Agronegócio

Café dispara nas bolsas internacionais com risco de geadas no Brasil e preocupação com a oferta

Os contratos futuros do café registraram forte valorização nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (6), refletindo a preocupação dos investidores com a chegada de uma massa de ar frio às principais regiões produtoras do Brasil. O temor de geadas elevou a percepção de risco para a safra e estimulou um intenso movimento de recompra de posições vendidas no mercado.

Além das condições climáticas, analistas destacam que os preços também reagiram aos fundamentos de oferta, considerados apertados, especialmente para o café arábica.

Café arábica fecha em alta na Bolsa de Nova Iorque

Na ICE Futures US, em Nova Iorque, os contratos do café arábica encerraram o pregão com ganhos expressivos.

O vencimento julho/26 fechou cotado a 363,95 cents de dólar por libra-peso, com avanço de 4.830 pontos. O contrato setembro/26 terminou o dia em 349,95 cents/lb, alta de 4.875 pontos, enquanto o dezembro/26 avançou para 335,40 cents/lb, acumulando ganho de 4.910 pontos.

Robusta também sobe na Bolsa de Londres

O movimento de valorização também foi observado no mercado de café robusta, negociado na ICE Futures Europe, em Londres.

O contrato julho/26 encerrou a sessão cotado a US$ 4.064 por tonelada, com alta de 161 pontos. Já o setembro/26 fechou em US$ 4.044 por tonelada, avançando 328 pontos, mesmo desempenho registrado pelo vencimento novembro/26, que terminou o dia a US$ 4.007 por tonelada.

Mercado incorpora prêmio de risco diante das previsões climáticas

De acordo com análise da Barchart, as previsões de queda nas temperaturas nas regiões cafeeiras brasileiras levaram o mercado a incorporar um prêmio de risco às cotações.

Mesmo sem confirmação de geadas ou de prejuízos às lavouras, a possibilidade de frio mais intenso foi suficiente para incentivar compras e acelerar a cobertura de posições vendidas por parte dos fundos de investimento.

Fundamentos de oferta também sustentam a alta

Na avaliação do analista Jeremias Nascimento, a forte reação das cotações não está relacionada apenas às previsões meteorológicas.

Segundo ele, os preços vinham sendo negociados abaixo dos fundamentos do mercado, que ainda indicam uma oferta restrita, principalmente para o café arábica. Nesse contexto, o risco de geadas atuou como um gatilho para uma recuperação que já encontrava respaldo no equilíbrio entre oferta e demanda.

O analista ressalta que os próximos dias serão decisivos para o comportamento do mercado. Caso o frio provoque danos às lavouras, novas altas poderão ser incorporadas aos preços. Por outro lado, se as baixas temperaturas não causarem impactos significativos, parte da valorização recente poderá ser corrigida nas próximas sessões.

Regiões produtoras seguem no centro das atenções

No Brasil, o mercado acompanha de perto as condições climáticas nas principais áreas produtoras de café, especialmente no Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná.

A evolução das temperaturas nessas regiões será determinante para a formação dos preços no curto prazo e poderá definir os próximos movimentos das cotações do café no mercado internacional.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Safra de arroz no Sul de Santa Catarina supera 884 mil toneladas e registra alta na produtividade

A safra de arroz 2025/2026 no Sul de Santa Catarina encerrou o ciclo com resultados positivos. A região produziu mais de 884,6 mil toneladas de arroz, desempenho que representa um aumento de 2,1% na produtividade em comparação com a temporada anterior.

Os números foram apresentados durante reunião entre produtores rurais e técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que avaliaram os resultados por meio do Projeto Grãos no Sul Catarinense.

Clima favorável no fim do ciclo impulsionou a produção

Segundo o engenheiro agrônomo Fernando Lock Silveira, coordenador do projeto, a expectativa inicial era de retração na colheita devido às baixas temperaturas registradas durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

O frio persistiu praticamente até novembro de 2025, levando à previsão de uma redução entre 3% e 4% na produção. No entanto, a mudança das condições climáticas nas etapas finais da cultura alterou esse cenário.

Com maior incidência de sol e temperaturas mais elevadas próximas ao encerramento do ciclo, as lavouras apresentaram melhor desempenho, permitindo um crescimento da produção e elevando os índices de produtividade.

