Informação

Receita Federal exige curso obrigatório para acesso a áreas alfandegadas

A Receita Federal passou a exigir que trabalhadores e prestadores de serviço realizem um curso de conhecimentos aduaneiros para acessar e permanecer em áreas alfandegadas. A medida foi definida pela Portaria nº 185/2026, publicada recentemente pelo órgão.

A partir de agora, o ingresso nesses locais dependerá de credenciamento prévio e autorização formal, condicionados à comprovação de participação no treinamento.

Curso será obrigatório e com avaliação

O conteúdo do curso inclui parte teórica e avaliação final, com exigência de aproveitamento mínimo de 70%. A capacitação poderá ser feita de forma presencial ou online.

Segundo a Receita Federal, a iniciativa busca padronizar procedimentos e reforçar a segurança aduaneira em ambientes considerados sensíveis ao controle de mercadorias e operações de comércio exterior. Servidores públicos e agentes de órgãos intervenientes poderão ser dispensados da exigência.

Implementação será gradual em portos e aeroportos

A nova regra será aplicada de forma progressiva em portos e aeroportos. Os administradores dos recintos alfandegados ficarão responsáveis por:

  • Disponibilizar o curso
  • Aplicar as avaliações
  • Emitir certificados
  • Controlar o acesso às áreas

O descumprimento das normas poderá resultar em penalidades para os envolvidos.

Impacto varia conforme o tipo de instalação

De acordo com representantes do setor, o impacto da medida tende a ser mais significativo em áreas aeroportuárias. Em portos e recintos de zona secundária, como portos secos, os controles já são considerados mais rigorosos.

A expectativa é que a exigência contribua para melhorar o controle de circulação de pessoas, especialmente em ambientes com maior fluxo operacional.

Curso será gratuito e de curta duração

A capacitação será oferecida sem custos aos trabalhadores. O conteúdo será disponibilizado pela própria Receita Federal, em formato simplificado, com duração aproximada de 15 minutos.

O objetivo é garantir que todos os profissionais tenham acesso às informações básicas de segurança e procedimentos aduaneiros, sem gerar custos adicionais para as empresas.

Setor aponta dúvidas sobre aplicação prática

Apesar dos avanços, ainda há incertezas sobre a implementação da medida, principalmente fora das zonas primárias. Especialistas do setor aguardam a aplicação inicial para avaliar possíveis impactos nos fluxos operacionais.

A preocupação é que o reforço na segurança não prejudique a fluidez do comércio exterior nem comprometa a competitividade logística do país.

Segurança e eficiência em equilíbrio

A nova exigência representa um passo importante na modernização do controle em áreas alfandegadas. O desafio agora será equilibrar segurança, eficiência operacional e agilidade logística, garantindo o bom funcionamento das operações de importação e exportação.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/Arquivo AT

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Indústria

Argentina amplia Regime de Aduana em Factoría e impulsiona competitividade industrial

O governo da Argentina anunciou a ampliação do Regime de Aduana em Factoría (RAF), que agora passa a contemplar todos os setores produtivos. Antes restrito quase exclusivamente à indústria automotiva, o modelo foi flexibilizado para alcançar empresas de diferentes segmentos, eliminando barreiras burocráticas que limitavam sua adesão.

A iniciativa busca fortalecer o comércio exterior argentino e aumentar a competitividade das indústrias locais no cenário internacional.

Benefício reduz custos e melhora fluxo de caixa

Com a mudança, as empresas poderão realizar a importação de insumos sem a necessidade de pagamento imediato de tributos. O principal diferencial do regime está no diferimento ou isenção de impostos, dependendo do destino do produto final.

Na prática:

  • Se o produto for exportado, não há cobrança de tributos sobre os insumos
  • Se for destinado ao mercado interno, os impostos são pagos apenas no momento da venda

Esse modelo funciona como um mecanismo de gestão financeira, permitindo reduzir custos operacionais e evitar a imobilização de capital em tributos antecipados.

Estímulo à produção com valor agregado

O regime exige que os insumos importados sejam utilizados em processos que gerem valor agregado nacional, incentivando a industrialização interna. A medida também favorece o aumento da eficiência produtiva e a integração às cadeias globais.

