Logística, Sustentabilidade

Logística verde no Brasil deve movimentar US$ 61 bilhões até 2030 e ditar tendências em 2025

logística verde, voltada para reduzir os impactos ambientais do setor, deve movimentar US$ 61 bilhões no Brasil até 2030, segundo a consultoria Grand View Research. Hoje, o mercado nacional já representa US$ 41 bilhões e cresce em média 7,2% ao ano.

A demanda por práticas mais sustentáveis entre empresas e consumidores, a aprovação de normas ambientais mais rigorosas e a chegada de inovações tecnológicas impulsionam a evolução da logística com foco em sustentabilidade. No cenário global, o segmento é avaliado em US$ 1,5 trilhão e pode atingir US$ 2,3 trilhões até 2030, com expansão anual de 8,1% a partir de 2025.

A armazenagem lidera a adoção de soluções sustentáveis, respondendo por 37% do valor do setor. No transporte, veículos rodoviários representam 40% das receitas. Entre os exemplos de destaque mundial estão o Acordo Verde da União Europeia, o plano energético dos Estados Unidos e os compromissos da China em reduzir emissões.

As empresas vêm incorporando práticas como rotas otimizadas, logística reversa, uso de frotas sustentáveis, embalagens ecológicas e seleção de parceiros com critérios ambientais. Essas ações contribuem para reduzir emissões e promover eficiência operacional nas empresas, otimizando desperdícios.

De acordo com a pesquisa, o setor deve avançar em soluções alinhadas à sustentabilidade global. Entre as tendências para 2025 estão combustíveis alternativos e veículos elétricos, centros de armazenagem neutros em carbono, uso de inteligência artificial para otimizar rotas, expansão da logística reversa e maior integração de cadeias de suprimentos verdes.

Fonte: Tecnologística

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Portos

Portonave celebra os 63 anos de Navegantes com foco no desenvolvimento sustentável

Instituto social da empresa patrocina a programação do aniversário do município, de 22 a 24 de agosto

Navegantes é uma cidade dinâmica, conectada com o mundo pelo mar desde a sua origem. Da pesca ao comércio internacional, o município possui uma conexão com as águas. No dia 26 de agosto, completa 63 anos de história e, para celebrar, o Instituto Portonave, entidade sem fins lucrativos mantida pelo Terminal Portuário, patrocina a programação do aniversário da cidade, como atividades culturais, shows e festival de pesca e náutico com velas. A trajetória da Portonave marca presença nessa história desde 21 de outubro de 2007, quando o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil iniciou suas operações. Desde então, porto e cidade caminham lado a lado.

O município, que antes tinha sua economia centrada sobretudo na indústria pesqueira, hoje é reconhecido pela diversidade de oportunidades. O crescimento populacional e do Produto Interno Bruto (PIB) evidenciam a parceria da relação porto-cidade. Em 2006, eram 50 mil habitantes e, em 2024, já são 93.619 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Navegantes possui o 15º maior PIB de Santa Catarina, de R$ 6,1 bilhões, de acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, em 2021 – um aumento de oito posições desde a chegada da Portonave.

Navegantes é lar do terminal portuário mais eficiente do país, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Cada contêiner movimentado representa mais do que uma operação, mas também o desenvolvimento sustentável e novas possibilidades para a região. O setor logístico, a construção civil e tantos outros segmentos foram impulsionados pela Companhia, em uma relação porto-cidade de quase 18 anos.

O desempenho de excelência é reflexo da equipe da Portonave. Desde o início das atividades, a empresa valoriza a contratação de pessoas locais e sua capacitação dentro do Terminal Portuário. A Companhia emprega 1,3 mil profissionais diretos – cerca de 70% residentes na cidade – e 5,5 mil indiretos. No último ano, a equipe de profissionais diretos cresceu 10% em comparação com 2023.

