Agronegócio

Exportações do agro paulista para a Índia somam US$ 906 milhões em 2025

O agro paulista alcançou US$ 906,5 milhões em exportações para a Índia em 2025, com um volume embarcado próximo de 2 milhões de toneladas. O país asiático se consolidou como o segundo principal parceiro de São Paulo na Ásia, ficando atrás apenas da China, e ocupa a quarta posição no ranking global de destinos.

Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado, e refletem o avanço das relações comerciais no setor.

Complexo sucroalcooleiro lidera vendas externas

O complexo sucroalcooleiro foi o principal responsável pela receita, representando 76,8% do total exportado, com US$ 696 milhões. Em seguida, aparecem o óleo de soja, com US$ 89 milhões, e produtos da indústria química de base vegetal, que somaram US$ 33 milhões.

O desempenho acompanha o crescimento do comércio bilateral entre Brasil e Índia, que atingiu US$ 15,21 bilhões no período.

Algodão registra forte crescimento nas exportações

Entre os produtos embarcados, o algodão paulista apresentou o maior avanço. O volume exportado cresceu 160% em um ano, saltando de 5 mil para 15 mil toneladas, indicando maior inserção no mercado indiano.

Esse crescimento reflete tanto a capacidade produtiva quanto a adaptação às exigências do comércio internacional.

Competitividade e diversificação impulsionam resultados

Segundo representantes do setor, o aumento das exportações do agronegócio está ligado à diversificação da pauta e à competitividade dos produtos brasileiros. A estratégia inclui foco em qualidade e fortalecimento de parcerias comerciais, com a Índia ganhando relevância na expansão para o mercado asiático.

Especialistas também apontam que fatores como preços e o cenário geopolítico influenciam diretamente o ritmo das vendas externas, além da confiabilidade no fornecimento.

Sustentabilidade fortalece imagem do algodão paulista

O diferencial do algodão brasileiro está associado ao nível técnico dos produtores e ao investimento em práticas sustentáveis. A qualificação profissional e o compromisso ambiental contribuem para aumentar a aceitação do produto na indústria têxtil internacional.

Cooperação com a Índia avança em inovação no agro

Além do comércio, a parceria entre São Paulo e Índia também avança na área de tecnologia. Em 2025, representantes da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) participaram do Brazil-India Agri Innovation Day, em Nova Delhi.

A iniciativa busca ampliar a cooperação em pesquisa, estimular o intercâmbio tecnológico e desenvolver soluções conjuntas para o setor.

A Índia, responsável por cerca de 11% da produção global de alimentos, possui um ambiente dinâmico de inovação, o que abre espaço para projetos colaborativos entre instituições e startups dos dois países.

Integração tecnológica deve ampliar competitividade

A aproximação entre centros de pesquisa e empresas tende a fortalecer programas como o APTAHub, com foco no desenvolvimento de tecnologias para o campo. A estratégia inclui geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do agro paulista no cenário internacional.

FONTE: Cana Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cana Online

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Agronegócio

Agroexportadoras crescem 60% no Brasil e impulsionam diversificação das exportações

O Brasil registrou um avanço significativo no número de empresas agroexportadoras ao longo da última década. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a quantidade de CNPJs do setor com atuação no mercado externo saltou de 1.440, em 2015, para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8%.

O levantamento inclui negócios de todos os portes, desde MEIs, microempresas e pequenas empresas até médias e grandes corporações, refletindo a ampliação da presença do agro brasileiro no comércio internacional.

Expansão produtiva e tecnologia impulsionam o setor

O aumento da produção agrícola e a adoção de novas tecnologias têm sido fatores determinantes para a entrada de novos players no mercado externo. Além disso, o desenvolvimento de novas culturas contribui para ampliar as oportunidades, especialmente para empresas de menor porte.

Esse cenário também favorece a diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de produtos tradicionais e ampliando o portfólio do agronegócio brasileiro.

Pequenas empresas lideram crescimento das exportações

Um dos destaques do período é o avanço expressivo das empresas de menor porte. O número de microempresas e MEIs exportadores cresceu de 153 para 443, alta de 189,5%. Já as pequenas empresas passaram de 191 para 434, aumento de 127,2%.

