Logística

Brasil amplia em 279 km sua hidrovia navegável

Com R$ 30 bilhões previstos até 2026, MPor aposta no transporte hidroviário como alternativa eficiente para o escoamento de cargas

Em dois anos, o Brasil ampliou em 279 quilômetros a extensão total de suas vias hidroviárias economicamente navegáveis. O número passou de 20,1 mil quilômetros, em 2022, para 20,4 mil quilômetros, em 2024, um crescimento de 1,39%. Os dados fazem parte do Estudo de Vias Aquaviárias Interiores Economicamente Navegáveis (VEN), produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a cada dois anos, e aprovado na última Reunião Ordinária de Diretoria (ROD).

Entre 2023 e 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) prevê R$ 30 bilhões em investimentos em concessões no setor portuário e hidroviário, fortalecendo a infraestrutura logística nacional e ampliando a participação do transporte aquaviário na economia brasileira. “Os investimentos em infraestrutura hidroviária são fundamentais para tornar o transporte mais eficiente, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade, fortalecendo toda a cadeia econômica e produtiva do país”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O levantamento da Antaq sobre a matriz de transporte hidroviário de cargas e passageiros, com base em dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), traz um panorama detalhado por região hidrográfica, confirmando o protagonismo do Norte, que apresentou o maior crescimento da malha, com 3,56% de acréscimo.

Com a atualização a proporção entre a malha hidroviária economicamente navegável (20,4 mil km) e a prevista no Plano Nacional de Viação (PNV), de 41,7 mil km, passou para quase 49%, revelando o grande potencial ainda a ser explorado. Estudos apontam que o Brasil possui mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis, enquanto apenas cerca de 20 mil quilômetros estão em uso.

O modal é considerado um dos mais sustentáveis, pois emite até cinco vezes menos poluentes que o transporte rodoviário e 1,5 vez menos carbono que o ferroviário. Além de reduzir custos de operação e implementação, as hidrovias também aumentam a segurança logística, com menor índice de acidentes e roubos de carga.

A expectativa é de que, com a expansão das concessões, a movimentação de cargas alcance entre 25 e 30 milhões de toneladas por ano até 2030. O transporte hidroviário tem se mostrado uma alternativa competitiva e ambientalmente vantajosa para o escoamento de grãos, minérios e outros produtos destinados à exportação.

Hidrovia do Paraguai

O Plano Geral de Outorgas (PGO 2023), elaborado pela Antaq e aprovado pelo MPor, definiu seis hidrovias como prioritárias para concessão: rios Madeira, Tapajós, Tocantins e Paraguai, além de Barra Norte (Hidrovia Verde) e Lagoa Mirim (RS).

A Hidrovia do Paraguai será a primeira a ter edital publicado, previsto para o primeiro semestre de 2026. Com cerca de 600 quilômetros de extensão em território brasileiro, a hidrovia é estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste. A concessão compreende o Tramo Sul, o Canal do Tamengo e as infraestruturas associadas, abrangendo o trecho entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa.

Com a futura concessão, o espaço contará com calado operacional de 3 metros em períodos de cheia e de 2 metros na estiagem, garantindo trafegabilidade durante a maior parte do ano. A próxima etapa será a consolidação dos estudos finais, que serão submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). Após a aprovação do órgão de controle, o edital será publicado e o leilão poderá ser realizado.

FONTE: Modais em Foco
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itaguaí no Rio de Janeiro ganha 13º terminal alfandegado

Alfândega da Receita Federal tem papel decisivo no alfandegamento da KPS, importante para segurança energética e desenvolvimento regional.

A Superintendência da 7ª Região Fiscal do Rio de Janeiro, por meio do Ato Declaratório Executivo SRRF07 nº 7, de 17 de setembro de 2025, alfandegou a instalação flutuante de armazenamento e regaseificação de gás natural (FSRU) Karmol Asia, operada pela Karpowership Brasil Energia Ltda (KPS), contribuindo para o Porto de Itaguaí atingir um novo marco em sua trajetória de desenvolvimento logístico e energético.