Neste ano, pelo segundo ano consecutivo, a empresa recebeu a certificação Great Place to Work (GPTW), o que demonstra que foi reconhecida como um ótimo lugar para se trabalhar, com um pacote de benefícios atrativos. A cultura de segurança é um dos pilares fundamentais da equipe, com a realização de treinamentos e simulados que, além de capacitar os profissionais, também se estende para a segurança da comunidade.

A transformação social também é presente no entorno. Além de apoiar iniciativas de modo direto, a empresa mantém o Instituto Portonave, marcando presença em associações, escolas e iniciativas locais, com o propósito de reduzir as desigualdades sociais. Em 2024, de forma direta e via leis de incentivo fiscal, R$ 10,5 milhões foram destinados a ações sociais que beneficiaram 138 mil pessoas na região. Na arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS), a Portonave respondeu por cerca de R$ 37 milhões repassados à Prefeitura no último ano, quando representava cerca de 42% da arrecadação municipal.

A Companhia também esteve presente em projetos ambientais relevantes para o município, como a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe, a inauguração do Parque das Pedreiras – primeiro mirante turístico de Navegantes – e, recentemente, o início do Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga no bairro Meia Praia. São espaços de lazer e contemplação para todos.

Aos 63 anos, Navegantes permanece em constante movimento e transformação. Com porto, aeroporto, empreendimentos e, sobretudo, com a força de sua gente, a cidade segue em crescimento. 

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Sustentabilidade

Engie vence em duas categorias do Prêmio Expressão de Ecologia

Companhia de energia foi reconhecida com projetos de gestão climática e economia circular

A Engie Brasil Energia venceu duas categorias do 31º Prêmio Expressão de Ecologia, tradicional premiação do setor criada em 1993 pela Editora Expressão. Nesta edição, foram 151 projetos inscritos, sendo selecionados 33 vencedores de 27 organizações diferentes. O objetivo é divulgar as principais ações de sustentabilidade e incentivar a replicabilidade dessas iniciativas.

Na categoria Gestão Ambiental, a Engie foi premiada no setor energia com o projeto “Jornada pelo clima: Programa de Descarbonização de Fornecedores”. E na categoria Reciclagem, venceu no setor energia com o projeto “Economia circular no setor elétrico: reciclagem inovadora de painéis fotovoltaicos”.

“Na Engie Brasil Energia estamos comprometidos com a sustentabilidade em busca de uma sociedade mais justa para todos. Esse reconhecimento é mais uma evidência de que estamos no caminho certo, impactando positivamente o planeta e contribuindo como protagonistas no contexto da transição energética”, afirma a diretora de Pessoas, Processos e Sustentabilidade da Engie Brasil Energia, Luciana Nabarrete.

Lançado em 2024, o Programa de Descarbonização de Fornecedores da Engie tem como objetivo engajar fornecedores no tema das mudanças climáticas. A companhia incentiva e apoia a sua cadeia de valor a inventariar suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e a definir metas de descarbonização baseadas na ciência. Esse esforço reflete o compromisso da Engie com a gestão sustentável e a redução de emissões em sua cadeia, ação fundamental para o combate às mudanças climáticas.

Economia circular

Já o projeto de economia circular foi iniciado em Paracatu (MG) e expandido para Santa Catarina e Rio Grande do Norte, apresentando uma solução pioneira e inovadora para a reciclagem de painéis fotovoltaicos danificados, com foco em eficiência operacional e redução de impactos ambientais.

Foi criado um processo logístico eficiente, que incluiu a construção de uma planta de reciclagem mais próxima à origem dos materiais, resultando na diminuição dos custos logísticos e na redução significativa das emissões de CO2. Uma parceria estratégica com outra empresa permitiu ainda o reaproveitamento de paletes de madeira, reduzindo ainda mais o volume de resíduos gerados. O projeto não só melhorou a eficiência do processamento dos materiais, mas também gerou impactos positivos ao evitar o descarte inadequado de resíduos e promover a reutilização de materiais.

