas.

O resultado mostra a capacidade de adaptação do setor, que manteve crescimento mesmo diante de cenários complexos.

Impacto vai além do campo

O crescimento da produção agropecuária gera efeitos diretos em diversos segmentos da economia. O aumento da atividade no campo impulsiona o emprego rural, fortalece a renda, estimula a indústria e movimenta setores como transporte e comércio.

De pequenos produtores a grandes exportadores, toda a cadeia produtiva se beneficia do desempenho positivo, refletindo em dezenas de municípios catarinenses.

Santa Catarina amplia protagonismo no agronegócio

Com os resultados de 2025, Santa Catarina reforça sua posição entre os estados mais competitivos do agronegócio brasileiro. A combinação de diversificação produtiva, presença internacional e eficiência operacional mantém o estado em evidência.

Além disso, políticas de incentivo, assistência técnica e apoio à inovação seguem sendo fundamentais para sustentar o crescimento nos próximos anos.

Perspectivas para o setor

O desempenho registrado indica que o agro catarinense mantém uma trajetória consistente de expansão. Mais do que um ciclo positivo, o setor demonstra bases sólidas para continuar impulsionando o desenvolvimento econômico regional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Agronegócio

Agro brasileiro amplia exportações e aposta em internacionalização na Feira Brasil na Mesa

Durante a Feira Brasil na Mesa, realizada na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou iniciativas voltadas à promoção comercial e à internacionalização do agro brasileiro. A palestra ocorreu na sexta-feira (24), reunindo especialistas e representantes do setor.

A coordenadora da área de relações internacionais do Mapa, Fabiana Maldonado, ressaltou que o diálogo com outros países é essencial para viabilizar a entrada de produtos brasileiros no mercado externo. Segundo ela, o ministério atua como mediador em negociações que envolvem tanto requisitos técnicos quanto acordos comerciais.

Exportações de frutas impulsionam presença internacional

Um dos destaques da apresentação foi o avanço das exportações da fruticultura brasileira. Dados do setor indicam que frutas como melão, manga, uva, banana e limão lideram as vendas ao exterior. No segmento da sociobiodiversidade, o açaí se mantém como principal produto exportado.

A diversidade agrícola do país também foi evidenciada no evento, com ênfase em produtos originários do Cerrado e da Amazônia. Além disso, há potencial para expansão das exportações de itens ainda pouco explorados internacionalmente, como cupuaçu, pequi e buriti.

Brasil entre os maiores produtores globais

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial de produção de frutas, ficando atrás apenas de China e Índia. Os principais destinos das exportações nacionais são a Europa e os Estados Unidos.

Com cerca de 600 mercados abertos para o agro, o país vem ampliando o acesso ao comércio exterior, diversificando a pauta exportadora e gerando impactos positivos na economia, como criação de empregos e desenvolvimento regional.

Capacitação e acesso à informação são desafios

Para fortalecer a presença internacional, o Mapa aposta em iniciativas como a Caravana do Agro Exportador, que promove capacitação por meio de seminários e workshops. O objetivo é preparar produtores e empresas para atender às exigências do mercado global.

A coordenadora destacou que exportar exige organização, qualidade e cumprimento de padrões sanitários. Para pequenos produtores, a atuação conjunta em cooperativas e associações pode facilitar o acesso aos mercados internacionais.

Além disso, o setor conta com ferramentas como plataformas digitais, rede de adidos agrícolas e ações de promoção em feiras e missões internacionais.

Feira reúne inovação e tecnologia no campo

A Feira Brasil na Mesa segue até sábado (25), com programação voltada à inovação agropecuária. O evento inclui exposições, palestras e demonstrações de tecnologias aplicadas à produção rural.

Entre os destaques estão novas cultivares agrícolas, como variedades de feijão, soja e sorgo, além de soluções voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade. Visitantes também podem participar de degustações, rodadas de negócios e atividades interativas, reforçando a conexão entre ciência, produção e sociedade.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Costa/Mapa

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em 13% até 2038, diz Alckmin

O acordo Mercosul-UE tem potencial para ampliar as exportações brasileiras em cerca de 13% até 2038, segundo projeção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A declaração foi feita pouco antes do início da vigência provisória do tratado, marcada para 1º de maio.

De acordo com o governo, a redução gradual de tarifas já começa com impacto relevante: aproximadamente 5 mil produtos terão imposto zerado logo na fase inicial, favorecendo o fluxo comercial entre os blocos.

Indústria pode ter crescimento ainda maior

O setor industrial brasileiro deve ser um dos principais beneficiados. A estimativa é de que as exportações da indústria cresçam até 26% com a implementação completa do acordo.

Entre os segmentos com ganhos imediatos estão frutas, açúcar, carne bovina, frango e maquinário, que devem se beneficiar da abertura de mercado e da redução de barreiras comerciais.

