Portos

Porto de Santos: EUA demonstram preocupação com possível presença chinesa no leilão do Tecon 10

Os Estados Unidos demonstraram preocupação com a eventual participação de empresas da China no leilão do megaterminal Tecon 10, projeto estratégico de expansão do Porto de Santos, em São Paulo.

A manifestação partiu do cônsul-geral norte-americano em São Paulo, Kevin Murakami, durante um encontro com empresários ligados ao setor portuário realizado na Baixada Santista no início deste mês.

De acordo com relatos de participantes do evento, o diplomata afirmou que o terminal não deveria ficar sob controle de “mãos indesejadas”, comentário interpretado por presentes como uma referência à possível entrada de grupos chineses na disputa pelo projeto.

Projeto Tecon 10 é estratégico para o Porto de Santos

O Tecon 10 é considerado um dos principais investimentos previstos para ampliar a capacidade do Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.

O empreendimento deve aumentar significativamente a movimentação de contêineres e cargas, fortalecendo a logística portuária brasileira e atraindo operadores internacionais do setor.

Apesar da relevância do projeto, o governo brasileiro ainda não divulgou a data oficial para o lançamento do edital do leilão.

Competição geopolítica por portos na América Latina

A disputa por influência em infraestrutura portuária na América Latina tem sido alvo de atenção de Washington. Diplomatas americanos também fizeram críticas recentes à presença de empresas chinesas em projetos estratégicos na região.

Um exemplo é o Porto de Chancay, no Peru, megaprojeto financiado com capital chinês. Após uma decisão judicial que limitou a atuação do órgão regulador local no terminal, o embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, classificou a situação como preocupante.

Na ocasião, o diplomata declarou que os Estados Unidos não permitiriam que ativos considerados críticos fossem administrados por um terceiro país dentro de seu território.

Consulado americano nega pressão direta sobre o Brasil

Procurado para comentar o episódio, o consulado dos EUA em São Paulo negou ter exercido qualquer tipo de pressão sobre o processo de concessão do terminal portuário de Santos.

Em nota, entretanto, o órgão reconheceu que o governo norte-americano acompanha com atenção a participação de empresas chinesas em projetos de infraestrutura estratégica, citando fatores como segurança, soberania e competição geopolítica.

O futuro leilão do Tecon 10 é considerado peça-chave para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Brasil, devendo atrair grandes operadores globais interessados em ampliar presença no mercado portuário da região.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Trafico

Receita Federal apreende 214 kg de cocaína no Porto de Santos

Em operação de fiscalização, a Receita Federal conseguiu impedir a tentativa de envio ao exterior de mais de 200 kg de cocaína pelo Porto de Santos, o maior do país. A ação reforça a vigilância sobre o transporte de cargas e o combate ao tráfico internacional de drogas.

Monitoramento e abordagem de veículos

Equipes da Receita Federal realizaram monitoramento em um dos terminais do porto, identificando movimentações suspeitas de contêineres destinados a um navio do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off).

Durante a operação, quatro caminhões foram selecionados para verificação física detalhada. No forro de teto da cabine de um dos veículos, os fiscais encontraram 214 kg de cocaína, escondidos de forma sofisticada no acabamento interno.

Ação integrada com Polícia Federal e Guarda Portuária

Após a descoberta da droga, a Polícia Federal foi acionada para conduzir o inquérito policial e tomar as medidas legais cabíveis. A operação ocorreu na quinta-feira, 12/3, e envolveu a Guarda Portuária de Santos, garantindo a segurança no terminal durante toda a abordagem.

O resultado da ação incluiu a apreensão da droga, a prisão do motorista do caminhão e a condução de alguns trabalhadores do porto para averiguação, assegurando que todos os envolvidos fossem devidamente investigados.

Impacto na segurança portuária

A operação reforça a importância da fiscalização nos portos brasileiros, que são pontos estratégicos para o transporte internacional. A atuação integrada entre Receita Federal, Polícia Federal e órgãos de segurança portuária demonstra eficácia no combate ao tráfico de drogas e na proteção do comércio legal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Negócios

BTP anuncia André Magalhães como novo Diretor Comercial

A Brasil Terminal Portuário (BTP) anunciou a chegada de André Magalhães para assumir o cargo de Diretor Comercial da companhia. O executivo passa a integrar a liderança da empresa com a missão de fortalecer o relacionamento com clientes, ampliar oportunidades de negócios e apoiar a estratégia de crescimento da organização.