Vale do Araranguá lidera produção de arroz

Ao todo, o Sul catarinense colheu 884.690 toneladas de arroz. O maior volume foi registrado no Vale do Araranguá, que respondeu por 549.921 toneladas.

Na sequência aparecem Criciúma e municípios da região, com produção de 200.545 toneladas, enquanto Tubarão e cidades vizinhas somaram 134.224 toneladas.

Os resultados consolidam um crescimento de 2,1% na produtividade da rizicultura catarinense em relação à safra anterior.

El Niño preocupa produtores para a próxima safra

Apesar dos números positivos, os produtores demonstram preocupação com os impactos do fenômeno El Niño sobre o próximo ciclo agrícola.

De acordo com Fernando Lock Silveira, a previsão de menor incidência de luz solar pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, já que o cultivo do arroz depende de elevada luminosidade para alcançar altos níveis de produtividade.

Outro fator de atenção é o aumento do volume de chuvas, que favorece o surgimento de doenças nas plantações. Além da possibilidade de redução na produção, os agricultores também podem enfrentar custos maiores com medidas preventivas para proteger as lavouras.

FONTE: Engeplus
TEXTO: Redação
IMAGEM: Projeto Grãos no Sul Catarinense/Divulgação

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Agronegócio

Algodão brasileiro lidera exportações mundiais e supera EUA após 20 anos de transformação no agronegócio

O Brasil alcançou um marco inédito no mercado global de algodão, tornando-se o maior exportador da fibra no mundo e ultrapassando os Estados Unidos. A mudança representa uma virada histórica para o agronegócio brasileiro, já que há pouco mais de duas décadas o país ocupava a posição de segundo maior importador do produto.

A liderança chegou antes do previsto pelo setor, que projetava o feito apenas para 2030.

De importador a líder mundial de algodão

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil passou por uma transformação estrutural no setor. Há cerca de 20 anos, o país dependia de importações para suprir o consumo interno da fibra.

A mudança de cenário levou o Brasil ao topo das exportações globais, um movimento considerado raro entre as principais commodities agrícolas, dada a velocidade da evolução produtiva.

Produção de 3,7 milhões de toneladas impulsiona liderança

Na safra 2023/2024, o país produziu cerca de 3,7 milhões de toneladas de algodão em pluma, com aproximadamente 2,6 milhões de toneladas destinadas ao mercado externo, volume suficiente para superar os Estados Unidos.

De acordo com a CNN Brasil, o desempenho foi resultado direto do aumento da produtividade e da expansão da área cultivada, especialmente no Centro-Oeste e no Nordeste.

A antecipação da liderança — prevista inicialmente para 2030 — reforça o avanço acelerado da cadeia produtiva da fibra no país.

Cerrado concentra produção e tecnologia no campo

O principal polo do algodão brasileiro está no Cerrado, com destaque para os estados de Mato Grosso e Bahia. Nessas regiões, o uso intensivo de tecnologia, mecanização e grandes propriedades transformou o bioma em uma das áreas mais produtivas do mundo para a cultura.

A combinação entre clima favorável, escala produtiva e inovação agrícola consolidou o Brasil como referência em produção de fibra de alta qualidade.

Exportações concentram-se na Ásia

A maior parte do algodão brasileiro é destinada ao mercado asiático. Entre os principais compradores estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão, grandes centros da indústria têxtil global.

Esse modelo garante demanda consistente para o produto brasileiro, mas também cria dependência das condições econômicas da Ásia, principal polo consumidor mundial da fibra.

84% da produção tem certificação socioambiental

Um dos diferenciais competitivos do Brasil é o alto índice de sustentabilidade na produção. Segundo a Abrapa, cerca de 84% do algodão brasileiro possui certificação socioambiental, requisito cada vez mais exigido por marcas globais do setor têxtil.

A rastreabilidade e os padrões ambientais reforçam a competitividade do país no mercado internacional, onde consumidores e empresas exigem cada vez mais transparência na cadeia produtiva.

Por que o Brasil assumiu a liderança global

A ascensão brasileira não ocorreu por acaso. Enquanto os Estados Unidos enfrentaram limitações climáticas e concorrência com outras culturas agrícolas, o Brasil ampliou área plantada e elevou a produtividade de forma contínua.