Entre médias e grandes companhias, o crescimento foi mais moderado, passando de 1.096 para 1.439 empresas — avanço de 31,3%.

Com isso, os pequenos negócios passaram a representar 37,9% das agroexportadoras, ante 23,9% há dez anos, evidenciando maior inclusão e profissionalização no setor.

Apoio institucional fortalece inserção internacional

O crescimento das exportações do agronegócio também é impulsionado por iniciativas de apoio, como as desenvolvidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Programas como o Exporta Mais Brasil promovem rodadas de negócios com compradores internacionais, enquanto o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) prepara empresas para atuar no mercado externo.

Além disso, o uso do e-commerce internacional vem ganhando espaço como alternativa para pequenos produtores ampliarem sua visibilidade global, apesar de ainda enfrentar desafios regulatórios.

Diversificação de produtos amplia competitividade

Outro indicador relevante é o aumento da variedade de produtos exportados. O número de itens classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) cresceu de 225 para 387 entre 2015 e 2025 — avanço de 70%.

A diversificação inclui maior presença de frutas, como tangerina, nectarina, pitaia e lichia, além da expansão em verduras, leguminosas e até sementes para semeadura, como mostarda, rícino e algodão.

Esse movimento fortalece a competitividade do Brasil no mercado global e amplia nichos de atuação para empresas de diferentes portes.

Participação do agro cresce nas exportações brasileiras

Em 2025, a agropecuária brasileira respondeu por 6,9% das empresas exportadoras do país. Embora a indústria de transformação ainda lidere em volume, o agro ampliou sua participação no valor exportado.

As exportações do setor passaram de US$ 35 bilhões, em 2015, para US$ 77,4 bilhões em 2025 — crescimento de cerca de 121%. A participação no total exportado subiu de 19,7% para 23,9% no período.

Considerando toda a cadeia do agronegócio, o valor exportado alcançou US$ 169,2 bilhões em 2025, o equivalente a 48,5% das exportações brasileiras, consolidando o setor como pilar da economia nacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro amplia exportadores e cresce 60% em 10 anos

O agronegócio brasileiro segue fortalecendo sua presença no mercado internacional, não apenas pelo aumento da produção, mas também pela ampliação da base de empresas exportadoras. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o número de CNPJs do setor com atuação externa saltou de 1.440 em 2015 para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8% em dez anos.

O avanço acompanha o desempenho das exportações do agronegócio, que vêm registrando resultados recordes e consolidando o Brasil como um dos principais players globais.

Pequenas e médias empresas ganham espaço no comércio exterior

O levantamento revela uma mudança relevante no perfil dos exportadores. Ao contrário da percepção de que apenas grandes companhias dominam o setor, pequenos e médios produtores têm ampliado sua participação no comércio internacional.

Atualmente, esses grupos representam cerca de 61% das empresas exportadoras do agro, demonstrando maior inclusão e diversificação na base exportadora.

Estruturas de apoio impulsionam acesso ao mercado global

Parte desse crescimento está associada ao fortalecimento de mecanismos que facilitam a inserção no mercado externo. Cooperativas, tradings e associações têm desempenhado papel estratégico ao oferecer suporte em etapas essenciais da logística de exportação.

Essas estruturas permitem:

  • Ganho de escala produtiva
  • Padronização de produtos
  • Adequação às exigências sanitárias
  • Melhoria na eficiência logística

Com isso, produtores de menor porte conseguem superar barreiras e acessar novos mercados.

Tecnologia e organização ampliam competitividade

Especialistas apontam que o avanço da tecnologia no campo, aliado à maior profissionalização dos produtores, tem sido decisivo para esse crescimento. O uso de inovação, gestão eficiente e suporte institucional contribui para elevar a competitividade das empresas brasileiras no exterior.

Base exportadora mais diversificada e capilarizada

O resultado é um cenário mais dinâmico, em que o crescimento das exportações não se concentra apenas em grandes grupos. O comércio exterior do agro passa a contar com uma participação mais ampla, envolvendo diferentes perfis de produtores em diversas regiões do país.

