Portos

Wilson Sons amplia frota com novo rebocador de alta potência no Porto de Santos

A Wilson Sons anunciou o lançamento do rebocador WS Capella, nova embarcação que passará a operar no Porto de Santos, em São Paulo. O equipamento foi apresentado no estaleiro da companhia, localizado no Guarujá, e integra a estratégia de modernização e expansão da frota da empresa, referência em logística portuária e marítima no Brasil.

O WS Capella é o segundo de uma série de três rebocadores de alta potência desenvolvidos pela companhia. A madrinha da embarcação será Flávia Carvalho, diretora-executiva da Agência Marítima da Wilson Sons.

Novo rebocador reforça operações portuárias em Santos

Construído no estaleiro da própria empresa, o WS Capella pertence à classe ASD 2312, mesma categoria do rebocador WS Halcyon, lançado no início deste ano. A embarcação possui 23 metros de comprimento, 12 metros de boca e sistema de propulsão azimutal, tecnologia que amplia a capacidade de manobra durante operações portuárias.

Com tração estática de 70 toneladas, o novo rebocador foi projetado para auxiliar navios de grande porte em procedimentos de atracação e desatracação no maior complexo portuário da América Latina.

Além da potência, o projeto aposta em eficiência energética. Segundo a empresa, o design moderno contribui para a redução no consumo de combustível e, consequentemente, para a diminuição das emissões atmosféricas.

Embarcação possui sistema avançado de combate a incêndio

Outro destaque do WS Capella é o sistema FiFi 1 de combate a incêndios, capaz de lançar até 2,4 milhões de litros de água por hora. A tecnologia amplia a segurança das operações marítimas e reforça a capacidade de resposta em situações emergenciais.

Atualmente, a frota da Wilson Sons soma 83 embarcações distribuídas ao longo da costa brasileira. O investimento em novos rebocadores faz parte da estratégia da companhia para fortalecer a infraestrutura portuária, aumentar a eficiência logística e ampliar a segurança operacional.

Wilson Sons prevê nova entrega ainda este ano

De acordo com Márcio Castro, diretor-executivo da divisão de Rebocadores da empresa, o WS Capella chega para atender à crescente demanda de navios de grande porte que operam nos portos brasileiros.

Já Adalberto Souza, diretor-executivo do estaleiro da companhia, destacou os investimentos em tecnologia e na qualificação profissional para garantir excelência na construção naval.

A Wilson Sons também confirmou que um terceiro rebocador da classe ASD 2312 está em construção no estaleiro do Guarujá, com entrega prevista para o terceiro trimestre deste ano. Com a nova série, o estaleiro alcançará a marca de 156 embarcações construídas ao longo de mais de oito décadas de atuação.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Trafico

Porto de Santos: operação apreende mais de 340 kg de cocaína escondidos em casco de navio

Uma ação conjunta entre Polícia Federal, Receita Federal e Marinha do Brasil resultou na apreensão de 341,75 quilos de cocaína escondidos no casco do navio mercante “Green K-Max 1”, atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. A embarcação tinha como destino final a Polônia, na Europa.

A operação ocorreu no último domingo (10) e contou com a atuação de mergulhadores especializados da Marinha e da Polícia Federal para localizar e remover a droga.

Cocaína estava escondida em compartimento submerso do navio

Segundo as autoridades, o entorpecente foi encontrado em uma estrutura conhecida como sea chest, compartimento utilizado para a circulação de água do mar no sistema de refrigeração da embarcação.

O acesso ao local exigiu técnicas específicas de mergulho e segurança, já que a operação ocorreu abaixo da linha d’água, considerada uma das áreas mais complexas para inspeção em navios cargueiros.

Inteligência identificou suspeita no Porto de Santos

De acordo com a Receita Federal, a embarcação passou a ser monitorada após trabalho de inteligência e análise de risco realizado no Porto de Santos, apontado como uma das principais rotas utilizadas por organizações criminosas para o envio de drogas ao exterior.

