Agronegócio

Agronegócio: Mapa e Câmara de Comércio dos EUA discutem expansão do comércio Brasil–Estados Unidos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu nesta terça-feira (28) representantes da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e do Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos para debater oportunidades no agronegócio entre os dois países. A reunião ocorreu em Brasília (DF), na sede da Pasta.

Autoridades participam da abertura do encontro

A abertura contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares. O encontro reforçou o diálogo sobre o fortalecimento das relações comerciais no setor agropecuário.

Comércio agrícola e oportunidades estratégicas

Durante a reunião, foram discutidos temas como o fluxo comercial agropecuário, interesses bilaterais no setor agrícola e oportunidades relacionadas à ciência e tecnologia no agronegócio, além de biocombustíveis e outras áreas estratégicas.

O secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, destacou o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e as negociações em andamento para ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado norte-americano.

EUA são principal parceiro do agro brasileiro

Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações do agronegócio do Brasil. Em 2025, o país exportou cerca de US$ 11,4 bilhões em produtos agropecuários para o mercado norte-americano. No mesmo período, as importações somaram aproximadamente US$ 1,05 bilhão.

Entre os principais produtos exportados estão café, carnes, itens do complexo sucroalcooleiro e cacau.

Papel da Câmara de Comércio dos EUA

A Câmara de Comércio dos Estados Unidos (US Chamber of Commerce) é considerada a maior entidade empresarial do mundo, representando companhias norte-americanas e atuando na defesa de políticas voltadas ao crescimento econômico e ao comércio internacional.

O Conselho Empresarial Brasil–Estados Unidos, ligado à Câmara, é responsável por fortalecer a parceria econômica entre os dois países e ampliar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Agronegócio

Agro de Santa Catarina cresce 15% e atinge R$ 74,9 bilhões em 2025

O agronegócio de Santa Catarina encerrou 2025 em alta, com crescimento de 15% no valor bruto da produção agropecuária, que chegou a R$ 74,9 bilhões. O desempenho reforça o papel estratégico do setor como um dos principais motores da economia estadual.

A expansão consolida a força catarinense em áreas como suinocultura, avicultura, produção de leite, cultivo de grãos e exportação de carnes, segmentos que mantêm o estado em destaque no cenário nacional.

Pecuária e grãos lideram avanço

A pecuária foi responsável por grande parte do resultado positivo. Cadeias produtivas como suínos, frango e leite apresentaram forte desempenho ao longo do ano, sustentando o crescimento do setor.

Paralelamente, a produção de grãos, especialmente soja e milho, também contribuiu para elevar os números. O aumento da produtividade e a ampliação das áreas cultivadas fortaleceram a presença de Santa Catarina no mercado brasileiro.

Tecnologia e eficiência garantem competitividade

O avanço do agro catarinense está diretamente ligado a investimentos em tecnologia no campo, sanidade animal e ganhos de produtividade. Esses fatores permitiram ao produtor rural enfrentar desafios como oscilações de mercado, custos elevados e condições climáticas adversas.

O resultado mostra a capacidade de adaptação do setor, que manteve crescimento mesmo diante de cenários complexos.

Impacto vai além do campo

O crescimento da produção agropecuária gera efeitos diretos em diversos segmentos da economia. O aumento da atividade no campo impulsiona o emprego rural, fortalece a renda, estimula a indústria e movimenta setores como transporte e comércio.

De pequenos produtores a grandes exportadores, toda a cadeia produtiva se beneficia do desempenho positivo, refletindo em dezenas de municípios catarinenses.

Santa Catarina amplia protagonismo no agronegócio

Com os resultados de 2025, Santa Catarina reforça sua posição entre os estados mais competitivos do agronegócio brasileiro. A combinação de diversificação produtiva, presença internacional e eficiência operacional mantém o estado em evidência.

Além disso, políticas de incentivo, assistência técnica e apoio à inovação seguem sendo fundamentais para sustentar o crescimento nos próximos anos.