Além disso, o Brasil encerrou 2025 com 29.818 empresas exportadoras no total — o maior número já registrado, reforçando a expansão da presença nacional no mercado global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Agronegócio

Gargalos marítimos globais: riscos crescentes para o agronegócio brasileiro

A dinâmica do comércio internacional continua sendo fortemente influenciada por rotas estratégicas marítimas. Desde as grandes navegações, o controle de passagens estreitas determina fluxos econômicos e relações de poder. Em 2026, a escalada de tensões no Golfo Pérsico voltou a evidenciar como esses pontos críticos — conhecidos como chokepoints — permanecem essenciais para o funcionamento da economia global.

Atualmente, cerca de 80% do comércio mundial em volume é transportado por via marítima. Esse fluxo depende diretamente de corredores específicos, cuja interrupção pode gerar efeitos em cadeia sobre energia, alimentos e insumos agrícolas.

O papel estratégico dos gargalos marítimos

Os principais gargalos marítimos do mundo incluem rotas como Ormuz, Bab el-Mandeb, Suez e Malaca, além de passagens como Gibraltar, Bósforo e o Canal do Panamá. Esses pontos concentram grande parte da circulação de commodities agrícolas, energia e insumos industriais.

Mais do que rotas de petróleo, esses corredores são fundamentais para o transporte de grãos, proteínas animais, fertilizantes, celulose e açúcar. Para o Brasil — uma potência exportadora do agronegócio — compreender essas rotas é uma questão estratégica.

Dependência externa expõe fragilidade estrutural

Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Brasil ainda depende significativamente da importação de derivados como diesel. Esse combustível é essencial para toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio até o transporte.

  • O país importa cerca de 25% do diesel consumido
  • O GLP também tem dependência semelhante
  • Já o querosene de aviação possui dependência menor, mas relevante

Essa vulnerabilidade impacta diretamente os custos logísticos e a competitividade do setor agrícola, especialmente em cenários de crise internacional.

Fertilizantes: o maior risco para a produção agrícola

Se a dependência de combustíveis preocupa, a dos fertilizantes é ainda mais crítica. O Brasil importa aproximadamente 85% dos insumos agrícolas utilizados no campo.

Com a tensão no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz em 2026:

  • Os preços da ureia dispararam
  • Houve suspensão de ofertas no mercado internacional
  • Cresceu o risco de desabastecimento

Além disso, restrições de exportação por grandes fornecedores globais e danos à infraestrutura no Oriente Médio agravam o cenário.

Entre os insumos mais críticos estão:

  • Ureia
  • Enxofre
  • Fosfatos

A escassez desses produtos pode comprometer diretamente a safra 2026/2027.

Impactos diretos no agronegócio brasileiro

A crise logística internacional afeta o Brasil em duas frentes principais:

Custos mais altos

O aumento nos preços de frete e seguros marítimos eleva o custo final das exportações e insumos.

Risco à produção

A dificuldade de acesso a fertilizantes pode reduzir a produtividade agrícola e pressionar margens.

Além disso, o Oriente Médio é um mercado relevante para o Brasil, especialmente na compra de milho e outros produtos agrícolas.

Biocombustíveis ganham protagonismo

Em meio à crise, os biocombustíveis surgem como alternativa estratégica. O Brasil possui vantagens competitivas nesse setor:

  • Mistura de etanol na gasolina
  • Uso crescente de biodiesel
  • Frota de veículos flex

Esses fatores ajudam a reduzir a dependência externa e amortecer os impactos das oscilações no mercado global de النفط e derivados.

Os principais gargalos marítimos do mundo

1. Estreito de Ormuz — risco crítico

Principal rota de petróleo e fertilizantes, concentra grande volume de energia global.

2. Bab el-Mandeb — risco crítico

Conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é essencial para o acesso ao Canal de Suez.

3. Estreito de Malaca — risco médio

Um dos corredores mais movimentados do mundo, vital para o comércio asiático.

4. Bósforo e Dardanelos — risco alto

Fundamentais para o escoamento de trigo, milho e fertilizantes do Mar Negro.

5. Canal de Suez — risco alto

Principal ligação entre Ásia e Europa, responsável por grande parte do transporte global.

6. Canal do Panamá — risco moderado

Importante para cargas entre Atlântico e Pacífico, com destaque para grãos.

