Informação

Túnel Santos-Guarujá terá canteiro de obras instalado até fevereiro

A instalação do canteiro de obras do túnel Santos-Guarujá e a assinatura do contrato de concessão estão previstas para ocorrer entre 28 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026. A concessão foi vencida pela empresa Mota-Engil Latam Portugal S.A., responsável pela execução do projeto. A informação foi divulgada pelo presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

Assinatura do contrato e ato simbólico

Inicialmente, a assinatura do contrato estava prevista para 8 de janeiro, mas foi prorrogada por 20 dias a pedido da concessionária, devido a trâmites burocráticos relacionados à documentação. A data pode sofrer novo ajuste para conciliar as agendas de autoridades federais e estaduais, além de coincidir com o aniversário do Porto de Santos, celebrado em 2 de fevereiro.

O ato é considerado histórico e simbólico para a região, marcando o início formal de um dos maiores projetos de infraestrutura logística e mobilidade urbana do país.

Entrega de moradias acompanha avanço das obras

Na mesma ocasião, está prevista a entrega de 50 unidades habitacionais no Parque da Montanha, na Vila Edna, em Guarujá. As casas serão destinadas a famílias da Prainha, área diretamente impactada pelas intervenções necessárias para a construção do túnel.

Localização do canteiro e doca seca

O principal canteiro de obras será instalado na região da Prainha, em Vicente de Carvalho, no sentido do Linhão, em Guarujá. No local será construída a chamada doca seca, estrutura onde serão moldados os módulos de concreto do túnel imerso, que posteriormente serão posicionados no fundo do mar.

A área foi indicada por já estar desocupada, pertencer ao Porto e apresentar proximidade com o canal de navegação, fatores que facilitam a logística da obra. Também estão previstas intervenções viárias e a construção da desembocadura do túnel no lado de Guarujá.

Remoção de famílias é etapa essencial

Segundo a APS, a retirada das famílias da Prainha é fundamental para viabilizar a construção da doca seca, já que parte da estrutura avançará exatamente sobre a área hoje ocupada por moradias. Os módulos do túnel permanecerão prontos no local até a fase de imersão.

Leilão do Tecon Santos 10 segue decisão do TCU

Durante o mesmo balanço, Pomini comentou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o leilão do Terminal de Contêineres Santos 10 (Tecon 10), no cais do Saboó. A Corte definiu um modelo de leilão em duas fases, com restrições à participação de armadores na primeira etapa, com o objetivo de evitar concentração de mercado.

O formato segue a proposta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e foi respaldado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e pelo Cade. O leilão está previsto para março.

Possibilidade de questionamentos judiciais

Embora o modelo permita eventuais impugnações judiciais por parte de empresas que se considerem prejudicadas, a avaliação é de que o tema já foi amplamente debatido e analisado pelo Judiciário. A expectativa da APS é de que o cronograma seja mantido, permitindo o avanço definitivo do projeto e a ocupação de uma área portuária que há anos opera de forma limitada.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maurício Martins/ AT

Ler Mais
Portos

Autoridade Portuária de Santos divulga balanço estratégico e projeta futuro do maior porto da América Latina

A Autoridade Portuária de Santos promoveu uma entrevista coletiva para apresentar um panorama atualizado da gestão e os principais resultados recentes do Porto de Santos. O encontro foi conduzido pelo presidente da APS, Anderson Pomini, no auditório da sede da empresa, e reuniu veículos de comunicação regionais e nacionais interessados nos rumos do maior complexo portuário da América Latina.

Reconhecimento em transparência e governança

Entre os destaques da apresentação, Pomini ressaltou a conquista do Selo Diamante do Tribunal de Contas da União (TCU), o mais alto nível do Programa Nacional de Transparência Pública. A autoridade portuária alcançou a certificação após evoluir do Selo Prata, em 2023, para o Selo Ouro, em 2024. Segundo o presidente, o reconhecimento reflete uma mudança estrutural na cultura de governança da empresa, além de reforçar a credibilidade institucional ao cumprir 100% dos critérios essenciais de transparência.