31º Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação será entregue em cerimônia oficial no dia 27 de setembro de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis. Durante o evento serão apresentados vídeos, cases e palestras de sustentabilidade e também ocorrerá o lançamento da Revista Líderes de Expressão, que divulgará os projetos vencedores em versões impressa e digital.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.

Fonte: FIESC

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Sustentabilidade

Brasil tem potencial para liderar o hidrogênio verde, mas enfrenta entraves decisivos, aponta estudo

Um estudo da EY-Parthenon aponta que o Brasil reúne condições estratégicas para se tornar líder mundial na produção de hidrogênio verde (H2V), considerado essencial para a descarbonização da indústria pesada e do transporte de longa distância. Mas quatro gargalos podem comprometer esse protagonismo: ausência de planejamento nacional, lacunas regulatórias, limitações de infraestrutura e a necessidade de ampliar a oferta de energia renovável. A reportagem é do portal Exame.

“O hidrogênio verde é considerado ainda mais relevante na busca pelo carbono zero, especialmente em setores que têm mais dificuldades de reduzir suas emissões, como a indústria pesada e o transporte de longa distância (aéreo, por exemplo)”, explica Diogo Yamamoto, sócio da EY-Parthenon.

Custos competitivos e vantagem energética

Segundo a análise, o Brasil pode chegar a um custo de US$ 1,47 por quilo de H2V até 2030, valor que o coloca entre os países mais competitivos do mundo. A posição se deve à matriz elétrica majoritariamente limpa e à expansão acelerada das fontes renováveis. A projeção é de um crescimento de 19% na capacidade instalada até 2030, com destaque para o salto de 171% na energia solar e 103% na eólica.

Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) também reforçam o potencial: o Brasil já é o terceiro maior investidor em renováveis, respondendo por 8% da geração global.

Os quatro entraves estruturais

Apesar das vantagens, o estudo aponta desafios que precisam ser enfrentados para que o país não se limite ao papel de exportador de matéria-prima energética:

Planejamento nacional: falta uma estratégia integrada para o hidrogênio verde, com definição de metas e logística de distribuição interna.

Regulação e política industrial: o Brasil ainda não estabeleceu marcos regulatórios nem incentivos à fabricação de equipamentos estratégicos, como os eletrolisadores.

Infraestrutura: a rede de gasodutos brasileira não atende às especificações do H2V e está concentrada no litoral, dificultando o escoamento para polos industriais do interior.

Oferta de energia renovável: a eletrólise demanda volumes elevados de eletricidade, pressionando a expansão da capacidade solar e eólica. Além disso, o processo exige insumos críticos e novas tecnologias, como reuso de água e eletrólise da água salgada.

Modelos de produção em disputa

O estudo propõe dois caminhos para estruturar a cadeia de valor do hidrogênio verde:

Modelo descentralizado, com hubs espalhados pelo território, próximos a centros de demanda e fontes renováveis;

Modelo centralizado, com grandes plantas integradas a polos industriais e parques eólicos ou solares.

“Esses dois modelos podem ser utilizados de forma orquestrada. A maximização potencial das demandas nacionais e internacionais exige planejamento estratégico da economia H2V e um modelo de cadeia de valor adaptado às necessidades únicas do Brasil”, conclui Yamamoto.

O risco de repetir a dependência primária

Sem políticas industriais consistentes, o Brasil corre o risco de se limitar à exportação da molécula de hidrogênio, enquanto países desenvolvidos concentram o valor agregado em tecnologia e inovação. O alerta reforça a necessidade de o país não apenas aproveitar sua matriz limpa, mas também reter dentro de suas fronteiras empregos qualificados, desenvolvimento tecnológico e propriedade intelectual.