Com isso, a Alfândega do Porto de Itaguaí (ALF/IGI) passa a contar com seu 13º terminal alfandegado, consolidando-se como um dos mais estratégicos hubs logísticos do País. A ALF/IGI teve papel central na viabilização do processo de alfandegamento, assegurando o cumprimento de todas as exigências legais e operacionais para permitir o início das operações aduaneiras do terminal da KPS sob sua jurisdição – agora apto a importar gás natural liquefeito (GNL) pela Unidade, para posterior armazenamento e regaseificação.

A operação, baseada no conceito LNG-to-Power, transforma o GNL, importado em estado líquido a -160ºC, em gás natural pronto para geração de energia. O gás é armazenado no navio FSRU e, quando acionado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), alimenta quatro usinas termoelétricas flutuantes (Powerships) capazes de gerar até 560 MW de energia, abastecendo o sistema interligado nacional por meio da infraestrutura de Furnas.

Essa energia tem papel crucial nos períodos de baixa nos reservatórios hidrelétricos, com a KPS sendo reconhecida como a usina que mais rapidamente atende à demanda do ONS, geralmente no fim da tarde, momento de pico no consumo de eletricidade e de diminuição da geração solar.

Segundo o delegado da ALF/IGI, auditor-fiscal José Antônio da Veiga Calado Filho, o alfandegamento da unidade representa um ganho importante de eficiência para o país: “Com a instalação alfandegada, o desembaraço do GNL ocorre de forma mais célere, reduzindo custos operacionais e aumentando a previsibilidade e a segurança no abastecimento energético”, destacou um dos auditores-fiscais responsáveis pelo processo.

O projeto da KPS não só representa um dos maiores investimentos estrangeiros recentes no setor energético brasileiro, como também é o maior investimento bilateral de um grupo turco no Brasil, gerando empregos qualificados e impactando positivamente a economia do estado, especialmente em Itaguaí.

Além da operação com GNL, a empresa investiu também em energia solar no município, reafirmando seu compromisso com fontes limpas e sustentáveis. Toda a operação é acompanhada por monitoramento ambiental constante, assegurando que não haja contaminação do ar ou da Baía de Sepetiba, um dos ecossistemas mais sensíveis do estado do Rio de Janeiro.

A Receita Federal, por meio da Alfândega de Itaguaí, mostra-se preparada para os desafios impostos por inovações tecnológicas, atuando para conciliar a celeridade dos processos com a segurança e a legalidade nas operações de comércio exterior.

O novo terminal reforça não apenas a importância estratégica do Porto de Itaguaí para a matriz energética nacional, mas também o papel essencial da Receita Federal como facilitadora do desenvolvimento econômico e sustentável do país.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Portos

Porto de Itajaí terá edital definitivo de arrendamento lançado em breve

O Porto de Itajaí deve passar por uma transformação significativa nos próximos meses. Está previsto o lançamento do edital de arrendamento definitivo, que irá definir os rumos da gestão e da operação do terminal.

Atração de investimentos e expansão da capacidade

Com o novo modelo, a expectativa é atrair investidores privados, ampliando a capacidade de movimentação de cargas e garantindo maior eficiência nas operações. A medida também busca fortalecer a competitividade do porto, consolidando Itajaí como peça estratégica no comércio exterior.

Impacto para a economia regional

O arrendamento definitivo promete impulsionar o setor logístico e favorecer o desenvolvimento econômico do Vale do Itajaí, região que tem no porto um de seus principais motores de crescimento.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Oquerlina Costa é a nova presidente do Porto do Itaqui e marca liderança feminina inédita

Primeira mulher a comandar o porto público maranhense assume com foco em sustentabilidade e inovação

O Porto do Itaqui, considerado um dos principais hubs logísticos do Brasil, vive um marco histórico. Após indicação do governador Carlos Brandão, o Conselho de Administração (Consad) aprovou a nomeação de Oquerlina Costa para a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do terminal.

No dia 7, a nova presidente foi recebida pela diretoria da Emap na sede da empresa, tornando-se oficialmente a primeira mulher efetivada no mais alto cargo de gestão do Porto do Itaqui.

Trajetória e liderança feminina no setor portuário

A escolha de Oquerlina Costa reforça o avanço da liderança feminina na gestão portuária. Ela sucede Isa Mary Pinheiro Mendonça, diretora de Administração e Finanças, que ocupava interinamente a presidência nos últimos meses.

Com carreira consolidada no setor público, Oquerlina já atuou como secretária-adjunta de Recursos Ambientais da Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e participou de projetos ligados à logística e sustentabilidade, áreas estratégicas para o desenvolvimento do setor portuário.

Desafios de gênero no setor aquaviário

A nomeação tem ainda maior relevância diante do cenário nacional. Segundo a 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, divulgada pela ANTAQ em parceria com a Wista Brazil, as mulheres representam apenas 17,8% da força de trabalho nos portos.

Nos cargos de liderança, a presença feminina cai para 15%, e em funções operacionais, atinge apenas 10%. O ingresso de Oquerlina Costa na presidência do Itaqui simboliza um avanço na inclusão e diversidade em um setor historicamente masculino.

Porto do Itaqui: recordes e papel estratégico

O Porto do Itaqui é um ativo estratégico para o Maranhão e para o Brasil. Integrante do maior complexo portuário da América Latina, é reconhecido como o principal porto do Arco-Norte, essencial no escoamento de grãos e minérios.

Com localização estratégica, garante logística mais rápida e econômica para mercados como Estados Unidos e Europa, competindo com vantagem em relação a portos do Sul e Sudeste.

Em 2025, o terminal registrou recordes históricos:

  • Agosto de 2025: maior movimentação mensal da história, com 3,85 milhões de toneladas (+7% em relação a 2024).
  • Janeiro a agosto de 2025: 24,9 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Compromisso com inovação e sustentabilidade

Sob a liderança de Oquerlina Costa, o Porto do Itaqui reforça sua estratégia de investir em inovação, sustentabilidade e inclusão, consolidando-se como referência em eficiência logística e gestão moderna no setor portuário brasileiro.

FONTE: Porto do Itaqui
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto do Itaqui

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Logística

ANTAQ revisa Agenda Regulatória e inclui temas relevantes para o desenvolvimento do setor

Dinamismo aquaviário estimulou a necessidade da alteração extraordinária

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), aprovou nesta quinta-feira (09), a revisão extraordinária da Agenda Regulatória 2025-2028. Com isso, foram inseridos itens relevantes para o desenvolvimento do setor.

O diretor-geral da Agência, Frederico Dias, relator do processo, ressaltou a ampla participação social na construção da agenda no ano passado e a importância de entender esse documento como um organismo vivo e dinâmico. “O setor é dinâmico e a Agenda Regulatória reflete isso. Mesmo não estando na Agência, eu acompanhei as audiências públicas que trataram do documento”. 

Ele continuou recordando que “houve um cuidado de espalhar as discussões pelo país para os temas que acompanham a agenda com o intuito de refletir as preocupações do setor”. A agenda foi amplamente debatida durante o ano de 2024, com a realização de sessões públicas em três estados – Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. 

Durante o voto, a diretora Flávia Takafashi e o diretor Alber também pontuaram a necessidade dessas alterações para que o setor obtenha respostas mais rápidas e a ANTAQ cumpra seu papel regulatório. 

Como fica:

  • Priorização e antecipação, para este ano, da discussão do Tema 2.6 “Sobreestadia de contêiner – Resolução Antaq nº 62/2021”, originalmente previsto para 2027;
  • Postergar para 2027 a execução do Tema 1.2 – “Penalidades nas normas de navegação interior”, inicialmente previsto para 2025;
  • Incluir e priorizar o tema “Transmutação de instalações assistidas por contratos de passagem em instalações portuárias sob a modalidade de Terminal de Uso Privado (TUP)”;
  • Adicionar e priorizar os temas “Coleta de dados para inventário de emissão de gases do efeito estufa (GEE) no sistema portuário” e “Prestação de serviço concedido de exploração de infraestrutura aquaviária”, em alinhamento com Planejamento Estratégico da Agência;
  • Acrescentar e priorizar o tema “Definição dos serviços e das responsabilidades dos terminais portuários de contêineres por cargas sujeitas a trânsito aduaneiro ou submetidas a desembaraço aduaneiro na modalidade de despacho sobre águas”, em cumprimento às determinações e às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) 
  • Retirar os temas 1.5 “Esquema operacional na navegação interior” e 3.6 “Revisão da Norma de Fiscalização Portuária – Resolução Antaq nº 75/2022”.

FONTE: ANTAQ
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Comércio Exterior, Inovação, Tecnologia

CEO da Blue Route integra bancas em dois dos principais eventos de inovação e tecnologia do setor portuário e de comércio exterior

A CEO da Blue Route, Beatriz Grance Rinn, foi convidada para atuar como jurada em dois dos mais importantes eventos de inovação e tecnologia do país: o Comex Tech Awards 2025 e o Porto Hack Santos 2025. Reconhecida por sua atuação estratégica no setor de comércio exterior e transformação digital, Beatriz participa da seleção de projetos que estão moldando o futuro da logística e da operação portuária no Brasil.

Beatriz Grance Rinn no Comex Tech Awards 2025

O Comex Tech Awards 2025 teve como objetivo destacar cases que utilizam tecnologia de forma estratégica para transformar o setor de comércio exterior. A premiação reconhece projetos que apresentem desafios reais, envolvimento de múltiplas áreas e resultados mensuráveis, comprovando o impacto tecnológico gerado.

A banca avaliadora é composta por um time multidisciplinar de especialistas e parceiros do Comex Tech Forum. Nesta edição, Beatriz Grance Rinn analisou 43 projetos, dos quais três foram eleitos vencedores.

Entre os diferenciais da avaliação, está o uso de Inteligência Artificial (IA) nos cases — um elemento valorizado, embora não obrigatório. O foco central é o impacto prático e transformador da tecnologia aplicada, seja ela com ou sem IA.

Julgamento no Porto Hack Santos 2025

Já no Porto Hack Santos 2025, considerado o maior hackathon do setor portuário brasileiro, Beatriz integra novamente o corpo de jurados. O evento, organizado pela ABTRA e pelo Instituto AmiGU, desafia estudantes de todo o país a desenvolver soluções tecnológicas com Inteligência Artificial Generativa aplicadas ao Port Community System (PCS) do Porto de Santos.

A competição reúne 61 equipes de 38 instituições de ensino superior e ocorre em duas etapas — uma online e outra presencial. Beatriz foi jurada em ambas as fases. As dez melhores equipes foram classificadas para a grande final, marcada para o dia 13 de outubro, em Santos, onde apresentarão seus protótipos ao vivo para o júri especializado.

Objetivos e critérios de avaliação

O Porto Hack Santos 2025 busca aproximar o ecossistema acadêmico do setor portuário, promover a empregabilidade e incentivar a inovação aberta. Além disso, valoriza o desenvolvimento de competências práticas e o fortalecimento do portfólio digital dos participantes.

