Transporte

Canal de Suez: maioria das companhias marítimas pode retomar rota até o início de 2027

A maior parte das companhias de transporte marítimo de contêineres poderá voltar a utilizar o Canal de Suez entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo trimestre de 2027. A previsão foi apresentada na quinta-feira pelo CEO da Kuehne+Nagel, Stefan Paul, que ressaltou, porém, que as incertezas geopolíticas ainda representam um fator de risco para a retomada.

Em entrevista à Reuters, Paul afirmou que existe uma intenção clara dos armadores parceiros de restabelecer as operações pelo corredor marítimo que conecta a Ásia à Europa. A declaração foi feita após a empresa suíça de logística elevar, pela terceira vez no ano, sua projeção de lucro para 2026.

Crise no Mar Vermelho desviou rotas marítimas para a África

A maioria das companhias de navegação deixou de utilizar a rota do Canal de Suez em novembro de 2023, após ataques promovidos pelos houthis, grupo rebelde do Iêmen, contra embarcações no Mar Vermelho.

Com os riscos à segurança, os navios passaram a contornar o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, aumentando a distância percorrida entre a Ásia e a Europa, além do tempo de viagem e dos custos operacionais.

A possibilidade de normalização das rotas marítimas perdeu força novamente no início deste ano, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, ampliarem as preocupações com a estabilidade regional.

Apesar dos obstáculos, a expectativa da Kuehne+Nagel é de que a retomada ganhe força nos próximos meses, desde que as condições de segurança permitam a navegação regular.

Alta do petróleo aumenta atratividade da rota pelo Canal de Suez

Outro fator que pode favorecer o retorno das embarcações ao Canal de Suez é a elevação dos preços do petróleo. Segundo Stefan Paul, o encarecimento do combustível torna mais atraentes os trajetos mais curtos, capazes de reduzir o tempo de navegação e o consumo de energia.

O retorno à rota tradicional, entretanto, não deve provocar mudanças expressivas na demanda dos clientes por serviços de transporte, avaliou o executivo.

A principal consequência esperada está relacionada à reorganização das operações e à redução das distâncias percorridas, desde que a segurança e a previsibilidade dos trajetos sejam restabelecidas.

Retomada das rotas no Mar Vermelho deve ocorrer de forma gradual

A Maersk já voltou a operar alguns serviços selecionados pelo Canal de Suez. Ainda assim, a retomada das rotas pelo Mar Vermelho segue um ritmo cauteloso, com decisões tomadas gradualmente pelas companhias de navegação.

Analistas avaliam que esse movimento dificilmente terá impacto significativo sobre os resultados financeiros do setor em 2026. A abordagem escalonada dos armadores limita, por enquanto, os efeitos de uma eventual normalização das operações.

A previsão de retorno mais amplo no fim do primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre de 2027 indica que o setor ainda depende da evolução do cenário geopolítico para recuperar plenamente um dos principais corredores do comércio marítimo internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

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Internacional

E-commerce internacional exige modernização da fiscalização e dos órgãos anuentes no Brasil

O crescimento do comércio eletrônico internacional está ampliando a pressão sobre a estrutura logística e os sistemas de fiscalização do Brasil. Embora comprar produtos de outros países seja cada vez mais simples, garantir que as mercadorias cheguem ao consumidor com segurança depende de processos eficientes, tecnologia e integração entre os órgãos públicos responsáveis pelos controles de importação.

Nesse cenário, fortalecer os chamados órgãos anuentes, que atuam na fiscalização sanitária, agropecuária e ambiental, tornou-se uma necessidade estratégica. O desafio é acompanhar o aumento das encomendas sem comprometer a segurança nem criar atrasos desnecessários nas operações.

Segundo a Receita Federal, o Brasil recebeu quase 110 milhões de remessas postais e expressas apenas no primeiro semestre de 2026. Na União Europeia, as importações de produtos de baixo valor realizadas por meio do comércio eletrônico chegaram a quase 5,9 bilhões de itens em 2025.

Os números evidenciam a dimensão alcançada pelo setor e reforçam a necessidade de investimentos em orçamento, pessoal, tecnologia e procedimentos compatíveis com o volume crescente de mercadorias.

Fiscalização precisa acompanhar a expansão do comércio eletrônico

A popularização das compras internacionais exige uma revisão dos modelos tradicionais de fiscalização. Consumidores e empresas esperam prazos de entrega cada vez menores e maior previsibilidade, enquanto o poder público precisa identificar produtos irregulares e operações que representem riscos.

Procedimentos desenvolvidos para volumes menores podem gerar acúmulo de trabalho quando aplicados a milhões de pequenas encomendas. Por isso, a eficiência da fiscalização não deve ser medida apenas pelo tempo de retenção das mercadorias, mas também pela capacidade de identificar e tratar operações que realmente exigem atenção.

A modernização passa pela integração de sistemas, pelo uso antecipado de informações e pela aplicação de ferramentas de análise de risco aduaneiro. Também depende de recursos permanentes para manter as soluções em funcionamento.

Mesmo produtos de baixo valor podem apresentar riscos à saúde pública, à segurança ou ao meio ambiente. Por esse motivo, a qualidade dos dados disponíveis e a capacidade de analisá-los são fundamentais para conciliar agilidade e controle.

Programa Remessa Conforme ampliou o controle das importações

No Brasil, a Receita Federal avançou na adaptação dos procedimentos aduaneiros ao comércio eletrônico com a criação do Programa Remessa Conforme (PRC).