O uso intensivo de tecnologia, mecanização e gestão eficiente reduziu custos e aumentou a escala de produção, criando excedentes exportáveis que colocaram o país à frente do tradicional líder global.

Paradoxo do setor: exporta fibra, importa roupas

Apesar da liderança na produção, o Brasil enfrenta um desequilíbrio estrutural na cadeia têxtil. Segundo a CNN Brasil, a indústria nacional consome apenas entre 700 mil e 750 mil toneladas de algodão por ano, enquanto produz milhões.

Na prática, o país exporta a matéria-prima e importa grande parte dos produtos finais, como roupas e tecidos industrializados.

Esse descompasso evidencia um desafio da cadeia produtiva: ampliar a agregação de valor e fortalecer a indústria de transformação no território nacional.

Liderança ainda pode oscilar no mercado global

Mesmo com o avanço recente, especialistas e entidades do setor apontam que a liderança não é definitiva. A Abrapa avalia que Brasil e Estados Unidos devem alternar posições ao longo dos próximos ciclos, em um cenário de disputa constante pela liderança global do algodão.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Agronegócio

Lei do Fethab mantém cálculo com UPF de janeiro de 2025 durante todo o ano de 2026

Os produtores rurais e as empresas responsáveis pelo recolhimento do Fethab em Mato Grosso continuarão utilizando a UPF/MT de janeiro de 2025 como referência para calcular as contribuições ao longo de todo o ano de 2026. A determinação está prevista na Lei nº 13.357/2026, que prorroga a regra excepcional adotada anteriormente.

Com a mudança, o valor da Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT) permanecerá o mesmo durante os 12 meses do ano, independentemente da data em que ocorrer a comercialização ou operação tributada.

Atualização prevista para o segundo semestre fica suspensa

Pelas regras permanentes da legislação estadual, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizam como base a UPF de janeiro do ano anterior. Já entre julho e dezembro, o cálculo normalmente passa a considerar a UPF de julho do ano anterior.

Entretanto, em 2026 essa alteração não será aplicada. Assim, uma operação realizada em setembro, por exemplo, continuará sendo calculada com base na UPF vigente em janeiro de 2025. Sem a prorrogação da regra, a referência seria a UPF de julho de 2025.

Mudança exige atenção de produtores e contadores

A manutenção da mesma base de cálculo impacta diretamente a apuração das contribuições incidentes sobre produtos como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais.

Segundo o analista do Sistema Famato, José Cristovão, é fundamental que produtores, empresas, contadores e demais profissionais observem a legislação em vigor. De acordo com ele, a utilização de uma UPF diferente da estabelecida pode provocar recolhimentos incorretos e gerar inconsistências fiscais.

Regra atual vale apenas até o fim de 2026

Caso não haja uma nova alteração legislativa, o sistema tradicional voltará a ser adotado em 2027. Nesse cenário, as operações realizadas entre janeiro e junho utilizarão a UPF de janeiro de 2026, enquanto as efetuadas entre julho e dezembro passarão a considerar a UPF de julho de 2026.

O que é o Fethab

Criado em 2000, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) é uma contribuição estadual incidente sobre a comercialização de produtos do agronegócio e da extração mineral, como soja, milho, algodão, gado, madeira e minerais. Os recursos arrecadados são destinados ao financiamento de obras de infraestrutura previstas na legislação de Mato Grosso.

Nos últimos anos, o fundo ganhou destaque nas negociações entre o setor produtivo e o governo estadual, especialmente após a criação do chamado Fethab 2, contribuição extraordinária de caráter temporário. Para 2026, ficou definido que essa cobrança adicional não será renovada após o encerramento de sua vigência, previsto para 31 de dezembro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Compra de fertilizantes atrasa e preocupa setor agrícola para a safra 2026/27

A indefinição sobre possíveis medidas do governo para aliviar o endividamento dos produtores rurais tem levado muitos agricultores a adiar a compra de fertilizantes para a safra 2026/27. O movimento já afeta revendas e fabricantes de insumos e amplia as preocupações com o planejamento da próxima temporada agrícola.

Além das incertezas sobre a renegociação de dívidas, fatores como juros elevados, aumento da inadimplência no campo, encarecimento dos insumos e riscos climáticos associados ao El Niño elevam o nível de atenção tanto do mercado quanto do governo federal.