Recordes operacionais e eficiência logística

Durante a coletiva, o dirigente também apresentou números que consolidam o Porto de Santos como o principal corredor logístico do país. O complexo registrou, nos últimos meses, recordes na movimentação de cargas e contêineres, resultado atribuído a medidas focadas em eficiência operacional, mitigação de gargalos e fortalecimento técnico das operações portuárias.

Dragagem e manutenção do canal de navegação

Outro ponto abordado foi a manutenção permanente do canal de navegação, que atualmente mantém profundidade média em torno de 15 metros. Pomini destacou que esse trabalho é essencial para a segurança e competitividade do porto e adiantou que a APS já planeja ações de dragagem estratégica para os próximos anos, visando acompanhar o crescimento da demanda e a chegada de embarcações de maior porte.

Competitividade internacional e sustentabilidade

A evolução do porto em rankings internacionais também integrou a apresentação. O presidente reconheceu os avanços recentes, mas ressaltou que o objetivo é ampliar ainda mais a presença global do Porto de Santos. Para isso, a gestão aposta na modernização da infraestrutura, na atração de investimentos privados e na incorporação de práticas de sustentabilidade às novas operações.

Planejamento para a área do Ecoporto

Questionado sobre o contrato de transição do Ecoporto, com término previsto para maio de 2026, Pomini afirmou que a APS já conduz estudos e planejamento para a nova licitação da área. De acordo com ele, todas as alternativas estão sendo avaliadas para garantir continuidade operacional e evitar impactos na movimentação portuária. A escolha do futuro operador, segundo o presidente, seguirá critérios técnicos rigorosos, com foco em isonomia e alinhamento estratégico.

Perspectivas para um novo ciclo de expansão

Encerrando a coletiva, o presidente reforçou que a Autoridade Portuária de Santos seguirá investindo no fortalecimento da governança, na ampliação da transparência e na atração de novos aportes. A meta, segundo Pomini, é preparar o Porto de Santos para um novo ciclo de expansão sustentável, mantendo sua relevância econômica e logística no cenário nacional e internacional.

A entrevista coletiva ocorreu no auditório do prédio da presidência da APS, na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, no bairro do Macuco, e contou com a participação de profissionais de imprensa previamente credenciados.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

Ler Mais
Portos

Porto de Santos: como o maior complexo portuário do Brasil se transformou e mira virar um dos maiores hubs

O Porto de Santos nasceu sobre simples trapiches cravados no mangue e hoje opera perto de 180 milhões de toneladas de cargas por ano, consolidando-se como o principal complexo logístico do país. O avanço contínuo de infraestrutura — que inclui dragagem profunda, novos terminais, digitalização e o futuro túnel imerso — coloca o porto em rota para se tornar um dos maiores hubs portuários do mundo.

Distribuído entre Santos, Guarujá e Cubatão, o porto saltou de um ancoradouro rudimentar para 24 km de cais contínuo, apoiado por ferrovias, energia própria, saneamento e sucessivos projetos de expansão.

Do mangue ao coração da logística nacional

Em pouco mais de um século, áreas alagadiças foram aterradas, aprofundadas e adaptadas até formar o principal corredor de exportação e importação do país. Hoje, o Porto de Santos integra o interior paulista, o agronegócio do Centro-Oeste e cadeias industriais inteiras ao comércio internacional.

A cada ampliação, novas frentes de dragagem, reforço estrutural e modernização moldaram o estuário. Agora, o objetivo é deixar de ser apenas o maior porto brasileiro para disputar posição entre os grandes hubs globais em eficiência, capacidade e integração logística.