Após a retirada da carga ilícita, a cocaína foi encaminhada para perícia, enquanto a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal.

Integração entre órgãos fortalece combate ao tráfico internacional

O comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Sul Sudeste (ComGptPatNavSSE), Capitão de Fragata Igor Alves, destacou a importância das operações integradas no combate ao tráfico internacional de drogas.

Segundo ele, a atuação conjunta entre os órgãos federais amplia a capacidade de fiscalização, inteligência e resposta operacional, dificultando a ação de grupos criminosos que utilizam navios mercantes para transportar entorpecentes.

O comandante também ressaltou que o emprego de mergulhadores especializados permite inspeções em áreas submersas das embarcações, aumentando a eficiência das apreensões em portos estratégicos do país.

Porto de Santos é considerado rota estratégica do tráfico

Maior complexo portuário do Hemisfério Sul, o Porto de Santos concentra grande parte da movimentação de cargas do Brasil e, por isso, é frequentemente alvo de operações contra o narcotráfico internacional.

Nos últimos anos, as autoridades intensificaram ações de monitoramento e fiscalização na região para combater o envio de drogas escondidas em contêineres e estruturas de navios.

FONTE: Agência Marinha de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

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Portos

Portos brasileiros aceleram projetos de eletrificação e energia limpa para reduzir emissões

Os portos brasileiros vêm ampliando investimentos em eletrificação, uso de energia renovável e adoção de combustíveis limpos como parte da estratégia de descarbonização do setor. O avanço ocorre em um segmento responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil e que, globalmente, representa cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa ligadas à energia no transporte marítimo.

Setor portuário busca reduzir impacto ambiental

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do transporte marítimo podem alcançar até 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Além das emissões geradas pelos navios, os complexos portuários brasileiros enfrentam desafios relacionados ao intenso fluxo de caminhões, trens e limitações da infraestrutura terrestre, fatores que aumentam a pressão ambiental sobre o setor.

Diante desse cenário, o governo federal passou a fortalecer a Política de Sustentabilidade para o Transporte, lançada em 2025. A iniciativa estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os segmentos portuário, aeroportuário e hidroviário.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o objetivo é ampliar ações sustentáveis com planejamento técnico e integração institucional.

Porto de Santos já utiliza energia elétrica para embarcações

Entre os principais exemplos em operação está o Porto de Santos, em São Paulo, que desde 2024 utiliza o sistema Onshore Power Supply (OPS) para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados. O abastecimento é realizado com energia proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga.

A medida reduz o consumo de combustíveis fósseis durante as operações portuárias e diminui a emissão de poluentes na região.

Paranaguá, Suape e Pecém ampliam projetos sustentáveis

No Porto de Paranaguá, no Paraná, investimentos em ferrovia e sistemas de geração fotovoltaica vêm sendo utilizados para aumentar a eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, trabalha na implantação de um terminal de contêineres totalmente eletrificado, com previsão de conclusão até o fim deste ano.

Enquanto isso, os portos de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, avançam em projetos ligados à produção e exportação de hidrogênio verde, amônia verde e corredores logísticos voltados a combustíveis de baixo carbono a partir de 2030.

Governo amplia monitoramento ambiental no setor marítimo

Na área regulatória, o MPor coordena atualmente o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A.

O indicador reúne 39 métricas divididas em quatro dimensões para monitorar o desempenho ambiental das embarcações que operam nos portos brasileiros.

Transição energética deve transformar infraestrutura portuária

De acordo com o ministério, a combinação entre políticas públicas, monitoramento ambiental e modernização da infraestrutura será fundamental para impulsionar a transição energética do setor portuário nos próximos anos.

A estratégia também busca alinhar os portos brasileiros aos compromissos climáticos assumidos pelo país e às novas exigências ambientais do comércio internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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Tecnologia

Cooxupé investe em logística digital para fortalecer exportações de café brasileiro

A Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do Brasil, iniciou um processo de transformação tecnológica para otimizar sua operação logística e reduzir impactos causados por crises globais nas cadeias de suprimentos. A estratégia inclui a adoção de um sistema digital desenvolvido pela Flowls para integrar e monitorar embarques internacionais em tempo real.