Os critérios de julgamento incluem:

  • Inovação — ideias originais e disruptivas para os desafios do Porto de Santos;
  • Aplicabilidade da solução — potencial de implementação no setor portuário e logístico;
  • Uso de IA Generativa — diferencial no desenvolvimento das propostas;
  • Desenvolvimento de protótipos — capacidade de transformar ideias em soluções tecnológicas viáveis;
  • Apresentação e habilidades interpessoais — trabalho em equipe, liderança e resolução de problemas;
  • Valor agregado — impacto das soluções na eficiência e acessibilidade da logística portuária.

Com sua experiência e visão estratégica, Beatriz Grance Rinn reforça o compromisso da Blue Route com a inovação e o desenvolvimento tecnológico no comércio exterior e na logística portuária, consolidando seu papel de liderança em iniciativas que conectam tecnologia, negócios e educação.

Fontes: Com informações do Comex Tech Forum e do Porto Hack Santos 2025.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Portos

Porto de Suape amplia profundidade do canal externo e recebe navio petroleiro da Transpetro

O Porto de Suape, localizado em Ipojuca (PE), concluiu nesta quinta-feira (9) a dragagem do seu canal de acesso externo, que agora possui 20 metros de profundidade. A modernização coloca o complexo entre os mais competitivos do Brasil e das Américas, ampliando sua capacidade de receber embarcações de grande porte.

Homologação e capacidade ampliada

A obra foi homologada pela Marinha do Brasil e garantiu um calado de até 17,3 metros, permitindo a atracação de navios da classe Suezmax, que transportam mais de 170 mil toneladas de porte bruto.
Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, a conquista representa um “divisor de águas” para a história do porto. Segundo ele, a dragagem integra um projeto estratégico de modernização que amplia o potencial logístico de Pernambuco e fortalece sua posição no cenário nacional.

Dragagem interna em andamento

Paralelamente, o porto executa a dragagem do canal interno, que deve restabelecer a profundidade para 16,2 metros, garantindo melhores condições de navegação e atracação de diferentes embarcações, como os navios da classe Panamax (com até 366 metros de comprimento).
O investimento total nas dragagens chega a R$ 217 milhões, sendo R$ 117 milhões do Governo de Pernambuco e R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3). O prazo de execução da obra interna é de seis meses, com a retirada estimada de 3,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos.

Estreia com operação de grande porte

A inauguração da nova profundidade foi marcada pela chegada do navio petroleiro Romulo Almeida, da frota da Petrobras e operado pela Transpetro. A embarcação atracou no Píer de Granel Líquido 3A por volta das 9h, para embarcar 17 mil m³ de Diesel S10, produzido pela Refinaria Abreu e Lima (Rnest).
A operação contou com equipes do Porto de Suape, da Praticagem de Pernambuco e da Capitania dos Portos, garantindo eficiência e segurança em toda a manobra.

FONTE: Diário de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

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Portos

Atrasos nos portos travam exportações de café e expõem gargalos logísticos do Brasil

As exportações de café brasileiro enfrentaram em agosto um dos maiores gargalos logísticos dos últimos anos. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), mais de 600 mil sacas ficaram retidas nos portos, gerando prejuízos de R$ 5,9 milhões apenas com custos de armazenagem e detenção de contêineres.

O impacto financeiro foi ainda maior: o país deixou de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão em receita cambial, considerando o valor médio da saca exportada. O cenário preocupa, já que o Brasil é líder mundial na produção de café, mas enfrenta crescentes entraves logísticos para escoar sua safra.

Portos operam no limite

O Porto de Santos, responsável por mais de 80% das exportações nacionais, opera próximo à capacidade máxima. Em agosto, dois terços dos navios programados sofreram atrasos ou mudanças de escala, com casos de espera que chegaram a 47 dias.
No Porto do Rio de Janeiro, segundo mais relevante para o setor, quase 40% das embarcações também registraram problemas.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via Porto de Santos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Ago 2025 | TEU

O Cecafé defende uma estratégia conjunta entre governo e iniciativa privada para destravar os gargalos. O novo marco regulatório dos portos, em análise na Câmara, é visto como essencial para acelerar concessões, ampliar investimentos e evitar disputas judiciais que atrasam projetos, como a licitação do Tecon Santos 10.

Impacto no agronegócio brasileiro

O problema não afeta apenas o café. Outras cadeias agroexportadoras que dependem do transporte conteinerizado — como frutas, algodão e carnes processadas — também sentem os efeitos da ineficiência portuária.
Com a safra recorde e a demanda global em alta, cresce o temor de que os gargalos de infraestrutura se tornem um dos maiores entraves à expansão do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Especialistas apontam falhas estruturais

Para Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Feagro-MT, os atrasos resumem o desafio logístico nacional. Segundo ele, produtores que investem em tecnologia e qualidade perdem competitividade ao não conseguirem entregar no prazo, reduzindo o retorno sobre os investimentos.

Rezende alerta ainda para a defasagem de armazenagem, estimada em mais de 20% da safra, o que obriga o agricultor a escoar grãos rapidamente sob risco de perda. A situação se agrava com estradas precárias e falta de integração entre modais, fatores que encarecem o transporte e diminuem a competitividade frente a concorrentes internacionais.

“O custo do transporte rodoviário no Brasil chega a ser 30% mais alto que nos Estados Unidos, o que compromete toda a cadeia produtiva”, exemplifica.

Soluções para destravar a logística

Na avaliação do especialista, o Brasil precisa de uma reengenharia logística nacional, baseada na expansão de ferrovias, hidrovias, terminais de integração e centros logísticos estratégicos.
“O governo e o setor privado precisam entender que logística não é custo extra, mas sim o alicerce para manter o agro crescendo e competitivo no mercado global”, conclui Rezende.

FONTE: Pensar Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Logística

MPor celebra parceria com INFRA S/A em mais de 60 projetos de logística

Políticas integradas impulsionam ações em portos, aeroportos, hidrovias e canais de acesso

Na cerimônia de celebração ocorrida nesta segunda-feira (6), pelos três anos da INFRA S/A – empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes – o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) ressaltou a importância dessa parceria para a elaboração de projetos de transporte e logística em todo o país.

O evento ocorreu no auditório da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, e também marcou os dez anos do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL); plataforma que consolida dados sobre os diferentes modos de transporte no Brasil, integrando informações de órgãos públicos e do setor privado.

Representando o MPor na cerimônia, o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou o papel estratégico da parceria. “São mais de 30 projetos em portos e hidrovias, 28 em aeroportos e 8 projetos aquaviários, que já foram desenvolvidos ou estão em andamento; frutos dessa parceria entre MPor e INFRA S/A. É uma demonstração de que conseguimos construir no setor de logística uma estrutura de Estado”, destacou o secretário.

A INFRA S/A nasceu em 2022, a partir da junção entre a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias. De acordo com seu diretor-presidente, Jorge Bastos, a atuação da empresa está focada na garantia de uma infraestrutura que prepare o Brasil para o futuro. “Hoje temos uma rede cada vez mais eficiente, integrada e sustentável a partir de estudos desenvolvidos pela INFRA S/A, que já ultrapassaram a marca dos R$ 10 bilhões com concessões de rodovias e terminais portuários”, registrou.

Projetos de destaque
Entre os projetos realizados em parceria com o MPor, destacam-se a estruturação dos arrendamentos portuários de Maceió, Rio de Janeiro, Itajaí (SC), entre outros, além da elaboração de estudos para concessão dos canais de acesso aos portos de Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR).

Na aviação, a INFRA S/A colaborou nos estudos de concessão de sete aeroportos no Amazonas: Parintins, Carauari, Coari, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués. Também atua no planejamento da concessão de hidrovias estratégicas, como as dos rios Madeira, Paraguai, Amazonas e Lagoa Mirim.

FONTE::
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGEM:
Reprodução/INFRA

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