Com mais de 25 anos de atuação no setor marítimo-portuário, Magalhães traz experiência em liderança estratégica, desenvolvimento de negócios e gestão comercial em empresas nacionais e internacionais ligadas à navegação e a terminais portuários.

Experiência consolidada no setor portuário

Antes de assumir a nova posição, o executivo atuava no Complexo do Pecém, um dos principais polos logísticos do Nordeste. Ao longo da carreira, acumulou participação em projetos relevantes ligados à inovação tecnológica, eficiência logística e energias renováveis, com foco em ampliar trocas comerciais e melhorar o desempenho da cadeia de valor portuária para clientes.

Sua formação inclui graduação pela Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, instituição ligada à Escola de Marinha Mercante. O executivo também possui especializações pela COPPEAD e pela Centenary University, além de certificações executivas da Fundação Getulio Vargas, do Port of Rotterdam e da Fundação Dom Cabral.

Fortalecimento das estratégias comerciais da BTP

Segundo o diretor-presidente da companhia, Cláudio Oliveira, a chegada do novo diretor reforça o compromisso da empresa com a evolução de suas estratégias comerciais e com a oferta de soluções logísticas inovadoras.

De acordo com o executivo, a nomeação de Magalhães contribui para ampliar a competitividade da empresa e garantir serviços portuários de alta qualidade, alinhados às demandas do mercado e às expectativas dos clientes.

Novo desafio em momento de expansão

Magalhães inicia oficialmente suas atividades neste mês e destaca o entusiasmo em integrar a equipe da empresa em um momento marcado por investimentos relevantes.

Segundo ele, a companhia vive uma fase estratégica de implantação de um amplo pacote de investimentos para expansão da capacidade do terminal, o que abre novas perspectivas para o crescimento das operações e para o fortalecimento da logística portuária brasileira.

Sobre a Brasil Terminal Portuário

Em operação desde 2013, a Brasil Terminal Portuário é considerada o maior terminal de contêineres da América do Sul. Localizada no Porto de Santos, a empresa também participou do processo de recuperação de um dos maiores passivos ambientais da área portuária brasileira.

O terminal possui 1.108 metros de cais, com infraestrutura preparada para receber simultaneamente três navios da classe New Panamax. Além de rotas internacionais para todos os continentes, a estrutura também atende operações de cabotagem e serviços feeder, conectando diferentes regiões do país e da América do Sul.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: BTP

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Portos

Porto de Santos prorroga desconto para “navios verdes” e reforça estratégia de descarbonização

A Autoridade Portuária de Santos (APS) decidiu estender por mais 90 dias o programa de desconto tarifário para “navios verdes” que operam no Porto de Santos. A política, adotada desde 2023, oferece redução nas tarifas portuárias para embarcações com menor nível de emissão de poluentes.

O benefício pode chegar a 15% de desconto nas taxas relacionadas ao uso da infraestrutura de acesso aquaviário, calculadas com base na tonelagem de porte bruto das embarcações.

Para se qualificar, os navios precisam estar registrados no Environmental Ship Index (ESI), um sistema internacional que avalia o desempenho ambiental das embarcações. Quanto maior a pontuação obtida no índice, maior a possibilidade de receber o incentivo.

Iniciativa integra estratégia de combate às emissões

O estímulo à operação de navios mais eficientes ambientalmente faz parte da estratégia da APS para reduzir impactos climáticos no setor portuário.

Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 80% do comércio mundial e aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE).

Diante desse cenário, a transformação ambiental dos portos é considerada fundamental para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Acordo de Paris, tratado internacional voltado à redução das emissões e ao controle do aquecimento global.

Com a política de incentivos, o Porto de Santos busca se posicionar como um dos protagonistas da transição energética no setor portuário brasileiro.