Compras seguem abaixo da média histórica

Levantamento da Agrinvest mostra que, até a primeira quinzena de junho, os produtores de soja haviam adquirido cerca de 68% do volume de fertilizantes previsto para a próxima safra. Mesmo considerando uma redução estimada de aproximadamente 10% na demanda para o ciclo 2026/27, o percentual permanece abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 75% para esse período.

No caso do milho, cuja semeadura ocorre após a soja, o atraso é ainda maior, chegando a 13 pontos percentuais em relação ao ritmo histórico.

Dados do índice de vendas de fertilizantes da Veeries, que acompanha culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, trigo e café, apontam que apenas 50% do volume esperado havia sido comercializado até meados de junho. Nos últimos três anos, a média para essa época era de 60%.

Alta dos preços e renegociação de dívidas travam mercado

Segundo especialistas, a principal razão para o adiamento das compras é a valorização dos fertilizantes no mercado internacional.

Além disso, a expectativa em torno da votação de propostas de renegociação das dívidas rurais no Congresso tem levado muitos produtores a postergar decisões de compra, aguardando um possível alívio financeiro.

Representantes do setor observam que o cenário também é agravado pelos impactos dos conflitos no Irã e na Ucrânia, que elevaram os custos globais dos insumos, além da combinação de juros altos e menor rentabilidade das atividades agrícolas.

Revendas e indústria já sentem os impactos

O atraso nas negociações preocupa fabricantes e distribuidores de insumos, que alertam para o risco de parte dos fertilizantes não chegar às propriedades dentro do calendário ideal de plantio da safra de verão.

A situação já afeta outros segmentos ligados ao agronegócio. A indústria de máquinas agrícolas, por exemplo, registrou queda de 18% nas vendas entre janeiro e abril, enquanto fabricantes projetam encerrar 2026 com faturamento cerca de 8% inferior ao do ano passado.

Empresas do setor afirmam que não há retração estrutural da demanda, mas sim um adiamento das negociações provocado pelas incertezas financeiras enfrentadas pelos produtores.

Safra pode ser menor em meio a restrições de crédito

Com menor utilização de fertilizantes, dificuldade de acesso ao crédito rural e previsão de impactos climáticos relacionados ao El Niño, cresce a expectativa de redução no potencial produtivo da próxima safra de grãos.

O cenário também passou a ser acompanhado pelo Ministério da Agricultura, que criou um grupo de trabalho para avaliar possíveis efeitos das condições climáticas sobre a produção agrícola. Entre as principais preocupações estão a limitação de recursos para o seguro rural e a ausência de mecanismos que facilitem a concessão de novos financiamentos aos produtores.

Nos bastidores do mercado financeiro, agricultores já sinalizam a intenção de reduzir áreas cultivadas e concentrar investimentos em propriedades consideradas mais rentáveis e com menor risco operacional.

Setor aguarda definição sobre apoio aos produtores

Executivos do mercado afirmam que a demora na definição das medidas de apoio financeiro vem prolongando a paralisação das negociações, especialmente entre distribuidores de fertilizantes.

Na avaliação do setor, a retomada das compras dependerá tanto do avanço das discussões sobre o endividamento rural quanto da evolução dos preços dos insumos e das perspectivas para a próxima safra.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg

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Agronegócio

Pecuária em Mato Grosso é sustentada por pequenos produtores, que representam 80% das propriedades rurais

A pecuária em Mato Grosso, referência nacional na produção de carne bovina, tem como principal base os pequenos produtores rurais. Dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) mostram que, dos 106.009 imóveis cadastrados para a criação de gado de corte, 85.005 possuem até 320 hectares, o equivalente a 80,1% do total.

Os números evidenciam que a força da atividade pecuária está distribuída entre milhares de propriedades de menor porte, que desempenham papel fundamental na manutenção da cadeia produtiva e no abastecimento do mercado.

Setor tem forte peso na economia de Mato Grosso

Além da ampla presença no campo, a pecuária bovina ocupa posição de destaque na economia estadual. O segmento representa 9,36% dos CNPJs ativos em Mato Grosso, superando setores tradicionais como o cultivo de soja, o comércio varejista de vestuário e o transporte rodoviário de cargas.

Entre as demais categorias de propriedades, o levantamento aponta a existência de 12.583 fazendas de médio porte, correspondentes a 11,8% do total. Já as grandes propriedades somam 8.417 unidades, representando 7,9% dos estabelecimentos cadastrados.