Fonte: Brasil 247

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Inovação, Sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade: tendências para o setor logístico

Segundo dados da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), 124 bilhões de reais é a projeção de investimentos que o setor privado deve realizar em transporte e logística entre 2022 e 2026. Muito além dos aportes para desenvolver ferrovias, rodovias e portos, uma grande tendência é a principal aposta para 2024: a inovação.

Nesse cenário, a democratização do acesso ao transporte por cabotagem é uma das inovações que o setor logístico poderá perceber em breve. Isso porque, atualmente, aqueles que utilizam o transporte por cabotagem são, principalmente, grandes empresas. Mas imagine ter o serviço na palma da mão, seja para cargas cheias ou fracionadas, de uma forma tão simples como comprar uma passagem aérea. Esse será um dos focos do setor de agora em diante: levar o transporte por cabotagem também para pequenas e médias indústrias, empresas e comerciantes, ampliando a competitividade e alcance de mercado para esses clientes. Simplicidade, segurança, economia e sustentabilidade são os pilares da iniciativa.

Há outros campos para inovar dentro do setor, como a digitalização de documentos, uso de Machine Learning para precificação, automatização para aplicações em tempo real e uso da Inteligência Artificial para substituir tarefas operacionais. Com isso, além de maior competitividade, o setor também ganha maior produtividade e multiplica exponencialmente sua capacidade de operação.

Transformação tecnológica

Ainda em meio às iniciativas de inovação, visibilidade em tempo real é assunto obrigatório. Dentre as possibilidades em desenvolvimento, uma das tecnologias utilizada é o uso de sensores nos contêineres, que além de indicarem a posição em tempo real, emitem alertas em caso de violação do contêiner. Já a rastreabilidade em tempo real permite indicar se as cargas chegarão dentro do horário previsto ou se estão atrasadas e qual a nova agenda de entrega.

Outro projeto, já implantado no setor, é um sistema baseado em Machine Learning, para previsibilidade da queda de carga, como foco em minimizar a ocorrência de “no-show” no transporte. Com base em diversas análises, o sistema prevê, com alguns dias de antecedência, qual a probabilidade de cargas não chegarem aos portos, proporcionando tempo para que o time comercial possa conseguir outras cargas, maximizando a ocupação dos navios.

Também baseado em Machine Learning e já em operação, a startup I4Sea desenvolveu uma plataforma de “inteligência climática”, com foco na tomada de decisão quanto às condições climáticas, que podem impactar condições operacionais de terminais portuários e trajetos navegáveis. A plataforma produz insights para prever com antecedência se, por exemplo, um navio deve ou não acelerar sua viagem a fim de evitar problemas nos portos e garantir mais eficiência com relação a queima de combustível, diminuindo as emissões e gerando um impacto econômico significativo.

Além da inovação

Além dos investimentos em inovação, 2024 ainda trará o fomento à agenda ESG, com as empresas cada vez mais comprometidas com a questão ambiental. Nesse cenário, a cabotagem ganha força, já que o transporte multimodal por cabotagem contribui para a redução das emissões de carbono. Para se ter uma ideia, o modal pode reduzir as emissões de CO2 em até 80% a depender do trecho, de acordo com dados do Relatório de Sustentabilidade da Log-In.

Com o mesmo objetivo, os combustíveis renováveis também são uma aposta. O Brasil, por exemplo, já começou a trabalhar com um combustível pioneiro que usa 24% de óleo reciclado, uma alternativa de curto prazo enquanto não há uma migração para combustíveis 100% verdes, como o metanol verde ou amônia – essa última, ainda a alguns anos de distância.

Em se tratando da agenda ESG, a diversidade e a inclusão também seguem com destaque nas empresas do setor logístico. Antes um mercado predominantemente masculino, agora há cada vez mais mulheres, tanto a bordo, quanto nos cargos de gestão.

Superando os desafios

Embora os investimentos em inovação e a expansão da agenda ESG sejam a principal aposta para o crescimento neste ano, o setor ainda esbarra em alguns desafios, principalmente do ponto de vista de infraestrutura.