Mais de R$ 40 milhões já foram concedidos em incentivos

Desde o início do programa, em 2023, a APS já concedeu mais de R$ 40,6 milhões em descontos tarifários para navios e terminais que adotam práticas sustentáveis.

Somente em 2025, o valor concedido ultrapassou R$ 16,8 milhões.

Na prática, trata-se de uma renúncia de receita utilizada como instrumento de estímulo para que empresas do setor marítimo se adaptem às exigências ambientais globais.

Porto investe em plano de descarbonização

A redução das emissões no complexo portuário da Baixada Santista também está sendo planejada por meio de estudos estruturais.

Em outubro do ano passado, a APS firmou parceria com a Fundação Valenciaport para desenvolver um Plano de Descarbonização e um Plano Diretor Energético (PDE) voltados ao Porto de Santos.

Os estudos, com prazo de conclusão de 22 meses, deverão definir metas e diretrizes para reduzir as emissões de carbono em todas as atividades do complexo.

O planejamento inclui operações da própria autoridade portuária, atividades dos terminais portuários, a movimentação de navios, além dos modais rodoviário e ferroviário que atendem o porto.

Transição energética e eletrificação do cais

Outra iniciativa importante é o projeto de eletrificação do cais, implementado pelo Porto de Santos desde 2024.

A energia utilizada no sistema é proveniente da Usina Hidrelétrica de Itatinga, fonte renovável que já abastece cerca de 20 rebocadores que operam no porto.

Há negociações em andamento para ampliar esse fornecimento de energia limpa. Estudos também analisam a repotencialização da usina, com aumento da capacidade de geração e possibilidade futura de produção de hidrogênio verde.

Atualmente, a usina já atende quase toda a demanda energética da Autoridade Portuária, e a ampliação da produção poderá suprir uma parcela ainda maior das operações portuárias.

Tecnologia e logística ajudam a reduzir emissões

Além da transição energética, a eficiência logística é outro pilar da estratégia de sustentabilidade do porto.

Em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT), estão sendo desenvolvidas soluções digitais para melhorar o sequenciamento de caminhões e navios.

Essas ferramentas ajudam a reduzir filas e tempos de espera, diminuindo o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de gases poluentes.

Monitoramento das emissões segue padrão científico

Desde 2021, a Autoridade Portuária de Santos também mantém um sistema estruturado de monitoramento ambiental.

A instituição elabora anualmente seu inventário de gases de efeito estufa, utilizando a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, referência nacional para contabilização de emissões corporativas.

O processo segue diretrizes reconhecidas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), garantindo maior rigor técnico na gestão ambiental do porto.

Com essas iniciativas, o Porto de Santos busca consolidar um modelo de porto sustentável, alinhado às metas internacionais de redução de emissões e à modernização da logística marítima.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Notícias

Contêiner cai sobre cabine de caminhão no Porto de Santos e deixa motorista ferido

Um contêiner caiu sobre a cabine de um caminhão e deixou um motorista, de 41 anos, ferido no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. O caso é investigado pela Polícia Civil.

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (2), dentro do terminal da Brasil Terminal Portuário (BTP), localizado na Avenida Engenheiro Augusto Barata, no bairro Alemoa. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a estrutura caída sobre o veículo na área portuária.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista ficou preso às ferragens após a estrutura atingir diretamente a cabine do caminhão durante a movimentação de cargas no pátio.

Motorista foi socorrido com fratura na perna

Quatro viaturas e 13 bombeiros atuaram na ocorrência para realizar o resgate. Após ser retirado do veículo, o homem foi atendido ainda no local.

De acordo com a corporação, ele apresentava sinais vitais estáveis e fratura em membro inferior. O motorista foi encaminhado à Santa Casa de Santos por uma unidade de suporte avançado do Samu.

Em nota, o hospital informou que a vítima deu entrada na madrugada de terça-feira (3), com ferimento na perna esquerda. O paciente permanece internado na enfermaria, sob cuidados da equipe de ortopedia, e não há previsão de alta. A instituição destacou que não pode divulgar mais detalhes devido à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Empresa confirma ocorrência e apuração interna

A Brasil Terminal Portuário (BTP) confirmou que o acidente aconteceu durante uma operação de movimentação de contêineres. Segundo a empresa, o motorista recebeu atendimento emergencial imediato e segue sob acompanhamento médico.