A ferrovia que mudou a história

O embrião do porto organizado surge no século XVI, mas ganha força real a partir de 1867, quando a São Paulo Railway, idealizada pelo Barão de Mauá, encurta drasticamente a viagem entre o planalto e o litoral. O trem substitui tropas de mulas e inaugura uma era de escoamento acelerado da produção cafeeira, consolidando a vocação exportadora de Santos.

Companhia Docas e o início da industrialização portuária

Com o crescimento do café, a Coroa lança em 1888 uma concessão de 90 anos para modernizar o porto. Surge a Companhia Docas de Santos, responsável por transformar trapiches dispersos em um sistema organizado, com canal dragado, cais contínuo e armazéns.

O marco ocorre em 1892, quando o vapor inglês Nasmith atraca no primeiro trecho de cais de alvenaria do país — o verdadeiro início da era moderna do Porto de Santos.

Aterros, ferrovia própria e energia de Itatinga

Entre o fim do século XIX e o início do XX, grandes obras remodelam o estuário. A Docas executa aterros na região de Paquetá e Outeirinhos, prolonga o cais e constrói estruturas de contenção com rochas extraídas do Jabaquara.

Em 1910, entra em operação a Usina Hidrelétrica de Itatinga, projetada para abastecer o porto e, ao longo do tempo, também parte de Santos e Guarujá. Mais de um século depois, a usina permanece ativa.

Da crise sanitária ao redesenho urbano

Enquanto o porto crescia, Santos enfrentava epidemias agravadas pela falta de saneamento. As obras de Saturnino de Brito — canais de drenagem, redes de esgoto e ventilação urbana — transformaram o chamado “Porto da Morte” em referência de urbanização e saúde pública.

Era CODESP, modelo landlord e expansão dos contêineres

Com o fim da concessão da Docas em 1980, a CODESP assume o porto. A grande virada vem em 1993, com o modelo landlord, que mantém a autoridade portuária responsável pela infraestrutura, enquanto operadores privados passam a administrar terminais.

Daí em diante, o Porto de Santos se consolida como um ecossistema logístico, conectado a terminais retroportuários e interiores por rodovias e ferrovias. Na carga conteinerizada, ultrapassa 4 milhões de TEUs, entrando no radar dos principais portos do hemisfério sul.

Dragagem profunda, STS10 e o túnel imerso: a nova transformação

O estuário passa novamente por um ciclo de renovação. O projeto de dragagem profunda busca ampliar o calado para cerca de 16 metros, abrindo espaço para navios maiores.

Paralelamente, trechos antigos de cais são reforçados para suportar novos guindastes e operações mais intensas. No Saboó, nasce o STS10, projetado para ser um megaterminal de contêineres com forte integração ferroviária e pátios de alta densidade.

No Guarujá, a expansão da retroárea se articula a centros logísticos conectados por trilhos e rodovias. E costurando as duas margens do estuário, avança o projeto do túnel imerso Santos–Guarujá, que deve reduzir a dependência das balsas e reorganizar o fluxo de caminhões.

Porto digital e desafios climáticos

Além das obras físicas, o porto avança na digitalização. Sistemas de agendamento de caminhões, monitoramento de navios e gestão integrada de pátios reduzem filas e ampliam a eficiência operacional.

Estudos de risco climático guiam novas intervenções em drenagem, contenção e elevação de áreas vulneráveis, combinando expansão com resiliência — pré-requisito para qualquer porto competitivo no cenário global.

O próximo salto rumo aos maiores hubs do mundo

Ao longo de sua trajetória, Santos se reinventou para acompanhar as demandas da economia brasileira. Agora, dragagem profunda, mega terminais, túnel imerso e digitalização constroem o caminho para que o complexo se consolide como um dos principais hubs portuários do mundo, integrado por ferrovia, rodovias, retroárea e tecnologia.