Perspectivas para o setor

O desempenho registrado indica que o agro catarinense mantém uma trajetória consistente de expansão. Mais do que um ciclo positivo, o setor demonstra bases sólidas para continuar impulsionando o desenvolvimento econômico regional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Agronegócio

Agro brasileiro amplia exportações e aposta em internacionalização na Feira Brasil na Mesa

Durante a Feira Brasil na Mesa, realizada na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou iniciativas voltadas à promoção comercial e à internacionalização do agro brasileiro. A palestra ocorreu na sexta-feira (24), reunindo especialistas e representantes do setor.

A coordenadora da área de relações internacionais do Mapa, Fabiana Maldonado, ressaltou que o diálogo com outros países é essencial para viabilizar a entrada de produtos brasileiros no mercado externo. Segundo ela, o ministério atua como mediador em negociações que envolvem tanto requisitos técnicos quanto acordos comerciais.

Exportações de frutas impulsionam presença internacional

Um dos destaques da apresentação foi o avanço das exportações da fruticultura brasileira. Dados do setor indicam que frutas como melão, manga, uva, banana e limão lideram as vendas ao exterior. No segmento da sociobiodiversidade, o açaí se mantém como principal produto exportado.

A diversidade agrícola do país também foi evidenciada no evento, com ênfase em produtos originários do Cerrado e da Amazônia. Além disso, há potencial para expansão das exportações de itens ainda pouco explorados internacionalmente, como cupuaçu, pequi e buriti.

Brasil entre os maiores produtores globais

O Brasil ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial de produção de frutas, ficando atrás apenas de China e Índia. Os principais destinos das exportações nacionais são a Europa e os Estados Unidos.

Com cerca de 600 mercados abertos para o agro, o país vem ampliando o acesso ao comércio exterior, diversificando a pauta exportadora e gerando impactos positivos na economia, como criação de empregos e desenvolvimento regional.

Capacitação e acesso à informação são desafios

Para fortalecer a presença internacional, o Mapa aposta em iniciativas como a Caravana do Agro Exportador, que promove capacitação por meio de seminários e workshops. O objetivo é preparar produtores e empresas para atender às exigências do mercado global.

A coordenadora destacou que exportar exige organização, qualidade e cumprimento de padrões sanitários. Para pequenos produtores, a atuação conjunta em cooperativas e associações pode facilitar o acesso aos mercados internacionais.

Além disso, o setor conta com ferramentas como plataformas digitais, rede de adidos agrícolas e ações de promoção em feiras e missões internacionais.

Feira reúne inovação e tecnologia no campo

A Feira Brasil na Mesa segue até sábado (25), com programação voltada à inovação agropecuária. O evento inclui exposições, palestras e demonstrações de tecnologias aplicadas à produção rural.

Entre os destaques estão novas cultivares agrícolas, como variedades de feijão, soja e sorgo, além de soluções voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade. Visitantes também podem participar de degustações, rodadas de negócios e atividades interativas, reforçando a conexão entre ciência, produção e sociedade.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Costa/Mapa

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Agronegócio

Acordo Mercosul-UE pode elevar exportações brasileiras em 13% até 2038, diz Alckmin

O acordo Mercosul-UE tem potencial para ampliar as exportações brasileiras em cerca de 13% até 2038, segundo projeção do vice-presidente Geraldo Alckmin. A declaração foi feita pouco antes do início da vigência provisória do tratado, marcada para 1º de maio.

De acordo com o governo, a redução gradual de tarifas já começa com impacto relevante: aproximadamente 5 mil produtos terão imposto zerado logo na fase inicial, favorecendo o fluxo comercial entre os blocos.

Indústria pode ter crescimento ainda maior

O setor industrial brasileiro deve ser um dos principais beneficiados. A estimativa é de que as exportações da indústria cresçam até 26% com a implementação completa do acordo.