A concessionária informou ainda que as causas do acidente estão sendo apuradas.

Polícia Civil investiga o caso

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) comunicou que a Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Conforme o boletim de ocorrência, uma das estruturas caiu sobre o caminhão durante a operação no pátio portuário. A perícia foi acionada e o caso registrado no Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, sendo encaminhado à Delegacia do Porto de Santos.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Redes sociais

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Portos

Portos do Sudeste movimentam quase 700 milhões de toneladas em 2025 e reforçam protagonismo logístico

Os portos do Sudeste consolidaram sua posição estratégica ao movimentar 699,8 milhões de toneladas em 2025. O volume representa crescimento de 7,52% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O avanço foi puxado principalmente pelas exportações, que registraram alta de 10,15% no período.

Granéis lideram expansão da movimentação portuária

O desempenho regional foi sustentado pelo aumento no transporte de granéis sólidos e granéis líquidos.

  • Granéis sólidos: 366,4 milhões de toneladas (+8,25%)
  • Granéis líquidos: 226,1 milhões de toneladas (+9,22%)
  • Cargas em contêineres: 72,4 milhões de toneladas (+1,53%)

O resultado reflete a força de cadeias produtivas estratégicas como mineração, energia e agronegócio, concentradas na região.

Crescimento atinge portos públicos e privados

O Sudeste abriga três dos cinco maiores portos do país em volume movimentado e registrou expansão em todos os seus terminais.

Entre os portos públicos, o destaque é o Porto de Santos, que alcançou 142,8 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,98%, com forte participação de contêineres, soja, açúcar e milho.

O Porto de Itaguaí somou 62,8 milhões de toneladas (+3,55%), sendo o minério de ferro responsável por mais de 90% da movimentação.

Nos terminais privados, o Terminal de Tubarão registrou 87,4 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, também impulsionado pelo minério de ferro.

Já o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis movimentou 70,4 milhões de toneladas (+12,28%). O Porto do Açu apresentou o maior avanço percentual da região: 20,31%, totalizando 60,4 milhões de toneladas, com operações concentradas em petróleo e derivados.

Minério e petróleo lideram cargas

Entre os principais produtos escoados pelos portos do Sudeste, o minério de ferro liderou com 239,1 milhões de toneladas. Na sequência aparecem petróleo e derivados, que somaram 217,1 milhões de toneladas.

A soja também teve papel relevante, com 39,6 milhões de toneladas embarcadas ao longo do ano.

Os números reforçam a posição do Sudeste como eixo central do escoamento mineral e energético do Brasil, além de corredor logístico para a produção agroindustrial.

Forte integração com o mercado internacional

Do total movimentado em 2025, 531,2 milhões de toneladas foram transportadas por longo curso, modalidade que conecta portos brasileiros a mercados internacionais.

A cabotagem também registrou crescimento de 5,91%, alcançando 137,4 milhões de toneladas e ampliando a integração marítima ao longo da costa brasileira.

O desempenho confirma o protagonismo logístico do Sudeste e a consolidação de um ambiente favorável à expansão da infraestrutura portuária e à competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Megaleilões impulsionam expansão dos portos brasileiros com R$ 15 bilhões em investimentos

O Brasil vive um novo ciclo de megaleilões portuários. Nos últimos três anos, foram realizados 26 certames que somam mais de R$ 15 bilhões em investimentos contratados. Entre eles, quatro projetos ultrapassam individualmente a marca de R$ 1 bilhão e concentram, juntos, cerca de R$ 12 bilhões.

Os destaques incluem o ITG02, no Porto de Itaguaí, o Túnel Santos-Guarujá no Porto de Santos, além do canal de acesso e três terminais no Porto de Paranaguá.

As iniciativas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste, integram a estratégia do Ministério de Portos e Aeroportos para modernizar a infraestrutura portuária, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a relação entre porto e cidade.

Itaguaí consolida polo de minério no Rio

O terminal ITG02 foi o primeiro do ciclo a superar R$ 1 bilhão. Arrendado pela Cedro Participações, o projeto prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos ao longo de 35 anos.

