Agronegócio

Crise do diesel eleva inflação dos alimentos e pressiona custos no Brasil

A recente crise do diesel no Brasil tem provocado efeitos diretos na inflação dos alimentos, ao encarecer tanto a produção agrícola quanto o transporte de mercadorias. O aumento nos preços do combustível afeta toda a cadeia, desde o campo até a chegada dos produtos ao consumidor final.

O cenário foi agravado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado, o que amplia a vulnerabilidade do abastecimento interno.

Diferença de preços desestimula importações

Outro fator que contribui para o problema é a defasagem entre os preços praticados pelas refinarias nacionais e os valores do mercado internacional. Essa diferença reduz o interesse de distribuidoras em importar o combustível, afetando a distribuição de diesel no país.

Especialistas apontam que a insegurança em relação à política de preços dificulta a atuação de importadores, o que pode comprometer o abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Safra no Sul intensifica demanda por combustível

No Sul do Brasil, a situação se torna ainda mais sensível devido ao período de colheita de culturas como arroz, soja e milho. A região depende parcialmente de diesel importado, o que aumenta a pressão durante a safra.

Com o aumento dos custos, produtores enfrentam um dilema: repassar os reajustes ao consumidor ou reduzir suas margens de lucro, impactando a rentabilidade do setor.

Efeito cascata atinge preços e consumidores

O impacto da alta do diesel vai além do campo. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, o encarecimento do combustível eleva o custo do frete e influencia diretamente o preço final dos alimentos.

Além disso, estados com forte produção agrícola, como o Rio Grande do Sul, têm papel estratégico no abastecimento nacional. Problemas logísticos nessas regiões tendem a se refletir em todo o país, ampliando os efeitos da alta nos preços dos alimentos.

Duração da crise será decisiva para economia

A intensidade dos impactos dependerá da duração da instabilidade no abastecimento. Caso a normalização ocorra no curto prazo, os efeitos podem ser limitados. Por outro lado, uma crise prolongada pode gerar pressões inflacionárias mais amplas e atingir diversos setores da economia.

Educação financeira e análise econômica em destaque

O tema foi debatido no programa Resenha do Dinheiro, que aborda semanalmente os principais movimentos econômicos de forma acessível. A atração conta com apoio da B3 e da BlackRock e reúne especialistas para discutir educação financeira e tendências do mercado.

Com linguagem simples, o programa busca aproximar o público de assuntos como inflação, investimentos e cenário econômico, mantendo o equilíbrio entre análise técnica e conversa informal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Agronegócio

Falhas na regularização expõem desafios técnicos do agronegócio brasileiro

Uma operação recente do Ministério da Agricultura e Pecuária resultou na apreensão de 368 toneladas de sementes irregulares no Rio Grande do Sul. O caso reacende o debate sobre a importância da regularização documental e da rastreabilidade no agronegócio — pontos críticos que, quando negligenciados, podem gerar prejuízos significativos para empresas e produtores. Embora o volume apreendido chame atenção, especialistas alertam que esse tipo de ocorrência não é isolado. Falhas operacionais e documentais seguem entre os principais gargalos do setor.

Dados apresentados no Seed Congress of the Americas 2026 reforçam a dimensão do problema: sementes não registradas ou não certificadas já ocupam 11% da área cultivada com soja no país, gerando prejuízos anuais de até R$ 10 bilhões à cadeia produtiva.

Irregularidades nem sempre indicam fraude

De acordo com a farmacêutica e especialista em regulamentação Daiane Costa, fundadora da RegulaMais, a maioria dos casos de apreensão não envolve intenção de fraude. “Grande parte dessas situações está relacionada a falhas documentais que acabam levando ao descumprimento das exigências legais”, explica.

Entre os erros mais frequentes estão:

  • Ausência ou inconsistência na nota fiscal
  • Falta de documentação fitossanitária obrigatória
  • Problemas na identificação e rastreabilidade dos lote
  • Divergências entre a carga e os documentos apresentados

As fiscalizações são conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em conjunto com a Receita Federal do Brasil, podendo resultar em retenção de cargas, multas e até perda definitiva da mercadoria.