A medida busca eliminar processos manuais e a dependência de planilhas, considerados gargalos históricos no setor de exportação de café.

Cooperativa quer reduzir custos e ampliar previsibilidade

Com mais de 20 mil cooperados e presença comercial em cerca de 50 países, a Cooxupé movimenta anualmente mais de 5 milhões de sacas de café. O volume coloca a cooperativa em posição comparável à produção anual de alguns países exportadores.

Apesar da escala, a operação enfrentava desafios relacionados à comunicação entre sistemas internos, transportadoras, terminais portuários e armadores.

Segundo a cooperativa, a digitalização da cadeia logística permitirá maior previsibilidade nos embarques, redução de atrasos e mais eficiência operacional.

Porto de Santos concentra principais gargalos

A logística do café brasileiro para exportação depende fortemente do Porto de Santos, responsável por cerca de 80% do escoamento do produto.

O setor convive há anos com problemas ligados ao tempo de espera, falta de integração de dados e dificuldades de acompanhamento em tempo real das cargas.

Com a nova plataforma, a Cooxupé pretende reduzir a chamada “assimetria de informação”, situação em que falhas ou atrasos na atualização de dados acabam gerando custos extras, multas e problemas contratuais.

“A logística é uma das bases da nossa expansão. Controle e previsibilidade são essenciais para manter a excelência operacional”, afirmou Deivison Ricciardi.

Integração tecnológica melhora gestão de embarques

O sistema implantado conecta diretamente o ERP da cooperativa às informações de terminais portuários e armadores marítimos.

Na prática, a ferramenta permite identificar possíveis atrasos com antecedência e automatizar o gerenciamento de exceções na operação logística.

Entre os principais impactos apontados pela empresa estão:

  • Automatização de alertas sobre status de navios;
  • Redução de lead time no transporte rodoviário e aduaneiro;
  • Integração digital entre despachantes, agentes e operadores logísticos;
  • Centralização das informações em um único fluxo operacional.

Para Anna Valle, a iniciativa representa um avanço importante para o mercado de commodities agrícolas.

“Transformar dados logísticos em inteligência operacional reduz custos e aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado internacional”, destacou.

Digitalização acompanha exigências do mercado global

A modernização logística ocorre em um momento em que compradores internacionais ampliam a cobrança por rastreabilidade, eficiência operacional e sustentabilidade nas cadeias de fornecimento.

Ao otimizar rotas, reduzir tempos de espera e melhorar o controle dos embarques, a Cooxupé busca alinhar sua operação às novas exigências do comércio global de commodities.

A expectativa do setor é que investimentos em tecnologia logística se tornem cada vez mais estratégicos para manter a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Portos

Leilão do Tecon Santos 10 terá outorga bilionária e regras mais flexíveis para armadores

A Casa Civil encaminhou novas diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, futuro superterminal de contêineres do Porto de Santos (SP), considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do país.

Em nota técnica elaborada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo orienta o Ministério de Portos e Aeroportos a flexibilizar as regras de participação no certame e elevar o valor mínimo de outorga de R$ 500 milhões para R$ 1,044 bilhão.

O documento também libera a participação de armadores internacionais no processo de concessão, tema que vinha gerando forte debate entre empresas do setor e órgãos reguladores.

Armadores poderão disputar o terminal

A nova modelagem abre espaço para grupos de navegação marítima, como MSC, Maersk e Cosco, participarem da disputa pelo superterminal de Santos.

A medida altera o entendimento anterior que buscava restringir a presença de armadores para evitar a chamada verticalização das operações — situação em que uma mesma empresa controla tanto o transporte marítimo quanto a operação portuária.

Segundo a nota técnica do PPI, não foram identificados impedimentos concorrenciais ou regulatórios suficientes para barrar a entrada dessas companhias no leilão.

O texto afirma ainda que limitar a participação dos armadores poderia gerar ineficiências produtivas, econômicas e sociais para o setor portuário.

Operadoras atuais também poderão entrar na disputa

Outra mudança relevante envolve as empresas que já atuam no Porto de Santos. Pela nova orientação, operadoras atuais poderão participar diretamente do leilão do Tecon Santos 10.

No entanto, caso vençam a disputa, precisarão formalizar a venda definitiva de suas participações em outros terminais de contêineres localizados no porto antes da assinatura do novo contrato.

A proposta busca reduzir riscos concorrenciais e evitar concentração excessiva no mercado portuário.

Segundo o documento, caso a venda dos ativos não seja concluída, o governo poderá convocar o segundo colocado do leilão sem prejuízos ao processo.

Projeto prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos

O Tecon Santos 10 é tratado como estratégico para ampliar a capacidade logística do maior porto da América Latina.

O terminal deve receber investimentos superiores a R$ 6 bilhões e tem potencial para aumentar em cerca de 50% a movimentação de contêineres no Porto de Santos, que atualmente opera próximo do limite de capacidade.

A expectativa do governo é que o novo terminal ajude a reduzir custos logísticos e aumente a eficiência das operações portuárias brasileiras.

Cronograma do leilão sofreu atrasos

Inicialmente previsto para ocorrer no fim de 2025, o leilão acabou sendo adiado em meio às divergências entre empresas interessadas e discussões sobre o modelo regulatório.

Agora, o cenário mais otimista aponta para a realização do certame no segundo semestre de 2026, embora ainda exista a possibilidade de o processo ficar para 2027.

Empresas como ICTSI e JBS defendiam um modelo mais restritivo, com etapas separadas para entrada de novos operadores e atuais participantes do mercado.

Governo defende maior concorrência no certame

Na nota técnica, o PPI afirma que o governo federal não pretende favorecer novos participantes em detrimento das empresas já estabelecidas no setor.

O entendimento da Casa Civil é de que uma concorrência mais ampla pode aumentar as chances de selecionar operadores mais eficientes e competitivos para administrar o terminal.

O documento destaca ainda que o aumento da disputa tende a beneficiar a cadeia logística nacional, reduzindo custos e ampliando a capacidade operacional do comércio exterior brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Portos

Tecon Santos recebe guindastes elétricos da China em investimento de R$ 300 milhões

O navio Zhen Hua 28 atracou no Brasil trazendo ao Tecon Santos um carregamento estratégico para a modernização do terminal portuário. Vindos da China, os equipamentos incluem dois portêineres e oito guindastes elétricos RTGs, todos desmontados para transporte marítimo.

A operação faz parte de um pacote de investimentos de R$ 300 milhões realizado pela Santos Brasil, dentro de um amplo projeto de expansão, automação e descarbonização das atividades no porto.

A embarcação deixou a China em novembro de 2025 e concluiu o desembarque no litoral paulista em janeiro de 2026, utilizando trilhos conectados entre o navio e o cais para descarregar as estruturas.

Novos guindastes ampliam capacidade operacional do terminal

Os dois novos portêineres recebidos pelo terminal foram projetados para aumentar a produtividade das operações de carga e descarga no cais.

Cada equipamento possui cerca de 50 metros de altura e alcance operacional de até 70 metros. Além disso, os guindastes conseguem movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés carregados, suportando até 100 toneladas por operação.

Segundo a empresa, os novos equipamentos representam não apenas renovação da frota, mas também uma ampliação efetiva da capacidade operacional do terminal portuário.

Operação remota será implantada gradualmente

A Santos Brasil informou que a operação convencional dos novos equipamentos deve começar em fevereiro. Já a implementação da operação remota de guindastes ocorrerá de forma progressiva.

O processo inclui testes técnicos, integração de sistemas e treinamento das equipes responsáveis pela operação à distância. A expectativa é que a transição completa para o modelo remoto leve até um ano.

Com isso, o terminal avança no processo de automação e digitalização das atividades portuárias.

Tecnologia promete mais segurança e produtividade

Os novos portêineres contam com o sistema Truck Position System (TPS), tecnologia que permite o alinhamento preciso das carretas durante os procedimentos de embarque e desembarque de contêineres.

A empresa acredita que a inovação deve elevar os níveis de segurança operacional e aumentar a eficiência logística do cais.

Além disso, os equipamentos já foram preparados para funcionamento integrado ao centro de controle remoto do terminal, alinhando o Tecon Santos às tendências globais de automação portuária.

RTGs elétricos devem reduzir emissões em até 97%

Os oito novos RTGs elétricos passam a integrar a frota sustentável do terminal, que já operava outras oito unidades movidas a eletricidade.

A meta da Santos Brasil é acelerar a substituição dos modelos movidos a diesel. A empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos nos próximos anos.

De acordo com a companhia, cada equipamento elétrico evita a emissão de aproximadamente 20 toneladas de CO₂ por mês. Quando toda a frota antiga for substituída, a expectativa é alcançar uma redução mensal de 713 toneladas de dióxido de carbono, equivalente a uma queda de 97% nas emissões dessa etapa operacional.

Modernização do Tecon Santos prevê R$ 3 bilhões até 2031

A chegada dos equipamentos integra um projeto iniciado em 2019 para ampliação e modernização do Tecon Santos, considerado um dos principais terminais portuários do país.

O plano prevê investimentos totais de cerca de R$ 3 bilhões até 2031. Segundo a empresa, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados.

Os aportes também fazem parte do Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece como meta atingir operações net zero até 2040.

Automação e sustentabilidade redefinem setor portuário

A operação envolvendo o navio vindo da China chama atenção pelo porte dos equipamentos, pelo volume do investimento e pelo impacto tecnológico e ambiental previsto para o terminal.

Mais do que ampliar a infraestrutura física, o projeto busca combinar automação portuária, eficiência logística e redução de emissões em uma única estratégia de longo prazo.

Com a chegada dos novos portêineres e RTGs elétricos, o Tecon Santos reforça sua aposta em um modelo operacional mais conectado, inteligente e menos dependente de combustíveis fósseis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Túnel Santos-Guarujá promete revolucionar mobilidade e logística no maior porto do Brasil

A construção do Túnel Santos-Guarujá começa a transformar uma das travessias mais desafiadoras da Baixada Santista em um novo eixo de mobilidade urbana e logística portuária. Hoje, motoristas e caminhoneiros enfrentam longos congestionamentos e dependem de balsas para cruzar os cerca de 400 metros que separam as duas cidades.

Diariamente, aproximadamente 20 mil caminhões circulam pelo Porto de Santos, principal complexo portuário da América Latina. Desse total, cerca de 5 mil precisam acessar a margem oposta, percorrendo trajetos que podem chegar a 45 quilômetros — um percurso que gera atrasos, custos elevados e impacto ambiental significativo.

Impactos econômicos e ambientais da travessia atual

Além do tempo perdido, a operação atual contribui para a emissão de cerca de 70 mil toneladas de dióxido de carbono por ano. A travessia por balsas também é utilizada por milhares de pedestres e ciclistas, o que amplia a complexidade do fluxo diário.

A nova ligação fixa surge como solução para esses gargalos, reduzindo a dependência das embarcações e aumentando a eficiência logística do porto, responsável por conectar o Brasil a mais de 600 destinos internacionais.

Obra estratégica do PAC

Considerado o maior projeto do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o túnel contará com investimento de R$ 6,8 bilhões. A estrutura terá 1,5 quilômetro de extensão, sendo 870 metros submersos sob o canal portuário.

Com a conclusão, prevista para o fim de 2030, o tempo de travessia deve cair para cerca de dois minutos — um contraste com as horas enfrentadas atualmente em filas e congestionamentos.

Ganhos para trabalhadores e economia local

A redução no tempo de deslocamento deve impactar diretamente a rotina de trabalhadores, especialmente caminhoneiros, que dependem da travessia para realizar suas atividades. Com maior fluidez, será possível aumentar o número de viagens diárias, elevando a produtividade e a renda.

O projeto também deve melhorar a qualidade de vida, ao reduzir o estresse e permitir mais tempo com a família — um fator frequentemente apontado por profissionais do transporte rodoviário.

Estrutura moderna e integração de modais

O Túnel Santos-Guarujá será equipado com seis faixas de tráfego, além de ciclovia e passagem para pedestres. O projeto inclui ainda espaço reservado para futura implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ampliando a integração entre modais.

Sistemas de monitoramento em tempo real, controle inteligente de tráfego e dispositivos de segurança também fazem parte da estrutura, garantindo maior eficiência operacional.

Novo modelo de infraestrutura no Brasil

Mais do que uma obra de engenharia, o túnel representa um avanço na forma de planejar a infraestrutura de transporte no país. A iniciativa combina ganhos logísticos, redução de emissões e melhoria na mobilidade regional.

Ao conectar de forma definitiva Santos e Guarujá, o projeto tende a impulsionar a competitividade do porto e transformar a dinâmica econômica da região, beneficiando trabalhadores, empresas e turistas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Trafico

Apreensão de cocaína em Portugal: cooperação internacional intercepta 1 tonelada da droga

Uma operação integrada entre a Receita Federal do Brasil e a Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal resultou na apreensão de aproximadamente uma tonelada de cocaína em Portugal durante o mês de abril. A ação evidencia o avanço da cooperação aduaneira internacional no enfrentamento ao crime organizado.

Primeira apreensão ocorreu no Porto de Santos

O caso teve início em 4 de fevereiro, quando a Receita Federal localizou 240 quilos de cocaína no Porto de Santos. A droga estava escondida em um carregamento de 20 toneladas de óleo de soja, armazenado em latas de 18 litros.

O contêiner tinha como destino final Portugal, mas faria escala no Porto de Tanger Med, no Marrocos — rota frequentemente monitorada em operações de combate ao narcotráfico.

Análise de risco foi decisiva para identificar a carga

A identificação da irregularidade ocorreu por meio de técnicas avançadas de gestão de risco aduaneiro. Imagens de escâner revelaram inconsistências na densidade e na disposição da carga, incompatíveis com o produto declarado.

Além disso, a Receita Federal analisou perfis comerciais, logísticos e financeiros dos envolvidos na operação. A combinação desses fatores indicou desvios relevantes, justificando uma inspeção detalhada que confirmou a presença do entorpecente.

Alerta internacional permitiu nova apreensão

Com base nas evidências coletadas, as autoridades brasileiras acionaram a Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal por meio de canais de inteligência.

O alerta indicava que até dez contêineres vinculados à mesma operação poderiam estar contaminados com drogas. A informação permitiu que os agentes portugueses realizassem uma fiscalização direcionada.

No dia 23 de abril, durante a inspeção de contêineres com carga de açúcar provenientes da América do Sul, foi apreendida cerca de uma tonelada de cocaína, além da prisão de três suspeitos.

Integração entre países amplia eficácia das operações

O intercâmbio de dados entre aduanas é considerado essencial para combater o tráfico transnacional de drogas. A troca de informações em tempo real possibilita ações mais rápidas e precisas, aumentando as chances de interceptação de cargas ilícitas.

Cooperação internacional é estratégia consolidada

A operação reforça o histórico de colaboração da Receita Federal com autoridades estrangeiras. Parcerias desse tipo são frequentemente fortalecidas por meio de treinamentos, eventos e acordos internacionais.

Esse modelo de atuação conjunta tem contribuído para apreensões relevantes no Brasil e no exterior, elevando a eficiência no combate a crimes aduaneiros e respeitando as legislações de cada país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Marinha aprova retirada do navio histórico Prof. W. Besnard no Porto de Santos

A Marinha do Brasil aprovou o plano para retirada do navio histórico Prof. W. Besnard, que sofreu avaria e ficou imobilizado no Porto de Santos em 13 de março de 2026. A proposta foi apresentada pela empresa contratada emergencialmente pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e validada pelo 8º Distrito Naval.