Municípios concentram maior número de fazendas

A distribuição das propriedades demonstra forte presença da atividade pecuária em diferentes regiões do estado, especialmente no Norte e na faixa de fronteira.

O município de Colniza lidera o ranking estadual, com 3.762 propriedades destinadas à criação de gado de corte. Em seguida aparecem Cáceres (3.218), Juína (2.485), Nova Bandeirantes (2.140) e Confresa (2.051), formando os principais polos da atividade.

Capilaridade fortalece a economia regional

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a predominância de pequenas propriedades demonstra que a liderança de Mato Grosso na produção de proteína animal não depende apenas de grandes grupos empresariais.

Segundo ele, a ampla distribuição da atividade contribui para descentralizar a geração de renda, fortalecer as economias locais e ampliar as oportunidades nos municípios do interior.

O especialista destaca ainda que essa base produtiva diversificada é um dos fatores que sustentam o protagonismo do estado na pecuária nacional.

Tecnologia impulsiona produtividade no campo

De acordo com o Imac, a adoção crescente de tecnologias de manejo, aliada à presença da atividade em praticamente todas as regiões de Mato Grosso, tem elevado os índices de produtividade da cadeia pecuária.

A combinação entre inovação, diversificação e ampla distribuição dos produtores consolida o estado como uma das principais referências mundiais na produção de carne bovina, fortalecendo sua competitividade no mercado nacional e internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Soja, aço e carne bovina enfrentam novas barreiras da União Europeia após acordo com Mercosul

A entrada em vigor provisória do acordo UE-Mercosul abriu perspectivas de ampliação do comércio entre os dois blocos, mas uma sequência de medidas adotadas pela União Europeia tem gerado preocupação entre exportadores brasileiros. Em poucos meses, setores estratégicos para a balança comercial do Brasil — como soja, carne bovina e aço — passaram a enfrentar novos obstáculos no mercado europeu.

Embora cada iniciativa tenha sido justificada por razões distintas, envolvendo questões ambientais, sanitárias e industriais, o conjunto das ações chamou a atenção de autoridades e representantes do setor produtivo por ocorrer justamente após a implementação do acordo comercial.

Acordo histórico convive com pressões internas na Europa

A aprovação do tratado entre Mercosul e União Europeia foi resultado de mais de duas décadas de negociações. O pacto criou expectativas de maior integração econômica entre regiões que somam mais de 700 milhões de consumidores.

Entretanto, a conclusão do acordo ocorreu em meio à forte pressão de agricultores europeus, que promoveram protestos em diversos países do bloco alegando concorrência desleal de produtos sul-americanos.

Para reduzir a resistência interna, a Comissão Europeia adotou medidas de apoio ao setor agrícola e reforçou mecanismos de proteção para evitar impactos sobre os produtores locais.

Enquanto os países europeus defendem a necessidade de garantir padrões ambientais e sanitários equivalentes, representantes do Mercosul argumentam que a competitividade da produção sul-americana decorre principalmente da eficiência produtiva e não de regras menos rigorosas.

Soja brasileira entra na mira de novas regras ambientais

O caso mais sensível para o Brasil envolve a cadeia da soja, um dos principais produtos exportados pelo país.

Em abril, a Comissão Europeia classificou o óleo de soja como matéria-prima de alto risco de mudança indireta no uso da terra, conceito conhecido pela sigla iLUC. O critério avalia se a expansão de determinada cultura agrícola pode contribuir indiretamente para o avanço do desmatamento.

Com a nova classificação, o óleo de soja poderá perder espaço nas metas europeias para combustíveis renováveis a partir de 2030, reduzindo a demanda pelo produto dentro do bloco.

Especialistas do setor alertam que os impactos podem ir além do óleo vegetal, afetando toda a cadeia produtiva da soja destinada ao mercado europeu.

Indústria contesta metodologia utilizada pela UE

Representantes da indústria brasileira questionam os critérios adotados pela União Europeia para enquadrar a soja na categoria de alto risco ambiental.

A principal crítica está relacionada à metodologia utilizada para calcular o impacto da expansão agrícola sobre áreas de floresta. Segundo o setor, a fórmula aplicada pode superestimar os efeitos da produção e gerar conclusões distorcidas sobre a sustentabilidade da cultura.