Exigências legais: um desafio técnico para o setor

Para operar dentro da legalidade, empresas do agro precisam atender a uma série de exigências que envolvem documentação fiscal, sanitária e registros específicos.

Entre os principais documentos estão:

  • Nota fiscal
  • Certificado fitossanitário
  • Registro no RENASEM
  • Certificação de sementes
  • Identificação e controle de lotes

Esses elementos garantem não apenas a regularidade da operação, mas também a rastreabilidade — essencial para a segurança sanitária e para o controle da cadeia produtiva.

Relação com órgãos reguladores exige gestão contínua

Na prática, a conformidade regulatória exige uma rotina constante de atualização e controle. Empresas precisam manter registros organizados, comunicar movimentações e acompanhar mudanças na legislação. Segundo Daiane Costa, esse é um dos pontos onde muitas empresas falham. “A falta de processos internos bem definidos e de acompanhamento das normas aumenta significativamente o risco de autuações e prejuízos”, afirma.

Beneficiamento e rastreabilidade: pontos críticos

O processo de beneficiamento de sementes também exige atenção rigorosa. A ausência de controle pode comprometer toda a cadeia produtiva.

Entre as boas práticas recomendadas estão:

  • Identificação correta dos lotes desde a origem
  • Registro detalhado de todas as etapas do processo
  • Separação física dos materiais
  • Organização da documentação técnica e fiscal

Essas medidas garantem a rastreabilidade completa e reduzem riscos operacionais.

Regulação como estratégia, não apenas obrigação

Diante desse cenário, cresce a demanda por empresas especializadas em conformidade regulatória, como a RegulaMais, que atua auxiliando negócios do agro a estruturar processos, atender exigências legais e evitar prejuízos.

Mais do que evitar penalidades, a conformidade regulatória passa a ser vista como uma estratégia de gestão e competitividade. “Quando bem aplicada, a regulamentação protege a operação, fortalece a credibilidade da empresa e garante segurança jurídica em toda a cadeia”, destaca Daiane.

Um alerta para o setor

A apreensão de sementes irregulares reforça que, em um cenário de fiscalização cada vez mais rigorosa, não há espaço para improviso. O controle documental, a rastreabilidade e o cumprimento das normas deixaram de ser apenas exigências legais — e passaram a ser fatores decisivos para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Texto: ReConecta News

Imagem: Divulgação MAPA

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Agronegócio

Falta de armazenagem em Mato Grosso eleva custos e pressiona produtores rurais

A falta de armazenagem em Mato Grosso se consolidou como um dos principais entraves para o avanço do agronegócio no estado e no país. Com safras cada vez maiores, a estrutura disponível não acompanha o ritmo de crescimento da produção, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores.

Atualmente, a capacidade de estocagem no estado atende apenas cerca de metade do volume colhido, cenário que eleva custos operacionais, dificulta a logística e coloca em risco a eficiência do sistema produtivo.

Produção recorde amplia pressão sobre o sistema

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a capacidade estática de armazenagem gira em torno de 53,4 milhões de toneladas. No entanto, esse volume já não é suficiente diante do avanço das safras.

A produção de soja em Mato Grosso na temporada 2025/26 deve ultrapassar 51 milhões de toneladas, enquanto a produção de milho já superou 55 milhões de toneladas no último ciclo. Esse descompasso obriga o escoamento acelerado da safra, muitas vezes de forma improvisada.

Falta de armazéns encarece frete e reduz ganhos

Sem espaço adequado para estocar a produção, agricultores são forçados a vender rapidamente, o que reduz o poder de negociação e aumenta os custos logísticos. O impacto mais imediato é o aumento do frete agrícola, pressionado pela alta demanda em períodos de colheita.

Lideranças do setor destacam que o investimento em armazenagem é essencial para valorizar a produção e fortalecer a economia local, gerando empregos e renda. Ainda assim, apontam a ausência de políticas públicas mais robustas como um dos principais obstáculos.