Com área de 348,9 mil m² e capacidade estimada em 20 milhões de toneladas por ano, o terminal reforça o papel estratégico do Porto de Itaguaí na exportação de minério de ferro. A expectativa é gerar cerca de 2.800 empregos indiretos na implantação e aproximadamente 2 mil postos diretos e indiretos na fase operacional.

Túnel Santos-Guarujá terá impacto logístico e urbano

Considerada a maior obra do Novo PAC, a ligação submersa entre Santos e Guarujá receberá R$ 6,8 bilhões em aportes, em parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo. O projeto será executado pela portuguesa Mota-Engil.

Primeiro túnel imerso da América Latina, a estrutura reduzirá o tempo de travessia de 50 para cinco minutos. Com seis faixas de tráfego, ciclovia, passagem de pedestres e espaço para VLT, a obra deve beneficiar mais de 720 mil pessoas e gerar cerca de 9 mil empregos. Além da mobilidade urbana, o projeto amplia a eficiência logística do maior porto da região.

Paranaguá inaugura novo modelo de concessão

O leilão do canal de acesso do Porto de Paranaguá marcou a primeira concessão de canal público no país. Realizado em outubro de 2025, o contrato prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos por 25 anos.

A iniciativa inclui dragagem para ampliar o calado de 13,5 metros para 15,5 metros, permitindo a operação de navios de maior porte. O contrato também contempla manutenção contínua, sinalização náutica e gestão integrada do tráfego aquaviário, elevando o padrão de segurança e previsibilidade operacional.

O modelo poderá ser replicado em outros portos estratégicos, como Itajaí, Santos e unidades do Rio Grande do Sul.

Terminais ampliam escoamento agrícola

No Porto de Paranaguá, os terminais PAR14, PAR15 e PAR25 consolidaram um pacote integrado para expansão da movimentação de granéis sólidos vegetais.

O PAR14, arrematado pela BTG Pactual Commodities Sertrading, prevê R$ 1,01 bilhão em investimentos, incluindo implantação de nova área e construção do Píer em “T”, com quatro berços adicionais. O projeto também prevê integração ao Moegão, ampliando a capacidade ferroviária. A estimativa é de mais de 1,6 mil empregos diretos e 3,4 mil indiretos.

O PAR15, vencido pela Cargill Brasil, contará com R$ 604 milhões em aportes e capacidade para cerca de 4 milhões de toneladas por ano.

Já o PAR25, arrematado pelo Consórcio ALDC, formado por Louis Dreyfus Company e Amaggi, prevê R$ 565 milhões em investimentos, reforçando a infraestrutura logística e ampliando o potencial de escoamento da safra agrícola.

Planejamento de longo prazo

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a agenda coloca a infraestrutura logística no centro do desenvolvimento econômico. Já o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma que os projetos consolidam um planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e modernização regulatória.

O novo ciclo de concessões sinaliza uma mudança estrutural na gestão portuária brasileira, ampliando a capacidade operacional, atraindo investimentos privados e fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves

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Portos

Colisão no Porto de Santos reacende debate sobre VTMIS e gestão do tráfego marítimo

A colisão entre o navio Seaspan Empire e duas balsas, registrada em 16 de fevereiro, voltou a colocar em evidência um problema estrutural no Porto de Santos: a ausência de um sistema moderno de gerenciamento do tráfego de embarcações e a limitação de vagas para atracação.

O cargueiro chegou a ingressar no canal com autorização, mas precisou deixar a área portuária por falta de espaço disponível no terminal. Durante a manobra de retorno, ocorreu o acidente.

Especialistas avaliam que o episódio reforça a necessidade urgente de implantação do Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações (VTMIS), tecnologia que permite monitorar, coordenar e organizar o tráfego marítimo em tempo real.

Maior porto do Hemisfério Sul opera no limite

Com movimentação anual próxima de 200 milhões de toneladas e mais de 50 terminais compartilhando o mesmo canal de navegação, o Porto de Santos é o maior do Hemisfério Sul.

Para o engenheiro Luis Claudio Montenegro, mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia, o complexo portuário já opera próximo do limite. Segundo ele, mesmo com ampliações em cais e áreas de armazenagem, os acessos marítimos e terrestres seguem pressionados.