A questão que permanece é se país, iniciativa privada e gestão portuária conseguirão alinhar governança, investimentos e planejamento de longo prazo para transformar esse potencial em realidade.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

Ler Mais
Exportação, Portos

Exportações de algodão brasileiro têm novembro forte e avanço no Porto de Salvador

As exportações de algodão do Brasil registraram desempenho elevado em novembro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A China foi o principal destino da fibra, com 105.557 toneladas, seguida por Índia (82.463 t), Bangladesh (56.454 t), Paquistão (41.496 t), Turquia (37.377 t) e Vietnã (35.013 t). Os números reforçam a força da demanda asiática no fechamento do mês.

Para a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ritmo de embarques em novembro, um dos mais expressivos do ano, evidencia a capacidade logística do Brasil em safras grandes, como a 2024/2025, estimada em 4,2 milhões de toneladas de pluma.

Desempenho acumulado e mercados estratégicos

No acumulado do ano comercial 2025/2026, de agosto a novembro, os principais destinos se mantêm consistentes: Índia (169.932 t), China (153.624 t), Bangladesh (138.644 t), Vietnã (122.404 t), Paquistão (110.481 t) e Turquia (110.325 t).

Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, “com mais de 2,57 milhões de toneladas exportadas entre janeiro e novembro, o resultado confirma a forte presença do algodão brasileiro no mercado internacional em 2025, mantendo o país como maior exportador global da commodity”.

Ele ressalta, porém, que parte do crescimento das vendas para a Índia se deveu a uma isenção tarifária que expira no final de dezembro, e ainda não há definição sobre sua prorrogação. “O desafio agora é abrir novos mercados, consolidar os atuais e aumentar a consciência do consumidor sobre os benefícios do algodão frente às fibras fósseis, ampliando a demanda pelo produto”, afirma Wajs.

Porto de Salvador se destaca e desafoga Santos

O incremento das exportações pelo Porto de Salvador é apontado como um sinal positivo pela Anea. Em novembro, o terminal baiano embarcou 24.538 toneladas, de um total de 402.452 t, representando 6% do volume nacional. Entre agosto e novembro, Salvador movimentou 54.946 toneladas, consolidando-se como o segundo corredor de exportação de algodão do país, com potencial de crescimento.

O Porto de Santos segue como principal centro de embarques, com 865.116 toneladas no mesmo período. Outros portos com movimentação significativa incluem São Francisco do Sul (30.459 t), Itajaí (2.595 t) e Paranaguá (2.113 t).

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

Ler Mais
Portos

Tecon 10 em Santos: disputa por megaterminal revela impasse entre TCU e empresas de navegação

O projeto do Tecon 10, megaterminal de contêineres previsto para o Porto de Santos, reacendeu o debate sobre o modelo de licitação adotado pela Antaq. Com investimento estimado em mais de R$ 6 bilhões e capacidade para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano, o processo aguarda aval do Tribunal de Contas da União (TCU) — e já enfrentou contestação na Justiça.

A proposta da Antaq estabelece uma disputa em duas fases. No primeiro estágio, ficam impedidas de participar empresas que já operam no porto santista, como Maersk, MSC, CMA-CGM e DP World. Chamados de incumbentes, esses grupos afirmam que o modelo favorece concorrentes sem grande experiência no setor e reduz o valor da outorga para a União. Eles só poderão entrar no certame se não houver interessados na primeira fase, cenário considerado improvável.

O TCU iniciou a análise da proposta, mas a votação foi interrompida após pedido de vista de um dos conselheiros. A decisão da Corte será seguida pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Centronave critica restrições e fala em distorção do debate

O Centronave, entidade que reúne 19 empresas responsáveis por cerca de 97% da movimentação de contêineres no comércio exterior brasileiro, divulgou uma nota crítica à proposta de restringir participantes no leilão do Tecon 10. Segundo a entidade, o voto divergente do ministro Bruno Dantas, relator revisor no TCU, ignora análises técnicas e penaliza o setor.