A controvérsia lembra discussões anteriores envolvendo o óleo de palma, cuja classificação ambiental provocou forte redução das importações europeias ao longo dos últimos anos.

Dependência europeia da soja mantém debate aberto

Apesar das novas restrições, o mercado europeu continua sendo um importante comprador de soja.

A União Europeia está entre os maiores importadores globais do produto, utilizando o farelo derivado da oleaginosa principalmente para alimentação animal. Alternativas como canola e girassol apresentam limitações de oferta e menor rendimento proteico, o que torna a substituição um desafio para o bloco.

Por isso, representantes do agronegócio brasileiro avaliam que a adoção de medidas mais restritivas pode gerar impactos não apenas para exportadores, mas também para cadeias produtivas europeias dependentes da matéria-prima.

Carne bovina e aço também enfrentam obstáculos

Além da soja, outros dois segmentos estratégicos passaram a enfrentar dificuldades recentes no mercado europeu.

No setor de carne bovina, restrições sanitárias impostas pela União Europeia levantaram preocupações sobre o acesso dos produtos brasileiros ao bloco. As medidas foram justificadas por exigências relacionadas à segurança alimentar e ao controle de substâncias utilizadas na produção pecuária.

Já no caso do aço, a Comissão Europeia discute mecanismos para reduzir a entrada de produtos siderúrgicos estrangeiros, alegando excesso de oferta global e necessidade de proteção da indústria local.

A proposta inclui alterações em cotas e tarifas que podem afetar diretamente exportadores brasileiros.

Exportadores temem aumento de barreiras comerciais

A sucessão de medidas reforçou o debate sobre o equilíbrio entre abertura comercial e proteção de mercados internos.

Para representantes do setor produtivo, existe preocupação de que exigências ambientais, sanitárias e regulatórias sejam utilizadas como instrumentos para restringir a entrada de produtos competitivos no mercado europeu.

O cenário aumenta a atenção do Brasil às futuras regulamentações da União Europeia, especialmente em áreas ligadas à sustentabilidade, agricultura e comércio exterior.

Mesmo com o acordo em vigor, exportadores defendem que a efetividade dos benefícios negociados dependerá da manutenção de condições reais de acesso ao mercado europeu para produtos estratégicos do Mercosul.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro amplia exportações com novas aberturas de mercado na China e no Panamá

O agronegócio brasileiro ganhou novos espaços no mercado internacional após a conclusão de negociações que autorizam a exportação de produtos para a China e o Panamá. As novas liberações fortalecem a presença do Brasil no comércio exterior e ampliam as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária nacional.

As medidas foram viabilizadas por meio de ações conjuntas do governo brasileiro e representam mais um avanço na estratégia de expansão dos mercados para produtos do campo.

China libera importação de polpas de frutas e frutas congeladas

No mercado chinês, as autoridades sanitárias aprovaram a entrada de polpas de frutas e frutas congeladas produzidas no Brasil. A autorização abre novas possibilidades para a fruticultura brasileira, agregando valor à produção nacional e ampliando o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo.

A China segue como um dos principais destinos das exportações brasileiras. Em 2025, as vendas de produtos agropecuários para o país ultrapassaram US$ 55 bilhões, com destaque para proteínas animais, itens do complexo soja e produtos florestais.

Panamá autoriza importação de sementes de coco e café

Já no Panamá, o Brasil recebeu sinal verde para exportar sementes de coco e sementes de café, ampliando a pauta comercial entre os dois países.

No ano passado, o mercado panamenho importou cerca de US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros. Entre os principais itens comercializados estão produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações alimentícias.

Número de aberturas de mercado chega a 642 desde 2023

Com as novas autorizações anunciadas, o Brasil alcança a marca de 642 aberturas de mercado internacional para produtos do agronegócio desde o início de 2023.

O resultado reflete o trabalho coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam na ampliação do acesso dos produtos brasileiros aos mercados globais e na diversificação dos destinos das exportações nacionais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Agronegócio

Mercado de soja mantém ritmo forte com demanda aquecida e dólar favorável às exportações

O mercado de soja continua registrando forte movimentação no Brasil, sustentado pelo aumento da demanda internacional e pela maior participação das indústrias nacionais nas compras da oleaginosa. Mesmo com o ritmo acelerado das negociações, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais expressivos nas cotações.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a competitividade da soja brasileira ganhou impulso nas últimas semanas com a valorização do dólar frente ao real. O movimento torna o produto nacional mais atrativo para compradores estrangeiros e favorece o desempenho das exportações.