Montenegro destaca que o único porto brasileiro com VTMIS completo em operação é o de Porto de Vitória. Na avaliação dele, a falta de prioridade ao tema em Santos amplia o risco de incidentes e compromete a eficiência operacional.

Gargalo gera prejuízo bilionário

Além das questões de segurança, o gargalo logístico tem impacto financeiro significativo. De acordo com o especialista, o Porto de Santos perde cerca de R$ 3 bilhões por ano em multas por sobre-estadia — cobradas quando navios permanecem atracados além do prazo contratado.

O consultor em projetos logísticos Marcos Fernandez Nardi reforça que a quantidade de terminais é insuficiente para o volume movimentado e que falhas operacionais, especialmente em cargas a granel, afetam diretamente as janelas de atracação.

A soma de ineficiência operacional, limitação de berços e ausência de um sistema integrado de tráfego amplia os riscos e encarece a operação portuária.

APS aguarda aval do TCU

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que concluiu a etapa sob sua responsabilidade no processo licitatório para implantação do VTMIS. No momento, aguarda posicionamento do Tribunal de Contas da União para dar andamento à contratação.

Segundo a autoridade portuária, o projeto prevê prazo total de cinco anos, sendo dois destinados à implantação da infraestrutura física e tecnológica e três voltados ao Suporte Logístico Integrado, que inclui manutenção e consolidação operacional.

Como funciona a autorização de entrada

A APS esclarece que a programação de entrada de navios é validada após a embarcação obter autorizações da Capitania dos Portos, Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Vigiagro.

No cais público, a autoridade verifica se o comprimento do navio é compatível com o espaço disponível no berço. Já nos Terminais de Uso Privado (TUPs), essa validação é feita pelo próprio operador. O caso do Seaspan Empire ocorreu em um TUP administrado pela DP World.

Após a liberação, a manobra é agendada junto à Praticagem, com definição do horário pelo agente marítimo.

Tecnologia como prioridade estratégica

Para especialistas, a implementação do VTMIS no Porto de Santos é considerada estratégica para aumentar a segurança da navegação, reduzir custos e melhorar a fluidez logística.

Sem um sistema próprio de controle de tráfego marítimo, o maior porto da América Latina segue vulnerável a congestionamentos, atrasos e acidentes — cenário que tende a se agravar com o crescimento contínuo da movimentação de cargas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo AT

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Trafico

Receita Federal apreende mais de 550 kg de drogas em operações no Porto de Santos e no Aeroporto de Guarulhos

A Receita Federal reforçou sua atuação no combate ao tráfico internacional de drogas com apreensões expressivas registradas nos dois principais polos logísticos do país: o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Porto de Santos. Somadas, as operações resultaram na retirada de mais de 550 quilos de entorpecentes de circulação.

As ações ocorreram no estado de São Paulo e envolveram tanto o modal aéreo quanto o marítimo, demonstrando a abrangência do controle aduaneiro brasileiro.

Carnaval tem apreensões relevantes em Guarulhos

Durante o feriado de Carnaval, a Alfândega da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos intensificou a fiscalização de passageiros e bagagens. As operações foram conduzidas pela Divisão de Conferência de Bagagem (Dibag) e pelo Grupo de Análise e Ações Táticas (Gaat).

No dia 12 de fevereiro, fiscais apreenderam 31,86 kg de haxixe escondidos na mala de um passageiro vindo de Toronto, no Canadá. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 2,8 milhões.

Três dias depois, em 15 de fevereiro, a equipe interceptou 34,7 kg da mesma substância em duas malas pertencentes a um cidadão britânico procedente dos Estados Unidos. O suspeito foi encaminhado à autoridade policial e teve a prisão em flagrante formalizada.

Na mesma data, quase 7 kg de metanfetamina foram encontrados na bagagem de uma passageira brasileira que desembarcou de Johanesburgo, na África do Sul. A droga foi avaliada em cerca de R$ 1,39 milhão.