7. Estreito de Gibraltar — risco baixo

Rota estratégica para fertilizantes e comércio entre Europa e África.

Um novo cenário global exige estratégia

A crise de 2026 reforça uma tendência: eventos geopolíticos deixaram de ser exceção e passaram a ser recorrentes. Para o Brasil, isso exige mudanças estruturais.

Entre os principais desafios:

  • Reduzir a dependência de fertilizantes importados
  • Diversificar fornecedores internacionais
  • Investir na produção nacional de insumos
  • Criar estoques estratégicos

Em um cenário global instável, fortalecer a segurança de abastecimento é fundamental para manter a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Mercado global de fertilizantes deve enfrentar nova onda de instabilidade, alerta BHP

O mercado global de fertilizantes atravessa sua terceira fase de turbulência em apenas seis anos e deve continuar volátil nos próximos meses. O alerta foi feito por Karina Gistelinck, presidente de potássio da BHP, maior mineradora do mundo.

Segundo a executiva, após os impactos causados pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia, novos fatores geopolíticos — como o conflito no Oriente Médio e restrições de exportação impostas por Rússia e China — adicionaram mais incerteza ao setor.

Custos elevados e queda temporária na demanda

Embora o potássio seja menos afetado diretamente por conflitos internacionais do que outros nutrientes, como nitrogênio e fosfato, a empresa já sente os reflexos da crise. O principal impacto vem do aumento nos custos de frete marítimo.

Com isso, a expectativa é de uma redução temporária na demanda por fertilizantes do tipo NPK, que combinam diferentes nutrientes essenciais à agricultura.

De acordo com Gistelinck, os produtores rurais tendem a reduzir o uso desses insumos no curto prazo. “O agricultor não compra potássio isoladamente, mas sim o NPK, cujo principal componente é o nitrogênio. Se houver corte no consumo, isso afetará também o preço do potássio”, explicou.

Impacto limitado no Brasil, mas com efeito no curto prazo

No caso do Brasil, a redução no uso de fertilizantes deve ser pontual. Isso porque os solos brasileiros são naturalmente pobres em nutrientes, o que impede cortes prolongados.

Segundo a executiva, um eventual recuo no uso de potássio pode afetar uma safra, mas exigirá compensação nas seguintes. Como o país possui dois ciclos agrícolas por ano, o impacto tende a durar cerca de seis meses.

Estratégia da BHP foca em redução de custos

Diante do cenário instável, a BHP aposta na redução dos custos de produção como estratégia para manter margens positivas no mercado de fertilizantes.

Historicamente, o custo de produção do potássio varia entre US$ 105 e US$ 120 por tonelada, enquanto o preço mínimo do produto gira em torno de US$ 260 por tonelada. A meta da empresa é se tornar a produtora com menor custo operacional no Canadá.

Novo projeto no Canadá deve ampliar oferta global

A mineradora prevê iniciar a extração de potássio em sua mina na província de Saskatchewan, no Canadá, no início de 2027. A região concentra cerca de 40% das reservas globais do nutriente.

O projeto, que recebeu investimento de US$ 13 bilhões — o maior da história da empresa — deve atingir produção de 4,1 milhões de toneladas em dois anos. No pico, previsto para 2033, a capacidade pode chegar a 8,5 milhões de toneladas anuais, o equivalente a 10% da produção global.

Desse total, aproximadamente 20% deve ser destinado ao mercado brasileiro, reforçando o papel do país como grande importador de potássio.

Cooperação internacional é chave para estabilidade

Para enfrentar a volatilidade do setor e garantir o abastecimento de insumos agrícolas, a executiva defende maior cooperação entre governos e empresas.

Ela destacou o potencial de parceria entre países como Austrália, Canadá e Brasil, que possuem economias complementares e forte presença nos setores mineral e agrícola.

Infraestrutura brasileira é fator estratégico

Durante visita recente a Brasília, Gistelinck participou de reuniões para avançar contratos de distribuição no Brasil e demonstrou otimismo com o alinhamento entre governo e setor privado.

Ela ressaltou a importância de investimentos em infraestrutura logística — especialmente em ferrovias e rodovias — para facilitar o transporte de fertilizantes dos portos até regiões agrícolas como o Centro-Oeste e o Matopiba.