Apesar desse ambiente positivo, o elevado volume disponível no mercado internacional continua exercendo pressão sobre os preços da commodity.

Oferta global recorde reduz espaço para altas

As perspectivas para a produção mundial reforçam o cenário de abundância. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a safra global de soja 2025/26.

A nova projeção aponta produção de 429,2 milhões de toneladas, um volume recorde e cerca de 0,4% superior ao previsto anteriormente. Caso a estimativa se confirme, o resultado também ficará levemente acima da temporada passada.

O aumento da oferta mundial tende a equilibrar o mercado, mesmo diante da demanda consistente observada entre os principais países consumidores.

Brasil deve seguir como maior produtor mundial

A liderança global na produção de soja deve permanecer com o Brasil. De acordo com o USDA, a colheita brasileira poderá atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O número está alinhado às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante player do mercado internacional, a previsão foi elevada para 50 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 4,2% em relação à estimativa divulgada no mês anterior, embora ainda permaneça 2,2% abaixo do registrado na safra passada.

Exportações brasileiras devem alcançar 115 milhões de toneladas

Além de liderar a produção, o Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da oleaginosa.

As projeções do USDA indicam que os embarques brasileiros poderão alcançar 115 milhões de toneladas no ciclo comercial compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

O desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global de commodities agrícolas, especialmente em um contexto de demanda firme por parte dos grandes mercados consumidores.

Demanda continua sustentando o setor

Mesmo com a expectativa de uma safra global recorde, a combinação entre câmbio favorável, forte demanda internacional e participação ativa da indústria nacional mantém o mercado brasileiro de soja aquecido.

O cenário aponta para a continuidade de bons volumes de comercialização, consolidando a importância da soja na balança comercial brasileira e no agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Produtos agroalimentares brasileiros ganham destaque na Thaifex Anuga Asia 2026

O Brasil participou da Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok, na Tailândia, apresentando ao mercado internacional a diversidade e a qualidade dos produtos agroalimentares brasileiros. A ação integra a estratégia de fortalecimento do agronegócio brasileiro e de ampliação das exportações para mercados considerados estratégicos.

Durante o evento, o país promoveu uma ampla variedade de alimentos e bebidas, evidenciando o potencial da produção nacional e sua capacidade de atender diferentes demandas globais.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e produtos de diversas regiões

Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Pavilhão Brasil contou com a participação de 14 empresas nacionais.

Os expositores apresentaram produtos como café, açaí, pão de queijo, vinhos, castanhas, carnes, coco, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks, demonstrando a variedade da produção agroindustrial brasileira.

A iniciativa permitiu que as empresas ampliassem sua rede de contatos, identificassem novas oportunidades de negócios e fortalecessem a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e bebidas de qualidade.

Feira reúne milhares de expositores e compradores internacionais

Reconhecida como a principal feira de alimentos e bebidas da Ásia, a Thaifex Anuga Asia 2026 reuniu 3.590 expositores de 56 países e recebeu mais de 90 mil visitantes profissionais de mais de 140 nações.

O evento é considerado uma das mais relevantes plataformas globais para promoção comercial, geração de negócios e identificação de tendências do setor alimentício.

Qualidade, inovação e sustentabilidade impulsionam imagem do Brasil

Ao longo da programação, o Pavilhão Brasil destacou atributos cada vez mais valorizados pelo mercado internacional, como sustentabilidade, inovação, competitividade e qualidade dos produtos nacionais.

A participação brasileira também evidenciou a capacidade do país de atender diferentes perfis de consumidores, oferecendo soluções que combinam tradição, tecnologia e segurança alimentar.

Estratégia busca ampliar exportações no Sudeste Asiático

A presença na feira reforça os esforços do governo brasileiro para expandir mercados, diversificar a pauta exportadora e aumentar a participação dos produtos agroalimentares brasileiros em regiões de alto potencial de crescimento, especialmente no Sudeste Asiático.

A expectativa é que os contatos e negociações iniciados durante o evento contribuam para a abertura de novas oportunidades comerciais e para o fortalecimento da presença do agronegócio nacional no exterior.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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