A iniciativa estruturou o fornecimento antecipado de informações sobre as compras internacionais e o recolhimento dos tributos no momento da aquisição. Com isso, o poder público passou a contar com mais dados para conhecer as operações e selecionar as remessas antes da chegada ao país.

Em março de 2026, o programa respondeu por 96,53% das declarações de importação de remessas registradas no Brasil, demonstrando sua ampla participação nesse segmento.

A arrecadação do Imposto de Importação também apresentou crescimento. Nas modalidades postal e expressa, o recolhimento passou de R$ 2,86 bilhões em 2024 para R$ 4,70 bilhões em 2025, uma elevação nominal de 64,5%.

Esse avanço, entretanto, não pode ser atribuído exclusivamente ao Remessa Conforme, já que as alterações tributárias também influenciaram o resultado. O programa contribuiu ao organizar o fluxo de informações e viabilizar o recolhimento antecipado dos tributos, favorecendo a conformidade das operações.

Parceria entre governo e empresas é essencial para o sistema

A experiência do PRC também evidencia a importância da cooperação entre o setor público e a iniciativa privada. As empresas de remessas expressas contribuíram com conhecimento operacional e capacidade técnica para colocar o programa em funcionamento.

Esses operadores conectam os dados às operações logísticas, registram declarações, recolhem os tributos recebidos e apresentam as mercadorias para fiscalização. A participação dessas empresas foi um componente importante para viabilizar o modelo.

O desafio agora é preservar essa colaboração nas próximas etapas de modernização. A evolução dos processos depende não apenas de novas regras, mas também do conhecimento de quem atua diariamente no transporte, no desembaraço aduaneiro e na entrega das encomendas.

Remessa Conforme 2.0 pode ter implantação adiada

A próxima etapa do programa, conhecida como Remessa Conforme 2.0, tem implantação anunciada para janeiro de 2027. O cronograma, porém, poderá ser adiado em razão das adaptações necessárias à Reforma Tributária do Consumo.

Entre as mudanças previstas está o envio de informações sobre as compras diretamente pelas plataformas de comércio eletrônico. A medida tem potencial para ampliar a qualidade dos dados e fortalecer o acompanhamento das importações.

Para alcançar esses resultados, contudo, é importante que os operadores logísticos participem desde o início da definição dos procedimentos, das soluções tecnológicas e dos testes de implantação.

Os marketplaces concentram informações sobre as transações e os produtos comercializados. Já os operadores logísticos conhecem as exigências práticas de transporte, desembaraço e entrega. A combinação dessas experiências pode contribuir para um sistema mais eficiente.

Por isso, a participação das empresas responsáveis pela logística não deve ficar restrita à execução de regras definidas previamente. Sua contribuição é relevante na construção dos processos e na identificação de dificuldades que possam comprometer o funcionamento do programa.

Reforma tributária reforça necessidade de integração

A modernização do comércio eletrônico internacional também depende de uma atuação coordenada entre todos os envolvidos na fiscalização. Cabe ao governo garantir investimentos, promover a integração dos sistemas e estabelecer metas que considerem tanto a rapidez das operações quanto a efetividade dos controles.

A Reforma Tributária torna essa agenda ainda mais relevante, ao exigir adaptações nos procedimentos e nos fluxos de informações relacionados às operações comerciais.

Fortalecer os órgãos anuentes, ampliar a capacidade tecnológica e garantir equipes preparadas são medidas que precisam ter continuidade ao longo dos diferentes governos. A expansão do comércio eletrônico exige uma estrutura pública capaz de responder à escala atual das importações.

O objetivo é construir um ambiente em que a eficiência logística, a segurança das mercadorias e a competitividade brasileira avancem em conjunto. Para isso, os investimentos nas instituições responsáveis pela fiscalização precisam acompanhar a transformação do mercado e integrar o planejamento estratégico do Estado.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels • Hameem Russel

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Comércio Internacional

Estreito de Ormuz pode perder relevância com novas rotas logísticas no Golfo Pérsico

Investimentos em infraestrutura energética e rotas alternativas de transporte podem reduzir a dependência global do Estreito de Ormuz nos próximos cinco anos. A avaliação é de Georges Elhedery, CEO do HSBC, que aponta a expansão de dutos e o acesso a outros portos como estratégias para diminuir os impactos de conflitos no Oriente Médio sobre o comércio internacional.

A declaração foi feita durante o HSBC Future Forum, realizado em Dubai. Segundo o executivo, a crise envolvendo o Irã evidenciou a vulnerabilidade das cadeias globais de abastecimento diante de possíveis interrupções em corredores marítimos estratégicos.

Novas rotas buscam reduzir dependência de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais passagens para o transporte mundial de energia. Antes da intensificação do conflito, a rota concentrava cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Diante dos riscos à navegação, países do Golfo Pérsico estão direcionando recursos para alternativas logísticas, incluindo a construção de dutos que permitam transportar petróleo e outros produtos energéticos até portos fora da região mais vulnerável.

Para Elhedery, essas iniciativas podem transformar a dinâmica do transporte de energia e reduzir a importância estratégica do estreito. O executivo avalia que, em cinco anos, a passagem poderá se tornar menos necessária para parte das operações comerciais.

Apesar das incertezas, o CEO do HSBC considera que o Oriente Médio tem condições de superar os efeitos da guerra e retomar sua trajetória de crescimento, desde que mantenha os investimentos em infraestrutura.

Região planeja US$ 1,4 trilhão em infraestrutura

O potencial de expansão logística é reforçado pelos projetos previstos para o Oriente Médio, o Norte da África e a Turquia. Segundo relatório do HSBC, essas regiões reúnem um portfólio de infraestrutura de US$ 1,4 trilhão, incluindo US$ 872 bilhões em projetos individuais ainda em fase de oferta ou planejamento para contratação.