Em sintonia com a modelagem da Antaq, Dantas afirma que permitir a participação de armadores e operadores atuais pode ampliar o risco de concentração. O ministro propõe vedar a entrada desses grupos no leilão — entendimento que tende a formar maioria, segundo apuração da imprensa. Entretanto, posições técnicas do Ministério da Fazenda, do corpo técnico do TCU e do Ministério Público junto ao Tribunal indicam que não há justificativa para limitar a concorrência.

O Centronave argumenta que a restrição é infundada e contraria avaliações técnicas de órgãos como Cade e Antaq. Para a entidade, impor barreiras à participação de empresas dispostas a investir significa “punir a solução em vez de atacar o problema”.

Crise logística no Porto de Santos como pano de fundo

A entidade afirma que o setor de navegação já opera em ambiente de alta competição, com diversas companhias nacionais e internacionais disputando cargas diariamente. Os acordos operacionais entre empresas, segundo o Centronave, são práticas reconhecidas por autoridades antitruste e têm como objetivo otimizar custos e eficiência — não restringir a concorrência.

O Centronave também rebate a tese de que a omissão de escalas em Santos tenha sido uma estratégia comercial de armadores. De acordo com a nota, as omissões são resultado direto da falta de infraestrutura, das longas filas e da espera que pode levar até quatro dias, inviável para a operação global dos navios. Cada dia parado pode custar mais de US$ 100 mil, o que leva a escolhas emergenciais das rotas.

A entidade lembra que o porto opera com taxas de ocupação superiores a 90%, bem acima dos 65% recomendados pela OCDE. Há mais de uma década não ocorre expansão significativa de cais, enquanto os navios cresceram e a demanda aumentou. As perdas estimadas pela falta de capacidade incluem R$ 1,6 bilhão por ano em tempo de espera e até US$ 20,6 bilhões em exportações que deixam de ocorrer.

Setor teme queda de concorrência e fuga de investimentos

Para o Centronave, restringir armadores no leilão do Tecon 10 reduzirá a concorrência pelo ativo, diminuirá a arrecadação da outorga e afastará investidores nacionais e internacionais. A entidade afirma que os riscos de concentração são “hipotéticos” e que o país precisa atrair capital privado para ampliar berços e cais.

O documento destaca ainda que operadores independentes podem ter incentivos desalinhados à expansão da infraestrutura, já que lucrariam com a escassez atual. Assim, argumenta que o verdadeiro gargalo do sistema portuário brasileiro é a deficiência estrutural — não o modelo de mercado.

Segundo o Centronave, os armadores são os primeiros prejudicados pela falta de eficiência nos portos e os maiores interessados em modernizar o sistema. Reforça também a necessidade de segurança jurídica para garantir investimentos e reduzir o Custo Brasil.

Tecon 10 é considerado projeto estratégico

O novo terminal é considerado essencial para aumentar a capacidade do Porto de Santos, responsável por cerca de 30% do comércio exterior brasileiro. Com previsão de R$ 6,45 bilhões em investimentos, o Tecon 10 pode redefinir o modelo concorrencial do maior terminal de contêineres já projetado no país.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fábio Vieira/Estadão

Ler Mais
Inovação, Portos

Caravanas da Inovação Portuária chegam a Santos em dezembro de 2025

Inovação portuária em destaque
Santos sediará, em 9 de dezembro de 2025, a 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, iniciativa que reúne especialistas, lideranças públicas e privadas, startups e profissionais do setor. O encontro será realizado no Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e tem como foco inovação, sustentabilidade e transformação digital no ambiente portuário.

Encerramento do ciclo nacional 2025
Marcando o fim do calendário anual do projeto, a etapa de Santos fecha um ano dedicado ao diálogo e à colaboração entre os principais agentes da infraestrutura portuária brasileira. A escolha da cidade se deve ao papel estratégico do Porto de Santos como polo de modernização, eficiência operacional e integração tecnológica no país.
Em 2025, as Caravanas passaram por capitais como Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza e Rio de Janeiro, consolidando um movimento de alcance nacional em prol da inovação no setor.