Além disso, destacou a necessidade de ampliar a capacidade de armazenamento e reduzir custos de importação.

Dependência externa ainda é inevitável

Apesar da ausência de barreiras regulatórias relevantes no Brasil, a executiva alertou que a dependência excessiva de importações não é ideal.

Ainda assim, ela reconhece que o país continuará sendo um grande importador de fertilizantes, devido a limitações geológicas e à expansão do agronegócio.

“Não há cenário em que o Brasil deixe de importar potássio”, afirmou.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Crise do diesel eleva inflação dos alimentos e pressiona custos no Brasil

A recente crise do diesel no Brasil tem provocado efeitos diretos na inflação dos alimentos, ao encarecer tanto a produção agrícola quanto o transporte de mercadorias. O aumento nos preços do combustível afeta toda a cadeia, desde o campo até a chegada dos produtos ao consumidor final.

O cenário foi agravado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado, o que amplia a vulnerabilidade do abastecimento interno.

Diferença de preços desestimula importações

Outro fator que contribui para o problema é a defasagem entre os preços praticados pelas refinarias nacionais e os valores do mercado internacional. Essa diferença reduz o interesse de distribuidoras em importar o combustível, afetando a distribuição de diesel no país.

Especialistas apontam que a insegurança em relação à política de preços dificulta a atuação de importadores, o que pode comprometer o abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Safra no Sul intensifica demanda por combustível

No Sul do Brasil, a situação se torna ainda mais sensível devido ao período de colheita de culturas como arroz, soja e milho. A região depende parcialmente de diesel importado, o que aumenta a pressão durante a safra.

Com o aumento dos custos, produtores enfrentam um dilema: repassar os reajustes ao consumidor ou reduzir suas margens de lucro, impactando a rentabilidade do setor.

Efeito cascata atinge preços e consumidores

O impacto da alta do diesel vai além do campo. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, o encarecimento do combustível eleva o custo do frete e influencia diretamente o preço final dos alimentos.

Além disso, estados com forte produção agrícola, como o Rio Grande do Sul, têm papel estratégico no abastecimento nacional. Problemas logísticos nessas regiões tendem a se refletir em todo o país, ampliando os efeitos da alta nos preços dos alimentos.

Duração da crise será decisiva para economia

A intensidade dos impactos dependerá da duração da instabilidade no abastecimento. Caso a normalização ocorra no curto prazo, os efeitos podem ser limitados. Por outro lado, uma crise prolongada pode gerar pressões inflacionárias mais amplas e atingir diversos setores da economia.

Educação financeira e análise econômica em destaque

O tema foi debatido no programa Resenha do Dinheiro, que aborda semanalmente os principais movimentos econômicos de forma acessível. A atração conta com apoio da B3 e da BlackRock e reúne especialistas para discutir educação financeira e tendências do mercado.

Com linguagem simples, o programa busca aproximar o público de assuntos como inflação, investimentos e cenário econômico, mantendo o equilíbrio entre análise técnica e conversa informal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Agronegócio

Falhas na regularização expõem desafios técnicos do agronegócio brasileiro

Uma operação recente do Ministério da Agricultura e Pecuária resultou na apreensão de 368 toneladas de sementes irregulares no Rio Grande do Sul. O caso reacende o debate sobre a importância da regularização documental e da rastreabilidade no agronegócio — pontos críticos que, quando negligenciados, podem gerar prejuízos significativos para empresas e produtores. Embora o volume apreendido chame atenção, especialistas alertam que esse tipo de ocorrência não é isolado. Falhas operacionais e documentais seguem entre os principais gargalos do setor.

Dados apresentados no Seed Congress of the Americas 2026 reforçam a dimensão do problema: sementes não registradas ou não certificadas já ocupam 11% da área cultivada com soja no país, gerando prejuízos anuais de até R$ 10 bilhões à cadeia produtiva.

Irregularidades nem sempre indicam fraude

De acordo com a farmacêutica e especialista em regulamentação Daiane Costa, fundadora da RegulaMais, a maioria dos casos de apreensão não envolve intenção de fraude. “Grande parte dessas situações está relacionada a falhas documentais que acabam levando ao descumprimento das exigências legais”, explica.