Estratégia prevê recuperação da flutuabilidade

O plano de salvamento marítimo prevê a recuperação gradual da flutuabilidade da embarcação. Para isso, serão realizados procedimentos como drenagem interna e intervenções estruturais. Após estabilizado, o navio será encaminhado a um estaleiro, onde passará por análise técnica para verificar a viabilidade de uma eventual restauração.

Operação inclui mergulhadores e reparos no casco

As ações de recuperação começaram em 31 de março e envolvem inspeções detalhadas feitas por mergulhadores, além de limpeza e vedação do casco. Desde o incidente, o caso é tratado como prioridade, com foco na segurança da navegação e na proteção ambiental da região portuária.

Responsabilidade emergencial da autoridade portuária

Apesar de pertencer ao Instituto do Mar, instituição que recebeu o navio após anos de uso em pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), a Autoridade Portuária de Santos assumiu a coordenação das ações devido à situação emergencial.

Símbolo da oceanografia brasileira

O Prof. W. Besnard é considerado um marco da oceanografia brasileira. A embarcação teve papel relevante na primeira expedição do Brasil à Antártida e acumulou dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portos

Porto de Santos bate recorde histórico de movimentação de cargas

O Porto de Santos voltou a registrar números expressivos e alcançou um novo marco na movimentação de cargas. Em março, foram movimentadas 16,9 milhões de toneladas, o melhor resultado já registrado para o mês e a segunda maior marca mensal da história do terminal.

No acumulado de 2026, o volume chegou a 42,8 milhões de toneladas, configurando também um recorde histórico para o período. O desempenho do primeiro trimestre já supera todo o volume movimentado em 1999 e se aproxima do melhor resultado anual do século XX, evidenciando o crescimento acelerado da principal estrutura portuária do hemisfério sul.

Movimentação de contêineres cresce no trimestre

A movimentação de contêineres também apresentou avanço. Em março, o porto operou 485 mil TEUs — unidade padrão para contêineres —, alta de 5,4% na comparação anual e recorde para o mês.

No acumulado do trimestre, o total chegou a 1,4 milhão de TEUs, crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a expansão contínua das operações.

Alta nos granéis líquidos impulsiona resultado

O segmento de granéis líquidos foi um dos destaques do período. Nos três primeiros meses do ano, foram movimentadas 5 milhões de toneladas, avanço de 11,6% frente ao mesmo intervalo do ano passado — o melhor resultado já registrado para um primeiro trimestre.

Somente em março, o volume atingiu 1,8 milhão de toneladas. O crescimento foi puxado principalmente pelo aumento nos embarques de gasolina, óleo combustível, diesel e gasóleo, com altas significativas nas operações.

Granéis sólidos mantêm desempenho positivo

Já os granéis sólidos somaram 20,5 milhões de toneladas no trimestre, representando crescimento de 5,2% na comparação anual. Em março, foram movimentadas 8,8 milhões de toneladas, leve recuo de 0,3%.

Entre os produtos com melhor desempenho, destacam-se o açúcar e o farelo de soja a granel, ambos com aumento nas exportações.

Porto de Santos amplia relevância no comércio exterior

A importância do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro segue em alta. Nos três primeiros meses de 2026, o terminal respondeu por 28% da corrente comercial do país.

A China manteve a posição de principal parceiro comercial, representando cerca de 30,7% das operações que passaram pelo porto, com movimentação de US$ 12,98 bilhões. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com volume significativamente menor.

O estado de São Paulo lidera as transações, com participação de 51,9% e movimentação de US$ 21,84 bilhões no período.

Perspectivas de crescimento e investimentos

De acordo com a Autoridade Portuária de Santos, os resultados refletem a eficiência operacional e o trabalho conjunto da comunidade portuária. A expectativa é de continuidade no crescimento, com investimentos voltados à modernização e ampliação da capacidade para as próximas décadas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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