Entre os segmentos com ganhos imediatos estão frutas, açúcar, carne bovina, frango e maquinário, que devem se beneficiar da abertura de mercado e da redução de barreiras comerciais.

Entrada em vigor ainda é provisória

Apesar do início previsto, o acordo ainda enfrenta questionamentos dentro da União Europeia. Países como a França levaram o tema à Justiça europeia, o que mantém a aplicação em caráter provisório.

Mesmo assim, o cronograma de eliminação tarifária segue em andamento e deve ser concluído ao longo de até 12 anos.

Impacto inicial na balança comercial

Projeções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) indicam que o acordo pode gerar um incremento de até US$ 1 bilhão na balança comercial brasileira já no primeiro ano.

Além disso, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o tratado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) em 0,46% entre 2024 e 2040, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões.

Salvaguardas geram reação no setor agrícola

O acordo inclui mecanismos de proteção, como a possibilidade de suspender importações caso haja aumento superior a 5% em relação à média recente. A medida gerou preocupação no agronegócio brasileiro, que teme restrições adicionais.

Segundo o governo, no entanto, as regras são equilibradas e podem ser acionadas por ambos os lados em caso de distorções no comércio.

Mercosul amplia acordos comerciais

Após um período sem novos tratados, o Mercosul intensificou sua agenda internacional. Nos últimos anos, o bloco firmou acordos com países como Singapura e com o grupo europeu Efta.

Há ainda negociações em andamento com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além da possibilidade de ampliação do bloco, com o avanço da adesão da Bolívia e o interesse demonstrado pela Colômbia.

Relações comerciais com os Estados Unidos seguem no radar

Paralelamente ao acordo com a Europa, o Brasil busca avanços nas negociações com os Estados Unidos. Alguns setores, como aço, alumínio, cobre e automóveis, ainda enfrentam tarifas elevadas.

O país também é alvo de investigações comerciais norte-americanas, que podem resultar em novas tarifas. Representantes brasileiros já iniciaram diálogos para esclarecer os pontos questionados e evitar impactos negativos no comércio bilateral.

FONTE: Istoé
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo

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Agronegócio

China cultiva trigo no deserto com mais de 90% de sucesso e revoluciona agricultura

A China deu um passo significativo na expansão da produção agrícola ao conseguir cultivar trigo no deserto com taxa de sobrevivência superior a 90%. O avanço foi registrado em áreas próximas ao Deserto de Taklamakan, em Xinjiang, e chama atenção pela combinação de alta produtividade com uso intensivo de tecnologia.

Produção agrícola avança em ambiente extremo

O projeto foi desenvolvido na região de Kunyu, onde cerca de 547 hectares de área desértica foram transformados em lavoura produtiva. Mesmo em condições adversas, como baixa umidade e tempestades de areia, o cultivo apresentou excelente desempenho.

O crescimento da iniciativa também impressiona: em dois anos, a área plantada passou de 400 para 547 hectares, evidenciando a viabilidade do modelo em larga escala.

Irrigação automatizada reduz mão de obra

Um dos principais diferenciais do projeto é o uso de irrigação automatizada por aspersores, que permite distribuir água de forma eficiente e controlada. A tecnologia reduziu drasticamente a necessidade de trabalhadores no campo.

Atualmente:

  • apenas 4 pessoas operam o sistema;
  • anteriormente eram necessários cerca de 30 trabalhadores.

A automação garante não só economia de recursos humanos, mas também maior precisão no uso da água — fator essencial em regiões áridas.

Tecnologia e genética impulsionam resultados

O sucesso do cultivo no deserto não depende de um único fator. O modelo combina:

  • sementes adaptadas ao clima seco e frio;
  • manejo eficiente do solo arenoso;
  • fertilização controlada;
  • monitoramento digital das lavouras.

Essas práticas permitem que as plantas resistam a variações extremas de temperatura e escassez hídrica, comuns na região.

Produtividade se aproxima de áreas tradicionais

Os resultados obtidos já rivalizam com regiões agrícolas convencionais. Em áreas experimentais, a produção chegou a cerca de 294 quilos por unidade de medida local (mu), número próximo da média nacional chinesa.