Entre os erros mais frequentes estão:

  • Ausência ou inconsistência na nota fiscal
  • Falta de documentação fitossanitária obrigatória
  • Problemas na identificação e rastreabilidade dos lote
  • Divergências entre a carga e os documentos apresentados

As fiscalizações são conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em conjunto com a Receita Federal do Brasil, podendo resultar em retenção de cargas, multas e até perda definitiva da mercadoria.

Exigências legais: um desafio técnico para o setor

Para operar dentro da legalidade, empresas do agro precisam atender a uma série de exigências que envolvem documentação fiscal, sanitária e registros específicos.

Entre os principais documentos estão:

  • Nota fiscal
  • Certificado fitossanitário
  • Registro no RENASEM
  • Certificação de sementes
  • Identificação e controle de lotes

Esses elementos garantem não apenas a regularidade da operação, mas também a rastreabilidade — essencial para a segurança sanitária e para o controle da cadeia produtiva.

Relação com órgãos reguladores exige gestão contínua

Na prática, a conformidade regulatória exige uma rotina constante de atualização e controle. Empresas precisam manter registros organizados, comunicar movimentações e acompanhar mudanças na legislação. Segundo Daiane Costa, esse é um dos pontos onde muitas empresas falham. “A falta de processos internos bem definidos e de acompanhamento das normas aumenta significativamente o risco de autuações e prejuízos”, afirma.

Beneficiamento e rastreabilidade: pontos críticos

O processo de beneficiamento de sementes também exige atenção rigorosa. A ausência de controle pode comprometer toda a cadeia produtiva.

Entre as boas práticas recomendadas estão:

  • Identificação correta dos lotes desde a origem
  • Registro detalhado de todas as etapas do processo
  • Separação física dos materiais
  • Organização da documentação técnica e fiscal

Essas medidas garantem a rastreabilidade completa e reduzem riscos operacionais.

Regulação como estratégia, não apenas obrigação

Diante desse cenário, cresce a demanda por empresas especializadas em conformidade regulatória, como a RegulaMais, que atua auxiliando negócios do agro a estruturar processos, atender exigências legais e evitar prejuízos.

Mais do que evitar penalidades, a conformidade regulatória passa a ser vista como uma estratégia de gestão e competitividade. “Quando bem aplicada, a regulamentação protege a operação, fortalece a credibilidade da empresa e garante segurança jurídica em toda a cadeia”, destaca Daiane.

Um alerta para o setor

A apreensão de sementes irregulares reforça que, em um cenário de fiscalização cada vez mais rigorosa, não há espaço para improviso. O controle documental, a rastreabilidade e o cumprimento das normas deixaram de ser apenas exigências legais — e passaram a ser fatores decisivos para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Texto: ReConecta News

Imagem: Divulgação MAPA

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Agronegócio

Falta de armazenagem em Mato Grosso eleva custos e pressiona produtores rurais

A falta de armazenagem em Mato Grosso se consolidou como um dos principais entraves para o avanço do agronegócio no estado e no país. Com safras cada vez maiores, a estrutura disponível não acompanha o ritmo de crescimento da produção, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores.

Atualmente, a capacidade de estocagem no estado atende apenas cerca de metade do volume colhido, cenário que eleva custos operacionais, dificulta a logística e coloca em risco a eficiência do sistema produtivo.

Produção recorde amplia pressão sobre o sistema

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a capacidade estática de armazenagem gira em torno de 53,4 milhões de toneladas. No entanto, esse volume já não é suficiente diante do avanço das safras.

A produção de soja em Mato Grosso na temporada 2025/26 deve ultrapassar 51 milhões de toneladas, enquanto a produção de milho já superou 55 milhões de toneladas no último ciclo. Esse descompasso obriga o escoamento acelerado da safra, muitas vezes de forma improvisada.

Falta de armazéns encarece frete e reduz ganhos

Sem espaço adequado para estocar a produção, agricultores são forçados a vender rapidamente, o que reduz o poder de negociação e aumenta os custos logísticos. O impacto mais imediato é o aumento do frete agrícola, pressionado pela alta demanda em períodos de colheita.