Com a BR do Mar, programa de estímulo ao transporte por cabotagem sancionado pelo Governo Federal, estima-se que haverá um importante aumento na frota empregada na cabotagem, assim como novos players e consequente aumento na demanda pelo serviço. Com isso, é fundamental que haja uma melhora na infraestrutura portuária, com melhoria dos acessos, maior produtividade e profundidade dos portos, de forma a suportar esse aumento da demanda e o crescente tamanho dos navios.

Um ponto extremamente importante na agenda para 2024 é a formação de marítimos brasileiros. Com o crescente número de empregados na cabotagem, associado ao aumento sensível do mercado de óleo e gás e das embarcações de offshore, já é sentida a falta de mão de obra especializada, demandando maior capacidade de formação e especialização de tripulantes pela Marinha. Do contrário, haverá um forte impeditivo para o crescimento no número de embarcações de bandeira brasileira, com o estrangulamento do setor nos próximos anos.

Finalmente, as mudanças climáticas trouxeram impactos importantes ao setor, com o agravamento da seca dos rios da região Norte do Brasil: o Amazonas e seus afluentes. Embora sejam sazonais, essas variações dos níveis dos rios vêm se agravando ao longo dos anos. Em 2023, entre setembro e novembro, os níveis do Amazonas e seus afluentes ficaram tão baixos que obrigaram a suspensão do tráfego de navios na região, prejudicando diretamente a chegada de produtos de primeira necessidade às populações de Manaus e adjacências, assim como impediram o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus. Essa é uma questão grave que demanda atenção imediata, tanto em relação a buscar alternativas para que o transporte não seja suspenso, como executar iniciativas de dragagem, de sinalização e de segurança na navegação, a fim de melhorar a navegabilidade fluvial.

Diante desse panorama, a logística nacional enfrenta uma encruzilhada que exige abordagens inovadoras e estratégias resilientes. Se, por um lado, a inovação e a agenda ESG apontam para um futuro promissor, por outro, as adversidades climáticas e as demandas de infraestrutura destacam a necessidade urgente de investimentos em soluções. Superando esses obstáculos com novas tecnologias e maior eficiência operacional, o setor de transporte e logística seguirá próspero em um cenário cada vez mais dinâmico.

Fonte: Modais em Foco

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Sustentabilidade

Sustentabilidade e economia da cana-de-açúcar

Um dos produtos mais importantes da economia brasileira, a cana-de-açúcar tem o poder sustentável como alternativa de combustível renovável. Ela também traz a formação do açúcar e do álcool, dois insumos utilizados em uma série de bens de consumo.

A cana-de-açúcar é uma planta fina, fibrosa, de formato cilíndrico e folhas longas. Assim, ela pode chegar a até seis metros de altura e é utilizada para a produção de açúcar e etanol.

Esse alimento tem caules robustos e articulados que são ricos em sacarose. Além disso, a cana pertence à Poaceae, uma família de plantas economicamente importantes, como milho, trigo, arroz e sorgo e muitas culturas forrageiras.

A sacarose, extraída e purificada em fábricas especializadas, é utilizada como matéria-prima na indústria de alimentos humanos ou é fermentada para produzir etanol. Algo que é produzido em escala pela indústria da cana do Brasil.

Dessa forma, a cana-de-açúcar tem origem na Oceania, mais precisamente onde hoje é a ilha de Nova Guiné, ao norte da Austrália, cerca de 6000 a.C.

Durante a Idade Média, o açúcar era um produto de luxo na Europa, sendo usado, principalmente, em medicamentos e como adoçante para os mais ricos.

Além do açúcar, outros produtos derivados da cana incluem melaço, rapadura, rum, cachaça (bebida tradicional do Brasil), bagaço e etanol. Em algumas regiões, as pessoas usam palhetas de cana para fazer canetas, tapetes, telas e palha.