Isso demonstra que o cultivo em áreas desérticas pode ser competitivo, especialmente quando aliado a tecnologia e gestão eficiente.

Modelo pode inspirar países com escassez de água

A experiência chinesa serve como referência para regiões que enfrentam seca, desertificação e limitações hídricas. Técnicas como:

  • irrigação por gotejamento;
  • plantio direto;
  • uso racional da água;

podem ser adaptadas para diferentes contextos, incluindo países da África, Oriente Médio e até regiões semiáridas do Brasil.

Estratégia fortalece segurança alimentar

O avanço também tem implicações estratégicas. Ao transformar áreas improdutivas em zonas agrícolas, a China reduz sua dependência de importações e fortalece a segurança alimentar.

Em um cenário global marcado por instabilidade nas cadeias de suprimento e aumento dos preços de alimentos, ampliar a produção interna se torna um diferencial importante.

Deserto pode se tornar nova fronteira agrícola

O caso do Deserto de Taklamakan mostra que, com inovação e investimento, até ambientes considerados inóspitos podem se tornar produtivos. A combinação de tecnologia, eficiência e planejamento aponta para um novo paradigma na agricultura global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Agronegócio

Produtor rural reduz investimentos em Mato Grosso diante de custos elevados e dívidas

O aumento dos custos de produção e as incertezas do mercado estão mudando o comportamento do produtor rural em Mato Grosso. Com margens de lucro apertadas, a estratégia tem sido conter gastos e priorizar apenas o essencial para garantir o próximo ciclo agrícola.

Esse movimento de retração é resultado de uma combinação de fatores, como a queda no preço das commodities agrícolas, o encarecimento dos fertilizantes e o peso das dívidas acumuladas em safras anteriores. O impacto já é percebido além das propriedades rurais, atingindo também as revendas de insumos, que enfrentam uma desaceleração nas negociações.

Produtores priorizam sobrevivência financeira

No dia a dia da lavoura, o cenário é de maior dificuldade. O agricultor Leonardo Lorenzi, que pretende plantar 3.025 hectares de soja, afirma que o momento exige disciplina financeira e foco em práticas de menor custo.

Segundo ele, a nova safra deve ser ainda mais desafiadora que a anterior. Por isso, os investimentos foram limitados à compra de sementes e defensivos agrícolas, enquanto a aquisição de adubo foi adiada na expectativa de melhores պայմաններ de mercado.

Essa mudança revela uma nova mentalidade no campo: mais do que buscar alta produtividade, o objetivo agora é garantir a saúde do caixa e manter a atividade viável.

Rentabilidade passa a ser prioridade

O produtor Flávio Kroling destaca que, após uma safra com retorno praticamente nulo, a preocupação com a rentabilidade agrícola se intensificou. Para ele, produzir mais não significa necessariamente lucrar mais.

A análise do cenário econômico e político se tornou essencial na tomada de decisões, já que qualquer variação pode comprometer os resultados da atividade.

Endividamento pressiona o setor

O alto nível de endividamento rural também limita novos investimentos. De acordo com representantes do setor, muitos produtores ainda lidam com prejuízos de ciclos anteriores, como a safra 2023/24, impactada por fatores climáticos adversos.

Com o aumento dos custos, especialmente de combustíveis, e a baixa nos preços das commodities, a prioridade tem sido reduzir despesas e buscar formas de equilibrar as finanças.

Revendas de insumos sentem desaceleração

A cautela dos produtores já afeta diretamente o comércio de insumos agrícolas. Em regiões como Primavera do Leste, o ritmo de vendas caiu significativamente.

Dados do setor indicam que a comercialização de fertilizantes está bem abaixo da média histórica, reflexo da descapitalização dos produtores e da dificuldade de acesso ao crédito.

Além disso, o custo de produção segue em alta, agravando ainda mais o cenário, principalmente para arrendatários ou agricultores que dependem de financiamento.

Perspectiva é de safra desafiadora

O atual contexto aponta para uma safra marcada por ajustes financeiros e decisões estratégicas mais conservadoras. A busca por eficiência e redução de custos deve guiar o planejamento agrícola nos próximos meses.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Geopolítica no agronegócio: Circuito Aprosoja leva debate global a produtores de Mato Grosso

A relação entre geopolítica e agronegócio será o eixo central da 20ª edição do Circuito Aprosoja MT, que percorrerá diversas regiões produtoras do estado. O cientista político Heni Ozi Cukier, conhecido como Professor HOC, foi escolhido como principal palestrante do evento promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso.

A iniciativa busca aproximar o produtor rural das transformações no cenário internacional, que impactam diretamente o mercado de commodities agrícolas.

Geopolítica aplicada ao campo

Com formação em Resolução de Conflitos e Paz Internacional pela American University, em Washington, HOC acumula experiências em instituições como o Conselho de Segurança da ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Durante as palestras, o especialista abordará o tema “Geopolítica: como o mundo funciona?”, com o objetivo de explicar como crises globais, disputas comerciais e conflitos influenciam fatores como preços agrícolas, logística e exportações.

A proposta é tornar o conteúdo acessível, conectando o cenário internacional à realidade das propriedades rurais de Mato Grosso, permitindo decisões mais estratégicas por parte dos produtores.

Transparência e prestação de contas

Além das palestras, o Circuito Aprosoja também funciona como um canal direto entre a entidade e seus associados. A diretoria apresenta resultados de projetos, investimentos e ações realizadas ao longo do ano.

Esse formato fortalece a transparência no agronegócio e amplia o diálogo com produtores de diferentes regiões do estado.

Evento percorre todas as regiões produtoras

Considerado uma das maiores iniciativas de difusão de conhecimento do setor, o circuito visita os 35 núcleos da Aprosoja MT. O objetivo é fomentar discussões sobre competitividade agrícola, mercado internacional e gestão rural.

Confira a programação do Circuito Aprosoja MT

Região Sul (04 a 08 de maio)

  • 04/05 – Alto Taquari – 18h30
  • 05/05 – Alto Garças – 8h30
  • 05/05 – Rondonópolis – 18h30
  • 06/05 – Jaciara – 18h30
  • 07/05 – Primavera do Leste – 18h30
  • 08/05 – Paranatinga – 8h30
  • 08/05 – Campo Verde – 18h30

Região Norte (18 a 29 de maio)

  • 18/05 – Alta Floresta – 8h30
  • 18/05 – Matupá – 18h30
  • 19/05 – Marcelândia – 18h30
  • 20/05 – Cláudia – 8h30
  • 20/05 – Sinop – 18h30
  • 21/05 – Vera – 8h30
  • 21/05 – Ipiranga do Norte – 18h30
  • 22/05 – Tapurah – 8h30
  • 22/05 – Nova Maringá – 18h30
  • 25/05 – Itanhangá – 18h30
  • 26/05 – Porto dos Gaúchos/Juara – 18h30
  • 27/05 – Sorriso – 18h30
  • 28/05 – Nova Ubiratã – 8h30
  • 28/05 – Lucas do Rio Verde – 18h30
  • 29/05 – Nova Mutum – 18h30

Região Oeste (09 a 13 de junho)

  • 09/06 – Comodoro – 8h30
  • 09/06 – Campos de Júlio – 18h30
  • 10/06 – Sapezal – 8h30
  • 10/06 – Campo Novo do Parecis – 18h30
  • 11/06 – São José do Rio Claro – 18h30
  • 12/06 – Diamantino – 18h30
  • 13/06 – Tangará da Serra – 8h30

Região Leste (15 a 20 de junho)

  • 15/06 – Gaúcha do Norte – 18h30
  • 16/06 – Canarana – 18h30
  • 17/06 – Querência – 18h30
  • 18/06 – Porto Alegre do Norte/Confresa – 18h30
  • 19/06 – Água Boa – 18h30
  • 20/06 – Nova Xavantina – 8h30

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aprosoja MT

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Agronegócio

COFCO investe mais de R$ 2 bilhões para ampliar complexo de soja em Rondonópolis

A multinacional chinesa COFCO anunciou um investimento superior a R$ 2 bilhões para expandir sua unidade industrial em Rondonópolis, um dos principais polos do agronegócio brasileiro. O objetivo é transformar a planta no maior complexo de esmagamento de soja do Brasil.

A confirmação do projeto foi feita pela prefeitura do município, e a previsão é que as obras sejam concluídas no início de 2028.

Capacidade de processamento será ampliada

Atualmente, a unidade possui capacidade para processar cerca de 4,5 mil toneladas de soja por dia. Com a expansão, esse volume deve mais que dobrar, alcançando aproximadamente 10 mil toneladas diárias.

A planta é responsável pela produção de farelo de soja, óleo de soja e biodiesel, itens estratégicos tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Logística integrada fortalece operação

A ampliação será realizada em uma área já pertencente à empresa, próxima a um terminal ferroviário. A localização é considerada estratégica para otimizar o escoamento da produção agrícola, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade no mercado global.

Rondonópolis reforça posição no agronegócio

Conhecida como “Capital do Agro”, Rondonópolis se destaca como um dos principais centros de produção e industrialização de soja no país. O município possui a segunda maior economia do estado de Mato Grosso e desempenha papel relevante na cadeia logística do setor.

Apesar do protagonismo, o título oficial de “Capital Nacional do Agronegócio” é atribuído a Sorriso, reconhecida como a maior produtora de soja do Brasil.

Investimento reforça protagonismo do Brasil

O aporte da COFCO evidencia a importância do Brasil no cenário global de produção de soja e reforça o interesse de grandes players internacionais no desenvolvimento da cadeia agroindustrial do país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cofco

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Agronegócio

Produtor rural reduz investimentos em Mato Grosso diante de custos elevados e dívidas

O avanço dos custos de produção e a instabilidade no mercado têm levado o produtor rural em Mato Grosso a rever estratégias para a próxima safra. Com margens cada vez mais apertadas, a palavra de ordem no campo passou a ser cautela, priorizando apenas despesas essenciais e reduzindo riscos financeiros.

Cenário de pressão no campo

A retração nos investimentos é resultado de um conjunto de fatores que impactam diretamente a rentabilidade: queda nos preços das commodities agrícolas, alta nos fertilizantes e o acúmulo de dívidas de ciclos anteriores. Esse contexto tem provocado uma desaceleração nas negociações, refletindo não apenas nas propriedades, mas também nas revendas de insumos.

Produtores relatam que o ambiente atual exige mais controle e planejamento. A percepção geral é de que o nível de dificuldade aumentou significativamente para manter a atividade sustentável.

Estratégia: cortar custos e preservar o caixa

Para a próxima temporada, muitos agricultores estão limitando as compras ao básico. O foco deixou de ser exclusivamente a alta produtividade e passou a incluir a preservação do caixa e a redução do endividamento.

Em propriedades de grande escala, decisões como adiar a aquisição de adubos e priorizar insumos essenciais se tornaram comuns. A lógica é simples: se a conta não fechar, será necessário adaptar o manejo à realidade financeira disponível.

Rentabilidade ganha protagonismo

Após uma safra com retorno financeiro praticamente nulo, o debate sobre lucratividade no agronegócio ganhou força. Produtores destacam que altos volumes de produção não garantem resultados positivos se os custos superam as receitas.

A preocupação com variáveis econômicas e políticas também aumentou, já que qualquer oscilação pode impactar diretamente a viabilidade da atividade. O ano de 2026, nesse contexto, surge como um período de reavaliação dentro das propriedades rurais.

Endividamento preocupa setor

O peso das dívidas acumuladas, especialmente após ciclos afetados por adversidades climáticas como o El Niño, tem sido um dos principais entraves. Com combustíveis caros e preços das commodities em baixa, a prioridade passou a ser reduzir despesas e buscar equilíbrio financeiro.

A estratégia predominante entre os produtores é investir o mínimo possível, garantindo a continuidade da produção enquanto tentam amortizar débitos anteriores.

Revendas de insumos em alerta

A cautela no campo já impacta diretamente o setor de distribuição. Em importantes polos agrícolas de Mato Grosso, o ritmo de vendas desacelerou de forma significativa, especialmente no segmento de fertilizantes.

Dados do setor indicam que a comercialização está bem abaixo da média histórica para o período. Além disso, o aumento do custo de produção — que pode chegar a mais de um terço em relação ao ano anterior — agrava ainda mais a situação, principalmente para produtores que dependem de crédito ou operam em áreas arrendadas.

O cenário atual é considerado mais desafiador do que o observado anteriormente, acendendo um sinal de alerta para toda a cadeia do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Exportações do agronegócio batem recorde e somam US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

O agronegócio brasileiro alcançou um novo marco no comércio exterior ao registrar US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre deste ano. O resultado, divulgado pelo Ministério da Agricultura, representa o maior valor já registrado para o período e indica avanço de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Na comparação anual, o crescimento equivale a um acréscimo de US$ 342 milhões frente aos US$ 37,74 bilhões exportados nos três primeiros meses do ano passado. Apesar do avanço, a participação do setor nas exportações totais do país recuou de 49,1% para 46,3%.

Volume maior compensa queda de preços

O desempenho positivo das exportações do agronegócio foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,8% no volume embarcado ao exterior. Esse crescimento conseguiu neutralizar a queda de 2,8% nos preços médios dos produtos.

De acordo com a análise técnica, a retração nos preços está ligada à desvalorização de importantes commodities agrícolas, como açúcar bruto, algodão, milho e farelo de soja.

Abertura de mercados impulsiona desempenho

Outro fator relevante para o resultado foi a ampliação do acesso a novos destinos internacionais. Entre janeiro e março, o Brasil abriu 30 novos mercados para produtos do setor, fortalecendo a presença global do agro brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, essa estratégia contribui tanto para consolidar mercados já tradicionais quanto para diversificar as exportações, garantindo maior previsibilidade ao comércio exterior.

Complexo soja lidera exportações

Entre os segmentos que mais exportaram no período, destaque para:

  • Complexo soja: US$ 12,13 bilhões (31,8% do total)
  • Carnes: US$ 8,12 bilhões
  • Produtos florestais: US$ 3,94 bilhões
  • Café: US$ 3,32 bilhões
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,33 bilhões
  • Cereais, farinhas e preparações: US$ 2,08 bilhões

Juntos, esses setores responderam por 83,8% das exportações do agronegócio no trimestre. Houve ainda recorde nas vendas externas de carne bovina e suína, tanto em valor quanto em volume.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança como maior compradora de produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 11,33 bilhões importados, o equivalente a 29,8% do total — alta de 4,7% na comparação anual.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 5,67 bilhões (14,9%)
  • Estados Unidos: US$ 2,24 bilhões (5,9%)

Também foi registrado aumento nas exportações para países como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia.

Importações caem, mas fertilizantes sobem

As importações do agronegócio somaram US$ 5,014 bilhões no trimestre, queda de 3,3% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as compras de fertilizantes cresceram 23,9%, alcançando US$ 3,06 bilhões.

Já os gastos com defensivos agrícolas apresentaram recuo de 11,5%, totalizando US$ 891,4 milhões.

Superávit comercial do agro cresce

Com exportações em alta e importações em queda, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 33,073 bilhões no primeiro trimestre, acima dos US$ 32,562 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado reforça a relevância do setor no cenário internacional, sustentado por produtividade, tecnologia e capacidade de atender às demandas globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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