Os dados citados pelo banco são da MEED, plataforma especializada em inteligência de mercado para o setor de construção, sediada em Dubai.

Uma pesquisa realizada pelo HSBC com mais de 1.600 líderes empresariais e aproximadamente 820 investidores institucionais internacionais também indicou que o Golfo Pérsico continua sendo considerado um destino atrativo para investimentos.

Mesmo com as perspectivas de expansão no longo prazo, o cenário econômico regional permanece desafiador. Após crescer 3,3% em 2025, a região do Oriente Médio, Norte da África e Paquistão deverá registrar contração de 1,3% em 2026, segundo projeção do Banco Mundial citada na reportagem. A expectativa é de recuperação em 2027, embora em ritmos diferentes entre os países.

As tensões geopolíticas também afetaram o calendário de eventos econômicos. A principal conferência de investimentos da Arábia Saudita, que contaria com a participação de representantes do mercado financeiro internacional, foi adiada para 2027, conforme as informações divulgadas na ocasião.

A diversificação das rotas de transporte surge como uma estratégia para ampliar a segurança energética e reduzir a exposição do comércio internacional a conflitos regionais. Caso os investimentos avancem, a construção de novos dutos e a ampliação da infraestrutura portuária poderão modificar os fluxos de petróleo e gás no Golfo Pérsico.

A possível redução da dependência do Estreito de Ormuz, porém, dependerá da execução dos projetos e da capacidade das novas rotas de atender à demanda internacional.

Fonte: Terra, com informações da Reuters.

Texto: Redação

Imagem: ReConecta News / Google Earth

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Evento

Confra do Comex realiza 5ª edição novamente em Santos

O Confra do Comex chega à sua 5ª edição, desta vez no espaço O Beco, em Santos/SP, a partir das 18 horas do próximo dia 23 de outubro. A proposta é reunir pessoas do setor em um ambiente leve e descontraído, onde possam conversar e trocar experiências.

Criada no início de 2025, a iniciativa foi idealizada por Thiago Furtado (diretor da Gett Tecnologia), Wilton Pereira (gerente de marketing da Gett Tecnologia), Wagner Luiz (diretor da Leadership Freight Group), Marcelo Modesto e Luciana Porto (diretores da Publicomex) e Rodrigo Loretti (diretor da UXComex).

Hoje, o grupo está maior e conta também com o apoio da Comexmidia – TV Corporativa para Comércio Exterior e Logítica, Ellox Digital, MZen e Porto Santos, empresas que vêm contribuindo para a realização dos últimos encontros e para o crescimento da confraria.

Desde a primeira edição, os organizadores buscam aproximar quem trabalha e é apaixonado pelo Comex, criando espaço para conexões espontâneas que possam se transformar em amizades e parcerias profissionais.

Nesta edição, a confraria conta com o patrocínio de Évolus Logística, FW Transportes, Grupo Flipper, Logcomex, Merion Global Logistics, Nova Era Terminais e Logística, Porthos International, Porto Santos Logística, Scorpions Marcas e Patentes, SOC – Shipper Own Container e VegaLog. O apoio contribui para o crescimento do evento e amplia as opções de entretenimento para os participantes.

Pela segunda vez em Santos, o Confra do Comex fortalece uma comunidade que compartilha interesses e a paixão pelo comércio exterior e pela logística internacional.

A participação é gratuita e exclusiva para pessoas ligadas a esses setores. Para comparecer, é necessário incluir o nome na lista virtual do evento. Novidades e registros dos encontros estão disponíveis no Instagram @confradocomex.

Texto e imagem: Divulgação Confra do Comex

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Portos

Porto de Long Beach bate recorde histórico de movimentação de contêineres em setembro

O Porto de Long Beach, na Califórnia, registrou em setembro o maior volume mensal de cargas de seus 115 anos de história. O complexo portuário movimentou 997.177 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), superando o recorde anterior, de 987.191 TEUs, alcançado em outubro de 2024.

O resultado foi impulsionado por mudanças nas estratégias logísticas dos transportadores, que buscam reduzir custos diante dos preços elevados do diesel, das restrições de acesso ao Canal do Panamá e da possibilidade de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo Noel Hacegaba, diretor-executivo do Porto de Long Beach, o desempenho demonstra a capacidade dos trabalhadores e operadores de terminais de ampliar a movimentação de cargas sem provocar congestionamentos.

Movimentação de cargas cresce 25% em um ano

Em comparação com setembro de 2025, o volume de cargas processado pelo porto aumentou 25% no mesmo mês de 2026. De acordo com Hacegaba, o resultado foi alcançado com rapidez e eficiência operacional.

Steven Neal, presidente da Comissão Portuária de Long Beach, também destacou o desempenho das equipes envolvidas nas operações. Ele reconheceu a contribuição dos estivadores e dos operadores de terminais para o recorde histórico de movimentação.

O resultado reforça a importância do complexo portuário para a logística internacional e para o fluxo de mercadorias que entram e saem dos Estados Unidos.

Importações lideram crescimento no Porto de Long Beach

Os dados de setembro mostram avanços nos diferentes segmentos da movimentação de contêineres, com destaque para as importações.

Confira os números registrados em comparação com o mesmo mês de 2025:

  • Importações: alta de 31,3%, totalizando 509.390 TEUs.
  • Exportações: crescimento de 7,8%, alcançando 91.747 TEUs.
  • Contêineres vazios: aumento de 22,1%, com 396.040 TEUs movimentados.