Na atualidade, o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo. Afinal, o ciclo desse alimento no país foi um período que se estendeu do século XVI ao século XVIII.

A cultura da cana-de-açúcar teve origem na Antiguidade, entretanto se espalhou pelo mundo com a migração humana. Nesse sentido, ela chegou ao Brasil por volta de 1520, pouco depois dos portugueses.

O cultivo da Cana-de-açúcar foi a principal atividade econômica do Brasil Colônia, definindo a economia e a política do país. Ele também acompanhou o processo de colonização da América portuguesa.

Na época, os portugueses se aproveitaram das condições favoráveis do nosso país (clima tropical) para seu plantio. Assim, o solo (principalmente do litoral) e o clima do Brasil possibilitavam o cultivo em larga escala.

A cana costuma ter um melhor desenvolvimento em climas que apresentam estações bem distintas. Uma com temperaturas mais altas enquanto a outra úmida, para que a germinação aconteça.

O açúcar que vem da cana é utilizado na indústria alimentícia de incontáveis maneiras. Afinal, grande parte dos produtos que consumimos tem esse alimento na composição em virtude de sua versatilidade.

As bebidas também fazem parte do pacote: sucos, refrigerantes, energéticos e bebidas alcóolicas contam com nosso açúcar (a tradicional cachaça).

A cana-de-açúcar é matéria-prima para o etanol, álcool também utilizado na indústria alimentícia e em outras, como a química. No entanto, a principal vantagem do etanol é servir de biocombustível para automóveis.

O bagaço que resulta da moagem pode ser queimado em caldeiras para produzir vapor. Ele é direcionado para turbinas especiais e gera bioeletricidade ou energia elétrica da biomassa.

Fonte de energia, a cana é indispensável quando se fala em um desenvolvimento mais sustentável. Isso porque ela surge como uma alternativa de combustível renovável e é capaz de substituir o petróleo sem causar danos ambientais.

De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção brasileira de cana-de-açúcar gira ao redor de 680,0 milhões de toneladas, com uma produtividade de 81,1 toneladas por hectare.

O Brasil apresenta fatores para o cultivo da cana. Entre eles, estão o clima tropical, condições climáticas e de solo ideais para o cultivo.

A cana-de-açúcar apresenta quatro fases de desenvolvimento: brotação e emergência, perfilhamento, crescimento dos colmos e maturação dos colmos. Na primeira, depende da qualidade da muda, ambiente, época e manejo do plantio.

Na sequência, o perfilhamento é o processo de emissão de colmos por uma mesma planta, que resulta no crescimento de brotos que vão em direção à superfície do solo. Quando os colmos crescem, o canavial pode atingir altura acima de três metros.

Quando as touceiras atingem altura igual ou superior a dois metros, as folhas que se encontram na altura mediana da planta começam a ganhar um tom amarelado e a secar. Esse fenômeno indica que já está sendo depositado açúcar nessa região, prontos para a colheita.

Por fim, em diversas feiras pelo Brasil, a Cana-de-áçucar se transformou em uma bebida bastante consumida (caldo de cana), sobretudo ao lado de um saboroso pastel.

Fonte: Flipar

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Sustentabilidade

VLI reduz 8,6% o consumo de combustível no Corredor Norte

Queda evita emissão de 3 toneladas de CO2 na atmosfera e consumo de mais de 1 milhão de litros de diesel

A VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais – deu mais um importante passo em sua agenda de sustentabilidade ao registrar a queda de 8,6% no consumo de combustível no Corredor Norte da companhia, que liga o Tocantins ao sistema portuário do Maranhão. O número é resultado de investimentos em otimização de operações e soluções de eficiência energética, que integram a jornada ESG da VLI, conforme revela o Relatório de Sustentabilidade VLI 2024 – VLI. A redução evitou o consumo de cerca de 1,3 milhão de litros de diesel e a emissão de 3 milhões de toneladas de CO² na atmosfera.