Entrada em vigor ainda é provisória

Apesar do início previsto, o acordo ainda enfrenta questionamentos dentro da União Europeia. Países como a França levaram o tema à Justiça europeia, o que mantém a aplicação em caráter provisório.

Mesmo assim, o cronograma de eliminação tarifária segue em andamento e deve ser concluído ao longo de até 12 anos.

Impacto inicial na balança comercial

Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) indicam que o acordo pode gerar um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,46% entre 2024 e 2040, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões.

Salvaguardas geram reação no setor agrícola

O acordo inclui mecanismos de proteção, como a possibilidade de suspender importações caso haja aumento superior a 5% em relação à média recente. A medida gerou preocupação no agronegócio brasileiro, que teme restrições adicionais.

Segundo o governo, no entanto, as regras são equilibradas e podem ser acionadas por ambos os lados em caso de distorções no comércio.

Mercosul amplia acordos comerciais

Após um período sem novos tratados, o Mercosul intensificou sua agenda internacional. Nos últimos anos, o bloco firmou acordos com países como Singapura e com o grupo europeu Efta.

Há ainda negociações em andamento com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além da possibilidade de ampliação do bloco, com o avanço da adesão da Bolívia e o interesse demonstrado pela Colômbia.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem no radar

Paralelamente ao acordo com a Europa, o Brasil busca avanços nas negociações com os Estados Unidos. Alguns setores, como aço, alumínio, cobre e automóveis, ainda enfrentam tarifas elevadas.

O país também é alvo de investigações comerciais norte-americanas, que podem resultar em novas tarifas. Representantes brasileiros já iniciaram diálogos para esclarecer os pontos questionados e evitar impactos negativos no comércio bilateral.

FONTE: Istoé
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

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Agronegócio

China cultiva trigo no deserto com mais de 90% de sucesso e revoluciona agricultura

A China deu um passo significativo na expansão da produção agrícola ao conseguir cultivar trigo no deserto com taxa de sobrevivência superior a 90%. O avanço foi registrado em áreas próximas ao Deserto de Taklamakan, em Xinjiang, e chama atenção pela combinação de alta produtividade com uso intensivo de tecnologia.

Produção agrícola avança em ambiente extremo

O projeto foi desenvolvido na região de Kunyu, onde cerca de 547 hectares de área desértica foram transformados em lavoura produtiva. Mesmo em condições adversas, como baixa umidade e tempestades de areia, o cultivo apresentou excelente desempenho.

O crescimento da iniciativa também impressiona: em dois anos, a área plantada passou de 400 para 547 hectares, evidenciando a viabilidade do modelo em larga escala.

Irrigação automatizada reduz mão de obra

Um dos principais diferenciais do projeto é o uso de irrigação automatizada por aspersores, que permite distribuir água de forma eficiente e controlada. A tecnologia reduziu drasticamente a necessidade de trabalhadores no campo.

Atualmente:

  • apenas 4 pessoas operam o sistema;
  • anteriormente eram necessários cerca de 30 trabalhadores.

A automação garante não só economia de recursos humanos, mas também maior precisão no uso da água — fator essencial em regiões áridas.

Tecnologia e genética impulsionam resultados

O sucesso do cultivo no deserto não depende de um único fator. O modelo combina:

  • sementes adaptadas ao clima seco e frio;
  • manejo eficiente do solo arenoso;
  • fertilização controlada;
  • monitoramento digital das lavouras.

Essas práticas permitem que as plantas resistam a variações extremas de temperatura e escassez hídrica, comuns na região.

Produtividade se aproxima de áreas tradicionais

Os resultados obtidos já rivalizam com regiões agrícolas convencionais. Em áreas experimentais, a produção chegou a cerca de 294 quilos por unidade de medida local (mu), número próximo da média nacional chinesa.

Isso demonstra que o cultivo em áreas desérticas pode ser competitivo, especialmente quando aliado a tecnologia e gestão eficiente.

Modelo pode inspirar países com escassez de água

A experiência chinesa serve como referência para regiões que enfrentam seca, desertificação e limitações hídricas. Técnicas como:

  • irrigação por gotejamento;
  • plantio direto;
  • uso racional da água;

podem ser adaptadas para diferentes contextos, incluindo países da África, Oriente Médio e até regiões semiáridas do Brasil.

Estratégia fortalece segurança alimentar

O avanço também tem implicações estratégicas. Ao transformar áreas improdutivas em zonas agrícolas, a China reduz sua dependência de importações e fortalece a segurança alimentar.

Em um cenário global marcado por instabilidade nas cadeias de suprimento e aumento dos preços de alimentos, ampliar a produção interna se torna um diferencial importante.

Deserto pode se tornar nova fronteira agrícola

O caso do Deserto de Taklamakan mostra que, com inovação e investimento, até ambientes considerados inóspitos podem se tornar produtivos. A combinação de tecnologia, eficiência e planejamento aponta para um novo paradigma na agricultura global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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