Menos burocracia e mais acesso para pequenas empresas

Outro ponto central da reformulação é a eliminação de exigências anteriores, como acordos setoriais complexos e metas específicas de emprego. Essas condições dificultavam o acesso ao programa, especialmente para pequenas e médias empresas.

Com a simplificação promovida pelo governo, a expectativa é ampliar a participação das PMEs no comércio internacional, tornando o sistema mais inclusivo e dinâmico.

Impactos na logística e no comércio exterior

A flexibilização do regime aduaneiro deve impulsionar a atividade industrial e aumentar a movimentação no setor logístico. Especialistas avaliam que a medida contribui para tornar a Argentina mais competitiva frente a outros mercados.

Além disso, a possibilidade de planejar melhor a compra de insumos no exterior traz mais previsibilidade às operações e melhora o desempenho das empresas na cadeia de suprimentos.

Estratégia para fortalecer exportações

A ampliação do Regime de Aduana em Factoría faz parte de uma estratégia mais ampla de desburocratização e modernização do ambiente de negócios. O objetivo é transformar a indústria argentina em uma plataforma exportadora mais eficiente, com menor carga tributária e maior agilidade operacional.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Acordo UE-Mercosul deve impulsionar exportações do Uruguai em 14%

A entrada em vigor do acordo UE-Mercosul, prevista para maio de 2026, deve provocar mudanças significativas no comércio internacional da região. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a expectativa é de um aumento de 14% nas exportações do Uruguai para o mercado europeu.

O cenário reforça o potencial do país em ampliar sua presença no comércio exterior, especialmente com a redução de barreiras tarifárias ao longo dos próximos anos.

Logística será fator decisivo para o sucesso

Diante da projeção de crescimento, o governo uruguaio destaca a importância de fortalecer a logística internacional e o transporte de cargas. A avaliação é de que a capacidade operacional será determinante para sustentar o aumento no fluxo de mercadorias.

Autoridades do país apontam que a eficiência da infraestrutura portuária e das conexões terrestres será essencial para garantir competitividade no novo cenário comercial.

Uruguai quer se consolidar como hub logístico

Com o acordo, o Uruguai busca se posicionar como um hub logístico no Cone Sul, atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica na distribuição de produtos.

A implementação do tratado, no entanto, será gradual. A previsão é de que a eliminação total de tarifas ocorra em um período de 10 a 15 anos, o que exige planejamento de longo prazo e adaptação contínua.

Nesse contexto, o país se apresenta como uma plataforma atrativa para empresas interessadas em acessar mercados da região, historicamente mais fechados ao comércio internacional.

Desafios burocráticos ainda persistem

Apesar das perspectivas positivas, ainda existem entraves que podem limitar o avanço dos negócios. Entre eles estão processos burocráticos, como demora na emissão de vistos e duplicidade de controles fronteiriços.

A simplificação dessas etapas é considerada fundamental para tornar a cadeia de suprimentos mais ágil e eficiente.

Cooperação internacional ganha destaque

A parceria com a Espanha surge como um dos pilares para o avanço do projeto, especialmente no campo de investimentos e cooperação técnica. A expectativa é de que essa colaboração contribua para superar limitações estruturais e aumentar a competitividade.

Além disso, a confiança nas regras comerciais e a transparência nas relações econômicas são apontadas como fatores-chave para atrair novos investidores.

Infraestrutura e competitividade no centro da estratégia

A modernização dos corredores logísticos e das rotas de transporte é vista como essencial para garantir que os produtos uruguaios cheguem à Europa com custos competitivos a partir de 2026.

O fortalecimento da logística e transporte internacional deve consolidar o acordo como um importante motor de desenvolvimento sustentável, beneficiando não apenas o Uruguai, mas toda a região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Cancelamento de viagens marítimas deve atingir 54 saídas nas próximas semanas

Um levantamento da consultoria Drewry aponta que o número de viagens marítimas canceladas deve chegar a 54 nas próximas cinco semanas. O total representa as chamadas “saídas em branco” dentro de um universo de 689 partidas programadas globalmente.

Apesar das interrupções, a expectativa é de que cerca de 92% dos navios mantenham seus itinerários conforme o planejado, indicando relativa estabilidade no setor de transporte marítimo.

Rotas globais registram cancelamentos moderados

Entre a semana 18 (27 de abril a 3 de maio) e a semana 22 (25 a 31 de maio), as principais rotas internacionais — Transpacífico, Transatlântico e Ásia–Norte da Europa/Mediterrâneo — devem concentrar aproximadamente 8% de cancelamentos do total de viagens previstas.

Esse índice reflete ajustes operacionais das companhias diante de fatores econômicos e logísticos que ainda impactam o comércio global.

Transpacífico lidera interrupções

As interrupções no transporte marítimo estão mais concentradas na rota transpacífica no sentido leste, que responde por 44% dos cancelamentos. Na sequência aparece a rota Ásia–Europa/Mediterrâneo, com 37%, enquanto o eixo Transatlântico registra menor impacto, com 19%.

Um destaque do relatório é que a aliança Gemini Cooperation não apresentou cancelamentos nas principais rotas leste-oeste, mantendo suas operações estáveis no período analisado.

Custo do combustível segue como fator decisivo

Segundo a Drewry, o custo do combustível marítimo continua sendo uma variável determinante para o setor. Embora os preços ainda estejam elevados, há sinais de queda, o que reduz a pressão por novos aumentos nas tarifas de frete.

Ainda assim, a combinação de demanda enfraquecida e capacidade disponível tem limitado o sucesso das transportadoras em aplicar sobretaxas integrais aos clientes.

Impactos para embarcadores e mercado

Para os embarcadores, o cenário atual pode representar fretes mais baixos em determinadas rotas, além de uma oferta de capacidade relativamente estável. No entanto, permanecem riscos associados às rotas e à volatilidade dos custos de combustível, exigindo atenção constante dos operadores logísticos.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Logística

Transporte marítimo de grãos cresce 10,8% e ganha força com novas rotas globais

O transporte marítimo de grãos registrou crescimento expressivo no início de 2026, mesmo diante das incertezas no cenário internacional. No primeiro trimestre, o volume transportado alcançou 148 milhões de toneladas, alta de 10,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A expansão reflete a adaptação do setor às mudanças nas rotas comerciais, impulsionadas por conflitos no Oriente Médio e restrições logísticas em canais estratégicos.

Rotas mais longas sustentam alta nos fretes

Uma das principais mudanças foi o redirecionamento de embarcações do Golfo dos Estados Unidos para o Cabo da Boa Esperança, evitando passagens tradicionais como os canais do Panamá e de Suez. Esse desvio aumentou significativamente as distâncias percorridas, elevando a demanda por fretes no conceito de tonelada-milha.

Navios de menor porte dentro do segmento de granel sólido, como Ultramax e Handymax, lideram essa tendência. Isso ocorre devido à maior diversificação de destinos e à fragmentação das rotas comerciais globais.

Brasil enfrenta desafios logísticos nas exportações

Apesar de Brasil e Estados Unidos responderem juntos por cerca de 50% dos embarques globais, o desempenho brasileiro foi impactado por entraves operacionais. O transporte de grãos no Brasil caiu 20,1%, influenciado por exigências mais rigorosas de inspeção fitossanitária por parte da China.

Atualmente, mais de 20 navios, carregando cerca de 1,2 milhão de toneladas, enfrentam atrasos devido à falta de certificações para descarga. Embora a China ainda concentre 48% das exportações brasileiras, há sinais de enfraquecimento na demanda interna do país asiático.

Por outro lado, a busca por mercados alternativos tem aberto novas oportunidades e estimulado rotas comerciais mais dinâmicas.

Custos elevados pressionam o setor agrícola

O cenário também é impactado pelo aumento dos custos de produção. A alta volatilidade energética e a elevação de cerca de 40% nos preços dos fertilizantes têm reduzido as margens do setor.

Nesse contexto, a eficiência no transporte marítimo internacional torna-se essencial para conter custos e manter a competitividade global.

Perspectivas dependem de decisões e demanda global

Para os próximos meses, o mercado deve acompanhar de perto as decisões de plantio na América do Norte, que podem influenciar a oferta exportável no segundo semestre.

Além disso, autoridades chinesas podem desacelerar o ritmo de importações diante do grande volume de navios previsto para este ano. A melhoria na transparência dos processos aduaneiros, especialmente na costa leste da América do Sul, será fundamental para normalizar o fluxo logístico.

Em um ambiente de alta complexidade, o setor segue ajustando estratégias para garantir o escoamento eficiente da produção global de grãos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Transporte

Frota de portacontêineres atinge mínima histórica de inatividade e pressiona fretes globais

A frota de portacontêineres mundial continua operando próxima ao limite no início de abril, mantendo níveis historicamente baixos de inatividade. De acordo com relatório da consultoria Alphaliner, houve um leve aumento de apenas 40 mil TEUs na capacidade ociosa.

O ajuste está relacionado à entrada temporária de dois grandes navios, que juntos somam cerca de 25 mil TEUs. Apesar disso, o cenário geral permanece de alta utilização, com pouca margem disponível para embarcadores no transporte marítimo internacional.

Atualmente, apenas 72 embarcações estão fora de operação comercial, totalizando cerca de 325 mil TEUs — um número considerado extremamente baixo para os padrões globais.

Crise no Oriente Médio afeta rotas e disponibilidade

A crise no Oriente Médio tem impacto direto na logística marítima, embora nem sempre apareça nas estatísticas tradicionais. Pelo menos 63 navios foram desviados de suas rotas originais, retirando aproximadamente 340 mil TEUs da operação regular.

Além disso, medidas de segurança, como desligamento de sistemas de rastreamento AIS e redirecionamento de rotas, reduzem ainda mais a capacidade efetiva do sistema. Esse cenário contribui para a elevação dos fretes marítimos, já que a oferta de espaço permanece limitada.

Mesmo assim, parte das embarcações anteriormente inativas já começou a retornar às operações após a divulgação dos dados.

Manutenção não alivia pressão no setor

Outro fator relevante é a capacidade destinada à manutenção. Atualmente, cerca de 2,4% da frota global está em dique seco, o equivalente a mais de 805 mil TEUs. Esse percentual se mantém estável, sem impacto significativo na redução da pressão sobre o mercado.

Com isso, empresas de navegação precisam adotar um planejamento rigoroso das rotas e operações para garantir eficiência.

Demanda elevada mantém mercado pressionado

A combinação de baixa inatividade e manutenção programada exige decisões estratégicas das companhias, que priorizam a operação contínua para atender à forte demanda nos principais corredores marítimos.

Diante desse cenário, a tendência é que o setor de logística internacional siga operando com capacidade restrita e pouca flexibilidade ao longo dos próximos meses, mantendo a pressão sobre custos e prazos.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Comércio Exterior

Estreito de Malaca entra no radar global e acende alerta no comércio marítimo

Com a crise no Estreito de Ormuz, outra rota estratégica para o comércio internacional começa a gerar preocupação: o Estreito de Malaca, no sudeste asiático. A região voltou ao centro das atenções após discussões envolvendo possível ampliação da presença militar dos Estados Unidos na área, o que pode trazer impactos geopolíticos relevantes.

Rota essencial para o comércio global

O Estreito de Malaca é considerado uma das principais artérias do transporte marítimo mundial. Ele conecta os oceanos Índico e Pacífico, sendo a via mais curta entre regiões como Oriente Médio, Europa e leste asiático.

Por essa rota passam:

  • cerca de 29% do petróleo transportado por via marítima no mundo;
  • aproximadamente um terço do comércio global;
  • grandes volumes de gás natural liquefeito (GNL).

Além de energia, o estreito é fundamental para o fluxo de produtos eletrônicos, bens industriais, automóveis e commodities agrícolas como soja e cereais.

Volume de cargas e relevância econômica

Dados recentes indicam que mais de 23 milhões de barris de petróleo transitam diariamente pelo estreito. O local também concentra cerca de 25% do comércio marítimo global de automóveis, evidenciando sua importância logística.

Diferentemente de outras rotas estratégicas, o papel de Malaca vai além da energia, abrangendo uma ampla diversidade de mercadorias, o que reforça seu peso na economia global.

Riscos crescentes: pirataria e fatores naturais

Apesar da relevância, o estreito enfrenta desafios constantes. Entre eles:

  • aumento de casos de pirataria marítima, com mais de 100 incidentes registrados recentemente;
  • riscos naturais, como tsunamis e פעילות vulcânica;
  • alta densidade de tráfego, que eleva o risco de acidentes.

Esses fatores tornam a região vulnerável e exigem monitoramento contínuo.

Tensões geopolíticas elevam preocupação

O interesse estratégico no Estreito de Malaca não é apenas econômico, mas também político. A possibilidade de maior presença militar estrangeira na região pode alterar o equilíbrio de poder e gerar tensões entre grandes potências, como Estados Unidos, China e Índia.

Especialistas apontam que, embora impactos imediatos no comércio sejam improváveis, o cenário pode evoluir para um ambiente mais competitivo e militarizado no longo prazo.

Impactos indiretos no comércio global

Mesmo sem interrupções diretas, mudanças na dinâmica de segurança podem gerar efeitos como:

  • aumento nos custos de seguro marítimo;
  • maior percepção de risco nas rotas;
  • volatilidade nos fluxos comerciais.

Esses fatores podem afetar cadeias logísticas globais e pressionar custos de transporte.

O “dilema de Malaca” e a dependência da China

A importância do estreito é ainda mais evidente para a China. O conceito conhecido como “dilema de Malaca” descreve a forte dependência do país dessa rota para exportações e importações.

Atualmente:

  • cerca de 75% do petróleo importado pela China passa pela região;
  • aproximadamente 60% do comércio marítimo chinês utiliza essa rota.

Essa dependência representa um risco estratégico, especialmente em cenários de conflito ou bloqueio.

Alternativas são limitadas

Embora existam rotas alternativas, como os estreitos de Sunda e Lombok, elas apresentam limitações logísticas e operacionais. Outras opções, como contornar a Austrália, implicam custos elevados e maior tempo de viagem.

Diante disso, a tendência é que países dependentes da rota, como China, Japão e Coreia do Sul, continuem apostando em estratégias para gerenciar riscos, em vez de substituí-la.

Equilíbrio geopolítico em jogo

A movimentação recente envolvendo a Indonésia reflete um cenário de equilíbrio diplomático. O país busca manter relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China, evitando alinhamentos diretos.

Esse contexto reforça a complexidade do comércio global, cada vez mais influenciado por disputas estratégicas em regiões-chave.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: BBC

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Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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Logística

Frete marítimo dispara no Brasil com guerra no Oriente Médio e pressiona exportações

As tarifas de frete marítimo no Brasil registraram forte alta em abril, impulsionadas pelas incertezas em torno do conflito envolvendo o Irã. Dados da consultoria Solve Shipping apontam que os embarques em contêineres com destino ao Mediterrâneo — rota estratégica para o Oriente Médio — ficaram 67% mais caros em relação a março.

Outras rotas relevantes também apresentaram aumentos expressivos. O custo de envio para a costa leste dos Estados Unidos e o norte da Europa subiu 80%, enquanto o frete para o Golfo do México avançou 89% no mesmo período.

Exportações de carne sentem impacto mais intenso

O setor de proteína animal está entre os mais afetados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o valor do transporte de contêineres refrigerados pela rota do Estreito de Hormuz mais que dobrou desde o início da guerra, passando de US$ 3 mil para cerca de US$ 7 mil.

O Oriente Médio responde por aproximadamente 15% das exportações do segmento, o que amplia a preocupação com os custos logísticos. Ainda assim, os preços atuais seguem cerca de 17% abaixo dos níveis registrados em abril de 2025, quando tensões comerciais globais provocaram uma corrida antecipada por embarques.

Custos sobem com combustível caro e rotas alternativas

Apesar de ainda não terem atingido o pico histórico, os valores do frete internacional já preocupam o setor logístico. Especialistas apontam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a disparada do petróleo, que elevou significativamente o custo do combustível.

Além disso, cerca de 10% da frota global de contêineres tem sido impactada pelas restrições nas rotas do Oriente Médio. Com isso, cargas precisam ser redirecionadas para portos intermediários, reduzindo a capacidade disponível e encarecendo as operações.

Portos alternativos em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita também enfrentam congestionamentos, agravando ainda mais a situação.