Juros altos travam novos investimentos no campo

Apesar da necessidade urgente de ampliar a capacidade, produtores enfrentam dificuldades para investir. Linhas de crédito com juros elevados e pouca oferta de incentivos dificultam a construção de novos armazéns.

Na prática, a limitação de espaço compromete o ritmo da colheita. Em propriedades rurais, é comum que a produção ultrapasse a capacidade de estocagem, gerando atrasos e aumentando a dependência de transporte imediato.

Produtores relatam que projetos de expansão estão sendo adiados, à espera de condições mais favoráveis, como a redução da taxa de juros e maior acesso a financiamento.

Produtores recorrem a recursos próprios para expandir capacidade

Diante do cenário desafiador, parte dos agricultores tem optado por investir gradualmente com capital próprio. A estratégia reduz o risco de endividamento, mas exige planejamento de longo prazo e, muitas vezes, cortes em outras áreas da propriedade.

Mesmo com avanços individuais, especialistas alertam que a ausência de uma política estruturada para armazenagem agrícola no Brasil mantém o setor vulnerável, especialmente em momentos de instabilidade econômica global.

Risco de endividamento preocupa produtores

Outro ponto de atenção é o custo do crédito rural. Com taxas elevadas, o financiamento pode comprometer a saúde financeira das propriedades, levando produtores ao endividamento.

A avaliação no campo é de que, sem mudanças estruturais — como incentivos fiscais, linhas de crédito acessíveis e políticas públicas eficazes —, o problema da infraestrutura agrícola no Brasil tende a persistir, limitando o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Conflito no Irã pode impactar agronegócio brasileiro mais que guerra na Ucrânia, alerta CNA

A escalada do conflito no Irã pode gerar impactos significativos para o agronegócio brasileiro, especialmente nos custos de combustíveis e fertilizantes. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, principal entidade representativa do setor no país.

Segundo a organização, os efeitos econômicos da tensão no Oriente Médio podem ser ainda mais intensos do que os provocados pela Guerra entre Rússia e Ucrânia, que já havia pressionado os custos de produção agrícola nos últimos anos.

Dependência de fertilizantes do Oriente Médio preocupa setor

De acordo com Bruno Lucchi, cerca de 30% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil, como a ureia, têm origem em países do Oriente Médio. Embora este não seja o principal período de compras desses insumos, o setor teme alta nos preços e dificuldades logísticas.

Lucchi afirma que existem fornecedores alternativos no mercado internacional, mas os custos tendem a subir caso o conflito comprometa a oferta.

Ele lembra que o cenário atual é mais sensível do que no início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Naquele momento, as commodities agrícolas estavam valorizadas, o que ajudava a compensar os custos mais altos. Hoje, segundo ele, muitos produtores enfrentam endividamento, juros elevados e aumento no preço dos insumos.

Diesel já registra alta em várias regiões do país

Outro ponto de preocupação é o aumento no preço do diesel, combustível essencial para a atividade agrícola.

A CNA relatou que produtores rurais em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Pará e Goiás já reportaram aumentos expressivos nas últimas semanas.

De acordo com o setor, o preço do combustível subiu cerca de R$ 1 por litro inicialmente, mas em alguns casos o aumento já chega a R$ 2 por litro.

Diante da situação, a entidade solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis que intensifique a fiscalização para evitar reajustes considerados desproporcionais motivados por especulação ou alarmismo no mercado.

Momento coincide com fase intensa da produção agrícola

A preocupação é maior porque o aumento no custo do diesel ocorre em um período estratégico para o campo.

Atualmente, produtores estão envolvidos em atividades como:

  • colheita de soja
  • colheita de arroz
  • plantio da segunda safra de milho
  • transporte da produção agrícola

Grande parte dessa logística depende de máquinas agrícolas e caminhões movidos a diesel, o que torna o setor especialmente sensível às oscilações do combustível.

Custos de produção já pressionavam produtores

Segundo Lucchi, o cenário já era complicado antes mesmo da nova crise geopolítica.

Após a pandemia, os preços dos fertilizantes permaneceram elevados, enquanto as commodities agrícolas recuaram em relação aos níveis registrados naquele período. Isso reduziu as margens de rentabilidade dos produtores.