Lideranças do setor destacam que o investimento em armazenagem é essencial para valorizar a produção e fortalecer a economia local, gerando empregos e renda. Ainda assim, apontam a ausência de políticas públicas mais robustas como um dos principais obstáculos.

Juros altos travam novos investimentos no campo

Apesar da necessidade urgente de ampliar a capacidade, produtores enfrentam dificuldades para investir. Linhas de crédito com juros elevados e pouca oferta de incentivos dificultam a construção de novos armazéns.

Na prática, a limitação de espaço compromete o ritmo da colheita. Em propriedades rurais, é comum que a produção ultrapasse a capacidade de estocagem, gerando atrasos e aumentando a dependência de transporte imediato.

Produtores relatam que projetos de expansão estão sendo adiados, à espera de condições mais favoráveis, como a redução da taxa de juros e maior acesso a financiamento.

Produtores recorrem a recursos próprios para expandir capacidade

Diante do cenário desafiador, parte dos agricultores tem optado por investir gradualmente com capital próprio. A estratégia reduz o risco de endividamento, mas exige planejamento de longo prazo e, muitas vezes, cortes em outras áreas da propriedade.

Mesmo com avanços individuais, especialistas alertam que a ausência de uma política estruturada para armazenagem agrícola no Brasil mantém o setor vulnerável, especialmente em momentos de instabilidade econômica global.

Risco de endividamento preocupa produtores

Outro ponto de atenção é o custo do crédito rural. Com taxas elevadas, o financiamento pode comprometer a saúde financeira das propriedades, levando produtores ao endividamento.

A avaliação no campo é de que, sem mudanças estruturais — como incentivos fiscais, linhas de crédito acessíveis e políticas públicas eficazes —, o problema da infraestrutura agrícola no Brasil tende a persistir, limitando o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Conflito no Irã pode impactar agronegócio brasileiro mais que guerra na Ucrânia, alerta CNA

A escalada do conflito no Irã pode gerar impactos significativos para o agronegócio brasileiro, especialmente nos custos de combustíveis e fertilizantes. A avaliação é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, principal entidade representativa do setor no país.

Segundo a organização, os efeitos econômicos da tensão no Oriente Médio podem ser ainda mais intensos do que os provocados pela Guerra entre Rússia e Ucrânia, que já havia pressionado os custos de produção agrícola nos últimos anos.

Dependência de fertilizantes do Oriente Médio preocupa setor

De acordo com Bruno Lucchi, cerca de 30% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil, como a ureia, têm origem em países do Oriente Médio. Embora este não seja o principal período de compras desses insumos, o setor teme alta nos preços e dificuldades logísticas.

Lucchi afirma que existem fornecedores alternativos no mercado internacional, mas os custos tendem a subir caso o conflito comprometa a oferta.

Ele lembra que o cenário atual é mais sensível do que no início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Naquele momento, as commodities agrícolas estavam valorizadas, o que ajudava a compensar os custos mais altos. Hoje, segundo ele, muitos produtores enfrentam endividamento, juros elevados e aumento no preço dos insumos.

Diesel já registra alta em várias regiões do país

Outro ponto de preocupação é o aumento no preço do diesel, combustível essencial para a atividade agrícola.

A CNA relatou que produtores rurais em estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Pará e Goiás já reportaram aumentos expressivos nas últimas semanas.

De acordo com o setor, o preço do combustível subiu cerca de R$ 1 por litro inicialmente, mas em alguns casos o aumento já chega a R$ 2 por litro.

Diante da situação, a entidade solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis que intensifique a fiscalização para evitar reajustes considerados desproporcionais motivados por especulação ou alarmismo no mercado.

Momento coincide com fase intensa da produção agrícola

A preocupação é maior porque o aumento no custo do diesel ocorre em um período estratégico para o campo.

Atualmente, produtores estão envolvidos em atividades como:

  • colheita de soja
  • colheita de arroz
  • plantio da segunda safra de milho
  • transporte da produção agrícola

Grande parte dessa logística depende de máquinas agrícolas e caminhões movidos a diesel, o que torna o setor especialmente sensível às oscilações do combustível.

Custos de produção já pressionavam produtores

Segundo Lucchi, o cenário já era complicado antes mesmo da nova crise geopolítica.

Após a pandemia, os preços dos fertilizantes permaneceram elevados, enquanto as commodities agrícolas recuaram em relação aos níveis registrados naquele período. Isso reduziu as margens de rentabilidade dos produtores.

Ele também destacou que o Brasil ainda importa entre 20% e 30% do diesel consumido no país, o que aumenta a exposição às oscilações do mercado internacional.

Regiões Norte e Nordeste podem ser mais afetadas

De acordo com a CNA, os impactos podem ser ainda maiores nas regiões Norte do Brasil e Nordeste do Brasil.

Nessas áreas, fertilizantes e outros insumos costumam chegar por portos do Sudeste e do Sul, sendo posteriormente transportados por longas distâncias em caminhões movidos a diesel.

Estados localizados no chamado Arco Norte logístico tendem a enfrentar custos adicionais, já que muitos insumos precisam atravessar grande parte do território nacional até chegar às propriedades rurais.

Alta de custos pode pressionar inflação dos alimentos

Para Pedro Lupion, a situação pode trazer reflexos para toda a economia.

Segundo o parlamentar, caso o governo não consiga conter os impactos da guerra sobre combustíveis e fertilizantes, o aumento dos custos no campo pode resultar em elevação no preço dos alimentos e pressão sobre a inflação no Brasil.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Agronegócio

CNA pede redução emergencial de impostos sobre diesel para aliviar custos do agronegócio

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a redução emergencial e temporária de tributos sobre o diesel. O pedido foi encaminhado na terça-feira (10) ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Segundo a entidade, a medida busca conter os impactos da alta do petróleo e dos combustíveis no mercado internacional, que vem pressionando os custos de produção e a logística no país.

Alta do diesel preocupa setor agropecuário

De acordo com o presidente da CNA, João Martins, o momento é sensível para o agronegócio brasileiro, especialmente por coincidir com o período de plantio e colheita da segunda safra.

O dirigente afirma que o diesel tem peso significativo na estrutura de custos da atividade rural. O combustível é amplamente utilizado em máquinas agrícolas, transporte de insumos e escoamento da produção, o que faz com que qualquer aumento de preço tenha impacto direto na rentabilidade do setor.

Tributos federais representam mais de 10% do preço

Em ofício enviado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a CNA destacou o peso de tributos federais na formação do preço do combustível.

Entre os principais impostos citados estão:

  • PIS (Programa de Integração Social)
  • Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público)
  • Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)

De acordo com a entidade, esses tributos correspondem juntos a cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado no Brasil.

ICMS amplia carga tributária sobre combustível

Em outro documento, enviado ao presidente da Comissão Técnica Permanente do ICMS (Cotepe/ICMS), Carlos Henrique de Azevedo Oliveira, a confederação ressaltou o peso dos impostos estaduais no preço final do combustível.

Segundo a CNA, a tributação estadual acrescenta em média 38,4% ao valor do diesel, sendo o ICMS um dos principais componentes dessa carga.

A Cotepe está vinculada ao Conselho Nacional de Política Fazendária, colegiado que reúne as secretarias de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal e é presidido pelo ministro da Fazenda.

Redução de impostos pode ajudar a conter inflação

Na avaliação da CNA, uma redução temporária dos tributos sobre o diesel poderia gerar efeitos positivos em diferentes setores da economia.

Entre os impactos esperados estão:

  • diminuição dos custos de produção no campo
  • redução das despesas com logística e transporte
  • possível queda nos preços dos alimentos ao consumidor
  • alívio nas pressões inflacionárias

A entidade também avalia que a medida pode contribuir para um ambiente macroeconômico mais equilibrado, favorecendo o processo de redução da taxa básica de juros, a Selic.

CNA diz estar aberta ao diálogo com o governo

Ao final dos ofícios, João Martins afirmou que a confederação permanece disponível para colaborar com medidas que reduzam os custos logísticos e produtivos no país.

Segundo ele, iniciativas desse tipo são relevantes diante dos efeitos econômicos provocados por conflitos geopolíticos internacionais, que têm impactado diretamente o mercado de energia e combustíveis.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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