Já em 18 de fevereiro, aproximadamente 18 kg de haxixe foram localizados em uma mala extraviada de um viajante oriundo de Bangkok, na Tailândia. Todas as ocorrências foram encaminhadas às autoridades competentes para investigação e medidas legais.

No total, as apreensões no período somaram 85 kg de haxixe e cerca de 7 kg de metanfetamina, evidenciando a eficiência da fiscalização de rotina no terminal aéreo.

Porto de Santos intercepta cocaína em carga de exportação

Paralelamente, no Porto de Santos, a Receita Federal impediu o envio de 461 kg de cocaína que tinham como destino o Reino Unido. A droga estava oculta em uma carga declarada como papel A4.

A identificação do ilícito ocorreu a partir de critérios objetivos de gestão de risco, com apoio de escâneres e equipes de cães farejadores. A operação reforça a segurança no maior complexo portuário da América Latina.

A Polícia Federal foi acionada para realizar os procedimentos de polícia judiciária e a perícia técnica necessária à abertura de inquérito.

Atuação integrada no combate ao tráfico internacional

A convergência das ações no modal aéreo e marítimo evidencia o caráter abrangente da atuação da Receita Federal. O trabalho envolve tanto equipes especializadas em repressão quanto servidores responsáveis pela fiscalização cotidiana de bagagens e cargas.

Segundo o órgão, a combinação de tecnologia de inspeção, análise de risco e capacitação técnica das equipes permite identificar rotas ilícitas provenientes das Américas, África e Ásia, mesmo em meio ao fluxo regular de passageiros e mercadorias.

As operações recentes reforçam a estratégia de vigilância permanente nas principais portas de entrada e saída do país, assegurando a integridade do comércio exterior e a soberania nacional.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Santos Brasil amplia rotas internacionais com novo serviço Ásia–América do Sul no Tecon Santos

A Santos Brasil iniciou uma nova operação regular de longo curso no Tecon Santos, em parceria com a sul-coreana HMM. A escala inaugural do serviço FIL2 foi realizada nesta segunda-feira (23), com a atracação do navio Privilege.

O serviço conecta portos da Ásia à Costa Leste da América do Sul, ampliando a oferta de transporte marítimo entre os continentes. A operação será compartilhada entre a HMM e a Ocean Network Express (ONE).

Capacidade e frequência do novo serviço

O FIL2 contará com 11 navios, cada um com capacidade para até 6 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A rotação completa da linha terá duração de 77 dias.

A expectativa é movimentar até 2.700 TEUs por escala semanal, alcançando aproximadamente 140 mil TEUs ao ano. O novo serviço reforça a presença da companhia no comércio marítimo internacional e amplia a previsibilidade logística para exportadores e importadores.

Com essa inclusão, a Santos Brasil passa a atender os dez maiores armadores globais no Tecon Santos, localizado na margem esquerda do Porto de Santos — o maior complexo portuário da América do Sul.

Segundo Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações da empresa, a entrada da HMM consolida mais uma rota estratégica na malha do terminal, ampliando a capacidade ofertada e garantindo maior eficiência nas operações logísticas.

Investimentos em modernização e sustentabilidade

O avanço operacional é acompanhado por um amplo programa de modernização. Em janeiro, o terminal recebeu dois novos portêineres (guindastes de cais) e oito RTGs elétricos (guindastes de pátio), totalizando agora 16 unidades desse modelo.

Os equipamentos são de última geração e operados remotamente — tecnologia implantada de forma pioneira pela companhia no Brasil no fim de 2024. O investimento nos dez novos guindastes soma R$ 300 milhões.

Nos próximos anos, a empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos, substituindo gradualmente os modelos movidos a diesel. Cada equipamento convencional trocado por um elétrico reduz cerca de 20 toneladas de emissão de CO2 por mês, reforçando o compromisso com a descarbonização e a logística sustentável.

Expansão bilionária até 2031

O projeto de ampliação do Tecon Santos teve início em 2019 e prevê aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões até 2031. Desse total, cerca de R$ 2 bilhões já foram investidos.

A meta é elevar a capacidade operacional para 3 milhões de TEUs até o fim deste ano. O plano de crescimento está alinhado ao Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece a meta de neutralidade de carbono (net zero) nos próximos anos.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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