O avanço das importações foi o principal destaque do período, enquanto as exportações também apresentaram crescimento. Já o aumento dos contêineres vazios acompanhou a expansão das operações no porto.

Porto acumula alta de 3,9% em 2026

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Porto de Long Beach movimentou 7.675.255 TEUs, volume 3,9% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os números indicam a continuidade do crescimento das operações portuárias ao longo do ano, apesar dos desafios relacionados aos custos de transporte e às condições do comércio internacional.

Terminal ferroviário também estabelece recorde

Outro destaque de setembro foi o desempenho da Total Terminals International. A empresa estabeleceu um novo recorde mensal de movimentação ferroviária no Porto de Long Beach, com 59.410 movimentos.

Esse volume correspondeu a quase metade de toda a movimentação de contêineres do terminal, segundo informações divulgadas por Hacegaba.

O resultado evidencia a relevância da integração entre transporte marítimo e ferroviário para ampliar a capacidade logística, agilizar o escoamento de mercadorias e atender à demanda do comércio exterior.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Notícias

Navio HMM Platinum sofre incêndio e permanece à deriva próximo a Madagascar

O navio porta-contêineres HMM Platinum, com capacidade para 5.023 TEUs, continuava no mar ao sudoeste de Madagascar em 10 de outubro de 2026, após um incêndio atingir um contêiner durante a viagem entre Kattupalli, na Índia, e Santos, no Brasil. A embarcação teve sua rota interrompida e busca um porto de refúgio na África do Sul para viabilizar as operações de salvamento e a avaliação dos danos.

A empresa especializada em sinistros marítimos W.E. Cox Claims Group informou que a companhia SMIT Salvage foi contratada por meio do contrato internacional de salvamento Lloyd’s Open Form (LOF). Há preocupação com a possibilidade de prejuízos expressivos à embarcação e à carga transportada, além de atrasos nas entregas.

Também existe a expectativa de uma possível declaração de avaria grossa, procedimento que pode exigir contribuições financeiras dos proprietários das cargas envolvidas para cobrir despesas extraordinárias relacionadas à preservação do patrimônio marítimo.

Incêndio no HMM Platinum: danos ainda não foram quantificados

Os primeiros comunicados sobre a ocorrência foram divulgados em 7 de outubro. Segundo a W.E. Cox, o incêndio teria acontecido entre o final de setembro e o início de outubro. Já a consultoria marítima W K Webster informou que o fogo começou em um contêiner enquanto o navio navegava nas proximidades de Lavanono, na costa sul de Madagascar.

Até o momento, os comunicados não esclareceram o horário exato nem a causa do incêndio. Também não foram divulgadas informações confirmadas sobre possíveis vítimas entre os tripulantes.

De acordo com a atualização publicada pela W.E. Cox em 8 de outubro, aproximadamente 2.300 contêineres estavam a bordo. Apesar do alerta para a possibilidade de danos significativos, ainda não há um levantamento definitivo da quantidade de unidades afetadas ou uma estimativa financeira das perdas na embarcação e nas mercadorias.

O banco de dados oficial da frota da HMM identifica o navio pelo número IMO 9637155. Construído em 2013, o cargueiro navega sob bandeira da Libéria, possui capacidade para 5.023 TEUs, porte bruto de 63.014 toneladas e arqueação bruta de 52.467. A H Platinum SA aparece como proprietária, enquanto a HMM Ocean Service Company Limited é indicada como responsável pela gestão do navio.

Porto de refúgio na África do Sul ainda não foi confirmado

Inicialmente, Durban foi apontada como o destino previsto para o navio após o incidente. Em comunicado de 7 de outubro, a W.E. Cox estimou a chegada para o dia seguinte.

Entretanto, uma atualização posterior informou que a embarcação procurava uma alternativa, com possibilidade de seguir para Port Elizabeth, atualmente denominada Gqeberha. Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação oficial do novo porto de destino.

Dados do sistema de rastreamento marítimo ShipFinder, atualizados em 10 de outubro, posicionavam o HMM Platinum a sudoeste de Madagascar, navegando a aproximadamente 2,7 nós. O status operacional registrado era “not under command”, expressão utilizada para indicar que o navio não está em condições de manobrar conforme exigido pelas regras de navegação.

Embora Durban continuasse indicado como destino no sistema, os registros mostravam que a embarcação permanecia em alto-mar, sem ter chegado a um porto de refúgio.

A definição do local de abrigo será importante para organizar as inspeções, avaliar as condições da carga e determinar como será realizado o transporte posterior das mercadorias.

Escalas na Ásia ampliam o alcance dos atrasos logísticos

Antes de iniciar a travessia com destino ao Brasil, o HMM Platinum passou por diferentes portos asiáticos. Registros históricos da plataforma MyShipTracking mostram a seguinte sequência de escalas:

  • Qingdao, China: de 29 a 30 de agosto;
  • Busan New Port, Coreia do Sul: de 2 a 3 de setembro;
  • Ningbo, China: em 10 de setembro;
  • Shenzhen, China: de 14 a 15 de setembro;
  • Singapura: em 22 de setembro;
  • Kattupalli, Índia: com saída registrada em 27 de setembro.

O itinerário indica que a interrupção da viagem pode afetar mercadorias embarcadas em diferentes mercados asiáticos, incluindo cargas destinadas ao Brasil.

A W.E. Cox alertou para possíveis atrasos nas entregas das mercadorias que permanecem a bordo. Para identificar os embarques afetados, importadores, exportadores e agentes de carga devem consultar os conhecimentos de embarque (bill of lading), os números dos contêineres e as confirmações de carregamento.

O histórico de escalas, isoladamente, não permite determinar quais remessas estão envolvidas no incidente. A verificação documental é necessária para confirmar a presença de cada carga na embarcação.

Contrato de salvamento pode exigir garantias financeiras

A contratação da SMIT Salvage representa uma etapa importante na resposta ao incidente. Integrante do grupo marítimo Boskalis, a empresa atua em operações de emergência, salvamento de embarcações, remoção de destroços e proteção ambiental. Sua estrutura de atendimento inclui a Cidade do Cabo, na África do Sul, além de outras localidades estratégicas para o transporte marítimo internacional.

O contrato Lloyd’s Open Form (LOF) estabelece as condições para remunerar empresas de salvamento que recuperam bens em perigo no mar ou contribuem para prevenir e reduzir danos ambientais. O sistema é administrado pelo setor de arbitragem de salvamento da Lloyd’s, mercado de seguros com sede em Londres.

Nesse modelo, os responsáveis pelo salvamento podem manter um direito de garantia marítima sobre os bens recuperados até que seja apresentada uma garantia financeira considerada aceitável para assegurar o pagamento dos serviços.

Para os proprietários das mercadorias transportadas pelo HMM Platinum, essa exigência pode ter efeitos imediatos. A consultoria W K Webster informou que será necessário apresentar uma garantia de salvamento emitida por uma parte aceita pelos responsáveis pela operação ou pelo Conselho da Lloyd’s.

A W.E. Cox também alertou que garantias poderão ser exigidas antes que as cargas sejam encaminhadas ao destino ou liberadas para seus proprietários.

Por isso, os procedimentos de preparação financeira não precisam aguardar uma eventual declaração formal de avaria grossa.

Importadores e demais titulares das mercadorias devem entrar em contato com suas seguradoras de transporte e representantes de sinistros para verificar as exigências aplicáveis a cada embarque.

O que é avaria grossa e como ela pode afetar as cargas?

Até 10 de outubro, os comunicados analisados tratavam a declaração de avaria grossa como uma possibilidade ou um desdobramento provável, sem confirmar sua formalização.

Caso o procedimento seja instaurado, os proprietários das cargas poderão precisar apresentar garantias adicionais antes da liberação das mercadorias, mesmo que elas não tenham sofrido danos físicos.

A avaria grossa é um princípio do direito marítimo aplicado a sacrifícios extraordinários e despesas intencionais e razoáveis realizados para preservar bens envolvidos em uma situação de perigo comum durante uma viagem marítima.

Quando os requisitos legais são atendidos, os custos elegíveis são distribuídos entre os interesses envolvidos, proporcionalmente aos respectivos valores de contribuição. A orientação da seguradora marítima Gard explica que essa divisão pode abranger despesas e perdas qualificadas relacionadas à preservação do conjunto de bens em risco.

Na prática, o procedimento costuma envolver as seguintes etapas:

  1. Nomeação de um regulador de avarias: o armador contrata um profissional especializado para organizar a documentação, analisar os valores envolvidos e calcular as contribuições.
  2. Apresentação das garantias: os proprietários das cargas fornecem os documentos exigidos para assegurar o pagamento de suas obrigações.
  3. Participação das seguradoras: quando há cobertura aplicável, a seguradora da carga normalmente pode emitir uma garantia de avaria grossa.
  4. Depósito em dinheiro: proprietários de mercadorias sem seguro podem ser obrigados a apresentar um depósito financeiro.
  5. Cálculo das contribuições: após a análise das despesas e dos sacrifícios admitidos, é estabelecida a parcela atribuída a cada participante.

É importante distinguir a garantia de salvamento da garantia de avaria grossa. Embora ambas possam ser solicitadas no mesmo incidente, elas se referem a obrigações diferentes e devem ser acompanhadas separadamente pelos proprietários das mercadorias e suas seguradoras.

Vistorias podem identificar danos por calor, fumaça e água

A avaliação dos prejuízos não ficará restrita ao contêiner em que o fogo teria começado. Mercadorias próximas também podem ter sido atingidas pelo calor, pela fumaça ou pela água utilizada no combate às chamas.

A W K Webster informou que mantinha peritos de carga de prontidão para realizar inspeções assim que as condições operacionais permitissem. A consultoria também mencionou a presença de mercadorias sensíveis à temperatura a bordo.

Para facilitar a análise dos sinistros, os responsáveis pelas cargas devem reunir documentos como:

  • Conhecimento de embarque e identificação dos contêineres;
  • Faturas comerciais e listas de embalagem;
  • Apólices e demais documentos do seguro de transporte;
  • Correspondências com o armador, agentes de carga e transportadores;
  • Registros de temperatura e funcionamento dos equipamentos, quando aplicáveis.

Quando houver acesso às mercadorias, fotografias, relatórios de vistoria e registros detalhados das condições da embalagem e dos produtos poderão contribuir para a comprovação dos danos.

No caso de cargas refrigeradas ou sensíveis a variações térmicas, também será importante analisar os registros disponíveis de temperatura e operação dos equipamentos durante o transporte.

Replanejamento da entrega exige contato com o armador

Além da apuração dos danos e das exigências financeiras, os embarcadores e destinatários precisarão esclarecer como as mercadorias seguirão até seus destinos.

A HMM ou os agentes responsáveis pelas reservas deverão informar se as cargas poderão continuar a bordo do navio original, se será necessário descarregá-las e transferi-las para outra embarcação e quais prazos de entrega poderão ser considerados.

Para remessas urgentes, a elaboração de planos alternativos de transporte pode ser necessária antes mesmo da conclusão da avaliação das perdas.

Os efeitos comerciais dos atrasos também exigem atenção. Segundo as orientações da Gard sobre avaria grossa, prejuízos decorrentes exclusivamente de atrasos não são incluídos nesse mecanismo de rateio.

Assim, é necessário analisar separadamente três frentes: danos físicos à carga, obrigações relacionadas ao salvamento e à avaria grossa e perdas comerciais provocadas pela demora na entrega. A cobertura de cada situação dependerá das condições contratuais e das apólices aplicáveis.

Medidas prioritárias para importadores e exportadores

Enquanto o HMM Platinum permanece com a viagem interrompida, os envolvidos no transporte devem concentrar esforços em três prioridades: verificar a condição das mercadorias, preparar as garantias financeiras exigidas e definir uma estratégia viável para a continuidade do transporte.

O acompanhamento deve ser feito em conjunto com seguradoras, representantes de sinistros, agentes de carga e transportadores. A organização antecipada dos documentos e a resposta rápida às solicitações podem facilitar a análise das responsabilidades e o processo de liberação das mercadorias.

A definição do porto de refúgio, os resultados das vistorias e as decisões sobre o transporte subsequente serão determinantes para esclarecer a extensão dos prejuízos e os impactos logísticos do incêndio.

FONTE: Yang Chen via LinkedIn
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração gerada por inteligência artificial, apenas para referência. Não é uma fotografia do incidente.



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Transporte

MSC e ONE assumem serviço Ipanema entre Ásia e América do Sul em abril de 2027

A MSC e a Ocean Network Express (ONE) passarão a operar em conjunto o serviço marítimo Ipanema, que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul. A mudança ocorrerá após o fim do atual acordo de compartilhamento de navios com a Hapag-Lloyd.

De acordo com a MSC, a primeira viagem sob o novo modelo operacional está prevista para sair de Xangai, na China, em 3 de abril de 2027. A operação manterá a frequência semanal e a conexão entre importantes mercados asiáticos e portos sul-americanos.

MSC ampliará frota no serviço Ipanema

Atualmente, o serviço Ipanema funciona por meio de um acordo de compartilhamento de embarcações, conhecido como Vessel Sharing Agreement (VSA), entre MSC, ONE e Hapag-Lloyd.

Com a reorganização, MSC e ONE continuarão atendendo a rota, enquanto a Hapag-Lloyd deixará de integrar a parceria.

A MSC também anunciou que adicionará navios à operação, com o objetivo de ampliar sua atuação no corredor marítimo entre a Ásia e a Costa Leste da América do Sul. Até o momento, a companhia não divulgou o número de embarcações que serão incorporadas nem a capacidade adicional da frota.

Serviço marítimo manterá escalas em portos brasileiros

A nova configuração do serviço Ipanema preservará a conexão com portos estratégicos do Brasil, além de atender destinos no Uruguai e na Argentina.

No território brasileiro, a rota continuará contemplando Santos, Paranaguá, Navegantes e Rio Grande. Já Montevidéu e Buenos Aires permanecerão como pontos de conexão para os mercados uruguaio e argentino.

A manutenção dessas escalas permite que o serviço continue atendendo aos fluxos de transporte marítimo de cargas entre os principais centros comerciais da Ásia e os portos da região.

Confira a rota completa do serviço Ipanema

A rotação divulgada pela MSC prevê escalas nos seguintes portos:

Xangai – Ningbo – Shekou – Hong Kong – Singapura – Santos – Paranaguá – Navegantes – Montevidéu – Buenos Aires – Rio Grande – Paranaguá – Navegantes – Santos – Singapura – Hong Kong – Xangai.

O itinerário inclui escalas repetidas em Santos, Paranaguá e Navegantes, contemplando diferentes etapas da operação na costa sul-americana, tanto nos fluxos de chegada quanto nos de saída.

Frequência semanal será mantida a partir de 2027

Segundo a MSC, o serviço Ipanema continuará com frequência semanal, mantendo a proposta de oferecer tempos de trânsito competitivos e conexões diretas entre importantes origens asiáticas e os principais portos da Costa Leste da América do Sul.

A entrada em vigor do novo modelo está programada para 3 de abril de 2027, com a saída do primeiro navio de Xangai. A data marcará a transição do acordo atual, que envolve três armadoras, para a operação compartilhada entre MSC e ONE.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MSC

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Transporte

Drewry prevê 39 viagens canceladas no transporte marítimo nas próximas cinco semanas

Um levantamento da consultoria Drewry aponta que 39 viagens deverão ser canceladas nas próximas cinco semanas, em um total de 710 saídas programadas. O cenário representa cerca de 5% de blank sailings, enquanto a expectativa é de que aproximadamente 95% dos navios mantenham os embarques previstos.

A análise considera o período entre a semana 41, de 5 a 11 de outubro, e a semana 45, de 2 a 8 de novembro. Nesse intervalo, as principais rotas do transporte marítimo internacional — Transpacífico, Transatlântico e Ásia–Norte da Europa e Mediterrâneo — deverão registrar cancelamentos equivalentes a 5% das partidas anunciadas.

Transpacífico concentra quase metade dos cancelamentos

A distribuição das interrupções não é uniforme entre as principais rotas marítimas.

Segundo a Drewry, a rota Transpacífica no sentido leste concentra 49% das viagens canceladas. Em seguida aparece o corredor Ásia–Norte da Europa e Mediterrâneo, com 33% dos cancelamentos.

A rota Transatlântica responde pelos 18% restantes e, proporcionalmente, segue menos afetada pelas alterações na programação.

Maioria dos serviços deve operar normalmente

Para os embarcadores, o índice relativamente baixo de cancelamentos indica que a maior parte dos serviços marítimos programados deve funcionar normalmente ao longo das próximas semanas.

A Drewry, entretanto, destaca que a concentração dos cancelamentos em determinadas rotas continua sendo um fator relevante para o planejamento das operações e para a disponibilidade de espaço nos navios.

As empresas que utilizam o transporte marítimo deverão acompanhar especialmente eventuais novos ajustes realizados pelas companhias de navegação, que podem alterar a oferta de capacidade e os itinerários disponíveis.

Demanda após a Semana Dourada pode mudar cenário

A consultoria também chama atenção para possíveis mudanças no comportamento da demanda por transporte marítimo após a Semana Dourada.

Nesse contexto, novos ajustes de capacidade promovidos pelas companhias de navegação poderão afetar a oferta de espaço em diferentes corredores comerciais.

A situação ganha importância principalmente na rota Ásia–Europa/Mediterrâneo, onde a retomada de serviços pelo Canal de Suez está adicionando capacidade ao fluxo comercial.

Canal de Suez aumenta capacidade na rota Ásia-Europa

O retorno de serviços à rota do Canal de Suez representa uma mudança importante para o mercado entre a Ásia e a Europa. A ampliação da capacidade disponível poderá influenciar a oferta de espaço e a programação dos serviços nas próximas semanas.

Por outro lado, o número relativamente reduzido de cancelamentos no corredor Transpacífico pode contribuir para manter uma disponibilidade de espaço mais firme nessa rota.

A evolução dos blank sailings e os ajustes de capacidade das companhias marítimas serão, portanto, fatores importantes para o comportamento do mercado no curto prazo.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Eventos

Meeting Comex 2026 teve público recorde e participação internacional

O Meeting Comex 2026 reuniu 3 mil empresários, executivos e profissionais ligados aos negócios internacionais e marcou a primeira edição com caráter internacional. Na 13ª edição, o evento teve números que reforçam a dimensão alcançada no cenário do comércio exterior brasileiro. O encontro foi realizado nos dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC).

Promovido pela Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), o Meeting Comex contabilizou mais de 20 horas de conteúdo técnico, reunindo especialistas, lideranças empresariais, representantes de órgãos anuentes e nomes com atuação nos cenários nacional e internacional.

Entre os temas discutidos estiveram a influência da geopolítica nos negócios internacionais, o acordo entre União Europeia e Mercosul, os impactos da reforma tributária no comércio exterior, o transporte aéreo de cargas, os desafios do transporte marítimo global e questões relacionadas à atuação administrativa dos órgãos anuentes.

Conteúdo técnico e decisões que impactam o comércio exterior

A programação foi construída a partir de temas que estão diretamente relacionados aos desafios enfrentados pelas empresas que atuam no comércio internacional. Painéis com CEOs, representantes de órgãos públicos e especialistas dividiram espaço com palestras de nomes como o secretário Paulo Bornhausen, o general André Novaes, o presidente da ABIMAQ, José Velloso, e o empresário, diplomata e economista Marcos Troyjo.

Além das discussões nos palcos, o evento também ofereceu workshops e espaços voltados à troca de experiências e à geração de negócios, aproximando profissionais de diferentes segmentos da cadeia de comércio exterior e logística.

Um dos principais marcos desta edição foi a internacionalização do evento. Delegações de câmaras de comércio de 17 países participaram da programação, ampliando as possibilidades de conexão entre empresas brasileiras e mercados estrangeiros.

A presença internacional acompanhou uma proposta que foi além da exposição de tendências. O Meeting Comex buscou aproximar empresários, especialistas e instituições para discutir oportunidades concretas de negócios e os movimentos que podem influenciar as relações comerciais nos próximos anos.

A área de exposição também teve papel importante nesse processo, reunindo dezenas de empresas e criando um ambiente de relacionamento e networking ao longo dos dois dias.

Público recorde reforça dimensão do evento

Com 3 mil participantes, o Meeting Comex 2026 registrou o maior público de sua história. O número reúne empresários, executivos, profissionais e representantes de organizações ligadas ao comércio exterior e aos negócios internacionais.

A participação recorde ocorre em um momento de transformações importantes para o setor, marcado por mudanças regulatórias, avanços tecnológicos, reorganização de rotas logísticas e um cenário geopolítico que influencia diretamente as relações comerciais. Nesse contexto, o evento se consolidou como um espaço para acompanhar essas transformações e, principalmente, discutir seus impactos sobre as empresas brasileiras.

Para a CEO da ReConecta News, Renata Palmeira, eventos como o Meeting Comex têm papel importante para profissionais e empresas que precisam acompanhar as transformações do comércio exterior e, ao mesmo tempo, fortalecer suas conexões no mercado. “Eventos como o Meeting Comex são fundamentais porque reúnem, em um mesmo ambiente, informação, atualização e networking. O comércio exterior está em constante transformação, seja pelas mudanças regulatórias, pela tecnologia, pela logística ou pelo cenário internacional. Estar presente nesses encontros permite acompanhar de perto o que está acontecendo, trocar experiências com outros profissionais e criar conexões que podem se transformar em oportunidades e novos negócios”, destaca Renata.

Conexões como estratégia para o futuro

Para a presidente do Meeting Comex 2026, Carolina Botelho, a capacidade de adaptação continuará sendo uma característica necessária para quem atua no comércio exterior. “Os mercados continuarão mudando. Novas tecnologias surgirão, rotas serão redesenhadas e desafios inevitavelmente aparecerão. Essa é a realidade do comércio exterior. Em meio a tudo isso, permanece a nossa convicção de que são as conexões entre pessoas que tornam possível aproximar mercados”, afirma.