Temas estratégicos em debate
Voltadas ao fortalecimento da cultura de inovação em portos públicos e privados, as Caravanas promovem um ambiente de troca de experiências, apresentação de boas práticas e discussão de soluções tecnológicas que ampliam a competitividade, a sustentabilidade e a governança portuária.

Nesta edição, os participantes poderão acompanhar debates sobre assuntos-chave, como:

  • Políticas nacionais de incentivo à pesquisa e desenvolvimento (P&D&I)
  • Modelos de governança em ecossistemas abertos de inovação
  • Caminhos para a transformação digital e para a gestão portuária inteligente
  • Tendências para o futuro da navegação marítima
  • Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras

Espaço para startups e novas soluções
A programação contará ainda com uma rodada de pitches em que startups apresentarão propostas de tecnologia portuária, logística inteligente e ferramentas voltadas à eficiência operacional, aproximando empresas inovadoras das demandas reais do setor.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

📍 Local: Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos
📅 Data: Terça-feira, 09 de dezembro de 2025
🕒 Horário: 08h30 às 18h30

08:00 – 09:00 | Credenciamento e café de boas-vindas
09:00 – 09:20 | Abertura oficial
09:25 – 09:50 | Apresentação Institucional 1 – “Iniciativas e ações em inovação do Porto de Santos”
09:55 – 10:45 | Painel 1 – “Políticas nacionais de fomento a P&D&I: que modelos e práticas podem inspirar o setor portuário?”
10:50 – 11:15 | Apresentação Institucional 2 – “Plano de Inovação e Transformação Digital – Secretaria Nacional de Portos”
11:20 – 12:10 | Painel 2 – “A governança em ecossistemas abertos de inovação”
12:15 – 14:00 | Intervalo para almoço
14:05 – 14:30 | Apresentação Institucional 3 – “Governança da Inovação Portuária e Transformação Digital no TIPLAM”
14:35 – 15:25 | Painel 3 – “Futuro da Navegação Marítima”
15:30 – 15:55 | Apresentação Institucional 4 – “Ganhadores do ABTRA Porto Hack 2025”
16:00 – 16:25 | Pitches de Startups
16:30 – 16:55 | Apresentação Institucional 5 – “Autoridade Portuária de Santos”
17:00 – 17:50 | Painel 4 – “Compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras: oportunidades e possibilidades para o setor portuário”
18:00 – 19:00 | Encerramento oficial

Inscrições e informações

O evento é gratuito, com vagas limitadas.

🎟️ Inscreva-se:
👉 https://www.sympla.com.br/evento/caravanas-da-inovacao-portuaria-6-edicao-santos/3192005

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Portos

Navio com guindastes elétricos segue da China ao Tecon Santos e marca nova fase de modernização

O Tecon Santos, administrado pela Santos Brasil, receberá em breve dois portêineres e oito RTGs elétricos enviados da China a bordo do navio Zhen Hua 28. Fabricados pela chinesa ZPMC, os equipamentos integram o projeto de ampliação, modernização e descarbonização do terminal, que soma investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões.

Os novos portêineres chegam equipados com o sistema TPS (Truck Position System), tecnologia que orienta com precisão o posicionamento das carretas para embarque e descarga. O diferencial desta leva é a possibilidade de operação remota, permitindo que operadores deixem as cabines e atuem diretamente do centro de operações no prédio administrativo — modelo já em uso nos guindastes de pátio.

Com 50 metros de altura e 70 metros de lança, cada portêiner tem capacidade para movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés, somando até 100 toneladas.

RTGs elétricos ampliam frota sustentável

Os novos RTGs elétricos se juntam às oito unidades já em operação no terminal. Considerados de última geração, eles também permitem operação remota, iniciada de forma pioneira no Brasil no final de 2024.
Nos próximos anos, outros 30 RTGs elétricos substituirão equipamentos movidos a diesel, garantindo mais segurança, ergonomia e redução expressiva de poluentes.