Rotas mais longas encarecem e atrasam entregas

Uma das alternativas adotadas tem sido o envio de mercadorias até o porto de Jeddah, na Arábia Saudita, seguido de transporte terrestre até o Golfo Pérsico. Embora viável, essa opção é mais lenta e gera custos adicionais para os exportadores.

Além das tarifas tradicionais, empresas de navegação passaram a cobrar taxas extras relacionadas ao risco de guerra, que podem chegar a US$ 3 mil por contêiner padrão e até US$ 4 mil para cargas refrigeradas.

Exportadores de commodities enfrentam maiores desafios

Produtores de commodities agrícolas e carnes estão entre os mais prejudicados, já que lidam com produtos perecíveis que exigem transporte rápido e refrigerado. Exportadores de itens com menor valor agregado, como madeira, também enfrentam dificuldades adicionais diante da escalada dos custos.

Por outro lado, grandes empresas conseguem absorver melhor os impactos devido à maior capacidade logística e margens mais robustas.

Mercado ainda reflete volatilidade pós-pandemia

A diferença em relação aos preços de 2025 evidencia a volatilidade do transporte marítimo global desde a pandemia. No ano passado, o setor enfrentou um cenário mais crítico, com tarifas elevadas devido a tensões comerciais e interrupções em rotas estratégicas, como no Mar Vermelho.

Desde então, houve ampliação da frota de navios, o que ajudou a aumentar a oferta e conter parte da pressão sobre os preços.

Riscos de escassez e novos aumentos

Além da alta nos custos, cresce a preocupação com possíveis gargalos logísticos. Há risco de falta de combustível para navios e escassez de contêineres, especialmente se as restrições no Estreito de Hormuz se prolongarem.

No caso das importações brasileiras, o impacto ainda é moderado. Na rota com a Ásia — principal origem de produtos importados —, o frete subiu 4,65% em abril frente a março.

Especialistas avaliam que a contenção se deve, em parte, à desaceleração da economia interna e à redução de pedidos, diante do receio de paralisações e dos efeitos da guerra. No entanto, com a redução dos estoques e a continuidade do conflito, a expectativa é de novas altas nas tarifas ainda na segunda metade de abril.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Arquivo

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Internacional

Maersk mantém alerta máximo no Estreito de Ormuz e reforça cautela no transporte marítimo

A Maersk segue operando com nível elevado de cautela no Estreito de Ormuz, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e mercadorias, o que amplia a preocupação com a segurança da navegação.

Trégua não garante segurança na região

Em comunicado, a gigante dinamarquesa avaliou que o acordo de duas semanas pode representar uma possível retomada gradual do tráfego marítimo. Ainda assim, a empresa ressaltou que a situação permanece incerta e não oferece garantias suficientes para uma normalização imediata das operações.

Diante disso, a Maersk informou que não pretende alterar, por ora, suas rotas ou políticas de navegação, mantendo decisões baseadas em análises constantes de risco antes de autorizar viagens pelo Golfo Pérsico.

Tensões no Golfo elevam riscos logísticos

A postura conservadora reflete o ambiente ainda instável na região. As recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram o nível de alerta entre empresas de transporte marítimo e seguradoras.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma fatia relevante do fluxo mundial de petróleo. Por isso, qualquer instabilidade no local tende a impactar diretamente os preços de energia e os custos do transporte global.

Impactos já afetam cadeia de suprimentos

No mês anterior, a companhia já havia adotado medidas mais restritivas, como a suspensão de reservas de carga para diversos portos no Golfo. Além disso, foram implementadas sobretaxas emergenciais de combustível em nível global.

Essas ações evidenciam o chamado efeito cascata das crises regionais sobre a logística internacional, com reflexos diretos em custos operacionais e prazos de entrega.

Risco geopolítico segue no radar

Para analistas, a decisão da empresa reforça que o risco geopolítico continua sendo um fator determinante para o comércio global, mesmo diante de avanços diplomáticos pontuais.

Na prática, o cenário indica a manutenção de rotas alternativas, custos mais elevados e possíveis atrasos nas entregas nas próximas semanas, pressionando toda a cadeia de suprimentos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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