“Os dados alcançados qualificam ainda mais o Corredor Norte como exemplo de eficiência energética em todo o sistema ferroviário brasileiro. Nossos esforços em capacitação de maquinistas, planejamento e introdução de tecnologias têm o intuito de tornar esse impacto positivo ainda maior, em toda a operação da VLI. Isso está em linha com o compromisso público mantido pela companhia de reduzir as emissões de gases do efeito estufa por tonelada transportada em 15% até 2030”, afirma Alessandro Gama, diretor-executivo de Planejamento, Engenharia e Tecnologia da VLI.

Uma das principais ferramentas utilizadas para alcançar o resultado foi o sistema Leader, aplicado na frota premium de locomotivas da empresa. Por meio dele, quando o trem atinge velocidade superior a 8 km/hora, o maquinista habilita a condução semiautônoma. O Leader reduz variáveis operacionais e os desgastes dos equipamentos, aumentando a segurança e a eficiência energética. O sistema atua em tempo real, permitindo uma operação mais eficiente em termos de aceleração, frenagem e consumo de potência, minimizando desperdícios.

Para os trens com o sistema Leader instalado nas locomotivas e, considerando somente o trecho na Ferrovia Norte Sul (FNS), a eficiência energética (EE) foi otimizada de 1,66 para 1,51 litros/ktkb (litros/mil tonelada quilômetro bruto), quando comparada com os trens sem o Leader instalado nas locomotivas, gerando uma redução no consumo de diesel dos trens e uma consequente diminuição das emissões de gases na atmosfera.

O sistema Leader já é usado em mais de 80% do percurso feito pelas composições da VLI no Corredor Norte, composto pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS), sob concessão da VLI, e a Estrada de Ferro Carajás, por onde os trens da companhia trafegam por direito de passagem.

A iniciativa também está em uso nos Corredores Sudeste e Leste da Ferrovia Centro-Atlântica, também controlada pela VLI. Eles ligam o Centro-Oeste brasileiro à região do Porto de Santos e o Triângulo Mineiro ao sistema portuário do Espírito Santo, respectivamente. A expectativa da companhia é aumentar a utilização do sistema na FCA para os mesmos patamares da FNS, o que poderá proporcionar uma economia de combustível de cerca de 7% até o final do próximo ano.

Fonte: Modais em Foco

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Informação

ANTT abre Audiência Pública sobre o Selo ESG Cargas

A ANTT está recebendo contribuições para a minuta de Resolução que institui o Selo ESG Cargas, voltado ao transporte remunerado rodoviário de cargas.

O Selo ESG Cargas para Transporte Rodoviário Remunerado de Cargas tem como objetivo incentivar a conservação do meio ambiente e a proteção à biodiversidade, respeito à dignidade humana e a melhoria na qualidade da prestação da atividade econômica, prevista no art. 2º da Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007.

📅 Envio de contribuições até 9 de setembro de 2025
🔗 Saiba mais e participe:
www.gov.br/participamaisbrasil/ap-antt-005-2025
https://participantt.antt.gov.br/public/evento/visualizar

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Notícias

Itaipu e Receita Federal fazem contrabando virar energia limpa

Produtos apreendidos são processados em biogás

Dentro do lado brasileiro da usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, na fronteira com o Paraguai, funciona uma usina de biogás e biometano. O local, preparado para transformar resíduos orgânicos em energia limpa, já recebeu a visita de carretas da Receita Federal com produtos aprendidos, como feijão e milho.

A ação é fruto de uma parceira do órgão arrecadador de tributos com o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), que opera a biousina. O CIBiogás é uma empresa fundada por Itaipu Binacional e voltada a soluções na área de combustível limpo.

Além da parceria com a Receita, a biousina tem acordos com a Polícia Federal (PF) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essas parcerias dão um destino improvável a mercadorias apreendidas fruto de contrabando (mercadoria proibida) e descaminho (produtos que entram no país sem pagamento de impostos).

Na área de estoque da planta estão litros e mais litros de vinho, toneladas de açúcar e outros produtos, como azeite, óleo, batata, chiclete, farinha, cacau e pó de café.

De acordo com o diretor de Estratégias de Mercado do CIBiogás, Felipe Marques, já foram mapeados mais de 400 tipos de resíduos capazes de serem transformados em energia limpa.

Biodigestão

Um enorme tanque vedado proporciona a biodigestão, processo em que a matéria orgânica desses produtos é transformada em biogás. O resultado final é um gás combustível renovável, ou seja, energia limpa, que ajuda a diminuir a emissão de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global e, por consequência, das mudanças climáticas que tornam mais frequentes as tragédias ambientais.

Marques explica que, em termos de emissão de gases do efeito estufa, o biometano se iguala ao etanol, outro combustível renovável utilizado por automóveis. “É praticamente a mesma emissão”, diz.

“O biometano sendo usado para substituir diesel causa um impacto muito grande em termos de redução de emissões”, afirmou.

Além da parceira com os órgãos federais, o biodigestor em Itaipu recebe resíduos de restaurantes do complexo de Itaipu. A planta processa meia tonelada de rejeitos por dia. Desde 2017, já foram 600 toneladas. O ritmo pode aumentar, uma vez que a capacidade é de até 1 tonelada diária. 

Abastecimento

Do biogás é produzido o biometano, que tem características semelhantes ao gás natural, sendo usado para abastecer a frota de veículos leves do complexo e o ônibus de turismo da hidrelétrica.

A biousina produz cerca de 200 metros cúbicos (m³) por dia de biogás e 100 m³/dia de biometano, o que permite abastecer diariamente dez carros.

Desde 20127, a unidade já abasteceu 41,3 mil m³ de biometano, o que possibilitou 484 mil quilômetros rodados. Os técnicos do CIBiogás informam que a planta já foram processou:

  • 22 toneladas de leite em pó provenientes da Índia e apreendidos no Porto de Paranaguá, no Paraná
  • 75 toneladas de cacau vindos da Tailândia, também apreendidos em Paranaguá
  • 9 mil litros de azeite
  • 5,5 toneladas de leite em pó
  • 870 litros de vinho

Integrante da Diretoria de Desenvolvimento Tecnológico do CIBiogás, Geovani Geraldi explica que é preciso dosar o conteúdo levado para o biodigestor, a fim de garantir a qualidade do biogás e biometano produzidos.

“Farinha produz muito biogás, mas não tanto assim de metano. Então, eu preciso dosar a farinha com mais calma do que azeite de oliva, que produz muito biogás e é rico em metano, então coloco mais azeite de oliva”, exemplifica.

“Dosando com aquilo que temos também de estoque, se não vai poder faltar futuramente. A gente tem todo esse controle operacional”, completa.

De acordo com Marques, a Petrobras já demonstrou interesse em comprar o biometano gerado na biousina.

“Eles estão bem engajados em termos de usar biometano e impulsionar o mercado de biometano no Brasil”, contou.

Dos resíduos também é possível se produzir biofertilizantes, utilizados na irrigação de gramas ou áreas degradadas.

SAF na COP 30

Também a partir da biodigestão de apreensões da Receita e da PF, a unidade do CIBiogás desenvolve o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês). O SAF pode reduzir significativamente a emissão de gases do efeito estufa, em comparação com o querosene de aviação tradicional.

Itaipu Binacional prepara uma demonstração do óleo sintético para apresentar durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorrerá em novembro, em Belém.

Há uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para desenvolver o SAF a partir do refino do bio-syncrude. Os investimentos em energia renovável são uma das apostas de Itaipu Binacional para aumentar a geração de energia.

Fonte: Agência Brasil

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