A expectativa é que cada unidade elimine cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês, enquanto a substituição total da frota evitará a emissão de 713 toneladas mensais, reduzindo em 97% as emissões desses equipamentos no terminal.

Investimentos até 2031 reforçam plano climático

O programa de expansão do Tecon Santos começou em 2019 e prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos até 2031, sendo R$ 2 bilhões já aplicados. O projeto está alinhado ao Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que estabelece a meta de alcançar net zero até 2040.

Segundo Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários de Contêineres, a companhia trabalha para manter a competitividade do comércio exterior brasileiro por meio de tecnologia, produtividade e melhores condições laborais:
“Enquanto modernizamos nosso parque operacional, também aprimoramos o ambiente de trabalho, com treinamento rigoroso para que nossas equipes dominem essas novas máquinas”, afirma.

Os RTGs elétricos contam com 23 câmeras, scanners a laser, sensores e painéis com três telas, operados por joysticks e com possibilidade de trabalho em pé. Parte das funções já opera com nível assistido de automação, aumentando a precisão e a segurança.

Chegada dos equipamentos e início das operações

O navio Zhen Hua 28, que deixou a China no dia 15, deve atracar no Porto de Santos na primeira quinzena de janeiro. Os guindastes chegam montados no convés e serão descarregados diretamente para o cais por meio de trilhos.

As operações padrão estão previstas para começar em fevereiro. A operação remota, porém, depende de testes e treinamento das equipes e deve ser implementada gradualmente ao longo do ano, podendo levar até 12 meses.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santos Brasil

Ler Mais
Portos

Porto de Santos lidera exportação de carros no Brasil e supera recordes em 2025

O Porto de Santos consolidou sua posição como principal porta de saída dos automóveis brasileiros. Responsável por cerca de 55% das exportações de carros do País, o complexo divide sua operação entre o Ecoporto, na Margem Direita, e o terminal da Santos Brasil, na Margem Esquerda (Guarujá).

De acordo com dados da Autoridade Portuária de Santos (APS), obtidos via sistema Comex do MDIC, 108.657 veículos foram embarcados entre janeiro e setembro deste ano — um salto de 39% frente ao mesmo período de 2024. O volume já ultrapassa todo o acumulado do ano passado.

Em valor financeiro, o crescimento também impressiona: foram movimentados US$ 1,5 bilhão até setembro, avanço de 37% sobre 2024 e acima do total do ano anterior (US$ 1,3 bilhão).

Cadeia logística da Baixada Santista impulsionada

Para especialistas, o aumento das exportações fortalece toda a cadeia logística regional, que envolve terminais portuários, transportadoras, agentes de carga, seguradoras e empresas de serviços.

Segundo Lúcio Lage, diretor executivo da Process Log & Comex, cada embarque de automóveis ativa uma série de operações paralelas. “Cada navio carregado movimenta centenas de contêineres e serviços de logística, gerando liquidez e previsibilidade para o comércio exterior da região”, afirma.

Outros portos crescem, mas Santos segue dominante

Embora continue muito à frente de Paranaguá (PR), com 51.870 veículos exportados, e Suape (PE), com 28.099 unidades, Santos vê outros complexos portuários avançando com a diversificação logística das montadoras.

Rafael Cristelo, gerente geral da K Line no Brasil, destaca que o movimento comprova tanto a liderança de Santos quanto a expansão de terminais regionais. A empresa japonesa é líder no transporte marítimo de veículos no País.

Exportações brasileiras superam projeções

Dados da Anfavea mostram que o Brasil exportou 430,8 mil veículos até setembro, acima dos 398 mil do ano anterior e já superando a previsão inicial feita pela entidade.