Ele também destacou que o Brasil ainda importa entre 20% e 30% do diesel consumido no país, o que aumenta a exposição às oscilações do mercado internacional.

Regiões Norte e Nordeste podem ser mais afetadas

De acordo com a CNA, os impactos podem ser ainda maiores nas regiões Norte do Brasil e Nordeste do Brasil.

Nessas áreas, fertilizantes e outros insumos costumam chegar por portos do Sudeste e do Sul, sendo posteriormente transportados por longas distâncias em caminhões movidos a diesel.

Estados localizados no chamado Arco Norte logístico tendem a enfrentar custos adicionais, já que muitos insumos precisam atravessar grande parte do território nacional até chegar às propriedades rurais.

Alta de custos pode pressionar inflação dos alimentos

Para Pedro Lupion, a situação pode trazer reflexos para toda a economia.

Segundo o parlamentar, caso o governo não consiga conter os impactos da guerra sobre combustíveis e fertilizantes, o aumento dos custos no campo pode resultar em elevação no preço dos alimentos e pressão sobre a inflação no Brasil.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Agronegócio

CNA pede redução emergencial de impostos sobre diesel para aliviar custos do agronegócio

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a redução emergencial e temporária de tributos sobre o diesel. O pedido foi encaminhado na terça-feira (10) ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Segundo a entidade, a medida busca conter os impactos da alta do petróleo e dos combustíveis no mercado internacional, que vem pressionando os custos de produção e a logística no país.

Alta do diesel preocupa setor agropecuário

De acordo com o presidente da CNA, João Martins, o momento é sensível para o agronegócio brasileiro, especialmente por coincidir com o período de plantio e colheita da segunda safra.

O dirigente afirma que o diesel tem peso significativo na estrutura de custos da atividade rural. O combustível é amplamente utilizado em máquinas agrícolas, transporte de insumos e escoamento da produção, o que faz com que qualquer aumento de preço tenha impacto direto na rentabilidade do setor.

Tributos federais representam mais de 10% do preço

Em ofício enviado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a CNA destacou o peso de tributos federais na formação do preço do combustível.

Entre os principais impostos citados estão:

  • PIS (Programa de Integração Social)
  • Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público)
  • Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)

De acordo com a entidade, esses tributos correspondem juntos a cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado no Brasil.

ICMS amplia carga tributária sobre combustível

Em outro documento, enviado ao presidente da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe/ICMS), Carlos Henrique de Azevedo Oliveira, a confederação ressaltou o peso dos impostos estaduais no preço final do combustível.

Segundo a CNA, a tributação estadual acrescenta em média 38,4% ao valor do diesel, sendo o ICMS um dos principais componentes dessa carga.

A Cotepe está vinculada ao Conselho Nacional de Política Fazendária, colegiado que reúne as secretarias de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal e é presidido pelo ministro da Fazenda.

Redução de impostos pode ajudar a conter inflação

Na avaliação da CNA, uma redução temporária dos tributos sobre o diesel poderia gerar efeitos positivos em diferentes setores da economia.

Entre os impactos esperados estão:

  • diminuição dos custos de produção no campo
  • redução das despesas com logística e transporte
  • possível queda nos preços dos alimentos ao consumidor
  • alívio nas pressões inflacionárias

A entidade também avalia que a medida pode contribuir para um ambiente macroeconômico mais equilibrado, favorecendo o processo de redução da taxa básica de juros, a Selic.

CNA diz estar aberta ao diálogo com o governo

Ao final dos ofícios, João Martins afirmou que a confederação permanece disponível para colaborar com medidas que reduzam os custos logísticos e produtivos no país.

Segundo ele, iniciativas desse tipo são relevantes diante dos efeitos econômicos provocados por conflitos geopolíticos internacionais, que têm impactado diretamente o mercado de energia e combustíveis.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agronegócio

Brasil amplia exportações do agronegócio com novos mercados na Nova Zelândia e Turquia

O agronegócio brasileiro ganhou novos espaços no comércio internacional após a conclusão de negociações que liberaram a entrada de produtos do país na Nova Zelândia e na Turquia. As autorizações foram anunciadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e reforçam a estratégia do governo de ampliar as exportações agropecuárias.

Nova Zelândia autoriza carne suína processada e bile ovina

O governo da Nova Zelândia aprovou a importação de carne suína termoprocessada e de bile ovina produzidas no Brasil.

A carne suína termoprocessada passa por tratamentos térmicos — como cozimento, esterilização ou fritura — que aumentam a segurança alimentar e prolongam o tempo de conservação. Esse tipo de produto costuma apresentar sabor mais marcante e geralmente é comercializado embalado em gordura.

Por se tratar de um item com maior valor agregado, a autorização representa uma nova oportunidade para as exportações brasileiras de carne suína em um mercado reconhecido pelo alto poder de compra.

Dados do comércio exterior mostram que, em 2025, as vendas de produtos agropecuários brasileiros para a Nova Zelândia alcançaram aproximadamente US$ 107 milhões.

Turquia libera entrada de mel e produtos apícolas

Outra conquista comercial envolve a Turquia, que autorizou a importação de mel brasileiro e de outros produtos apícolas. A abertura tende a fortalecer a presença do setor no mercado turco e ampliar as oportunidades para produtores e exportadores do país.

No ano de 2025, a Turquia comprou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários do Brasil. Entre os principais itens exportados estão soja em grãos, algodão e café.

Agronegócio brasileiro soma mais de 500 novas aberturas de mercado

Com as novas autorizações, o agronegócio do Brasil alcança a marca de 544 aberturas de mercado internacional desde o início de 2023, segundo dados do governo federal. O número reflete a estratégia de diversificação de destinos para os produtos agrícolas brasileiros, ampliando a presença do país no comércio global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação Ministério da Agricultura

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Agronegócio

Governo regulamenta salvaguardas em acordos comerciais para proteger indústria e agronegócio

O governo federal publicou um decreto que estabelece regras para aplicação de salvaguardas em acordos comerciais, mecanismo destinado a proteger a produção nacional diante do aumento de importações. A medida foi divulgada na quarta-feira (4), em edição extra do Diário Oficial da União.

A regulamentação ocorreu no mesmo dia em que o Congresso Nacional finalizou o processo de internalização do acordo Mercosul-União Europeia, tratado que cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Quando as salvaguardas podem ser aplicadas

Segundo o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as salvaguardas bilaterais poderão ser adotadas quando a entrada de produtos importados — beneficiados por condições preferenciais previstas em acordos comerciais — crescer de forma significativa e provocar ou ameaçar provocar prejuízo grave à indústria doméstica.

A proteção poderá abranger tanto o setor industrial quanto o setor agrícola, permitindo ao governo reagir caso a competitividade nacional seja afetada por aumento repentino das importações.

Medidas previstas no decreto

Entre as ações possíveis previstas no decreto estão:

Suspensão temporária da redução de tarifas prevista em acordos comerciais;
Restabelecimento de tarifas de importação vigentes antes do acordo;
• Criação de cotas tarifárias, limitando o volume de produtos que podem entrar no país com benefícios tarifários.

Nesse último caso, os produtos importados continuam recebendo as preferências tarifárias apenas até um determinado limite. Se o volume for ultrapassado, a tarifa anterior pode voltar a ser aplicada ou o cronograma de redução tarifária pode ser suspenso.

Investigação será conduzida pela Camex e Secex

A decisão sobre a adoção das medidas caberá à Câmara de Comércio Exterior (Camex), após investigação realizada pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Decom/Secex).

A abertura do processo poderá ser solicitada pela própria indústria doméstica. O decreto também autoriza que a Secretaria de Comércio Exterior inicie investigações por conta própria em situações consideradas excepcionais.

Demanda do agronegócio brasileiro

O mecanismo havia sido anunciado recentemente pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e atendia a uma demanda especialmente do agronegócio brasileiro.

A preocupação surgiu após o Parlamento Europeu aprovar, no ano passado, regras mais rigorosas para importações agrícolas relacionadas ao acordo com o Mercosul. As medidas europeias preveem a adoção de salvaguardas caso o aumento das compras externas cause prejuízos aos produtores do bloco.

Diante desse cenário, representantes do setor agrícola brasileiro defenderam que o Brasil também adotasse mecanismos semelhantes para reagir a um eventual aumento de importações de produtos europeus concorrentes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agronegócio

Guerra entre EUA e Irã pode elevar custos do agro brasileiro no curto prazo

A guerra entre EUA e Irã deve provocar aumento nos custos do agronegócio brasileiro no curto prazo, principalmente em razão da alta do petróleo, da valorização do dólar e de possíveis mudanças nas rotas de exportação.

Analistas de mercado avaliam que, apesar de não haver indicação de interrupção nos embarques de grãos e carnes ao Oriente Médio, o fechamento do Estreito de Ormuz pode exigir redirecionamento logístico, encarecendo o transporte internacional.

“O mundo hoje não é mais o mesmo da última semana”, resume Luiz Carlos Pacheco, analista da T&F Consultoria. Na avaliação dele, o conflito tende a ser pontual, já que uma guerra prolongada entre as duas potências teria impactos globais relevantes, sobretudo por causa da dependência mundial do petróleo.

Fertilizantes e gás natural entram no radar

Um dos principais pontos de atenção está no mercado de fertilizantes, especialmente a ureia. O Irã é fornecedor relevante do insumo para o Brasil e, em 2025, exportou 184,7 mil toneladas ao país, movimentando US$ 66,8 milhões.

Além disso, o país persa é importante fornecedor de gás natural para nações como Catar, Omã e Nigéria, que produzem nitrogenados destinados ao mercado brasileiro. Segundo Maísa Romanello, analista da Safras & Mercado, uma eventual interrupção no fluxo de gás pode reduzir a oferta global de matéria-prima, elevando preços.

Para Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o impacto ocorre em duas frentes: encarecimento dos fertilizantes e valorização do dólar, que pressiona diretamente os custos de produção e importação.

Milho e carnes: comércio deve continuar

O Irã é o maior comprador de milho brasileiro, com 9 milhões de toneladas importadas em 2025 — o equivalente a 23% do total exportado pelo Brasil. A expectativa do mercado é que a demanda seja mantida, já que os principais embarques acontecem a partir de julho, período em que a crise pode já estar resolvida.

No segmento de proteínas, analistas também projetam continuidade do fluxo comercial, ainda que com maior complexidade logística. O Oriente Médio é destino relevante das exportações brasileiras de frango e carne bovina.

Os Emirados Árabes Unidos lideram as compras de frango brasileiro, com 480 mil toneladas adquiridas em 2025. Já as exportações de carne bovina para a região somaram 223,9 mil toneladas, o equivalente a 6,5% do total vendido pelo país, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Entidades monitoram impactos

A Associação Brasileira de Proteína Animal informou que acompanha os pontos críticos na logística internacional e avalia rotas alternativas já utilizadas em crises anteriores na região.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes declarou que monitora a situação, mas ainda não recebeu relatos de impactos concretos das empresas associadas.

A BRF, que possui operações na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes, afirmou que ativou planos de contingência para garantir o abastecimento e prioriza a segurança de seus colaboradores. A JBS optou por não comentar.

Custos maiores, mas sem ruptura comercial

Apesar do aumento nos custos logísticos, do risco de encarecimento dos fertilizantes e da volatilidade cambial, a avaliação predominante é de que não haverá ruptura na corrente de comércio.

O cenário, no entanto, exige atenção redobrada dos exportadores, que podem enfrentar margens mais apertadas enquanto persistirem as incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Agronegócio

Exportações do agronegócio: São Paulo lidera ranking nacional em janeiro

As exportações do agronegócio colocaram São Paulo na primeira posição entre os estados brasileiros em janeiro de 2026. O desempenho garantiu ao estado um superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em embarques externos frente a US$ 530 milhões em importações.

Com isso, o estado respondeu por 17,1% de todos os embarques do agro brasileiro, superando Mato Grosso (16,7%) e Minas Gerais (11,5%) no ranking nacional.

Peso do agro na balança comercial paulista

Mesmo com território menor que o de outros grandes produtores rurais, o setor agropecuário teve papel estratégico na economia paulista. Em janeiro, o agronegócio paulista representou 40,9% de todas as exportações do estado.

Já as importações do setor corresponderam a 8% do total estadual, reforçando a relevância do campo na composição da balança comercial de São Paulo.

Complexo sucroalcooleiro lidera embarques

O complexo sucroalcooleiro foi o principal destaque da pauta exportadora, respondendo por 25,3% do total embarcado, o equivalente a US$ 465,3 milhões. O açúcar concentrou praticamente todo esse valor.

Na sequência aparecem:

  • Produtos florestais: 18,8% (US$ 346,9 milhões), com forte participação da celulose;
  • Carnes: 16,6% (US$ 305,8 milhões), impulsionadas pela carne bovina;
  • Sucos: 8,9%, majoritariamente suco de laranja;
  • Café: 7,2%, com predominância do café verde.

Juntos, esses cinco segmentos concentraram 76,8% das vendas externas do agro paulista.

O complexo soja respondeu por 2,7% das exportações em janeiro, com expectativa de avanço nos próximos meses, à medida que a colheita ganha ritmo.

Desempenho em relação ao ano anterior

Na comparação com janeiro de 2025, houve crescimento nas exportações de produtos florestais, carnes e complexo soja. Por outro lado, os segmentos sucroalcooleiro, de café e de sucos apresentaram retração, refletindo variações de preços internacionais e volumes embarcados.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como o principal mercado comprador, absorvendo 21,9% das exportações do agro paulista. Em seguida aparecem a União Europeia, com 18,1%, e os Estados Unidos, com 8,1%.

Os dados foram elaborados pelo Instituto de Economia Agrícola, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNN International

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Agronegócio

Forbes Agro100 2025 revela o poder bilionário do agronegócio brasileiro

A lista Forbes Agro100 2025 trouxe à tona a força econômica do agronegócio no Brasil, destacando as empresas e cooperativas mais influentes do setor. Juntas, as organizações presentes no ranking registraram um faturamento de R$ 1,9 trilhão, consolidando o agro como um dos pilares da economia nacional.

Diversidade de segmentos e liderança em produção

O ranking reúne corporações de diferentes áreas do agro, como produção agrícola, proteína animal, insumos, logística, exportação e cooperativismo. Entre os produtos mais representativos estão soja, milho, carne bovina, frango, açúcar e café, com destaque na produção e comercialização internacional.

Integração em toda a cadeia produtiva

Além do faturamento, a Forbes analisou toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio e criação de animais até a chegada dos alimentos ao consumidor. Essa abordagem evidencia o alto grau de integração do setor, conectando a produção primária à indústria de processamento, armazenagem, transporte e exportação. O modelo integrado é apontado como responsável pelo impressionante volume financeiro do setor.

As 10 maiores empresas do Agro100 2025

  1. JBS – R$ 416,95 bilhões | Proteína animal
  2. Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões | Proteína animal
  3. Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões | Alimentos e bebidas
  4. Ambev – R$ 89,45 bilhões | Alimentos e bebidas
  5. Bunge Alimentos – R$ 69,82 bilhões | Alimentos e bebidas
  6. Raízen Energia – R$ 66,91 bilhões | Agroenergia
  7. Copersucar – R$ 62,35 bilhões | Comércio e tradings
  8. BRF – R$ 61,38 bilhões | Proteína animal
  9. Cofco Brasil – R$ 53,33 bilhões | Comércio e tradings
  10. Suzano – R$ 47,40 bilhões | Celulose, madeira e papel

Impacto econômico e social do setor

O faturamento bilionário das empresas listadas reforça o peso do agronegócio no PIB brasileiro, além de destacar seu papel estratégico na geração de empregos, na arrecadação tributária e na manutenção de uma balança comercial positiva.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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