O presidente da ACIJ, André Daher, também destacou o papel do evento na estratégia da entidade para o desenvolvimento empresarial. “Com o Meeting Comex, a ACIJ reafirma seu compromisso de liderar e articular o aumento de competitividade das empresas, o desenvolvimento da economia e o bem-estar das pessoas. Continuaremos a construir juntos um futuro sempre promissor, um futuro em que as parcerias internacionais estarão cada vez mais presentes no dia a dia das empresas associadas à entidade”, destaca.

Mais do que dois dias de palestras e painéis, o encontro reforçou a importância da aproximação entre empresas, instituições e mercados em um cenário no qual decisões tomadas em diferentes partes do mundo podem repercutir diretamente sobre a cadeia de suprimentos brasileira.

Para o setor, a edição de 2026 também representa um movimento de ampliação das conexões internacionais do evento e abre espaço para que os próximos encontros avancem ainda mais na discussão sobre competitividade, inovação, logística e negócios globais.

Fonte: ACIJ / Meeting Comex 2026

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Eventos

Meeting Comex 2026 reúne setor em Joinville com debates sobre comércio exterior e logística

O primeiro dia do Meeting Comex 2026, nesta terça-feira (22), na Expoville, em Joinville (SC), reuniu profissionais, empresas e representantes do poder público para discutir os desafios e as oportunidades do comércio exterior brasileiro.

Promovido pela Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) há 13 anos, o encontro tem como foco aproximar os diferentes elos da cadeia logística e do comércio internacional, promovendo conhecimento, troca de experiências e conexões entre os participantes. Para a presidente do Meeting Comex, Carolina Botelho, o primeiro dia do evento superou todas as expectativas. “O primeiro dia contou com um conteúdo técnico de alta relevância, além da participação de representantes de câmaras de comércio e consulados, fortalecendo as conexões internacionais,” destaca.

A equipe do ReConecta News está presente no evento, acompanhando de perto a programação, realizando entrevistas e trazendo os principais destaques para seus leitores e seguidores. Para a CEO Renata Palmeira, acompanhar iniciativas como o Meeting Comex é fundamental para fortalecer conexões, ampliar o acesso à informação e valorizar os profissionais que movimentam o comércio exterior e a logística.

O papel do comércio exterior na internacionalização de Santa Catarina

Um dos momentos de destaque do primeiro dia foi a apresentação de Paulinho Bornhausen, secretário executivo de Articulação Internacional de Santa Catarina, sobre o acordo entre União Europeia e Mercosul.

Durante sua fala, Bornhausen ressaltou a importância de iniciativas como o Meeting Comex para estimular a internacionalização e ampliar a conexão das empresas catarinenses com os mercados globais. Ele também destacou o protagonismo do comércio exterior nesse processo, defendendo que a internacionalização depende da atuação direta do setor e de seus profissionais. “Não basta SC querer ser a porta de entrada para o Brasil, precisamos consolidar isso”, afirmou.

A declaração reforça o desafio de transformar a posição estratégica de Santa Catarina em resultados concretos, ampliando a competitividade das empresas e fortalecendo a infraestrutura e as conexões internacionais do estado.

Reforma Tributária no Comércio Exterior entra em debate

A Reforma Tributária também esteve entre os principais assuntos do encontro. O painel “Reforma Tributária no Comércio Exterior: Impactos na Importação” reuniu representantes da Receita Federal, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/SECEX) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A discussão colocou em pauta os efeitos das mudanças tributárias sobre as operações de importação, tema de interesse direto para empresas, profissionais e operadores envolvidos nas cadeias internacionais de negócios.

A presença de representantes de órgãos públicos e de uma instituição multilateral contribuiu para aproximar o debate técnico dos desafios enfrentados pelo mercado, em um momento de adaptação às mudanças no sistema tributário brasileiro.

Cases de sucesso

A programação também abordou o papel da infraestrutura aeroportuária na competitividade do comércio exterior. No painel “Transporte Aéreo de Cargas 2027: Conectividade, Infraestrutura e Competitividade”, representantes da Lufthansa, Floripa Airport e Ponta Negra discutiram a contribuição das companhias aéreas e dos aeroportos para a transformação da logística internacional.

O case do Floripa Airport, administrado pela Zurich Airport Brasil, evidenciou a expansão das operações de carga aérea e o fortalecimento das conexões internacionais de Santa Catarina. Em julho a operação registrou o marco de 1.000 voos cargueiros, e deve fechar o ano de 2026 com mais de mil clientes.  “Saltamos de 300 clientes em 2021 para 1.300 clientes até o fim desse ano,” destaca Davi Piza, gestor de Logística.

A agenda do primeiro dia também contou com a palestra de Marcos Troyjo, sobre o comércio exterior brasileiro no contexto ESG 2.0, além de atividades de relacionamento e networking entre os participantes.

Segundo dia terá debates sobre anuentes, liderança, fretes e geopolítica

Nesta quarta-feira (23), o Meeting Comex 2026 continua na Expoville, em Joinville, com uma programação voltada a temas técnicos e estratégicos que impactam diretamente as operações de comércio exterior e logística.

Segundo a presidente do Meeting Comex, Carolina Botelho, a expectativa é de um público ainda maior, com recorde de ingressos vendidos e inscritos no evento. “Um dos destaques da programação será a palestra do general André Novaes, que abordará a geopolítica e seus impactos no comércio exterior, trazendo também perspectivas e informações sobre o cenário atual do país”, finaliza.

A programação pode ser acessada no site oficial do evento.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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