A América Latina segue como principal destino. A Argentina concentra cerca de 50% das compras, seguida por México, Colômbia e Chile. Cristelo lembra que o mercado mexicano, segundo maior destino, enfrenta forte concorrência de veículos chineses, que já respondem por mais de 35% das vendas no país.

Terminal da Santos Brasil concentra operações

O Terminal Exportador de Veículos (TEV), operado pela Santos Brasil, responde por mais de 90% da movimentação de automóveis em Santos e cerca de 40% do total brasileiro. Com capacidade anual para 300 mil unidades, é o maior terminal do País.

Nos nove primeiros meses do ano, o TEV movimentou 194.468 veículos, alta de 35%. As exportações para Argentina, Colômbia, México e os embarques de veículos pesados para os Estados Unidos impulsionaram o desempenho.

A predominância das exportações se explica pela proximidade do terminal com o polo automotivo do ABC paulista e pelo custo tributário mais elevado para importações no Estado.

Ecoporto também registra avanço

O Ecoporto Santos, do Grupo EcoRodovias, movimentou 20.057 veículos entre janeiro e setembro — crescimento de 29% na comparação anual. Por ser um terminal multipropósito, sua capacidade destinada a automóveis varia conforme o perfil das cargas atendidas.

Setor exige mão de obra qualificada

A expansão das exportações abre espaço para empregos diretos e indiretos em logística. Etapas como vistoria, estufagem, conferência, documentação e seguros demandam equipes especializadas.

Lúcio Lage reforça que investir em qualificação técnica e em digitalização dos processos pode elevar ainda mais a competitividade regional. “Ambiente eficiente e previsível atrai investimentos e mantém operações em Santos”, diz.

Desafios para manter competitividade

Apesar da liderança, o Porto de Santos enfrenta gargalos logísticos, como acessos viários saturados, burocracia e custos elevados. Enquanto isso, portos de outros estados avançam com investimentos em automação e incentivos fiscais.

Lage aponta que obras estruturantes — como o túnel imerso Santos–Guarujá, melhorias ferroviárias e integração digital entre órgãos federais — são essenciais para preservar a vantagem competitiva do porto.

“A cooperação entre setor público, operadores privados e empresas é crucial para que Santos continue como o principal hub de exportação do País”, conclui.

FONTE: Datamar News/A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Impactos do leilão do Tecon Santos 10 no agronegócio dominam debate na Câmara

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (25) uma audiência pública para analisar como o leilão do Terminal de Contêineres de Santos — o Tecon Santos 10 — pode influenciar o agronegócio brasileiro. A reunião está marcada para as 14h, em plenário ainda a ser definido.

Veja quem foi convidado

O debate foi solicitado pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), que pretende esclarecer de que forma o modelo proposto para o leilão pode impactar a concorrência, a logística portuária e a competitividade dos produtos agrícolas que dependem do Porto de Santos para chegar ao mercado internacional.

Projeções de crescimento e riscos regulatórios

Segundo o parlamentar, o leilão é considerado um dos maiores projetos portuários do País, com capacidade de ampliar expressivamente o volume de movimentação de contêineres. No entanto, ele chama atenção para as restrições impostas pela Antaq à participação de empresas já atuantes no porto — medidas que, segundo ele, podem reduzir a competição e afetar o resultado do certame.

Porto de Santos como eixo estratégico do escoamento

Vieira de Melo lembra que o Porto de Santos movimentou 5,4 milhões de TEUs em 2024, avanço próximo de 15% em comparação ao ano anterior. As projeções apontam para saturação da capacidade já a partir de 2028, o que intensifica a preocupação do setor. Produtos como café, açúcar e algodão têm no porto sua principal rota de saída. Para o deputado, qualquer entrave concorrencial ou atraso no leilão pode elevar custos, reduzir eficiência logística e prejudicar a competitividade internacional do agronegócio brasileiro.

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Botelho/MInfra

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook